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Descubra o que os seus sonhos eróticos dizem sobre você

O sonho é uma linguagem simbólica que nosso inconsciente -uma espécie de porão da mente, onde ficam guardados conflitos não resolvidos e desejos reprimidos – usa para se manifestar. Por essa razão, não tão temos controle o conteúdo desses sonhos.

Mas, para muitas pessoas, os sonhos eróticos podem ser a única maneira de expressar aquilo que elas sentem em relação ao sexo. A seguir, três especialistas falam sobre os tipos mais comuns: Carla Cecarello, sexóloga e coordenadora do projeto AmbSex (Ambulatório de Sexualidade) da Associação Brasileira de Sexualidade; Oswaldo Rodrigues Jr., sexólogo e coordenador do grupo de pesquisas do Instituto Paulista de Sexualidade e Amaury Mendes Junior, ginecologista e terapeuta sexual pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana.

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Sonho erótico com celebridades
Você acorda e se dá conta de que sonhou com aquele ator de novela, de série ou, ainda, com a apresentadora do telejornal. De acordo com os especialistas, esse tipo de sonho erótico é bem comum, porque somos cercados de estímulos midiáticos. Eles podem indicar atração por algo específico daquele famoso: o corpo, o sorriso ou a maneira de se vestir, por exemplo. Até mesmo um personagem pode despertar desejo, por ser coerente com o que a pessoa gosta em um homem ou em uma mulher. Esse tipo de sonho só precisa ser olhado com mais cuidado se for muito frequente: isso pode indicar que para você, há poucos estímulos eróticos em pessoas que fazem parte do seu cotidiano.

Com ex-parceiros
O sonho pode indicar saudade, mas não da pessoa com quem termino, mas sim de alguma situação positiva que viveram juntos. Talvez o sexo fosse bom, mas a convivência difícil, por exemplo. Sonhar com o ex pede uma reflexão: o que eu tinha no relacionamento antigo que não tenho hoje? Posso conseguir isso com outra pessoa? Se já estiver com outra pessoa, vale pensar o que não está correspondendo às suas expectativas e chamar o parceiro para uma conversa – sem citar o sonho, de preferência.

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Com o par
Algumas pessoas têm sonhos eróticos com o parceiro por estarem muito satisfeitas com a performance do casal na cama. Por outro lado, o mesmo sonho erótico pode ser uma forma de ressaltar algo que falta no sexo. É preciso refletir e conversar com o par sobre o que sentiu: um sonho que revele algo que ainda não fizeram pode indicar o caminho para o aperfeiçoamento e para a busca de uma sintonia sexual maior.

Em lugar público
O sonho pode revelar medo relacionado a uma situação em que você se sente pressionado ou culpado, diante da perspectiva de ser pego ao fazer algo que não considera correto. Pode até ser que a lembrança não tenha nada a ver com o sexo. Sonhar que é pego em flagrante durante a transa também pode indicar que você sentiria prazer ao ser surpreendido nessa situação.

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Sonhar com sexo grupal pode revelar uma necessidade de se expressar sem julgamentosimagem: Getty Images

Sexo grupal
Pode revelar uma necessidade de se expressar no sexo de uma forma mais liberal, sem julgamentos ou impedimentos. Pode também indicar o desejo por alguém que domine ou conduza a transa de outra forma. É o tipo de sonho que não precisa ser compartilhado com o parceiro, sob o risco de ele não entender o que você realmente deseja. Mas é possível, sim, conversar sobre algo que descobriu: por exemplo, o desejo de ser mais cortejado antes do sexo.

Com um amigo ou parente
As pessoas com as quais sonhamos não são, necessariamente, as mesmas da vida real. Por isso, ao acordar de um sonho como esse é preciso se perguntar: essa pessoa que apareceu no sonho é realmente esse conhecido ou familiar? Ou representa outra pessoa, mesmo que tenha aparência diferente? O sonho também pode levar a outra reflexão: será que você precisa pensar em uma pessoa por não poder estar com outra?

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Com pessoas do mesmo sexo
Esse sonho não indica atração homossexual. Pode significar, por exemplo, um desejo maior de compreensão: talvez você acredite que pessoas do mesmo sexo entendam melhor o que está sentindo. Assim como todo sonho, só é preciso procurar ajuda de um profissional se a situação for recorrente. Nesse caso, um especialista o ajudará a identificar o real motivo do sonho e até a analisar os desejos inconscientes.

