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Ponte bate SP em estreia de Sheik e com gol de ex-corintiano

O São Paulo voltou a oscilar no Campeonato Brasileiro. Na tarde desse domino, a equipe comanda por Rogério Ceni tinha a possibilidade de acabar com um pequeno tabu no estádio Moisés Lucarelli e chegar à terceira vitória consecutiva no nacional por pontos corridos, mas a Ponte Preta, com gol do ex-corintiano Lucca, arrancou os três pontos nessa quarta rodada do Brasileirão.

Foto: Matheus Reche / Futura Press

O revés faz o São Paulo cair três posições na tabela de classificação. Com seis pontos, o time da capital é apenas o nono colocado. Já a Ponte, que teve a estreia do também ex-corintiano Emerson Sheik, sobe seis posições e, pelo menos por enquanto, fica em quinto lugar, com sete pontos ganhos.

Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

O placar magro resumiu bem o que foi o jogo nesse domingo, em Capinas. Debaixo de um sol forte, as duas equipes demoraram a engrenar. O São Paulo até começou melhor, ditando o ritmo do confronto, enquanto os donos da casa preferiam manter uma obediência tática mais cautelosa para sair apenas na boa.

Apesar disso, o São Paulo não chegou a criar grandes situações na frente. No lance mais perigoso, Lucas Pratto ficou frente a frente com Aranha, que conseguiu desviar a finalização do argentino. A bola ainda sobrou na pequena área e Marllon afastou o perigo antes da chagada de Luz Araújo, que já negociado com o futebol francês, deve ter feito sua última partida com a camisa tricolor..

Foto: Marcello Zambrana/Agif / Gazeta Press

Foi só. Estava claro que o confronto seria definido no detalhe, e nessa hora faltou atenção mais uma vez à zaga tricolor. Logo aos cinco minutos da etapa final, Rodrigo Caio cochilou ao voltar lentamente à linha de impedimento de seus companheiros e deu condição a Lucca, que com liberdade nas costas de Maicon, fuzilou Renan Ribeiro e marcou um belo gol.

Foto: Marcello Zambrana/Agif / Gazeta Press

O gol fez com que Rogério Ceni mexesse na equipe, abdicasse dos três zagueiros e apostasse até no jovem Léo Natel. Mas, nem mesmo assim o São Paulo conseguiu de impor e exercer a pressão esperada. Assim, a Ponte Preta administrou sua vantagem sem grandes problemas até o apito final.

Na próxima rodada, O São Paulo recebe o Vitória, quinta-feira, no Morumbi, às 19h30. Já a Ponte visita o Atlético-GO, em Goiás, no mesmo dia e horário.

Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

FICHA TÉCNICA

PONTE PRETA 1 x 0 SÃO PAULO

Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)

Data: 4 de junho de 2017, domingo

Horário: 16 horas (Brasília)

Árbitro: Rodolpho Toski Marques – PR (FIFA)

Assistentes: Bruno Boschilia – PR (FIFA) e Victor Hugo Imazu dos Santos – PR (CBF)

Cartões amarelões: PONTE PRETA: Emerson Sheik, Wendel. SÃO PAULO: Maicon, Rodrigo Caio, Marcinho, Gilberto

Público: 5.711 pagantes (6.246 no total)

Renda: R$ 171.495,00

GOL:

PONTE PRETA: Lucca, aos 5 minutos do 2T

PONTE PRETA: Aranha; Jeferson (Emerson Sheik), Marllon, Rodrigo e João Lucas; Wendel (Fábio Braga), Nino Paraíba, Elton e Léo Artur; Lins (Jadson) e Lucca

Técnico: Gilson Kleina

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Lucão (Bruno), Maicon, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei e Cícero; Thomaz (Gilberto); Marcinho (Léo Natel), Luiz Araújo e Lucas Pratto

Técnico: Rogério Ceni

Gazeta Esportiva

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Sheik despista sobre futuro, mas fala em ‘grande clube’ e títulos em 2017

emerson-sheikEmerson Sheik está deixando o Flamengo, mas tudo indica que já tem destino certo para o próximo ano. Em entrevista nesta segunda-feira ao canal de TV por assinatura SporTV, o atacante deixou claro estar conversando com “um clube” grande para defender em 2017.

