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Três jovens sofrem acidente na rodovia que liga Serraria à Borborema; um morreu após ser socorrido

acidenteNa manhã deste domingo (16), um grave acidente aconteceu na rodovia PB 085, que liga as cidades de Serraria e Borborema, no Brejo paraibano. Duas motos colidiram de frente, as vítimas não usavam capacete. Com o impacto da batida um homem identificado por Cícero, de 32 anos, residente no Conjunto Lourdes Leite, em Borborema, bastante ferido foi socorrida para o Hospital Regional de Guarabira, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

A vítima fatal colidiu de frente com a moto que era conduzida pelo menor das iniciais J. M. M. F., de 16 anos, residente na Rua Severino Alves de Sousa, no conjunto Nova Esperança, também na cidade de Borborema, que foi socorrido para o Hospital de Trauma, em João Pessoa. Ele submeteu-se a uma cirurgia na perna e aguarda para fazer outra. O carona que viajava com ele, sofreu alguns ferimentos e depois de ter sido atendido no Hospital Regional de Guarabira, foi liberado e já se encontra em casa.

A vítima fatal identificada por Cícero viajava de Serraria para Borborema, quando na última curva da rodovia bateu de frente na outra moto que era ocupada por duas pessoas.

Balbino Silva

MÍDIA PARAÍBA

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96% dos brasileiros com psoríase sofrem discriminação e humilhação por causa de sua pele

psoríaseO Brasil é um dos líderes mundiais quando o assunto é preconceito. Isso foi o que mostrou a pesquisa global “Clear About Psoriasis”, encomendada pela farmacêutica Novartis. Entre os 31 países pesquisados, o Brasil apresentou uma das maiores médias, ao lado do Taiwan e Coréia do Sul1, quando o assunto é discriminação e humilhação. Noventa e seis por cento dos pesquisados afirmaram já ter passado por uma situação de constrangimento e 62% afirmaram que já foram questionados se a doença é contagiosa.

Além disso, 57% por cento das pessoas afirmaram se sentir constrangidas com a sua pele, 41% tem autoestima baixa e 38% se sentem deprimidos por conta da psoríase. Setenta e nove por cento dos entrevistados brasileiros não frequentam ou evitam frequentar praia ou piscina ou não sentem confortáveis utilizando roupas de banho.  De acordo com os dados globais, as mulheres reportam mais sentimentos como vergonha, baixa autoestima ou falta de confiança, do que os homens. Além disso, pacientes que alcançam a pele sem lesão ou quase sem lesão se sentem menos afetados pela sua doença

Realizada com 8338 pessoas, a pesquisa – que contou com o envolvimento de 25 associações de pacientes  – apontou o impacto da psoríase na qualidade de vida dos pacientes, uma vez que a doença não afeta só a saúde, mas a autoestima, os relacionamentos e a vida profissional. No Brasil, a amostragem foi de 426 pacientes, sendo 60% mulheres e 40% homens. Desses pacientes, 61% têm artrite psoriásica (doença que associa sintomas da psoríase com artrite), além da psoríase em placas e cerca de 56% não alcançaram pele sem lesão. Países latinos como México e Argentina tiveram índices melhores nesse quesito, abaixo inclusive da média global, que foi de 84%1. No país, a associação responsável foi a Psoríase Brasil

Relações sofridas
Vale salientar que 71% dos pacientes brasileiros entrevistados são casados ou estão em um relacionamento, no entanto,56% dos pacientes sentem que a psoríase impactou nas suas relações passadas ou atuais. Esse é outro índice cuja média brasileira mostrou-se superior a média global de 43%.As relações sexuais estão entre os principais desafios para esses pacientes, cerca de 40% evitam o contato íntimo com outras pessoas.

