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Parlamentares da oposição e situação buscam “novo fôlego” na política em partido de Marina Silva

Roberto Jayme/UOL
Roberto Jayme/UOL

À primeira vista, eles têm em comum ao menos dois aspectos: o cargo eletivo na Câmara dos Deputados e o apoio ao lançamento da Rede Sustentabilidade, partido que a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou nesse sábado (16) em Brasília e que ainda depende de oficialização do registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Parlamentares da base do governo ou da oposição, no entanto, têm mostrado também que um possível vínculo com a futura legenda comandada por Marina pode significar “novo fôlego” a eles na vida política –especialmente àqueles que já estão em partidos com algun desgaste interno.

Apoiador dos mais ativos de Marina Silva, o deputado federal tucano Walter Feldman (SP) disse ao UOL que o PSDB vê “com muita compreensão e generosidade” este encaminhamento para a saída dele da legenda.

Feldman ressaltou que tem o “direito legal de participar de uma ação como esta”, por ainda ser considerada uma mobilização civil. Apenas no fim de setembro, com a regulamentação do TSE, atos como o desse sábado passam a ser político-eleitorais. Como filiado a outra legenda, ele, depois deste período, não poderia participar sob pena de sanções que podem chegar à expulsão por infidelidade partidária.

“Falei com lideranças nacionais e regionais, fiz quase uma peregrinação, que vou completar na terça-feira com o governador [de São Paulo Geraldo] Alckmin”, contou.  “O partido sabe da minha perda de alegria. É como se houvesse completado um ciclo com o PSDB”, completou.

Segundo Feldman, o racha entre tucanos paulistas começou por volta de 2008, em episódios como o apoio à candidatura do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM, atual PSD); a fuga de vereadores paulistas para o PSD e a perda de José Serra (PSDB) nas eleições para prefeito de São Paulo, em 2012.

GIL E WAGNER MOURA APOIAM NOVO PARTIDO DE MARINA SILVA

“A mudança é o distanciamento daquilo que o PSDB era na sua fundação em termos de política, mas foi perdendo o fôlego, e eu particularmente, eu diria que quero retomá-lo”, justificou Feldman.

Procurado, o presidente nacional do PSDB, o deputado federal, Sérgio Guerra (PE), não retornou aos contatos da reportagem.

Já o deputado petista Domingos Dutra (MA) disse ao UOL amargar uma “tristeza profunda” com sua legenda que apoia a família do senador José Sarney (PMDB-AP) há anos, em seu Estado.

O episódio mais recente que aumentou o descontentamento do parlamentar com o PT foi ao apoio oficial à filha de Sarney, Roseana, para o governo do Maranhão no lugar do apoio a Flávio Dino (PCdoB).

“Não existe partido ainda [se referindo à Rede que precisa se regularizar no TSE], o que há é um ato civil, não político-partidário, então, posso participar. Vou continuar filiado ao PT, seguindo as regras do partido, as orientações da bancada e votando com eles”, afirmou o deputado petista.

“Mas, dos partidos novos que estão surgindo, o único que eu me enquadro é este aqui, a Rede. Após o partido de Marina se registrar no TSE, eu tenho 30 dias para decidir sair do PT e me filiar a este partido”, continuou Dutra.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, foi procurado para comentar o assunto, mas como estava em evento em Cuiabá (MT), segundo sua assessoria, não retornou aos contatos telefônicos. O chefe de gabinete de Falcão, Francisco Campos, disse à reportagem que o partido não iria se manifestar sobre o tema.

Por fim, o deputado pelo PDT do DF, Antonio Reguffe, não ficou em frente aos holofotes durante o evento que durou mais de nove horas nesse sábado, em Brasília, mas conversou com alguns  dos fundadores da futura legenda.

Reguffe disse que assinará a lista para a criação da legenda de Marina Silva, mas que ainda não pretende sair do PDT e não teme sanções da legenda que pertence pela participação no ato.

“Eu continuo no PDT, mas vou ajudar a receber as assinaturas porque o Brasil merece que a Marina [Silva] tenha a chance de se candidatar de novo”, justificou.

A reportagem tentou contato com a cúpula do PDT, mas não recebeu retorno das lideranças da legenda para comentar se há algum mal-estar entre eles devido ao apoio público de seu filiado na formação de mais um partido no país.

 

 

Uol

Com muita festa, católicos de Patos recebem Dom Eraldo Bispo da Silva

Imagem (Mais Patos)
Imagem (Mais Patos)

A cidade de Patos já recebeu o seu novo bispo. Dom Eraldo Bispo da Silva foi acolhido na manhã deste sábado (16), com direito a uma grande festa que teve início em Junco do Seridó/PB, onde o pastor participou de uma rápida celebração na Paróquia de Santo Onofre. Logo após, seguiu para a Capital do Sertão e muitos fiéis já se faziam presentes nas proximidades da Energisa.

Camisas e faixas foram produzidas para a acolhida e Dom Eraldo fez questão de fazer a sua primeira parada na entrada de Patos, onde cumprimentou algumas pessoas, mas uma multidão já o aguardava na Catedral de Nossa Senhora da Guia.

