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Na PB: Ministério Público fiscalizará campanhas para tratamento de saúde

Pessoas físicas ou jurídicas agora são obrigadas a abrirem conta bancária antes de iniciar campanha solidária para arrecadação de dinheiro com o objetivo de auxiliar financeiramente no tratamento de saúde voltado a crianças, idosos, incapazes e pessoas hipossuficientes no Estado da Paraíba. A lei de autoria do deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB), foi sancionada pelo governador João Azevêdo (sem partido) e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (25).

Ainda de acordo com a nova legislação, a  conta bancária mencionada  deverá ser apresentada perante o Ministério Público do Estado da Paraíba para que este efetue a fiscalização da campanha e também verificar sua finalidade analisado os exames comprobatórios da doença que acomete o paciente, atestado médico prescrevendo o medicamento e o tratamento adequado, bem como documentos comprovando a falta de recursos para custear o tratamento.

A campanha deverá ter prazo estipulado e a fixação do valor total necessário para o tratamento de saúde, sendo disponibilizado saldo remanescente a outra campanha com a mesma finalidade.

Trimestralmente, a parte deverá prestar contas ao Ministério Público com apresentação das notas fiscais dos gastos e o valor que possui na referida conta para demonstrar quanto valor arrecadou e quanto gastou, além de especificar o destinatário do dinheiro.

Caso não seja apresentada a prestação de contas, o Ministério Público poderá apresentar procedimento junto ao Judiciário para bloqueio da conta. A Lei entra em vigor a partir de hoje, data de sua publicação.

MaisPB

 

 

Saiba como cuidar da saúde íntima no verão

Dra. Erica Mantelli aponta os maus hábitos que podem prejudicar a região genital

No verão as mulheres precisam ficar mais atentas com a saúde íntima, principalmente com  os hábitos comuns  nesta época do ano, como por exemplo:  passar o dia inteiro com o biquíni molhado, potencializam o surgimento de fungos e bactérias, naturalmente presentes na flora vaginal, e que proliferam com mais rapidez em ambientes úmidos.

Segundo a ginecologista, obstetra e sexóloga Dra. Erica Mantelli há um desequilíbrio no PH vaginal. “Esse fator associado à baixa imunidade do corpo, faz com que haja um aumento nas secreções, coceira, corrimentos e até algumas doenças como, por exemplo, a candidíase (infecção causada por fungos) e a vulvite (dermatite de contato ou alérgica na vulva, parte externa da vagina). ”, explica a médica. 

Para evitar os problemas, a ginecologista Dra. Erica Mantelli alerta sobre maus hábitos que podem prejudicar a região genital:

1.      Biquíni molhado é o principal vilão da vagina no verão. As mulheres entram no mar ou na piscina e continuam com a parte íntima úmida. Isso acarreta no desenvolvimento de fungos e bactérias. O ideal é sempre levar uma troca na bolsa e se manter seca durante o dia

2.      Absorventes diários: O uso incorreto de absorventes diários também são um erro. Como são feitos de algodão, a vagina fica ainda mais úmida e isso pode desencadear secreções e corrimentos. Absorventes diários são apenas adequados para situações de emergência ou durante o ciclo menstrual, deixando claro que o recomendável é trocá-lo de quatro em quatro horas, mesmo se o fluxo sanguíneo for baixo.

3.      Sabonetes íntimos: São indicados para o uso sem exageros. Todo e qualquer medicamento, sendo natural ou não, deverá passar pela avaliação médica. 

Dra. Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual  Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute). Site: http://ericamantelli.com.br

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Baixa umidade põe 113 cidades em alerta para incêndios e danos à saúde

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou 113 municípios paraibanos em alerta para risco de baixa umidade nesta sexta-feira (17). O aviso foi divulgado às 10h30 e é válido até as 18h. Conforme o alerta, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30%, bem abaixo do considerado ideal pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Existe risco de danos à saúde e incêndios florestais.

O Inmet orienta que moradores das localidades afetadas bebam bastante líquido e evitem desgaste físico em horas mais secas, assim como exposição ao sol das horas mais quentes do dia. Em caso de dúvidas ou emergências, podem ser consultadas a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Municípios em alerta para baixa umidade

