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Oito principais dúvidas do uso do protetor solar

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 70% das radiações que irão causar câncer de pele foram recebidas na infância; por isso, recomenda-se que somente leve a criança à praia após os 12 meses de vida.

Pediatra Loretta Campos dá uma série de dicas aos pais sobre os riscos de exposição ao sol inadequada em bebês e crianças“As férias estão chegando e junto vem o verão, é necessário conhecer sobre as principais dúvidas do uso do protetor solar”.

1 – A partir de que idade posso usar protetor solar?

A partir dos 6 meses de idade. Antes a pele do bebê é muito sensível sendo o uso mais seguro após essa idade.

2 – Qual o fator do protetor solar que devo comprar?

Em média, o fator 30 é suficiente, mas nada impede que você use um fator de proteção mais forte. Importante avaliar se a pele da criança é seca ou oleosa, para a escolha adequada do protetor solar.

3 – Qual é a quantidade que deve ser aplicada nos pequenos?

Sempre o suficiente para cobrir uma camada por todo o corpo. Três colheres de chá cheias para um bebê de 6 meses são recomendadas.

4 – O protetor solar deve ser usado antes ou depois do repelente?

Sempre antes! O repelente é por último.

5 – De quanto em quanto tempo devo reaplicar o protetor?

Se a criança estiver em contato direto com o sol, o protetor deve ser reaplicado a cada 2hs. Lembrar de reaplicar todas as vezes que entrar em contato com a água.

6 – O protetor solar deve ser usado diariamente pelas crianças? Sim. Todas as vezes que a criança for sair de casa deve ser aplicado o protetor, de preferência 30 minutos antes do passeio. Isso evita o câncer de pele e o envelhecimento precoce. É importante lembrar que pouco tempo de exposição solar faz bem para a produção de vitamina D.

7 – Quais são os outros cuidados que protegem a criança do sol? Além do uso do protetor, usar roupas leves e de algodão que ajudam a filtrar o sol. Manter as crianças hidratadas e usar águas termais na praia e na piscina.

8 – Como saber se a criança é alérgica ao filtro solar? Fazer o teste por 3 dias na parte interna do antebraço para avaliar se terá alergia ou não.

Dra. Loretta Campos

Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

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Cinco marcas de protetor solar não passam em teste de qualidade

Usar corretamente evita manchas e acneA Proteste Associação de Consumidores analisou a qualidade de 10 marcas de protetor solar facial e o resultado não foi nada bom.  Sundown, L’Oreal, ROC, Sunmax e La Roche Posay apresentaram o fator de proteção solar (FPS) menor do que o indicado na embalagem. O produto da La Roche Posay tinha um FPS 42% menor do que o informado no rótulo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite uma variação de até 17% entre o informado na embalagem e a formulação do produto, mas nessas cinco marcas, a diferença foi maior que esse valor.

A Proteste avaliou 10 marcas

A Proteste avaliou 10 marcas Foto: Proteste

A associação também analisou a proteção UVA dos produtos. Desde 2012, a legislação brasileira determina que a proteção UVA do protetor solar deve ser um terço do FPS. O item da L’Oreal foi classificado como ruim, pois apresentou 26% do FPS rotulado ao invés dos 33% exigidos.

Os raios UVA podem provocar envelhecimento precoce e câncer de pele. O FPS filtra a radiação do tipo UVB, que pode causar vermelhidão, queimaduras e câncer de pele.

A Proteste reivindicou que as fabricantes corrijam os rótulos e façam recall dos produtos.

Resposta da Sundown e da ROC

A Johnson & Johnson Consumo, detentora das marcas SUNDOWN® e ROC®, reafirma seu compromisso com o consumidor na oferta de produtos de qualidade e na busca constante pela inovação e tecnologia dedicadas à saúde e ao bem-estar dos brasileiros. SUNDOWN® e ROC® oferecem o FPS declarado em suas embalagens, seguem a legislação nacional e são aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Vale reforçar que todos os produtos da linha SUNDOWN®, assim como os da ROC®, além de serem testados e aprovados pela Anvisa, também são validados por metodologias utilizadas por órgãos internacionais, como o FDA (Food and Drug Administration, dos Estados Unidos) e a CCE (Comunidade Comum Europeia).

