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Sobrevivência de empresas da Paraíba é a maior do Norte/Nordeste, afirma IBGE

Os indicadores econômicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) voltaram a destacar a Paraíba de forma positiva no cenário regional e nacional, mesmo em um período de recessão econômica. A pesquisa ‘Demografia das Empresas’, divulgada pelo IBGE ontem, mostra que a taxa de empresas sobreviventes do Estado da Paraíba no ano de 2015 foi de 84,3%, maior taxa dos Estados do Norte/ Nordeste, alcançando ainda o 3º melhor índice entre 27 unidades da federação e Distrito Federal.

O Estado subiu no ranking, pois estava em terceiro lugar no Nordeste em 2014 no Cadastro Central de Empresas (Cempre) do IBGE. Na comparação com 2014, o Estado elevou o índice de sobrevivência em 0,9 ponto percentual (de 83,4% para 84,3%). A Paraíba alcançou taxa média superior às regiões Nordeste (82,3%), Centro-Oeste (82,5%), Norte (79,9%) e, praticamente, a média do país (84,4%). Os dois únicos estados do país que tiveram taxas superiores à Paraíba foram Santa Catarina (87,3%) e Rio Grande do Sul (85,9%).

Segundo o Estudo “Demografia das Empresas” do IBGE, o total de empresas ativas na Paraíba era 52.403 em 2015 com 44.196 sobreviventes (84,3%). Diferente do país, o Estado registrou mais empresas entrando no mercado (8.207) que saindo (6.771), uma diferença de 1,1 mil unidades.

A pesquisa do IBGE também abordou o percentual de pessoas ocupadas em empresas ativas (ou sobreviventes) nas unidades da federação. Em 2015, a taxa paraibana de pessoas ocupadas também ficou em primeiro lugar no Nordeste. Ou seja, das 357.600 pessoas que trabalhavam naquele ano, 345.987 pessoas permaneceram ocupadas nas empresas ativas, o que representa 96,8% do total, índice superior à média das regiões Nordeste (95,5%), Norte (94,6%) e Centro-Oeste (95,8%) e superior à do país (96,4%).

pbagora

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Taxa de sobrevivência das empresas da Paraíba permanece acima de três regiões do país, diz IBGE

Financial GrowthMesmo em cenário de dificuldade, a taxa de sobrevivência das empresas paraibanas cresceu na passagem de 2013 para 2014, segundo a pesquisa ‘Demografia das Empresas’ divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana. O índice subiu de 81,6% para 83,4% no período, quando o número de empresas ativas em 2014 era de 50.963 e 42.480 sobreviveram naquele ano, o que representa 83,4% do total. A Paraíba alcançou a terceira maior média da região Nordeste, mas o índice permaneceu acima das do Norte (80,7%),Centro-Oeste (82,4%) e Nordeste (82,7%), assim como no ano anterior.

Segundo o Estudo “Demografia das Empresas” do IBGE, as três maiores taxas da Região ficaram próximas: Ceará (83,6%), Sergipe (83,5%) e Paraíba (83,4%). As menores médias da Região foram dos Estados do Maranhão (81,8%), da Bahia (82,7%) e do Piauí (83,1%).

A pesquisa do IBGE também abordou o percentual de pessoas ocupadas em empresas ativas (ou sobreviventes) nas unidades da federação. Em 2014, a taxa paraibana de pessoas ocupadas também ficou em terceiro lugar no Nordeste. Ou seja, das 365.753 pessoas que trabalhavam naquele ano, 351.023 pessoas permaneceram ocupadas nas empresas ativas, o que representa 96% do total, índice superior à média das regiões Nordeste (94,5%), Norte (94,8%) e Centro-Oeste (95,6%) e semelhante ao do país (96%).

Secom

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Brasil dá salto em sobrevivência a câncer de mama e próstata, diz estudo

cancer-de-mamaO Brasil deu importantes saltos nas taxas de sobrevivência de câncer de mama e próstata, segundo estudo publicado nesta quarta-feira na edição online do periódico especializado The Lancet.

