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IFPB abre 233 vagas para servidor público e pode realizar novo concurso ainda este semestre

ifpb-sedeO Diário Oficial publicou nesta terça (24), a abertura de 223 novos códigos de vagas para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) que, em breve, vai chamar novos servidores para compor os quadros da instituição. O IFPB foi a instituição federal de ensino que recebeu o maior quantitativo de vagas segundo a portaria expedida pelo Ministério da Educação.

Os códigos de vagas são para as funções de: assistente de aluno, assistente de laboratório, auxiliar de biblioteca, auxiliar em administração, auxiliar em assuntos educacionais, assistente em administração, desenhista-projetista, revisor de textos Braille, técnico de laboratório, técnico de tecnologia da informação, técnico em agropecuária, técnico em edificações, técnico em enfermagem, técnico em mecânica, técnico em segurança no trabalho, tradutor e intérprete de Linguagem de Sinais, analista de tecnologia da informação, arquivista, assistente social, engenheiro, médico, pedagogo, secretário executivo, técnico em assuntos educacionais, tecnólogo-formação e professor.

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Os novos servidores vão reforçar, prioritariamente, o quadro de pessoal dos campi em implantação de Santa Rita, Itabaiana, Esperança, Itaporanga e Catolé do Rocha, além de promover a recomposição dos quadros dos demais campi em funcionamento no estado.

De acordo com as normas internas antes de qualquer nomeação, haverá a abertura de um edital de remoção interna dos servidores para em seguida chamar os concursados e só então realizar um novo certame.

A expectativa é que ainda neste primeiro semestre comece a ser montado o edital para novo concurso público para áreas onde não existam candidatos habilitados.

A liberação dos novos códigos de vaga foi motivo de um encontro informal ocorrido no começo deste mês entre o reitor Cícero Nicácio do Nascimento Lopes e o Ministro da Educação, Cid Gomes, durante a inauguração da Escola Técnico Estadual Vale do Mamanguape, na Paraíba.

Na oportunidade o reitor Cícero Nicácio solicitou ao ministro a liberação de novos códigos de vaga para a contratação de servidores concursos pelo IFPB, O pedido foi acolhido pelo ministro Cid Gomes que autorizou a liberação imediata de 139 códigos de professores e 94 códigos de técnico-administrativos.

paraiba.com.br

Estudo mostra que 24,5% da população se endividou no 1º semestre

dividasLevantamento feito pela empresa de consultoria Serasa Experian mostra que 24,5% da população brasileira estava endividada no primeiro semestre deste ano. O percentual equivale 35 milhões de pessoas.

O mapeamento inédito levou em conta dívidas atrasadas há mais de 90 dias e com valores acima de R$ 200. Foram analisados todos os municípios brasileiros com população acima de 1 mil habitantes.

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Na comparação por faixas etárias e grupos sociais, os jovens adultos da periferia representam 23% dos inadimplentes. A massa trabalhadora urbana responde por 17% dos devedores. Com o terceiro maior percentual de inadimplentes, os adultos urbanos estabelecidos registraram 14% do total de devedores. No outro extremo, está o grupo experientes urbanos de vida confortável, com 2% dos inadimplentes.

Isto É

Insegurança bancária fez 32 vítimas no primeiro semestre, diz pesquisa

sindicato-dos-bancarios-pb-afirma-que-ataque-a-bancos-aumentaram-200-no-estado.jpg.280x200_q85_cropTrinta e duas mortes, média mensal de 5,33 vítimas fatais de janeiro a junho deste ano. O saldo negativo da violência decorrente da insegurança bancária no primeiro semestre representou um aumento de 6,7% em relação a igual período período de 2013, quando foram registradas 30 mortes.

Os números constam de levantamento nacional feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em notícias da imprensa e com apoio técnico do Dieese. O estudo aponta ainda um crescimento de 39,1% nos últimos quatro anos.

grafico.jpgO estado de São Paulo lidera a pesquisa com 12 mortes, o que representa 38,7% dos casos, seguido por Rio de Janeiro (4), Pernambuco (3), Minas Gerais (2), Paraná (2), Goiás (2) e Paraíba (2 casos).

