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Saúde orienta vacinar todas as crianças de 6 a 11 meses com dose ‘zero’ na PB

Começa, nesta sexta-feira (23), a vacinação contra o Sarampo para crianças de 6 a 11 meses em toda a Paraíba. A Tríplice Viral faz parte do calendário permanente de vacinação, protege contra Sarampo, Rubéola e Caxumba e está disponível em todas as Unidades de Saúde para a população de 1 a 49 anos. A “Dose Zero” é uma estratégia imediata para barrar a transmissão do vírus do Sarampo que foi reintroduzido no país em 2019.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, até 10 de agosto, 11 estados apresentam transmissão ativa de casos de Sarampo, representando mais de 1600 casos confirmados. O estado de São Paulo é o mais atingido. O secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, explica que “até o momento, a Paraíba não apresentou casos confirmados da doença porém, com a proximidade de Pernambuco, estado que já confirmou quatro casos e investiga um óbito por Sarampo, é preciso estar atento e atualizarmos as cadernetas de vacinação. A vacina é a única forma de prevenção da doença que é altamente contagiosa”, esclarece.

O secretário afirma que a Paraíba ainda não recebeu as doses extras encaminhadas pelo Ministério da Saúde, de toda forma, “Os municípios estão abastecidos da vacina tríplice viral”. Em 2019, só o município de João Pessoa recebeu sete vezes mais do quantitativo de doses necessárias para garantir a cobertura vacinal de crianças de 12 e 15 meses. A terceira gerência, região de Campina Grande, durante o ano de 2019, recebeu mais que dobro de vacinas necessárias para a cobertura da população.

A coordenadora Estadual de Imunizações, Isiane Queiroga, explica que “para garantir uma homogeneidade satisfatória seria necessário ter, pelo menos, 70% dos municípios com cobertura de 95%. A Paraíba atingiu 51%, ou seja, dos 223 municípios, 115 atingiram a meta de vacinar 95% das crianças de um ano contra Sarampo, Rubéola e Caxumba”.

Em comunicado enviado aos municípios, a Secretaria Estadual de Saúde orientou sobre as ações estratégicas que devem ser cumpridas para prevenir o sarampo: Intensificação da vacinação em pessoas de 12 meses até 49 anos de acordo com situação vacinal; vacinar todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias com dose “ zero”; ação de bloqueio vacinal até 72 horas após a identificação de caso suspeito.

O comunicado também orienta que todos os municípios, inclusive os que apresentam boas coberturas vacinais, devem fazer a busca ativa das crianças menores de cinco anos para verificar se as carteiras de vacinação estão atualizadas, e pedir caderneta dos profissionais de saúde para análise da situação vacinal. “É importante que as pessoas guardem suas cadernetas de vacinação para saber se já foram vacinadas. Quem já tomou a tríplice viral não precisa tomar novamente, já está imunizado”, alertou Isiane.

Nos centros com grandes fluxos de turistas, como João Pessoa e Campina Grande, a SES orienta que as secretarias municipais de Saúde façam orientação prévia com os profissionais que atuam em portos, aeroportos, rodoviárias, e rede hoteleira para avaliar a caderneta e se necessário for atualizar esquema com a Tríplice Viral.

Assessoria

 

 

Saúde recomenda dose extra contra o sarampo em bebês menores de 1 ano

O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação contra o sarampo em crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias para combater a disseminação do vírus no país. Nessa faixa etária, segundo a pasta, será ofertada uma dose complementar, chamada de dose zero, como já acontece em campanhas como a de combate à poliomielite. A orientação foi apresentada nessa terça-feira (20) em entrevista coletiva na sede do órgão, em Brasília.

Entre 19 de maio e 10 de agosto deste ano, foram confirmados 1.680 casos de sarampo no Brasil, além de 7,5 mil casos em investigação. No período, de acordo com o ministério, não houve mortes confirmadas decorrentes da enfermidade.

Após um surto envolvendo estados da Região Norte no início do ano, um novo surto foi registrado no estado de São Paulo, que concentra, atualmente, 1.662 casos em 74 municípios – 98,5% do total de casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com seis casos, e Pernambuco, com quatro. Com um caso estão Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Piauí.

A recomendação da vacinação adicional de crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias se deve ao fato deste ser o público com maior potencial de contágio. O coeficiente de incidência em bebês de até 1 ano é de 38,28 casos para cada grupo de 100 mil, enquanto a média de todas as faixas etárias ficou em 4,12. Normalmente, a imunização acontece por meio de duas doses, aos 12 meses e aos 15 meses de vida.

“Temos observado uma incidência elevada em menores de 1 ano. É fundamental estabelecermos estratégia diferenciada para essa faixa etária, olhar para as crianças menores de 1 ano com especial atenção”, declarou o secretário de vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Jovens adultos

Além dos bebês, outro público que preocupa o ministério é o de jovens adultos. A pasta destacou a necessidade de pessoas de 20 a 29 anos regularizarem a vacinação contra o sarampo – o grupo tem coeficiente de incidência de 9 casos para cada grupo de 100 mil, mais que o dobro da média nacional. A orientação vale especialmente para São Paulo, estado com muitos casos e alta densidade populacional.

De acordo com o ministério, pela rotina de imunização estabelecida, pessoas com até 29 anos devem já ter recebido duas doses contra o sarampo. Já quem tem entre 30 e 49 anos deve ter tomado pelo menos uma dose. O secretário ponderou, contudo, que não há necessidade de corrida aos postos de saúde e que a regularização pode ser feita tranquilamente.

