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Situação de emergência de 176 cidades da PB é prorrogada por causa da seca

O decreto de emergência por conta de estiagem foi prolongado por mais 180 dias em 176 cidades da Paraíba. A publicação que prorrogou a situação de emergência dos municípios consta no Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE). A lista dos municípios consta nas páginas 1 e 2 do DOE.

Ainda de acordo com a publicação, esta situação de anormalidade é válida apenas para as áreas dos municípios comprovadamente afetados pelo desastre, conforme prova documental estabelecida pelo formulário de informação de desastre (FIDE) e pelo croqui das áreas afetadas.

Com o decreto, o governo do estado fica autorizado “a abrir crédito extraordinário para fazer face à situação existente”, assim como convocar voluntários para reforço das ações para tentar reparar os problemas decorrentes da situação.

Por sua vez, os municípios ficam liberados também ficam dispensados de licitações os contratos de aquisição de bens e serviços necessários para amenizar o desastre, tais como locação de máquinas e equipamentos, e os de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação do cenário do desastre, desde que possam ser concluídos no prazo estipulado em lei.

G1

Seca compromete 70% dos açudes da PB e cidade tem água até esta quarta

Foto: Divulgação/Cagepa

A estiagem continua a castigar os municípios paraibanos, agora com o início da primavera, e com isso 71% dos açudes do estado estão em situação de observação ou crítica. Os dados são da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). A chegada da água do São Francisco ainda não resolveu grande parte dos problemas hídricos do estado.

Conforme a Aesa, dos 127 açudes monitorados pela agência, 35 estão com capacidade superior a 20%; 40 estão em situação de observação, com capacidade entre 20% e 6%; e 50 (entre eles 15 totalmente secos) estão em situação crítica, com capacidade menor que 5%. Apenas dois açudes estão sangrando: o Olho d’água, que fica em Mari; e São José II, que fica em Monteiro.

Um dos municípios que sofre com sérios problemas de estiagem é Emas, no Sertão paraibano, a 380 quilômetros de João Pessoa, onde o abastecimento de água só está garantido até esta quarta-feira (18).

Situação dos grandes açudes

Sobre os maiores mananciais do estado, que possuem mais de 100 milhões de metros cúbicos (m³) de capacidade, a situação é de emergência.

No açude de Acauã, em Itatuba, o manancial tem 5,12% ou 12,9 milhões de m³ do total de 253 milhões de m³. Em Cajazeiras, o açude Engenheiro Ávidos registra 4,19% ou 10,6 milhões de m³ do total de 255 milhões de m³.

O açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão (que abastece Campina Grande), tem 9,01% ou 37 milhões de m³ do total de 411,6 milhões de m³. Já no açude Mãe d’Água, em Coremas, o saldo é de 4,34% ou 24,6 milhões de m³ do total de 567,9 milhões de m³.

Maior manancial do estado, o açude Coremas, em Coremas, registra 6,17% ou 36,4 milhões de m³ do total de 591 milhões de m³.

Portal Correio

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Ministério assina repasse de R$ 11 milhões para combate à seca na PB

 (Foto: Iago Bruno/G1)
(Foto: Iago Bruno/G1)

Para ações de combate à seca na Paraíba, o Ministério da Integração Nacional repassará R$ 8,4 milhões ao governo estadual e R$ 2,7 milhões ao município de Campina Grande. O estado que enfrenta a estiagem há cinco anos deve começar a receber as águas da transposição do Rio São Francisco a partir de 6 março, em Monteiro, no Cariri, segundo o ministro Helder Barbalho.

Uma comitiva do ministério, acompanhada de prefeitos, do governador Ricardo Coutinho e do senador Cássio Cunha Lima visitou o Eixo Leste da transposição. Após inspeções nas barragens do açude de Porções e de Camalaú, o ministro Helder Barbalho seguiu para Campina Grande, onde prestou contas das obras e anunciou as ações, assinando as portarias e liberando verbas que totalizam R$ 11,1 milhões.