O crime da “saidinha de banco” foi responsável por 20 mortes, 62,5% dos casos. O assalto a correspondentes bancários – estabelecimentos comerciais autorizados a efetuar operações como pagamentos de contas e saques – e ataques a caixas eletrônicos culminaram em 4 mortes em cada modalidade. Depois, vêm as mortes em assaltos a agências (3) e transporte de valores (1).

Do total de vítimas, 22 pessoas eram clientes e usuários, o que significa 68,8% dos assassinatos. Em seguida vêm policiais (2), vigilante (1) e outras (7), entre elas pessoas atingidas por balas perdidas em tiroteios.

A pesquisa também revela a faixa etária das vítimas. Pela primeira vez, as pessoas com mais de 60 anos foram as principais vítimas, com dez mortes, o que representa 31,3% dos casos. Em segundo lugar, vem a faixas entre 31 a 40 anos com 9 mortes (28,1%), e até 30 anos, com 6 mortes (18,8%).

Para as entidades organizadoras do levantamento, os episódios de violência são favorecidos pela escassez de investimentos dos bancos na segurança dos estabelecimentos e garantir um atendimento seguro para os clientes e a população.

Segundo dados do Dieese, os seis maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) apresentaram lucros de R$ 56,7 bilhões em 2013. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,4 bilhões, o que significa média de 6% em relação aos lucros.

“Essas mortes comprovam o descaso e a indiferença dos bancos para a prevenção de assaltos e sequestros”, afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro. “Eles continuam enxergando a segurança como custo e não como investimento na proteção da vida de trabalhadores e clientes. Os números também revelam a fragilidade da segurança pública, falta de policiamento preventivo e ações de inteligência.”

O presidente da CNTV, José Boaventura Santos, também se mostra assustado com o crescimento das mortes em assaltos envolvendo bancos. “Esses novos assassinatos mostram a falta de medidas dos bancos para proteger a vida de trabalhadores e clientes e reforçam a necessidade de atualizar a lei federal nº 7.102/83, e retomar o projeto do estatuto da segurança privada, que se encontra em construção no Ministério da Justiça”, destaca. A lei a que se refere Boaventura dispõe sobre medida de segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores.

Propostas de segurança

A lei é de 1983 e nada prevê para os crimes de “saidinha de banco”. As entidades defendem que o lay-out das agências seja reformulado e que sejam instalado biombos que impeçam a identificação da tarefa que o cliente executa nos caixas por pessoas que aguardam nas filas. “A instalação de biombos já virou lei em vários municípios, como João Pessoa, Belo Horizonte, Recife, Curitiba, Fortaleza e Belém, entre outros, reduzindo drasticamente os casos de saidinha de banco”, destaca Boaventura. “O biombo é uma das medidas testadas e aprovadas em projeto-piloto de segurança bancária, que está terminando este mês em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes”, acrescenta Cordeiro.

Outra medida defendida por bancários e vigilantes é a isenção de tarifas de transferência de recursos (DOC, TED), como forma de reduzir a circulação de dinheiro na praça. “Muitos clientes sacam valores elevados só para não pagar as altas tarifas dos bancos e viram alvos de assaltantes cada vez mais violentos”, defende o secretário de imprensa da Contraf, Ademir Wiederkehr, coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária. “Proibir o uso do celular nos bancos é uma medida ingênua, inócua e ineficaz, pois não impede a visualização dos saques”, diz.

O aumento de ocorrências em correspondentes bancários (lotéricas, banco postal, lojas e outros estabelecimentos) e caixas eletrônicos é resultado, de acordo com os autores do estudo, da elitização do atendimento bancário e das políticas de gestão dos bancos que “empurram” clientes de baixa renda para fora das agências, onde os bancos não garantem a segurança.

O presidente da CNTV enfatiza que muitos caixas eletrônicos estão instalados em locais inseguros. “Muitas pessoas acabam perdendo a vida quando procuram esses equipamentos para sacar dinheiro ou são vítimas em tiroteios após explosões e arrombamentos”, observa Boaventura. “Atendimento bancário é atividade de risco. Os bancos têm que assumir a sua responsabilidade para proteger a vida das pessoas”, enfatiza Carlos Cordeiro.

Com informações da Contraf-CUT

32 pessoas morreram em assaltos a bancos em todo o país no primeiro semestre

bancoEntre janeiro e junho deste ano, 32 pessoas morreram em assaltos a bancos em todo o país. O número é 6,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. O levantamento foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em notícias veiculadas pela imprensa.

