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Globo divulga imagens das celas de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo no Rio

celaImagens exclusivas divulgadas pela edição de quarta-feira (1º) do “Jornal Nacional”, noticiário da “TV Globo”, mostraram detalhes das celas onde estão presos o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) e a ex-primeira dama Adriana Ancelmo.

Reprodução/TV Globo

Cela de Cabral tem telas para proteção contra insetos, ventiladores e televisão

Cento e cinquenta metros separam o casal: ambos estão dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.

As fotos mostram a cela de Cabral, com 16 m², e a cama de baixo de uma beliche, onde o ex-governador dorme. Nela, há um colchão coberto por um lençol branco, um travesseiro e um livro que, segundo a “Globo”, é uma biografia de Winston Churchill, ex-primeiro ministro do Reino Unido.

Na mesma imagem, é possível ver que Cabral guarda seus óculos embaixo do travesseiro e deixa seu relógio pendurado em um apoio do beliche. Embaixo da cama, há ainda um par de tênis e garrafas de água mineral.

Reprodução/TV Globo

No banheiro da cela de Cabral, uma parede separa dois vasos sanitários. Atrás da cortina, está o chuveiro de água fria

Tanto a janela quanto a porta da cela onde está Cabral têm uma tela verde para proteção contra insetos. Há também cinco ventiladores –dois na parede e três no chão– e uma televisão pequena no local.

Em outra imagem, aparece o banheiro da cela do ex-governador, onde uma parede separa dois vasos sanitários. Atrás de uma cortina, está o chuveiro de água fria. Também é possível ver alguns baldes no chão, que os presos utilizam para lavar o banheiro.

Cabral divide cela com seus ex-secretários e ex-assessores José Orlando Rabelo, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, Hudson Braga e Luiz Paulo Reis, todos alvos da Operação Calicute, força-tarefa da Lava Jato. Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, que também estava na cela, alegou estar diante de “situação de risco” e cumpre hoje prisão domiciliar.

Cela individual

A ex-primeira dama Adriana Ancelmo está sozinha em uma cela de 6 m², onde há livros, uma Bíblia e dois terços pendurados na parede.

Reprodução/TV Globo

Em sua cela, Adriana possui livros, entre eles uma Bíblia

Em uma das imagens, é possível ver um pacote de pão de forma, um adoçante e o controle remoto da televisão que está na cela.

Reprodução/TV Globo

Adoçante, pão de forma (em destaque), controle remoto e um ventilador estão na cela de Adriana

Outra imagem divulgada pelo Jornal Nacional mostra um buraco no chão do banheiro da cela da ex-primeira dama, que serve como vaso sanitário. Nela aparecem ainda alguns baldes com roupas de molho e garrafas de água.

Reprodução/TV Globo

Buraco no chão do banheiro da cela de Adriana Ancelmo serve como vaso sanitário

A comida servida é a mesma para todos os presos: além do feijão, eles podem escolher entre arroz ou macarrão e carne ou ovo.

Segundo a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária), presos de uma mesma família podem se visitar. Cabral e a ex-primeira dama passaram por um processo de autorização e se encontram às quartas-feiras, das 9h às 16h, no pátio do pavilhão onde o ex-governador está preso.

Acusados de participarem de um esquema de desvio de recursos públicos federais em obras públicas, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo estão presos desde o fim do ano passado. Eles vão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outras acusações.

Uol

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Ex-governador Sérgio Cabral é preso pela PF na Zona Sul do Rio

prisao_cabralA Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta (17), o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Além dele, outros mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, sob a acusação de cobrança de propina em contratos com o poder público. Contra Cabral também está sendo cumprido um mandado de prisão expedido pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba, no âmbito das investigações da Eletronuclear.

Por volta das 6h50, um carro saiu da garagem do ex-governador e muitas pessoas que estavam na porta tentaram invadir o local e gritavam muito pela prisão dele. Para sair do local, a polícia chegou a jogar spray de pimenta nas pessoas.

