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Projeto “Samu na Escola” leva orientações sobre primeiros socorros para alunos e professores da Escola Estadual Padre Geraldo, em Solânea

Dando continuidade ao ciclo de Palestras Educativas, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), promoveu na última quinta-feira (24), uma palestra de orientações sobre Primeiros Socorros e como agir em casos de convulsão, desobstrução das vias aéreas( engasgo), queimaduras, entre outras situações de risco à vida.

O “Samu na Escola” é um projeto contínuo que leva informações sobre o trabalho dos socorristas e profissionais e esclarece à população sobre procedimentos. Além da palestra, os socorristas fizeram demonstrações práticas e professores e alunos tiveram a oportunidade de ver como é a ambulância por dentro.

Chamadas falsas impedem de salvar vidas

A Coordenadora do SAMU, Vânia Cândido, fez um enfoque com os participantes sobre as chamadas falsas (o trote), que inclusive podem impedir de salvar uma vida. “Uma pessoa pode deixar de ser salva por conta de uma falsa ligação. É preciso sensibilizar a população sobre esta questão. Professores e alunos também podem ser multiplicadores no repasse de informações”

    

Assessoria de Comunicação

 

Profissionais da Rede Municipal de Educação de Solânea recebem treinamento para primeiros socorros

Nessa quarta-feira (21) as Secretarias de Saúde e Educação de Solânea realizaram um curso de primeiros socorros para cerca de 250 profissionais que trabalham na Rede Municipal de Educação. O treinamento é resultado da parceria entre as secretarias para a aplicação do “Programa Saúde na Escola”(PSE).

Professores, gestores, supervisores, toda a equipe técnica e auxiliar das escolas foram treinados em duas turmas montadas em horários distintos da manhã e tarde. Entre os procedimentos ensinados pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Solânea, foram apresentados e treinados de forma prática como agir em situações de convulsão, desobstrução das vias aéreas superiores, queimaduras e parada cardiorrespiratória.

O prefeito de Solânea, Kayser Rocha, participou do treinamento. “Conhecendo como realizar os primeiros socorros podemos salvar vidas. Por isso a importância deste treinamento para os profissionais que cuidam de alguns dos nossos bens mais preciosos que são nossos estudantes”, disse. Ainda durante o curso, os secretários de Saúde, João Rocha, e Educação Virnália Fagundes, chamaram a atenção dos profissionais da educação para a parceria entre as secretarias e sobre a importância do treinamento. A diretora do Samu, Vânia Cândido, contou que durante o curso também foram esclarecidas informações sobre como funciona o serviço e em que situação chamar o Samu.

        

Ascom-PMS

 

Vereador propõe curso de primeiros socorros nas escolas municipais de Bananeiras

Com a finalidade de garantir mais segurança para as crianças das Escolas do Município de Bananeiras, a Câmara de Vereadores aprovou o Projeto de Lei de autoria do vereador Kilson Dantas (PSB), que propõe tornar obrigatório o curso de primeiros socorros nas unidades de educação da rede municipal.

Segundo projeto, as instituições de educação infantil municipais, públicas ou privadas, que fazem atendimento às crianças e adolescentes deverão possuir funcionários ou professores habilitados em cursos de capacitação de primeiros socorros e prevenção de acidentes, ministrados por empresa especializada ou Bombeiros Militares da Paraíba.

A propositura aprovada foi justificada por Kilson Dantas, o qual ressaltou que tanto adultos como crianças podem vivenciar situações de emergência por causa de acidentes, lesões, condições de saúde (como complicações crônicas) ou doenças de aparecimento inesperado que podem ocorrer no ambiente escolar.

Além disso, o Vereador observou que o aumento no número de crianças com necessidades especiais de saúde (por exemplo, asma e diabetes) que frequentam as escolas contribui para aumentar os riscos de emergências médicas no ambiente escolar e através dos conhecimentos através do curso, os alunos irão aprender técnicas simples que podem salvar vidas.

