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Feminicídios representam 100% dos assassinatos de mulheres em setembro de 2019, na PB

Todos os casos de assassinatos de mulheres que aconteceram no mês de setembro, na Paraíba, estão sendo investigados como feminicídios. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social, quatro mulheres foram mortas no mês passado por seus companheiro ou ex-companheiros.

O mês de setembro foi o primeiro de 2019 que não houve um assassinato de mulheres sem causa relacionada ao gênero. Apesar disso, o mês mais violento ainda em números absolutos é o mês de maio, com dez mulheres mortas. Desse total, cinco casos começaram a ser investigados como feminicídio.

Em setembro, foi o início do mês que marcou as principais mortes de mulheres. Só no primeiro dia do mês, pelo menos duas mulheres foram assassinadas. Na cidade de Itabaiana, no Agreste paraibano, uma diarista de 40 anos foi morta a facadas pelo marido. Antes do crime eles discutiram porque a mulher queria a separação do casal. O suspeito, de 57 anos, foi preso minutos depois.

No mesmo dia, Jenilsa Lira da Silva também foi assassinada a facadas. O crime aconteceu em Campina Grande e o suspeito é o ex-companheiro da vítima. Jeans Carlos Dias da Silva chegou até a casa onde a mulher estava, brigou com ela e a atingiu com várias facadas. Dois filhos da vítima presenciaram o crime. O casal estava separado há um ano, mas brigavam constantemente, segundo familiares, porque ele não queria pagar a pensão alimentícia dos dois filhos. O homem foi preso.

Feminicídios nos meses anteriores

No mês de agosto, oito mulheres foram mortas na Paraíba. Cinco casos estão sendo investigados como feminicídios. Esse número representa que 62,5% dos assassinatos de mulheres aconteceram por motivação de gênero, apenas no mês de agosto.

Até que os dados de agosto fossem analisados, o mês de julho era considerado o terceiro mês com mais mortes de mulheres. Sete mulheres foram assassinadas. No entanto, com a atualização das estatísticas, julho cai para quarto, deixando o espaço do terceiro lugar para o mês de agosto.

Só no primeiro semestre deste ano, 32 mulheres foram mortas por crimes letais intencionais, em toda Paraíba. Do total, 17 casos estão sendo investigados como feminicídios. O número representa 53% dos assassinatos de mulheres. Em junho, foram quatro assassinatos, sendo dois feminicídios.

O mês de maio lidera o ranking de mulheres assassinadas. Dez foram mortas por homicídio doloso. Cinco, desse total, foram feminicídios. Na sequência está o mês de abril, com nove homicídios de mulheres e seis feminicídios.

Embora o mês de maio tenha sido o mais violento, o mês de abril, em proporção, foi o que mais registrou a morte de mulheres por motivações de gênero. Nesse mês, o número de feminicídios subiu 50% apenas em relação ao primeiro trimestre do ano.

G1

 

Produção de veículos registra queda de 8,3% no mês de setembro

De acordo com um balanço divulgado nesta segunda-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de veículos caiu 8,3% em setembro na comparação com agosto. No total, foram fabricadas 247,3 mil unidades em setembro, contra 269,8 mil de agosto. Agora, em relação a setembro do ano passado, o número representa uma alta de 10,9%.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, no que se refere as exportações, ocorreu uma queda de 35,6% de janeiro a setembro, com 337,5 mil unidades vendidas para o exterior.

“Nas exportações, está se confirmando a queda em relação ao ano passado. Mais de 30% a menos do que em 2018, principalmente causado pela queda forte da Argentina.”

Atualmente, 127,9 mil pessoas trabalham na indústria automotiva, o que representa uma retração de 0,2% em relação a agosto.

 

agenciadoradio

 

 

Desfile de “7 de Setembro” apresentou tema Preservação e Conservação do Meio Ambiente

População participou da festa cívica e assistiu a um belíssimo desfile que priorizou temas da atualidade na área da educação.

Desfile Cívico de Solânea deste ano apresentou o tema “Preservação e Conservação do Meio Ambiente” com o objetivo de sensibilizar o público em geral sobre o Meio Ambiente e os desafios ambientais deste século. O desfile foi marcado por abordar outros temas atuais como o “Setembro Amarelo”, inclusão social, acessibilidade e destacar os trabalhos sociais realizados pelo Governo de Solânea e de Organizações não Governamentais (Ongs) instaladas na cidade, além das homenagens aos 100 anos de Jackson do Pandeiro.