Difícil controle

Questionado sobre as razões da propagação do sarampo no país, Oliveira argumentou que a natureza do vírus e de sua transmissão dificultam o controle, especialmente com um surto em uma região como o estado de São Paulo.

“O sarampo é doença de transmissão respiratória. É rastilho de pólvora. Para cada caso, podemos ter 18 pessoas infectadas. É extremamente complexa a contenção da situação viral, principalmente num estado com a densidade demográfica que São Paulo tem”, disse. Entre os principais obstáculos, segundo ele, estão a falta de imunização em adultos jovens e a dificuldade de conscientização desse público.

Estoque

O secretário relatou que já foram disponibilizadas 7,5 milhões de doses da vacina para o estado de São Paulo, além do apoio a campanhas de comunicação para sensibilizar os públicos mais afetados pelo vírus. Ele acrescentou que as vacinas adicionais para bebês devem totalizar cerca de 1,6 milhões de doses e que os estados estão abastecidos, mas que o governo está buscando um estoque complementar com fornecedores externos.

O representante do ministério apontou como problema a atuação de movimentos antivacina que, segundo ele, se alimentam de desinformação e notícias falsas para recusar a imunização necessária. O ministério disponibilizou uma seção em seu site para desmentir notícias falsas e oferecer outras informações.

 

portalcorreio

 

 

Tião Gomes diz que gestão do secretário Geraldo Medeiros revoluciona a saúde da Paraíba

O deputado estadual Tião Gomes (Avante) está confiante no trabalho que vem sendo desenvolvido pelo novo secretário estadual de Saúde Geraldo Medeiros. De acordo com o parlamentar, o médico já demonstrou competência em funções públicas que ocupou ao longo de sua vida profissional, a exemplo da gestão do Hospital de Trauma de Campina Grande, onde foi diretor e mudou positivamente a realidade da unidade hospitalar.

A declaração de Tião Gomes aconteceu durante a audiência pública realizada nesta quarta-feira (14), onde o secretário de saúde prestou contas da pasta, através da apresentação de um relatório do 1º quadrimestre no plenário José Mariz, da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

Tião Gomes reconheceu o bom trabalho executado pelo secretário que assumiu o cargo há quatro meses, mas, já soma diversas conquistas e melhorias importantes na saúde pública.

“Falo do reconhecimento dos avanços da saúde na Paraíba, porque esse desafio não é fácil. Mas, é visível que a gestão do médico Geraldo Medeiros é revolucionária, comprometida com a sociedade e aberta ao povo paraibano. E isso não é surpresa, pois a competência do Doutor Geraldo já era conhecida através do grande trabalho que ele realizou no Trauma de Campina Grande. Registro meus parabéns a esse competente gestor da nossa saúde estadual que atende a todos sem distinção e que em pouco tempo mudou a Saúde da Paraíba da água para o vinho”, pontuou Tião Gomes.

O deputado ainda disse que o governador João Azevêdo está acertando nas suas escolhas para gerir pastas importantíssimas da administração estadual. “Existem erros, existem. Mas há muitos avanços que têm que ser reconhecidos”, disse.

Durante a audiência pública, Geraldo Medeiros destacou as principais ações realizadas pelo Governo do Estado no período, entre as quais a formalização da Rede Cuidar, que passou a ser gerida exclusivamente pela Secretaria de Estado da Saúde; 10 programas de residência; e habilitações pelo Ministério da Saúde do Hospital do Bem e de 40 leitos de UTI (30 no Hospital Metropolitano e 10 no Hospital Geral de Mamanguape).

Para Geraldo Medeiros, a agenda realizada hoje na Assembleia é um instrumento de aproximação do gestor público com o cidadão paraibano. “Esse é o palco ideal para prestação de contas já que estamos na Assembleia, casa dos representantes do povo. Nada melhor do que essa casa para discutir, debater e atender os anseios da população e responder ao questionamento dos deputados”, ressaltou.

 

portaldolitoralpb

 

 

Momento Agevisa define o aleitamento materno como um gesto de amor e de promoção da saúde

Na edição desta quinta-feira (08) do Momento Agevisa, a Agência Estadual de Vigilância Sanitária ressaltou a importância do leite materno para a saúde e o desenvolvimento das pessoas; afirmou que o aleitamento materno, além de ser um gesto de amor e de ligação entre mães e filhos, é também um importante ato de promoção da saúde para ambas as partes; lembrou que o estímulo à produção do leite materno é a sucção feita pelo bebê, e enfatizou: “Quanto mais amamentar, mais leite, saciedade e saúde a mãe estará proporcionando ao bebê e a ela mesma”.

Veiculado dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara (AM-1110 e FM-105.5), o Momento Agevisa desta semana fez parte da Campanha de Incentivo à Amamentação promovida pelo Governo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES/PB). A iniciativa envolve profissionais de saúde e das demais áreas da administração estadual, que foram estimulados e orientados a se valer de várias estratégias (com destaque para a informação) para conscientizar as pessoas sobre a importância de oferecer o leite materno ao bebê durante os primeiros anos de vida.

As ações de estímulo à amamentação ocorrem atualmente em mais de 170 países do mundo, onde o mês de agosto se inicia com a Semana Mundial de Aleitamento Materno. No Brasil, as ações vão do dia 1º ao dia 31, em face da Lei 13.435/2017, que criou o “Agosto Dourado” e o instituiu como o “Mês do Aleitamento Materno” em todo o território nacional.

