Arquivo da tag: Síndrome

5 dicas para prevenir a Síndrome de Burnout (Esgotamento Profissional)

Augusto Jimenez, psicólogo e especialista em carreiras, aponta os melhores caminhos

Tendinite, síndrome do Túnel do Carpo, Dedo em gatilho: doenças comuns causadas pela repetição dos movimentos. Quem nunca escutou falar de alguém que tinha essas moléstias, geralmente ocasionadas nos locais de trabalho, em meados dos anos 90/2000. Com o advento das máquinas, entre elas o computador, o trabalho repetitivo veio acompanhado com esses sintomas físicos em muitos trabalhadores. Em contraponto, de 2010 para 2019, o “boom” das doenças no trabalho são relacionadas a mente dos indivíduos.

Tendinite teve uma diminuição da década de 90 para cá – Já as síndromes mentais aumentaram

Isso aconteceu porque as máquinas e materiais que as pessoas utilizam para exercer as suas atividades laborais evoluíram dos anos 90 para essa década. Os computadores ficaram mais “leves”, trabalhos repetitivos manuais foram substituídos por outras formas de montagem, entre outros, e por isso houve uma queda do registro das lesões por esforços repetitivos, conhecido como LER. Entretanto, com a evolução da tecnologia, as pessoas, em um geral, estão mais expostas a uma quantidade robusta de informações. E isso também acontece no ambiente de trabalho em que ficamos de 8 a 10 horas por dia. Acompanhada dessa evolução tecnológica e melhoria nos equipamentos de trabalho veio o excesso de responsabilidade para a maioria dos profissionais. Ainda, agravando esse quadro, muitas empresas estimulam uma competitividade não saudável.

Basta abrir as redes sociais e portais especializados em mercado profissional para ter acesso a uma gama de relatos de pessoas que sofrem com problemas psíquicos como depressão, ansiedade, bipolaridade, entre outros. É fato que muitos deles tem origem química e também influência genética, entretanto os ambiente competitivos, independente do tipo da carreira, tem contribuído e muito para o desenvolvimento de patologias mentais.

Seguindo nesse contexto, a síndrome de Burnout, descrita pelo médico americano Freudenberger, vem crescendo nos brasileiros. ” A problemática dessa síndrome é que ela pode ser confundida com outros problemas psíquicos. E no começo, ela parece ser algo “leve e temporário”, porém em poucos dias pode agravar o quadro do funcionário com uma depressão profunda”, explica Augusto Jimenez, psicólogo e especialista em carreiras da rede Minds Idiomas.

A Síndrome de Burnout é um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema e acontece pelo excesso de trabalho e ambientes insalubres. Traduzindo do inglês – Burn (queima) e Out (exterior). Alguns sintomas dela são: Insônia, sentimento de incompetência ( Que não irá conseguir cumprir com os afazeres diário, dentro e fora do trabalho), tonturas, problemas gástricos, entre outros. O tratamento envolve psicólogo e alguns casos psiquiatra para receitar remédios como antidepressivos e ansiolíticos.

30% dos brasileiros sofrem a Síndrome de Burnout (Isma- International Stress Management Association)

” Temos 70 escolas de inglês no brasil. Nelas são mais de 10 mil estudantes em que aconselhamos também profissionalmente. Os relatos de problemas no trabalho só vem crescendo ano após ano. Ter hobbies e estudar outra língua alivia essa tensão do dia a dia. Percebemos isso conforme o aluno vai se desenvolvendo no curso”, explica Augusto Jimenez que acompanha os estudantes de perto ao longo de 15 anos.

Para ajudar você a manter uma qualidade de vida no trabalho e evitar a síndrome de Burnot, Augusto Jimenez, psicólogo da Minds Idiomas, rede de escolas que aconselha mais de 10 mil pessoas sobre carreira e mercado de trabalho, separou 5 dicas para aplicar hoje mesmo na sua rotina:

1) Faça atividades físicas regulares

De acordo com o cardiologista, Carlos Alberto Pastore, o excesso de informações que temos, no trabalho e fora dele, pode causar danos á memória e também na tomada de decisões. A nossa mente tem um limite para tomar decisões e com o excesso de atividades e responsabilidades pode-se tomar decisões ruins e o pior não priorizar as mais importantes. A prática de atividades físicas aliviam a tensão cerebral e faz com que o indivíduo se “desliguem” no momento do exercício das responsabilidades. Conclusão: a mente fica em um estado mais relaxado e por isso consegue tomar decisões melhores e lidar melhor com a pressão no trabalho. Afastando a síndrome de burnout.