Durante o desfile, os estudantes exibiram em cartazes frases de incentivo ao público como “Plante Árvore” e “Cuide do Futuro”. Os pais participaram do desfile e abraçaram a causa, como na marcha apresentando o tema “Consciência Ambiental começa em Casa”. “Esse foi um momento ímpar para toda a sociedade solanense. Estamos todos de parabéns e felizes por juntos aprendermos e abordarmos tantos temas importantes para o nosso desenvolvimento e crescimento da nossa educação”, avaliou o prefeito de Solânea, Kayser Rocha, durante o desfile.

As escolas municipais das zonas rural e urbana abordaram temas como Impactos Ambientais, Biocombustíveis, Coleta Seletiva, Arborização Urbana, Poluição da Água e do Ar, Consumo Sustentável, Poluição do Solo, Uso Racional da Água, Agricultura Sustentável e Alternativa, Tecnologia em Favor do Meio Ambiente, entre outros.  “Quando se trabalha em equipe, temos esse resultado maravilhoso. Estamos gratos a todos que participaram e abrilhantaram o desfile”, disse a Secretária da Educação do Município, Virnália Fagundes.

Projetos Sociais apresentam ações

Os Grupos “Bem Viver” e “Viver com Saúde”, projetos do Governo Municipal, através do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e a Escola Cidadã Integral e Tecnológica “Dr. Alfredo Pessoa de Lima” apresentaram homenagens aos 100 anos de Jackson do Pandeiro. As Associações de Catadores de Materiais Recicláveis do Município de Solânea (Catasol),  e “Amigos do Bem Comum”  também apresentaram os trabalhos que estão desenvolvendo no município com o apoio do Governo Municipal. O Instituto Casa Azul, Clinica escola para autista, que tem a finalidade de promover assistência psicológica, médica e pedagógica para crianças com autismo, realizou o desfile enfatizando a inclusão social dos autistas.

Assessoria de Comunicação

 

Espetáculo ‘Ei! quem é que te empurra?’ homenageia carnaval recifense no Projeto Interatos de setembro em Alagoa Grande

O carnaval de rua da capital pernambucana serviu de inspiração para as coreografias criadas para o espetáculo ‘Ei! Quem é que te empurra?’, atração de dança do projeto Interatos em setembro. Solo do dançarino Alisson Lima (PE/SP), da Companhia de Dança de Antonio Nóbrega (SP) e professor do Instituto Brincante (SP) será apresentado no sábado (14), às 20h30, no Teatro Santa Ignêz, município de Alagoa Grande. O acesso é gratuito.

Blocos, troças, caboclinhos, maracatus e foliões de todas as idades que arriscam passos e coreografias na folia de Momo se fazem presentes na coreografia. “Pego carona nessas figuras para prestar minha homenagem à festa mais importante brasileira”, revela Alisson.

Parcerias e patrocínio – A Fundação Espaço Cultural da Paraíba, com patrocínio do Bradesco realiza, mensalmente, o projeto Interatos, colocando o estado no roteiro das principais produções de teatro, dança e circo do país. O evento conta, ainda, com apoio da PBGás e Hotel Ambassador e tem parceria com o Grupo Lavoura de Teatro. A edição do mês tem, ainda, apoio da Fundação Nacional de Artes (Funarte), da prefeitura de Alagoa Grande e do teatro Santa Ignêz.

Interatos – Realizado pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba, o ‘Interatos – Mostra e Formação Permanente de Dança’ promove mensalmente apresentações e atividades formativas (oficinas, cursos, debates, rodas de conversa, seminários) com artistas paraibanos, nacionais e internacionais.

Sob gerência de Angela Navarro, o setor de Dança tem programação regular nos equipamentos da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (Funesc), complexo cultural com uma das maiores áreas construídas na América Latina, lugar central e seguro que possui entre seus equipamentos uma escola de dança, com cerca de 500 alunos. Já a parte de Teatro tem coordenação de Suzy Lopes e mantém um curso anual de formação, além de oficinas e montagens teatrais. A gerência de circo tem à frente Josemberg  Pereira e conta com a Escola Livre de Circo Djalma Buranhêm, onde são realizados cursos de formação regulares e atividades lúdico-educativas para jovens, adultos, crianças e bebês.