Em resposta ao teste realizado pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), a Johnson & Johnson Consumo informa que não teve acesso a informações específicas sobre a metodologia, o que impede uma análise concreta e fidedigna dos resultados.

Resposta da L’Oreal

A L’Oréal refuta, de forma absoluta, os resultados apresentados pela Proteste e desconhece os critérios utilizados na realização dos testes em protetores solares conduzidos por esta entidade. O Grupo e suas marcas La Roche-Posay e L’Oréal Paris não foram informados sobre o laboratório no qual foram feitos esses testes, tampouco as condições e os resultados detalhados dos mesmos.

A L’Oréal reafirma seu compromisso com a saúde da população brasileira e fornece produtos seguros e de alta eficácia. Todos os testes de nossos produtos solares – em particular os referentes a segurança e eficácia – foram analisados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme regulamentação sanitária vigente.

Ao contrário da Proteste, a L’Oréal apresenta, com total transparência, as análises feitas por laboratórios independentes e de reconhecimento mundial, utilizando as metodologias ISO 24444:2010 (FPS) e ISO 24442:2011 (PPD).

Os testes dos produtos Anthelios XL Fluide FPS 70 (La Roche-Posay) e Solar Expertise Invisilight FPS 50 (L’Oréal Paris), que foram feitos nos laboratórios Dermscan, IEC France e Poland Dermscan, apresentam resultados absolutamente divergentes dos informados pela Proteste, conforme abaixo:

Resultados:

Anthelios XL Fluide FPS 70

(testes realizados pelo Laboratório Dermscan):

FPS = 85,4

UVA: 44,5

Solar Expertise Invisilight FPS 50

(testes realizados pelos Laboratórios IEC France e Poland Dermscan):

FPS = 58,9

UVA: 23,2

Resposta da Sociedade Brasileira de Dermatologia

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), única instituição reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como representante dos dermatologistas no Brasil, recebeu uma publicação da Associação Proteste com resultados relativos a testes realizados com protetores solares no Brasil e esclarece que:

Os resultados mostrados pela Proteste devem ser analisados com muita cautela.

A metodologia utilizada para a realização de testes com protetores solares deve ter rigorosa comprovação científica. Variações de métodos podem produzir resultados díspares, levando a conclusões equivocadas.

Os testes que medem a proteção à radiação UVB, chamado FPS, e os testes que medem a proteção à radiação UVA, são complexos, com pormenores e detalhes técnicos que podem interferir significativamente no resultado final.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia desconhece os métodos utilizados pela Proteste para realizar os testes com filtros solares e desconhece também o laboratório que os realizou. Da mesma forma, esta Sociedade não acusa o recebimento das análises técnicas efetuadas, que serviram como base para os resultados que porventura possam ser publicados.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia entende que, sem a análise detalhada dos dados completos relativos ao estudo publicado pela Proteste, não pode reconhecer os resultados apresentados.

Do ponto de vista de saúde pública, o mais importante é que o usuário de protetores solares faça uso continuado e em quantidade adequada desses produtos, cujo objetivo principal é a prevenção do câncer da pele, que é o tipo de câncer mais comum na população brasileira.

Diante desses esclarecimentos, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, única representante de mais de 8100 dermatologistas no Brasil, repudia qualquer divulgação precipitada, equivocada e alarmista que comprometa suas orientações de proteção solar e reforça que o uso do filtro solar continua sendo uma das mais importantes formas de prevenção do câncer da pele.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia estimula o uso continuado dos fotoprotetores e reforça sua credibilidade nos filtros solares brasileiros que são regulados pela Anvisa e considerados inclusive como referência mundial na tecnologia utilizada na sua fabricação. Concluindo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia vê com muita preocupação a divulgação de testes que, sem as devidas comprovações científicas/dermatológicas, podem desestimular o uso do protetor solar, o que seria um comportamento extremamente perigoso, especialmente no Brasil onde a incidência do câncer da pele é alarmante.

Resposta da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC)

A ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos refuta, rmais uma vez, os dados divulgados pela Proteste relativos à eficácia dos protetores solares.