 

Uol

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Por que não lembramos de todos os sonhos?

sonhos-dormindoO sono é a parte em que o nosso corpo tem para descansar. Quando dormimos, o sono acaba se dividindo em cerca de quatro e cinco ciclos durante uma noite de sete a oito horas. Estes ciclos, por sua vez, são divididos em duas fases: sono não-Rem e sono REM.E é justamente durante o sono REM que sonhamos.

É comum lembrar apenas dos sonhos perto da hora de acordar. Durante a fase REM do sono, quando sonhamos, o cérebro armazena parte do aprendizado motor e/ou cognitivo aprendido durante o dia. Além disto, a atividade elétrica cerebral neste período é igual ao período da vigília, quando estamos acordados. Ao acordarmos durante este período do sono, é possível se lembrar do que estávamos sonhando.

Algumas pessoas não conseguem lembrar do que sonharam na noite anterior. Há ainda aqueles que, efetivamente, não se lembram dos seus sonhos, o que não sabemos explicar exatamente. Nestes casos, talvez questões genéticas e/ou psicológicas poderiam explicar o problema.

Fonte: Minha Vida

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Casais trocam filhos por viagens, sonhos de consumo e folga no orçamento

A terapeuta Maria Helena Novaes*, de 40 anos, optou por não ter filhos. Com uma renda confortável, ela dificilmente teria realizado o sonho de conhecer o mundo se tivesse engravidado. E essa escolha teve mais ligação com dinheiro do que com falta de tempo ou dedicação.

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Casal com renda de R$ 5 mil pode acumular R$ 3,3 milhões em 30 anos, com 25% do que iria para os filhos

Ela e o marido traçaram um planejamento financeiro para desfrutar da vida de turistas. “Sempre viajamos duas vezes por ano, mas, se tivéssemos filhos, não conseguiríamos bancar todo o conforto e mimos dessas viagens”, conta Maria Helena.

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Gisele Céo*, de 33 anos, deixou de ser dependente dos pais há pouco tempo, ao passar em um concurso público federal. Com renda em torno de R$ 6 mil, ela não tem vergonha em dizer que prefere não comprometer seu orçamento com as despesas de um filho, embora diga gostar de crianças.

“Agora que posso decidir como gastar meu dinheiro como bem entender, vou me endividar por anos, sem fazer minhas vontades? Não, existem outras formas de encontrar realização além de filhos, e o dinheiro proporciona algumas delas, por que não?”.

Pessoas sem filhos são cada vez mais numerosas no Brasil. O percentual de casais que optaram por não gerar herdeiros cresceu de 14% para 19% entre 2002 e 2012, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no ano passado.

“Mais caro que um carro de luxo e um cruzeiro pelo mundo”

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Grupo dos sem filhos ganhou o apelido dink nos EUA (“dupla renda, sem filhos”)

De tão representativo, o grupo dos sem filhos ganhou o apelido de “dink” nos Estados Unidos (abreviação de “double income, no kid”, ou “dupla renda, sem filhos”). A economista e psicanalista francesa Corinne Maier, autora do livro “Sem Filhos – 40 Razões Para Você Não Ter”, admite ter se arrependido de engravidar e um dos motivos foi financeiro.

“Um filho custa uma fortuna. Está entre as compras mais caras que um consumidor médio pode fazer em sua vida. Em matéria de dinheiro, custa mais caro que um carro de luxo do último tipo, um cruzeiro ao redor do mundo, um apartamento de quarto e sala em Paris. Pior ainda, o custo total pode aumentar no correr dos anos”, diz, em trecho do livro.

Um cálculo feito pelo professor da ESPM e presidente do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), Adriano Maluf Amui, mostrou que, dependendo da condição econômica dos pais e da disposição em investir no futuro do filho, os gastos com o rebento podem variar entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão ao longo de 21 anos – considerando-se apenas gastos básicos, com educação, saúde e lazer.

“O custo de criar um filho aumentou muito para a nova geração em idade fértil”, diz o educador financeiro do instituto Dsop, Reinaldo Domingos. Levando-se em conta o aumento do custo da educação e o prolongamento da dependência para perto dos 30 anos de idade, a decisão por ter filhos passa cada vez mais pela condição financeira do casal.