Sinopse ‘Ei! Quem é que te empurra?’ – O carnaval de Recife é uma festa inteiramente popular. Não há recanto da cidade onde a folia não se manifeste. Uma vez que temos de nos despedir dos prazeres da carne para nos dedicarmos ao tempo da Quaresma, nada mais oportuno do que a brincadeira, a pândega, a alegria para celebrar a despedida. Uma folgança onde não faltam agremiações como as Troças, Clubes, Blocos, grupos de Caboclinhos, Maracatus e Bois, mas principalmente não falta o folião, a grande figura do carnaval da cidade. Esse folião tanto é o seguidor daquela Troça, como a criança que ensaia os primeiros movimentos, tanto o vendedor de bebidas quanto o gringo que tenta fazer o “passo” ou a senhora idosa que inventa trejeitos e malemolências insuperáveis…A cidade é literalmente do folião! E foi inspirado nessa figura, ou nessas figuras, que Alisson Lima, criou o espetáculo Ei, quem é que te empurra?. Como ele diz: “pego carona nessas figuras para prestar minha homenagem à festa mais importante brasileira”. Nessa carona, pela via do corpo, reunindo todo o imaginário corporal da  festa, o bailarino se torna o grande Mestre de Cerimônias dessa festança – símbolo por excelência do país. Ficha técnica – sinopse: Antonio Nóbrega; orientação cênica: Renan Marangoni; dramaturgia: Eder Soares; cenário: Iva Pinheiro; trilha: Nheengatu Produções Sonoras; figurino: Juliana Najú; luz: Sofia Tapajós; produção: Fervo Produções.

Interatos – dança

Espetáculo ‘Ei! quem é que te empurra?’, com Alisson Lima (PE/SP)

Data: 14/09, às 20h30

Local: Teatro Santa Ignêz, em Alagoa Grande (PB)

Funesc
Assessoria de Comunicação

 

 

Setembro Amarelo: Assembleia debate valorização da vida e prevenção ao suicídio na Paraíba

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta terça-feira (10), sessão especial para debater o “Setembro Amarelo”, campanha de conscientização e prevenção ao suicídio, iniciada no ano de 2015 por meio de iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

De acordo com o deputado Delegado Wallber Virgolino (Patriota), autor da propositura, a sessão teve como objetivo de criar políticas públicas para prevenção do suicídio e de valorização de psicólogos e psiquiatras, que são os profissionais que atuam diretamente no diagnóstico e tratamento de transtornos mentais.

“Na Assembleia, nós tratamos de tudo e não poderíamos esquecer de tratar da doença do século: a depressão e, consequentemente, de prováveis suicídios. Precisamos debater, criar políticas públicas e esclarecer, porque só sabe o que é depressão quem já teve. Estamos aqui para trocar experiências e, acima de tudo, fortalecer laços entre profissionais de saúde, o Parlamento e os demais segmentos da sociedade”, afirmou Wallber.

O deputado Raniery Paulino (MDB) destacou que a sessão representa o cumprimento da função social da Assembleia para a preservação e valorização da vida. “Lamentavelmente, os dados que são apresentados hoje são muito estarrecedores. Se fala que a cada 40 segundos uma pessoa no mundo tira a sua própria vida. Então, temos que discutir a depressão para saber quais são de fato as causas que levam as pessoas a tirarem a sua própria vida. O momento é oportuno para fazer essa discussão, não apenas no mês de setembro, que é o período do chamamento da atenção, mas de forma perene e constante”, observou.

Já o deputado Dr Érico (Cidadania), que é presidente da Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da ALPB, lamentou os índices alarmantes de suicídios na Paraíba e em todo o Brasil e ressaltou a importância da Casa Epitácio Pessoa debater soluções para o problema. “O suicídio é hoje a terceira causa de mortes externas, perdendo apenas para acidentes e homicídios. Então, a Assembleia tem que fazer esse debate para construir encaminhamentos para a elaboração de políticas públicas que tratem do tema e colaborem para reduzir esses números preocupantes de mortes ocasionadas por problemas relacionados à saúde mental”, afirmou.

Para o presidente da Associação Paraibana de Psiquiatria, José Brasileiro, é fundamental dar assistência médica e psicológica a pessoas com transtornos mentais e com de histórico de abuso de drogas. “O primeiro passo é procurar um profissional qualificado que, no caso, é o psiquiatra, que cuida dos transtornos mentais, e também os colegas psicólogos, que fazem um trabalho excepcional nesse cuidado, principalmente na parte de triagem, nos encaminhando os pacientes. Porém, infelizmente a gente não tem dispositivos suficientes para dar suporte a essa condição. Por isso, que a gente tem visto um aumento das doenças mentais, porque os dispositivos para esse tipo de abordagem estão sendo insuficientes ainda nos dias de hoje”, alertou.