A Proteste vem utilizando, ao longo dos anos, testes não reconhecidos pela comunidade científica internacional, apresentando resultados altamente questionáveis sobre produtos que há anos são consolidados no Brasil e no mundo. Apesar de mencionar na presente comunicação ter seguido as metodologias requeridas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Proteste continua não informando o laboratório que realizou a análise e não fornece os detalhamentos necessários que asseguram as condições em que foram feitos os testes.

Em um país com a segunda maior incidência de câncer da pele no mundo, é absurdo que um órgão ainda se manifeste de forma tão leviana contra o trabalho sério desenvolvido por indústrias, entidades científicas e autoridades na busca contínua da maior proteção para o consumidor. É importante lembrar que as indústrias de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos são reguladas pela Anvisa, órgão de alto respeito nacional e internacional, que exige a comprovação da eficácia e da segurança dos protetores solares via métodos validados internacionalmente.

Resposta da Proteste 

Realizamos o teste com produtos encontrados no mercado e disponíveis para o consumidor final, portanto os resultados informados por eles  podem não condizer com o mesmo produto/lote testado por nós, visto que as análises são válidas apenas para o lote em questão e não para todos os produtos do mercado. As análises realizadas estão de acordo com a metodologia descrita pela Anvisa na RDC nº 30 de 1 de Junho de 2012,  e o laboratório é capacitado e com reconhecimento internacional para a realização das mesmas.

emais

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Um terço dos pais erra ao aplicar protetor solar nos filhos

criancaCerca de um terço dos pais de crianças não aplica protetor solar de forma correta em seus filhos: essa parcela acredita que o uso produto é necessário apenas na praia ou em dias de verão. É o que mostra um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo com mais de 800 pais e 150 educadores de todo o país.

De acordo com o estudo, 38% dos entrevistados acham que o a proteção solar é desnecessária em dias nublados ou em outras estações do ano que não o verão. No entanto, dermatologistas afirmam que a criança deve se proteger do sol, usando bloqueadores solares, chapéus e ficando na sombra, por exemplo, durante o ano todo.

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Uso correto — “O ideal é que, após os seis meses de vida, a criança utilize protetor solar com fator de proteção de raios UVB de no mínimo 30 e com bloqueadores dos raios UVA, que estão presentes mesmo em dias nublados”, diz Paulo Criado, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo e dermatologista do Hospital das Clínicas da USP.  Segundo ele, antes disso, o bebê não deve ser exposto ao sol porque sua pele ainda é muito sensível, havendo risco de queimaduras.

O médico explica que, ao adulto aplicar protetor solar em uma criança, ele deve usar uma quantidade que cubra a palma de sua mão para conseguir proteger todo o corpo da criança. Além disso, a aplicação do produto deve ser feita pelo menos meia hora antes da exposição solar e repetida no primeiro momento de contato com o sol, a cada duas horas e também caso a criança transpire ou entre na água.

Segundo a pesquisa, uma das principais afetadas pela desproteção solar são as crianças com menos de três anos, já que 32% dos pais afirmaram que só passam a aplicar protetor solar em seus filhos a partir dessa idade. Além disso, 15% consideram que crianças de até dois anos não precisam usar o produto. “O dado é preocupante porque quanto mais a criança se expõe, maior o risco de câncer de pele no futuro”, diz Paulo Criado.

Câncer de pele — De acordo com o dermatologista, não proteger crianças contra a exposição ao sol pode ser um fator desencadeador de câncer de pele na vida adulta. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) calcula que a doença representa 25% de todos os tumores malignos diagnosticados entre brasileiros. “O câncer de pele, principalmente o melanoma, é semeado na infância. O dano que a radiação solar faz às células é acumulativo ao longo do tempo. Por exemplo, uma queimadura solar com bolha em uma criança dobra o risco de ela ter melanoma na vida adulta”, diz Criado.

Desprotegidos — O estudo dos dermatologistas ainda mostrou que mais da metade dos pais (58%) de crianças sabe que a falta de proteção solar na infância aumenta o risco de câncer de pele. Mesmo assim, 11% não passam protetor solar nos filhos – principalmente porque se esquecem (42%), acham o produto caro (32%) ou então não consideram que isso seja importante (15%). Além disso, a maioria dos pais que passam o produto nas crianças não o reaplica quando necessário.