2) Defina objetivos a curto prazo

Aqui vale escrever mesmo! Escreva as suas metas mensais, tanto profissionais quanto pessoais, aliviará a sua tensão diária no trabalho. Afinal, trabalhamos para viver e não o contrário. Perceber que se está trabalhando para um objetivo de vida faz com que a tensão seja mais dissipada. Equilibre as suas metas/objetivos entre lazer e responsabilidade. A chave é o equilíbrio.

3) Faça atividades que fujam da rotina

É importante incluir na sua semana pelo menos duas atividades que não tenham a ver com a sua carreira. Aprender um novo idioma para viajar e planejar a viagem são metas que sempre incentivamos na Minds idiomas em nossos estudantes e também colaboradores. Outras atividades podem ser: ler, ir ao cinema, joga video game, enfim! Aprenda algo novo e divertido.

4) Converse com o seu gestor

Adquira esse hábito mensalmente para definir as suas metas profissionais. Independentemente de você já estar sobrecarregado de trabalho ou não adquira esse hábito. Ao planejar antes com o seu superior quais são as suas atribuições e o que ele espera de você nesse período mensal fica mais fácil se organizar e perceber se as ações que estão lhe exigindo são realmente compatíveis com o tempo que você tem para executá-las. Ao se planejar, você perceberá que é possível fazer as atividades e a pressão diminuirá. Uma dica que você pode sugerir ao seu gestor são benefícios em viagens diante do cumprimento das metas da equipe anualmente. A maioria das empresas pagam o bônus individualmente e em dinheiro. Criar uma meta coletiva e em forma de experiencia, como uma viagem, aumenta o engajamento. Na Minds fazemos isso anualmente por meio da convenção anual.

5) Diminua o uso da tecnologia

Chegamos em casa temos a televisão, no trabalho temos o computador, e 24 horas temos os alertas no celular sobre o tempo, acidentes, clima, trânsito, notícias do brasil e do mundo. É claro que é importante saber do que acontece ao nosso redor, mas mais importante é saber o que acontece dentro de você e como você lida com isso. O uso excessivo do smartphone e outros aparatos tecnológicos tem causado doenças e dependência. Limite a quantidade de tempo que irá ficar exposto a eles. Caminhe um pouco, tenha contato com a natureza, e fique próximo de pessoas positivas.

Importante: Caso você apresenta os sintomas descritos nesse material procure o SUS. Há atendimento gratuito e com qualidade pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Desde o diagnóstico até a parte medicamentosa.

Sobre a Minds Idiomas
Com 11 anos de existência o segredo da rede de idiomas Minds é a tecnologia. Com 72 escolas em todo país, a Minds foi à primeira rede a implantar o ensino do inglês em tablets mantendo os livros físicos. Com especialistas em captação de conteúdo, a CEO Leiza Oliveira, tem a consciência que a forma de aprendizado de cada criança e adulto é individual. Personalização e inovação são as palavras que movem franqueados e alunos da rede. O tempo de duração do curso da Minds é de 18 meses e há outras modalidades de ensino personalizadas. Acesse o nosso site e conheça mais sobre o mundo Minds: www.mindsidiomas.com.br


Agência Queissada Comunicação

 

 

Síndrome do esgotamento profissional acomete 26% dos médicos no Brasil

Ronaldo Gismondi, Doutor em Medicina pela UERJ e médico conteudista da startup de saúde PEBMED, comenta pesquisa norte-americana que apurou o quanto Burnout e Depressão são cada vez mais comuns na classe médica

São Paulo, maio de 2019 – Altas demandas de trabalho, estresse, ansiedade, dificuldades para dormir e exaustão, são alguns dos sintomas de uma enfermidade que está cada vez mais presente na vida dos brasileiros: a síndrome de Burnout. Diagnosticada por meio de um esgotamento físico e mental, a doença acomete profissionais, em sua maioria com uma rotina muito intensa de trabalho. Entre professores, psicólogos, assistentes sociais e policiais, os mais afetados pela síndrome são os médicos.

De acordo com o mais recente relatório do Medscape sobre Burnout no Brasil, cerca de 26% dos médicos afirmam sofrer da doença e outros 11% relatam ter tanto burnout como depressão. O levantamento foi realizado de forma online e anônima com 1.838 profissionais de medicina, de 38 especialidades diferentes em 2018.

