Arquivo da tag: semiaberto

Presidiário do semiaberto é assassinado a tiros em Remígio

Um presidiário do semiaberto foi assassinado a tiros, neste domingo (29), na zona Rural da cidade de Remígio, no Brejo da Paraíba. Josinaldo Faustino da Silva, conhecido por “Naldinho” era acusado de roubar gado na região.

A Polícia foi acionada, porém desconhece as causas e a autoria do homicídio.

A Polícia Civil deve investigar o caso. Até o momento ninguém foi preso.

 

Portal25horas

 

 

Governador quer ampliar Habilitação Social para incluir desempregados, detentos do semiaberto e pessoas com deficiência

O governador João Azevêdo elaborou um projeto de lei para modificar alguns requisitos do programa Habilitação Social para ampliar a quantidade de beneficiários. O Projeto de Lei foi publicado na edição desta quinta-feira (03) do Diário do Poder Legislativo.

De acordo com o texto da lei, pretende-se modificar alguns dispositivos da lei anterior que estabeleceu a Habilitação Social. Em sua justificativa, o governador explicou que “as alterações consistem, basicamente, na ampliação do rol de beneficiários com a exclusão das condicionantes restritivas, propiciando mais inclusão social, que é uma das vertentes do Programa de Habilitação Social”.

Além disso, o governador pretende também estabelecer que os beneficiários do programa possam ter a garantia da gratuidade na renovação da Carteira Nacional de Habilitação.

Confira o projeto de lei

Serão beneficiários do Programa Habilitação Social as pessoas atendidas pelo Programa Bolsa Família; os desempregados; alunos do último ano do Ensino Médio da rede pública ou que tenham terminado há dois anos; alunos concluintes ou que tenham concluído o EJA ou PRONATEC; pessoas egressas do sistema penitenciário, incluindo os que estão em regime semiaberto ou que tenham cumprido medidas socioeducativas; pessoas com deficiência; e produtores selecionados no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com prioridade para agricultores de comunidades tradicionais.

Ainda deverão ser incluídos alguns critérios para que o candidato tenha o benefício da gratuidade na retirada de sua habilitação, como ter pelo menos 18 anos de idade; possuir renda per capita de até meio salário mínimo; e estar inscrito no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico).

A lei irá começar a tramitar na Assembleia Legislativa da Paraíba e, caso seja aprovada pelos deputados, entrará em vigor a partir da data de sua publicação.

 

clickpb

 

 

Barroso recupera entendimento do STF sobre direito ao regime semiaberto

CARLOS HUMBERTO/SCO/STF
CARLOS HUMBERTO/SCO/STF

O novo relator da Ação Penal 470, ministro Luís Roberto Barroso, fez valer mais uma vez nessa quinta-feira (26) sua declaração de que pensa diferente do ministro Joaquim Barbosa – que além de ter sido relator da ação, é presidente do Superior Tribunal Federal (STF) e se aposenta nos próximos dias. Barroso acatou recursos de mais quatro condenados a regime semiaberto: o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, os ex-deputados federais Valdemar Costa Neto e Pedro Corrêa, e o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas. Sendo assim, eles ficam autorizados a trabalhar fora dos presídios onde cumpram suas penas durante o dia, devendo retornar à prisão para passar a noite.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Com isso, cai por terra a tese defendida por Joaquim Barbosa de que só é possível a autorização para trabalho externo de sentenciados ao semiaberto após o cumprimento de um sexto da pena. E fica mantida jurisprudência anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a questão, que vigorava no Judiciário brasileiro desde 1999 e foi mudada com Barbosa (que determina a autorização para trabalho ao condenado a semiaberto independentemente do tempo em que tenha sido condenado, caso não seja violento e tenha condições para isso).

Na prática, esta é a quinta autorização para trabalho concedida por Luís Barroso aos sentenciados da AP 470. O primeiro deles a ser beneficiado foi o ex-ministro José Dirceu, cujo recurso apresentado por seus advogados de defesa foram acolhidos ontem, em decisão colegiada do tribunal. Ainda durante a sessão, os ministros consideraram que, aprovada a tese – de não ser necessário o cumprimento de um sexto da pena – caberia agora ao próprio relator decidir individualmente por acatar ou não os demais recursos.