Envolvimento da sociedade – Segundo a diretora do Banco de Leite Anita Cabral (da SES/PB), Thaíse Ribeiro, para que haja o fortalecimento da amamentação, é importante que toda a sociedade esteja envolvida, começando pela família e se estendendo por toda a comunidade. Conforme Thaíse, a amamentação, além de ser uma responsabilidade de todos, significa saúde para as crianças, a quem não se pode nem se deve negar o direito de acesso à primeira e melhor alimentação.

Como órgão da estrutura de Saúde do Governo da Paraíba, a Agevisa está integrada à campanha. Nesse sentido, conforme a diretora-geral Jória Guerreiro, a Agência se irmana à defesa do envolvimento de todos os familiares próximos, e não apenas da mãe, para que se garanta às crianças o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e (de forma complementar) até os dois anos de idade, nos termos defendido pela Aliança Mundial para a Ação em Aleitamento Materno (WABA) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A abordagem inclusiva definida pela rede internacional de defesa do aleitamento materno foi pensada, neste ano, para contemplar pais, parceiros, familiares, dirigentes e colegas nos locais de trabalho, e a comunidade como um todo, com destaque para os profissionais de saúde. A ideia foi criar um ambiente propício e permitir que as mães amamentem de forma satisfatória em todos os ambientes, tanto em suas casas quanto no trabalho, por exemplo.

A base desse pensamento está na constatação de que a amamentação melhora significativamente quando há a participação de todos, segundo afirmativa da presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), doutora Elsa Giugliani. Segundo ela, os profissionais de saúde têm papel relevante, pois são eles que acompanham os pais e os filhos durante todo o processo.

“O pediatra, em especial, pode capacitar e empoderar os pais por meio do diálogo sobre vários aspectos do aleitamento materno, oferecendo informações atualizadas e embasadas em evidências; orientando com competência o manejo das eventuais dificuldades ao longo do processo da amamentação, e, sobretudo, escutando, elogiando (quando pertinente) e respeitando as escolhas, sem julgamentos”, enfatiza Elsa Giugliani.

Segurança alimentar e nutricional – No âmbito da Paraíba, a participação massiva no estímulo ao aleitamento materno foi defendida pelo secretário de Estado da Saúde, Geraldo Antônio de Medeiros, em Ofício Circular encaminhado aos órgãos da Administração Direta e Indireta. No documento, Geraldo Medeiros afirmou: “A amamentação está relacionada à garantia da segurança alimentar e nutricional no que se refere ao Direito Humano à Alimentação Adequada, sendo necessário para a fruição dos direitos humanos o acesso ao leite materno como primeiro e melhor alimento”.

As palavras do secretário paraibano referendam o argumento de que a amamentação é um dos melhores investimentos para salvar vidas, melhorar a saúde das pessoas e favorecer o desenvolvimento social e econômico de indivíduos e nações, como defendem os organismos internacionais e nacionais ligados à questão.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Pediatria, disponibilizadas em www.sbp.com.br/, a amamentação evita a desnutrição e a obesidade de bebês; protege os bebês de doenças; aumenta o vínculo entre mães e filhos, e ajuda as mães a se recuperarem mais rápido no pós-parto. Também conforme a SBP, o ato de amamentar funciona como um anticoncepcional natural (prevenindo a gravidez nos primeiros seis meses, com taxa de falha de apenas 2%); ajuda a diminuir o risco de alguns cânceres nas mães (o de mama, por exemplo), e pode reduzir nas mães o risco de doenças cardiovasculares.

Assessoria

 

 

Prefeito de Solânea entrega R$ 120 mil em investimentos na saúde do município

Em cerimonia, foram entregues para uso da população dois carros Ford Ka e equipamentos para tratamento de fisioterapia.

Governo de Solânea investe cerca de R$ 120 mil na Secretaria de Saúde para melhorias no atendimento à população de Solânea. Foram entregues em cerimônia ontem (07) um veículo zero quilômetro Ford Ka e R$ 40 mil em equipamentos para tratamento de fisioterapia ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e outro carro zero quilômetro Ford Ka para uso no Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

Centenas de pessoas estiveram presentes na cerimônia de entrega, entre elas autoridades do município e estaduais, com a presença do Deputado Estadual Ricardo Barbosa, usuários da saúde, moradores e profissionais da área.  “Essa é uma conquista de todos. Ficamos muito gratos em, com nosso trabalho, proporcionar melhorias que irão suprir as necessidades dos serviços e beneficiar a população”, contou o prefeito de Solânea, Kayser Rocha. Durante a cerimônia Kayser recebeu uma homenagem da equipe do Nasf pelos serviços prestados à população e atenção à saúde.

Dois veículos e aparelhos novos trazem melhorias

Os novos aparelhos de tratamento para fisioterapia e os veículos irão suprir as necessidades de atendimento e deslocamento de pacientes. “Atendemos centenas de pacientes com visitas domiciliares e realizamos deslocamento para tratamento e atenção na saúde”, contou o coordenador do Caps Danilo Fernandes. Para a coordenadora do Nasf, Aleine Menezes a renovação do material irá proporcionar a ampliação do atendimento. “Estamos renovando todo o nosso material e poderemos atender ainda melhor quem precisa. Vamos distribuir alguns equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde o que ampliará os benefícios”, contou.Os equipamentos foram adquiridos com recursos próprios.

