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Vendas de veículos novos caem 20% em 2016, pelo 4º ano seguido

carroAs vendas de veículos novos no Brasil caíram 20,1% em 2016, na comparação com o ano anterior, informou nesta quarta-feira (4) a federação dos distribuidores, a Fenabrave. Foi o 4º ano seguindo de baixa.

Foram emplacados 2.050.327 automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus. É o volume mais baixo desde 2006, quando 1.927.738 unidades foram vendidas.

Em 2015, com 2,5 milhões de veículos licenciados, o recuo foi de 26,5% em relação ao ano anterior, mas o volume ainda estava no nível de 2007, quando 2,4 milhões foram vendidos.

Vendas de veículos no Brasil 2016 - Fenabrave (Foto: Arte/G1)

No começo de 2016, a Fenabrave projetava quedas menores. A entidade atribuiu o resultado final à crise econômica e baixa aprovação de compras a crédito. ” A alta taxa de desemprego faz o consumidor adiar a compra. De cada 10 fichas para financiamento que recebemos, apenas 3 são aprovadas”, afirmou Alarico Assumpção Junior, presidente da federação.

A falta de crédito também foi apontada pela Fenabrave como o motivo de a venda de veículos usados ter ficado quase estável em 2016.

Quedas em série
A sequência de quedas nas vendas de veículos zero quilômetro começou em 2013, quando foi interrompida uma série de recordes iniciada em 2007.

Desde então, sem conseguir escoar os estoques, as montadoras lançaram mão de diversos mecanismos para frear a produção. O número de veículos fabricados em 2016 será divulgado nesta quinta (5), mas também deverá ser menor do que em 2015.

Em 2010, o Brasil chegou a ser o 4º maior mercado de veículos do mundo; em 2016, deverá ficar no fim da lista dos top 10.

Segmentos
A baixa foi puxada pelos automóveis e comerciais leves (picapes e furgões), que representam mais da metade das vendas de veículos. Pela primeira vez desde 2006, o volume de automóveis vendidos ficou abaixo de 2 milhões, totalizando 1,68 milhão.

Com comerciais leves, o montante chegou a 1,98 milhão ou 19,8% a menos do que de 1 ano atrás. O modelo mais vendido, pelo 2º ano seguido, foi o Chevrolet Onix.

O maior percentual de queda, no entanto, foi o do segmento de pesados. Para caminhões, chegou a quase 30%. Foram emplacados 50,2 mil veículos do tipo no ano passado. Para ônibus, a baixa foi de quase 33%, com 13,6 mil unidades vendidas.

Vendas de veículos por categoria no Brasil 2016 - Fenabrave (Foto: Arte/G1)

As vendas de motos caíram 21,6%, com menos de 1 milhão de unidades emplacadas (997,9 mil).

Previsão de melhora
Para 2017, a Fenabrave espera que as vendas voltem a crescer. A projeção é que as vendas de carros, caminhões e ônibus tenham alta de 2,43%, “levando em consideração o que todos anunciam, e o próprio governo, (que é) um crescimento do PIB de 1%”, afirmou o presidente da entidade à GloboNews.

“Não é de todo ruim, acho que vamos uma retomada, ainda que sobre uma base baixa (os resultados de 2016). É um primeiro passo”, completou.

As vendas de automóveis e comerciais leves (picapes e furgões) devem subir 2,4% e as de caminhões e ônibus, 3,15%. A previsão mais otimista é para as motos, de aumento de 4,4%.

Em dezembro, houve baixa de 10,2% sobre o mesmo período de 2016, mas foi o único mês no ano em que o volume de vendas superou 200 mil unidades.

A Fenabrave considera que os estoques nas fábricas e lojas foram normalizados. “Existem 110 mil veículos em estoque, 80% nos pátios das concessionárias e 20% nas fábricas. Média de 18 dias de estoque”, afirmou Assumpção Junior. “É um estoque normal, porque os níveis de produção já foram adequados.”

10 carros e 10 motos mais vendidos de 2016 - Fenabrave (Foto: Arte/G1)

 

G1

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CBF diz não poder cancelar Chape x Galo: “regulamento será seguido”

 (Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil)
(Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil)

O diretor de competições da CBF, Manoel Flores, informou em entrevista ao Sportv nesta quinta (01) que não é possível, por causa de regulamento, cancelar a partida entre Chapecoense e Atlético-MG pela última rodada do Campeonato Brasileiro mesmo com o pedido do clube mineiro avisando que não entrará em campo contra os catarinenses.