A promotora de Justiça da Defesa da Saúde de João Pessoa, Jovana Tabosa, destacou  que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) criou um grupo com diversos órgãos públicos do Estado para enfrentar o problema. “Ao final de um ano de trabalho, nosso grupo interinstitucional confeccionou uma nota técnica que estabelece várias diretrizes. O texto-base foi feito, principalmente, pela Universidade Federal da Paraíba e norteia toda a atenção integrada do SUS, como a atenção básica, especializada, hospitalar de urgência e emergência, estabelecendo fluxo e recomendando aos gestores e profissionais de saúde a fazer campanhas publicitárias a respeito da temática, desse fenômeno tão complexo que é o suicídio”, declarou.

Também participaram da sessão especial os deputados Anderson Monteiro, Cabo Gilberto Silva, Camila Toscano e Dr. Érico (presidente da Comissão de Saúde da ALPB); os vereadores de João Pessoa, Carlão e Eliza Virgínia; o delegado da Polícia Civil da Paraíba, Fernando Klayton; o vice-diretor de Gestão de Pessoas da Polícia Militar da Paraíba (PMPB), tenente-coronel Onivan Elias de Oliveira; o presidente da Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial (Ablae), Alisson de Meneses Pontes; o chefe de Serviço de Psiquiatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley, Roberto Mendes dos Santos; os médicos psiquiatras Tiago Nunes de Araújo e Edival Brilhante; e o pastor da Igreja Assembleia de Deus, Adalberto Guilherme.

Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio

Na sessão ordinária desta terça-feira (10), a ALPB aprovou, por unidade, o Projeto de Lei 338/2019, do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), que institui a Campanha de Valorização da Vida e o Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio.

O projeto, que tem a finalidade de promover palestras e seminários para ampliar a divulgação sobre o tema durante o mês de setembro, também estabelece 10 de setembro como Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio e a Caminhada Anual pela Vida, a ser realizada no último domingo do mês, encerrando a campanha.

“Trata-se de uma problemática que aflige o mundo todo. A propositura vem contribuir para alertar e promover o debate sobre o suicídio e as suas possíveis causas; colaborar para a redução de casos no estado; e estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de ações integradas, envolvendo a população, órgãos públicos, instituições públicas e privadas”, argumentou Adriano na justificativa do projeto.

 

agenciaalpb

 

 

Unidades LGBT oferecem psicoterapia

Equipes de Psicologia do Espaço LGBT de João Pessoa e Campina Grande oferecem atendimento psicológico continuado e escuta psicológica gratuita para público LGBTQI+, um dos mais afetados pela depressão, transtornos mentais e suicídio, segundo dados da The Trevor Project, maior organização do mundo relacionada à prevenção de suicídio na população LGBT.

Para um jovem LGBT, a existência de um adulto próximo que o aceitasse e o acolhesse diminuiria em 40% a chance de uma tentativa de suicídio. Seja qual for a idade, o espaço para a escuta e para o acolhimento não pode ser subestimado como forma de lidar com a angústia e de salvar vidas, aponta The Trevor Project.

“É preciso tocar no tema considerado tabu de forma responsável. O Setembro Amarelo é uma forma de evidenciar o assunto e falar sobre a tristeza, angústia, depressão e de mostrar para a população que estes sentimentos são reais, independente de classe social, gênero e orientação sexual. Precisamos desmistificar a tristeza e os transtornos que afetam o humor do corpo e da mente”, afirma o psicólogo Gleidson Marques, do Espaço LGBT de João Pessoa.

Segundo o psicólogo, a depressão e o estresse são mais evidenciados em LGBT por questões de problemas familiares, conflitos internos, na escola e no trabalho. “Os dados são elevados, mas é importante também localizar que o avesso da tristeza é a agressividade também movida por sintomas da depressão, insônia, sentimento de desvalia, e uma vida sem sentido. Essas são as verdadeiras bolhas que podem levar ao suicídio, por isso precisamos cuidar do sofrimento que faz parte da vida”, alerta o psicólogo. Ele recomenda que além do atendimento continuado, as pessoas precisam buscar fazer atividades físicas para equilibrar os hormônios e aumentar o nível de serotonina no corpo.