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O crime conhecido como “saidinha de banco”, em que uma pessoa é assaltada logo após sacar dinheiro, provocou 20 dessas mortes. O assalto a correspondentes bancários (como casas lotéricas) aparece em segundo lugar na estatística, com quatro mortes.

Os clientes representam a maior parte das vítimas: 22 morreram no primeiro semestre deste ano em assaltos a bancos, seguidos por policiais (2 mortes), vigilantes (1) e outras pessoas (7), entre elas, vítimas de balas perdidas em tiroteios.

São Paulo é o estado que registrou mais mortes em assaltos a banco no período (12), seguido pelo Rio de Janeiro (4) e Pernambuco (3).

Para as entidades de trabalhadores, as mortes em assaltos a bancos revelam “a escassez de investimentos dos bancos para melhorar a segurança dos estabelecimentos e garantir um atendimento seguro para os clientes e a população”, de acordo com o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.

“Mais do que muito preocupantes, essas mortes comprovam o descaso e a indiferença dos bancos para a prevenção de assaltos e sequestros. Eles continuam enxergando a segurança como custo e não como investimento na proteção da vida de trabalhadores e clientes”, acrescentou.

Sobre o aumento no número de mortes em saidinhas de bancos, Cordeiro disse que as instituições deveriam instalar biombos entre a fila de espera e os caixas, além de divisórias individualizadas entre os guichês, para impedir esse tipo de crime. “O biombo é uma das medidas testadas e aprovadas no projeto-piloto de segurança bancária, que está terminando este mês no Recife, em Olinda e Jaboatão dos Guararapes (PE). Queremos que seja estendido para todo o país, a fim de ajudar a combater a “saidinha de banco” e evitar novas mortes”, disse Cordeiro.

Procurada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entidade que representa o setor bancário brasileiro, ainda não se pronunciou sobre o levantamento.

Agência Brasil

MPPB ajuíza 70 ações de improbidade administrativa no primeiro semestre de 2014

MPPBO Ministério Público da Paraíba (MPPB) fecha o primeiro semestre de 2014 registrando o ajuizamento de 70 ações civis públicas (ACPs) por atos de improbidade administrativa cometidos por gestores públicos municipais e estaduais. O último relatório do Caop do Patrimônio Público da instituição, relativo aos meses de maio e junho, aponta 16 ACPs promovidas por sete Promotorias de Justiça.

Dessas 16 últimas ações, quatro foram pela Promotoria de Justiça de Teixeira, com atuação do promotor de Justiça Dennys Carneiro Rocha dos Santos, tendo objetos das ações desvio de verbas públicas (realização de despesas fictícias, efetivação de empenhos e pagamento por serviços não realizados); negativa do poder público quanto à concessão de medicamentos essenciais; nepotismo; e irregularidades quanto ao fornecimento de medicamentos.

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Ainda segundo o levantamento das ações ajuizadas pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, da Fazenda Pública e do Terceiro Setor (Caop do Patrimônio Público), coordenado pelo promotor de Justiça Clístenes Bezerra de Holanda, a segunda Promotoria de Justiça que mais mais ajuizou ações de improbidade nos últimos dois meses (maio e junho) foi de Gurinhém, num total de três.

Sob a atuação da promotora de Justiça Jaine Aretakis Didier, as ações de improbidade administrativa em Gurinhém tiveram como objetos a nomeação para cargos em comissão em número superior ao previsto em lei, nepotismo; e desvio de recursos públicos. Na Promotoria de Justiça de Caaporã, que tem à frente a promotora de Justiça Cassiana Mendes de Sá, foram duas ACPs: uma por abandono de bem público e outra por irregularidades e inexigibilidade de licitação pública.