Próxima semana

Os apenados já tinham obtido, anteriormente, autorizações para trabalho por parte das respectivas Varas de Execuções Penais (VEPs) dos locais onde se encontram (Distrito Federal e Pernambuco), mas tais autorizações foram revogadas por Barbosa. A partir de amanhã (27), as varas receberão oficialmente o comunicado do STF e deverão informar aos presídios para que os cinco possam ser liberados, o que deve ocorrer já no início da próxima semana.

Dos réus da AP 470, oito pediram autorização para trabalhar fora. Além de acolher os recursos apresentados por estes cinco, o ministro Barroso também acatou os recursos apresentados pelo ex-deputado Romeu Queiroz e o ex-advogado de Marcos Valério, Rogério Tolentino – só que de forma diferente. No caso destes dois últimos, Barroso destacou que os dois estão autorizados a trabalhar, mas só poderão fazê-lo após apresentarem novas propostas de emprego, por não concordar com as que foram apresentadas.

Queiroz pediu para trabalhar na própria empresa e Tolentino seria empregado na empresa de Romeu Queiroz (que passaria a ser seu “patrão”). Tais ocupações, na ótica do relator, seriam inadequadas para ambos (em pensamento que vai ao encontro, ainda, do parecer da Procuradoria Geral da República a respeito).

O único recurso que ainda não foi apreciado pelo relator diz respeito à autorização de trabalho para o ex-deputado Bispo Rodrigues, mas porque ainda está sendo avaliada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com a pronta resposta às defesas dos réus, o ministro cumpriu a promessa feita na última semana, de dar celeridade ao rito de recursos a serem apresentados, de forma a fazer com que a AP 470 seja transitada em julgado (ou seja, tenha julgamento totalmente encerrado) em curto prazo de tempo. “Quem está preso tem pressa, e cabe a nós, decidir rapidamente sobre estes recursos”, afirmou.

‘Fora da curva’

O ministro já tinha dito, mesmo antes de assumir uma vaga no STF, que via o julgamento do mensalão como “um ponto fora da curva”. Mas apesar de sua opinião, surpreendeu observadores na sessão de ontem, ao negar o pedido da defesa do ex-deputado José Genoino para que fosse transferido para regime domiciliar em razão do seu problema de saúde.

Barroso acrescentou que o que for decidido no julgamento da AP 470 deverá repercutir perante todo o sistema prisional brasileiro, motivo pelo qual não poderia atender a esse pedido, uma vez que existem réus em situação mais grave de saúde que o ex-parlamentar. Por outro lado, se comprometeu a deliberar no mesmo ritmo a progressão de regime de Genoino, que a partir de 24 de agosto já terá cumprido um sexto da pena e, por isso, poderá ir para casa e cumprir o restante da condenação em regime aberto.

RBA apurou junto a pessoas próximas de José Genoino que, apesar da surpresa com o resultado do julgamento, ele foi informado ontem mesmo da decisão e não esboçou ressentimento ou desânimo. Ao contrário disso, o parlamentar teria afirmado que irá fazer de tudo para abreviar sua permanência na prisão, pois tem trabalhado na biblioteca e estudado muito.

Conforme informações dos advogados de defesa de cada um dos réus, eles pediram autorização para trabalhar em locais como escritórios, restaurantes, construtoras e consultórios médicos. José Dirceu vai ser auxiliar de biblioteca em um escritório de advocacia, em Brasília, e Delúbio Soares, fará trabalho externo para a CUT também em Brasília. Valdemar Costa Neto, por sua vez, será gerente administrativo de um restaurante industrial no entorno do Distrito Federal. Pedro Correa, que é médico, atenderá a pacientes, exercendo a profissão para a qual se formou, em Pernambuco. E Jacinto Lamas trabalhará como assistente administrativo de uma construtora, em Brasília.

 

RBA

Preso do semiaberto é pego com maconha ao entrar na cadeia pública de Serraria

plantão policialManoel Félix da Silva Neto, de 22 anos de idade, residente na Travaessa Getúlio Vargas, no centro de Solânea, foi pego no início da noite da terça-feira, 22 de Outubro com seis papelotes de uma substância semelhante a maconha.