CMB

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Primeiros socorros para queimaduras, insolação e outros acidentes da praia

ouvidoPraia é sinônimo de relaxar e se divertir. Mas, se não tomarmos os cuidados adequados, o passeio pode virar uma dor de cabeça – por isso é importante usar protetor solar, se hidratar bem e tomar cuidados com os alimentos estragados. Só que mesmo essas precauções podem não ser suficientes, abrindo espaço para pequenos acidentes acontecerem. Pensando nisso, conversamos com diversos especialistas, que nos ensinaram os primeiros socorros para acidentes típicos da beira mar:

Queimadura

Os cuidados locais que a pessoa deve ter quando sofre uma queimadura térmica são: lave o local com água gelada e sabão neutro, sem usar gelo no local. “Isso pode agravar a lesão, uma vez que a pele estará muito sensível”, declara o clínico geral Lucas Zambon, supervisor do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas. Caso haja bolhas, não estoure, pois há risco de contrair infecções. Após lavar e secar com cuidado o local, você pode fazer compressas geladas com cuidado. “A hidratação com cremes à base de aloe vera pode ser praticada onde não há formações de bolhas ou lesões mais profundas (ou seja, apenas pele vermelha e dolorosa que fica branca quando se faz pressão com o dedo sobre a lesão).”
O especialista afirma que os cuidados com queimaduras são os mesmos, não importa se por objeto quente, exposição ao sol ou outras causas. “Você deve procurar atendimento médico em caso de bolhas, dor intensa, sinais de pele morta e descamando após a queimadura, queimaduras de face, mãos, pés ou genitais, se acometer grande parte do corpo ou caso você comece a ter febre.”

É importante ressaltar que qualquer procedimento além desses podem causar uma infecção ou agravar o problema. “Não aplique manteiga, café, pasta de dente ou outras receitas caseiras em hipótese alguma”, dia o pediatra Fernando Freitas de Oliveira, coordenador de ensino médico do Hospital Municipal e Infantil Menino Jesus.

Água viva

As queimaduras por águas-vivas ou caravelas são causadas por agentes venenosos que esses animais marinhos têm em seus tentáculos. “Em um primeiro momento, deve-se tentar remover calmamente o tentáculo do contato com a pele, e não se deve colocar o ferimento em água gelada, nem fazer fricção local”, afirma o clínico geral Lucas. Deve-se colocar a parte afetada imersa em água quente (na temperatura máxima tolerada pela pessoa), por pelo menos 20 minutos. Alguns casos podem se beneficiar do uso de ácido acético (vinagre) sobre o local, porém nem sempre é efetivo. “Não é recomendado o uso de urina ou bebidas alcóolicas para passar no ferimento, pois podem provocar uma infecção e agravar a lesão.”

Ouvido entupido

Depois de tomar um banho de mar ou piscina, é possível que a água fique acumulada no ouvido. Se a água for de rio ou lagoa, é uma proliferação maior de bactérias do tipo Pseudomonas sp, causadores da otite. “A maioria das infecções de ouvido é causada pelo fato de a água empurrar cera pelo canal auditivo, quadro que pode ser agravado pela presença de micro-organismos no líquido”, explica o pediatra Fernando.

Para retirar a água acumulada, você pode enxugar a região externa do ouvido com uma toalha e dar pulinhos ou então pequenos tapinhas no lado oposto da cabeça, a fim de fazer o líquido sair. Caso essas medidas não funcionem, procure um médico para fazer uma lavagem ou receber medicação adequada. “Nunca introduza nada dentro do ouvido, como tampas de caneta ou cotonetes.”

Picada de mosquito

Muito comum nos dias quentes de verão, as picadas de mosquito acontecem porque esses insetos necessitam do sangue humano para amadurecer seus ovos – ao contrário do que muitos pensam, não é esse o alimento do animal. Se você notar que foi atingido, é preciso primeiro notar se houve uma reação alérgica. “Na maioria das vezes ocorre uma reação desproporcional no local da picada, como inchaços ou então várias bolinhas, assemelhando-se à catapora”, diz o alergista Marcelo Aun, do Hospital Samaritano, em São Paulo. “Em casos mais graves, a pessoa pode ter um choque anafilático, devendo ser encaminhada imediatamente para o hospital”, alerta. Se a reação acontecer, procure um hospital.

Para indivíduos no geral, a recomendação máxima é evitar coçar a área, sob o risco de levar bactérias da unha para a lesão e causar uma infecção secundária – higienizar o local com álcool também irá ajudar. Segundo o especialista, a coceira acontece porque o mosquito deixa em nosso sangue sua saliva, que é tóxica à nossa pele, e melhora sozinha após algumas horas ou poucos dias. Outra medida campeã é aplicar gelo na área, diminuindo a temperatura local. “Esse processo, além de aliviar a coceira, dor e vermelhidão da picada, também impede que as substâncias deixadas pelo mosquito se espalhem pela pele, impedindo uma inflamação”, explica. É importante que o gelo seja colocado logo que a picada acontecer, justamente para evitar a progressão da inflamação. Ele ressalta que cremes, pomadas e outras receitas caseiras não são necessárias, sob o risco de causar reações e agravar o problema. “Caprichar na limpeza com água e sabão e não coçar a área são as melhores medidas a serem tomadas.”