O promotor de Justiça Antônio Barroso Pontes Neto, em Campina Grande, ajuizou uma ação apontando irregularidades na execução de convênio com a Secretaria de Estado da Saúde. Já o promotor de Justiça Marinho Mendes Manchado, na Promotoria de Jacaraú, registrou duas ações de improbidade. Uma relativa a contratação de servidores temporários sem vínculo com o município e violação de regras de uso dos recursos do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério); e outra de irregularidades na gestão dos recursos destinados à aquisição de combustível e pagamento de despesas de gratificação aos servidores com recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Com a atuação do promotor de Justiça Elmar Thiago Pereira de Alencar na Promotoria de Justiça de Piancó, foram registradas duas ações: realização de despesas sem licitação, retenção e não recolhimento de ISS e de contribuições previdenciárias; e outra de despesas previdenciárias não comprovadas, ausências injustificadas às sessões legislativas, liberação de verba pública sem a estrita observância da norma pertinente.

Os promotores de Justiça Leonardo Quintans Coutinho, Stoessel Wanderley de Sousa Neto e Mariana Neves Pedrosa Bezerra, da Promotoria de Sousa, atuaram na ação cautelar inominada que aponta fraude em procedimento licitatório e gastos desproporcionais em relação às necessidades básicas da população. Ainda em Sousa, o promotor Leonardo Quintans foi o responsável pela ACP sobre enriquecimento ilícito de dois gestores.

 

Assessoria

Deputados gastam quase R$ 8 milhões em postos de gasolina no 1º semestre

camara-federalCom apenas uma nota fiscal emitida ao mês, deputados federais conseguem usar toda a cota de combustíveis a que têm direito. No Senado, os valores chegam a ultrapassar os R$ 20 mil. Entre os documentos apresentados, estão notas de postos de combustível de parentes dos parlamentares e estabelecimentos que foram doadores em suas campanhas.

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Levantamento feito pelo Estadão mostra que, no primeiro semestre, dez deputados gastaram até o último centavo a que têm direito. Eles apresentaram apenas uma nota por mês com o valor total da cota, sempre em seus Estados de origem, nos mesmos estabelecimentos ou pertencentes ao mesmo dono.

De janeiro a junho, a Câmara dos Deputados gastou R$ 7,8 milhões para reembolsar os gastos de parlamentares com combustíveis e lubrificantes. Cada um tem direito a consumir R$ 4,5 mil mensais para abastecer veículos usados no exercício do cargo.

Ângelo Agnolin (PDT-TO), por exemplo, traz na descrição da nota apresentada em março o consumo de 1.521 litros de gasolina, o que seria suficiente para fazer um carro médio rodar pelo menos 15 mil quilômetros. Ainda na mesma nota, o deputado paga três preços diferentes de gasolina comum (R$ 2,79, R$ 2,95 e R$ 3,12).

Fidelização. O deputado Davi Alcolumbre (DEM-AP) gasta toda sua cota no posto Salomão Alcolumbre & Cia. LTDA, em Macapá. O mesmo sobrenome não é coincidência. Salomão, ex-suplente de José Sarney e falecido em 2011, era tio do parlamentar. O posto continua sob o comando da família.

As normas de uso da verba indenizatória proíbem a utilização da cota para ressarcimento de despesas relativas a bens fornecidos ou serviços prestados por empresa da qual o proprietário ou detentor de qualquer participação seja o deputado ou parente de até terceiro grau. De acordo com o chefe de gabinete do parlamentar, a família Alcolumbre é dona de cerca de 70% dos postos de combustível do Amapá, “sendo inviável não abastecer na empresa de parentes”.

Em todas as notas de Davi Alcolumbre às quais o Estadão teve acesso, os valores discriminados dos produtos sofreram pequenos arredondamentos para que o valor final fosse exatamente o máximo que a Câmara permite para reembolso. Na nota fiscal de março, por exemplo, apesar de a soma dos produtos consumidos totalizar R$ 4.501,70, consta no valor final o montante de R$ 4.500,00. Se o documento tivesse o valor correto, Alcolumbre teria de completar R$ 1,70 do próprio bolso, ideia que parece não ter agradado o parlamentar.

Minimalista. A técnica utilizada pelo deputado Vinicius Gurgel (PR-AP) é ser tão apurado quanto um conta-gotas na hora de abastecer. Os volumes de combustível chegam a ser medidos com até três dígitos depois da vírgula para que a nota fiscal alcance exatos R$ 4,5 mil. Em janeiro, foram 806,451 litros de gasolina e 991,189 litros de diesel.