O estudo mapeou diversos tipos de tumores em 67 países e quantas pessoas sobreviviam a eles cinco anos após seu diagnóstico.

A partir de dados de diagnósticos e óbitos analisados em sete cidades brasileiras, abrangendo cerca de 80 mil casos, concluiu-se que a porcentagem de sobrevivência de pacientes com câncer de mama subiu de 78,2% entre 1995 e 1999 para 87,4% entre 2005 e 2009 (dados mais recentes). O índice se assemelha ao de alguns países desenvolvidos.

Na análise de pacientes de câncer de próstata, a sobrevivência aumentou de 83,4% em 1995-99 para 96,1% em 2005-09.

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“Isso parece indicar uma melhoria na qualidade do tratamento e um aumento na detecção precoce dessas doenças no país”, disse à BBC Brasil Gulnar Azevedo e Silva, coautora do artigo do Lancet e pesquisadora e professora associada do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Mostra que o Brasil melhorou muito na atenção a alguns tipos de câncer.”

No entanto, os dados analisados por Azevedo no mesmo período sugerem uma piora nas taxas de sobrevivência a outros tipos mais letais – e de diagnóstico mais difícil – de câncer, como estômago (índice caiu de 33% para 25%), fígado (de 16% para 11,6%) e leucemia em adultos e crianças (de 34,3% para 20,3% e de 71,9% para 65,8%, respectivamente).

Para a especialista, isso pode não necessariamente significar que os brasileiros estão morrendo mais dessas doenças, mas sim que ficou mais fácil o acesso aos dados de mortalidade analisados pelo estudo entre 1995 e 2009.

“Acredito que, antes, muitos desses casos, ainda que letais, não eram registrados como casos de câncer e portanto nós (pesquisadores) não tínhamos como identificá-los. Portanto, essas porcentagens podem não ser totalmente comparáveis”, diz.

“Mas também parece não ter havido uma melhora no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Não é um problema só daqui – os índices foram semelhantes em outros países da América Latina.”

No Chile e em Cuba, por exemplo, as taxas de sobrevivência em câncer de estômago são de 18% e 26,2%. Mas o índice chega a ser bem mais alto em alguns países desenvolvidos: no Japão, ela sobe para 54%, mais que o dobro da taxa brasileira.

Para Azevedo, o país precisa manter o foco na detecção precoce dos tumores e investir para que a qualidade do tratamento dos cânceres se torne mais igualitária nas diversas partes do país.

Foto: Thinkstock
Acesso a tratamento e diagnóstico tem grandes diferenças em vários países do mundo

Disparidades no mundo

O estudo, o maior mapeamento internacional já feito para analisar a sobrevivência de 11 tipos de câncer, envolveu cerca de 26 milhões de casos em 67 países, mas concluiu que os dados de sobrevida de pacientes ainda são escassos.

Uma das principais conclusões, a partir dos dados existentes, é que existe uma grande disparidade entre países na eficiência de sistemas de saúde em diagnosticar e tratar as doenças. Isso faz com que cânceres sejam muito mais letais em alguns países do que em outros.

“A sobrevivência em cinco anos de crianças com leucemia aguda linfoblástica é de menos de 60% em diversos países, mas chega a 90% no Canadá e em quatro países europeus, o que indica grandes deficiências no gerenciamento de uma doença altamente curável”, diz o levantamento.

No Brasil, a taxa de sobrevivência dessa doença foi de 65,8% até 2009.

“As comparações de tendências internacionais revelam diferenças muito amplas de sobrevivência, que provavelmente podem ser atribuídas a diferenças no acesso a diagnósticos precoces e tratamento ideal”, prossegue o texto.

“A continuidade da observação da sobrevida ao câncer deve se tornar uma fonte indispensável de informação para pacientes e pesquisadores e um estímulo para políticos, que devem melhorar leis e sistemas de saúde.”