O efeito da síndrome na rotina de trabalho destes médicos é um ponto relevante e que levanta preocupação – uma vez que – são responsáveis pela tomada de decisão clínica em diagnósticos e circunstâncias complexas. A pesquisa aponta que 34% dos profissionais admitem ser menos cuidadosos com as anotações dos pacientes, já 33% afirmam ser menos engajados em escutar e responder de maneira atenta.

A pesquisa, entretanto, revela que 49% dos médicos entrevistados não procuram ajuda, por considerar que os sintomas não são suficientemente graves.

Dicas de como identificar e lidar com a síndrome

Por Ronaldo Gismondi, Doutor em Medicina pela UERJ e médico conteudista da startup de saúde PEBMED

  • Não deixe para lá: a pessoa começa a apresentar os sintomas, mas acredita que seja temporário, até que o esgotamento chega;

  • A exaustão emocional traz adversidades ao dia-a-dia: queda de produtividade e problemas com memória, além da perda de motivação e falta da sensação de “realização”;

  • Separe um tempo para ‘recarregar as baterias’: não será um tempo perdido, mas sim um investimento para que o seu rendimento melhore;

  • Mexa-se: procure atividades que você goste muito ou uma terapia profissional, isso ajuda a melhorar o estresse.

O médico ainda reforça que caso os sintomas permaneçam, o ideal é procurar ajuda profissional, pois pode ser necessário fazer uso de medicações até que o quadro se estabilize. O relatório registrou que dentre os motivos pelos quais o número de casos de Burnout aumentou, estão: baixa remuneração, carga horária excessiva e desrespeito por parte de chefes e empregados.

Sobre a PEBMED
Startup carioca lançada em 2012, por três médicos da Universidade Federal Fluminense, criadores do Whitebook, um aplicativo de compartilhamento de informações que auxilia médicos e estudantes de medicina na tomada de decisão clínica. O objetivo é reunir dados, diagnósticos e diretrizes atualizadas em 7 mil conteúdos de 28 especialidades diferentes. O aplicativo já contabiliza mais de 370 mil usuários e 1 em cada 4 médicos e estudantes acessam. Atualmente, o app está presente em mais de duas mil cidades em todo o Brasil e alcança cerca de 160 mil pessoas ativas por dia.

 

Assessoria PEBMED

 

 

Síndrome ‘mão-pé-boca’ tem mais de 350 registros em uma semana em hospital de Campina Grande

Hospital da Criança de Campina Grande registrou mais de 350 casos da síndrome mão-pé-boca em uma semana. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pela TV Paraíba. As crianças com menos de 5 anos são mais suscetíveis ao vírus, que é na maioria das vezes benigno.

As características principais podem ser confundidas com catapora, mas além da de febre, a criança apresenta lesões avermelhadas no pé, mão e boca. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que não tem dados sobre essa doença.

Como ocorre com outras infecções, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. De acordo com a pediatra Alana Agra, os cuidados com as crianças contaminadas devem ser com a hidratação por meio do soro e as medicações para diminuir os desconfortos.

Não existe vacina para a doença. Com o aumento dos casos as escolas estão redobrando os cuidados como forma de prevenção: lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro pode prevenir a proliferação da doença, além de higienizando os brinquedos com álcool.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Baixa umidade do ar está aumentando casos de síndrome do olho seco

olhosO número de casos, que chegam aos consultórios oftamológicos, onde os pacientes reclamam de coceira nos olhos, ardor, irritação, visão embaçada e dificuldade de trabalhar no computador, dobrou no último mês. Isso se deve à estiagem prolongada que assola o país e, segundo o oftamologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, se trata da síndrome do olho seco. Tal doença passou de 10% a 20% dos atendimentos realizados neste período, de acordo com prontuários do hospital.

A doença, esclarece, é resultado da menor produção de lágrima ou da alteração em um de seus três ingredientes: gordura, água e muco. O ar seco, pondera, provoca a maior evaporação da camada aquosa da lágrima que umedece o globo ocular e evita infecções por conter substâncias antibactericidas. Isso explica porque a maior evaporação do filme lacrimal pode causar lesões superficiais na córnea, lente frontal e transparente do olho. Também predispõe à conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a face interna das pálpebras e a esclera, parte branca do olho.