Dom Eraldo desfilou em carro aberto pelas ruas de Patos pelo comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, Tenente-Coronel Cunha Rolim, pela prefeita Francisca Motta e pelos religiosos que formam as dioceses de Patos, Campina Grande e Barreiras/BA, cidade essa onde o novo bispo viveu por muito tempo.

A prefeita de Patos, Francisca Motta, afirmou que o destino de Dom Eraldo para ser bispo já estava traçado em seu nome. Na sua fala, ela relatou toda a trajetória do novo reverendo e destacou ainda a importância da união entre os poderes político e religioso para o desenvolvimento da cidade.

Com poucas palavras e um discurso improvisado, Dom Eraldo agradeceu ao povo patoense pela calorosa recepção e ao padre José Ronaldo Marques pelo trabalho desenvolvido à frente da Diocese de Patos, enquanto administrador diocesano. Ele afirmou também que em um tempo de mudanças como o de hoje, a igreja deve se manter cada vez mais firme nos propósitos da religião.

NOMEAÇÃO E CRONOLOGIA

Dom Eraldo Bispo da Silva foi nomeado Bispo de Patos em 07 de novembro de 2011, após a transferência de dom Manoel dos Reis de Farias, em julho do mesmo ano, para a Diocese de Petrolina/PE.

Os 38 municípios que formam a Diocese de Patos recebem o seu quarto bispo, que foi criada há 53 anos e já teve como representantes Dom Expedito Eduardo de Oliveira (1959-1983), Dom Gerardo Andrade Ponte (1984-2001) e Dom Manoel dos Reis de Farias (2001-2011).

O NOVO BISPO

Nascido em Monteiro, no Cariri paraibano, iniciou a sua vida sacerdotal em 1992, em Barreiras/BA. Teve passagens por outras cidades baianas, como Santa Rita de Cássia, São Desidério e Luis Eduardo Magalhães. Recentemente, estava na paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Barreiras.

 

 

Mais Patos

Marina Silva cria novo partido para entrar na disputa em 2014

 

Marina Silva, agora de partido novo, tenta atrair simpatizantes e militantes para sua legenda (CC/Everton Amaro/Fiesp)
Marina Silva, agora de partido novo, tenta atrair simpatizantes e militantes para sua legenda (CC/Everton Amaro/Fiesp)

Após dois anos de discussões e indefinição sobre seu objetivo, formato, programa e até mesmo nome, o novo partido político organizado pela ex-ministra Marina Silva está prestes a ganhar vida. Convocado para o próximo sábado (16), o Encontro Nacional da Rede Pró-Partido deverá reunir cerca de mil e quinhentos militantes em Brasília com o objetivo de dar o pontapé inicial na nova legenda a tempo de disputar as eleições para a Presidência da República e os governos estaduais em 2014: “Vamos deliberar sobre a criação de um novo instrumento político de luta pela sustentabilidade e pela ampliação e aprofundamento da democracia no Brasil”, diz Pedro Ivo Batista, que é um dos coordenadores da Comissão Nacional da Rede Pró-Partido.

A Comissão Nacional divide seu trabalho em seis frentes de atuação: articulação e fundação, jurídica, financeira, de coleta de assinaturas, de documentos referenciais e de comunicação. Cada uma delas trabalha em conjunto com pessoas e coletivos em todo o Brasil e apresentará seus trabalhos durante o Encontro Nacional. Além de Pedro Ivo, ex-militante do PT assim como a própria Marina, estão à frente dos trabalhos da comissão outros nomes próximos à ex-ministra, como André Lima, Bazileu Alves Margarido Neto (ex-presidente do Ibama), Gisela Moreau, Maria Alice Setúbal e Marcela Moraes. Todos devem tomar parte na direção do futuro partido.

Além dos principais pontos programáticos, também será definido no sábado o nome do partido. A subcomissão de comunicação vai apresentar os nomes preferidos nas discussões travadas até aqui nas redes sociais. São eles: Rede pela Sustentabilidade, Rede Brasil Sustentável, Lista Independente ou simplesmente Rede: “Uma coisa é consenso: não haverá a palavra partido na frente. Isso não é mais necessário. Além do mais, a nossa proposta é de um partido para quebrar o monopólio dos partidos na vida política. A própria convocação do Encontro Nacional está sendo feita como em uma rede”, diz Pedro Ivo.

O objetivo, segundo o dirigente, é adotar na prática uma nova forma de fazer política: “Nós vamos defender a lista cívica. Enquanto ela não sair, vamos adotar a participação de cidadãos e cidadãs nas nossas listas de candidatos mesmo sem terem filiação. A gente vai ter o máximo de diálogo com a sociedade civil. Mesmo os não filiados irão opinar e decidir junto conosco sobre a vida do partido. Por isso, não faz mais sentido usar a nomenclatura partido, apesar de ser um partido. Não estamos negando que seja um partido, só que é um partido de um novo tipo”.