A verba de R$ 2,7 milhões foi assinada com a Prefeitura de Campina Grande para perfuracão de poços e contratações de carros-pipa. Outra portaria de R$ 8,4 milhões foi assinada com o Governo do Estado para construção de adutoras e abastecimento de água em Pilões, Jericó e São José de Piranhas.

G1 PB

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Seca faz plantações de coco sumirem e desemprego chega a 98% no Sertão da PB

Divulgação/Secom-PB
Divulgação/Secom-PB

Em cinco anos consecutivos de estiagem, a maior produção de coco da Paraíba foi praticamente extinta. De acordo com o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), na área conhecida como o Perímetro Irrigado de São Gonçalo, pertencente às Várzeas de Sousa, o desemprego atinge até 98% no setor. Por ano, os paraibanos deixaram de lucrar até R$ 20 milhões.

A produção, que girava em torno de 30 caminhões de coco por dia, exportados do Sertão paraibano para todo Brasil, tornou-se irrelevante. O açude São Gonçalo, que abastece além do município de Sousa e também Marizópolis, se encontra com apenas 27,3% de sua capacidade hídrica. No entanto, a irrigação do perímetro de São Gonçalo, localizado no distrito de mesmo nome, está suspensa desde 2012.

De lá para cá, os coqueiros que haviam restado foram dizimados em incêndios ocorridos no ano de 2015, quando o reservatório estava com menos de 10% da capacidade. A gerência executiva de irrigação da Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap) não acredita que as queimadas possam ter sido provocadas.

O atual funcionário público Abílio Duarte, 30 anos, até o ano passado fazia parte da estatística de desemprego gerada pela extinção dos coqueirais. Ele conta que era produtor de cocos e perdeu 4,5 hectares de coqueirais para a seca e o fogo.

“Às vezes eu acho que os dois incêndios possam ter sido criminosos, mas a polícia investigou e não encontrou nenhuma evidência. A terra realmente estava muito seca e o que eu tinha salvado com água de um cacimbão era só um hectare. Da minha roça viviam nove famílias. Sou casado e tenho um filho, passei num concurso em boa hora, porque não sei de onde eu iria tirar meu sustento”, disse Abílio Duarte.

Segundo o chefe do Dnocs em São Gonçalo, Ednardo Alves de Oliveira, a água que garantia as irrigações no perímetro São Gonçalo vinha do reservatório local e também do açude Engenheiro Ávidos, que abastece Cajazeiras e está hoje com 5,1% de seu volume total. Ednardo ressaltou que o solo da área é rico em fósforo e potássio, o que pode ter contribuído com os incêndios. “Até a Polícia Federal foi acionada, mas a maior parte do que foi incendiado já era coqueiro seco. Além disso, nessa região há uma alta incidência de raios solares que contribui para a qualidade da água de coco produzida em Sousa e pode também ter provocado as queimadas”, explicou.

Da fartura à miséria

O gerente executivo de irrigação da Sedap, responsável pelas Várzeas de Sousa, Demilson Lemos de Araújo, afirma que além do desemprego, outro problema é a redução da qualidade da água de coco e do preço do produto.

“Com as chuvas que estão previstas para 2017, temos esperança de retomar a cultura. Mas, até lá, o que temos hoje é um coco barato e uma água não tão boa. Em épocas de bom inverno, o preço do coco chegava a R$ 1,20 a unidade e hoje está praticamente custando só 40 centavos. Os produtores que restaram estão se mantendo com prejuízo porque sabem que quando a chuva voltar, terão um bom negócio”, disse.

Para José Miguel da Silva, conhecido por Zé da Pista, a solução para fugir do desemprego foi vender almoço e lanche às margens da BR-230, de onde consegue o sustento de sua família. O ritmo da produção de coco caiu tanto que hoje seu José já deixou até de fazer doce para vender porque faltava o principal: coco.