Por um lado, o estudo afirma que “o fardo global do câncer está crescendo, particularmente em países de renda baixa e média”, que têm de “implementar estratégias efetivas de prevenção” com urgência e pensar, no longo prazo, em estratégias de prevenção.

Por outro, houve melhorias consistentes na sobrevida de pacientes de câncer de próstata, intestino e mama em diversos países do mundo.

Já os tumores malignos de fígado e pulmão continuam sendo letais no mundo inteiro, com taxas de sobrevida ainda baixas (no Brasil, cerca de um terço dos pacientes sobrevive após cinco anos).

BBC Brasil

Operação na Amazônia visa sobrevivência da etnia mais ameaçada do mundo

indioEstá em curso no Amazônia maranhanse uma das maiores operações já realizadas pelo Estado brasileiro para desintrusão de uma terra indígena. Trata-se da desocupação de uma área de 116 mil hectares destinada à etnia awá-guajá desde 1992, onde atividades ilegais como a extração de madeira e até o plantio de drogas já consumiram mais de 40% da cobertura florestal e colocam em risco a existência da etnia que está entre os últimos remanescentes dos povos amazônicos sem contato com o que é chamado de “civilização”. Em 2012, a ONG Survival Internacional a classificou como a mais ameaçada do planeta.

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Nômades, coletores e caçadores, os awá-guajá são classificados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) como índios isolados, que demandam farto território para preservar seu modo de vida tradicional. Entretanto, com as ocupações irregulares dos últimos anos, vêm sofrendo um extermínio progressivo, causado pelas doenças provenientes do contato. Há suspeitas até mesmo de execuções sumárias comandadas pelo crime organizado que atua na região. “A situação da etnia é de vulnerabilidade extrema. É o processo mais próximo do que se pode chamar de genocídio, hoje, no Brasil”, alerta o chefe da Coordenação Geral de Índios Isolados da Funai, Carlos Travassos.

Embora as terras dos awá-guajás tenham sido destinadas aos índios há duas décadas, ela só foi demarcada oficial por ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. A luta judicial pela posse da terra se arrastou por dez anos, e a decisão que determinou a desintrusão tramitou em julgado somente em 2013.

Para cumpri-la, o governo federal destacou para a área um contingente não divulgado de servidores públicos de diferentes áreas, incluindo Incra, Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Abin e Forças Armadas, além da Funai e da Secretaria Geral da presidência da República, que coordenam a operação.

Mesmo assim, a tarefa não tem sido fácil. Além das dificuldades geográficas inerentes à mata fechada, a força econômica que se impôs no local resiste. E usa, para tal, centenas de brasileiros simples, humildes, que se estabeleceram na área em busca do sonho de ter seu próprio pedaço de terra. Segundo o coordenador-geral dos Movimentos do Campo da Secretaria Geral da Presidência da República, Nilton Tubino, os invasores entraram ali ciente de que as terras pertenciam aos índios. Portanto, não têm direito a nenhum tipo de indenização.

O Estado, porém, reconhece entre eles uma maioria de brasileiros simples – pequenos agricultores que vivem da plantação de mandioca, do extrativismo na floresta ou que trabalham nas grandes fazendas vizinhas. Por isso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) acompanha a operação com o intuito de identificar e cadastrar possíveis beneficiários da reforma agrária, que serão inseridos em lotes vagos de assentamentos já criados e em outros, em estudos, em terras a serem adquiridas na região ou em terras devolutas da União e do Maranhão. Mas na área também há médios e grandes grileiros, inclusive na atividade pecuária, que terão que deixar o local.