Pedro Ivo admite que já estejam em curso as articulações políticas em Brasília e nos estados para a formação de palanques no ano que vem, mas diz que o processo de consolidação de uma base de apoio eleitoral para Marina demanda paciência: “Ainda não será definido nada sobre 2014. Agora, se a plenária for favorável, vamos discutir imediatamente o processo de organização nos estados. Esse é um processo que irá durar até setembro”, diz.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Na nota convocatória aos interessados em ingressar no novo partido, a Comissão Nacional afirma que “nosso novo instrumento de transformação pode ser um partido político de novo tipo, radicalmente democrático, onde se possa expressar e reunir uma ampla rede de cidadãos e cidadãs, organizações, movimentos, coletivos e comunidades que mantêm a esperança de viver num Brasil sustentável em todos os aspectos: social, econômico, cultural, ambiental, ético e estético”.

Parte do discurso da nova legenda para 2014 também é citada na convocação aos simpatizantes: “Os intensos debates que realizamos nos últimos dois anos nos levaram à conclusão de que é urgente uma grande mudança na política brasileira, hoje monopolizada por partidos e facções voltados à disputa do poder pelo poder, sem compromisso com um futuro sustentável e incapazes de enfrentar a profunda crise que se abate sobre a civilização e ameaça a continuidade da vida humana no planeta”.

Notáveis

Além de Marina Silva, virtual candidata à Presidência em 2014, o novo partido deverá enfrentar as urnas com alguns outros notáveis da política nacional, a maioria deles em rota de colisão ou sem espaço em seus atuais partidos. Um nome considerado certo é o da ex-senadora Heloísa Helena, que atualmente exerce mandato de vereadora pelo PSOL em Maceió (AL). O candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro nas últimas eleições, Jefferson Moura, é outro que pode ingressar no partido de Marina, que também já teria procurado o deputado estadual Marcelo Freixo, segundo colocado na disputa pela Prefeitura do Rio.

Outro nome dado como certo no partido de Marina é o do senador Cristovam Buarque (DF), atualmente espremido na briga interna do PDT que opõe os grupos ligados ao atual presidente do partido, Carlos Lupi, e ao deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SP), presidente da Força Sindical, aos grupos comandados pelo ministro do Trabalho, Brizola Neto, e pelo deputado federal Miro Teixeira (RJ). Do PDT, deve acompanhar Cristovam o deputado federal Reguffe (DF), e ambos devem formar a cabeça de chapa do novo partido nas próximas eleições em Brasília.

No PT, a maior expectativa é pela adesão do senador Eduardo Suplicy (SP), que, no novo partido, teria o espaço para disputar a reeleição que provavelmente lhe será negado se prevalecer em São Paulo o acordo entre PT e PMDB. Suplicy foi convidado para participar do Encontro Nacional do próximo sábado e aceitou. O senador, no entanto, não admite que poderá deixar o PT. Outros nomes petistas, insatisfeitos com os rumos do partido em seus estados, também têm mantido conversas com Marina, casos dos deputados federais Alessandro Molon, crítico da aliança com o PMDB no Rio de Janeiro, e Domingos Dutra, opositor da aliança com a família Sarney no Maranhão.

Em seu site na internet, Dutra admitiu que deixará o PT: “Não é fácil sair do PT, estou há 33 anos no partido, nunca coloquei o PT em situação vexatória, mas não dá para continuar. Em 2014, não vou fazer outra greve de fome”, escreveu, em referência à greve de fome que fez em 2010 após o PT anunciar apoio à candidatura de Roseana Sarney ao governo do Maranhão.

Gil dentro, Serra fora

No PV, a maioria dos que optaram por seguir Marina já haviam deixado o partido junto com ela, mas dois nomes de peso – o deputado federal Alfredo Sirkis (RJ) e o candidato ao governo de São Paulo, Fábio Feldmann – confirmaram sua entrada na nova legenda: “Minha decisão passa por uma identificação prática do espaço onde eu possa ser mais produtivo e atuar com maior conseqüência”, escreveu o parlamentar carioca em seu blog.

A maior aquisição que o novo partido fará nas fileiras do PV, no entanto, ainda não teve sua participação confirmada, mas, se confirmada, poderá causar grande impacto: “O Gilberto Gil já disse que está muito simpático, que apóia a iniciativa e não deseja mais ficar no PV. Ele nos disse que ainda vai analisar o processo”, revela Pedro Ivo.

Do PSDB, o nome de maior destaque a deixar o ninho tucano rumo ao novo partido de Marina Silva é o deputado federal Walter Feldmann (SP), que já está atuando no Congresso como articulador do contato com outros parlamentares. Recentemente indagada sobre a possibilidade de José Serra também fazer parte de seu partido, Marina rechaçou a ideia: “Não está sendo feita uma adaptação do discurso partidário para integrar pessoas de qualquer forma”, disse a ex-ministra de Lula, acrescentando que Serra “não teria identidade programática” para fazer parte da nova legenda.

 

 

Maurício Thuswohl, da Rede Brasil Atual

Ex-ministros, Orlando Silva e Andrea Matarazzo disputam vaga de vereador em SP

Eles foram ministros de Estado, desfrutaram das mordomias do poder em Brasília e voaram no avião presidencial para representar o país no exterior. Hoje, passam horas no trânsito de São Paulo para promover reuniões pequenas, algumas com menos de dez eleitores, de olho em uma vaga na Câmara Municipal.