“Se você não quer comprometer 25% do que ganha, não tenha filhos”

Os pais precisarão desembolsar, no mínimo, 25% de todo o ganho familiar nesta nova vida, como um investimento, ao longo de décadas, estima Domingos. “Se você não quer comprometer 25% da sua renda com outra pessoa, não tenha filhos”, alerta o educador financeiro.

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Ausência de filhos não garante vida financeira confortável, alerta educador do Dsop

Embora não ter filhos gere uma economia considerável, alerta Domingos, essa opção está longe de garantir uma vida financeira tranquila. Da mesma forma, quem gerou uma vida pode ter pleno controle de seu orçamento. A educação financeira, lembra, nada tem a ver com a escolha em ter filhos.

Se o casal for excessivamente consumista, mesmo sem filhos, pode se frustrar por não conseguir formar uma poupança ou fazer um plano de previdencia como gostaria. Já uma pessoa controlada e com perfil investidor pode ter dinheiro de sobra para suas realizações pessoais, ao lado dos filhos.

Portanto, diz Domingos, ao considerar motivos financeiros dentro da opção de ter filhos, deve-se levar em conta não só quanto se ganha, mas como a pessoa lida com o dinheiro. Deve-se pesar sonhos e prazeres: por exemplo, sem filhos, pode-se destinar os 25% para umqa doação, para um plano de aposentadoria ou um estilo de vida mais confortável.

Economia dos “sem filhos” pode ser direcionada para outros sonhos

O educador financeiro do Dsop calculou três casos hipotéticos de quanto um casal pode acumular ao longo de décadas com a quantia que deixaria de investir se tivesse filhos. A estimativa considerou aportes mensais de 25% da renda familiar, levando em conta um rendimento médio de 0,65% por mês e a inflação anual de 5,91% ao ano (correspondente ao IPCA do ano passado):

CASO 1 – Renda de R$ 2 mil

Investimento mensal: R$ 500,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 452.290,18

Valor acumulado em 30 anos: R$ 1.345.061,76

CASO 2 – Renda de R$ 5 mil

Investimento mensal: R$ 1.250,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 1.130.725,46

Valor acumulado em 30 anos: R$ 3.362. 654,41

CASO 3 – Renda de R$ 10 mil

Investimento mensal: R$ 2.500,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 2.261.450,91

Valor acumulado em 30 anos: R$ 6.725.308,81

 

iG

Gilberto Carvalho: Temos que disputar sonhos da juventude com o shopping center

ministro Gilberto Carvalho“A polícia foi formada ideologicamente para ver os manifestantes que protestam contra a Copa como se fossem inimigos contra quem se deve disparar balas de borracha. Sabemos que, de fato, a polícia jogou gasolina no fogo das manifestações, aumentando a indignação da população. Isso aconteceu em junho do ano passado durante a Copa das Confederações, e neste ano nos rolezinhos dos adolescentes que foram em grandes grupos aos shoppings. É uma concepção de segurança herdada da ditadura e que precisa ser superada”.

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A afirmação pertence a um dos ministros centrais do governo brasileiro, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, considerado nos meios políticos como o principal elo entre o ciclo Lula (sob cuja presidência trabalhou por oito anos) e o atual, da Presidenta Dilma Rousseff. “O Estado brasileiro foi montado pelas elites para proteger sua acumulação e reprodução da riqueza, e o aparato de segurança foi montado para conter aqueles que se opuserem a esse processo de acumulação econômica”, observa. A seguir, sua entrevista:

Ministro, para onde esse fenômeno vai evoluir?

É muito difícil prever, acredito que esses jovem estejam no centro de uma disputa ideológica e política que suscita um desafio para o nosso projeto, que foi exitoso ao proporcionar um futuro para esses jovens ao derrubar os muros e permitir que vão em multidões aos shoppings, em ter gerado novos consumidores, mas aí começa a batalha cultural.

Esses jovens estão cativados por valores do consumo, do exibicionismo, alguns entram em lojas de marcas caras não para comprar, apenas para provar, tirar fotos e mostrar no Facebook. Seus valores são parecidos com aqueles mostrados na televisão e nosso desafio é disputar essa hegemonia, propondo a solidariedade, a paz, o respeito à mulher.

