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Botafogo perde outra em casa e dá sobrevida ao Atlético-GO

Não foi a noite do Botafogo. Com futebol irreconhecível, o Alvinegro perdeu mais uma vez em casa. Nesta quinta-feira, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, o algoz do Glorioso foi o Atlético-GO, que venceu por 2 a 1 com gols de Jorginho e Luiz Fernando. Ainda houve um terceiro gol, anulado pela arbitragem. João Paulo descontou para o Glorioso.

Veja imagens da derrota do Botafogo, em casa, para o lanterna Atlético-GO
Veja imagens da derrota do Botafogo, em casa, para o lanterna Atlético-GO

Foto: Frame/Premiere / LANCE!

O resultado simboliza o terceiro revés seguido do time comandado por Jair Ventura em casa. Nos dois últimos finais de semana, foram derrotas para Fluminense e Atlético-PR. O Botafogo mantém-se em sexto, com 51 pontos, a quatro do Cruzeiro, o quinto. Já o Dragão ganha uma sobrevida no Brasileirão, pula para 33 pontos e ainda sonha em escapar do rebaixamento, mesmo na lanterna.

Bota começa bem, mas toma sustos 
O Botafogo, como as circunstâncias do jogo pediam, começou buscando mais o ataque, mas foi o Atlético-GO quem ofereceu perigo primeiro, com o gol de Gilvan, impedido, após cobrança de falta batida por Breno Lopes e cometida por Bruno Silva.

O gol, apesar de não valer, acordou o Atlético-GO. A cabeçada para fora de Jorginho foi a melhor chegada. Um pouco antes dela, foi Igor Rabello, para o Botafogo, quem cabeceou para fora. Depois desta oportunidade desperdiçada pelo Rubro-Negro, lentamente, o Botafogo voltou a retomar o protagonismo do jogo. Aos 25, mais uma cabeçada para fora: esta de Carli, em impedimento.

Cinco minutos depois, João Paulo deu um lindo cruzamento para Bruno Silva, o volante levou perigo, mas cabeceou para fora. Três minutos depois, Marcos Vinicius tentou de fora da área e mais uma vez a bola foi para fora. Nem assustou o goleiro Klever.

Neste momento o domínio já tinha voltado a ser total do Botafogo e Arnaldo fez questão de reforçar isso, aos 35, com um bom chute da entrada da área. Este, porém, na direção do gol, que exigiu rebote do goleiro.

O gol do Botafogo parecia maduro neste momento, mas foi o Atlético-GO quem tirou o zero do placar, com Jorginho, em lindo balaço de fora da área e indefensável para Gatito. Apesar do gol, o momento era mesmo do Alvinegro, que empatou de maneira semelhante dois minutos depois, com João Paulo.

O segundo tempo começou com um cenário idêntico: Botafogo ditando o ritmo do jogo, como com Marcos Vinicius aos 2, de fora, e com o Atlético surpreendendo em ocasiões esporádicas. Foi o que aconteceu aos 14. Igor chutou, Gatito espalmou, Breno Lopes pegou o rebote e encontrou Luiz Fernando livre para desempatar: 2 a 1.

Bruno Silva, vaiado, deixa o campo, e dá entender que sairá do time

A torcida da casa, perplexa com a terceira derrota consecutiva em casa, xingou e exigiu mudanças. Foram logo duas: Valencia e Tanque, para as saídas de M. Vinicius e Brenner. Pouco depois, foi a vez do muito vaiado Bruno Silva dar lugar a Rodrigo Pimpão. Na saída do campo, ele fez um gesto típico de quem estará de casa nova em 2018.

O Botafogo não se entregou com tantas adversidades e aos 28 Klever fez ótima defesa após chute de Arnaldo, da pequena área. Dois minutos depois, outra chegada perigosa: Valencia cruzou, mas Tanque não alcançou. Ainda houve tempo de Andrigo, do Dragão, cobrar uma falta e exigir nova grande defesa de Gatito. Não foi a noite do Botafogo.