           

 Assessoria de Comunicação

 

8 testes simples de saúde que você pode fazer em casa

Vivemos em uma época em que avanços da ciência ampliam nossa longevidade média. Mas a tecnologia também pode ter nos afastado de sinais que nosso próprio corpo dá analógica e organicamente, indicativos esses que eram boa parte do que nossos antepassados tinham para detectar alterações e problemas de saúde.

A própria internet traz “receitas” para que alguns desses sinais sejam identificados em testes simples, individuais e domésticos. A BBC News Brasil apresentou a diversos médicos alguns testes sugeridos nos mundos online e offline e reuniu aqueles que, na opinião dos especialistas, são verdadeiramente úteis e têm embasamento técnico – alguns deles, inclusive, são usados nas próprias consultas.

“Autotestes” que recorrem a desenhos, movimentos simples com o corpo ou varreduras na pele podem indicar desde inchaços nas pernas a alterações em capacidades cognitivas decorrentes do envelhecimento ou uma predisposição a cânceres.

Mas vale um alerta importante: todos os médicos entrevistados citaram as palavras “rastreio”, “rastreamento” ou screening para definir esses testes. Ou seja, muito longe de ser um diagnóstico avaliado por um profissional, eles servem para fazer pacientes ficarem mais atentos a possíveis sintomas que, aí sim, devem ser levados ao médico.

Isto porque a generalidade e simplicidade dos testes podem levar a coisas como falsos positivos ou negativos, ou ainda à confusão de sintomas que podem refletir doenças diferentes. Por isso, a consulta com um médico é fundamental para que o rastreio se transforme em um diagnóstico.

Por outro lado, estas checagens “autoadministradas” podem ser uma forma de cada um de nós registramos um histórico – e de ficarmos mais conscientes da nossa própria sáude.

Cabeçalho com ilustração: Desenhar relógios

Uma folha de papel, uma caneta e um desenho simples podem despertar o alarme para alterações importantes na capacidade cognitiva.

Este teste, uma tarefa que faz parte de algumas baterias de avaliações conduzidas por neurologistas nos consultórios, consiste no seguinte: de preferência acompanhada, a pessoa testada deve desenhar um relógio em uma folha de papel. Primeiro o círculo, depois os números na ordem correta; e por último os ponteiros – há diversas versões para qual horário eles devem apontar, mas o neurologista Fabio Porto, do Hospital das Clínicas de São Paulo, recomenda 2h45 ou 11h10.

Também há pelo mundo diferentes estudos e versões sobre como os resultados devem ser medidos mas, em geral, um relógio “anormal” deve chamar a atenção – quando aparece, por exemplo, com números repetidos ou fora de ordem; ponteiros fora de lugar; ou horário diferente do pedido.

Demora, dificuldades na compreensão da instrução ou na execução podem indicar alterações na memória e cognição – principalmente com o envelhecimento, quando essas alterações se manifestam mais e podem ser sintomas de Alzheimer e demência.

“É um teste que envolve as funções visuais e também as funções do lobo frontal (uma parte do cérebro), como planejamento, raciocínio lógico e abstração”, explica Porto.

“Inicialmente, o ideal é que o desenho seja espontâneo. Se a pessoa não conseguir, outra pode pedir que ela copie um desenho já feito. Se a função visual estiver ruim, a cópia também ficará ruim; se a parte frontal estiver mais debilitada, possivelmente a cópia não ficará ruim.”

Outras pequenas e fáceis tarefas que podem manifestar desvios importantes são, segundo recomenda o neurologista, falar os meses do ano de trás para frente; ou, em um minuto, pronunciar aproximadamente mais de 11 palavras com uma mesma letra inicial (exemplo: F ou P) ou parte de uma mesma categoria (como animais ou objetos de cozinha).

“É importante lembrar, porém, que esses testes podem levar a resultados influenciados por outros fatores, como desatenção, ansiedade, depressão, escolaridade e não compreensão do enunciado”, ressalta.

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Cabeçalho com ilustração: Sentar e levantar
Ilustração mostra movimentos que devem ser feitos no teste de sentar e levantar

Desenvolvido por dois pesquisadores brasileiros, o Teste Sentar e Levantar (TSL) ganhou o mundo como uma ferramenta simples para avaliar a combinação de quatro componentes da saúde de uma pessoa: peso, flexibilidade, equilíbrio e potência muscular.

O teste deve ser feito com roupas confortáveis, pés descalços, em superfície plana e de preferência acompanhado – ainda mais em grupos com condições especiais de saúde, como grávidas e idosos.

A proposta é basicamente que a pessoa testada, em posição de quem vai se sentar (com os pés cruzados), abaixe-se e levante-se sem encostar qualquer outra parte do corpo que não as solas dos pés. Não há preocupação com a velocidade dos movimentos.

Em uma pontuação total de dez, considerando as duas etapas (sentar e levantar), perde-se um ponto a cada parte do corpo encostada no chão – como uma das mãos, o antebraço, o joelho e a face lateral da perna. Um ponto é perdido também se a pessoa usar uma mão para apoiar-se sobre o joelho ou a coxa.

Se cambalear, a pessoa tem subtraído ainda 0,5 ponto.

Exemplo: se uma pessoa se desequilibra ao abaixar (0,5 ponto) e, na hora de levantar, desequilibrar mais uma vez (0,5 ponto) e usar uma das mãos (1 ponto) como impulso, sua pontuação é 8.