Nas notas apresentadas pelo deputado Manoel Salviano (PSD-CE), o “desconto” é mais claro. Consta no documento de janeiro, por exemplo, “valor dos produtos: 4.510,45” e, logo abaixo, o “valor total da nota: 4.500,00”. O dono do posto em que Salviano abastece todos os meses consta nos registros do Tribunal Superior Eleitoral como financiador da campanha do parlamentar.

Em 2010, Marciano Teles Duarte doou R$ 10 mil ao candidato. O mesmo registro aparece nas contas do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do deputado Biffi (PT-MS). O posto em que Alves gastou quase R$ 17 mil apenas no primeiro semestre também doou R$ 10 mil para a sua campanha eleitoral. Biffi, por sua vez, gastou R$ 21,5 mil de janeiro a junho no mesmo estabelecimento que doou R$ 1.330 para sua campanha em 2010.

Total flex. No Senado, só há restrição para o uso de combustível nos carros oficiais. A cota, nesse caso, é de 300 litros de gasolina por mês ou 420 litros de álcool. Já o reembolso de combustível usado em outros veículos, desde que seja justificado pelo exercício da atividade parlamentar, pode chegar mensalmente a valores entre R$ 21 mil e R$ 44 mil, que são os limites máximos da verba indenizatória, dependendo do Estado de origem do parlamentar.

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR) apresentou em junho uma nota fiscal no valor de R$ 22,5 mil com a justificativa de que eram “despesas com combustíveis para atender demanda do escritório político em Boa Vista”. No posto onde a nota foi emitida, o litro da gasolina custa R$ 3,03. Com o valor da nota, é possível comprar quase 7.500 litros do combustível, o suficiente para abastecer 185 carros médios.

Neste ano, Mozarildo apresentou outras seis notas emitidas pelo mesmo posto, que variam de R$ 2 mil a R$ 3,5 mil. Somados, todos os documentos pagos pelo Senado alcançam um montante de R$ 39 mil apenas com combustível. A equipe de gabinete do senador não detalhou o consumo, mas informou que todos os gastos são previstos nas regras do Senado.

Estadão

Polícia intensifica combate ao tráfico de drogas e apreende 227 quilos de entorpecentes no 1º semestre

Assessoria de Comunicação

A Polícia da Paraíba vem intensificando o combate ao tráfico de drogas no Estado. Através de operações conjuntas, apenas nos seis primeiros meses do ano foram apreendidos 227,55 quilos de entorpecentes na Paraíba, 37 quilos a mais do que no mesmo período do ano passado. Entre as drogas apreendidas, a maior quantidade foi de maconha – 147,3 quilos neste semestre e 124,9 no ano passado (aumento de 18%). A droga com maior aumento percentual de apreensão foi a cocaína que cresceu 900%. Enquanto em 2011 foram apreendidas 393 gramas, este ano foram 3,99 quilos. De janeiro a junho também foram apreendidos 76,3 quilos de crack, 18% a mais que no mesmo período do ano anterior.
Paralelamente às apreensões, muitos líderes do tráfico estão sendo presos. Na sexta-feira (31), a Operação Liberdade cumpriu mandados de prisão e prendeu em flagrante 12 pessoas na região metropolitana de João Pessoa. No bairro do Renascer, em Cabedelo, Esteves Williams da Silva, 49, foi preso por tráfico. De acordo com a delegada Maria da Soledade, que esteve à frente da ação, o acusado chegou a monitorar a comunidade através de um circuito de câmeras.
Um dia antes da Operação Liberdade, a Polícia Civil desencadeou a Operação Eclipse nos municípios de Pilar, São Miguel de Taipú e João Pessoa. Dez pessoas foram presas, algumas delas também acusadas de homicídios relacionados ao comércio de entorpecente. A ação foi planejada a partir de denúncias recebidas pela Delegacia de Pilar nas quais se informava que a cidade seria rota de distribuição de drogas e armas no Estado. “Conseguimos tirar de circulação Sócrates de Sousa Neto, o ‘Sol’, acusado de tráfico de maconha, cocaína e crack na região”, comentou o delegado municipal, Rodrigo Pinheiro.
Também por meio de um trabalho de inteligência policial, que investigava a origem das drogas distribuídas em João Pessoa, os policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) prenderam seis pessoas e apreenderam quatro adolescentes no Brejo paraibano no dia 16 de agosto. “Vínhamos investigando a ação desses criminosos e monitorando toda movimentação desde a aquisição e distribuição do produto”, comentou o titular da delegacia, Allan Murillo Terruel.  “Temos certeza de que as prisões desses líderes, ao longo dessas inúmeras operações, desestabilizaram por completo a realidade do tráfico na Capital”, complementou o delegado.
Denúncias – A população paraibana tem se tornado uma grande aliada da Polícia no combate ao tráfico de drogas. Apenas este ano, através do número 197 foram recebidas 1.735 denúncias que contribuíram para a desarticulação de quadrilhas e apreensão de entorpecentes. No dia 28 de agosto, por exemplo, por meio do Disque Denúncia, a polícia apreendeu 100 pedras de crack e prendeu em flagrante cinco traficantes nos bairros do Rangel e Mandacaru, na Capital.
De acordo com o coordenador do serviço, João Micena, as ligações contribuíram para que a polícia aprendesse, este ano, 35 quilos de drogas, entre maconha e  crack. Através do 197 também foram presas em flagrante 120 pessoas e apreendidas 44 armas de fogo de diversos calibres, entre outros objetos. “O Disque Denúncia hoje é de conhecimento da população em todas as regiões do Estado, bem como, as informações recebidas dão suporte a ações planejadas pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social”, disse Micena.
Resultado – Para o titular da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Seds), Cláudio Lima, os números positivos são o resultado de um trabalho contínuo que vem sendo realizado pelas polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, com uma gestão focada em resultados. “Apostamos na integração das polícias, investimos na repressão qualificada e adotamos ações estratégicas que trazem resultados importantes. O desafio é grande, mas os números nos mostram que estamos no caminho certo”, avaliou.
O secretário também lembrou as diversas operações integradas de médio e grande porte que estão sendo deflagradas desde o início da atual gestão focadas principalmente no combate ao tráfico e no enfrentamento aos homicídios. “Este ano foram realizadas mais de 40 operações de combate ao tráfico e aos homicídios”, lembrou Cláudio Lima.