Manoel Flores explicou que não há como a partida ser simplesmente cancelada e que no dia do jogo haverá um protocolo a ser seguido pelo trio de arbitragem para que o WO dos dois times seja registrado em súmula.

“Com relação a partida Chapecoense x Atlético-MG, não há dispositivo no regulamento que permita cancelamento. É importante registrar que a questão protocolar é a presença da arbitragem encerrando a partida. Isso é uma questão puramente legal, de procedimento que precisa ser tomado. É muito importante fazer um registro do que a imprensa está fazendo nessa situação: a CBF está junto com a Chapecoense, falamos com o clube diariamente. A CBF fará muito mais para esse ressurgimento da Chapecoense”.

O protocolo envolve o envio do trio de arbitragem, espera de 30 minutos e posterior registro em súmula de que as duas equipes não entraram em campo. “É preciso registrar o ‘não comparecimento’ das duas equipes em campo”, afirmou Manoel Flores.

O diretor de competições da CBF ainda confirmou que o Atlético-MG já enviou posição afirmando que não entrará em campo. “O Atlético-MG protocolou ofício com motivos que o levará a não ir ao jogo. Obviamente uma coisa é o que está no papel e outra coisa é sobre não comparecer. O não comparecimento será registrado em súmula, o jogo será homologado e esquece a competição. Não há previsão em regulamento para cancelar a partida”.

A partida aconteceria no dia 11 de dezembro com mando de campo da Chapecoense. A CBF ainda não quis falar sobre uma possível mudança de local para que o procedimento padrão de WO seja realizado.

Uol

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Pequenos negócios geram empregos pelo segundo mês seguido

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que as micro e pequenas empresas paraibanas voltaram a contratar

 desempregoAs micro e pequenas empresas paraibanas voltaram a ter saldo positivo de empregos pelo segundo mês consecutivo. Elas geraram 905 novas vagas de trabalho, enquanto que as médias e grandes empresas demitiram 338 trabalhadores, no último mês de setembro deste ano, na Paraíba. No país, os dados também são positivos para a criação de empregos nos pequenos negócios. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Em agosto, as micro e pequenas empresas paraibanas também tiveram um saldo positivo, com 755 novos empregos. Nestes dois meses, foram mais de 1,6 mil empregos criados por estas empresas. Os sete primeiros meses do ano (janeiro a julho), no entanto, o saldo de empregos nos pequenos negócios vinha sendo negativo, aqui no Estado. Para o superintendente do Sebrae Paraíba, Walter Aguiar, estes resultados nos últimos meses apresentados pelo Ministério do Trabalho são mais uma prova de que a recuperação do mercado de trabalho passa pelas micro e pequenas empresas.

“Há uma perspectiva positiva, de melhoria da economia, a partir das micro e pequenas empresas. Com o aumento do nível de confiança dos empresários, há uma tendência de reaquecimento nas vendas nos próximos meses”, destacou Walter Aguiar. Ele lembrou que o Índice de Confiança de Pequenos Negócios (ICPN), apresentado em junho, mostrou que a expectativa de aumento do faturamento e da estabilidade do pessoal ocupado, na Paraíba, foi superior que a média nacional.

“Os pequenos negócios têm grande importância para o desenvolvimento da economia do nosso Estado”, disse. Eles são responsáveis por 56% dos empregos formais da Paraíba e por gerar quase 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Os pequenos negócios representam 99% do universo empresarial da Paraíba e somam mais de 130 mil empreendimentos.

“Apesar de ainda estarmos passando por um momento de dificuldade econômica, muitos empresários continuam inovando e crescendo. O Sebrae fomenta esse crescimento, oferecendo cursos, consultorias, palestras, eventos e orientações em todo o Estado”, disse o superintendente.

Ainda de acordo com os dados do Caged de setembro de 2016, dos 27 estados da federação, 16 apresentaram saldo positivo na geração de empregos nas micro e pequenas empresas. Nesse ranking do saldo de empregos gerados pelas MPEs, a Paraíba ficou em oitavo lugar.


SEBRAE PARAÍBA

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Saques superam depósitos na poupança pelo 8º mês seguido

porco-quebradoOs saques na caderneta de poupança superaram os depósitos pelo oitavo mês seguido. A retirada líquida (descontados depósitos) ficou em R$ 4,465 bilhões, em agosto, informou hoje (6) o Banco Central (BC). O resultado negativo foi menor do que no mesmo mês de 2015: R$ 7,501 bilhões.