Questão hormonal
O oftalmologista afirma que os grupos mais atingidos pela síndrome do olho seco são as mulheres e quem já passou dos 50 anos. Isso porque, têm queda na produção da camada gordurosa da lágrima que evita a evaporação da camada aquosa. Na mulher, ressalta, isso acontece por conta das oscilações hormonais durante o período reprodutivo e diminuição da produção desses hormônios após a menopausa. Entre homens com mais de 50 anos é a queda na produção da testosterona que provoca o ressecamento dos olhos.

Vida digital
Queiroz Neto afirma que o uso intensivo do computador também contribui com a síndrome. Isso porque, normalmente, piscamos cerca de vinte vezes por minuto e na frente do monitor de seis a sete vezes. Resultado: A evaporação é maior porque as camadas não se misturam. Para melhorar a lubrificação dos olhos no computador, as dicas do médico são piscar voluntariamente e posicionar o monitor 20o abaixo dos olhos.

Outros fatores de risco
O especialista ressalta que doenças imunológicas como lúpus, síndrome de Stevens-Johnson e penfigóide também ressecam a lágrima. O uso contínuo de medicamentos para hipertensão, digestão, depressão, alergia ou pílula anticoncepcional também aumenta o risco. Até a maquiagem mal retirada pode influir na lubrificação ocular, comenta, caso a camada de muco da lágrima que tem a função de reter impurezas fique sobrecarregada e ocorra obstrução dos ductos lacrimais.

Diagnóstico e tratamento
O especialista diz que o diagnóstico é feito com papel filtro centimetrado colocado na base do olho para o oftalmologista observar se depois de 5 minutos menos de um terço fica molhado. O tratamento pode ser feito com colírio lubrificante, exigir o uso de pomada de vaselina, implante de um plugue no canal lacrimal e até uso de colírio imunossupressor em casos de inflamação das vias lacrimais. Como existem vários tipos de olho seco com causas distintas não dá nem para pensar em usar a receita de outra pessoa.

Prevenção
As principais dicas do médico para prevenir a síndrome do olho seco são:

Incluir na dieta vitaminas A e E encontradas em frutas, verduras e legumes;
Evitar carne bovina, carboidratos e gordura;
Consumir fontes de Ômega 3 encontrado em semente de linhaça, nozes e sardinha;
Eliminar o uso de aquecedor de ar sempre que possível;
Manter os ambientes livres de poeira;
Beba água com frequência para hidratar o corpo.

 

Assessoria

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Síndrome do Pensamento Acelerado atinge quem vive em grandes centros e quer estar conectado o tempo todo

estressePensar em várias coisas ao mesmo tempo, participar de muitas reuniões, checar o celular a todo momento e chegar ao fim do dia com a sensação de que são necessárias mais 24 horas para cumprir todas as obrigações. Era assim que se sentia a jornalista Flavia Lobo, de 40 anos. Ela se cobrava demais no trabalho e na elaboração da tese de mestrado. Não percebeu que o excesso de perfeccionismo e a má gestão do próprio tempo anunciavam o esgotamento físico e emocional.

“Me cobrava estar perfeita no trabalho e perfeita com a demanda do estudo. Um dia, voltando do mestrado, eu passei mal dentro do ônibus. Eu tive um desmaio curto, mas foi um desmaio. E desci do ônibus bastante fraca, no meio do caminho. O meu corpo inteiro doía. Como se fossem câimbras, ele doia muito. Eu fui ao hospital, os médicos vieram conversar comigo, eles falaram: Flávia, você está com o que a gente chama de Burnout. Ou seja, é como se você tivesse queimado o seu corpo até o talo”.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O excesso de informações no dia a dia e a rotina desgastante são os principais fatores para o surgimento de sintomas típicos de ansiedade. A falta de atenção, dificuldades de memória, fadiga e, principalmente, alterações no sono e irritabilidade são características da chamada Síndrome do Pensamento Acelerado. O termo ainda não é amplamente adotado por psicólogos e psiquiatras, mas pessoas relatam sentir os sintomas. Pesquisador do assunto, o psiquiatra Augusto Cury explica que essa vontade de querer checar e resolver tudo ao mesmo tempo funciona como uma bomba-relógio para a saúde e pode impactar as relações pessoais.