O acusado que cumpre pena no regime semiaberto por assalto na cadeia pública de Serraria- PB, chegava na cadeia pública quando foi revistado pelo agente penitenciário de plantão José Jaciel Gonçalves de Lima e o diretor da cadeia pública de Serraria Notin Freire Fernandes do Amarante. A droga foi encontrada dentro de seu tênis.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O comandante da vtr 5279 do destacamento de Serraria 3º Sgt PM Humberto conduziu o acusado junto com a substância aprendida para delegacia de Solânea-PB e apresentou ao delegado de plantão para que fossem tomadas as providências cabíveis.

 Direto do Blog

Suzane Richthofen volta a pedir ao STF progressão para o semiaberto

A defesa de Suzane von Richthofen entrou com novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar a progressão do regime fechado de prisão para o semiaberto, quando é possível deixar o presídio durante o dia para trabalhar, ou o cumprimento da pena em um centro de ressocialização.

O pedido foi protocolado na semana passada e distribuído para o ministro Marco Aurélio Mello. Até esta quinta-feira (20), o magistrado não decidiu sobre o pedido de liminar (decisão provisória) a favor de Suzane.

Suzane Richtofen teve pedido de transferência negado (Foto: Reprodução/TV Globo)Suzane Richtofen foi presa em 8 de novembro de
2002 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Atualmente na Penitenciária de Tremembé (SP), ela está presa desde 8 de novembro de 2002 pela morte dos pais, no dia 31 de outubro daquele ano.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Quatro anos depois do crime e quando já estava presa, Suzane foi condenada a 39 anos em presídio de segurança máxima em regime fechado. Desde 2009, ela tenta mudar o regime de cumprimento da pena, mas teve pedidos rejeitados por diversos tribunais. O próprio STF chegou a negar um pedido de progressão feito em 2010.

Em abril, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, pedido de Suzane para mudar de regime.

A defesa de Suzane argumenta que a condenada está “sofrendo constrangimento ilegal” em razão da decisão tomada pelo STJ.

O advogado Denivaldo Barni, informa no documento, que, em 2006, “especialistas firmaram pareceres conclusivos de que ela tem o perfil para cumprir a pena em centro de ressocialização”. No entanto, aponta a defesa. ela foi para um presídio de segurança máxima. Barni afirma que o próprio Ministério Público já opinou para que Suzane vá para centro de ressocialização.

Para Denivaldo Barni, é “indevida a imposição […] de que a paciente permaneça recolhida em regime prisional mais gravoso do que aquele que, a rigor, deveria estar.”

Segundo o advogado, há registros de “ótima conduta carcerária” por parte de Suzane. Ele pede que Marco Aurélio conceda liminar para ir para o semiaberto ou para um centro de ressocialização.

G1

Goleiro Bruno pode obter semiaberto 2 anos depois de Macarrão

Condenado a uma pena intermediária por homicídio qualificado, o goleiro Bruno Fernandes de Souza deve cumprir a pena em regime fechado até meados de 2017, quando pode requerer o direito ao benefício do semiaberto –cerca de dois anos depois de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também poder obter o benefício.

Para requerer o regime semiaberto, Bruno deve cumpriri 2/5 da pena para o crime de homicídio (cerca de 6 anos e nove meses). Como já cumpriu quase dois anos e nove meses de pena, Bruno pode requerer o semiaberto em pouco mais de quatro anos. Ou antes, se trabalhar e tiver bom comportamento.

Já Macarrão deve cumprir a pena até meados de 2015 para requerer o direito a trabalhar fora da prisão, retornando à noite.

“Acho que ele deve acabar cumprindo uns três anos e seis meses no fechado”, afirma o ex-juiz e criminalista Luiz Flávio Gomes, que considerou que a pena de Bruno foi menor do que o esperado. “Foi, comparando com a de Macarrão. Foi baixa. A Promotoria tem chance de reverter isso no Tribunal de Justiça no julgamento da apelação”, afirma.