  1. Água Branca
  2. Aguiar
  3. Amparo
  4. Aparecida
  5. Areia De Baraúnas
  6. Assunção
  7. Belém Do Brejo Do Cruz
  8. Bernardino Batista
  9. Boa Ventura
  10. Bom Jesus
  11. Bom Sucesso
  12. Bonito De Santa Fé
  13. Brejo Do Cruz
  14. Brejo Dos Santos
  15. Cachoeira Dos Índios
  16. Cacimba De Areia
  17. Cacimbas
  18. Cajazeiras
  19. Cajazeirinhas
  20. Camalaú
  21. Carrapateira
  22. Catingueira
  23. Catolé Do Rocha
  24. Conceição
  25. Condado
  26. Congo
  27. Coremas
  28. Coxixola
  29. Curral Velho
  30. Desterro
  31. Diamante
  32. Emas
  33. Gurjão
  34. Ibiara
  35. Igaracy
  36. Imaculada
  37. Itaporanga
  38. Jericó
  39. Joca Claudino
  40. Juazeirinho
  41. Junco Do Seridó
  42. Juru
  43. Lagoa
  44. Lastro
  45. Livramento
  46. Malta
  47. Manaíra
  48. Marizópolis
  49. Mato Grosso
  50. Maturéia
  51. Monte Horebe
  52. Monteiro
  53. Mãe D’Água
  54. Nazarezinho
  55. Nova Olinda
  56. Nova Palmeira
  57. Olho D’Água
  58. Ouro Velho
  59. Parari
  60. Passagem
  61. Patos
  62. Paulista
  63. Pedra Branca
  64. Pedra Lavrada
  65. Piancó
  66. Pombal
  67. Poço Dantas
  68. Poço De José De Moura
  69. Prata
  70. Princesa Isabel
  71. Quixabá
  72. Riacho Dos Cavalos
  73. Salgadinho
  74. Santa Cruz
  75. Santa Helena
  76. Santa Inês
  77. Santa Luzia
  78. Santa Teresinha
  79. Santana De Mangueira
  80. Santana Dos Garrotes
  81. Santo André
  82. Serra Branca
  83. Serra Grande
  84. Soledade
  85. Sousa
  86. Sumé
  87. São Bentinho
  88. São Bento
  89. São Domingos
  90. São Francisco
  91. São José Da Lagoa Tapada
  92. São José De Caiana
  93. São José De Espinharas
  94. São José De Piranhas
  95. São José De Princesa
  96. São José Do Bonfim
  97. São José Do Brejo Do Cruz
  98. São José Do Sabugi
  99. São José Dos Cordeiros
  100. São João Do Cariri
  101. São João Do Rio Do Peixe
  102. São Mamede
  103. São Vicente Do Seridó
  104. Taperoá
  105. Tavares
  106. Teixeira
  107. Tenório
  108. Triunfo
  109. Uiraúna
  110. Vieirópolis
  111. Vista Serrana
  112. Várzea
  113. Zabelê

 

portalcorreio

 

 

Ministério da Saúde faz alerta sobre febre amarela

O Ministério da Saúde alerta quem ainda não se vacinou contra a febre amarela a buscar a imunização contra a doença. O alerta é dirigido especialmente à população das regiões Sul e Sudeste, que estão no centro da atenção dos especialistas depois que 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, de Santa Catarina e São Paulo.

Ao todo, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano. O alerta se dá porque o Sul e o Sudeste são regiões de grande contingente populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente para os casos da doença.

O público-alvo para vacinação inclui desde crianças a partir de 9 meses de vida até pessoas com 59 anos de idade que não tenham comprovante de vacinação. Neste ano, as crianças passam a receber um reforço da vacinação aos 4 anos de idade.

Casos em investigação

No mesmo período, foram notificados 327 casos suspeitos de febre amarela em humanos. Destes, 50 permanecem em investigação, e um foi confirmado. A vítima, residente do estado do Pará, faleceu.

Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre, ou seja, transmitida por mosquitos que vivem no campo e em florestas. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo mosquito Aedes aegyptii) foram registrados em 1942, no Acre.

Monitoramento

Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da febre amarela se mantém naturalmente em um ciclo silvestre de transmissão, que envolve macacos e mosquitos silvestres. A pasta realiza um monitoramento para antecipar a ocorrência da doença e, dessa forma, intervir para evitar casos humanos, por meio de vacinação. Além disso, atua de forma a evitar a transmissão por mosquitos urbanos, com o controle de vetores nas cidades. O macaco, principal hospedeiro e vítima da febre amarela, funciona como sentinela, indicando se o vírus está presente em determinada região.

Vacina

A vacina contra a febre amarela está no Calendário Nacional de Vacinação e é distribuída mensalmente aos estados. No ano passado, mais de 16 milhões de doses da vacina foram distribuídas para todo o país. De acordo com Ministério da Saúde, apesar dessa disponibilidade, é baixa a procura da vacina pela população.

Para este ano, a pasta já adquiriu 71 milhões de doses da vacina, o suficiente para atender o país por mais de três anos. Está prevista para 2020 a ampliação gradativa da vacinação contra febre amarela para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação de vacinação. Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços.