Desde janeiro do ano passado, o único mês em que a poupança teve resultado positivo (mais depósitos do que saques) foi em dezembro de 2015 (R$ 4,789 bilhões). Nos oito meses de 2016, a retirada chegou a R$ 48,187 bilhões.

Os saques da poupança chegaram a R$ 171,831 bilhões em agosto e a R$ 1,317 trilhão nos oito meses do ano, superando os depósitos, que ficaram em R$ 167,365 bilhões e R$ 1,268 trilhão, respectivamente.

O saldo total nas contas ficou em R$ 641,126 bilhões, em agosto. Os rendimentos creditados nas cadernetas totalizaram R$ 4,294 bilhões, no mês passado.

Com os juros e a inflação em alta, outras aplicações têm se tornado mais atrativas. A recessão econômica também contribuiu para a fuga de recursos da poupança. Por causa da crise e do desemprego, os brasileiros têm menos sobra de dinheiro para aplicar na caderneta e precisam sacar mais recursos para pagar dívidas.

Agência Brasil 

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Brasil volta com 90 quilos de medalhas do Parapan e terceiro título seguido

parapan-natacaoComo esperado, a delegação brasileira conquistou o primeiro lugar geral no Parapan de Toronto, mas ainda quebrou uma série de marcas. Uma delas é ter fechado a competição com 109 ouros, número muito a frente do antigo recorde de 83 obtido no Rio em 2007.

Outro feito expressivo se refere ao total de medalhas ganhas pelos atletas durante os jogos. Foram 257, o que significa que o avião que levara os esportistas de volta para o Brasil terá 90 quilos apenas de ouro, prata e bronze – cada medalha pesa 350 gramas.

Antes de Toronto, o melhor resultado da história do Parapan era brasileiro e conquistado em 2007. No ano em que a competição foi sediada no Rio de Janeiro o país levou 228 medalhas. O desempenho no Canadá foi tão bom que o recorde foi batido ainda na sexta-feira, um dia antes das ultimas finais serem disputadas.

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Com tantos dados positivos, o Brasil conquistou o terceiro título seguido em Parapan. A modalidade que mais contribuiu para o feito foi a natação, com 104 medalhas sendo 38 de ouro. Na sequência aparece o atletismo que foi 80 vezes ao pódio e 34 no lugar mais alto. Cabe ressaltar que os dois esportes tinham os maiores números de competidores da delegação brasileira.

Midas do Parapan

Como esperado o atleta com mais medalhas de ouro foi Daniel Dias, da natação. Ele foi o primeiro lugar nas oito provas em que competiu. O resultado não surpreende porque se trata de um dos maiores nomes do esporte paraolímpico do mundo. Daniel ganhou o prêmio Laureus, considerado o Oscar do Esporte, duas vezes nos anos de 2009 e 2013.

O nadador é dono de 10 medalhas de ouro conquistadas nas Paraolímpiadas de Pequim e Londres. Pelo bom desempenho no Pan o Daniel escreveu um texto em seu site agradecendo a Deus e aos familiares.

Uol

2h de medo: Taxista pega corrida e acaba sendo vítima de assalto seguido de seqüestro em João Pessoa

taxiO taxista Alan Ramos, 39 anos, passou por maus momentos ao ser vítima de um assalto seguido de sequestro. O fato aconteceu no tarde desta terça-feira (25) em JoãoPessoa.

De acordo com a polícia, o taxista foi solicitado para pegar um casal no bairro de Manaíra e levá-los até a Praia de Jacumã, no Litoral Sul do Estado.

Sem desconfiar de nada, o taxista pegou a corrida, mas quando trafegava pela Via Litorânea, ele foi surpreendido pelo casal. A mulher sacou de uma faca e o homem, uma pistola e anunciaram o assalto.

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Poucos minutos depois o casal obrigou o taxista a parar o veículo nas imediações do Centro de Convenções onde outro carro os esperava. Alan Ramos foi trancado na mala do veículo e os bandidos fugiram levando o som do automóvel e o rádio de comunicação.

O taxista conseguiu sair da mala do carro e pediu ajuda aos vigilantes do Centro de Convenções que ligaram a polícia. Uma viatura foi acionada e iniciou as investigações e buscas, mas até agora os bandidos não foram localizados.