A pontuação ideal está na faixa de 8 a 10 pontos, mas varia por sexo e idade.

“É muito raro pessoas com mais de 65 anos conseguirem ter a pontuação total”, exemplifica Claudio Gil Araújo, autor do método e pós-doutor em Medicina do Exercício.

Monitorando o histórico de saúde de 2.000 pessoas por anos, os pesquisadores brasileiros perceberam que boas pontuações eram poderosas ferramentas de previsão da qualidade e expectativa de vida.

Pessoas que tiveram menos de entre 6 e 7,5 pontos apresentaram probabilidade duas vezes maior de morrer nos próximos seis anos do que aqueles acima desse limiar; aqueles com 3 ou menos pontos tiveram essa chance aumentada em cinco vezes.

Segundo o médico, cada componente presente no teste tem ligação com problemas de saúde: na literatura, o excesso de peso está associado a certos tipos de câncer, AVCs e infartos; já a falta de equilíbrio, flexibilidade e potência muscular podem levar a fraturas e quedas.

“Não é uma relação direta, mas os fatores que estão sendo medidos no teste mostram uma predisposição a alguns problemas de saúde.”

A boa notícia é que aqueles com pontuações relativamente baixas podem buscar melhorar a nota – e consequentemente, a sua saúde. Por exemplo, com exercícios físicos. Assim, o teste pode ser feito e registrado sucessivas vezes, construindo um histórico.

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Cabeçalho com ilustração: Sinal de cacifo
Ilustração mostra movimentos que devem ser feitos no teste de sinal de cacifo

Este teste tem até um nome na literatura médica: o sinal de cacifo, que consiste em usar o polegar ou dois dedos juntos e pressionar, por 5 a 10 segundos, a pele da perna, na região entre o joelho e o tornozelo, ou o peito do pé.

Caso a marca do dedo fique na pele “afundada” depois de alguns poucos segundos, pode ser um sinal de retenção de líquido, um problema na circulação. O normal é que a pele volte ao normal quase imediatamente.

A retenção de líquido pode ser resultado de situações cotidianas, como ficar muito tempo em pé; do uso de tratamentos hormonais, como anticoncepcionais; ou ainda de condições de saúde mais sérias, como insuficiência cardíaca e cirrose.

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Cabeçalho com ilustração: Refil capilar nos dedos
Ilustração mostra movimentos que devem ser feitos no teste de refil capilar

Os dedos podem ser usados mais uma vez para avaliar a circulação (de sangue e outros fluidos através das veias, artérias e vasos linfáticos), dessa vez usando um deles para pressionar a unha de outro dedo, deixando-a mais clara.

Ao soltar, caso a cor embaixo da unha demore mais de aproximadamente 2 segundos para voltar à cor normal, pode ser sinal de alguma anormalidade.

“Pessoas com doenças vasculares periféricas têm esse mecanismo um pouco mais lentificado”, exemplifica o cardiologista Guilherme Renke, do Instituto Nacional de Laranjeiras (INC).

Um “refil” mais lento pode indicar ainda desidratação ou choque, inclusive em crianças.

“A vascularização (irrigação) dos dedos ocorre em microcapilares. Quando a gente pressiona o dedo e ele fica mais claro, estamos expulsando o sangue; então, quando soltamos, a velocidade com que esse enchimento volta indica o quanto uma pessoa é mais saudável do ponto de vista vascular”, explica.

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Cabeçalho com ilustração: Contar pintas e manchas

Muitos estudos já buscaram associar um número determinado de pintas e manchas no corpo a um maior risco de melanoma, um câncer de pele agressivo.

Levando em consideração um consenso de que cerca de 100 nevos (pintas ou sinais na pele de tamanho, cor e saliência variadas) pelo corpo indicam uma maior predisposição à doença, os autores de um estudo publicado em 2015 no periódico British Journal of Dermatology procuraram alguma parte do corpo que pudesse representar esse número em uma escala menor – para que pacientes não precisassem gastar muito tempo e esforço fazendo uma busca de dezenas de marcas em toda parte.

Considerando um grupo de milhares de mulheres inglesas e brancas, os cientistas definiram que a presença de 11 nevos (com no mínimo 2mm de diâmetro) no braço direito é um indicativo de maior risco deste câncer – e, logo, da necessidade de mais precaução, como uso de protetor solar e consultas com especialistas.

O dermatologista oncológico Aldo Toschi, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, afirma que este tipo de busca pelo próprio paciente ajuda na compreensão dos riscos da doença pelos leigos e pode fazer com que estes cheguem mais cedo ao especialista caso haja algum motivo de desconfiança.

Mas, claro, esta tarefa caseira não deve levar nem a um relaxamento no caso daqueles que não verificam tantos nevos, nem a um desespero para os que encontram.

“É fundamental considerar outros aspectos, como o histórico familiar da doença, a exposição ao sol e o tipo de pele, já que pessoas com peles, cabelos e olhos claros têm maior risco”, explica.

Ele diz ainda que, no consultório, é comum que especialistas avaliem também o número, concentração e características de marcas na pele em partes do corpo como as costas, os ombros e as mãos. Com a experiência, estes profissionais não precisam fazer contagens exatas, mas estão acostumados a ficar alertas com nevos assimétricos, com bordas irregulares e cores variadas em uma mesma mancha.

Em seguida, essa análise no contato direto com o paciente é aprimorada com exames como a dermatoscopia e mapeamento corporal.