Estrelas de primeiro escalão dos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, Andrea Matarazzo (PSDB) e Orlando Silva (PC do B) são exceções no exército de 1.226 candidatos a vereador em São Paulo.

Em cada ato de campanha, os dois têm sido instados por eleitores a explicar por que afinal, depois de reinar na Esplanada dos Ministérios, agora querem ocupar um dos 55 gabinetes no viaduto Jacareí.

“É a pergunta que eu mais ouço”, diz Matarazzo, que renunciou às prévias do partido para abrir caminho ao amigo José Serra. “Meu projeto é ser prefeito, mas às vezes a gente tem que recuar…”

“Tem muita gente que se surpreende. ‘Mas vereador?’ E eu ainda sou chamado de ministro…”, comenta Silva, que deixou o governo Dilma Rousseff como um dos alvos da “faxina” do fim de 2011.

Os dois têm pouco em comum além do passado de glória na política e do fato de disputarem a primeira eleição.

Paulistano, empresário e herdeiro de uma das famílias mais tradicionais da cidade, Matarazzo cultiva imagem de sofisticação e concentra sua campanha em áreas nobres do centro expandido.

“Quem representa estes bairros na Câmara?”, perguntou na noite de quinta-feira, em minicomício no seu amplo comitê eleitoral da avenida Europa. Ele mesmo respondeu: “Ninguém!”

Os nove convidados, de regiões como Jardim Paulista, Alto de Pinheiros e Pacaembu, balançaram a cabeça em sinal de aprovação. Placas com a foto e o slogan do tucano, “Já temos em quem votar”, têm seu proliferado nas grades de casas vizinhas.

Entre as bandeiras do candidato, que já foi secretário dos tucanos Mario Covas, Serra e Geraldo Alckmin, estão o atendimento a cadeirantes, o embelezamento da cidade e a conservação das calçadas.

Com Gilberto Kassab (PSD), de quem também foi auxiliar na prefeitura, ele se irritou nesta semana após a decisão de disseminar luzes azuis nos túneis paulistanos.

“É horrível. Estão destruindo a cidade com essa cafonalha”, protestou. “Em todo lugar do mundo, os monumentos recebem luz âmbar. Estética é uma coisa importante.”

Acostumado a exercer cargos por convite, Matarazzo confessa o incômodo no novo papel de candidato. “Tenho muita vergonha de pedir votos. Fico constrangido. Não gosto de pedir nada.”

PERIFERIA

Nordestino e de origem pobre, Silva investe na identificação com os eleitores da periferia. Na última quinta-feira, ele começou seu périplo pela zona sul visitando uma vendedora de cachorro-quente recrutada pelo PC do B em campanhas passadas.

“Eu nasci em Salvador. Todo mundo aqui conhece um baiano, né?”, perguntou, em discurso para sete pessoas numa birosca da favela Pantanal, na zona sul.

Em seguida, contou a experiência de ser recusado por um táxi quando a mãe tentava levar para casa a primeira televisão da família. “Ali doeu pela primeira vez no meu coração uma coisa chamada preconceito”, disse.

O ex-ministro chegou à comunidade num Toyota Corolla prateado, mas percorreu as vielas num Gol vermelho, de modelo antigo, pilotado pelo presidente do partido em Cidade Ademar.

“Essa é uma vantagem que eu tenho. Sou negro, e tem poucos negros na política. Essas pessoas não têm nenhum problema que eu não tenha vivido”, comentou depois.

No santinho que distribui, ele se apresenta como “ministro de Lula” e exibe quatro fotos com o ex-presidente. Dilma, que o demitiu em meio a acusações de corrupção no ministério, aparece uma vez e sem destaque.

Numa reunião, ele disse ter sido vítima de “uma grande injustiça”, mas evitou fazer críticas à ex-chefe. “Lá em cima tem alguém que olha por todos nós e sabe o que todos nós fizemos”, disse.

A plateia demonstrou não ter memória do escândalo. “O marqueteiro diz para mim: ‘Orlando, não fala disso’. Mas eu não posso, porque isso feriu a minha alma”, justificou-se na saída.

A Comissão de Ética da Presidência arquivou processo contra Silva por falta de provas de participação em desvios no programa federal Segundo Tempo. Ele teve o sigilo bancário quebrado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), e diz que provará inocência ao fim da investigação.

ESTEREÓTIPOS

Apesar de saber bem o eleitor que procuram, os dois candidatos demonstram preocupação com estereótipos.

Matarazzo diz ir quatro vezes por semana a bairros mais afastados. Enquanto a lei eleitoral permitia, ancorou uma atração aos sábados na rádio Capital AM. Nome do programa: “A cara do povo”.

Na contramão do rival, Silva busca um verniz de classe média para sua candidatura. À noite, pede votos em faculdades e teatros.

As campanhas dos dois candidatos a vereador, que recebem tratamento vip de seus partidos, prometem ser mais caras que as de alguns concorrentes à prefeitura.