Paulo Cosme / Jota Ferreira

 

Educação em Cuba: um modelo a ser seguido pelo mundo

educacao_em_cubaAo comparar o Brasil com Cuba, a pesquisadora avaliou que “o modelo educacional brasileiro é oposto de Cuba. O cotidiano manifesta, por si só, o fracasso da universalidade, gratuidade e supremacia do público no sistema educativo brasileiro, sendo oposto ao modelo cubano”.

Segundo ele, relatório mundial da Unesco sobre educação em 2011, fez uma radiografia do sistema cubano e explicitou porque este país é um exemplo concreto para o mundo de uma educação exitosa.

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“O artigo 205 da constituição cubana garante a educação pública, gratuita e de qualidade para todos os seus cidadãos, independente da posição socioeconômica na qual se encontram. Mas é o artigo 39 o que chama mais atenção, quando afirma três princípios básicos revolucionários de uma educação de qualidade: a. Garantia de avanço na ciência e na tecnologia; b. Referencial marxista e martiano de ser social que se pretende formar; c. Demarcação da tradição pedagógica progressista cubana e universal”, esquadrinhou a pesquisadora.

Ainda segundo dados da Unesco, a população cubana é de 11.247.925, sendo que 2.193.312 matriculados nas respectivas faixas etárias educativas, 9.673 escolas públicas, 298.508 professores, 170 mil bolsistas, e 908 mil estudantes em escolas semi-internas. Entre 2010 e 2011, formaram-se 85.757 cubanos, 23,4% em cursos técnicos, 31,4% em ciências médicas, 14,9% em pedagogia, 9.9% em economia e 20,4% em outras áreas.

Roberta Traspadini explica que esses dados são r3esultado de um investimento que gira em torno de 30% do PIB cubano, que é de U$60 bilhões, com educação, saúde e garantias sociais.

E o caso brasileiro?

A pesquisadora aponta que, no caso do Brasil, o orçamento público de 2011 foi de aproximadamente R$1,5 trilhões. Deste total, 45% foram gastos com o pagamento de dívidas e amortizações e 3% foram gastos com educação, seja ela pública ou em parceria privada, segundo a auditoria cidadã da dívida.

“A educação pública virou um grande negócio. Cantinas terceirizadas, venda de uniformes e de materiais escolares, sucateamento da merenda escolar. Isto, somado à falta de recursos para a qualificação profissional e às péssimas condições da superexploração da força de trabalho, mostra a real face mercantil da educação pública brasileira”, refletiu Roberta Traspadini.

 

 

Da Rádio Vermelho, com informações da Radioagência NP

IBOPE: Romero continua na dianteira seguido por Tatiana Medeiros e Daniella Ribeiro

Números da pesquisa foram conhecidos durante o JPB 2ª Edição. Primeira rodada foi divulgada no dia 17 de agosto. Agora os números são: Romero – 39% , Tatiana- 21% , Daniela- 15%, Bolinha -4%, Guilherme 3%, Alexandre – 1%, Sizenando -1%.

Esta é a segunda rodada da pesquisa Ibope com intenções de voto para a cidade de Campina Grande. Os números vão ser conhecidos durante o JPB 2ª Edição, nas Tvs Cabo Branco e Paraíba. Até o final da campanha eleitoral uma nova rodada de pesquisa será realizada em Campina.

Sete candidatos estão na disputa pela gestão da Rainha da Borborema: Alexandre Almeida (PT), Artur Bolinha (PTB), Daniela Ribeiro (PP), Guilherme Almeida (PSC), Romero Rodrigues (PSDB), Sizenando Leal (PSOL) e Tatiana Medeiros (PMDB).

A primeira pesquisa Ibope, divulgada em 17 de agosto, apontou a liderança de Romero Rodrigues com 34%. O candidato do PSDB foi seguido Daniella Ribeiro com 21% e Tatiana Medeiros com 20%. Guilherme Almeida registrou 4%, Alexandre Almeida e Artur Bolinha ficaram com 1% cada. O candidato Sizenando Leal não pontuou, brancos e nulos foram 12% e 7% não sabiam em quem votar ou não responderam.

A consulta do Ibope também irá mostrar a avaliação da gestão do atual prefeito, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), e do governador Ricardo Coutinho (PSB).