 

Agência Brasil

 

 

Sem enviar vacina pentavalente desde novembro, Ministério da Saúde recomenda substituição

Seguindo recomendação do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) inicia um ajuste no esquema de vacinação em virtude da falta de distribuição nacional da vacina pentavalente que protege a criança contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite por Haemophilus Influenzae B. As dosagens serão substituídas pelas vacinas DTP e Hepatite B, enquanto o estoque não é normalizado no país.

A última remessa da vacina pentavalente para a Paraíba chegou no mês de outubro de 2019. Em dezembro, diversas mães começaram a denunciar a falta da vacina e o Ministério disse não haver previsão para normalização, conforme publicado no Click PB.

O Ministério optou pelo esquema alternativo com uma dose de DTP acrescida de Hepatite B (HB) a fim de proteger as crianças menores de um ano contra difteria, tétano, coqueluche e Hepatite B.

De acordo com o Ministério da Saúde, após a regularização dos estoques com a vacina pentavalente, será suspenso o novo cronograma e os estados retomam o Calendário Nacional de Vacinação definido pelo Programa Nacional de Imunizações.

As vacinas indicadas para substituição temporária da pentavalente já estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde da Paraíba. De acordo com o a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Isiane Queiroga, as gerências de saúde estão recebendo orientações específicas para o preenchimento adequado dos cartões de vacina.

“As crianças que forem vacinadas neste esquema especial terão a caderneta de vacinação devidamente documentada especificando as doses e o tipo de vacina utilizada, para que posteriormente seja feito o reforço na data prevista com a pentavalente”, explica Isiane.

Entenda o cronograma:

a) Crianças menores de um ano de idade com início de esquema (aos 2 meses), aplicar DTP + Hepatite B e complementar esquema (segunda e terceira doses) com penta;
b) Crianças que iniciaram o esquema com penta, fazer segunda dose com DTP + Hepatite B e complementar esquema (terceira dose) com penta;
c) Crianças com duas doses de penta, complementar esquema (terceira dose) com uma dose de DTP + Hepatite B;
d) Para todas as situações acima, o reforço com penta aos 15 meses é recomendado.

 

clickpb

 

 

João Azevêdo anuncia que Secretaria da Saúde vai encerrar todos os contratos com Organizações Sociais

O governador João Azevêdo concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (23) no Palácio da Redenção, em João Pessoa, após os recentes desdobramentos da Operação Calvário. Na oportunidade, ele anunciou que a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba irá encerrar todos os contratos com Organizações Sociais até o mês de fevereiro, de acordo com cronograma já feito.

Já no próximo dia 28 de fevereiro deverá ser encerrado o contrato com o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. A Secretaria de Saúde deverá assumir a gestão do hospital.

A expectativa do governador é que a Assembleia Legislativa da Paraíba aprove até fevereiro a criação da PB Saúde. Assim que os deputados aprovarem a criação da empresa, ela deverá gerir as unidades de saúde no Estado.

Ele apontou ainda que a proposta de acabar com os contratos com as Organizações Sociais “tem como objetivo resolver dois problemas, a questão das OS’s e a questão dos codificados”.

A coletiva de imprensa convocada pelo governador João Azevêdo aconteceu na manhã desta segunda-feira para enfatizar as ações que vêm sendo tomadas desde o início das investigações da Operação Calvário, sobre irregularidades na gestão da saúde na Paraíba. Todos os secretários de Estado acompanharam o governador durante a coletiva, no Palácio da Redenção.

 

clickpb

 

 

Azevêdo convoca coletiva nesta segunda-feira para falar do sistema público de saúde após 7ª fase da Operação Calvário

O governador da Paraíba, João Azevêdo (sem partido), convocou uma entrevista coletiva à imprensa na manhã desta segunda-feira (23), às 10h, no Palácio da Redenção.

O governador concederá a coletiva falar do sistema público de saúde da Paraíba em função dos últimos acontecimentos ocorridos.

 

clickpb

 

 

Secretária Maryjanne Macedo fala sobre Saúde e Assistência Social em Bananeiras

A Secretária de Saúde e Desenvolvimento Social do município de Bananeiras, Maryjanne Macedo, esteve nesta quinta-feira (12), concedendo entrevista aos radialistas Eraldo Luís e Júnior Campos na Rádio Integração.

Na oportunidade, fez um balanço geral sobre as pastas de Saúde e Desenvolvimento Social, falando sobre os avanços de 2019, apesar de um período de crise financeira e ressaltou que, com mais de 20 mil atendimentos realizados em 2019, o Hospital Municipal Clóvis Bezerra Cavalcanti tem sido atuante na saúde da população.