“Foram tempos de muita fartura e agora a gente só não passa necessidade porque tem muita coragem de trabalhar, mas é difícil. A vida antes era de riqueza, agora é de miséria. Eu ainda consegui salvar 100 coqueiros nos fundos de casa, irrigando com água de um cacimbão. Mas pra quem perdeu tudo, será necessário pelo menos uns R$ 30 mil pra recomeçar do zero”.

Jornal Correio da Paraíba

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Seca castiga a PB e 21 reservatórios já secaram totalmente

seca_no_nordesteO número de reservatórios em situação crítica na Paraíba aumentou neste ano. Dos 127 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Aguas do Estado (Aesa), 73 estão com menos de 5% do seu volume; outros 28 têm menos de 20% de seu volume total. Só em 26 reservatórios a situação não é tão grave – estão com sua capacidade armazenada superior a 20%. Não há registro de açude sangrando em 2017.

Na relação divulgada pela Aesa, há 21 açudes que estão completamente secos: Algodão, Algodão de Jandaíra; Bichinho, Barra de São Miguel; Escondido, em Belém do Brejo do Cruz;  Tapera, em Belém do Brejo do Cruz ; Campos, em Caraúbas; Cordeiro, no Congo ; Gurjão, em  Gurjão;  Cachoeira dos Alves, Itaporanga; Carneiro, em Jericó; Olivedos, em Olivedos; Ouro Velho,  em Ouro Velho; Caraibeiras, Picuí; Prata II, em Prata; Riacho dos Cavalos, em Riacho dos Cavalos; Serra Branca I, em Serra Branca; Jenipapeiro, em São José da Lagoa Tapada; São José IV, em São José do Sabugi; São Mamede, em  São Mamede; Novo II, em Tavares; Bastiana, em Teixeira, e  Riacho das Moças, em Teixeira.

Ainda de acordo com a Aesa, há alguns casos que chamam a atenção. Como e o caso do reservatório São José, em Monteiro. Em uma das regiões mais castigadas pela seca, no Cariri, o açude tem 65,86% de seu volume total.

A Capital paraibana e as cidades no entorno que são abastecidas por dois reservatórios  aparentemente continua saldo da crise hídrica. O reservatório de Marés  com capacidade superior  a dois milhões de metros cúbicos tem uma volume total de 1,2 milhão de metros cúbicos. Já o Gramame/Mamuaba tem 70,4% de sua capacidade armazenada. A barragem tem capacidade máxima (m3) de 56.937.000.

Confira a situação em cada reservatório.

clickpb

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Após 18 sangrias em 60 anos de história, Boqueirão vive pior seca

(Foto: Reprodulção/TV Paraíba/Arquivo)
(Foto: Reprodulção/TV Paraíba/Arquivo)

O açude Epitácio Pessoa conhecido como Açude de Boqueirão, no Cariri paraibano completa 60 anos de fundação nesta segunda-feira (16) em uma realidade preocupante. Depois de já ter sangrado por 18 vezes, o manancial vive a pior seca de sua história, estando em um nível de apenas 4,8% da capacidade total. Abastecendo Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano, a esperança de dias melhores para o açude está na conclusão das obras da Transposição do Rio São Francisco.

Com capacidade para armazenar 411,686 milhões de metros cúbicos de água, o manancial inaugurado em 16 de janeiro de 1957 está com apenas 18,565 milhões, conforme os dados da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa). Por conta do baixo nível, as cidades abastecidas enfrentam um forte esquema de racionamento de água há mais de dois anos. Segundo o especialista e recursos hídricos, Isnaldo Luna, que durante 20 anos monitorou o açude como gerente de bacias hidrográficas da Aesa, o açude de Boqueirão divide momentos de sangrias maravilhosas, mas também de secas terríveis.