Matarazzo, que tem cerca de 200 funcionários, pretende investir até R$ 5 milhões . Ele calcula precisar de 40 mil votos. Silva contratou 100 pessoas e fixou o teto de gastos em R$ 3,5 milhões. Recebeu a meta de obter 30 mil votos, mas pode se eleger com menos graças à votação de Netinho de Paula (PC do B).

Na terça-feira, os ex-ministros protagonizaram uma coincidência ao estrear na TV entre aspirantes a uma primeira chance na política. Depois de desfiar seus currículos, os dois recitaram a mesma frase para explicar por que estavam ali: “Quero colocar minha experiência a serviço de São Paulo!”

Folha

Morre João Madruga da Silva, prefeito de Mataraca, na Paraíba

João Madruga da Silva (PMDB), prefeito de Mataraca, na Paraíba (Foto: Divulgação/Famup)

João Madruga da Silva de 62 anos, prefeito de Mataraca, no Litoral Norte da Paraíba, morreu na manhã desta quarta-feira (22). De acordo com Frederico Madruga, filho do prefeito, a morte foi causada por problemas cardíacos enquanto o gestor realizava exames de rotina em São Paulo. O corpo do prefeito deve chegar a Mataraca ainda na noite desta quarta. O velório e o sepultamento acontecem na quinta-feira (23), segundo familiares de Madruga .

Ainda segundo Frederico, João Madruga tinha viajado a capital paulista no domingo, para realizar exames cardíacos de rotina, passou mal na segunda-feira (20) e foi operado às pressas e foi internado no Sírio-Libanês. A recuperação estava indo bem na terça-feira (21), mas o quadro clínico se agravou e João Madruga morreu na manhã desta quarta. O prefeito de Mataraca tinha câncer, mas segundo a família, estava recuperado da doença.

Antônio de Souza, presidente do diretório estadual do PMDB, legenda que era representada por João Madruga em Mataraca, lamentou a morte do político e do amigo. “É uma pena. João Madruga era meu amigo há mais de seis anos. Trabalhou frente a antiga Vasp aqui na Paraíba, como gerente, durante muito tempo. Emitiremos uma nota de pesar ainda nesta manhã”, comentou Souza.

G1 PB

Couto assina projeto que retira nome “Presidente Costa e Silva” da ponte Rio-Niterói

 Tramita na Câmara Federal projeto de lei, assinado pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) e mais dez parlamentares, que substitui o nome Presidente Costa e Silva – da ponte que liga os municípios Rio de Janeiro e Niterói – por Herbert de Souza (Betinho).

Couto afirma que a proposta tem origem na solicitação encaminhada por vários movimentos, em dezembro de 2011, aos membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).

“Centro de Teatro do Oprimido (CTO); Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça; Grupo Tortura Nunca Mais/RJ; Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE); Instituto de Defensores de Direitos Humanos (IDDH); Instituto de Estudos e Religião (ISER); Instituto Frei Tito de Alencar; Justiça Global; e Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, são algumas das entidades que enviaram o pleito a comissão”, citou o deputado.

Luiz Couto esclarece que o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) prevê que não mais sejam homenageadas, a partir do batismo de logradouros públicos com seus respectivos nomes, pessoas que notadamente tenham cometido crimes e perpetrado violações dos direitos humanos no período da Ditadura Civil Militar de 1964 a 1985.

“Nesse sentido, torna-se inaceitável que a popularmente chamada ponte Rio-Niterói seja oficialmente denominada de Presidente Costa e Silva, em homenagem a um chefe de Estado que foi um dos artífices do golpe militar, responsável por momentos dos mais sombrios da história brasileira, como o que se inicia com a edição do famigerado Ato Institucional nº 5 (AI-5)”, acrescenta.

Segundo Couto, tanto ele como os outros parlamentares acolheram, com convicção, a argumentação dos movimentos de que “Homenagear a ditadura é torturar a memória; homenagear Betinho é fazer justiça”.

O deputado explica que a escolha do nome do sociólogo Herbert de Souza (Betinho) deve-se à sua incansável luta pelos direitos humanos no período ditatorial, e pela sua condição de símbolo dos exilados e da anistia. “Portanto, a mudança na denominação da ponte Rio-Niterói será um marco histórico, um legado à cidadania, à democracia com justiça social e ao resgate da verdade e da memória”, complementa.

Chico Alencar (PSOL-RJ), Alexandro Molon (PT-RJ), Domingos Dutra (PT-MA), Erika Kokay (PT-DF), Deputado Ivan Valente (PSOL-SP), Janete Capiberibe (PSB-AP), Janete Pietá (PT-SP), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Luiza Erundina (PSB-SP) e Padre Ton (PT-RO), foram os outros deputados que assinaram o projeto.

Ascom dep. Luiz Couto

Em nota, Marina Silva desmente notícias sobre formação de novo partido

Em comunicado oficial emitido nessa sexta-feira (10/8), Marina Silva (sem partido) negou que esteja articulando a criação de um novo partido político, desmentindo informações divulgadas por Ilimar Franco, de O Globo, e Felipe Patury, da Época.
Segundo a coluna de Patury, Marina estaria aproveitando o reforço de sua imagem após a participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres para retomar as negociações para fundar um novo partido político.