“Ainda não posso (revelar o novo clube). Mas é um clube grande que certamente vai brigar por títulos”, disse, sem deixar claro se o clube é do Brasil ou do exterior.

Em sua entrevista, o camisa 11 lamentou as poucas oportunidades que teve para defender o Flamengo em 2016. Diante do microfone, aproveitou ainda para agradecer a seu novo clube pela chance que recebeu.

“O Flamengo passou, né? Foi um 2016 difícil para mim – treinei muito, joguei pouco. Mas 2017 promete. Projeto novo, coisa boa pela frente”, afirmou. “A galera não sabe ainda, mas já estou agradecendo. Obrigado pela confiança. Certamente vou dar meu melhor, como foi em todos os outros clubes pelos quais passei”, completou.

Ainda durante a entrevista, Sheik agradeceu ao Flamengo por sua segunda passagem pelo Flamengo. “Não teve uma renovação (de contrato). Fica também meu agradecimento ao clube, ao torcedor flamenguista, que tem um carinho muito especial comigo”, declarou.

Uol

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Sheik marca após 6 meses, Fla vence e quebra jejum na Sul-Americana

MARTIN BERNETTI/AFP
MARTIN BERNETTI/AFP

A fase é realmente boa no Flamengo. E agora não apenas no Campeonato Brasileiro, mas também na Copa Sul-Americana. Mesmo atuando com uma formação recheada de reservas, o time venceu o Palestino, do Chile, fora de casa, e ficou em situação confortável após o duelo de ida das oitavas de final, nesta quarta-feira (21). O gol da vitória por 1 a 0 no estádio Monumental, de Santiago, foi marcado por Emerson Sheik, preterido nos últimos jogos e que não balançava as redes há mais de seis meses – último gol fora em 12 de março.

O triunfo quebrou ainda um jejum do time da Gávea no torneio: o Flamengo não sabia o que era vencer times estrangeiros na Copa Sul-Americana. Em 2011, duas derrotas para a Universidad de Chile.

Com o gol de Sheik que selou o 1 a 0, o Flamengo joga por um empate no jogo de volta do confronto, na próxima quarta (28), em Cariacica (ES). Tranquilo na competição internacional, o Rubro-negro volta suas atenções para a briga pela liderança no Campeonato Brasileiro: próximo desafio é no domingo (18), contra o Cruzeiro, também no Espírito Santo.

Palestino surpreende e pressiona Fla

A humilde equipe chilena tinha tudo para não incomodar o Flamengo no jogo desta quarta. Com pouca torcida, quase nenhum histórico em competições internacionais e um orçamento anual semelhante ao que o Rubro-negro gasta por mês (cerca de R$ 8 milhões), o Palestino entrava como uma zebra. Ainda assim, os donos da casa surpreenderam os cariocas. Com uma boa marcação e saídas rápidas de bola, criaram chances e levaram perigo durante todo o jogo. No segundo tempo, só não abriram o placar graças às boas defesas de Alex Muralha. A derrota por 1 a 0 doeu ao bravo time da capital chilena.

Só faltou o gol: Guerrero vai bem, mas esbarra na trave

Após ficar longe do time por conta de problemas físicos e estomacais, Guerrero voltou ao time do Flamengo. E mesmo isolado no ataque, incomodou os chilenos. Se não chegou a ser o atacante brilhante de outros tempos, mostrou movimentação e utilidade. Fez boas jogadas e chegou a colocar uma bola no travessão após linda jogada. Ainda teve tempo de ganha ruma disputa no corpo dentro da área que deixou Emerson Sheik livre para fazer o gol da vitória

“Auxiliar” Alan Patrick ajuda Zé Ricardo

Com o Flamengo em dificuldades durante o primeiro tempo e o início do segundo, coube ao meia Alan Patrick assumir o papel de auxiliar técnico e ajudar Zé Ricardo. O jogador foi até a beira do campo e sugeriu uma mudança tática ao comandante, que prontamente aceitou. Alan voltou para o lado esquerdo, enquanto Fernandinho passou a atuar pela direita do ataque – Cirino entrou depois para a função. A movimentação, de fato, deu resultado, o time melhorou e achou o gol

Convocado e intocável

Convocado por Tite para a seleção brasileira, Alex Muralha está em alta. E o Flamengo não quer saber de abrir mão de seu goleiro nem nos jogos menos importantes. O arqueiro foi titular nesta quarta-feira e teve mais uma atuação segura, salvando o time com pelo menos quatro grandes defesas. Nem mesmo os quatro pontos na boca após um choque com o zagueiro Juan abalou o jogador.