FICHA TÉCNICA 
BOTAFOGO 1 X 2 ATLÉTICO-GO 
Local: Estádio Nilton Santos (RJ)
Data-Hora: 16/11/2017 – 11h
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (SE)
Auxiliares: Cleriston Rios (SE) e Fábio Pereira (TO)
Público/renda: 
Cartões amarelos: Luiz Fernando (ACG)
Cartões vermelhos: 
Gols: Jorginho (40’/1ºT) (0-1), João Paulo (42/1ºT) (1-1), Luiz Fernando (14/2ºT) (1-2)

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Arnaldo, Carli, Igor Rabello e Gilson; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva (Rodrigo Pimpão, aos 22’/2ºT) João Paulo e Marcos Vinicius (Valencia, aos 16’/2ºT); Guilherme e Brenner(Tanque, aos 16’/2ºT) Téc: Jair Ventura

ATLÉTICO-GO: Klever; Jonathan (Marcão Silva, aos 34’/2ºT) William Alves, Gilvan e Breno Lopes; André Castro, Igor (Ronaldo, aos 23’/2ºT) Andrigo, Jorginho e Luiz Fernando; Diego Rosa. Téc: João Paulo Sanches

Lance

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De virada, SP dá sobrevida a Gomes, se afasta da degola e tira Flu do G6

sao-pauloO São Paulo conquistou importantíssimo resultado nesta segunda-feira ao vencer o Fluminense, de virada, por 2 a 1, em Edson Passos. Wellington abriu o placar para os cariocas, que sofreram o revés após os tentos de Thiago Mendes e Rodrigo Caio.

Com a vitória, o São Paulo chega aos 39 pontos e se afasta da zona de rebaixamento, pulando para a 12ª posição. Além disso, o técnico Ricardo Gomes ganha sobrevida no comando da equipe. Já o Fluminense, por outro lado, se mantém com 46 pontos, perde três posições e fica fora do G6, em 8º.

São Paulo aposta no contra-ataque, mas ‘Cueva fominha’ atrapalha tática

O São Paulo entrou em campo disposto a fazer uma forte marcação e apostar nos contra-ataques. Logo aos 10min, o time poderia ter provado que a estratégia poderia ter dado certo. Após roubar a bola, os paulistas ficaram em maioria no campo de ataque, mas Cueva demorou a decidir o que fazer e acabou desarmado por Giovani. O peruano foi melhor quando teve chance de finalizar e acertou a trave de Julio Cesar.

Levir queria expulsão de Denis em pênalti, mas ganha aula de 4º árbitro

Após a jogada à la Maradona de Wellington, Denis tentou parar a sequência de dribles do adversário e derrubou o rival dentro da área. Nesse momento, o técnico Levir Culpi cobrou a arbitragem pedindo a expulsão do goleiro do São Paulo. Restou ao 4º árbitro dar uma aula no treinador e explicar que a regra mudou. A penalidade já é considerada muito punitiva e o goleiro deveria levar apenas o amarelo, como, de fato, ocorreu.

Inspiradíssimo, Wellington usa dribles curtos para furar defesa do São Paulo

Nenhum outro jogador teve mais destaque que Wellington. O atacante do Fluminense desfilou sua habilidade diante do São Paulo, que fazia marcação muito forte. Inspiradíssimo, ele marcou o gol do Fluminense após sofrer pênalti. Ele recebeu no campo de defesa e driblou quatro jogadores até ser derrubado por Denis. Em outro lance, chamou Buffarini para dançar e recebeu outra falta.

São Paulo muda no intervalo, melhora e consegue virada sobre Flu

A apática apresentação do São Paulo, no primeiro tempo, deu lugar a um time vibrante no segundo. Melhor na partida, os visitantes passaram a pressionar o Fluminense, que ganhava por 1 a 0. Após falha bizarra da defesa dos cariocas, os paulistas empataram com Thiago Mendes. A virada não demorou a vir: Rodrigo Caio de cabeça.
FLUMINENSE 1 X 2 SÃO PAULO

Data e hora: 17/10/2016, segunda-feira, às 20h (horário de Brasília)
Local: Edson Passos, em Mesquita (RJ)
Árbitro: Nielson Nogueira Dias – PE
Auxiliares: Clovis Amaral da Silva e Bruno Cesar Chaves Vieira – PE
Gols: Wellington, aos 30min do primeiro tempo; Thiago Mendes, as 26min, Rodrigo Caio, aos 36min do segundo tempo
Cartões amarelo: Wellington (FLU) Denis, Buffarini e Maicon (SPO)

Fluminense
Julio Cesar; Wellington Silva (Igor Julião), Henrique, Gum e Giovanni; Pierre (Douglas), Cícero e Gustavo Scarpa; Wellington, Marcos Júnior (Marquinho) e Richarlison
Técnico: Levir Culpi

São Paulo
Denis; Buffarini (Kelvin), Maicon, Rodrigo Caio e Mena; João Schmidt, Thiago Mendes, Wesley e Robson (David Neres); Cueva e Chávez (Pedro)
Técnico: Ricardo Gomes

Uol

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Novo tratamento contra câncer de pulmão pode dobrar sobrevida de pacientes, diz estudo

 (Foto: Eric D. Smith, Dana-Farber Cancer Institute/Divulgação)
(Foto: Eric D. Smith, Dana-Farber Cancer
Institute/Divulgação)

Um novo tratamento contra o câncer de pulmão pode mais do que dobrar a sobrevida de alguns pacientes, revelou uma pesquisa conduzida por cientistas americanos e europeus.