Toschi acrescenta ainda que, hoje, os médicos tendem a ficar mais alertas com manchas com a partir de 6mm de diâmetro.

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Cabeçalho com ilustração: Autoexames

No Google Trends, que capta as principais pesquisas no buscador, o autoexame mais procurado no Brasil é de longe o de mama – um sinal do sucesso de campanhas de conscientização pela prevenção do tipo de câncer mais incidente nas mulheres no país depois do de pele não melanoma.

Mas é importante lembrar que a maior parte dos nódulos e secreções que podem ser encontrados nessa busca não estão necessariamente relacionados ao câncer.

Recomenda-se que o autoexame de mama seja feito mensalmente, depois da menstruação, em frente ao espelho, em pé e depois deitada – e, claro, sem roupa, pelo menos na parte de cima do corpo. Em 2018, a BBC News Brasil publicou um vídeo orientando como fazer o autoexame de mama e por que ele é importante.

O site do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) traz ainda arquivos com outros tipos de autoexames: da boca, pele, testículos e tireóide; confira aqui.

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Cabeçalho com ilustração: Bolsa de água quente para buscar origem da dor

No caso da desconfiança de que uma dor seja muscular, colocar uma bolsa de água quente na região pode confirmar a hipótese, se a dor for aliviada ou passar – pois o objeto quente tem o efeito de relaxar os músculos.

Diante de uma dor no pescoço, por exemplo, o alívio com a bolsa de água pode separar o torcicolo (de origem muscular) de algo mais sério, como uma hérnia.

Mas André Salgado, clínico geral, destaca que isso serve mais para dores superficiais – aquelas agudas, como decorrentes de um infarto ou uma apendicite, requerem uma intervenção mais urgente. Ele aponta ainda que outros tipos de dor não musculares também podem ser aliviados com a bolsa, como cólicas.

“É um teste mais válido quando você parte do princípio que é uma dor muscular, que costuma piorar quando você mexe aquela parte do corpo, ou esta se apresenta dura e tensa”, acrescenta.

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Cabeçalho com ilustração: Testes auditivos

A internet e as lojas de aplicativos para celular estão cheias de opções de testes auditivos online – gratuitos ou não.

Em geral, eles duram alguns poucos minutos e devem ser feitos em locais silenciosos, já que reproduzem arquivos de áudio através do fone ou do alto-falante de computadores. Eles costumam incluir também breves questionários, com perguntas sobre idade e sexo do testado.

O formato dos testes varia, mas em geral inclui a avaliação da sensibilidade para tons graves, médios e agudos, além de pedir para que o usuário detecte palavras faladas em ambientes ruidosos. Depois, uma pontuação ou nível são apresentados de acordo com o desempenho.

Considerando uma escala de perdas auditivas leves, moderadas, graves e profundas, Fausto Nakandakari, otorrino no Hospital Sírio Libanês, diz que os níveis “do moderado para cima” provavelmente podem aparecer em autotestes.

O médico diz que diversos pacientes já chegaram ao seu consultório relatando ter feito estes testes – e compartilha com a BBC News Brasil o comentário que costuma dividir com eles.

“Estes testes têm a sua validade para, por exemplo, rastrear alguma queda na audição. Mas a perda auditiva deve ser confirmada com um exame mais detalhado, como a audiometria”, explica Nakandakari.

O otorrino destaca também algumas limitações dos testes, com a influência de sons externos e a qualidade do som emitido por celulares, por exemplo.

“Na audiometria, o exame é feito dentro de uma sala acústica, e os equipamentos são calibrados e regulados.”

Ilustrações: Cecilia Tombesi/BBC

BBC Brasil

 

 

Número de casos prováveis de dengue aumenta 33,1% em 2019, na Paraíba, diz Saúde

Um aumento de 33,1% nos casos prováveis de dengue foi registrado nos primeiros sete meses de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta sexta-feira (2). Também houve elevação no número de notificações para chikungunya.

Nesse período, foram registrados 11.258 casos prováveis de dengue, enquanto que no ano anterior haviam sido 8.458. Em 2019, os picos de casos de dengue foram observados em abril e maio, seguidos por uma redução em junho.

Já em relação às notificações de chikungunya, foram contabilizadas 860, o que representa um aumento de 18,78%, uma vez que no mesmo espaço de tempo em 2018 foram 724. Apesar disso, a quantidade de casos prováveis de doença aguda pelo vírus zika permaneceu a mesma nos dois anos, 248.

Situação dos municípios

Os municípios paraibanos com maior incidência de notificações por 100 mil habitantes são, segundo a Secretaria, Princesa Isabel, São José de Princesa, Juru, Caaporã, Conde, Areia, Esperança, Alagoa Nova, São Sebastião do Umbuzeiro, Prata, Monteiro, Teixeira, Matureia e São José do Sabugi. Contudo, das 223 cidades, 24 não identificaram casos suspeitos de arboviroses.

Ainda conforme a SES, o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LiraA), realizado de 1 a 5 de julho deste ano em 222 municípios, indicou que 56 apresentaram índices que demonstram situação de risco de surto. Outros 136 estão em alerta e 30 em estado satisfatório.

Mortes por arboviroses

Nos primeiros sete meses de 2019, foram registradas 36 mortes pelas chamadas arboviroses, sendo cinco confirmadas para dengue, em Bayeux, Santa Rita, Solânea, Araruna e João Pessoa; uma confirmada para zika, em João Pessoa; e uma confirmada para Chikungunya, em Fagundes. Outras 16 suspeitas foram descartadas.