Segundo ele, um dos motivos para a pena baixa foi que a juíza Marixa Fabiane interpretou as palavras de Bruno como confissão, reduzindo em três anos sua pena total. “Entendo que tecnicamente não foi uma confissão. Isso também pode ser questionado no recurso”, completa.

Condenação
O júri popular formado por cinco mulheres e dois homens condenou no início da madrugada desta sexta-feira (23), no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, o réu Bruno Fernandes de Souza a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, foi absolvida da acusação de sequestro e cárcere privado do bebê.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Sua personalidade é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade”
Juíza Marixa Fabiane Rodrigues, sobre Bruno
08/03/2013 - Bruno e Dayanne ouvem a sentença lida pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues. (Foto: Léo Aragão / G1)Bruno e Dayanne ouvem a sentença lida pela juíza
no júri popular do caso Eliza (Foto: Léo Aragão / G1)

Bruno foi condenado a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.

Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

O advogado Lúcio Adolfo, que representa o atleta, disse que recorrerá da condenação. O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que esperava pena de 28 a 30 anos de prisão para o réu e anunciou que vai recorrer para aumentar a punição.

A sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues foi lida em 19 minutos. Em sua decisão, ela disse que a personalidade de Bruno “é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade” e destacou que “o réu tem incutido na sua personalidade uma total incompreensão dos valores”.

A magistrada afirmou ainda que “a execução do homicídio foi meticulosamente calculada” e que “Bruno acreditou que, ao sumir com o corpo, a impunidade seria certa”.

Por fim, ela lembrou que, assassinada, “a vítima [Eliza Samudio] deixou órfão uma criança de apenas quatro meses de vida”.

Para a Justiça, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010, em Vespasiano (MG), após ter sido levada à força do Rio de Janeiro para o sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. A certidão de óbito foi emitida por determinação judicial. A criança, que foi achada com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade.

A Promotoria afirma que, além de Bruno e Dayanne, mais sete pessoas participaram dos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foram condenados no júri popular realizado em novembro de 2012.

No dia 22 de abril, Bola será julgado. Em 15 de maio, enfrentarão júri Elenílson Vitor da Silva, caseiro do sítio, e Wemerson Marques de Souza, amigo do goleiro. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto de 2012. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi absolvido.

Jorge Luiz Rosa, outro primo do goleiro, que era menor de idade na época da morte, cumpriu medida socioeducativa por crimes similares a homicídio e sequestro. Atualmente tem 19 anos e é considerado testemunha-chave do caso.

Veja a seguir como foi o debate entre o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro e os advogados dos réus, na quinta-feira (7), e o que aconteceu nos demais dias do júri popular:

selo_bruno_promotoriaxacusaçãoNOVA (Foto: Editoria de Arte / G1)
07/03/2013 - Advogado Lúcio Adolfo fala em direção ao promotor (Foto: Léo Aragão/G1)O advogado Lúcio Adolfo faz a defesa de Bruno sob
olhares do promotor do caso(Foto: Léo Aragão/G1)
Eliza não veio [para Minas Gerais] passear não, minha gente. Ela veio com a cabeça estourada”
Henry Wagner Vasconcelos de Castro, promotor

Lúcio Adolfo, advogado de Bruno Fernandes de Souza, encerrou os debates entre defesa e acusação pedindo aos jurados a absolvição do goleiro, apesar de em nenhum momento ter afirmado que o jogador é inocente na morte de Eliza Samudio. Ele voltou a falar que a ação tem falhas, desqualificou o depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo do atleta menor de idade à época dos crimes, e acusou mais uma vez o Ministério Público de ter feito um “acordo” com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para “não passar vergonha”. O defensor pediu aos jurados que, em caso de condenação, a pena do goleiro seja menor que a de Macarrão. “Não deve passar de 10 [anos]”, disse.

‘Pena máxima para Bruno’
Durante sua participação final nos debates do júri popular de Bruno e de Dayanne Rodrigues, o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro pediu que o goleiro receba a pena máxima pela morte de Eliza Samudio e disse que o jogador e os demais envolvidos no assassinato “foram festejar a morte” da modelo após o crime. Somadas as duas vezes em que falou, ele teve quatro horas e meia para convencer os jurados.