“A Síndrome do Pensamento Acelerado ocorre devido aos excessos de uma sociedade altamente consumista e urgente. Por exemplo: excesso de informação, excesso de uso de smartphones. Há jovens que têm depressão…angústia, quando ficam algumas horas sem contato com redes sociais. Adultos que ficam o dia inteiro no celular, inclusive no final de semana, o que trai a sua saúde, o seu sono. Tenha uma conexão com o celular, mas tenha uma conexão consigo mesmo”.

Já a professora do departamento de psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, Elisa Bretzke, pondera e afirma que a sensação de sobrecarga mental nem sempre é sinal de algum transtorno.

“Essa dificuldade que algumas pessoas referem de se sentirem sobrecarregadas podem acontecer em uma variedade de contextos. Ela pode ser uma coisa normal, esperada, se a pessoa está numa situação de vida que tem uma demanda maior. Ela pode ser um sintoma de transtorno de ansiedade, uma depressão. Ou ela pode ser uma adaptação a alguma circunstância normal da vida”.

A palavra de ordem para quem sofre os sintomas do Pensamento Acelerado é… desacelerar. Dedicar períodos a momentos de descanso e lazer, se cobrar menos e procurar uma atividade física são formas de aliviar a correria. Professora de yoga há 10 anos no Rio, Roberta de Amorim conta que muitos alunos relatam sintomas de ansiedade.

“A maioria dos alunos é assim, né? A maioria das pessoas que procura a gente, claro que tem outros motivos, mas 98% das pessoas são aceleradas demais.  Vivem no 220. Então eles querem, até pelo estresse. A ansiedade também é causada pelo estresse que a pessoa está vivendo. Então a prática do ioga ajuda bastante”.

Embora seja mais comum em adultos, a Síndrome do Pensamento Acelerado também pode atingir crianças e adolescentes. Por apresentarem traços semelhantes, transtornos de ansiedade podem ser confundidos com hiperatividade. Foi o que aconteceu com a estudante de psicologia Natália Margem, de 23 anos. Na adolescência, ela foi diagnosticada como hiperativa e tomou ritalina por cinco anos. Hoje, depois de ter passado pela faculdade de psicologia, ela afirma que o diagnóstico estava errado…

“Tudo começou com as notas baixas do colégio. Eu sou uma pessoa acelerada, falo alto, é uma coisa minha. É uma coisa controlável mas que não precisa ser diagnosticada como hiperatividade. As vezes é um momento. Hoje em dia eu sou bem menos ansiosa do que eu era com 12 anos de idade”.

Não há dados oficiais sobre a incidência da Síndrome do Pensamento Acelerado, cuja nomeclatura ainda não é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. No entanto, segundo os últimos dados da OMS, de 2013, 10% dos brasileiros sofrem de algum transtorno ligado à ansiedade.

 

 

CBN

Síndrome do Pensamento Acelerado afeta quem trabalha muito e pode trazer sérios problemas

Reprodução/ TV Correio HD
Reprodução/ TV Correio HD

Paraibanos extremamente ativos na jornada diária já aparecem entre os que sofrem com a Síndrome do Pensamento Acelerado, um sintoma do Transtorno de Ansiedade, que pode comprometer a qualidade de vida.

Kéka é publicitária e relata que sofre do problema, inclusive com dificuldades para se desligar do trabalho, dormir ou aproveitar momentos de folga.

Ela fala que precisa da ajuda de aplicativos para ter sono e que, quando acha espaço, tira cinco minutos de pausa das atividades.

Especialistas afirmam que o problema é um dos males modernos e que precisa do diagnóstico de profissionais.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Assista à matéria exibida na TV Correio HD.

 

portalcorreio

‘Síndrome de Peter Pan’: por que há homens que se recusam a crescer?

sindrome-de-peter-panEles se recusam a crescer. São inseguros, imaturos, dependentes, irresponsáveis, têm acessos de raiva e dificuldade em manter um compromisso afetivo. Apesar de não demonstrarem, costumam ter baixa autoestima. São muitos e estão em vários lugares, independentemente de país ou conta bancária. Trinta anos atrás, o psicólogo norte-americano dedicou a eles o livro “The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown Up” (A Síndrome de Peter Pan: Homens que Nunca Crescem, numa tradução livre). No Brasil, publicado simplesmente como “Síndrome de Peter Pan”.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Mas o que é essa síndrome, por que acontece e qual é o papel dos pais? Para o psiquiatra Paulo Gaudêncio, autor de “Men at Work” e “Mudar e Vencer” (ambos da Palavras e Gestos Editora), entre outros livros, as causas são sociais e familiares. “Ninguém fica neurótico por elegância”, diz ele. “Se há homens que entraram nessa, é porque foram levados pela sociedade ou pela família, muitas vezes por ambos”, afirma, lembrando que nas últimas décadas houve uma grande mudança de postura do homem e da mulher diante da sociedade.