Ações de combate

A Secretaria informou que, entre as ações programadas, estão a realização de teste de resistência ao inseticida usado no carro fumacê, uma maior atenção durante o período de chuvas e o monitoramento e acompanhamento da situação epidemiológica e ambiental.

G1

 

Barulho aumenta a cada dia e afeta a saúde auditiva de milhões de pessoas em todo o mundo

A Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) é um dos grandes males da atualidade

Neste século 21, o volume dos sons da vida está cada vez maior. Problemas de audição já atingem mais de 360 milhões de indivíduos, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Estima-se que 25% da população trabalhadora exposta a ruídos, em todo o mundo, seja afetada pela perda auditiva, em algum grau.

Trabalhadores da construção civil, pilotos e tripulantes de aviões, motoristas, dentistas, cabeleireiros, engenheiros, músicos e produtores musicais são alguns dos profissionais prejudicados com os elevados decibéis dos ruídos do dia a dia. Sem proteção acústica adequada, eles estão sujeitos à perda auditiva já na idade adulta porque as células ciliadas da orelha, responsáveis pela audição, quando morrem, não se regeneram e as pessoas passam a ouvir cada vez menos.

Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) atinge qualquer pessoa exposta a níveis de som elevados, com frequência. Um dos primeiros sinais de que algo não vai bem pode ser o zumbido. Cerca de 28 milhões de pessoas no Brasil já sofrem de zumbido e cinco milhões apresentam algum grau de surdez. O excesso de barulho não está somente em alguns ambientes de trabalho. O dano auditivo pode ocorrer ao participarmos de shows e micaretas, principalmente se ficarmos próximo às caixas de som; ao exagerarmos no volume do áudio ao usar fones de ouvido diariamente; em consequência à alta intensidade de ruído durante o disparo de um tiro – para os amantes de clubes de tiro; ao colocarmos a TV em alto volume dentro de casa; e até no estampido dos fogos de artifício.

“Todo trabalhador exposto a altos níveis de ruído em seu local de trabalho deve usar equipamentos de proteção individuais (EPI) adequados, como os protetores auriculares, que podem ser personalizados, de acordo com as medidas do ouvido de cada um. O uso simples desses acessórios já diminui bastante o risco de perda auditiva”, ressalta a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

É fundamental fazer avaliações audiológicas periódicas da audição, como precaução; ou buscar tratamento imediato assim que se percebe que já não escutamos bem. As fonoaudiólogas da Telex, inclusive, realizam check up auditivo gratuito em todas as unidades situadas em cidades de todo o país.

“Ao perderem a audição, as pessoas relatam dificuldades de compreensão da fala do interlocutor; dificuldade de localização e concentração; e até dor de cabeça; tontura e irritabilidade. O zumbido é um dos sintomas da perda auditiva. O barulho perturbador que pode ser tratado com o uso de uma prótese auditiva com recurso especial que suaviza o incômodo, ao mesmo tempo em que trata a perda de audição”, explica a fonoaudióloga.

Sons por todos os lados

Além dos fatores de risco já mencionados, a população ainda convive diariamente com buzinas; carros de som; grito de camelôs; barulho de obras; eletrodomésticos ruidosos – como aspirador de pó, secador de cabelo e liquidificador; pessoas conversando em tom alto; gritaria de crianças; latido de cachorro; telefones e equipamentos eletrônicos. São tantos os sons ao redor que às vezes fica difícil até saber de onde vem cada um. Essa overdose sonora que afeta a todos, voluntária ou involuntariamente, também pode trazer sérios riscos à saúde auditiva.

“A grande preocupação é que a PAINPSE tem efeito cumulativo. Dependendo do volume e do tempo de exposição ao som elevado, além de predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada, ao longo da vida. E as novas gerações serão as maiores vítimas dessa perda precoce de audição, em razão de hábitos ruins, como o uso de fones, boates, música alta nas academias e da vida cada vez mais barulhenta”, alerta a especialista da Telex.

Prevenção

Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. “Quando o dano ainda é pequeno, é mais fácil a adaptação aos aparelhos auditivos e o retorno do acesso aos sons acontece mais naturalmente. O problema é que a maioria das pessoas não reconhece que ouve mal. A falta de informação e o preconceito fazem com que a consulta ao médico otorrinolaringologista seja protelada por muitos anos. Quando se procura tratamento, a audição está muito comprometida, o que pode acarretar até problemas cognitivos, com dificuldades no processamento de informações, atenção e raciocínio, por exemplo”, completa Marcella Vidal.

A boa notícia é que, graças aos avanços da tecnologia, os aparelhos auditivos hoje são minúsculos, como os da Telex, garantindo discrição e elegância ao usuário. Por isso, ao desconfiar de dificuldades para ouvir, consulte um especialista para obter um diagnóstico preciso. A partir de exames como a audiometria, é indicado o tratamento mais adequado.

 

Assessoria de imprensa da Telex Soluções Auditivas

 

 

Com cobertura vacinal baixa na Paraíba, Saúde alerta população para atualizar vacina contra Sarampo

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou um alerta para que a população atualize a caderneta de vacinação com a aplicação da Tríplice Viral. O alerta é para proteger a Paraíba contra o Sarampo, doença que já havia sido extinta e que foi reintroduzida em alguns locais do país.