PB Agora

Com G1/PB

Ensino para adultos tem queda de matrículas pelo 6º ano seguido

Na última década, o número total de matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil não passou de 5,7 milhões e, desde 2006, ele vem caindo anualmente. Por outro lado, o número de brasileiros com mais de 25 anos que não têm instrução ou não completaram o ensino fundamental cresceu de 51,2 milhões para 54,4 milhões entre 2000 e 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Dados preliminares do Censo Escolar de 2012, divulgados pelo Ministério da Educação na quinta-feira (6), mostram que a sequência de queda não deve ser revertida neste ano. O levantamento mais recente registrou 3.295.678 matrículas nas redes estaduais e municipais –que possuem a maior parte dos alunos. Eles não levam em conta as matrículas em cursos semipresenciais e nas redes federal e privada.

De acordo com o Ministério da Educação, esse dado é preliminar e parcial e não pode servir como base para análises, pois ainda será validado pelos gestores escolares nos próximos 30 dias. O MEC afirmou que só comenta os dados finais do Censo Escolar. Eles costumam ser divulgados todos os anos no mês de dezembro.

Desde pelo menos 2009, os dados preliminares e finais do Censo Escolar referentes apenas às turmas presenciais das redes estaduais e municipais, no caso da EJA, tiveram uma variação para cima de entre 1% e 2,5%. Nas últimas três edições finalizadas, as matrículas caíram de 3.917.785 em 2009 para 3.642.513 em 2010 e 3.434.566 em 2011.

O número total de adultos matriculados no sistema educacional atualmente é de pouco mais de 5 milhões. De acordo com o Censo Escolar de 2011, 4.046.169 matrículas foram registradas em todas as redes de EJA no ano passado, e, segundo dados do MEC de julho deste ano, 1.167.113 de brasileiros participavam do Programa Brasil Alfabetizado. A soma das duas modalidades equivale a 9,57% da população considerada o “público-alvo” dos programas em 2010.

O número pode ser ainda menor, já que a rede também atende jovens entre 18 e 25 anos e, cada vez menos, até de 15 a 17 anos.

Queda contínua e fechamento de turmas
As 4.046.169 matrículas em todas as turmas de EJA do país no ano passado mantiveram o Brasil em uma sequência de cinco quedas consecutivas.

Embora o aumento contínuo da rigorosidade metodológica do Censo Escolar seja um dos fatores para a queda no número de matrículas em praticamente todas as modalidades de ensino –com exceção das turmas de educação infantil e educação especial–, os dados sobre o número de salas de aulas e turmas de EJA pelo Brasil demonstram que há cada vez mais opções para os brasileiros que não tiveram acesso à educação na idade certa e que desejam voltar à escola.

Em 2007, o país tinha 166.254 turmas de educação de jovens e adultos nas redes municipais e estaduais. No Censo Escolar de 2011, eram 147.361, o que representa uma queda de 18,9%. Apenas oito dos 26 estados aumentaram sua rede nas esferas municipais e estadual. Em outras três, o número permaneceu quase igual. Nos demais 15 estados e no Distrito Federal, houve queda na quantidade de turmas para adultos.

São Paulo foi o estado que mais fechou salas: 38% das 26.003 turmas desapareceram em cinco anos (na rede estadual, 41% das turmas foram fechadas). Paraná tinha 37,1% turmas a menos em 2011 que em 2007, seguida do Tocantins, com queda de 37%.

Dentro do Ministério da Educação, o ensino de pessoas fora da idade certa é de responsabilidade de uma diretoria específica na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. O MEC realiza o Programa Brasil Alfabetizado em parceria com os governos estaduais, distrital e municipais.

Neste ano, dados do ministério mostram que menos de 10% do total da população analfabeta apontada pelo Censo 2010 do IBGE era atendida pelo programa. Já a EJA recebe recursos do governo federal, mas é gerenciada com autonomia pelos governos e prefeituras. Uma minoria das matrículas está na rede pública federal e na rede privada.

Investimento pouco atraente
Segundo Roberto Catelli, coordenador do Programa EJA da organização não-governamental Ação Educativa, os resultados negativos têm muitas causas. “É uma multiplicidade de fatores, se não investir de fato em entendê-los é difícil reverter a queda”, afirmou ele ao G1, que listou como motivos a falta de flexibilidade de horários e currículos para que os adultos, que têm outras prioridades, como família e emprego, possam voltar às aulas e, mais importante, permanecer nelas.