Mulheres pós-guerra

A Segunda Guerra Mundial é o maior marco para essa mudança de comportamento, segundo o psiquiatra. Os homens foram lutar, as mulheres se empregaram nas fábricas para manter a família. Logo depois, o sexo feminino começou a frequentar universidades. “As mulheres das classes A e B puseram o coração na carreira e cresceram bastante. Já os homens se acomodaram. Elas passaram a tomar a frente em todas as áreas, inclusive sexualmente. Está tudo muito mais fácil para os homens”, afirma Gaudêncio.

O que provoca um terreno fértil para se tornar um Peter Pan eterno, o garoto da Terra do Nunca que se recusa a crescer, no caso de já existir uma predisposição da personalidade. “Já vi casos de mulheres que compram carro novo e escondem do namorado, para não colocá-lo em posição de inferioridade”, conta.

A família também tem seu papel. A superproteção dos pais, por exemplo, é um dos motivos que podem fazer com que o homem fuja de compromissos na vida adulta, diz Paulo Gaudêncio.

A professora Adriana Marcondes Machado, do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), também lembra que a valorização excessiva da infância, transformando a criança em um pequeno tirano em casa, pode levar a um adulto que não vai ter tolerância alguma com as coisas que vão contra seus desejos. Ou seja, a tirania continua, mas nem sempre o mundo tem a condescendência dos pais.

“Hoje em dia, pais não querem deixar a criança chorar ou se frustrar. A consequência é que elas acabam ficando com pouca capacidade criativa para inventar a vida”, diz a professora Adriana. Ou, como diz a psicoterapeuta Cecília Zylberstajn, as crianças não criam “casca” e acabam não adquirindo habilidades para enfrentar a vida adulta.

“A superproteção gera pessoas mimadas e despreparadas, que acham que o mundo e as pessoas existem para servi-las. Quanto mais a família protege, mais está ajudando o filho a se tornar uma pessoa inapta para o mundo”, diz Cecília. “Para você se tornar adulto, tem de passar, sim, por situações doloridas. Relacionamentos terminam, há contas a pagar, amigos vão embora, rejeições acontecem em várias áreas”, afirma.

Juventude eterna e prazer imediato

Família à parte, a professora Adriana Machado Marcondes também aponta outras causas que contribuem para que o Peter Pan se manifeste na idade adulta: a valorização extrema da juventude, o temor à velhice e a divulgação na mídia de que há certas coisas que precisam ser feitas. “Precisamos viajar, precisamos fazer algo diferente, precisamos de novas experiências. A intensidade do tempo vivido perde terreno para o tempo cronológico”, diz ela.

Já Cecília Zylberstajn lembra que hoje, ainda mais do que quando o livro foi escrito, em 1983, o mundo está ligado a prazeres imediatos e à incapacidade de adiá-los, vinda daí a sensação de que precisamos de mais tempo para fazer tudo o que se espera e a recusa em envelhecer.

O que os pais podem fazer

Os pais desempenham papel fundamental para que o filho se desenvolva emocional e afetivamente. “Eles precisam cortar o cordão umbilical e deixar o filho crescer”, diz Cecília, mas sempre orientando a criança, acompanhando-a em suas dificuldades e mostrando as consequências de seus atos. “Ao decidir mudar de atitude, é preciso deixar claro por que está fazendo isso, para que não soe como abandono e, sim, como possibilidade de crescimento”, diz ela.

Um bom começo é a família fazer com que o filho encare responsabilidades em todos os sentidos, acrescenta o psiquiatra Paulo Gaudêncio. Em primeiro lugar, com os estudos. Depois disso, com a própria subsistência. A partir daí, novas responsabilidades ocorrerão naturalmente.

Uol

Síndrome do pequeno poder é consequência de chefe omisso

sindromeAté ontem, ele era apenas um colega de trabalho. Mas bastou receber uma pequena promoção para que o poder lhe subisse à cabeça. Mesmo não sendo seu chefe, ele passa a lhe pedir tarefas que não são de sua obrigação, começa a te tratar com arrogância e não perde uma oportunidade de vangloriar-se de seu novo status. Esse comportamento é conhecido como a “síndrome do pequeno poder”.