Temos que ser capazes de oferecer a eles um projeto que desperte novos sonhos. Nós ganhamos as eleições de 2002, 2006 e de 2010, agora temos que repensar o esgotamento de nossas propostas para torná-las novamente atrativas para a população.

Haverá outro “incêndio” durante a Copa?

Sabemos que haverá manifestações, é natural que aconteçam em um país democrático, mas têm que ser sem violência. Entre os manifestantes, há grupos minoritários que atacam símbolos do capitalismo, incendeiam bancos, apedrejam concessionárias de automóveis importados. Estamos preocupados, mas acreditamos que não haverá um incêndio.

No mês passado, fui ao Fórum Social Mundial em Porto Alegre, estávamos jantando quando o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, pediu licença para resolver um problema entre manifestantes e policiais. Como governador, ele ordenou não reprimir, mas não é fácil que a polícia fique imóvel quando alguns insultam, cospem neles.

A reeleição da Dilma depende da Copa?

Considero quase impossível que existam problemas graves e se, conforme esperamos, tudo correr bem na Copa, tudo será festa. Inclusive se a Argentina for campeã (risos), isto permitirá que a vida das pessoas continue normalmente e isso não vai beneficiar a candidatura da Dilma. Mas se a Copa for afetada por episódios violentos, se algum jogo for suspenso ou alguma coisa do tipo, o que me parece improvável, isto sim poderia afetar a presidenta. Por isso estamos trabalhando fortemente para que tudo corra bem, queremos que a população participe de atividades culturais, que tenha lugares onde festejar, não apenas nos estádios.

Em que ponto isso se relaciona com o debate de democratização da mídia?

Acredito que o debate sobre a democratização é irreversível, e que o monopólio absoluto da informação já começou a ser relativizado. Está sendo quebrado através da contrainformação nas redes sociais, nos blogs.

No Brasil, os veículos tradicionais criminalizam o debate sobre a democratização afirmando, astutamente, que o governo quer ter uma mídia oficialista para restringir a liberdade, quando o que queremos é ampliar a liberdade.

Queremos que mais pessoas tenham acesso à mídia, que outros pontos de vista possam ser divulgados, nós queremos que a realidade não seja filtrada pelos donos dos veículos.

A presidenta Dilma enviará uma lei ao Congresso?

A presidenta Dilma não enviará uma lei ao Congresso para ser derrotada. É preciso, antes de propor uma lei, fazer um trabalho de esclarecimento da população, que já começou a relativizar o que a grande imprensa, cuja credibilidade está diminuindo, diz.

Acredito que antes de enviar uma lei precisamos que existam veículos que deem um tratamento democrático à informação, não falo de canais do governo, mas de meios que permitam ao leitor ou ao espectador ter acesso a vários pontos de vista. Temos que enfrentar uma forte batalha pela democratização da mídia…. É preciso reconhecer que a esquerda brasileiro cometeu um equívoco ao não dar importância suficiente para o tema. Não é apenas com uma lei que se faz a democratização.

Acredito que não demos apoio suficiente a veículos que fizessem contraposição à imprensa tradicional. Eu me pergunto por que não temos, no Brasil, um jornal como o Página 12, da Argentina, ou como La Jornada, do México. Quem dera nós tivéssemos um Página 12.

Lula voltará em 2018?

Espero que Lula volte à presidência em 2018, acredito que seja possível que ele volte, e é preciso trabalhar para isso.  Se Lula voltar em 2018, não será somente alguém que volta ao poder depois de dois governos (2003-2010), Lula é uma expressão do povo brasileiro. É alguém que fortalece a autoestima do povo. Eu acredito que com Lula no governo de 2018 a 2022 fecharíamos um ciclo.

 

carta maior

Fantasia sexual: 59% das pessoas se inspiram em sonhos eróticos

Foto: Getty Images
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A maioria das pessoas, 59%, tem sido inspirada a tentar algo novo sexualmente por um sonho, segundo estudo feito pela empresa Lovehoney. A pesquisa descobriu que 93% das pessoas têm sonhos eróticos regularmente e que mais de um quarto realiza a fantasia poucos dias depois. As informações são do Daily Mail.