Cerca de 60% dos pacientes empregados afirmaram que já perderam um dia de trabalho nos últimos seis meses por causa da doença. 53% dos pacientes brasileiros afirmam que a psoríase tem impacto na sua vida profissional, esse índice varia de acordo com a gravidade da doença. No universo entrevistado, 42% afirmam que não são totalmente produtivos por causa da coceira. Outros 36% não frequentam eventos sociais no trabalho e 28% tem medo de perder o emprego em função da doença

Aproximadamente 3 milhões de brasileiros sofrem com os sintomas da psoríase, doença de pele crônica e inflamatória que tem origem quando o próprio organismo faz com que células da pele comecem a se renovar mais rápido que o normal, causando lesões avermelhadas, coceira, descamação e dor. “Ao contrário de outras doenças crônicas, por ser de pele, a psoríase não permite que o paciente se esconda. Ela está ali escancarada no dia a dia e o desconhecimento da população em geral causa muito preconceito. Por isso, é fundamental que as pessoas conheçam a psoríase e saibam que ela não é contagiosa e com o tratamento correto o paciente pode levar uma vida melhor”, reforça o chefe do ambulatório de psoríase do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Ricardo Romiti.

Custo elevado
O efeito da psoríase na qualidade de vida tem se mostrado semelhante ao de patologias como o câncer, doenças cardíacas, artrite, diabetes tipo 2 e depressão. Em média, os pacientes precisaram ver quatro profissionais de saúde diferentes antes de conseguir uma pele sem lesões ou quase sem lesões. Na média os pacientes precisaram de quatro tratamentos diferentes antes de conseguir uma pele sem lesões ou quase sem lesões.

Em média, um paciente com psoríase gasta mais de mil reais por mês se somadas as despesas com medicamentos, consultas médicas, tratamentos alternativos, maquiagem, roupas especiais, nutricionista, entre outras.

correio24horas

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Primos sofrem atentado a tiros na frente de casa, em JP; um não resiste e morre

sireneDois primos, de 31 e 34 anos, sofreram um atentado a tiros no fim da tarde desta quinta-feira (7), no bairro dos Ipês, na Zona Norte de João Pessoa. A vítima mais jovem não resistiu aos disparos sofridos e morreu. O crime aconteceu na frente da residência do outro atingido.

Segundo o sargento Cardoso, da Unidade de Polícia Solidária de Mandacaru, que atuou na ocorrência, a vítima que sobreviveu ficou consciente e orientada ao ser socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, tendo sido baleada no antebraço esquerdo e no ombro direito.

“Ele disse que estava na calçada da casa dele na companhia do primo quando um suspeito de capacete chegou a pé e já foi atirando”, contou o sargento.

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O homem que faleceu, que foi baleado na testa, também foi socorrido para o Trauma, mas morreu após dar entrada na unidade de saúde. Conforme relatou o sargento Cardoso, ele era ex-presidiário e já havia cumprido pena por homicídio. O fato ocorrido nesta quinta, no entanto, não tem necessariamente relação com o retrospecto da vítima, de acordo com a Polícia Militar.

Após o crime, o suspeito fugiu sem ser identificado pelos moradores da área. Até as 19h30 desta quinta, a polícia ainda não havia feito a identificação dele e seguiria apurando o caso.

 

portalcorreio

Três pessoas sofrem sequestro relâmpago em área nobre de João Pessoa

Portal Correio
Portal Correio

Uma senhora aposenta foi vítima de seqüestro relâmpago no bairro de Manaíra, área nobre de João Pessoa. O crime ocorreu na manhã deste sábado (29) e até o começo da tarde ninguém havia sido preso.

A vítima saiu do prédio onde mora, de carro, acompanhada do neto e do filho, e quando parou em uma esquina, foi abordada por dois bandidos armados. A dupla entrou no carro e circulou por algumas quadras do bairro.

Eles deixaram as vítimas em um ponto do bairro São José e ainda roubaram pertences da aposentada.

A Polícia Militar foi acionada para localizar os criminosos, mas até o fechamento desta matéria nenhum suspeito havia sido encontrado.

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portalcorreio

Pe Luciano diz que fiéis devem pregar com oração e atitudes solidárias, ajudando os que sofrem

 

Padre_LucianoO padre Luciano Guedes da Silva, pároco da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Campina Grande, afirmou, durante Missa celebrada neste domingo (08) que os fiéis devem evangelizar com muita oração e, acima de tudo, atitudes solidárias, ajudando os irmãos que sofrem. Esta foi a mensagem contida no Evangelho de São Marcos, na Liturgia da Palavra deste domingo.