Diarreia

Comidas estragadas ou mal conservadas, água sem tratamento adequado e falta de hidratação são problemas comuns no litoral e que acabam rendendo muitos casos de diarreia. O clínico-geral Claudio Miguel Rufino, da Unifesp, afirma que a hidratação do corpo é a principal recomendação médica em casos de diarreia, já que o organismo perde muita água por meio das fezes. “As melhores opções são o soro caseiro, soros de reidratação oral comerciais, água de coco, bebidas isotônicas, chás e sucos naturais, além da água mineral”, diz. Isso porque a diarreia provoca a perda de sais minerais, como sódio, magnésio e potássio, por isso a água somente não repõe todas essas perdas.

Outras medidas envolvem cortar alimentos muito gordurosos ou ricos em açúcar, e dar preferência a pratos de sabor mais leve, como torradas ou frutas. “O próprio corpo é capaz de resolver um quadro de diarreia, sem necessidade de medicação, mas podem ser usados remédios para diminuir a frequência das evacuações, sempre com orientação médica”, completa o clínico, lembrando que um hospital deve ser procurado sempre que houver presença de sangue nas fezes, impossibilidade de alimentação e hidratação oral, febre e diarreia por mais de dez dias ou antes disso caso a diarreia seja intensa e as evacuações frequentes. No caso de crianças, gestantes e idosos, o médico deve ser procurado imediatamente, assim como nas situações em que o paciente apresenta outra doença associada.

Se cortar em espinhas de peixe ou outros materiais

Feridas causadas por corais, ouriços do mar e espinhas de peixe ou de arraia são relativamente comuns. São feridas dolorosas e que podem infectar principalmente se algum material ficar preso na pele. “Em algumas espécies de peixes, ouriços e no caso da arraia, pode haver veneno, mas os principais sintomas são localizados, havendo muita dor e inflamação”, ressalta o clínico geral Lucas. Em caso de acidente, o ideal é lavar o local, cobrir com um pano limpo ou atadura e se dirigir ao atendimento médico. “Há casos em que é necessário extrair o material preso ou mesmo receber antibióticos.”

Insolação

Nem sempre a pessoa que sofre de insolação tem queimaduras severas de sol. “Os sintomas podem ser vários, como vermelhidão, ressecamento e ardor da pele, dor de cabeça, náuseas, pulsação e respiração aceleradas, desidratação, aumento da temperatura corporal e alteração do nível de consciência”, conta o pediatra Fernando.

O excesso de sol e calor é suficiente para acabar com o seu bem-estar. Quando o corpo chega a uma temperatura muito elevada, o mecanismo de transpiração falha e o corpo fica incapacitado de se resfriar. O resultado dessa reação é a insolação, que pode ir desde uma vermelhidão e dor de cabeça até uma internação no hospital. Outros sintomas envolvem prostração, mal estar, vômitos e fadiga acentuada. “As principais recomendações são repouso e ingestão de água, pois o maior perigo da exposição excessiva ao calor é a desidratação”, explica.

Irritação nos olhos

A coceira parece que nunca vai ter fim. E, quanto mais você esfrega, mais vermelhos seus olhos ficam. E os problemas não param por aí: inchaço das pálpebras e até dificuldade para enxergar são incômodos bastante comuns após um dia inteiro de sol e mar. “Os micro-organismos que ficam na água do mar e a concentração de sal, diferente daquela presente nas lágrimas, podem causar irritação e até infecções”, afirma a oftalmologista Carla Suzuki, da Unidade de tratamento oftalmológico Vision Care.

Sendo assim, é de extrema importância evitar o mergulho em águas impróprias, que podem conter micro-organismos causadores de uma inflamação. Fique atento às piscinas com cloro e não mergulhe de olhos abertos sem proteção, uma vez que a substância pode causar uma conjuntivite química, pior do que a provocada pela água do mar. “Use óculos de sol, que evitam a passagem dos raios de luz com comprimento de ondas superiores ao violeta e funcionam como escudo protetor para elementos externos como areia e suas impurezas”, diz.