 

Além do parceiro atual, a figura mais comum no sonho erótico é um amigo. Em seguida, de acordo com a pesquisa, aparece o ex-amante, seguido por uma pessoa do círculo de convivência e uma celebridade. Quase dois terços das pessoas, 61%, acham que há significados ocultos nos sonhos eróticos. Dos entrevistados, 70% afirmaram que têm mais propensão a sonhar com sexo quando estão frustrados na vida sexual.

 

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As mulheres são mais propensas a discutir o significado dos sonhos com o parceiro, 62 % delas fazem isso, em comparação com 54 % dos homens. Dois quintos, 39 %, dos voluntários disseram que se sentem frustrados por acordarem no meio do sonho erótico e não conseguirem acompanhar o ato até o final.

 

Após o sonho, 69% das pessoas fazem sexo assim que acordam. Dos entrevistados, 99% disseram gostar de ter sonhos com sexo. Do total, 26% têm sonhos eróticos diariamente, 16 % uma vez por semana, 12% a cada 15 dias e 14% uma vez por mês. Os resultados foram baseados em uma pesquisa com 1.855 pessoas feita pela empresa de estilo de vida adulto Lovehoney.

 

Terra

Sonhos com ciúme levam a problemas reais na relação, diz estudo

Foto: Getty Images
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Você já sonhou que seu parceiro estava com outra e ficou com ciúme? Pois saiba que isso pode desencadear problemas reais no relacionamento. Segundo pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos, o conteúdo do sonho pode afetar a forma como agimos quando acordamos. Os dados são da publicação Social, Psychological and Personality Science e foram divulgados pelo jornal Daily Mail.

Os pesquisadores pediram que 61 homens e mulheres, todos em um relacionamento amoroso, anotassem detalhes de seus sonhos assim que acordassem. Todos preencheram questionários sobre personalidade e detalhes do dia a dia, incluindo quanto tempo passavam com seus companheiros, brigavam com eles ou tinham momentos amorosos.

 

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Ao analisar o conteúdo de 842 sonhos, constatou-se que 87% dos voluntários contaram com a presença da cara-metade pelo menos uma vez na história. Quando sentiam ciúme, acabavam tendo mais discussões e problemas no relacionamento no dia seguinte. Sonhos com conflitos conjugais também previram maiores dificuldades. Quando o assunto era infidelidade, havia queda no amor e intimidade. Por outro lado, momentos carinhosos na fantasia foram sucedidos por bons momentos na vida amorosa.

 

 

Terra

Técnica que “lê” sonhos pode ajudar a compreender a memória

memoriaAinda é cedo, mas já dá para imaginar: você deita à noite, dorme e, quando acorda, na manhã seguinte, tem um relatório dos seus sonhos com detalhes de todas as suas incursões oníricas. Em estudo recente, cientistas japoneses identificaram, com 60% de precisão, o conteúdo visual dos sonhos de voluntários, por meio de exames de ressonância magnética da atividade cerebral. Mais do que uma diversão inusitada, desvendar o território do inconsciente pode ser passo importante para compreender mistérios do cérebro humano, como o processo de memorização e o verdadeiro papel dos sonhos na nossa vida.

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Com os resultados positivos, o estudo tornou o tema mais acessível do ponto de vista científico, levando em consideração que o sonho é um objeto complexo e ainda bastante inexplorado na área da neurociência. “O fato é que, até a publicação deste estudo, não havia uma ferramenta objetiva para determinar o conteúdo de um sonho. Isto tornou um tema controverso e subjetivo em algo mais palpável e objetivo”, justifica o neurologista André Felício, pós-doutor pela Universidade da Colúmbia Britânica, do Canadá.

 

Imagens do cérebro
Publicada na revista Science, a pesquisa foi desenvolvida com auxílio de três voluntários, que tiveram seus sonhos monitorados por meio de exames de ressonância magnética. Enquanto eles dormiam dentro dos scanners, suas atividades cerebrais eram analisadas. Quando o monitor apresentava um determinado sinal, os voluntários eram acordados e solicitados a relatar o que estavam sonhando no estágio inicial de sono.

