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Só agora revelado: atirador de elite quase mata perto de Dilma na abertura da Copa

A abertura da Copa do Mundo, no dia 12 de junho, quase foi palco de uma tragédia digna de filme. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, uma falha no esquema de segurança quase terminou na morte de um policial armado que estava próximo à tribuna onde Dilma Rousseff e outras autoridades assistiam à partida entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians.

Um atirador de elite do Grupo Especial de Resgate (GER), da Polícia Civil, teria avistado o suspeito vestido com uniforme do Grupo de Ações Táticas da Polícia Militar (Gate) em área de acesso proibido.

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De acordo com o jornal, o sniper teria então avisado via rádio a sala de comando, que respondeu que não havia autorização para que nenhum PM estivesse no local.

Temendo que se tratasse de um criminoso disfarçado, o atirador pediu autorização para disparar, mas recebeu ordem para que esperasse.

Minutos depois, outro policial reconheceu pelas imagens de monitoramento a identidade do homem, que era, de fato, membro do Gate. O disparo foi evitado e o policial se retirou em seguida da área restrita, ainda segundo a Folha.

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Crise no comando

A falha de comunicação teria provocado uma crise entre as polícias Civil e Militar, que, junto com o Exército, fazem parte da equipe responsável pela segurança no estádio.

Segundo o jornal, o PM investigava uma ameça de bomba que acabou não confirmada. A Secretaria de Segurança Pública respondeu à Folha que o erro de comunicação foi rapidamente esclarecido.

O caso está sendo investigado, mas o temor de uma nova falha fez com que o protocolo de segurança fosse reforçado nos jogos seguintes no Itaquerão.

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180 Graus

 

De uma canetada só: Prefeito Luciano Cartaxo demite três auxiliares das áreas de Esporte e Saúde

O prefeito Luciano cartaxo demitiu  de uma só vez três auxiliares na noite desta quinta-feira. Foram demitidos  a  secretaria adjunta da saúde, a Diretora do Trauminha  e o secretário de Esportes.

No caso do secretário de Esportes, a demissão foi devido  ao mais  vexatório espetáculo no futebol paraibano com o cancelamento do jogo entre Treze e Santa Cruz, válido pelo Campeonato Paraibano de Futebol, por falta de delimitações precisas no gramado. Depois de esperar por mais de 1 hora, o juiz da partida cancelou o jogo, já que o gramado lembrava um campo de golf, sem marcação alguma.

O arbitro João Bosco Sátiro ainda deu um prazo de 30 minutos para que as linhas fossem pintadas.

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Padrão Fifa

Cartaxo demitiu Secretário de Esporte, leia nota;

Em face do lamentável episódio ocorrido na noite desta quinta-feira (5) no estádio da Graça, provocando o cancelamento da partida entre Santa Cruz x Treze pelo Campeonato Paraibano, o prefeito Luciano Cartaxo decidiu que estão exonerados dos seus cargos o titular da Secretaria de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), Sérgio de Morais Meira, como também o diretor do estádio Leonardo Vinagre da Silveira.

Em face das demissões na área de saúde, os motivos ainda não foram divulgados.

Paraiba.com com ClickPB

Lei federal muda e obriga instituições a conceder bolsas filantrópicas só pelo Prouni

Reitora explicou as ações que o Unipê adotará
Reitora explicou as ações que o Unipê adotará

Uma alteração na lei federal nº 12.868 de 2013, obrigou todas as instituições de ensino do país que, na sua personalidade jurídica, também se enquadram em ações de filantropia, a alterarem os critérios para distribuição de bolsas de estudos. No Estado, o Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) já fez um levantamento sobre essa situação que afetará diretamente os alunos, a partir do segundo semestre deste ano.

Com essa mudança na legislação federal, todas as instituições de ensino que se encaixam nesses padrões têm que conceder uma bolsa integral para cada cinco alunos pagantes. No caso de bolsas parciais, será uma para cada nove alunos pagantes. “Somos agora obrigados a fazer a distribuição das bolsas, sejam integrais ou parciais, somente a quem aderir e preencher todos os critérios do Prouni”, mostrou o assessor jurídico do Unipê, Marcelo Weick.

