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PMDB estuda aliança com socialistas no 1º turno; Olenka quer permanência de JM na presidência

olenkaO PMDB, como se sabe, se prepara para reconduzir o senador José Maranhão à presidente estadual do partido na convenção prevista para o final do mês. Apesar do clima de disputa, a deputada Olenka Maranhão, entrevista a TV Arapuan nesta quarta-feira (7), avalia que haverá um consenso em torno da permanência de JM à frente do comando da legenda na Paraíba. Na opinião dela, não existem motivos para mudanças e que a sigla terá candidatura a prefeito onde for “possível”, resguardando a aliança com o PSB do governador Ricardo Coutinho.

“Em primeiro lugar, Maranhão tem legitimidade e referência para permanecer à frente do PMDB, além de ser o nome capaz de unir as correntes do partido. Eu vejo que não haverá disputa, até porque há praticamente uma decisão consensual em torno da definição neste sentido. Ou seja, em time que está ganhando não se mexe”, observou.

Sobre as candidaturas nas eleições do próximo ano, Olenka sustentou que PMDB e PSB devem caminhar juntos, no mesmo palanque. “Nos municípios em que for ‘possível’ a aliança nós estaremos unidos, pois somos aliados e minha posição é claro e confortável”. Porém, não deixou claro se a sigla terá candidatura própria nas eleições de João Pessoa e Campina Grande. “Onde for ‘possível’ estaremos unidos”, reiterou.

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Olenka adiantou, ainda, pertencer a base governista na Assembleia Legislativa e disse que “minha posição é clara e confortável, até porque sigo a orientação do meu partido e integro a base de um governo bem avaliado, não apenas em João Pessoa, mas em toda a Paraíba”, frisou ao lembrar o resultado da recente pesquisa veiculada pelo Sistema Arapuan na sondagem feita pelo Instituto Opinião.

“Por isso”, prossegue ela, “é muito cômodo para eu estar nesta condição e entende que a nossa aliança com o PSB será importante nas eleições do próximo ano”. Sem querer fazer mistério, Olenka acrescentou: “Eu defendo a aliança com o PSB e existe uma tendência muito forte que venha ocorrer”.

– Inclusive em João Pessoa? Perguntou o repórter.

Olenka assim respondeu: “Dentro do ‘possível’, mas entendo uma tendência também aqui em João Pessoa”, concluiu.

Marcone Ferreira

Socialistas revelam pré-candidaturas, mas petista mantém confiança na renovação da aliança

lucelio-e-ricardoPresidente do PT de João Pessoa, Lucélio Cartaxo disse nesta quinta-feira (27), durante entrevista concedida no programa Rede Verdade, do Sistema Arapuan, que o seu partido está preparado para qualquer cenário. Porém, segue a linha do irmão e prefeito Luciano Cartaxo, cujo assunto eleitoral prefere que a discussão só aconteça no próximo ano.

“Não temos o que temer, pois a população é quem vai decidir se o melhor é ter uma gestão transparente, que inaugura obras a cada dois dias em troca de promessas dos possíveis adversários”, afirmou.

Quando instado a falar sobre a aliança com os socialistas, que hoje jogaram no asfalto os nomes de Estela Bezerra, Hervázio Bezerra e João Azevedo (um dos três) como prováveis pré-candidatos do PSB; Lucélio adiantou que “estamos na expectativa da renovação da aliança vitoriosa de 2014. Eu estou confiante”, ressaltou.

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Relembrado o compromisso da campanha passada, quando foi o segundo mais votado na eleição para o Senado, o presidente petista argumentou que “foi bom para nós do PT. Vencemos com o governador Ricardo Coutinho e a população avalizou todo esse processo”, frisou se referindo a aliança entre petistas e socialistas.

Adiantou que “ano que vem a gente trata de eleições; agora o lema é trabalho, trabalho, trabalho…”.