Na semana passada, o governo concluiu a notificação para retirada voluntária das 427 famílias que vivem na área. O prazo termina no final de fevereiro. Até o momento, só 235 famílias requisitaram cadastramento no Incra. De acordo com Tubino, os motivos da baixa adesão vão desde a falta de documentos pessoais até a incredulidade de que o governo irá levar a cabo a missão de desobstruir à área. O problema da falta de documentação, mais fácil de resolver, levou outras equipes de servidores públicos à regiçao. Até o início desta semana, foram expedidas 105 carteiras de trabalho e 75 CPFs. E 28 famílias foram inscritas no Bolsa Família, o principal programa social do governo. A campanha termina nesta sexta (7).

Já o problema da desinformação é mais grave. Os madeireiros que lucram com a devastação da área não querem abrir mãos de suas atividades criminosas e, por isso, incitam os pequenos a permaneceram na terra indígena, prometendo que a terra deles será regularizada. Informação oficial e contrainformação do poder econômico local disputam corações e mentes de pouca instrução e pouca fé em um Estado que demorou décadas para se fazer presente.

Histórico awá-guajá 

De acordo com Carlos Travassos, há relatos da presença dos índios awá-guajá na região desde o século XVII. O primeiro contato oficial, entretanto, ocorreu em 1979, quando a política indigenista da ditadura promovia a atração dos grupos classificados como arredios, com o objetivo de fixá-los em uma área específica e, assim, facilitar o atendimento médico e a segurança alimentar do grupo. O pano de fundo, entretanto, era a necessidade de extinguir os conflitos na Amazônia para a construção dos grandes projetos do regime, como a Estrada de Ferro Carajás.
Nos anos seguintes, mais seis contatos foram realizados. Deles, resultaram a criação de duas aldeias awá-guajás que possuem hoje, juntas, 400 índios. “A desintrusão chega em um momento em que a aldeia Juriti, por exemplo, tem seu espaço de caça restrito há 6 km, enquanto antes era de vários dias de caminhada.Se o Estado não intervir, eles morrerão de fome”, explica Travassos.

Há também outros grupos que, para evitar o contato com as frentes de atração, embrenharam-se cada vez mais na mata. O número de indivíduos nessas condições é impreciso. Monitoramento que vem sendo realizado pela Funai, desde 1997, aponta que pelo menos dois grupos familiares ainda vagam pela região.

Entretanto, suas condições de sobrevivência estão cada vez mais difíceis.

O coordenador da Funai lembra também que, desde o fim da ditadura, a política indigenista brasileira mudou. Se antes a meta era o aldeamento forçado, o objetivo hoje é respeitar o modo de vida tradicional das etnias, demarcando território suficiente para que possam viver isolados, se assim o quiserem. “O contato traz, historicamente, uma média de perda de 50% da população”, justifica o indigenista.

Planos futuros

De acordo com o coordenador-geral dos Movimentos do Campo da Secretaria Geral da Presidência da República, a previsão inicial é que a operação de retirada dos não-índios esteja concluída até o final de março, inclusive com a destruição de todas as construções erguidas na área. A etapa seguinte constará do fechamento de todas as estradas abertas por madeireiros e plantadores de drogas, o que dificultará o acesso ao local.

O chefe da Coordenação Geral de Índios Isolados da Funai acrescenta que há planos também para a construção de uma estrada perimetral, no contorno da terra indígena, que permita ao poder público efetuar um monitoramento mais intenso da área. Além disso, está em andamento a construção de uma base de operações do poder público na área. Há ainda, projetos de reflorestamento da área descoberta da floresta que envolve, inclusive, índios que vivem em aldeias vizinhas.

Uma outra ação prevê uma campanha de educação etnoambiental a ser efetivada nos quatro municípios em que a terra indígena está cravada, além de outros cinco do entrono. “São municípios pobres, que vivem basicamente da madeira. Se não houver uma ação pontual do poder público federal em parceria com estado e municípios, as invasões vão continuar e as doenças e outros problemas sociais, como alcoolismo e drogas, acabarão atingindo os awá-guajás”, afirma Travassos.