 

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“Nós somos pregadores de uma palavra abstrata. A nossa evangelização não pode ser um discurso que passa por cima da cabeça das pessoas. Nossa palavra pregada precisa ser uma palavra que toca a realidade interior, vivida por cada pessoa. Uma evangelização que vai ao encontro dos pequenos, dos que sofrem”, destacou o padre.

 

Segundo ele, a nossa pregação “precisa ser acompanhada pela atitude solidária de irmos ao encontro das pessoas, ir à casa das pessoas, ir à habitação das pessoas”. Padre Luciano alertou para o fato de que o Evangelho de São Marcos aponta para uma igreja sempre missionária, pronta para evangelizar. “Quando Jesus é procurado pelos discípulos, avisa a eles: ‘é preciso ir a outras aldeias, porque foi para isto que eu vim’”.

 

O pároco lembra que os sinais de Jesus contidos no Evangelho deste domingo, como a cura da sogra de Pedro e de tantas outras pessoas em Cafarnaum, e a presença de Jesus no meio do povo, nos sugerem o que devemos ser enquanto seguidores de Cristo.

 

“Vamos rezar para que nossa vida, nosso testemunho de fé seja sempre marcado pela nossa solidariedade com os que estão doentes, com os que estão enfermos, cansados, com toda a humanidade que está ferida de dor e que deseja abrir-se para a fé em Deus, porque toda pessoa que é curada por Jesus é curada para servir, para tornar-se também um discípulo, um missionário, um proclamador da Sua palavra”, disse Pe Luciano.

 

Poder da Oração – Pe Luciano lembrou que é através da oração que conseguimos realizar o que Jesus nos pediu. “Vamos rezar neste domingo pela nossa evangelização, nossa necessidade de ir ao povo que sofre. Que nossa evangelização seja marcada pela força do Evangelho, que dá às pessoas a percepção de que Deus as acompanha e as cura de seus males e as faz servidoras e evangelizadoras dos povos”.

 

Ele alertou para a falta de oração, que pode prejudicar a vida dos cristãos. “Não nos esqueçamos da necessidade sempre de rezar. Sem a oração, aquele que prega a palavra pode se tornar tentado a ser ele mesmo o centro da ação. E o centro da ação é Deus. A oração é condição indispensável para redobrar as forças e partir sempre para a missão”.

 

Ele lembrou palavras do papa João Paulo II, em exortação à oração. “Para João Paulo II, a oração era o primeiro serviço. Vamos, com a vida alimentada pela Palavra, pela Eucaristia, redobrar as forças dos que estão doentes, dos que estão sofrendo, dos que estão enfermos. Sejamos bons evangelizadores nesta semana, para que se fortaleça em nós a força de Deus, que nos faz levantar para servir a Deus e ao Seu reino”.

 

Pascom – Catedral

Mulheres são mais vulneráveis ao HIV e sofrem mais preconceito

AidsA aids é mais recorrente entre homens do que entre mulheres, no Brasil, mas a diferença vem diminuindo ao longo dos anos, segundo o Ministério da Saúde. Em 1989, a proporção era de seis casos de aids no sexo masculino para cada caso no sexo feminino. Em 2011, a equivalência baixou para 1,7 caso em homens para cada caso em mulheres – de uma proporção de 500% caiu para 70%.

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Hoje (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids, a diretora da Federação Internacional de Planejamento Familiar, Carmen Barroso, destacou que também é preciso atentar para a questão de gênero quando o assunto é saúde. Em entrevista ela afirmou que as mulheres são mais vulneráveis à doença, e as soropositivas sofrem mais preconceito.

“O mais importante é a vulnerabilidade social do que a vulnerabilidade biológica, porque a menina sente muito mais pressão para ter uma relação sexual sem proteção do que o rapaz. O rapaz tem mais controle se usa ou não uma camisinha”, destacou Carmen.

O estigma, o preconceito e o estereótipo também incidem com mais força nas mulheres. Baseada em pesquisas feitas na América Latina, ela aponta que “tanto na família quanto no trabalho, a mulher é muito mais exposta à violência ou ao estigma do que o homem”.