Marcone Ferreira

Retrospectiva 2013: o ano dos movimentos populares e dos governos socialistas

O ano de 2013 começou com uma grande perda para o socialismo latino-americano. Após cerca de dois anos de luta contra o câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, veio a falecer. A Adital esteve atenta à repercussão da morte do líder bolivariano, destacando, especialmente, as reações de outros presidentes e líderes políticos da América do Sul, como o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, presidente da Bolívia. Avitória de Nicolás Maduro, dando continuidade ao governo socialista de Chávez, e seu primeiro ano de governo mereceram atenção especial da cobertura da Adital. A aprovação de leis polêmicas, como a Lei Habilitante– que deu superpoderes a Maduro – e a instituição do Dia de Amor e Lealdade a Chávez, ganharam destaque no primeiro ano de gestão do novo presidente venezuelano.

Outros líderes sul-americanos também se destacaram em 2013, a exemplo de Evo Morales, presidente da Bolívia, depois de ter o pouso de seu avião presidencial negado em alguns países europeus, em julho. Morales foi acusado pelos EUA de que estaria transportando Edward Snowden, ex-agente de inteligência estadunidense, que denunciou mundialmente o esquema de espionagem eletrônica por parte dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido. O presidente boliviano foi eleitolíder mundial dos movimentos sociais durante a Cúpula Antiimperialista e Anticolonialista, realizada em Cochabamba (Bolívia), em agosto. O caso envolvendo Snowden também foi acompanhado de perto pela Adital, com notícias repercutindo as tentativas do ex-agente de solicitar asilo em países como Rússia e Brasil.

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No Equador, o presidente Rafael Correa – considerado um dos mandatários mais vinculados ao socialismo pregado por Cuba e Venezuela na América Latina, ao lado de Evo Morales (Bolívia), Cristina Fernández (Argentina) e José Mujica (Uruguai) – teve seu governo questionado por ter voltado atrás e liberado parte do Parque Yasuní, na Amazônia equatoriana, à exploração petrolífera. A decisão se apresentou num contexto de revolta dos ambientalistas e de parte do povo equatoriano contra a Chevron, multinacional estadunidense, que luta para escapar do pagamento de uma indenização bilionária por ter poluído uma grande extensão de terras amazônicas durante décadas de exploração no Equador.

JáCristina Fernández Kirchner, apesar do seu partido ter vencido as eleições preliminares em agosto, vem sofrendo com problemas de saúde e também sendo bombardeada pela grande mídia do país, que se posiciona contra a chamada Lei de Meios. Um dos principais pontos desta lei é combater a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos grupos. O governo de Cristina é acusado ainda por não estar conseguindo solucionar a crise econômica do país. Enquanto isso, no Uruguai, José Mujicavem ganhando notoriedade internacional por sua postura progressista em assuntos como a legalização da maconha e a nova Lei de Comunicação Audiovisual. No Chile, a socialista Michele Bachelet voltou a se reeleger com 63% dos votos, eleições também marcadas pelavitória de líderes estudantis no Parlamento.

O ano que passou também foi de intensa movimentação social no Brasil. Em junho, a realização da Copa das Confederações da Fifa transformou-se em estopim para a saída às ruas de milhares de brasileiros insatisfeitos principalmente com os rumos políticos do país. As principais cidades brasileiras reuniram em suas ruas uma massa de pessoas que protestaram contra e em defesa das mais diversas causas, como a Copa de 2014, a corrupção, em defesa do meio ambiente, direitos humanos, entre outras bandeiras sociais. Durante a 5ª Semana Social Brasileira, realizada em setembro deste ano, em Brasília, a Adital entrevistou integrantes do Levante Popular e dos Comitês Populares da Copa sobre o significado das manifestações populares e as perspectivas, principalmente para 2014.

A Adital, ao mesmo tempo em que repercutiu a realização das manifestações, dando visibilidade às bandeiras dos movimentos sociais, também deu ênfase à presença dos Black bloc, manifestantes encapuzados que ganharam destaque nos protestos brasileiros por suas ações consideradas “radicais” pela grande mídia. Na matéria sob o título “Mulher bonita é mulher que luta”, a Adital repercutiu reportagem da revista Veja que tentava desqualificar uma das integrantes Black Bloc, apelidada de Emma. Esta postou nas redes sociais seu contraponto à reportagem publicada pela revista.

Ainda na esteira das manifestações de rua de junho e julho deste ano, o movimento Ocupe Cocó também ganhou destaque na cobertura da Agência. Por cerca de dois meses, o movimento reuniu manifestantes acampados no Parque do Cocó, em Fortaleza, Estado do Ceará, que tentavam impedir a construção de um viaduto em parte da área do parque. Os acampados foram alvo de ações violentas de desocupação por parte das forças policiais.