Créditos da foto: Arquivo
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PB é 2ª colocada em sobrevivência de pequenas empresas; só perde para MG no ranking do Sebrae

dinheiro-economia-empresas-sebrae-300x193O paraibano José Miguel da Silva Sobrinho, de 39 anos, deixou sua terra natal aos 16 para trabalhar na cozinha de renomados restaurantes do Rio de Janeiro e de Brasília. De origem humilde, Silva Sobrinho trocou de estado para melhorar de vida e reforçar as economias. Na época, conta, o Nordeste estava carente de oportunidades.

Há cinco anos, contudo, ele viu em João Pessoa uma cidade em ascensão para investir o dinheiro economizado e a experiência adquirida durante o período em que trabalhou fora do estado. Decidiu abrir a pizzaria ‘Arte da Pizza’. “Quis levar meu conhecimento para a minha terra natal. A raiz fez todo diferencial para o negócio”, considera ele.

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O início não foi fácil. O projeto era de uma pizzaria a la carte, como os restaurantes tradicionais de São Paulo. Os paraibanos, no entanto, estavam acostumados a comer em rodízios. “Os primeiros seis meses foram muito difíceis. Fizemos muito marketing na rua com degustação para atrairmos e fidelizarmos nossos clientes”, recorda o empreendedor.

A pizzaria – que inicialmente comportava 60 lugares – hoje tem espaço para 134 pessoas e, a partir do ano que vem, vai atender a cerca de 180 clientes. A expansão, segundo o empresário, se deve, em grande parte, ao potencial empreendedor da Paraíba, especialmente da zona sul de João Pessoa.

“Os restaurantes estão muito concentrados ao redor da praia. Quis explorar outros locais para atender uma demanda carente de gastronomia”, afirma Silva, que prevê expansão do negócio com a Copa do Mundo de 2014. Segundo o Ministério do Turismo, a Paraíba é o 14º destino mais procurado em viagens domésticas.

O caso de sucesso da Arte da Pizza não é isolado. Segundo censo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Paraíba é o segundo estado com maior índice de sobrevivência do país, com 80,5% das micro e pequenas empresas ultrapassando os dois primeiros anos de vida, atrás de Minas Gerias, com 81,5%.

A diferença é que, enquanto o Sudeste tem média de sobrevivência de 78,1% de – acima da média nacional de 75,2% –, o Nordeste tem média de 71,5%. Ou seja, a Paraíba é a segunda melhor colocada no ranking, dentro da segunda pior região do levantamento (atrás do Norte, com 68,9%). Essa contradição tem explicação, segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional: “A Paraíba se destaca no conjunto da região, em parte, porque nos últimos anos o setor da construção civil apresentou uma evolução relativa mais positiva. As empresas paraibanas da construção têm uma taxa de sobrevivência de 77%, o que foi determinante para a melhora da taxa de sobrevivência média das empresas daquele Estado”.

Além disso, explica Barretto, o Nordeste foi caracterizado durante muito tempo pelo empreendedorismo por necessidade. E com a melhora da economia, esses empreendedores fecharam suas empresas e decidiram trabalhar como profissionais assalariados, contribuindo para o índice de mortalidade da região. Para Geraldo Lopes, economista do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme), também contribui para o resultado a descentralização econômica. “Muitas indústrias estão abrindo unidades fabris na região e adicionando valor ao estado. Há desde fábricas de cimento, até de eletrodomésticos”, afirma, sem citar nomes.

Não obstante, o Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba vem crescendo acima da média nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011 o estado cresceu 5,6% em relação ao ano anterior. Já o Brasil, teve expansão de 2,7% no mesmo período.

Blog do Gordinho com iG São Paulo

Paraíba é 2ª colocada em sobrevivência de pequenas empresas, aponta Sebrae nacional

softcomO paraibano José Miguel da Silva Sobrinho, de 39 anos, deixou sua terra natal aos 16 para trabalhar na cozinha de renomados restaurantes do Rio de Janeiro e de Brasília. De origem humilde, Silva Sobrinho trocou de Estado para melhorar de vida e reforçar as economias. Na época, conta, o Nordeste estava carente de oportunidades.