Se a irritação já está instalada, evite coçar os olhos para reduzir a contaminação e lave o rosto com água mineral ou água corrente. “Isso ajuda na remoção da salina e das substâncias químicas que causam irritação. ” Uma compressa de soro fisiológico gelado traz um enorme alívio pra a coceira e diminui na hora a vermelhidão.

minhavida

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Guia básico de primeiros socorros em crianças

Mesmo vigiadas de perto, crianças podem surpreender e, em questão de segundos, se envolver em alguma situação de risco. Cortes, quedas, engasgos e queimaduras são alguns exemplos. Você saberia como prestar os primeiros socorros para uma criança?

“Prestar os primeiros socorros é muito diferente de medicar. Estamos falando apenas da primeira assistência a quem está precisando. O próximo passo é procurar um hospital para se certificar que está tudo bem”, resume Kátia dos Santos Narciso, enfermeira docente do curso de Enfermagem e de Primeiros Socorros em Crianças da filial de São Paulo da Cruz Vermelha Brasileira.

Confira orientações com os procedimentos mais adequados em algumas situações de emergência comuns.

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>>> Engasgo

O que fazer: A técnica indicada para crianças de até sete anos é a da tapotagem, que consiste em inclinar o corpo da criança para frente e com as mãos em concha bater nas costas até que o objeto seja expelido pela boca. A orientação é da professora titular de primeiros socorros da Faculdade de Educação Física UNI-FMU e autora do livro “Turminha dos Primeiros Socorros” (Editora Phorte), Flavia Maria Serra Ghiroto.

Depois dessa idade, pode-se aplicar a manobra de Heimlich, também conhecida como compressão abdominal. Essa técnica é parecida com abraçar uma pessoa pelas costas e fazer compressão com a mão para dentro e para cima ao mesmo tempo.

“Antes dos sete anos a manobra de Heimlich não é a primeira indicação porque é mais agressiva. Se a pessoa que a fizer não souber aplicá-la corretamente poderá comprometer as costelas da criança”, afirma Flavia.

O que NÃO fazer: A professora lembra que o reflexo imediato de muitas mães de tentar tirar o que estiver obstruindo as vias respiratórias colocando o dedo na garganta da criança não é indicado se o objeto não estiver visível e com fácil acesso. Isso pode fazer com que o problema se agrave.

>>> Queimadura

O que fazer: Queimaduras por líquido quente são bastante comuns em crianças. O mais indicado, se for uma queimadura leve, é colocar a parte do corpo queimada debaixo de água corrente por 15 minutos.

“Se a queimadura for muito grave e a pessoa não estiver respirando, tem que fazer respiração boca a boca. Nesse caso, chame o resgate imediatamente”, recomenda a enfermeira Kátia.

O que NÃO fazer: Ao contrário do que muitos acreditam, não é indicado passar pasta de dente ou colocar pó de café.

>>> Intoxicação

O que fazer: O melhor a se fazer é levar a criança até um hospital. Se possível, leve junto a embalagem do produto ingerido para que os médicos possam recomendar procedimentos mais eficazes.

O que NÃO fazer: “Uma coisa que muitos fazem equivocadamente é dar leite para cortar o efeito. Está errado. Da mesma forma, induzir a criança ao vômito também não pode”, afirma Kátia.

>>> Fratura e torção

O que fazer: A única maneira de ter certeza se houve ou não fratura, quando ela não é visível, é através da radiografia. A indicação inicial é colocar gelo no local, observar o inchaço e verificar se tem hematoma.

Se o inchaço persistir e tiver muito hematoma, é muito provável que tenha ocorrido algum tipo de comprometimento ósseo. “Além de diminuir o inchaço, o gelo tem um fator analgésico que é benéfico para acalmar a dor. Se a dor persistir, procure um hospital”, recomenda Flavia Maria Serra Ghiroto.

>>> Queda

O que fazer: Se bater a cabeça, a criança deve ser avaliada por um médico. Os pais precisam ficar atentos a vômitos e ao estado da criança. Se ela estiver amuada, confusa ou não dormir direito, o melhor a se fazer é levá-la ao hospital assim que possível.

O que NÃO fazer: Kátia explica que não deixar a criança dormir se ela bater a cabeça é um mito. “Isso foi criado porque pensavam que ela poderia entrar em coma. Mas uma pessoa dormindo, com respiração e batimentos cardíacos normais, é diferente de quem está em processo de perda de consciência”.