No Brasil, outro assunto de destaque em 2013, e que mereceu repercussão por parte da Adital, foi a implantação do Programa Mais Médicos, cujo objetivo é atrair profissionais de medicina, inclusive estrangeiros, para atuar em locais com carência de médicos em todo o Brasil. A rejeição por parte das entidades que representam a categoria ganhou repercussão com o protesto de que foram vítimasmédicos cubanos em Fortaleza, Estado do Ceará, chamados de “escravos” por médicos brasileiros. A Adital acompanhou de perto o assunto.

Ojulgamento do Mensalão – como ficou conhecido o caso de corrupção que resultou na prisão de políticos de renome do Partido dos Trabalhadores (PT), atualmente no comando da Presidência da República – também mereceu atenção especial da cobertura da Agência. Destaque para a polêmica gerada entre brasileiros contra e a favor da forma, legal ou ilegal, como foram autorizadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, as prisões de alguns dos réus, em novembro deste ano.

Realizada em julho no Rio de Janeiro, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) foi amplamente coberta pela equipe Adital, tendo em vista, principalmente, a vinda do Papa Francisco ao Brasil durante o evento. Por sua postura mais progressista e aberta do que seus antecessores, João Paulo II e Bento XVI, o novo Papatem merecido atenção especial por parte da cobertura da Adital, que vem repercutindo suas declarações menos conservadoras em relação à Teologia da Libertação, à homossexualidade e à maior participação das mulheres na Igreja. Capa do jornal francês Le Monde chama o novo Papa de “animal político” e o compara ao ex-presidente russo Mikhail Gorbachev.

A situação dos migrantes haitianos que todos os dias chegam ao Brasil, muitos deles de forma ilegal, configurando uma iminente crise humanitária em cidades da região Norte do país, é outro tema importante a ser enfatizado em nossa retrospectiva de 2013. A cidade de Brasileia, no Estado do Acre é tida como exemplo de que a chegada em massa de haitianos no Brasil deve gerar problemas em relação à garantia dos direitos humanos. Conforme destacado pela Adital, entidades de direitos humanos de todo o mundo também protestam contra a decisão do governo dominicano de cassar a nacionalidade de descendentes de haitianos que vivem no país.

Na Colômbia, as negociações de paz pelo fim do conflito armado entre o governo e a guerrilha dividiram a atenção com os movimentos sociais ligados à reforma agrária. Estes últimos, ao lado dos professores e profissionais da saúde, realizaram, durante quase dois meses, uma grande paralisaçãoem protesto contra as políticas neoliberais do presidente Juan Manuel Santos, com extensas manifestações e bloqueio de estradas importantes no país.

Entre os movimentos sociais chilenos, o destaque ficou por conta dos defensores dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). Tendo em vista o julgamento do caso Zamudio– crime violento que ficou nacionalmente conhecido por tratar-se de homofobia, resultando no assassinato do jovem homossexual Daniel Zamudio por quatro outros jovens – o movimento LGBT ganhou força no país. O túmulo de Zamudio vem se tornando inclusive ponto de peregrinação de jovens.

Por sua vez, a situação dos direitos humanos em Honduras permaneceu crítica em 2013, com denúncias de perseguição e crimes violentos contra ativistas e defensores, além de jornalistas, por parte do governo de Porfirio Lobo Sosa. As eleições presidenciais realizadas em novembro aconteceram sob fortes suspeitas e denúncias contundentes de fraudes. Segundo o resultado anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral, a candidata da oposição Xiomara Castro, esposa do presidente deposto pelo golpe de Estado de 2009, Manuel Zelaya, foi derrotada pelo candidato governista, Juan Orlando Hernández.

A escalada da indústria de produtos transgênicos na América Latina aumentou a preocupação dos ambientalistas, cujas denúncias tiveram espaço na cobertura da Adital. A multinacional Monsanto, por exemplo, está prestes a mudar os rumos da produção e comercialização de sementes no continente. Baseada no Acordo de Associação Transpacífico (TPP), um grande projeto de livre comércio que inclui 12 países, entre eles Chile, Peru e México, a empresa pode recorrer às leis do acordo para ter livre a rotulagem de alimentos transgênicos, limitando o plantio e a comercialização apenas para a empresa. No Brasil, os alimentos transgênicos continuam avançando com leis mais flexíveis no país.