O estudo também mostrou que os erros dos pais na hora de proteger crianças contra o sol se repetem entre os educadores. Embora a maioria (57%) dos professores entrevistados saiba que a desproteção solar na infância eleva o risco de câncer, metade deles deixa os seus alunos expostas ao sol no horário em que a radiação é mais intensa, entre as 10 e 15 horas.

Campanha — Segundo o dermatologista, é importante que pais e educadores ensinem a importância da proteção para as crianças. “É na infância que você consegue fixar mais esses ensinamentos. Por isso, a aprendizagem no colégio é fundamental. Mudando o hábito da criança, é provável que se mude, também, os hábitos de família”, diz.

A pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo foi publicada junto com a divulgação da nova campanha da entidade, “Sol, amigo da infância – pele protegida para toda a vida”. Em uma das ações, dermatologistas farão campanhas em escolas de todo país sobre o tema.

 

Veja

A Terra será atingida por forte tempestade solar

 

Em 11 de abril ocorreu uma forte explosão no Sol, o que levou à libertação de uma enorme quantidade de material solar para o espaço que poderá ser sentida na Terra neste domingo (14).

 

  

O material solar dirige-se diretamente para a Terra, por isso desta vez não poderemos evitar uma tempestade magnética.

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Este fluxo de prótons e nêutrons está se aproximando do nosso planeta e já esta noite irá provocar uma tempestade magnética, cujo auge será observado num período da meia-noite às três de madrugada de domingo.

A tempestade pode resultar em falhas de equipamento eletrônico e afetar as pessoas com problemas de saúde crônicos.

Fonte: Voz da Rússia

Não existe filtro solar que ofereça 100% de proteção à pele, adverte dermatologista

Nenhum dos protetores disponíveis no mercado protege totalmente a pele contra os efeitos nocivos dos raios solares, como queimaduras, envelhecimento precoce e o aparecimento do câncer. A advertência é da dermatologista Meire Brasil Parada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, para uma proteção completa esses produtos deveriam conter agentes contra os raios UVA e UVB, além de outras características como estabilidade do produto ao sol e calor e serem à prova d’água e da transpiração.[bb]

“Por isso os fabricantes agora são obrigados a incluir na fórmula, além de agentes anti-UVB,  agentes para bloquear a passagem dos raios UVA”, disse Meire Brasil.

A radiação UVA penetra profundamente na pele, sendo o principal responsável pelo envelhecimento,  algumas formas de câncer e catarata. Até bem pouco tempo esses efeitos nocivos eram desconhecidos. Já os raios UVB têm penetração mais superficial, causando queimaduras e alterações que também provocam câncer. O câncer de pele o mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país.

No final de novembro, a Proteste Associação de Consumidores divulgou teste com as marcas L´Oreal, La Roche-Posay, O Boticário, Coppertone, Cenoura & Bronze, Sundown, Avon, Nívea Sun, Banana Boat, Red Apple, para uso adulto, com fator FPS (Fator de Proteção Solar) 30. Das amostras, sete tinham FPS inferior ao informado no rótulo; dois não protegiam contra raios UVA e cinco se mostraram incapazes de manter a eficácia durante uma hora de exposição ao sol. Os testes com versões infantis incluíram cinco marcas, mas não detectaram problemas.

O teste avaliou ainda a clareza com que a informação é colocada no rótulo, a composição, a estabilidade do produto à radiação solar, a resistência à água, hidratação, tolerância da pele ao produto e consistência, entre outros aspectos.  Na época, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos refutou os dados, argumentando, entre outras coisas, que esses fabricantes seguem rígida regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para Meire Brasil, a proteção pode ser maior se a aplicação do produto for repetida a cada duas horas, em quantidades generosas. Ou seja, a cada aplicação em todo o corpo requer  o correspondente a uma xícara de café cheia do produto. “Só respeitando a frequência de aplicação e quantidade a cada duas horas é que se pode dizer que há proteção”, disse. Segundo ela, o mais comum é uma leve aplicação do protetor minutos antes da exposição ao sol, sem a reaplicação necessária ao longo da exposição.

Outra recomendação – que não substitui o uso do protetor – é evitar o sol entre as 10 e 16 horas e entre as 9 e 17 horas no horário de verão. E procurar abrigo na sombra de uma tenda ou guarda-sol, além de usar bonés, chapéus, viseiras e óculos escuros. “Uma medida não substitui a outra’, ressaltou.