Crédito:Agência Brasil
Ex-ministra negou informações divulgadas pela imprensa
Além disso, em O Globo, Ilimar Franco traz um relato de Alfredo Sirkis, deputado federal pelo PV-RJ, afirmando que “esta é uma discussão para depois das eleições. Qualquer movimento hoje (para criar o partido de Marina Silva) poderia prejudicar quem é candidato).
A ex-ministra nega as informações divulgadas pelos veículos. “Diferentemente do que foi publicado hoje na coluna de Ilimar Franco no jornal O Globo e anteontem por Felipe Patury em seu blog no site da Revista Época, não é verdade que estou num movimento de articulação para a criação de um novo partido político”.
Na nota, Marina Silva diz que está comprometida com  o debate e o fortalecimento do Movimento Nova Política, uma articulação suprapartidária, cujos envolvidos com ou sem interesses partidários, “querem ajudar a construir um país socialmente justo, economicamente próspero, ambientalmente sustentável, culturalmente diverso e politicamente democrático”.
A ex-senadora ainda admitiu que tem feito reuniões a pedido de candidatos identificados com a plataforma Brasil Sustentável, que querem apoio nessas eleições.
portalimprensa

Mano convoca Thiago Silva, Marcelo e Hulk para Londres: veja a lista dos 18

O técnico Mano Menezes convocou nesta quinta-feira os 18 jogadores que defenderão a seleção brasileira na busca pela inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Os três atletas com mais de 23 anos são o zagueiro Thiago Silva, do Milan, o lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid, e o atacante Hulk, do Porto. Assim, o zagueiro David Luiz, do Chelsea, e o lateral-direito Daniel Alves, do Barcelona, estão fora.

– Primeiro que não convoquei o Hulk para o lugar do David Luiz. Nunca me posicionei a respeito de outro zagueiro que não fosse o Thiago Silva. A lista contempla 18 jogadores e precisávamos fazer uma escolha de três jogadores acima de 23 anos. Entendi que o ganho seria grande com um atleta mais experiente do meio para fente, como foi possível ver nos últimos quatro amistosos – explicou Mano.

Mano relacionou ainda quatro atletas como “reservas”, ou seja, que podem ser chamados em caso de lesão depois a estreia da Seleção nas Olimpíadas de Londres: o goleiro Gabriel (Milan, ex-Cruzeiro), o meia-atacante Giuliano (Dnipro, ex-Internacional), o zagueiro Marquinhos (Corinthians) e o volante Casemiro (São Paulo). Até o primeiro jogo, o treinador poderá chamar qualquer um dos jogadores que estavam na pré-lista de 35 (veja a relação aqui).

A relação dos 18 de Mano se baseou no grupo de 23 atletas chamados pelo comandante para os compromissos na Alemanha e nos Estados Unidos (vitórias de 3 a 1 sobre Dinamarca e 4 a 1 sobre os EUA e derrotas de 2 a 0 para o México e 4 a 3 para a Argentina). A principal dúvida do treinador era em relação aos atletas acima de 23 anos, já que David Luiz, Daniel Alves e o goleiro Jefferson, do Botafogo, eram cotados para uma das vagas.

Ainda nos Estados Unidos, Mano revelou que Thiago Silva será o capitão da equipe em Londres. Na opinião do treinador, o defensor reúne todas as qualidades para ser o líder da Seleção na disputa da competição e até mesmo na Copa do Mundo de 2014.

O presidente da CBF, José Maria Marin, convidou os tetracampeões Bebeto e Romário para sentarem ao lado de Mano na convocação, já que os dois foram medalha de prata nos Jogos de 1988. O diretor de seleções, Andrés Sanches, e o chefe da delegação em Londres, Delfim Pádua (presidente da federação catarinense), também participaram da mesa em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro.

lista convocados Seleção Brasileira olimpíadas reservas correto 2 (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

Seleção estreia no dia 26 de julho

O Brasil faz parte do Grupo C e estreia em 26 de julho contra o Egito, em Cardiff (País de Gales). Três dias depois, enfrenta a Bielorrússia, em Manchester. O último jogo da primeira fase é contra a Nova Zelândia, em Newcastle, em 1º de agosto.

Se avançar em primeiro lugar, o Brasil enfrentará nas quartas de final o segundo colocado do Grupo D, que tem Espanha, Japão, Honduras e Marrocos. Se ficar na segunda posição, a Seleção pegará o líder da chave D.