No início da manhã também foi preso o assessor de Cabral, Wagner Jordão Garcia, na Barra da Tijuca, Zona oeste do Rio. Ao todo, a polícia visa cumprir 38 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 14 conduções coercitivas, dentre eles, um contra a ex-primeira-dama do Estado Adriana Anselmo.

A polícia chegou à casa de Cabral, no Leblon, Zona Sul do Rio, por volta das 6h. Cabral e os outros acusados são suspeitos de receber propina em troca da concessão de obras públicas como a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano.
A ação surgiu a partir da delação homologada de executivos da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. Só a Carioca Engenharia comprovou o pagamento de mais de R$ 176 milhões em propina para o grupo.

O mandado expedido pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, visa cumprir, de forma coordenada, 14 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva e 1 mandado de prisão temporária. A estimativa de desvio chega a R$ 220 milhões.

Além de Cabral, a polícia também busca cumprir mandados de prisão preventiva contra o ex-secretário de governo de Cabral, Wilson Carlos, e do ex-secretário de obras,
Hudson Braga. Também será conduzida coercitivamente até a sede da Polícia Federal a ex-primeira-dama do Estado, Adriana Anselmo.

A operação foi batizada de “Calicute”, região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvarez Cabral, teve uma de suas maiores tormentas.

Delatores disseram que Cabral cobrou propina de 5%
No início desse ano, dois ex-executivos da Andrade Gutierrez afirmaram, em delação premiada a procuradores da Lava Jato, que Sérgio Cabral cobrou propina da empreiteira Andrade Gutierrez em obras do Maracanã para a Copa do Mundo.

De acordo com os ex-executivos da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá e Clóvis Peixoto Primo, Cabral cobrou pagamento de 5% do valor total do contrato para permitir que a construtora se associasse à Odebrecht e à Delta, no consórcio que disputaria a reforma do Maracanã, em 2009.

Na época, por meio de nota, o ex-governador disse que manteve apenas relações institucionais com a empresa Andrade Gutierrez e negou que tenha interferido em processos de licitação de obras ou solicitado benefício financeiro para ele ou para campanha eleitoral.

A Delta pertencia a Fernando Cavendish, amigo de Cabral que foi preso em julho deste ano ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Cavendish também foi preso após o juiz Marcelo Bretas aceitar uma denúncia contra 22 suspeitos de participar de um esquema que desviou R$ 370 milhões dos cofres públicos.

Pedágio pela ‘bondade’
De acordo com a revista  “Época”, Nora de Sá contou que conseguiu uma reunião com o ex-governador para tratar da inclusão da Andrade Gutierrez no grupo e, segundo os delatores, Cabral concordou. Determinou, no entanto, que a empresa acertasse os percentuais com a Odebrecht, já que os 30% da Delta não poderiam ser modificados.

Um trecho da delação, citado pela revista, diz que “o então governador não permitiria a exclusão da Delta” porque “tinha consideração pela empresa e gostava dela”. Os dois contam que Cabral deixou claro que havia um pedágio a ser pago pela “bondade”.

Ainda segundo a “Época”, Nora disse que a “conversa foi franca”, mas o pedido de propina foi veiculado com o uso de outra palavra: “contribuição”. Nora procurou Benedicto Júnior, executivo da Odebrecht, preso na 23ª fase da Operação Lava Jato com uma planilha com o nome de mais de 200 políticos, entre eles o de Sérgio Cabral.

Os pagamentos, de acordo com as delações, começaram em 2010 e foram feitos “parte em espécie, parte em doações oficiais”.

Segundo a revista, a “operacionalização” coube a outro diretor da Andrade Gutierrez, Alberto Quintaes – que tinha participado da reunião com Cabral –, com a ajuda de Primo. Os pagamentos, segundo a delação, ocorreram somente até 2011. Nenhum dos dois informou aos procuradores quanto foi desembolsado.

G1

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