A Adital também deu destaque ao acirramento das lutas pela terra dos povos indígenas brasileiros. Em especial os guaranis, que anunciaram que estariam prontos a morrer para defender seus territórios ancestrais dos ruralistas. Estes reforçaram, em 2013, a pressão sobre o Congresso Nacional no intuito de fragilizar as conquistas históricas dos indígenas.

 

Adital

Pressionado por socialistas e tucanos, Cássio vive dilema sobre 2014; decisão será fundamental para destino de 2018

cassioEm busca de palanques fortes nas eleições à Presidência, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) continua pressionando o senador correligionário Cássio Cunha Lima a disputar o governo da Paraíba, em 2014.

Aécio tem tentando de todos os meios a convencer Cássio a disputar o governo, rompendo assim, com o socialista Ricardo Coutinho. Para forçar o tucano a se decidir, Aécio tem se baseado nos números das últimas pesquisas encomendadas para consumo interno queapontam uma vantagem de Cássio em relação ao governador Ricardo Coutinho (PSB) e ao pré-candidato a governador pelo PMDB, Veneziano Vital do Rego.

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Como se não bastasse a pressão da Executiva Nacional do PSDB, os tucanos da Paraíba também tem exercido uma pressão psicológica sobre Cássio. O senador Cícero Lucena, um dos defensores da candidatura do senador, defende que seja realizada uma prévia, antes da convenção oficial de junho. Se depender de Cícero, uma das lideranças do PSDB estadual, Cássio anunciará logo em janeiro o seu futuro político.

“Estou defendendo algo que vem das ruas. Então, se existe o clamor da população porque não anteciparmos esse debate, se temos também um candidato, no caso do senador Cássio Cunha Lima, disparado nas pesquisas de intenções de votos”, ressaltou Cícero.

Se por um lado, os tucanos querem que Cássio saia candidato a governador para garantir um palanque para Aécio Neves, por outro, os socialistas cobram do senador paraibano a preservação da aliança política selada em 2010; O governador Eduardo Campos (PSB-PE) quer o apoio dos tucanos a seus candidatos ao governo, como em Pernambuco e na Paraíba.

Segundo matéria publicada no jornal o Globo, o socialista defendeu esta posição com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). A unidade entre os dois partidos nos Estados seria muito importante no plano nacional, quando estará em jogo o apoio a uma das candidaturas de oposição no segundo turno, acrescenta a notícia. Temos que nos entender. Porque ninguém é louco de achar que a presidente Dilma estará fora do segundo turno”, disse Cássio Cunha Lima ao Globo.

Além do mais, o vice-governador Rômulo Gouveia (PSD), não esconde o desejo de ver a aliança entre PSDB e PSB preservada. Pré-candidato ao Senado, Rômulo depende da manutenção da aliança para consolidar a sua pré-candidatura. E mesmo sendo fiel a Cássio, já adiantou que o PSD não abrirá mão de uma vaga na chapa Majoritária.

A decisão que Cássio tomará em 2014 deverá ser fundamental para o pleito de 2018, quando Ricardo só terá a chance de disputar o Senado. Já Cássio deverá disputar a reeleição ou migrar para a disputa ao Governo do Estado depois de ter se negado a atender aos apelos dos correligionários.

PBAgora

Em JP: Decisão de Luciano Agra influencia outros socialistas que começam anunciar saída do PSB

A decisão do prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, de se desfiliar do PSB já começa a influenciar outros socialistas insatisfeitos com a legenda. Desta vez quem anunciou a saída da sigla foi a professora da UFPB, Rossana Honorato.

“Prefeito Luciano Agra acompanho a sua ATITUDE. Providenciarei o meu pedido de desfiliação do PSB e aceito o convite dos (as) companheiros (as) do PT”, postou a professora via twitter.

Rossana chegou a ser uma das auxiliares do Governo Ricardo Coutinho a frente da Sudema.

Fonte: PolíticaPB