 

Esse processo foi repetido mais de 200 vezes com cada pessoa. Terminada essa fase, foi criado um banco de dados, para classificar as imagens descritas pelos voluntários e relacioná-las às imagens correspondentes apresentadas na ressonância magnética funcional. Feito isso, os cientistas também mediram a atividade cerebral dos voluntários enquanto eles estavam acordados e observavam algumas imagens relatadas em seus sonhos. Assim, foi criada uma espécie de léxico que associa sinais do cérebro a imagens.

 

De acordo com Yoichi Miyawaki, um dos autores do estudo e professor da Universidade de Eletrocomunicações (UEC), em Tóquio, esse conjunto de dados possibilitou treinar “decodificadores”, que aprenderam a relação estatística entre os sinais da ressonância magnética e a presença, ou ausência, dos conteúdos visuais. “Os decodificadores treinados foram capazes de prever conteúdos visuais relatados pelos voluntários, dados os sinais da ressonância magnética durante o sono, com uma precisão significativa”, destaca. O dispositivo decodificou as imagens observadas durante a fase onírica com 60% de precisão.

 

Próximas etapas
O estudo realizado constitui-se apenas do estágio inicial no domínio dos sonhos. Chegar a 100% de exatidão em sua “leitura” é um dos objetivos dos cientistas japoneses. “Nós não podemos dizer explicitamente quando vamos chegar a 100% de exatidão, mas estamos tentando desenvolver métodos para melhorar a precisão”, relata Miyawaki.

 

Para isso, serão necessários experimentos noturnos, já que todos os testes até agora foram realizados durante cochilos diurnos. “Um dos passos interessantes será aplicar métodos semelhantes aos sinais da ressonância magnética tomadas durante o sono REM noturno, no qual as pessoas também têm sonhos vívidos”, aponta o professor da UEC.

 

Assim, espera-se traduzir com maior fidelidade o conteúdo dos sonhos. Além de demonstrar imagens, próximos estudos podem revelar aspectos sensitivos, gustativos e auditivos. “O espectro ampliado das sensações humanas”, salienta Felício. De acordo com Yonekura, se hoje apenas algumas imagens podem ser decifradas, pesquisas futuras poderão viabilizar uma história inteira que a pessoa tenha sonhado.

 

Aplicações
Conforme Shigueo Yonekura, neurologista especialista em sono pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, os sonhos ainda são um grande mistério da medicina. Mas já se sabe que, muito além de historinhas para contar em rodas de amigos, os sonhos desempenham papel fundamental. “Sabemos objetivamente por experimentos científicos que os sonhos contribuem para fixar a memória na vida cotidiana, o que aprendemos durante o dia, é à noite que fixamos no cérebro o aprendizado, principalmente durante os sonhos, ou seja, na fase REM (sigla em inglês para ‘movimento rápido dos olhos’) do sono”, explica o Diretor do Instituto de Medicina e Sono de Campinas.

 

Dessa forma, é possível que, ao desvendar a essência dos sonhos, compreendam-se diferentes aspectos da memorização. “Os cientistas têm interesses particulares em conexões entre o sonho e a consolidação da memória. Esperamos que nossos resultados possam ajudar a compreender os mecanismos neurais da memória”, reforça Miyawaki.

 

Uma possibilidade mais prática em relação ao estudo é apontada por João Ricardo Sato, professor do Centro de Matemática, Computação e Cognição da Universidade Federal do ABC. De acordo com o pesquisador, experimentos como esse podem ser aprimorados para melhorar a qualidade de vida de indivíduos com distúrbios de sono, ansiedade ou stress. “Atualmente já se realiza a decodificação de estados mentais em indivíduos acordados. Se essas mesmas metodologias forem aplicadas para o sono REM, talvez isso traga informações relevantes não apenas sobre a qualidade de sono do individuo, mas também sobre possíveis estados mentais (ansiedade, angústia, etc) durante o sono”, pontua.

 

A maioria dessas aplicações para a leitura de sonhos deve residir em um futuro não tão próximo. Mesmo assim, é interessante vislumbrar o panorama da área a partir de agora. “O impacto hoje não é grande, mas o impacto futuro é enorme”, afirma Jorge Moll Neto, neurocientista cognitivo e diretor do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. “É um feito neurotecnológico que demonstra uma possibilidade real e sólida: de que o desenvolvimento de ferramentas como essa poderá tornar possível reconstruir em uma tela o que se passa na tela mental de uma pessoa acordada ou dormindo.”

 

 GHX Comunicação