 

Há cinco anos, contudo, ele viu em João Pessoa (PB) uma cidade em ascensão para investir o dinheiro economizado e a experiência adquirida durante o período em que trabalhou fora do Estado. Decidiu abrir a pizzaria Arte da Pizza. “Quis levar meu conhecimento para minha terra natal. A raiz fez todo diferencial para o negócio”, considera ele.

 

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O início não foi fácil. O projeto era de uma pizzaria a la carte, como os restaurantes tradicionais de São Paulo. Os paraibanos, no entanto, estavam acostumados a comer em rodízios. “Os primeiros seis meses foram muito difíceis. Fizemos muito marketing na rua com degustação para atrairmos e fidelizarmos nossos clientes”, recorda o empreendedor.

 

Divulgação

José Miguel da Silva Sobrinho: “A raiz fez todo diferencial para o negócio.”

 

A pizzaria — que inicialmente comportava 60 lugares — hoje tem espaço para 134 pessoas e, a partir do ano que vem, vai atender cerca de 180 clientes. A expansão, segundo o empresário, se deve, em grande parte, ao potencial empreendedor da Paraíba, especialmente da zona sul de João Pessoa.

 

“Os restaurantes estão muito concentrados ao redor da praia. Quis explorar outros locais para atender uma demanda carente de gastronomia”, afirma Silva, que prevê expansão do negócio com a Copa do Mundo de 2014. Segundo o Ministério do Turismo, a Paraíba é o 14º destino mais procurado em viagens domésticas.

 

O caso de sucesso da Arte da Pizza não é isolado. Segundo censo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Paraíba é o segundo Estado com maior índice de sobrevivência do País, com 80,5% das micro e pequenas empresas ultrapassando os dois primeiros anos de vida, atrás de Minas Gerias, com 81,5%.

 

A diferença é que, enquanto o Sudeste tem média de sobrevivência de 78,1% — acima da média nacional de 75,2% —, a Nordeste tem média de 71,5%. Ou seja, a Paraíba é a segunda melhor colocada no ranking, dentro da segunda pior região do levantamento (atrás do Norte, com 68,9%).

 

Essa contradição tem explicação, segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional: “A Paraíba se destaca no conjunto da região, em parte, porque nos últimos anos o setor da construção civil apresentou uma evolução relativa mais positiva. As empresas paraibanas da construção têm uma taxa de sobrevivência de 77%, o que foi determinante para a melhora da taxa de sobrevivência média das empresas daquele Estado.”

 

Além disso, explica Barretto, o Nordeste foi caracterizado durante muito tempo pelo empreendedorismo por necessidade. E com a melhora da economia, esses empreendedores fecharam suas empresas e decidiram trabalhar como profissionais assalariados, contribuindo para o índice de mortalidade da região.

 

Para Geraldo Lopes, economista do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme), também contribui para o resultado a descentralização econômica. “Muitas indústrias estão abrindo unidades fabris na região e adicionando valor ao Estado. Há desde fábricas de cimento, até de eletrodomésticos”, afirma, sem citar nomes.

 

PIB da Paraíba

Não obstante, o Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba vem crescendo acima da média nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011 o Estado cresceu 5,6% em relação ao ano anterior. Já o Brasil, teve expansão de 2,7% no mesmo período.

“Há uma tendência nacional de desconcentração econômica. O Sudeste já cresceu muito e tende a se estabilizar. Já a Nordeste tem uma base pequena e muito potencial para expandir e gerar negócios”, compara o economista.

 

Juliana Queiroga, coordenadora da Endeavor Nordeste, Organização Não Governamental (ONG) que fomenta o empreendedorismo, acrescenta que o próprio paraibano é responsável pelos dados otimistas.