Em junho passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução que aprova o Regulamento Técnico Mercosul sobre protetores solares em cosméticos. A medida atualiza métodos, padroniza a proteção UVA e determina informações que devem estar nos rótulos.

“São inúmeros os produtos expostos no mercado para proteção solar, mas é preciso que as pessoas sejam orientadas sobre como usá-los”, disse Sérgio Schalka, especialista em fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Segundo ele, uma das principais determinações da resolução, que dá dois anos para os fabricantes se adequarem, é que o Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo passe de 2 para 6. “Para dar mais proteção, o mínimo FPS deve ser 30”, disse. “Produtos que não tenham um FPS mínimo de 6 não podem ser declarado como protetores solares. A prevenção adequada ao câncer de pele depende de produtos com FPS cada vez maiores”.

A resolução da Anvisa estabelece ainda que protetores solares destinados ao uso em atividades recreacionais devem ser resistentes à água e ao suor, e que a rotulagem não induza o consumidor à falsa impressão de proteção total e proibe termos como “100% de proteção”.

redebrasilatual

Estudantes brasileiros constroem casa que consome somente energia solar

Imagine uma casa sustentável, com energia totalmente proveniente do sol e uso consciente da água. Isso é o que estudantes brasileiros/as estão desenvolvendo para participar do Solar Decathlon Europe (SDE) 2012, competição internacional em que 20 equipes constroem casas cuja fonte de energia é a solar. Pela primeira vez na competição, que ocorrerá em setembro próximo na Espanha, o Team Brasil levará para o concurso a Ekó House.

A equipe brasileira é formada por estudantes de graduação, mestrado e doutorado que participaram de um concurso nacional para integrar o time. Para orientar e colaborar com o trabalho, professores/as e coordenadores/as de diversas áreas – como arquitetura, marketing, design gráfico, engenharias: elétrica, mecânica, civil, de automação e controle, entre outras – dão suporte aos jovens.

Nosite do projeto, a equipe aponta que o conceito da casa é inspirado na tradição indígena de viver e de se adaptar aos ciclos humanos e da natureza, além de também incorporar, no projeto, a miscigenação brasileira.

“O nome Ekó, em Tupi-guarani, significa ‘viver’ ou ‘maneira de viver’. A Ekó House compartilha com a cultura Tupi-Guarani a importância do Sol como principal regulador da vida na Terra. […] A relação da Ekó House com a cultura indígena busca destacar a integração entre os ciclos da vida humana e da natureza, reforçando o relacionamento com os ciclos naturais, em oposição à ideia da casa como uma separação entre homem e ambiente natural”, destaca.

Bruna Mayer de Sousa, coordenadora de comunicação do grupo, explica que a casa começou a ser construída em novembro de 2011 e deverá ser finalizada em junho deste ano. De acordo com ela, a casa possui aproximadamente 47 metros quadrados divididos em cozinha, sala de jantar, sala de estar, banheiro e quarto. Além disso, a construção ainda possui varandas que mudam para se adaptar aos diferentes usos e clima durante o dia e o ano.

Segundo Bruna, toda a energia consumida na casa é proveniente do sol. “Para isso, tem painéis fotovoltaicos para a produção de energia elétrica e tubos evacuados para aquecimento solar da água”, descreve.

A casa também não é pensada para ser sustentável apenas em relação à energia. “O ciclo da água também é pensado na casa: a captação de água da chuva consegue água para fins não potáveis, o banheiro seco compostável reduz o consumo de água e o volume de água a ser tratada e o tratamento de águas cinzas através de zona de raízes. Além disso, na escolha de outros sistemas e materiais da casa, sempre se leva em conta diversos conceitos de sustentabilidade, buscando a melhor opção disponível, por exemplo: materiais reciclados ou recicláveis, produzidos localmente, madeira certificada, etc.”, revela.

O projeto é coordenado pela Universidade Federal da Santa Catarina (UFSC) e pela Universidade de São Paulo (USP) e conta com a colaboração de outras instituições de ensino do país, como: Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além do apoio de outras instituições de pesquisa e da Eletrobras como principal patrocinadora.

Veja fotos e mais informações em: http://ekobrasil.org/

Adital