De acordo com a especialista, que atua junto às comissões da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo com estudos sobre aids, gênero e saúde, a relação desigual de poder que ainda existe em muitos casais acaba tornando a mulher vulnerável. Na hora de optar por usar a camisinha, por exemplo, muitas mulheres não se sentem com poder de negociação diante dos homens, o que também está relacionado à dependência econômica e a outras relações desiguais entre os gêneros.

Essa situação pode ser confirmada quando são analisadas as formas de contágio com o vírus. Dados do Ministério da Saúde revelam que 86,3% das mulheres soropositivas, em 2012, foram infectadas por meio de relações heterossexuais. Entre os homens, essa situação gerou 43,5% dos casos.

Já em relação à transmissão, tem diminuído a chamada transmissão vertical do HIV, que é quando o vírus passa da mãe para o bebê, o que o Ministério da Saúde considera ser fruto de políticas voltadas para as gestantes. Nessas situações, Carmen Barroso destaca que é papel dos serviços de saúde divulgar a existência do teste, a importância do teste, para que toda mulher escolha fazê-lo ou não.

“Tem que respeitar a autonomia da mulher grávida, ela tem o direito de ser informada sobre o teste e suas implicações, e ela tem o direito à confidencialidade. Aquele resultado é ela que deve saber, e é ela que deve divulgar, se quiser divulgar”, avalia Carmen.

Segundo o ministério, quando as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão vertical cai para menos de 1%. Dentre essas medidas estão o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período de gravidez e no trabalho de parto.

Agência Brasil

Luiz Couto pede liberação de recursos para municípios paraibanos que sofrem com a seca

 

luiz coutoO deputado federal Luiz Couto (PT) pediu que o Ministério da Integração Nacional agilize a liberação dos recursos que deverão ser aplicados no enfrentamento aos efeitos da estiagem em 170 municípios paraibanos, conforme portarias publicadas no Diário Oficial da União, em 27 de outubro deste ano, pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

 

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Couto informou que as portarias reconhecem 225 cidades brasileiras em estado de calamidade, sendo 170 só na Paraíba. “Com isso, devem ser liberados os recursos para o aumento de carros-pipa visando o atendimento do consumo de água para estas comunidades, bem como cestas básicas e ração para os animais”, explicou.

 

Luiz Couto também apelou aos prefeitos e prefeitas, dos municípios reconhecidos em situação de emergência, que encaminhem as solicitações para os governos federal e estadual.

 

 

 

Ascom do Dep. Luiz Couto

Bandidos incendeiam viatura e um carro da PM e quatro policiais sofrem intoxicação

Reprodução/ Flávio José
Reprodução/ Flávio José

Três policiais estão internados no Hospital de Coremas, município localizado no Vale do Piancó paraibano, vítimas de intoxicação por conta da fumaça provocada por incêndio na garagem do prédio onde está instalado o 1º Pelotão do 13º Batalhão da Polícia Militar do Estado daquela região.

O crime aconteceu por volta das 3h30 da madrugada desta quarta-feira (9), quando os policiais foram acordados por vizinhos que avisaram que uma viatura e um Fiat Uno de propriedade de um dos policiais estavam em chamas.

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Os sargentos Washington e Viana e o cabo Vicente estão sendo atendidos na unidade de emergência hospitalar tomando nebulização. Eles informaram que já vinham de uma maratona de blitzen realizadas pela cidade, após o jogo do Brasil e Alemanha porque algumas pessoas inconformadas com a perda do jogo do Brasil começaram a fazer arruaças, bebedeiras, brigas pelos bares da cidade e a polícia foi acionada para controlar os ânimos dos exaltados.

 

Após os trabalhos, os policiais se recolheram por volta de 1 hora da madrugada e foram acordados duas depois com os gritos das pessoas. Quase que a ação dos criminosos terminava em uma tragédia se não fosse pelos moradores da rua, que alertaram em tempo os policiais. Os veículos ficaram totalmente danificados e o incêndio provocou muita fumaça no prédio, que causou a intoxicação dos militares que estavam em descanso do trabalho

O fogo destruiu ainda  parte da frente do prédio e a garagem onde estavam estacionados os veículos incendiados pelos criminosos. A perícia já foi feita e a polícia iniciou as investigações em busca dos bandidos, mas até o momento ninguém foi preso. Segundo o boletim médico o sargento Washington foi quem precisou de mais cuidados médicos por ter inalado muita fumaça, contudo os policiais estiveram em observação mas já receberam alta.