Sangrias e secas
O açude que hoje comemora 60 anos tem registrado em sua história eventos que são de sangrias maravilhosas e também de secas terríveis. “Desde a inauguração ele sangrou 18 vezes, nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986 e 1989. Depois ele passou 15 anos sem sangrar.

Em 28 de dezembro de 1999, o manancial atingiu o pior nível de sua história, antes da seca atual, chegando ao nível de 14%. Os dias de preocupação acabaram da época cessaram em 1º de fevereiro de 2004 voltou a atingir o nível máximo. As outras novas sangrias ocorreram em 2005, 2006, 2008, 2009 e 2011”, contou o especialista.

Melhor fase da história
Quando o açude de Boqueirão sangrou pela última vez, em 2011, ele teve a melhor fase de sua história. Segundo os dados da Aesa, ele passou 202 dias transbordando água sem parar. A sangria começou no dia 6 de março de 2011 e só parou no dia 22 de setembro daquele ano.

“Toda essa história mostra que o açude é resistente, mas precisa de mais atenção para que possa ter um bom inverno e depois superar os dias difíceis. Desde que houve a última seca em 1999, se passaram 18 anos e não foi feita nenhuma mudança para garantir a segurança hídrica. E isso não é só em relação ao governo, mas a própria população. É preciso aproveitar mais a água da chuva. Parece que as pessoas esqueceram que moramos no Nordeste”, explicou ele.

Operários trabalham no canal que vai levar água da Transposição em Monteiro (PB) (Foto: Katherine Coutinho / G1)Operários trabalham no canal  da Transposição em
Monteiro (Foto: Katherine Coutinho/G1/Arquivo)

Transposição
Vivendo a pior seca de sua história, a esperança de dias melhores para o açude Epitácio Pessoa está na conclusão da obra da Transposição do Rio São Francisco. A previsão é que a água chegue ao açude neste primeiro semestre de 2017. A transposição deságua em Monteiro e segue até Boqueirão passando por rios e outras barragens.

Para agilizar o processo, por meio de uma parceria agenciada pelo Ministério da Integração, o Governo do Estado São Paulo vai empresar quatro conjuntos de motobombas e outros equipamentos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A previsão é de que essas bombas antecipem a chegada das águas em 25 dias.

Sobre a transposição, Isnaldo Cândido disse que ela está sendo um “plano B” para a falta de chuvas e vai chegar em excelente hora. Entretanto, ele destacou que é preciso ter uma melhor gestão da água, pois o mal uso dessa água, mesmo com a transposição,  pode fazer com que a região enfrente novas crises no futuro.

“É preciso entender que a água é um bem finito em qualquer parte do mundo e se não houver gestão ela acaba. Que o governo faça uma boa gestão da água desde já e que as pessoas também se conscientizem de que não podem usar a água como querem”, disse ele.

Medidas de segurança
Para garantir uma segurança hídrica, o especialista destacou medidas que podem ser adotadas a curto e longo prazo. Isnaldo Cândido disse que esta seca precisa deixar um legado para o alerta de novos cuidados para o futuro.

“A construção civil precisa começar a usar medidas alternativas e não usar água tratada para construção. A Indústria também precisa reutilizar a água. As prefeituras e o governo precisam construir os novos prédios já com sistemas de aproveitamento da água da chuva. E os consumidores precisam entender que no Nordeste as cisternas são necessárias. Tem que aproveitar a água da chuva e reutilizar o que puder”, explicou ele.

G1 PB

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Seca causa extrema pobreza no Piancó e padre faz apelo por doações de cestas básicas

secaO padre Djacy Brasileiro, de 58 anos, atuante na defesa do povo sertanejo, usou sua força na internet para pedir mais uma ajuda para as vítimas da seca: cestas básicas. Segundo o padre, centenas de famílias que moram em cerca de 20 municípios sertanejos que integram a região do Vale do Piancó estão passando por uma situação de extrema pobreza e fome depois da escassez de água.