O Sarampo é uma doença infecciosa, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir, com complicações e óbitos, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

De acordo com a chefe do Núcleo de Imunizações da SES, Isiane Queiroga, a Paraíba encontra-se com a cobertura vacinal de 81,87%. O ideal é subir esse dado para mais de 95%, que é a recomendação do Ministério da Saúde. “Dos 223 municípios paraibanos, 109 (48,87%) apresentaram coberturas vacinais adequadas, conforme recomendação do Programa Nacional de Imunização – PNI. Tal situação caracteriza a existência de bolsões de suscetíveis que possibilita a reintrodução do Sarampo no Estado”, afirma.

Este ano, até a semana Epidemiológica 29/2019, terminada em 20 de julho, a Paraíba registrou 18 notificações suspeitas de sarampo, das quais 14 foram descartadas por laboratório e 4 por não preencher o critério de caso suspeito. Isiane afirma que é necessário alertar os gestores municipais para intensificarem a busca ativa na população para imunizar pessoas não vacinadas com a Tríplice Viral, principalmente aqueles locais que não alcançaram a meta de 95%.

“O objetivo é manter um alto nível de imunidade na população, reduzindo a possibilidade da ocorrência da doença. No ano de 2018, até o momento, o Estado da Paraíba atingiu 95,77% de cobertura vacinal contra o sarampo”, alerta.

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros explicou que, na região Nordeste, os casos registrados foram todos importados. Ou seja, não são casos de transmissão dentro do território. Mesmo assim, é necessário atualizar a caderneta de vacinação para a Tríplice Viral, pois a vacinação é a única maneira de prevenir a doença e evitar que o Sarampo seja reintroduzido na Paraíba.

Esquema vacinal para o Sarampo:

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: 

  • uma dose aos 12 meses e outra aos 15 meses de idade.

Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: 

  • duas doses da vacina tríplice viral.

Adolescentes e adultos até 49 anos:
Pessoas de 10 a 29 anos  –  duas doses das vacinas tríplice viral
Pessoas de 30 a 49 anos  – uma dose da vacina tríplice viral
Profissionais de saúde, independentemente da idade, administrar 2 (duas) doses, conforme situação vacinal encontrada, observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

IMPORTANTE: Quem já tomou duas doses durante a vida, da tríplice ou da tetra, não precisa mais receber a vacina. Se não há comprovação de vacinação nas faixas etárias indicadas, há necessidade de adultos receberem a vacina.

Contra indicação para a vacina
✓ Casos suspeitos de sarampo.
✓ Gestantes – devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegida. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser
vacinada um mês, antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.
✓ Menores de 6 meses de idade.
✓ Imunocomprometidos.

 

clickpb

 

 

Saúde promove “Agosto Dourado” para incentivar e estimular a amamentação

Incentivar e estimular a amamentação são os objetivos do mês intitulado Agosto Dourado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) organizou uma programação vasta que com início neste 1º  de agosto até o dia 31, em todo estado, por meio de ações nos hospitais, envolvendo os profissionais e a população para conscientizar sobre a importância de oferecer ao bebê o leite materno durante os primeiros anos de vida da criança.

“Para o fortalecimento da amamentação é indispensável que a família e a comunidade apóiem. Afinal, a amamentação é responsabilidade de todos, pois significa saúde para todas as crianças da sociedade, através do acesso da primeira e melhor alimentação. Sendo assim, buscaremos, durante todo mês, atingir a sociedade com diversas ações”, disse a diretora do Banco de Leite Anita Cabral da SES, Thaíse Ribeiro.

De acordo com a programação, no dia 1º (quinta-feira), terá um café da manhã de abertura do mês de incentivo à amamentação, no Banco de Leite Anita Cabral, em Cruz das Armas. No dia 6 (terça-feira), serão realizadas atividades de incentivo à amamentação e esclarecimento acerca dos direitos das mulheres trabalhadoras que amamentam na empresa Energisa (das14h às 17h).

Na quarta-feira (7), haverá atividade de incentivo à amamentação nos hospitais com leitos obstétricos  do estado, com visitas e palestras ao alojamento conjunto. No dia 9 (sexta-feira), terá promoção do aleitamento materno para enfermeiros e nutricionistas da Atenção Básica e Nasf em João Pessoa. No dia 13 (terça-feira), haverá roda de conversa sobre gravidez, maternagem e amamentação na Funad.

No sábado (17), acontecerá um mamaço, no Espaço Cultural, no auditório 06, com oficinas para gestantes, mães e familiares, das 14 às 17h. Do dia 19 a 22, será promovido um curso de manejo clínico da lactação para hospitais Amigo da Criança da grande João Pessoa, no auditório do Cefor. No dia 22 (quinta-feira), terá atualização para profissionais em laboratório de processamento de leite humano em bancos de leite humano, no Banco de Leite Anita Cabral.

Dentro da programação do “Agosto Dourado”, terão ações também voltadas para a juventude. Do dia 1º ao dia 31 acontecerá o mês de apoio à amamentação na adolescência com visitas diárias ao alojamento conjunto da Maternidade Frei Damião; no dia 7 (quarta-feira), haverá roda de conversa sobre gravidez e amamentação na adolescência, no Banco de Leite Anita Cabral e ambulatório de pré-natal da maternidade Frei Damião; e no dia 30 (sexta-feira), estará em foco o tema Amamentação e universidade: desafios da manutenção do aleitamento materno após o retorno à vida acadêmica, cuja atividade será na UFPB.

Secom\PB