MaisPB

 

 

Setembro Amarelo: profissionais de saúde mental chamam atenção para a prevenção ao suicídio e sintomas da depressão

Apontada como uma das principais causas de suicídio no mundo, a depressão, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta 322 milhões de pessoas pelo mundo. Entre 2005 e 2015, o número de casos da doença cresceu 18%. Quando não diagnosticada e tratada, a doença pode resultar, em seus casos mais graves, no suicídio.

No Brasil, 5,8% da população sofre com a doença. São mais de 11,5 milhões de pessoas diagnosticadas com a depressão, que atualmente é vista como o mal do século. Esse número coloca o país como o 5º do mundo em número de casos. Já em relação aos transtornos de ansiedade, o Brasil é líder no mundo com 18,6 milhões de pessoas.

DEPRESSÃO

A depressão é um transtorno mental que produz alterações do humor. Essas alterações são caracterizadas por uma tristeza profunda, aliada à baixa autoestima, distúrbio do sono, falta de apetite e dores. Ainda de acordo com dados da OMS, as mulheres estão mais suscetíveis a quadros depressivos do que os homens. A doença pode ser classificada como leve, moderada ou grave, de acordo com a intensidade dos sintomas. Durante um quadro grave, o paciente tende a não ser capaz de realizar nenhuma função social.

No entanto, a psicóloga Hanna Jarine explica que nem todo caso de suicídio ou da tentativa de suicídio é resultado de uma depressão. Outros transtornos como o de Humor Bipolar, Esquizofrenia também podem ter como consequência o pensamento ou o comportamento suicida. “As pessoas que estão passando por alguma fragilidade emocional, algum momento de doença mental, aliadas ao medo e a sensação de não suportá-las, fazem com que estas desejem sanar suas dores, e o caminho que veem é com o pensamento do suicídio, não como forma de morrer, mas o ato de ser a única maneira de apagar essas dores”, analisou.

Hanna ressaltou que é comum aliar um comportamento suicida a algum transtorno mental, mas ela acrescenta que outros momentos de fragilidade emocional podem apresentar esse tipo de comportamento. “Por exemplo, alguém que esteja passando por um luto, a perda de alguém, então vem esse desejo de morte, já que atrela a sua felicidade, a sua qualidade de vida a outra pessoa. Alguém que acabou um relacionamento e também via essa fonte de felicidade no outro tem esse desejo de se matar porque é como se a vida não fizesse mais sentido. Mas são coisas passageiras, diferentemente de quem está com algum transtorno”, disse a psicóloga.

Ao identificar um comportamento suicida, seja de um familiar ou de um amigo, estudiosos da saúde mental orientam que esse sentimento não seja ignorado. A primeira atitude é procurar entender o sofrimento da pessoa, compreender as dificuldades e orientá-la a procurar um profissional. “A partir do momento em que a pessoa pensa que sua vida não faz sentido, esta é a hora de procurar um psicólogo ou um psiquiatra e ambos irão avaliar se existe a necessidade de um tratamento medicamentoso”, afirmou Hanna Jarine. É importante estar atento ao comportamento dessa pessoa e assim que notar uma fragilidade emocional profunda e, com isso, um desnivelamento de sua rotina, é bem possível que ela precise de ajuda psicológica. “A primeira coisa que a pessoa faz quando percebe que alguém está com comportamento suicida é validar o sofrimento da pessoa, ou seja, antes de dizer para a pessoa que o que ela sente é uma besteira, deve-se entender de fato o quanto é difícil, e oferecer-se para ajudá-la. É preciso estar ciente de que a pessoa que pensa em suicídio não está bem e orientá-la a procurar um profissional para falar sobre o assunto. A pessoa precisa entender que a vida vale a pena e que é necessário continuar”, observou a psicóloga.

PB Agora

 

 

Capes corta 161 bolsas na Paraíba em setembro; Estado é o 7º com maior perda

A Paraíba foi o sétimo estado do Brasil que teve o maior número de bolsas canceladas no anúncio feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) na segunda-feira (2). Foram canceladas 161 bolsas mantidas em Instituições de Ensino Superior (IES) na Paraíba. Em todo o Brasil foram 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

De acordo com o levantamento divulgado pela Capes, com as bolsas cortadas na Paraíba, somente neste terceiro corte de 2019, vai economizar por R$ 1.022.000 no restante do ano. Na lista, além de ser o sétimo estado em número de bolsas perdidas, a Paraíba foi o estado do Nordeste que mais perdeu bolsas de incentivo à pesquisa científica no último congelamento anunciado no início de setembro de 2019.