Ele divulgou uma carta suplicando pela ajuda dos governos estadual e federal e da população em geral. Brasileiro é pároco da cidade paraibana de Pedra Branca, no Sertão do estado a 445 km de João Pessoa e revelou condições de extrema pobreza na região com a falta de água e alimento.

“Os sertanejos precisam de água e alimentos. Não custa nada socorrê-los, repito, com cestas básicas: feijão, arroz, macarrão, açúcar, café etc. Socorrer as vítimas da seca, neste momento, com água e cestas básicas deve ser prioridade número 1 para qualquer governante sensível e humano”, diz um trecho da carta.

“Não queremos esmolas, não queremos sensacionalismo. Queremos solução pra a fome de milhares de pessoas. Não podemos deixar que as vítimas da seca morram de fome. É triste presenciar as pessoas sem ter o que comer em casa. É desolador”, lamentou o padre, acrescentado ter recebido 100 cestas básicas para doação. No entanto, o alimento foi insuficiente. “As cestas ajudaram algumas famílias, mas o número de famintos é grande”.

O padre destaca que a população está adoecendo e muitas famílias sobrevivem apenas com o dinheiro do Bolsa Família. “O valor é insuficiente. O dinheiro, que em alguns casos chega a R$ 350, não dá pra comprar absolutamente nada. Com pessoas doentes, o valor vai pra remédio e o que sobre pra compra de alimentos. O Sertão está virando um deserto”, comentou.

Veja abaixo, na íntegra, a carta do padre:

VÍTIMAS DA SECA CLAMAM POR CESTAS BÁSICAS.

Moro no sertão, convivo com o povo, noite e dia. Conheço de perto sua dura e triste realidade. A cada dia que passa, as vítimas da seca sofrem, e como sofrem. O desespero vai se agigantando. O cenário é desesperador.

O clamor dos sertanejos pobres, sofridos, desamparados, é grande. Falta água, falta comida. Diante dessa triste situação, como Padre, SUPLICO que os governos estadual e federal socorram urgentemente com CESTAS BÁSICAS, esses irmãos do sertão.

Os sertanejos precisam de água e alimentos. Não custa nada, socorrê-los, repito, com cestas básicas: feijão, arroz, macarrão, açúcar, café etc. Socorrer as vítimas da seca, neste momento, com água e cestas básicas deve ser prioridade número um para qualquer governante sensível e humano.

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Paraibano homenageia ‘nordestino’, lembra problema da seca e critica decisão do STF sobre proibição de vaquejadas

raimundo-liraEm pronunciamento na tribuna do Senado Federal, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) prestou homenagem ao Dia do Nordestino, transcorrido no último dia 08 de Outubro. Ele disse que tem um “orgulho imenso” de ser nordestino e que, mesmo com as dificuldades climáticas e a crise hídrica, o Nordestino é “forte e bravo”.

O senador lembrou das causas que tornam difícil a vida do nordestino e disse que os seis anos ininterruptos de seca dizimaram cerca de 70% do rebanho de gado, o que diminuiu a “poupança” de milhões de nordestinos que investiram na criação de animais.

Ele disse que a seca, associada à crise econômica, aumentou ainda mais o sofrimento, a angústia e o desespero dos nordestinos; e lamentou também os baixos investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Nordeste.

Lira apontou o atraso de quase cinco anos na conclusão das obras de transposição, lembrando que a obra poderia não ser tão emergencial, caso não houvesse o sucateamento do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), órgão do governo responsável pela construção e manutenção de barragens e açudes na região.

— Hoje o que mata a sede do nordestino são essas barragens feitas a partir de 1942, no Nordeste brasileiro, pelo DNOCS. Essas barragens estão salvando a população dessa grande crise hídrica. E todas essas barragens estão danificadas, estão estragadas, porque, em função do sucateamento do DNOCS, elas não foram mantidas, não foi dada a elas a manutenção necessária – destacou Raimundo Lira.