>>> Corte

O que fazer: “O local deve ser lavado com água e sabão. Depois, faça uma compressão com gazes ou um pano limpo para tentar parar o sangramento”, ensina Ariovaldo Lopes, pediatra do Hospital Infantil Sabará.

Se o corte não for claramente superficial, o indicado é procurar um hospital para avaliar a necessidade de dar ponto. “Deixar para suturar depois pode inviabilizar o procedimento, porque em poucas horas o risco de infecção aumenta e a sutura deixa de ser recomendada”, explica Kátia dos Santos Narciso, enfermeira docente do curso de Enfermagem e de Primeiros Socorros em Crianças da filial de São Paulo da Cruz Vermelha Brasileira.

>>> Afogamento

O que fazer: Nestes casos, o primeiro passo é checar se a pessoa está respirando. Se não estiver, deve-se iniciar um procedimento conhecido como Reanimação Cardiopulmonar (RCP). Essa técnica é complexa e o ideal seria aprendê-la através de um treinamento específico.

“Se ninguém souber e não houver tempo de chamar socorro, a respiração boca a boca é mais simples: ventila-se duas vezes dentro da boca da vítima, mantendo as narinas fechadas”, recomenda Kátia.

>>> Transporte da vítima

O que fazer: Chamar a ambulância. Transportar uma pessoa que tenha passado por algum tipo de trauma é contraindicado. “Em casos de fratura, por exemplo, o transporte deverá ser realizado com o membro fraturado sobre uma superfície plana. Em casos de suspeita de trauma na coluna, deve-se evitar manipulações e solicitar remoção por uma ambulância”, ensina Ariovaldo.

“É um risco fazer o transporte por conta própria”, ressalta Kátia. Só o transporte feito por profissionais treinados vai garantir a estabilidade da vítima.

 

 

iG

Conheça os primeiros socorros em casos de mordida de cães

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

As mordidas de cachorro são sempre uma possibilidade quando entramos em contato com animais desconhecidos e, embora alguns cães sejam extremamente dóceis, muitos também são bastante protetores, podendo reagir com agressividade quando alguém se aproxima de seus proprietários.

 

Tendo em vista que o número de cães abandonados também é grande, saber como proceder ao levar uma mordida de cachorro é de grande importância para manter a saúde em uma ocorrência deste tipo; já que, muitas das doenças presentes nos animais também podem acometer os seres humanos, e provocar consequências bem graves.

 

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Os motivos para que um cão morda alguém são bem variados, e incluem desde a sensação de perigo por parte do animal até o seu instinto de proteção às crias ou aos donos. Podendo causar ferimentos de penetração ou laceração, as mordidas são ainda mais perigosas quando o cão faz parte do time dos que têm mais força na mandíbula – como o Pitbull, que pode provocar uma pressão de até 200 quilos em uma simples abocanhada.

 

Seja qual for o ferimento provocado, a primeira e mais importante providência a se tomar após uma mordida é a higienização do local, e a região atingida deve ser lavada imediatamente com água e sabão. Feito isso, é indicado que um produto anti-bacteriano seja usado para limpar a região por, pelo menos, cinco minutos ininterruptos; deixando que água em abundância escorra sobre a ferida nos próximos cinco minutos após a limpeza.

 

Alguns ferimentos (normalmente, os que causam lacerações) podem provocar a perda de muito sangue e, nestes casos, é preciso aplicar pressão sobre a ferida até que o sangramento pare. No entanto, nos casos de feridas por penetração, o recomendado é que se deixe a ferida sangrar por algum tempo, já que esse processo ajuda a expulsar as bactérias que podem ter entrado na pele com a saliva do animal.

 

Nos casos em que a mordida for dada por um cão de origem desconhecida – e não houver informações sobre a sua imunização contra a raiva – o indicado é dirigir-se imediatamente a um instituto especializado em doenças infecciosas para a realização de um exame clínico. De acordo com o resultado, exames laboratoriais podem ser requisitados, assim como a aplicação de vacinas para impedir complicações maiores na pessoa ferida pela mordida.

 

Fonte: dr. Ricardo Tubaldini, Médico Veterinário (CRMV- SP 23.348), formado pela Universidade Paulista, Cirurgião Geral e Ortopedista no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h.

 

Terra