O especialista afirma ainda que falta indicadores mais precisos, principalmente sobre a questão da permanência dos alunos nessas turmas. Em nota divulgada em julho, o MEC afirmou que não coleta dados sobre evasão nessa modalidade de ensino.

Recuperar adultos que não receberam instrução quando crianças é não é tarefa simples, afirma Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets). “É muito difícil você recuperar uma pessoa que chegou aos 40 anos analfabeta, que ainda está fazendo o fundamental. Ela nunca usou a leitura na vida, a matemática, é difícil fazer disso uma coisa que ela vai incorporar na vida”, diz.

O pesquisador defende investir em outras faixas etárias. “O investimento público mais importante tem que ser justamente quando a pessoa é mais jovem, é aí que você pode ter mais retorno.”

Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma que o Brasil tem estruturas como os sistemas de saúde e assistência social que podem ser usadas para atrair as parcelas da população adulta sem instrução às escolas, mas falta apoio do poder público.

“As gerações que eram crianças a partir dos anos 1990 tinham mais oportunidade de acesso à escola porque mais escolas estavam sendo construídas. O desafio para superar aquilo que falta às gerações anteriores é fazer a busca ativa, uma política de ajuste fino. O Brasil já tem bastante ferramenta de gestão que facilita esse trabalho, mas precisa de vontade política.”

Essa vontade, segundo ele, variou muito nas últimas gestões da educação. Porém, a falta de investimentos na educação infantil é muito mais cobrada, tanto pelos órgãos fiscalizadores quanto pela sociedade, do que o ensino das gerações mais velhas.

“Tem gente que diz que não adianta investir em EJA porque a pessoa vai morrer. Além de ser um aspecto de desrespeito ao cidadão, porque esse é um direito dele, é falta de conhecimento sobre a realidade das pessoas mais pobres. O fato de ela ter educação, mesmo que tardia, garante um enorme ganho de sobrevivência, qualidade de vida e desenvolvimento econômico”, afirma ele.

G1

Pelo terceiro ano seguido, San-São define finalista do Paulistão

Lucas x Neymar: vale vaga na decisão do Paulistão (Montagem: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

São Paulo e Santos entram em campo neste domingo, às 16h, no Morumbi, para uma partida “rotineira” nos últimos tempos. Será o terceiro ano consecutivo que as equipes disputam uma vaga na decisão do Campeonato Paulista. Nas outras duas o Peixe se classificou e acabou com o título da competição.

O jogo deste ano, porém, tem um sabor especial para o São Paulo. O time do Morumbi busca conquistar o estadual desde 2005, ano da última vitória. Entre os grandes do estado, o Tricolor é o que há mais tempo não comemora um título no Paulistão – o Palmeiras venceu pela última vez em 2008, Corinthians em 2009 e o Santos é o atual bicampeão.

Além disso, uma vitória diante do Peixe dá moral para o Tricolor, que também disputa a Copa do Brasil. O time está nas oitavas de final contra a Ponte Preta e vai em busca do título inédito, o que colocaria a equipe novamente na disputa da Taça Libertadores.

Peixe tem primeira prova de fogo do centenário

Pela quarta vez seguida em uma semifinal de Campeonato Paulista, o Santos encara o São Paulo no primeiro momento chave da temporada. O bom início de ano do centenário, avançando para as fases decisivas do estadual e da Libertadores, tem sua maior prova de fogo. Tudo por conta do tropeço na altitude de 3.660 metros de La Paz, em que o Alvinegro perdeu para o Bolívar por 2 a 1 na partida de ida das oitavas. Por conta da derrota, o clássico contra o Tricolor ganha peso ainda maior para o Peixe.

Uma segunda derrota na mesma semana significaria a eliminação do estadual, dez dias antes da partida de volta pela competição continental, na Vila Belmiro. O retrospecto recente contra o São Paulo, porém, joga a favor.

Atual bicampeão do torneio, o Santos tem a chance de quebrar um tabu no campeonato: repetir o próprio tri, conquistado entre 1967 e 1969, feito que não foi repetido por nenhum clube desde então.

Para isso, Muricy Ramalho usará o que tem de melhor, já que além de ser uma decisão, o time terá toda a outra semana para descansar. Com história no Tricolor, o treinador terá novo reencontro com o Morumbi, onde tudo começou para ele no futebol e virou palco de tantas conquistas de sua carreira.