Dez estados do Brasil com maior número de cortes na Capes em setembro

Estado Bolsas cortadas Economia prevista em 2019
São Paulo 1.673 R$ 11,4 milhões
Rio Grande do Sul 725 R$ 4,7 milhões
Rio de Janeiro 684 R$ 4,4 milhões
Minas Gerais 508 R$ 3,7 milhões
Paraná 446 R$ 2,7 milhões
Santa Catarina 242 R$ 1,6 milhão
Paraíba 161 R$ 1 milhão
Bahia 147 R$ 954,6 mil
Ceará 118 R$ 990 mil
Mato Grosso do Sul 107 R$ 714,8 mil

O Ministério da Educação (MEC), responsável pela gestão da Capes, realizou três cortes em 2019: no dia 9 de maio veio o primeiro corte, com 81 bolsas congeladas na Paraíba; no dia 4 de junho foi anunciado o segundo corte, o maior a afetar as pesquisas científicas no estado com 338 bolsas cortadas; e o terceiro e mais recente, no dia 2 de setembro, foram suspensas 161 bolsas de pesquisa na pós-graduação.

Desde que os cortes da Capes tiveram início, a Paraíba já perdeu pelo menos 580 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado somando todas as suas instituições de ensino superior.

O presidente da Capes, Anderson Correia, afirmou que os cortes feitos em setembro foram para preservar a parcela principal dos benefícios, assegurando-se o pagamento de todas as bolsas ativas. A Capes possui, ao todo, 211.784 bolsas atividade em todas as áreas de atuação. Desse total, 92.680 são da pós-graduação. Assim, o corte anunciado vai representar o bloqueio de 2,65%.

UFPB e UFCG

Procurados pelo G1, UFPB e UFCG informaram que ainda não é possível determinar o número real de bolsas perdidas no corte feito no início de setembro, tendo em vista que o sistema que permite o acompanhamento de bolsas ofertadas pela Capes estava fechado. A Capes, por sua vez, informou que a lista de bolsas congeladas por instituição ainda não está disponível.

IFPB

A pró-reitora de pesquisa inovação e pós-graduação do IFPB, Silvana Costa, explicou que o instituto ainda não perdeu nenhuma das quatro bolsas mantidas pela Capes na instituições, porém foi informada que não vão ser renovadas ao término das pesquisas, em fevereiro de 2020.

“Em relação a Capes, não tínhamos perdido de início nenhuma por que não estávamos cadastrando naquele momento. No entanto, recebemos comunicado de que não poderão ser cadastradas mais nenhuma. Ou seja, das 4 que temos, nenhuma poderá ser repassada”, explicou.

Ainda de acordo com pró-reitora, o IFPB sofreu com os cortes das bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Foram perdidas 89 bolsas de ensino médio no valor de R$ 100, que eram acrescidas com mais R$ 100 pelo próprio UFPB totalizando uma bolsa total de R$ 200, e quatro bolsas de graduação de R$ 400.

“Vamos cobrir para não prejudicar os alunos, mas condicionados ao descontingenciamento”, explicou Silvana Costa.

Orçamento bloqueado

As três instituições federais de ensino na Paraíba informaram que o orçamento previsto para 2019 passou por um contingenciamento de 30%, fato que gerou uma previsão de colapso ao final do mês de setembro, caso as quantias previstas não fossem desbloqueadas. Os efeitos do orçamento mais curto estão sendo vistos no cotidiano acadêmico.

A reitoria da UFPB informou no dia 5 de setembro, por meio de ofício encaminhado a pró-reitores, diretores de centro, diretores de órgãos suplementares e gestores prediais da reitoria que o uso do aparelhos de ar-condicionado estavam suspensos devido ao contingenciamento do orçamento. O objetivo é diminuir o valor pago com as contas de energia elétrica.

A previsão é de que um percentual pequeno referente aos 30% bloqueados sejam liberados às instituições como forma de evitar um transtorno maior no funcionamento das instituições.

G1

 

Setembro Amarelo: ALPB promove campanha de prevenção ao suicídio

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aderiu ao ‘Setembro Amarelo’ e iniciou, nesta terça-feira (03), ações da campanha de valorização da vida e prevenção ao suicídio, com a distribuição de laços com funcionários, imprensa e cidadãos que visitaram a Casa. Na próxima terça-feira (10), a ALPB, através da Comissão Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional, realizará uma grande mobilização para prevenir a depressão e os casos de suicídios no Estado.