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O Unipê tem 9.627 alunos de graduação. Para esse contingente, são 1.016 bolsas dentro dos critérios do Prouni (o que equivale a R$ 9 milhões, 472 mil e 26, ao ano); e 1.260 bolsas filantrópicas (o equivalente a R$ 7 milhões, 44 mil e 861, por ano). No total, os gastos do Unipê com as bolsas chegam a R$ 16 milhões.

Do total de alunos do Unipê, 1.061 têm bolsas integrais, 8.566 são pagantes. Com os novos critérios, o Unipê terá que conceder mais 895 bolsas integrais, dentro dos critérios para seleção do Prouni.

A reitora Ana Flávia Pereira da Fonseca enfatiza que as 1.200 bolsas de filantropia já existentes (que equivalem a um custo de R$ 12 milhões, 736 mil e 203) serão bancadas pela instituição até o seu término. “Nenhum aluno será prejudicado”, garantiu.

Além das bolsas, o Unipê mantém gastos de R$ 2 milhões e 273 mil com ‘incentivos estudantis’, que atendem alunos selecionados por mérito. “O aluno recebe uma bolsa de R$ 450,00 por mês para monitoria, pesquisa e extensão. Não é bolsa filantropia. Segue também um edital rigoroso para seleção dos beneficiados. É investimento com dinheiro da instituição”, explicou a reitora.

A reitora lembrou que o Governo sabe que mesmo oferecendo 100% de bolsas integrais as instituições particulares não preenchem essas metas.

Marcelo Weick destacou que o Unipê não é uma associação beneficente. “Apenas somos detentora de personalidade jurídica para filantropia. Nós somos uma entidade educacional”, salientou.

Por Hermes de Luna

Toinho do Sopão revela que só apoiou Ricardo Coutinho na Assembleia Legislativa por medo de perder mandato

ToinhoO deputado estadual, Toinho do Sopão (PEN), revelou, com exclusividade ao MaisPB, que se arrepende amargamente de ter votado favorável à Medida Provisória da Cruz Vermelha, que foi encaminhada para a Assembleia Legislativa da Paraíba pelo governo do Estado.

Toinho do Sopão disse se sentir culpado pelo que está acontecendo com a gestão da Cruz Vermelha no estado, uma vez que foi dele o voto de minerva que garantiu a aprovação da medida na Casa de Epitácio Pessoa, em outubro de 2011.

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Durante a entrevista ao MaisPB, o parlamentar lamentou as denúncias de desvio de dinheiro envolvendo a Cruz Vermelha no estado e se disse impressionado com a documentação encaminhada à Assembleia Legislativa. “Me arrependi de ter votado a favor da Cruz Vermelha, porque faço uma constatação nas ruas, de que as pessoas estão precisando do serviço e o que vemos são essas irregularidades de desvio de dinheiro, o que é lamentável”, observou.

Ao ser questionado se também estaria arrependido de ter integrado a bancada governista Toinho do Sopão, fez uma declaração reveladora ao dizer que sentiu medo de perder o mandato de deputado. Ele disse que chegou à Assembleia sem conhecer ao certo como deveria se comportar um deputado no parlamento, e por isso integrou a base aliado do governador por 180 dias.

Toinho foi eleito pelo PTN e achava que poderia perder o mandato por infidelidade partidária pelo simples fato de o seu partido ter emprestado apoio ao governador durante o processo eleitoral. “Tive medo de perder o meu mandato, e por isso fiquei na base do governo por 180 dias”, revelou.

Toinho do Sopão obteve 57.592 votos nas eleições de 2010 e é atualmente o deputado estadual com a maior votação na história da Paraíba.