Ascom/PB para o Focando a Notícia

Assaltos a bancos crescem 25% e arrombamentos aumentam 65% no primeiro semestre

O total de assaltos a bancos ocorridos no país ao longo do primeiro semestre deste ano cresceu 25,2% em relação ao mesmo período de 2011. O número passou de 301 para 377 casos. Já os arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos passaram de 537 para 884 no mesmo período – um crescimento de 64,6%.

Os dados fazem parte da 3ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, divulgada na segunda (20) em Curitiba. O levantamento foi elaborado pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), com apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Somadas, ambas as modalidades de ataques a bancos chegaram a 1.261 ocorrências, uma alta de 50,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado, quando houve 838 casos. Entre as fontes da pesquisa estão estatísticas de secretarias estaduais de Segurança Pública, notícias publicadas pela imprensa e levantamentos de sindicatos e federações de trabalhadores. No mês passado, a CNTV, a Contraf e o Dieese haviam divulgado 27 mortes em assaltos a bancos, de janeiro a junho de 2012.

Nas estatísticas de assaltos a bancos por estado, São Paulo lidera o ranking, com 99 casos no primeiro semestre, seguido por Bahia (37), Ceará (26), Pernambuco (18), Paraíba (17), Paraná (16) e Mato Grosso (16). Em termos percentuais, o maior crescimento ocorreu no Ceará, que passou de cinco casos no primeiro semestre de 2011 para 26 no mesmo período deste ano, uma alta de 420%.

O ranking de arrombamentos também é liderado por São Paulo, com 190 casos. Na sequência, aparecem Minas Gerais (151), Santa Catarina (121), Paraná (93), Bahia (54), Rio Grande do Sul (40) e Mato Grosso (32). O maior crescimento do número de casos ocorreu em Minas Gerais, com um salto de cinco para 151 ocorrências, uma variação de 2.920% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

As entidades acreditam que os dados reais podem ser ainda maiores, em razão da dificuldade de se obter esse tipo de informação em alguns estados. Casas lotéricas, unidades do Banco Postal dos Correios e correspondentes bancários não constam do levantamento.

“Esperamos que o anteprojeto de lei que trata do estatuto da segurança privada seja apresentado ainda este ano pelo Ministério da Justiça. A legislação atual está defasada”, disse Ademir Wiederkehr, diretor da Contraf, em entrevista à Agência Brasil. “Queremos mais segurança para proteger a vida das pessoas. Não queremos mais a morte de clientes e trabalhadores.”