Antes do primeiro jogo, o time de Mano fará um amistoso de preparação contra a seleção da Grã-Bretanha, dia 20 de julho, em Middlesbrough. O torneio em Londres marca o retorno de um time de futebol único do Reino Unido às Olimpíadas. Medalha de ouro em 1908 e 1912, a seleção que une jogadores de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, não disputa os Jogos há 52 anos. A estrela será o meia Ryan Giggs, do Manchester United.

mano menezes romario bebeto seleção brasileira (Foto: Mowa Press)Romário, Bebeto e Marin sentaram ao lado de Mano na hora da convocação para Londres (Foto: Mowa Press)

A Seleção vai se apresentar para iniciar os treinamentos na próxima segunda-feira, no hotel Sheraton, em São Conrado, no Rio de Janeiro. A partir daí, o grupo treinará na sede do Flamengo, na Gávea, e na Escola de Educação Física do Exército, na Urca. No dia 16, na parte da noite, a delegação embarca para Londres e ficará hospedada no Sopwell House Hotel & Spa.

Em Londres, Mano comandará as atividades da seleção brasileira no centro de treinamento do Arsenal. Em abril, o presidente da CBF, José Maria Marin, visitou o local e ficou impressionado com as instalações do clube londrino.

O torneio de futebol olímpico será disputado entre os dias 25 de julho e 11 de agosto em seis sedes: Millennium Stadium (País de Gales), Old Trafford (Manchester), St. James Park (Newcastle), Hampden Park (Glasgow), City of Coventry (Coventry) e Wembley (Londres).

Veja a tabela completa das Olimpíadas de Londres:

GRUPO A

Grã-Bretanha
Senegal
Emirados Árabes Unidos
Uruguai

JOGOS

26/7 – Manchester
Emirados x Uruguai
Grã-Bretanha x Senegal
29/7 – Londres
Senegal x Uruguai
Grã-Bretanha x Emirados
1/8 – Coventry
Senegal x Emirados
1/8 – Cardiff
Grã-Bretanha x Uruguai

GRUPO B

México
Coreia do Sul
Gabão
Suíça

JOGOS

26/7 – Newcastle
Gabão x Suíça
México x Coreia do Sul
29/7 – Coventry
México x Gabão
Coreia do Sul x Suíça
1/8 – Cardiff
México x Suíça
1/8 – Londres
Coreia do Sul x Gabão

GRUPO C

Brasil
Egito
Bielorrússia
Nova Zelândia

JOGOS

26/7 – Coventry
Bielorrússia x Nova Zelândia
26/7 – Cardiff
Brasil x Egito
29/7 – Manchester
Brasil x Bielorrússia
Egito x Nova Zelândia
1/8 – Newcastle
Brasil x Nova Zelândia
1/8 – Glasgow
Egito x Bielorrússia

GRUPO D

Espanha
Japão
Honduras
Marrocos

JOGOS

26/7 – Glasgow
Espanha x Japão
Honduras x Marrocos
29/7 – Newcastle
Espanha x Honduras
Japão x Marrocos
1/8 – Coventry
Japão x Honduras
1/8 – Manchester
Espanha x Marrocos

QUARTAS DE FINAL

4/8 – Cardiff
(28) 1A x 2B
4/8 – Manchester
(25) 1D x 2C
4/8 – Newcastle
(27) 1C x 2D
4/8 – Londres
(26) 1B x 2A

SEMIFINAIS

7/8 – Manchester
(30) V28 x V27
7/8 – Londres
(29) V26 x V25)

MEDALHA DE BRONZE

10/8 – Cardiff
(31) D30 x D29

FINAL

11/8 – Londres
(32) V30 x V29

Globoesporte.com

Já começaram obras de construção da Escola José Menino de Oliveira, ao lado do Ginásio Adauto Silva em Solânea – PB

foto/diariodobrejo.com

Tendo a nota de serviço assinada recentemente pelo Prefeito Municipal, as obras de edificação do Prédio do Educandário José Menino de Oliveira, localizadas ao lado do Ginásio de Esportes Adauto Silva, já foram iniciadas e encontram-se em ritmo avançado, conforme pode se constatar no próprio local.

O andamento dos trabalhos, devidamente administrado pela secretaria de infra-estrutura do município, recebe o acompanhamento da secretaria de Educação, vez que sempre fez parte dos planos de ação traçados e direcionados pelo executivo municipal, objetivando melhor estruturar o setor educacional local.

Como já foi amplamente divulgado, a citada Escola não dispunha de prédio próprio e funcionava num espaço cedido pelo Estado, necessitando, de uma tomada de posição emergencial por parte da Edilidade, como agora está sendo realizado, depois de uma série de esforços empreendidos pelo chefe do Executivo local.

Pressionada pelos setores específicos da Prefeitura, a Empresa que vem trabalhando na edificação das obras, já divulgou na própria placa que disciplina a construção, localizada ao lado do Ginásio, que tudo estará concluído no menor espaço de tempo possível, atendendo assim, recomendações contratuais.

Assessoria

Gol de Santiago Silva aos 45 minutos elimina o Fluminense da Libertadores

O sonho do primeiro título da Libertadores acabou para o Fluminense. E com requintes de crueldade. Santiago Silva, atacante que brigou com a bola durante a maior parte do jogo, igualou o placar aos 45 minutos do segundo tempo, selando o empate por 1 a 1 entre o Tricolor e o Boca Juniors. O gol do Flu – que levaria a decisão da vaga para os pênaltis – foi marcado por Thiago Carleto, logo no início da partida, em cobrança de falta, como sonhara seu pai. Machucados, Fred, Deco, Valencia e Diguinho – além de Carlinhos, suspenso – fizeram falta à equipe tricolor, que saiu de campo aplaudida pela torcida no Engenhão.