Alexandre Freire – MaisPB

Seca atual só ocorre a cada 3.378 anos, afirma relatório

MARTIN GERTEN/EFE
MARTIN GERTEN/EFE

Um relatório técnico produzido pelo Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos do governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) aponta que uma crise de estiagem tão crítica quanto a registrada no Sistema Cantareira em pleno período chuvoso ocorre só a cada 3.378 anos. Segundo o estudo, que avaliou a severidade desta seca histórica no principal manancial paulista, a probabilidade de o cenário se repetir é de apenas 0,033%.

“Isto comprova que a estiagem ocorrida no período de outubro/2013 a março/2014 foi bastante crítica, com o período de retorno extremamente elevado, em outras palavras, baixíssima probabilidade de ocorrência”, afirma o documento ao qual a reportagem teve acesso. O parecer é assinado pelo técnico Paulo Takashi Nakayama e avalia o período de retorno da chuva registrada nesses seis meses na região e das vazões afluentes ao Cantareira.

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O período de retorno ou tempo de recorrência é o tempo médio em anos em que um evento é igualado ou superado pelo menos uma vez. Calculou-se o período de retorno da chuva acumulada entre outubro de 2013 e março deste ano com base na série histórica da chuva mensal registrada em quatro estações pluviométricas distribuídas na região onde ficam os rios e represas que compõem o Sistema Cantareira.

Com exceção da estação em Nazaré Paulista, onde fica a Represa Atibainha, todos os outros pontos registraram período de retorno do volume de chuva superior a 1.000 anos. Mais crítico da história do sistema, inaugurado na década de 1970, o mês de fevereiro apresentou um tempo de recorrência de 10.000 anos. Ou seja, um índice pluviométrico tão baixo só voltaria a ocorrer no ano 12.014.

Para integrantes do governo Alckmin, o estudo comprova que a crise atual é a mais severa da história, e ajuda a desconstruir as críticas feitas pelos adversários políticos de que faltou planejamento para evitar a escassez hídrica.

Os pré-candidatos ao governo do Estado Alexandre Padilha (PT) e Paulo Skaf (PMDB) têm criticado o tucano e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) por falhas na gestão dos recursos hídricos.

TV.

Após escalar o apresentador de TV Rodrigo Faro para convocar seus clientes a economizar água por causa da histórica estiagem do Sistema Cantareira, a Sabesp agora enaltece a “coragem”, “determinação” e “solidariedade” dos paulistas para enfrentar a crise de abastecimento de água.

“Paulista é aquele que nasceu para vencer, faça chuva ou faça sol”, afirma a nova peça publicitária da Sabesp. Com um minuto de duração, a propaganda diz que “paulista é todo aquele que nasce da união da coragem com a determinação” e que “agora um novo desafio surgiu” porque “a chuva não veio” e “São Paulo vive a maior seca da sua história”.

Nesta segunda-feira, Alckmin voltou a descartar a necessidade de racionamento de água. “Nós não temos nenhum racionamento nos municípios operados pela Sabesp. Nenhum caso”, disse.

Estado de S. Paulo

Perda do FGTS com ações já é de R$ 662 milhões só em 2014

FGTSO patrimônio líquido das aplicações em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em ações da Petrobrás e da Vale diminuiu R$ 662 milhões este ano. Os dados consolidados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) até o fim de março apontam que o montante aplicado nos fundos encerrou dezembro em R$ 5,588 bilhões, mas agora está em R$ 4,926 bilhões.

A queda no patrimônio dos fundos se acumula nos últimos anos e ocorre por diversos motivos. No caso da Petrobrás, há uma insatisfação de parte do mercado com a política de controle de preços do combustível promovida pelo governo. Em relação à Vale, houve uma rejeição no processo de como o governo atuou na troca de comando da empresa e, mais recentemente, há um temor com a desaceleração da economia chinesa – a empresa é grande exportadora de minério de ferro para o país asiático. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta para que os países emergentes se ajustassem à “nova China” por causa da expectativa de crescimento menor para o país.

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“Grande parte do problema desses fundos é o mesmo enfrentado pelos acionistas que compram ações diretamente da Petrobrás e da Vale: a mudança na forma de gerenciar essas empresas no governo Dilma”, afirma Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper.