Na quarta (6), durante o seu interrogatório, Bruno disse que foi a três festas e participou de uma partida de futebol com o time 100% depois da morte, da qual sabia a partir de conversa com Macarrão e com seu primo Jorge Luiz Rosa.

Em sua fala, Bruno reconheceu pela primeira vez que sabia que Eliza Samudio havia sido morta e, também pela primeira vez, implicou o policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na morte da modelo, dizendo que ele havia sido contratado por Macarrão. Hoje, ao falar mais uma vez a pedido da defesa, Bruno disse que “sabia e imaginava” que ela seria morta.

Com base no depoimento Jorge Luiz Rosa à polícia, o promotor descreveu como a modelo foi morta. “Saiu espuma branca da boca dela. Ela agonizou, espereceu e por fim, morreu”, disse conforme a testemunha. A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, saiu do plenário chorando com o relato. “Ninguém está em dúvida se Bola matou a Eliza não”, disse Henry Wagner de Castro. “O Bola matou a Eliza”, disse em seguida.

07/03/2013 - Advogados de Bruno conversam antes do quarto dia de julgamento (Foto: Renata Caldeira / TJMG)Lúcio Adolfo, à esquerda, conversam com colegas
da defesa no júri (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão”
Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno

‘Negociata com Macarrão’
Na primeira vez que falou aos jurados, o advogado Lúcio Adolfo afirmou que a única prova do Ministério Público contra o goleiro Bruno é uma “negociata com Macarrão”, em referência ao interrogatório em que Luiz Henrique Romão ligou o atleta à morte de Eliza Samudio, em novembro de 2010, antes de ser condenado a 15 anos de prisão.

“O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão”, disse aos jurados, classificando o suposto acerto de “excuso, indecente e imoral”.

Macarrão pegou 15 anos de prisão – pena mínima por homicídio qualificado em razão de sua confissão. Conforme a sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, ele foi condenado a 12 anos em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) e mais três anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado. O amigo de Bruno foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.

Durante o debate, o advogado do jogador classificou de “incompletas” as provas e afirmou que não cabe a ele provar a morte de Eliza nem se “o corpo estava aqui ou acolá”. Ele disse ainda que o promotor fez um “cineminha” no júri popular com imagens de reportagens sobre o caso. “Essa é a prova do Ministério Público”, ironizou. Afirmou também que o atestado de óbito, expedido às vésperas do julgamento, “alimenta a imprensa” e criticou o promotor do caso. “O doutor promotor só conseguiu ficar bonito na tela de TV. Provar, nada”.

O defensor apresentou três opções para os jurados: na primeira, pediu absolvição por falta de provas; na segunda, defendeu uma participação “menor” de Bruno no crime; e na terceira, disse que os jurados podem entender que Bruno participou de outro crime, mas não da morte de Eliza.

ATUALIZADO Arte estática Caso Eliza Samúdio (Foto: arte)

Promotor livra Dayanne
Henry de Castro, na primeira vez que teve a palavra, pediu a absolvição de Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno. Ela chorou ao ouvir as palavras do promotor.

Segundo o responsável pela acusação, Dayanne deveria ser inocentada porque foi “coagida” pelo policial aposentado Zezé, José Lauriano, que hoje é investigado por participação no crime. Segundo ele, Bruno deixou a “mãe de suas filhas à mercê” de Zezé. “E Bruno conhecia o Zezé”, disse.

Antes disso, a ex-mulher do goleiro pediu para ser ouvida novamente no júri popular para dizer que tem medo de José Lauriano.

Na nova fala, Dayanne disse que recebeu uma ligação do policial Zezé, em que ele dizia que Macarrão já o tinha avisado de que ela estava com o bebê, orientando para ela não comparecer com a criança na delegacia de polícia. “Eu senti medo naquele momento, tanto quanto estou sentindo agora, ainda mais depois que o Bruno falou ontem”, disse.

‘Sabia e imaginava’
Bruno, em um novo interrogatório na quinta (7) sobre a morte de Eliza, disse que “sabia e imaginava” que Eliza seria morta. A juíza Marixa Rodrigues determinou que ele retornasse ao plenário para ser ouvido novamente, a pedido de sua defesa.