“Isso acontece com alguém que perde a razão e passa a agir como um imperador, ultrapassando os limites da autoridade”, diz a professora Janaina Ferreira, especialista em gestão de equipes e pessoas do Ibmec do Rio de Janeiro.

E esse poder nem sempre é real. É o caso do funcionário que está no cargo hierárquico mais baixo da empresa, mas abusa de estagiários ou colegas recém-contratados. “É um desvio de comportamento. A pessoa não tem poder nenhum, mas ao fantasiar ter, age como se tivesse e acaba puxando o próprio tapete, pois mostra que é inadequada para ocupar um cargo de liderança”, diz Janaina.

Quando a síndrome do pequeno poder toma conta de alguns funcionários, é sinal de que falta um chefe que encare o problema. “O líder que não gosta de tomar decisões ou de delegar tarefas adora que alguém assuma suas funções. Quando ele se omite, aquele que gosta de poder assume suas atribuições e um terceiro fica oprimido”, afirma Janaina. “Isso causa conflitos e deteriora relacionamentos interpessoais”, diz.

Quem sofre da síndrome

O tipo de funcionário que está sujeito a sofrer da síndrome do pequeno poder é aquele com baixa inteligência emocional, pouco autoconhecimento e que está insatisfeito com a posição que ocupa. “Se o que ele deseja não lhe é concedido por meio de uma promoção, ele faz sua fantasia de autoridade virar real ao oprimir alguém”, explica Janaina.

Segundo a professora Renata Maglioca, do Progep (Programa de Estudos em Gestão de Pessoas) da FIA (Fundação Instituto da Administração), há pessoas que têm como grande propósito profissional ter status e usar o trabalho como forma de vivenciar o poder.

“Por ter tanta ânsia por comandar, quando consegue, não sabe fazê-lo de maneira madura e segura”, diz Renata. A exposição e as cobranças que vêm junto com a autoridade podem perturbar o recém-promovido, que tenta camuflar o problema fazendo com que os outros também se sintam inseguros.

A prepotência também pode ser consequência da influência de referências ultrapassadas sobre hierarquia: aquela em que o chefe é a pessoa que não pode ser questionada e sempre tem razão. “Hoje, o mercado de trabalho não espera esse tipo de liderança”, afirma Renata.

Como lidar com colega assim?

Se o colega lhe pede para fazer determinada tarefa, vale ser cooperativo e ajudá-lo. Mas se a situação se repete com frequência e ele age com arrogância ao pedir auxílio, é preciso saber dizer que você não pode ajudá-lo em alguns momentos –mesmo que esteja com tempo sobrando. “Se ele não é seu chefe, não determina quando você deve fazer algo ou não”, afirma Janaina. “Só existe um opressor se o oprimido permitir. Você não pode acatar ordens descabidas. Gentilezas todos fazemos, mas há limites”, diz ela.

 

A princípio, Renata, do Progep, acredita que é necessário mostrar para o colega autoritário que você está do lado dele, sem se afastar. Se nada mudar, proponha uma conversa franca. Se ainda assim a questão não for resolvida, leve o problema ao superior ou RH. “Tem gente que diminui a autoestima do outro para poder crescer. E não dá para ficar passivo se a situação te incomoda ou é destrutiva para a equipe”, diz ela.

Você sofre da síndrome?

Como são raras as empresas que preparam o funcionário para a promoção, ninguém está livre de ser acometido pela síndrome do pequeno poder. Para administrar bem uma posição de liderança, os especialistas recomendam buscar cursos de gestão.

Para Renata, a primeira coisa que se deve fazer ao conquistar um cargo mais alto é ter consciência de que há um risco de mais cobranças e que é normal sentir insegurança. “Se você tem essa clareza, terá tranquilidade de dizer ao outro que precisa de ajuda. Você não precisa saber tudo e deve reconhecer isso”, afirma.

Para a psicóloga Ana Cristina Limongi-França, professora do departamento de administração da FEA-USP, diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho e coordenadora da FIA, entender a cultura da empresa, saber interagir com seus subordinados e ter diálogo com um chefe, para pedir orientações, são medidas fundamentais.

 

 

Andrezza Czech
Do UOL