“El capitán”

Com os titulares poupados e Juan em campo, a tendência era que o experiente zagueiro assumisse o posto de capitão no Rubro-negro. No entanto, a comissão técnica decidiu dar a braçadeira a Paolo Guerrero. Além de prestigiar o atacante que não vive bom momento, a escolha tinha uma justificativa: aproveitar a fluência do peruano na língua espanhola para possíveis debates com o árbitro uruguaio Jonathan Fuentes.

PALESTINO-CHI 0 x 1 FLAMENGO

Data: 21 de setembro de 2016 (quarta-feira)
Local: Estádio Monumental, em Santiago (Chile)
Árbitro: Jonathan Fuentes (Uruguai)
Auxiliares: Mauricio Espinosa e Nicolas Taran (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Rodinei (FLA)
Gols: Emerson Sheik, aos 33 minutos do segundo tempo

Palestino
Dario Melo; Sierralta, Luna, Vidal e Cereceda; Farías, Carvajal, Vidangossy (Silva) e Mazurek; Valência e Benegas
Técnico: Nicolas Córdova

Flamengo
Alex Muralha; Rodinei, Rafael Vaz, Juan e Jorge; Cuéllar, Márcio Araújo, Mancuello (Emerson), Alan Patrick (Chiquinho) e Fernandinho (Marcelo Cirino); Paolo Guerrero
Técnico: Zé Ricardo

Uol

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Vai, Corinthians! Sheik decide contra o Boca, e a Libertadores é alvinegra

Vai, Corinthians! Vai para as ruas, vai para o abraço do torcedor que te ama, vai para o pódio, vai levantar a taça que você tanto sonhou… Vai atravessar o mundo. Vai para o Japão!

Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Alex, Danilo, Jorge Henrique, Emerson, Julio Cesar, Danilo Fernandes, Welder, Marquinhos, Wallace, Ramón, Willian Arão, Ramírez, Douglas, Romarinho, Gilsinho, Willian, Elton, Liedson e Tite. Nomes que não vão constar em livros de História, mas estarão eternamente dentro dos corações e da memória de milhões de pessoas, que ensinarão aos filhos e netos quem foram eles, e o que foi o 4 de julho de 2012 para a nação corintiana. O dia da libertação. O dia da Libertadores.

A vitória por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, sobre o gigantesco Boca Juniors, de tradições e glórias mil, de seis títulos sul-americanos, torna ainda mais gigantesca a conquista inédita. E mais: de forma invicta, algo que só um time brasileiro havia conseguido – o Santos de Pelé, em 1963. A taça da Libertadores, enfim, tem uma plaquinha do Corinthians.

O triunfo final sobre os argentinos selou a campanha com identidade. De um time sem estrela, que não se assustou com placares adversos, rivais tradicionais ou craques do outro lado. Que não se pressionou por nada e encontrou o equilíbrio (palavra idolatrada por Tite) entre lutar a cada centímetro de grama pela Libertadores sem tratá-la como um campeonato do outro mundo.

De 6 a 16 de dezembro, o Corinthians tentará o bicampeonato mundial. Dessa vez, sem convite, sem a chance de enfrentar um brasileiro na final e tendo que ir ao Japão. Bem diferente de 2000, quando bateu o Vasco na decisão, no Maracanã. Um mundial para ninguém botar defeito. Monterrey (MEX), Auckland City, da Nova Zelândia, e o poderoso Chelsea (ING) já estão classificados para a competição no fim do ano.