A maior parte da perda de patrimônio este ano está concentrada na Vale: queda de R$ 458,49 milhões. Na Petrobrás, o recuo é de R$ 203,34 milhões. Com relação a rentabilidade, os fundos que investem na petroleira perderam 6,72%, e os da mineradora recuaram 12,31%.

Pelo menos para os fundos do FGTS que investem em ações da Petrobrás, houve um alívio em março. Segundo a Anbima, esses fundos subiram 14,98%, revertendo parte das fortes quedas de janeiro (13,93%) e fevereiro (5,74% ). Já os fundos da Vale caíram 4,79% no mês passado.

A melhora da Petrobrás acompanhou a subida da Bolsa. Em março, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) – principal termômetro do mercado acionário do País – avançou 7,05%, a maior alta mensal desde janeiro de 2012. As ações das empresas estatais puxaram o índice e foram impulsionadas pela queda na popularidade do governo, o que, para analistas, indica uma chance maior da oposição nas eleições de outubro e a possibilidade de uma gestão considerada menos intervencionista pelo mercado assumir o País a partir de 2015 e, assim, estabelecer uma política de preços para a petroleira.

“A queda da aprovação acabou criando uma aposta de que possa haver uma mudança de governo e de política para as empresas estatais, mas é muito numa expectativa que pode ou não se confirmar”, afirma Silvio Campos Neto, economista da consultoria Tendências.

Apesar da perda de rentabilidade dos últimos anos, as aplicações em FGTS se revelam positivas no longo prazo. De agosto de 2000 até quinta-feira, quem adquiriu ações da Petrobrás teve ganho de 251,94%, segundo cálculo do Instituto FGTS Fácil. O resultado supera largamente o desempenho do tradicional FGTS, cujo rendimento é de 3% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), que no período rendeu 88,27%.

Os trabalhadores que aplicaram nas ações da Vale ganharam 621,94% desde fevereiro de 2002. No período, o FGTS rendeu 73,11%.

Dinheiro bom. O investimento de parte do FGTS em ações foi bastante popular no início da década passada e chegou a ter ganhos expressivos, sobretudo antes da crise financeira internacional iniciada em 2008. A aplicação ajudou, por exemplo, a servidora pública Maria Claudia Paiva, de 41 anos, a comprar uma casa própria no bairro da Penha, zona leste de São Paulo. “Eu usei o dinheiro no fim de 2010”, afirma ela, que investiu em papéis da Vale.

Na época do saque, ela juntou os recursos com os do irmão e da mãe para adquirir o imóvel. “Fiquei sabendo da possibilidade de investimento pela imprensa. Na época, foi um burburinho muito grande”, diz ela. “Eu não acompanhava muito, mas sabia que qualquer valor seria melhor do que rendia o fundo de garantia. Foi um dinheiro bom.”

Popularização nos anos 2000. A possibilidade de comprar ações de empresas brasileiras com o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi permitida pelo governo brasileiro no início dos anos 2000. O limite para aplicação era de 50% da conta individual de cada trabalhador. O investidor também tinha direito à isenção de Imposto de Renda sobre o preço da ação desde que ela não fosse vendida em menos de um ano. A aplicação lastreada em papéis da Petrobrás começou em agosto de 2000. Na época, o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso estimou que 320 mil pessoas compraram ações da petroleira com FGTS. O valor chegou a R$ 1,5 bilhão.

No caso da Vale – chamada da Companhia da Vale do Rio do Doce –, o início foi em fevereiro de 2002, também na gestão FHC. De acordo com números do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgados na época, 791 mil pessoas compraram ações das mineradora – 728 mil usaram o fundo de garantia. O valor investido na época superou as expectativas do governo. A demanda somou R$ 3,4 bilhões, mas o limite fixado era de R$ 1 bilhão, o que fez com que os investidores recebessem apenas 29% do que reservaram na época para aplicação. A venda pulverizada das ações da Petrobrás e da Vale foi uma das medidas usadas pela administração tucana para reforçar o caixa do governo. Para exemplificar, toda a negociação envolvendo os papéis da mineradora totalizou R$ 15,3 bilhões, o triplo da oferta, o que garantiu uma receita de R$ 4,4 bilhões.