 

 

portalcorreio

Metade dos açudes da PB está com volume abaixo de 20%, e 357 mil habitantes, sofrem com escassez de água na PB

Josélio Carneiro
Josélio Carneiro

os dados são preocupantes. Apesar das chuvas que caíram na Paraíba durante o fim de semana, 64 açudes no estado (52% do total) estão com volume abaixo de 20% da capacidade máxima.

O levantamento divulgado pela Agência Executiva de Gestão das Águas(Aesa), mostra que a Paraíba está na inimência de sofrer um colapso no seu sistema de abastecimento de água. Dos 123 reservatórios monitorados pela instituição,  30 estão atualmente sob observação e 34 em situação considerada crítica, com volume abaixo de 5%.

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Uma população estimada em quase 357 mil habitantes, nessas 25 cidades, enfrenta uma situação crítica no fornecimento de água tratada. De acordo com o levantamento da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), mais 15 municípios estão seriamente ameaçados devido ao baixo nível dos reservatórios.

Por conta da estiagem prolongada na Paraíba, são 26 localidades (ao todo) que enfrentam racionamento, sendo 19 cidades (Nova Palmeira, Barra de São Miguel, Areia, Umbuzeiro, Remígio, Esperança, Aroeiras, Gado Bravo, Belém, Caiçara, Logradouro, Alagoa Grande, Serraria, Arara, Casserengue, Solânea, Bananeiras,Cacimba de Dentro e Araruna) e sete distritos (São Miguel, Lagoa do Mato, Cepilho, Novo Pedro Velho, Rua Nova, Cachoeirinha e Braga).

Outras 12 localidades estão em colapso, sendo sete cidades (Triunfo, São João do Rio do Peixe, Imaculada, Riachão, Tacima, Dona Inês e Nazarezinho) e cinco distritos (Barreiros, Logradouro, Damião, Cozinha e Gravatá).

Devido ao baixo nível dos mananciais, se encontram em estado de alerta 15 cidades da Paraíba (Taperoá, Juru, Emas, Algodão de Jandaíra, Natuba, Montadas, Areial, Gurjão, Puxinanã, Jericó, Mato Grosso, Bom Sucesso, Brejo dos Santos, Lagoa e São José da Lagoa Tapada).

Pelo menos sete cidades do Sertão da Paraíba estão sofrendo colapso no abastecimento d’água desde o início deste ano por conta da seca e a empresa de abastecimento do estado, a Cagepa, teve que suspender as contas 66 mil moradores.

Os municípios onde não há mais água nos mananciais para serem distribuídas nas torneiras das moradias são Triunfo, Carrapateira e São João do Rio do Peixe, na região de Cajazeiras, a 468 quilômetros de João Pessoa; Nazarezinho, na região de Sousa, a 427 quilômetros da Capital; e Taperoá, Emas e Imaculada, na região de Patos, a 320 quilômetros de João Pessoa. Durante o fim de semana, as maiores chuvas aconteceram nas cidades de Aguiar (63mm), São José da Lagoa Tapada (70mm), Cajazeirinhas (75mm), Piancó (92mm) e Coremas (120,5mm). “Tivemos um aumento de 12 centímetros na linha da água do açude de Coremas e 22 centímetros em Mãe D’água”, informou o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Lucílio Vieira.

Porém, as chuvas continuam a não gerar recargas significativas para os reservatórios. “Eventos como os deste final de semana são animadores, pois se tivermos outras chuvas, ainda que de menor intensidade, a recarga pode ser maior. Isso porque o leito do rio está saturado e vamos ter um melhor escoamento desta água”, acrescentou.

Previsão

O boletim de análise meteorológica divulgado na manhã desta terça-feira(21) pela Aesa prevê ainda uma variação térmica de até 16°C, com a máxima chegando aos 36°C no Sertão e a mínima de 20°C no Brejo. “A previsão para hoje é de sol entre nuvens em praticamente todas as regiões do Estado. Poderão ocorrer chuvas isoladas no Sertão paraibano. Nas demais regiões, chuvas ocasionais”, informou o meteorologista Emerson Rodrigues.