Entre as reivindicações das entidades que representam vigilantes e bancários estão a obrigatoriedade de porta giratória com detector de metais antes das salas de autoatendimento; instalação de vidros blindados nas fachadas das agências; colocação de câmeras de monitoramento dentro e fora dos bancos; ampliação do número de vigilantes; uso de divisórias entre os caixas e biombos antes da fila de espera; e isenção de tarifa para transferências eletrônicas de recursos entre bancos diferentes.

As entidades sindicais também defendem maior controle e fiscalização por parte do Exército no transporte, armazenamento e comércio de explosivos. Em 2011, de acordo com números apresentados pela CNTV, houve pelo menos 44 ocorrências de roubos de cargas de explosivos no país – 15 delas em Minas Gerais, o que explicaria, em parte, o aumento significativo de casos de arrombamento registrados no estado. Em segundo lugar aparece o Paraná, com dez ocorrências de roubos de explosivos.

“Em cada uma dessas ocorrências são roubadas toneladas de dinamite”, disse o presidente da CNTV, José Boaventura Santos. “As mineradoras deveriam ser obrigadas a ter um plano de segurança para o transporte desse material, com a contratação de vigilância.”

Perguntado pela Agência Brasil se já fizeram algum contato com o Exército sobre o assunto, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, disse que o órgão participou recentemente de uma audiência pública sobre o tema, realizada na Assembleia Legislativa do Paraná.

“O representante dos Exército nessa audiência informou que é praticamente impossível fiscalizar tudo. Eles fazem uma fiscalização por amostragem”, disse Soares. “Precisamos de uma fiscalização mais consistente, com medidas como rastreamento dos artefatos por chips ou códigos de barras. Há locais que vendem banana de dinamite por R$ 10.”

Os trabalhadores reclamam ainda do baixo orçamento destinado pelos bancos para gastos com segurança. No primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos aplicaram R$ 1,5 bilhão em segurança, o equivalente a 6% do lucro líquido de R$ 24,6 bilhões obtido no período.

Procurada pela Agência Brasil, a Federação Brasileira de Bancos divulgou nota em que informa que a segurança dos seus funcionários e clientes é preocupação central dos bancos. Conforme a nota, os investimentos em segurança feitos pelo setor passaram de R$ 3 bilhões, em 2002, para R$ 8,3 bilhões em 2011, o que significaria um aumento de 62,4% em termos reais.

De acordo com a federação patronal, os assaltos diminuíram 78% entre os anos de 2000 e 2011, passando de 1.903 para 422. Ainda segundo a Febraban, os bancos seguem a Lei Federal nº 7.102/1983 e sua regulamentação. “O aprimoramento da segurança bancária levou a uma adaptação e migração dos criminosos profissionais para assaltos fora das agências bancárias”, diz a nota da Febraban.

Fernando César Oliveira/Repórter da Agência Brasil
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Dados oficiais: todas as regiões da Paraíba registram queda no número de homicídios no 1º semestre de 2012

A Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Seds) da Paraíba divulgou nesta quinta-feira (9) o balanço final no número de homicídios registrados de janeiro a junho de 2012. E foi registrado uma queda de 6,2% no número com relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto em 2011 ocorreram 322 casos, este ano foram 53 a menos, ou seja, 283 crimes. São classificados como Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) o homicídio, o latrocínio e a lesão corporal seguida de morte.

“Ainda temos um longo caminho pela frente, mas os primeiros resultados começam a aparecer. A escalada criminosa vinha crescendo nos últimos dez anos e conseguimos uma desaceleração. No primeiro semestre deste ano, contabilizamos a redução de 6,2% de CVLI em todo o Estado e resultados ainda melhores em alguns municípios”, explica o secretário de Estado da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima.

De acordo com o secretário, entre 2009 e 2010, o índice de homicídios no Estado cresceu quase 25%. A curva criminal ascendente começou a ser quebrada entre 2010 e 2011, quando houve a redução de 7,49% nos casos de CVLI.