Emerson, Corinthians x Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Emerson bate e abre o placar contra o Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Mais luta do que futebol

O Corinthians entrou em campo invicto na Libertadores. O Boca Juniors foi ao Pacaembu sem ter perdido nenhum jogo fora de casa. Jogaço? Lutaço! Os primeiros minutos fizeram inveja a Anderson Silva e Chael Sonnen. Soco de Chicão em Mouche, empurrão de troco, tapa de Erviti em Paulinho… Mais tarde, ainda haveria exibição de “El Tanque” Santiago Silva, com cotovelada em Castán e tentativa de imobilização em Ralf.

Futebol mesmo apareceu pelos pés de Sheik. Com velocidade, ousadia e toques rápidos, o camisa 11 era quem menos tinha medo da decisão. Ousadia que provocou o maior drama do primeiro tempo: um choque entre Somoza e o goleiro Orion.

O camisa 1 do Boca caiu por três vezes no chão e não suportou a dor. Saiu aos prantos, consolado pelo técnico, o ex-goleiro Julio César Falcioni. E por ironia do destino, o reserva Sosa, pouco mais de um ano depois, voltou ao Pacaembu. Era ele o goleiro do Peñarol (URU), que perdeu a final da Libertadores de 2011 para o Santos.

Alex não confiou nem em Orion nem em Sosa. Tentou quatro finalizações de fora da área, sem sucesso. Do outro lado, Riquelme, que antes do jogo tomava água e gargalhava, foi só rascunho do grande jogador que entrou para a história. Era constrangedor seu esforço, em vão, para correr e achar os companheiros, limitados tecnicamente. Fim de primeiro tempo com a certeza de que o segundo não poderia ser pior.

Emerson comemora gol do Corinthians contra o Boca Juniors final (Foto: AP)Emerson comemora gol do Timão  (Foto: AP)

Sheik para a história

O empate levaria o jogo para a prorrogação, e Riquelme, que mal conseguia jogar 90 minutos, parecia querer disputar 120. Rolou no chão, demorou para cobrar escanteio, mexeu com o equipamento dos fotógrafos e fez falta digna de jogador juvenil. Na cobrança, a bola esperou por um toque consciente, que veio do calcanhar de Danilo. Sheik, no lugar certo, na hora certa, fuzilou Sosa e deixou o Pacaembu em êxtase.

A vantagem expôs ainda mais a limitação do Boca. Riquelme, em atuação de dar pena, não criou nada. O único recurso, mesmo depois que Falcioni colocou o atacante Cvitanich no lugar do meia Ledesma, eram os cruzamentos. Os argentinos abriram o meio e se cansaram, cenário dos sonhos para o Corinthians garantir o título invicto (oito vitórias e seis empates).

Mouche, sozinho, teve a única boa chance dos visitantes durante o jogo. Cabeceou nas mãos de Cássio. Uma caridade do atacante para que o goleiro, brilhante no mata-mata, pudesse aparecer na decisão. Riquelme, de 34 anos, não era o único “velhinho” cambaleante em campo. Schiavi, aos 39, errou passe fácil no campo de defesa. Deu nos pés de quem não poderia dar. Daquele que nasceu para ser vencedor. Tricampeão brasileiro nos últimos três anos, Emerson arrancou para a glória definitiva. Deixou Caruzzo para trás como se o rival nem existisse e tocou com categoria. Não parou de correr nem na comemoração, quando foi perseguido pelo preparador físico Fábio Mahseredjian, outro craque desse título.

Daí para frente foi só festa. O Boca não tinha mais o que fazer, e os “antis” já nem secavam mais. A torcida orgulhosa por ter sido fiel e Fiel na Libertadores, viajou por alguns segundos. Lembrou-se do vacilo de Guinei, da cobrança de pênalti de Marcelinho Carioca, do “pega, pega” do Morumbi, do gol de Vágner Love e de ter descoberto quem era o Tolima. Exemplos que invertem a letra do hino. Teu passado é uma lição. Teu presente, uma bandeira.

Enquanto os adversários terão de pensar em novas brincadeiras a partir de agora, a torcida grita “É campeão!”. Duas palavras que valem mais do que todas escritas acima.

Time do Corinthians posado (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Foto para a história: o time campeão da Libertadores (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
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