A partida terá a arbitragem de Paulo Cesar de Oliveira, que será auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Vicente Romano Neto. A Rede Globo transmite o clássico ao vivo para os estados de SP e MS, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances da semifinal em Tempo Real.

header as escalações 2

São Paulo: Leão adotou nas últimas partidas a prática de não divulgar a escalação. Foi assim contra o Bragantino e diante da Ponte Preta – partida adiada por conta da chuva. Contra o Santos, a mesma coisa. Ele deu indícios, porém, do time que deve entrar em campo. Sem Luis Fabiano, suspenso, Willian José deve ser o titular. Casemiro também ganha vaga. Ele entra no lugar de Fernandinho. O time, então, deverá ser: Denis, Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson; Lucas e Willian José.

Santos: sem Juan, suspenso e também impedido de atuar por causa de uma cláusula contratual entre Santos e São Paulo, Muricy usará Léo na lateral. Na vaga de Fucile, ainda lesionado, Maranhão segue como titular. Já o restante do time deve ser o mesmo dos últimos jogos, com: Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

São Paulo: Luis Fabiano está suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo. Além dele, o Tricolor tem alguns lesionados, como Rogério Ceni (cirurgia no ombro direito), Cañete (cirurgia no joelho direito), Wellington (cirurgia no joelho esquerdo) e Fabrício (lesão muscular na panturrilha direita).

Santos: Juan, suspenso, além de Fucile, Henrique e Crystian, lesionados, desfalcam o Santos no clássico.

header fique de olho 2

São Paulo: sem Luis Fabiano, a responsabilidade ficará com Lucas. O meia foi o destaque do Tricolor no clássico contra o Santos válida pela primeira fase e marcou o gol da vitória. Ele costuma dar trabalho para a defesa do Peixe.

Santos: perseguindo o tão esperado gol 100 pelo Santos, Neymar está mordido após os episódios na derrota contra o Bolívar, pela Libertadores. Como passou em branco, fato raro nesta temporada (o camisa 11 é o artilheiro da equipe, com 18 gols em 20 jogos), o Tricolor pode pagar a conta.

header o que eles disseram

Emerson Leão, técnico do São Paulo: “Todo excelente jogador, como Luis Fabiano e Neymar, é problema. Quando não joga e quando joga. Quando é do seu time e não joga, problema é seu. Quando o jogador é do adversário e joga, o problema seu também”.

Muricy Ramalho, técnico do Santos:O São Paulo tem um melhor tempo de preparação, mas às vezes não faz diferença. Nós não estávamos preparados para jogar na quarta e ter de atuar domingo, mas estamos aí para jogar. Temos de nos superar. Nosso time, no ano passado, jogou na base da superação e reagiu bem. Os jogadores estão conscientes que novamente será assim”.

header números e curiosidades (Foto: arte esporte)

* Santos e São Paulo têm os dois melhores ataques deste Paulistão com 48 e 46 gols, respectivamente.

* O São Paulo não perde no Morumbi desde 2 de outubro de 2011, quando foi derrotado pelo Flamengo pelo Campeonato Brasileiro – 2 a 1. Em suas últimas 14 partidas em sua casa, o Tricolor obteve 11 vitórias e três empates.

* O clássico Santos x São Paulo não termina sem gols desde agosto de 2008. Neste período foram 13 jogos. O último empate em 0 a 0 aconteceu no Morumbi, dia 31 de agosto de 2008, pelo segundo turno do Brasileirão.

* Nas últimas quatro vezes que venceu este clássico, o São Paulo marcou pelo menos três gols por jogo.

* O Santos tem vantagem no retrospecto recente deste clássico. Nas últimas dez partidas entre as duas equipes, o Peixe venceu seis vezes contra três vitórias são-paulinas e um empate.

* Somando todos os jogos de diversos torneios, campeonatos e amistosos, São Paulo e Santos já se enfrentaram 269 vezes. A vantagem é do São Paulo que venceu 115 jogos, contra 91 vitórias santistas e 63 empates. O São Paulo marcou 442 gols, contra 383 do Santos.

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Depois da desgastante viagem para o Peru, onde bateu o Juan Aurich por 3 a 1, o Santos caiu diante do São Paulo no Morumbi, em partida com show de Lucas. Neymar até brilhou, mas foi ofuscado pelo amigo e meia do Tricolor, protagonista na vitória por 3 a 2, na primeira fase do Campeonato Paulista deste ano.

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