 

“Sempre que falamos sobre a taxa de sobrevivência das empresas, verificamos que a atitude do empreendedor é o grande diferencial. É necessário planejamento para abrir um negócio de sucesso, além de se capacitar para gerir este negócio e estudar o mercado onde irá atuar. O grande destaque da Paraíba são, certamente, os paraibanos”, defende ela.

 

O administrador de empresas e analista de sistemas Renato Silva Rodrigues, de 37 anos, é exemplo de que é possível empreender fora do eixo Rio, São Paulo e Minas Gerais. Paulistano, Rodrigues deixou a capital ainda na infância para resolver um problema de saúde. Já adulto, não quis deixar a Paraíba e decidiu aproveitar o crescimento do Estado para empreender. Abriu a Softcom, empresa de tecnologia da informação (TI).

 

“Comecei informalmente trabalhando por conta e sozinho no ano 2000. Seis anos depois, a empresa já estava crescendo e tive de buscar ajuda do Sebrae para padronizar processos e melhorar a gestão”, recorda o empresário.

 

Hoje, a companhia conta com 105 funcionários e tem três unidades: duas na Paraíba, em João Pessoa e Campina Grande (leia mais sobre a cidade abaixo), e uma em Recife. O faturamento, não revelado pelo empresário, já ultrapassa R$ 3,6 milhões.

 

“A Paraíba está crescendo muito, mas não basta trazer a empresa para cá e achar que vai dar certo. É preciso desenvolver soluções que sejam compatíveis com a identidade local”, alerta Rodrigues.

 

Desenvolvimento tecnológico

Entre as cidades da Paraíba, Campina Grande é o principal destaque quando o assunto é desenvolvimento tecnológico, segundo Ludmilla Veloso, diretora da regional Nordeste da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

 

“Apesar de ser interior, a Universidade Federal de Campina Grande tem o terceiro melhor curso de tecnologia do País, aquecendo o mercado de startups da região”, destaca Veloso.

 

A proximidade com Pernambuco, que detém um dos maiores parques tecnológicos do Brasil, o Porto Digital (no Recife), também fomenta o empreendedorismo na Paraíba, acrescenta ela, que é pernambucana. “O Nordeste está entrando no radar de muita gente. Estamos chamando a atenção do mercado.”

 

 

IG

Rádios comunitárias prometem invadir Brasília para garantir sobrevivência das emissoras populares

O movimento de rádios comunitárias no Brasil está preparando uma grande marcha em Brasília, nos dias 6 e 7 de dezembro, onde está agendada audiência com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, com o qual as lideranças pretendem discutir mudanças na Portaria 01/2011, do MC, que “é um grande entrave para a liberdade desses meios de comunicação popular”, segundo Jerry Oliveira, da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária em São Paulo.

Ainda conforme Jerry Oliveira, as rádios comunitárias, por meio de suas organizações, já entraram com ação na Justiça, junto à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, contestando a norma do Ministério das Comunicações que impede, entre outros entraves, a publicidade comunitária nas rádios de baixa potência. “É um atentado contra a liberdade e uma forma de matar as pequenas emissoras das comunidades pobres” avalia Oliveira.

Outro assunto que também preocupa os radiodifusores comunitários é a situação do Rádio Digital, “que se não nos mobilizarmos à tempo, seremos destruídos com a digitaliação do modelo americano que nos exterminará”, disse Jerry. Para pressionar o Ministério das Comunicações, o movimento de rádios comunitárias está preparando essa grande caravana para Brasília, “pedindo a revogação da Portaria 01/2011, além de tentarmos impedir o golpe do rádio digital”, finalizou Jerry.

Fábio Mozart, Diretor de Programação da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, em João Pessoa, Paraíba, é um dos que estarão em Brasília para a marcha das rádios comunitárias. “Vou buscar apoio para as despesas de passagens, mas já me programei para estar lá, nessa ação massiva por novas normas que garantam a sobrevivência das rádios comunitárias”, afirmou.

radiozumbijp