Severino Lopes

PBAgora

‘Filhos do crack’ sofrem com abandono e consumo precoce da droga

FERNANDO FRAZÃO/ABR
FERNANDO FRAZÃO/ABR

A quantidade de bebês recém-nascidos abandonados por mães dependentes de crack preocupa autoridades e especialistas. Somente a 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro recebe, mensalmente, pelo menos 80 pedidos de audiência para medida protetiva de abrigamento a recém-nascidos.

“É uma coisa terrível e seríssima” lamentou a titular da vara, Ivone Caetano. “Tenho agendados, no mínimo, três a quatro bebês saídos dos hospitais, por dia, na minha vara. Fora os casos não agendados. E o crack contribuiu muito para isso”, disse a juíza.

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A chefe-geral do Serviço de Assistência Social do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na zona norte, Dayse Carvalho, contou que a maternidade envia semanalmente para a Vara da Infância e da Adolescência da região até três recém-nascidos. Algumas mães passam mais de uma vez pelo hospital.

“Desde 2002 temos visto um crescente dessas mães usuárias de drogas. Naquela época levávamos um bebê para a vara a cada três meses ou mais. De 2010 para cá, esse número tem variado entre dois e três bebês semanalmente”, contou a médica. Dayse Carvalho ressaltou que as mães não abandonam efetivamente os bebês mas se mostram, na maioria das vezes, incapazes de cuidar da criança. “Muitas choram quando perdem a guarda”, lamentou ela.

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada na quinta-feira (19), aponta que cerca de 10% das mulheres usuárias de crack relataram aos entrevistadores estar grávidas e mais da metade já haviam engravidado ao menos uma vez depois que começaram a usar a droga.

Dayse disse que a nova realidade da maternidade e da pediatria do hospital demandou a busca de parcerias. Uma das medidas tomadas foi o trabalho Amar, de acompanhamento pediátrico dessas crianças, além de uma parceria que está sendo costurada com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), também da Uerj.

A diretora do Nepad, Ivone Ponczek, explicou que a ideia do projeto é tentar atrair essas mães para que façam pré-natal e trabalhar o vínculo da mãe com o bebê para que as mulheres não desistam da criança.

“São, em geral, meninas completamente despreparadas para a maternidade, que não tiveram mães, então a questão do vínculo e da maternidade é muito complicado para elas”, explicou a psicanalista.

“Algumas não têm o menor conhecimento do corpo, não sabem o que é pulmão, não sabem nem a relação de causa e efeito entre o relacionamento sexual e a gravidez”, explicou ela, que defendeu ações socioeducativas e doação de preservativos para esse público como medida preventiva de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez.

O Nepad desenvolve há 28 anos pesquisas e trabalhos terapêuticos voltados para dependentes de todos os tipos de droga, com exceção do álcool. Entretanto, segundo Ponczec, o crack é a principal droga entre os dependentes atendidos no local.

“Estamos muito impactados, pois nunca pensamos que teríamos que lidar com bebês, crianças, essa relação da mãe com o bebê. Estamos, inclusive, criando um setor com espaço para a amamentação e para brinquedos. Recebemos grávidas, mães com bebês, mesmo crianças, com 6, 7 anos, já usuárias de crack”, lamentou a especialista.

A especialista alertou que a situação é grave e pede atenção e esforços por parte das autoridades e da sociedade. “Se não houver intervenção, há o risco de uma continuação do quadro, de mais bebês na rua, abandonados, reproduzindo a mesma história”, avaliou Ponzcek.

O psiquiatra do Nepad, Paulo Telles, explicou que o crack estimula o sexo para a obtenção de drogas, além de ser consumido em grande parte por adolescentes e pessoas muito jovens. “Quanto mais drogas se usa, menos prevenção se faz durante o sexo. São pessoas que não se cuidam e, provavelmente, não vão cuidar de filhos”, lamentou ele. O médico informou que no Nepad o percentual de mulheres entre os usuários de crack é maior do que entre os usuários de outras drogas.

 

 

por Flávia Villela, da Agência Brasil