“Pelas brigas constantes, pelo fato de eu ter entregado ao Macarrão o dinheiro”, disse o jogador sobre estar ciente de que a modelo seria assassinada.

O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que agora é possível saber que o goleiro Bruno”mentiu”, mesmo sabendo de toda a verdade sobre a morte de Eliza Samudio.

“O futebol perdeu um goleiro razoável, mas um grande ator”, afirmou o promotor no início de sua primeira intervenção, afirmando que a “canalha quadrilha” levou Eliza do Rio de Janeiro para Minas Gerais e que ela nunca fez o exame de DNA porque Bruno não quis.

Segundo o acusador, Bruno agrediu Eliza, ameaçou a jovem de morte e tentou forçá-la a tomar abortivo. Para o promotor, o jogador se negava a atender o único pedido da vítima: o pagamento dos exames pré-natais.

“Bruno é o articulador, ele está no comando, ele está no controle, ele está na apuração”, disse o promotor, que afirmou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, era “jagunço e faz-tudo” de Bruno. Por isso, o goleiro enviou, depois do crime, uma carta pedindo que o “irmão” assumisse a culpa em seu lugar.

Bruno_selo_6demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)

O goleiro Bruno Fernandes de Souza disse na quarta-feira (6) que aceitou o fato de que Eliza Samudio havia sido assassinada a mando do amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, sem tomar qualquer atitude e sem denunciar os envolvidos no crime. “Como mandante, dos fatos, não, eu nego. Mas de certa forma, me sinto culpado”, afirmou o atleta. “Eu não sabia, eu não mandei, excelência, mas eu aceitei”, disse à juíza Marixa Rodrigues.

O goleiro disse que Macarrão contou a ele que contratou Bola para matar Eliza. Foi a primeira vez que Bruno implicou Bola na morte da modelo, com quem o atleta teve um filho. O atleta reconheceu pela primeira vez que Eliza foi morta, culpou Macarrão pelo assassinato, negou ser o mandante do crime e disse acreditar que poderia ter evitado esse desfecho.

Bruno disse que não denunciou Macarrão pelo crime por “medo de acontecer alguma coisa” com as sua filhas e com ele próprio e também “pelo fato de conhecer ele há muito tempo”.

terceiro dia de júri
Bruno_selo_5demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)

Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro Bruno, disse na terça-feira (5), em depoimento no seu júri popular, que “não são verdadeiras” as acusações contra ela e que o jogador e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pediram para ela mentir sobre o paradeiro do filho de Eliza Samudio com o atleta.

No segundo dia do julgamento, a fase de testemunhas foi encerrada. Durante a exibição de vídeos sobre o caso, o jogador chorou e a mãe da vítima, Sônia Moura, passou mal ao ver uma reportagem em que a filha denunciava ter sido ameaçada pelo goleiro.

Ela detalhou os dias em que esteve no sítio e para onde levou o bebê Bruninho, filho de Eliza, dizendo que cuidou da criança a pedido de Bruno e que não sabia o que havia acontecido com a modelo.

segundo dia de júri
Bruno_selo_4demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)

No primeiro dia do júri popular, o goleiro Bruno Fernandes de Souza chorou durante a sessão. Ele leu a Bíblia e, de cabeça baixa durante as quase oito horas de julgamento, viu sua defesa dispensar todas as testemunhas que havia arrolado.

Considerado testemunha-chave no júri, o primo de Bruno, Jorge Luiz Rosa, não compareceu e também foi dispensado.

Com as dispensas e as ausências, o goleiro ficou sem nenhuma testemunha de defesa. Para especialistas, tratou-se de uma estratégia.

O corpo de jurados, composto por cinco mulheres e dois homens, também foi escolhido na segunda-feira, quando o julgamento começou às 11h45 e foi encerrado às 19h20.

Todos os pedidos, que visavam adiar o júri, foram negados pela juíza Marixa Fabiane, entre eles, o da defesa de Bruno sobre o atestado de óbito de Eliza Samudio, expedido pela Justiça criminal.

 

 

G1