Vaquejadas – Lira também comentou decisão do Supremo Tribunal Federal – STF que, por seis votos a cinco, optou pela inconstitucionalidade de uma lei cearense que regulamenta a vaquejada, atividade cultural que se manifesta há mais de cem anos no Nordeste, gerando cerca de 600 mil empregos em toda a região, segundo Lira.

Ele lembrou que a decisão pode embasar ações para proibir a atividade no restante do país, o que geraria ainda mais desemprego. Para Lira, se o STF considera a vaquejada cruel com os animais, o que falar da criação de frangos em cativeiro, atividade que não leva em conta o bem-estar das aves, disse ele, explicando os maus tratos com os pintos.

“Eu estou falando nos 600 mil empregos que vão ser fechados no Nordeste, depois de tanta crise, tanto sofrimento, tanta angústia e tanta desvalorização de patrimônio. É mais uma dificuldade para o Nordeste brasileiro. Essa decisão, tomada pelo STF por 6 votos a 5 mostra que não houve consenso”, destacou Raimundo Lira.

Assessoria

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Barragens subterrâneas proporcionam convivência com a seca na região de Bananeiras

barragemA construção de vinte (20) barragens subterrâneas na região de Bananeiras tem contribuído para diminuir os problemas ocasionados pela seca na região.

Uma parceria desenvolvida pela Prefeitura Municipal de Bananeiras através da Secretaria de Agricultura com o Governo do Estado, Emater, Embrapa, Apoiar e o Instituto Sociedade População e Natureza- ISPN.

Com uma tecnologia social de baixo custo, onde é realizado o barramento com lona, impermeabilizando o solo e retendo a água no local. A técnica utilizada foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Embrapa e é replicada no Município, atendendo as regiões mais necessitadas de água.

Já foram atendidas as comunidades de Caraubinha, Riachão, São Domingos, Santa Vitória e Boa Vitoria. Em Santa Vitória, seis (06) famílias estão sendo beneficiadas com 500 mudas de maracujá gigante, que serão cultivadas em um plantio comunitário na área da barragem subterrânea.

Os produtores recebem orientação dos técnicos agrícolas da prefeitura e da Emater, na preparação do substrato, controle biológico de pragas, acompanhamento do espaçamento das mudas, do seu desenvolvimento, além, de promover um acompanhamento social dessas famílias que participam dos programas ligados a gestão municipal.

Com contrapartidas do Município, esse meio de captação de água atinge diversas comunidades carentes da região de Bananeiras que sofrem com a estiagem, proporcionando uma melhor qualidade para o cultivo de produtos que antes não poderiam se desenvolver pela falta de água.

A Prefeitura Municipal tem mantido uma preocupação constante na captação de recursos e meios para amenizar os processos de estiagem na região, garantindo a população uma melhor qualidade de vida, gerando renda a partir do cultivo de diversificadas culturas em uma região que historicamente sofria com a escassez de água.

Ascom PMB.

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Aesa prevê chuvas na PB, mas seca segue no Sertão

chuvas_sateliteA Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) prevê possibilidade de chuvas esparsas com nebulosidade variável para as regiões Agreste, Brejo e Litoral, nesta quinta-feira (25).

Para o Cariri-Curimataú, a previsão é de apenas nebulosidade variável. Já para as demais regiões que compõem a região do Semiárido (Alto Sertão e Sertão), sol com variação de nuvens.

No Brejo, a temperatura máxima deverá chegar aos 27º C e a mínima, aos 17º C. Confira a temperatura para as demais regiões:

Litoral – máxima de 30º C e mínima de 22º C

Agreste – máxima de 29º C e mínima de 18º C

Cariri-Curimataú – máxima de 32º C e mínima de 17º C

Alto Sertão – máxima de 34º C e mínima de 19º C

Sertão – máxima de 34º C e mínima de 22º C

 MaisPB

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