Segundo eles, uma nova droga, chamada Nivolumab, impede que as células cancerígenas se escondam dos sistemas de defesa do corpo humano, deixando o tumor mais vulnerável à ação dos anticorpos.

Os cientistas chegaram aos resultados após conduzirem um experimento com 582 pessoas. As descobertas foram publicadas na revista científica American Society of Clinical Oncology e descritas como “uma esperança real para os pacientes”.

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O câncer de pulmão é o mais letal, matando cerca de 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo.

Como a doença é de difícil tratamento e normalmente tem diagnóstico tardio, as chances de sobrevida do paciente são significativamente reduzidas após a descoberta do tumor.

Defesas naturais

O sistema imunológico humano é treinado para combater infecções, mas também ataca partes do corpo quando elas apresentam um mau funcionamento ─ é o caso do câncer.

No entanto, tumores apresentam alguns “truques” de forma a sobreviver a esses ataques naturais.

Eles produzem uma proteína chamada PD-L1 que desliga qualquer parte do sistema imunológico que tenta atacá-los.

A Nivolumab faz parte de uma série de drogas chamadas “inibidores de checkpoint” sendo desenvolvidas por laboratórios farmacêuticos.

O medicamento impede que as células cancerígenas “desliguem” o sistema imunológico, deixando-as vulneráveis ao ataque do próprio corpo humano.

Câncer de pulmão

(Thinkstock)
Câncer de pulmão é o mais letal, matando 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo

O experimento, conduzido na Europa e nos Estados Unidos, foi realizado em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado e que já haviam recorrido a outros tipos de tratamento.

Aqueles que se submetiam ao tratamento comum viviam, em média, 9,4 meses após iniciar a terapia, enquanto que os que tomavam Nivolumab viviam, em média, mais 12,2 meses.

No entanto, alguns pacientes tiveram um desempenho espetacular. Aqueles com tumores que produziam altos níveis de PD-L1 chegaram a viver por mais 19,4 meses.

‘Marco’

Os dados foram apresentados pelo laboratório farmacêutico americano Bristol-Myers Squibb.

Responsável pela pesquisa, Luis Paz-Ares, do Hospital Universitario Doce de Octubre, em Madri, na Espanha, disse que “(Os resultados) representam um marco no desenvolvimento de novas opções de tratamento contra o câncer de pulmão”.

“Nivolumab é o primeiro inibidor PD-1 a mostrar um avanço significativo na sobrevivência média na terceira fase do experimento em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado”.

Outras companhias vêm testando drogas similares.

Martin Forster, do Instituto do Câncer da University College London (UCL), está testando algumas delas.

“A notícia é muito animadora. Acho que essas drogas vão representar uma mudança de paradigma sobre como tratamos câncer de pulmão”.

Ele disse que, atualmente, se a quimioterapia fracassar, os índices de sobrevivência do paciente são “muito baixos”.

“Mas naqueles que respondem a imunoterapia parece haver um controle mais prolongado da doença; acho que se trata de uma grande mudança no tratamento contra o câncer de pulmão”, acrescentou.

‘Esperança real’

(Thinkstock)
Tabagismo é um dos principais causadores de câncer de pulmão

A ONG Cancer Research UK disse que usar o próprio sistema imunológico do paciente para combater a doença seria uma “parte essencial” do tratamento contra o câncer de pulmão.

Em entrevista à BBC, Alan Worsley, porta-voz da instituição, disse que o “experimento mostra que bloqueando a habilidade do câncer de pulmão de se esconder das células do sistema imunológico pode ser mais eficiente do que os atuais tratamentos quimioterápicos”.

“Avanços como esse dão esperança real a pacientes com câncer de pulmão, que até agora tinham poucas opções”.

Cientistas esperam que essas drogas possam funcionar em diferentes tipos de câncer. A Nivolumab, por exemplo, foi aprovada nos Estados Unidos para tratar o melanoma (câncer de pele).

Mas ainda há questões a serem respondidas.

As consequências de longo prazo de modificar o sistema imunológico ainda são desconhecidas e o melhor caminho para entender quem responderá ao tratamento também não é sabido.

Os tratamentos também tendem a ser muito caros, o que representará um desafio aos sistemas de saúde dispostos a oferecê-los.

BBC Brasil