Entre as ações que motivaram a queda está o reforço das operações policiais (foram mais de 100 em dezenove meses de gestão), feitas conjuntamente pelas policias Civil e Militar. “Temos investido cada vez em inteligência policial para uma repressão qualificada da criminalidade. Também apostamos na integração entre as polícias e outros órgãos fundamentais, a exemplo do Ministério Público e Poder Judiciário”, disse o secretário.

O município de Catolé do Rocha, Sertão paraibano, teve uma das maiores reduções de casos de homicídios no Estado. No primeiro semestre deste ano foram registradas duas mortes violentas. Enquanto em 2011 foram nove casos, o que significa uma redução de 77,8%.

Também no Sertão paraibano, o município de Sousa apresentou uma redução de 69% no número de homicídios no semestre. “No ano passado foi criado na regional da cidade um Grupo Tático Especial (GTE), que contribuiu muito não só para a diminuição dos casos de CVLI, mas para a redução de outros crimes. Em todos os casos de homicídios registrados no semestre, os suspeitos foram presos”, destacou o titular da 9ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), Gilson Teles.

No Agreste paraibano, a redução também foi observada. O município de Itabaiana, por exemplo, apresentou queda de 71,4% dos casos de CVLI no semestre. Campina Grande, por sua vez, teve uma diminuição de 4,2%. Outra cidade do Agreste na qual se registrou redução nos índices foi Queimadas, onde aconteceu uma queda de 55,6%.

Na Zona da Mata paraibana, o município de Rio Tinto, no Litoral Norte, apresentou uma redução de 33,3%; Pedras de Fogo, no Litoral Sul, teve uma queda de CVLI de 28,6%. Sapé, por sua vez, registrou redução de 53,3%.

Região Metropolitana – Todos os municípios da Região Metropolitana de João Pessoa, com exceção de Santa Rita, apresentaram redução no número de homicídios.  Na capital paraibana, a queda foi de 12%. A maior redução aconteceu em Cabedelo, com queda de 26% se comparado ao primeiro semestre do ano anterior. Em Bayeux, a diminuição foi de 16%.

“Santa Rita tem recebido atenção especial da Polícia da Paraíba para que os índices criminais também sejam reduzidos como vem acontecendo na maior parte do Estado. No município estão sendo realizadas reuniões mensais de monitoramento com a presença de representantes do Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, nas quais estabelecemos estratégias de combate à criminalidade”, explicou o secretário Cláudio Lima.

Secom/PB

Gastos dos senadores crescem no primeiro semestre de 2012

Os senadores gastaram mais com o mandato nos seis primeiros meses de 2012 em comparação com o mesmo período do ano passado. E quem paga a conta é o Senado, que reembolsa as despesas dos parlamentares com atividades atribuídas ao exercício do mandato.

Apenas nos seis primeiros meses do ano, o Senado ressarciu R$ 7,52 milhões de despesas dos senadores com combustível, hospedagem, alimentação, aluguel de escritório, consultoria, segurança privada e divulgação do mandato, incluídas na antiga verba indenizatória. Um crescimento de 54% em relação aos R$ 4,89 milhões referentes a esse mesmo tipo de despesa, considerado o igual período de 2011.

O salto foi puxado pelos gastos com a divulgação do mandato, que mais do que dobraram neste ano eleitoral: passaram de R$ 535,2 mil para R$ 1,26 milhão. Mas o total das despesas dos senadores ressarcidas pelo Senado foi ainda maior. É que a Casa unificou, em junho do ano passado, a verba indenizatória (benefício mensal de R$ 15 mil) com a chamada cota de passagens aéreas, cujo valor varia de estado para estado. Criou-se, então, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (Ceaps), mais conhecida como “cotão”. Somadas com as passagens aéreas, o total de gastos cobertos pela Casa passou de R$ 5,06 milhões para R$ 10,4 milhões.

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco, com base em informações do site do Senado.

Conforme o estado de origem, cada senador tem à disposição para gastar mensalmente de R$ 21 mil (casos de Goiás e do Distrito Federal) a R$ 44,27 mil (Amazonas). Ou seja, de R$ 252 mil a R$ 531,24 mil por ano. Basta comprovar as despesas com as respectivas notas fiscais. O valor não utilizado em um mês pode ser acumulado e utilizado posteriormente.

Veja quanto cada senador gastou com a verba indenizatória.

Paraíba Já com Congresso em Foco