A Campanha contará com sessão especial, audiência pública, ações educativas, programa na TV Assembleia e panfletagem para conscientização da população, entre outras atividades. Além da campanha informativa, a sede do Poder Legislativo vai receber luzes na cor amarela para lembrar a importância da prevenção. O presidente da Casa, Adriano Galdino, ressaltou que a saúde mental é uma das maiores preocupações da saúde pública hoje, por isso a importância de destacar o tema.

“É importante que a Casa Legislativa dialogue sobre o assunto, pois a maioria das vezes, com orientação e apoio, nós conseguimos preservar vidas. Por isso, a importância da campanha e do cuidado com a saúde mental. Precisamos falar desse assunto, que ainda é um tabu para muitas pessoas, o que contribui para que ocorra muita desinformação no que se refere ao tema na sociedade”, destacou Adriano Galdino.

A data 10 de setembro é internacionalmente conhecida como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e tem como símbolo o laço do abraço na cor amarela. Por conta da data, desde 2015, entidades como o Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina, Associação Brasileira de Psiquiatria e outras instituições se envolvem em ações destinadas a dar visibilidade à prevenção.

“A campanha pretende discutir políticas públicas que vem diminuir essas tragédias que tem aumentado no país e na Paraíba. No Brasil, a cada 40 segundos acontece um suicídio e na Paraíba a cada 34 horas. Esses números precisam ser mostrados e debatidos na Casa.  É um caso de saúde pública, precisamos apoiar a população e sensibilizar para diminuir esse índice”, disse o presidente da Comissão de Saúde, Doutor Érico.

A Divisão de Psicologia da ALPB vai realizar nos dias 17 e 18 deste mês, nos dois turnos, ações informativas em alguns setores da Casa Epitácio Pessoa, bem como na Escola do Legislativo, com os alunos do cursinho Pré-Enem. O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo, em 2016. “Eu tenho o prazer de acompanhar o desempenho do setor de psicologia da Casa e o trabalho realizado, através da diretora Durvalina Rodrigues, tem tratado desse grande problema com bastante eficiência”, ressaltou a deputada Estela Bezerra.

Campanha de Valorização da Vida

Nesta terça-feira (03), a Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da ALPB aprovou o Projeto de Lei 338/2019, do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), que institui a Campanha de Valorização da Vida, denominada de “Setembro Amarelo”.

O projeto, que tem a finalidade de promover palestras e seminários para ampliar a divulgação sobre o tema durante o mês de setembro, também estabelece 10 de setembro como Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio e a Caminhada Anual pela Vida, a ser realizada no último domingo do mês, encerrando a campanha.

“A propositura vem contribuir para alertar e promover o debate sobre o suicídio e as suas possíveis causas; colaborar para a redução de casos no estado; e estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de ações integradas, envolvendo a população, órgãos públicos, instituições públicas e privadas”, argumentou Adriano na justificativa do projeto.

 

agenciaalpb

 

 

Setembro Amarelo: Por que uma pessoa comete suicídio?

Por Sabrina Ferrer, psicóloga-chefe do FalaFreud

O suicídio é algo que vem chamando a atenção da sociedade. Não é de hoje que somos surpreendidos com alguns casos, seja de alguma celebridade ou de pessoas que, direta ou indiretamente, estavam próximas a nós. Nestas ocasiões, chocados, a pergunta que insistentemente invade a nossa mente é: Por quê?

Segundo as estatísticas, podemos ver o quão importante é abordar esse assunto e compreender a situação. Trata-se, além de uma comprovação do sofrimento individual, de um sério problema de saúde pública. Segundo o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano – uma taxa de 11,4 para cada 100 mil habitantes. Isso significa um suicídio a cada 40 segundos. A “violência autodirigida”, como o suicídio, é classificada pela OMS e é hoje a 14ª causa de morte no mundo inteiro. E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos.

Nossa cultura valoriza a vida em todos os sentidos, haja vista os incontáveis métodos de rejuvenescimento. Daí a morte, mesmo sendo um processo natural, não é bem-vinda porque rompe com o sonho humano de imortalidade. O suicídio, então, é tido como intolerável, nos conduzindo quase sempre a buscarmos uma justificativa para compreender tal ato e amenizar nossa perplexidade. O comportamento intencional de tirar a própria vida é resultado da soma de diversos fatores de origem emocional, psíquica, social e cultural. O indivíduo busca na morte o alívio, uma forma de fugir daquilo que o deprime, que o exclui de maneira insuportável.