Estadão

PB é 2ª colocada em sobrevivência de pequenas empresas; só perde para MG no ranking do Sebrae

dinheiro-economia-empresas-sebrae-300x193O paraibano José Miguel da Silva Sobrinho, de 39 anos, deixou sua terra natal aos 16 para trabalhar na cozinha de renomados restaurantes do Rio de Janeiro e de Brasília. De origem humilde, Silva Sobrinho trocou de estado para melhorar de vida e reforçar as economias. Na época, conta, o Nordeste estava carente de oportunidades.

Há cinco anos, contudo, ele viu em João Pessoa uma cidade em ascensão para investir o dinheiro economizado e a experiência adquirida durante o período em que trabalhou fora do estado. Decidiu abrir a pizzaria ‘Arte da Pizza’. “Quis levar meu conhecimento para a minha terra natal. A raiz fez todo diferencial para o negócio”, considera ele.

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O início não foi fácil. O projeto era de uma pizzaria a la carte, como os restaurantes tradicionais de São Paulo. Os paraibanos, no entanto, estavam acostumados a comer em rodízios. “Os primeiros seis meses foram muito difíceis. Fizemos muito marketing na rua com degustação para atrairmos e fidelizarmos nossos clientes”, recorda o empreendedor.

A pizzaria – que inicialmente comportava 60 lugares – hoje tem espaço para 134 pessoas e, a partir do ano que vem, vai atender a cerca de 180 clientes. A expansão, segundo o empresário, se deve, em grande parte, ao potencial empreendedor da Paraíba, especialmente da zona sul de João Pessoa.

“Os restaurantes estão muito concentrados ao redor da praia. Quis explorar outros locais para atender uma demanda carente de gastronomia”, afirma Silva, que prevê expansão do negócio com a Copa do Mundo de 2014. Segundo o Ministério do Turismo, a Paraíba é o 14º destino mais procurado em viagens domésticas.

O caso de sucesso da Arte da Pizza não é isolado. Segundo censo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Paraíba é o segundo estado com maior índice de sobrevivência do país, com 80,5% das micro e pequenas empresas ultrapassando os dois primeiros anos de vida, atrás de Minas Gerias, com 81,5%.

A diferença é que, enquanto o Sudeste tem média de sobrevivência de 78,1% de – acima da média nacional de 75,2% –, o Nordeste tem média de 71,5%. Ou seja, a Paraíba é a segunda melhor colocada no ranking, dentro da segunda pior região do levantamento (atrás do Norte, com 68,9%). Essa contradição tem explicação, segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional: “A Paraíba se destaca no conjunto da região, em parte, porque nos últimos anos o setor da construção civil apresentou uma evolução relativa mais positiva. As empresas paraibanas da construção têm uma taxa de sobrevivência de 77%, o que foi determinante para a melhora da taxa de sobrevivência média das empresas daquele Estado”.

Além disso, explica Barretto, o Nordeste foi caracterizado durante muito tempo pelo empreendedorismo por necessidade. E com a melhora da economia, esses empreendedores fecharam suas empresas e decidiram trabalhar como profissionais assalariados, contribuindo para o índice de mortalidade da região. Para Geraldo Lopes, economista do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme), também contribui para o resultado a descentralização econômica. “Muitas indústrias estão abrindo unidades fabris na região e adicionando valor ao estado. Há desde fábricas de cimento, até de eletrodomésticos”, afirma, sem citar nomes.

Não obstante, o Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba vem crescendo acima da média nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011 o estado cresceu 5,6% em relação ao ano anterior. Já o Brasil, teve expansão de 2,7% no mesmo período.

Blog do Gordinho com iG São Paulo