 Thiago Neves, que lutou muito, mas esteve mal tecnicamente, lamentou a bobeada da equipe nos minutos finais:

– A torcida fez seu papel, faltou atenção no fim do jogo. Estão todos de parabéns pela luta – disse o camisa 7 à “Fox Sports”.

No fim, o técnico Abel Braga foi ao gramado consolar cada um de seus jogadores. Alguns, como Anderson, foram para o vestiário chorando. O Boca, eliminado pelo Flu em 2008 na semifinal, dá o troco três anos depois, só que nas quartas. E com o resultado, o time xeneize segue invicto fora de casa na competição.

O público pagante foi de 31.280 pessoas (36.276 presentes) – renda de R$ 1.628.740,00. Como havia vencido por 1 a 0 na Bombonera, o time argentino passa para a semifinal. Pela tabela, o adversário será o ganhador do confronto entre Universidad de Chile e Libertad-PAR. Caso o Vélez Sarsfield, no entanto, elimine o Santos, será o adversário do Boca. A medida da Conmebol é para evitar a final entre clubes do mesmo país.

Riquelme, que iniciou o lance do gol do empate, resumiu bem a atuação do Boca:

– Na única vez que trocamos três passes foi gol – disse o camisa 10, de acordo com o site do diário argentino “Olé”.

Sonho do pai de Thiago Carleto vira realidade com gol de falta

Empurrado pela torcida, o Flu partiu para cima do Boca desde o apito inicial do árbitro Enrique Osses. Com velocidade e boas tabelas, chegava ao ataque com perigo. Foi assim na primeira trama ofensiva, quando Thiago Neves tocou para Sobis, e o atacante preferiu cruzar em vez de arriscar o chute. Schiavi conseguiu cortar de carrinho.

Thiago Carleto, Fluminense x Boca Juniors (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Thiago Carleto na cobrança de falta do gol
(Foto: Dhavid Normando / Photocamera)

A superioridade em campo foi premiada com um gol logo aos 17 minutos. Em uma cobrança de falta de longa distância, Thiago Carleto chutou forte, a bola desviou em Rivero e mansamente entrou no cantinho direito do goleiro Orión: 1 a 0 no placar e festa verde, branco e grená na arquibancada. O lateral-esquerdo, substituto de Carlinhos, expulso no primeiro jogo, havia revelado na terça que seu pai, Ivo Alves, lhe telefonou contando que sonhou com um gol de falta contra os argentinos.

Perdido em campo, o Boca pouco ameaçava. Riquelme tentava organizar o time no meio de campo, mas a defesa do Flu estava bem postada e não dava espaço. Santiago Silva, o “Tanque”, não conseguia dar andamento às jogadas. Diego Cavalieri era um mero espectador. Os argentinos criaram apenas dois lances de algum perigo. No primeiro, Carleto travou chute de Santiago Silva. No segundo, Schiavi desviou de cabeça uma bola levantada na área e mandou para fora.

Como o 1 a 0 apenas levava a decisão para os pênaltis, o Flu seguiu pressionando. Antes do fim do primeiro tempo, Sobis e Thiago Neves assustaram Orión com chutes de média distância.

Santiago Silva marca e elimina o Flu

O Boca Juniors voltou do vestiário sem alterações, mas a postura mudou bastante. Os argentinos passaram a povoar mais o campo de ataque e a rondar o gol de Cavalieri. Nas bolas aéreas, levava muito perigo, principalmente com o veterano Schiavi. Diante do novo panorama, o Tricolor passou apostar nos contra-ataques.

Santiago Silva, Fluminense x Boca Juniors (Foto: Agência AP)Santiago Silva comemora o gol e a classificação
do Boca Juniors (Foto: Agência AP)

Em uma jogada rápida pelo lado esquerdo, aos 15 minutos, Thiago Neves cruzou por baixo para Rafael Sobis, que deu um leve desvio. A bola passou muito perto da trave esquerda. Para dar gás e mais velocidade ao time, Abel colocou Wellington Nem no lugar de Wagner, discreto como de costume.

À medida que o relógio avançava e a disputa de pênaltis se aproximava, a tensão tomava conta do campo e das arquibancadas.  Cada bola levantada na área tricolor era um sufoco. Thiago Neves, em atuação tecnicamente fraca, errou uma saída de bola, e Santiago Silva mandou à esquerda de Cavalieri. O camisa 7 quase se redimiu com um chute forte de dentro da área, que Orión defendeu. Na sequência do lance, Rafael Moura teve ótima oportunidade, mas demorou a chutar, e a zaga cortou antes que a bola entrasse.

O drama tricolor estava reservado para o fim. Rivero recebeu lançamento de Riquelme e chutou cruzado, mesmo seguido de perto por Thiago Neves. A bola bateu na trave, Cavalieri ainda cortou em cima da linha e ficou limpa para Santiago Silva apenas empurrar para dentro e classificar o Boca.

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