Existem algumas pessoas que são mais propensas a cometer suicídio, são aquelas com transtornos mentais, depressivos, bipolares, transtornos de personalidade, dependentes químicos e esquizofrênicos. Outras podem estar passando por uma enfermidade, como câncer, HIV, ou mesmo pessoas que sofreram ou sofrem algum tipo de abuso ou bullying. Ou passaram por perdas, seja de emprego, separação, ou até uma exposição da vida íntima na internet.

A melhor forma de combater o suicídio é vencer nossos preconceitos e começar a falar desse assunto. Existem muitas pessoas que tem ideias suicidas mas não cometem o suicídio. Nesse processo a pessoa pensa em se matar, às vezes até planeja isso, mas não o faz.

O fato de haver um número considerável de pessoas que têm ideias suicidas criou uma crença na nossa sociedade de que quem fala que vai se matar não faz isso. Essa crença não é verdade. A maioria das pessoas que cometem suicídio comentam essa ideia com alguém antes de cometer esse ato. Neste caso, os sentimentos de uma pessoa que fala em se suicidar são minimizados por aqueles que não entendem sobre o assunto ou que nunca sentiram o mesmo.

A pessoa que sente vontade de morrer está em um processo de dor tão intenso que não vê outra saída. Na verdade, ela não quer matar a vida, ela quer matar a dor. Há nessas pessoas uma vontade imensa de viver, mas sem a dor, sem o problema. Nesses casos o suicídio pode ser visto como o fim de um longo sofrimento. Essas pessoas não têm encontrado sentido para a vida.

Para prevenir o suicídio é indicado que as pessoas escutem aquele que fala em se matar. Preste atenção em mudanças de comportamento, seja para uma tristeza profunda, a perda de vontade de fazer as coisas que a pessoa gostava, e até mesmo uma mudança repentina de humor para a felicidade. Se a pessoa estava muito triste e de repente fica feliz, pode ser que tenha planejado seu suicídio e está assim por se sentir aliviada em poder acabar com a dor.

Alguns sinais podem nos ajudar a perceber se o indivíduo está pensando em suicídio. Preste atenção se a pessoa costuma dizer as seguintes frases:

  • “Minha morte seria melhor para todos” ou “Pelo menos vocês não teriam mais que me aguentar”.

  • “Ninguém se importa, mesmo”, “Ninguém entende o que eu sinto” ou “Você nunca entenderá”.

  • “Agora é tarde, eu não aguento mais”, “Não existe mais nada a ser feito” ou “Eu só queria que a dor passasse”.

  • “Eu não tenho razões para viver” ou “Estou tão cansado de viver”.

Conversas assim podem ser indícios que o indivíduo pretende cometer suicídio. Não julgue. Se você nunca pensou ou se sentiu como a pessoa não diga como ela deveria se sentir ou o que deveria fazer. Apenas demonstre seu apoio e esforce-se para compreendê-la.

Falar que “Não é ruim assim” ou “As coisas vão melhorar” não ajuda em nada e fará com que ela sinta que você não entende ou não está ouvindo. Prefira dizer “Você não está sozinho. Eu estou aqui com você e ajudarei no que for preciso” . Eu não quero que você morra.” ‘Eu me preocupo com você.” Chame a pessoa para fazer algo com você como caminhar, praticar um esporte e qualquer coisa que a ajude a se manter fisicamente ativa. Um diário para a pessoa também pode ajudar. Assim, ela poderá expressar tudo que sente em vez de reprimir as próprias emoções.

Se você que está lendo este artigo agora tem ideias suicidas, saiba que existe um caminho para você. Existem estratégias que você pode usar para ajudar a mudar esses pensamentos. A mente de uma pessoa com pensamentos suicidas funciona de forma diferente. É preciso encontrar estratégias para lidar com isso. O uso, de programação neurolinguística, técnicas de mindfulness e meditação podem ajudar, além de um acompanhamento terapêutico intenso para que a pessoa possa se expressar livremente, sem julgamentos e encontrar atividades que lhes proporcione qualidade de vida.

Sabrina Ferrer é psicóloga-chefe do FalaFreud. Possui 14 anos de experiência na área de psicoterapia e Gestão de Pessoas. Sua abordagem é baseada na Psicanálise e Teoria Cognitivo Comportamental. Atua em clínicas atendendo adolescentes com questões emocionais, autoconhecimento, adultos com os mais variados sintomas e situações, além de idosos em casos de depressão e falta de motivação.

Isabella Lopes | NR-7 Comunicação