A Secretária também falou sobre a Policlínica do município de Bananeiras com 14 especialidades médicas que, realizou cerca de 3.500 atendimentos até o mês de novembro. Além de 9 unidades de saúde com equipe completa disponibilizadas a população, com a oferta de saúde básica e bucal também no período noturno.

Até o momento, 40 mil exames laboratoriais realizados em 2019, após a descentralização dos serviços, através do projeto Laboratório sobre rodas. Ambulâncias, veículos, Nas Farmácias básicas, mais de 42 mil dispensações de medicamentos até o mês de outubro, um aumento de 33,22% quanto ao ano anterior.

Em entrevista, a Secretária de Saúde mencionou os novos desafios devido as modificações exigidas pelo Ministério da Saúde para 2020 sobre custeio e financiamento da atenção básica, além do projeto de novas especialidades no prédio da UPA.

A respeito da pasta de Desenvolvimento Social, Maryjanne parabenizou o Prefeito Douglas Lucena, por priorizar a assistência social e manter os serviços do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos com recursos próprios, após a falta de repasses do Governo Federal.

Finalizando a entrevista, a Secretária pontuou as ações do Centro de Referência a Assistência Social (CRAS), que realizou 5000 atendimentos este ano, ofertando cursos para gestantes e beneficiárias do Programa Bolsa Família; o ACESSUAS que forneceu oficinas de qualificação ao trabalho, sempre pontuando uma das bases da gestão, a qualificação da população e o CREAS que realiza uma ação de extrema importância no município.

São diversas ações que priorizam um melhor atendimento e suporte para a população, descentralizando serviços, buscando oportunizar a todos e facilitar o acesso. Que em 2020 estejamos juntos, trabalhando ainda mais por Bananeiras, por uma sociedade mais justa e igualitária, disse a Secretária Maryjanne Macedo.

Ascom – PMB

 

Otorrino explica por que uso de cotonetes pode prejudicar saúde

Utilizar hastes flexíveis (cotonetes) diariamente virou uma prática comum através do processo de industrialização. Com origem em 1920, a ferramenta para limpar os ouvidos se tornou conhecida por ser rápida, eficaz, barata e usufruída como critério de higiene pessoal. Mas, de acordo com médicos, a prática não é considerada saudável.

Ao Portal Correio, a otorrinolaringologista especialista em ouvidos, Bárbara Belmont, formada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), explicou qual a importância dos cuidados para a saúde desta área corporal e como deve ocorrer a utilização das hastes flexíveis.

Bárbara Belmont, otorrinolaringologista com especialidade em ouvidos. (Foto: arquivo pessoal)

Segundo ela, o cerúmen (cera) é produzido na porção mais externa do meato acústico externo, popularmente conhecido como ‘canal do ouvido’, de forma que é fundamental para a saúde das orelhas, mantendo essa região lubrificada. Além disso, também contribui para manter o Potencial Hidrogeniônico (pH) adequado, protegendo contra lesões causadas por insetos e corpos estranhos que possam penetrar ou ser inseridos na orelha.

“O cerúmen evita lesões em estruturas muito importantes para nossa audição, como o tímpano. Possui ainda, em sua composição, lisozima, uma enzima que dificulta o crescimento de bactérias e fungos nas orelhas. Portanto, diante de todas essas propriedades protetoras, o cerúmen não deve ser rotineiramente removido,” ela conta.

De acordo com a médica, é comum ter relatos de pacientes que apresentam cerúmen impactado (rolhas de cera) em decorrência do uso cotidiano de cotonetes. Sendo frequente, então, em consultórios e serviços de urgência, pessoas que apresentem casos de otites externas agudas decorrentes do uso de cotonetes.

“Nestas situações, os pacientes costumam se queixar de otalgia (dor de ouvido), sensação de que estão escutando menos que o habitual e otorreia (secreção na orelha). Há ainda casos de perfuração da membrana timpânica associados ao uso de hastes,” esclarece.

Dessa forma, o uso de cotonetes não é recomendado. Conforme a médica, a Academia Americana de Otorrinolaringologia orienta que não se introduza nada menor que os próprios cotovelos nas orelhas. Ela também enfatiza que a cera é, antes de tudo, ‘uma aliada no cuidado da saúde da orelha’, devendo ser removida apenas quando causar sintomas, e por um profissional habilitado, com a utilização do material adequado.

“Exceto em situações em que seu excesso promova sintomas, como dificuldade de audição, zumbido, dor ou coceira nas orelhas. Nestes casos, a remoção nunca deve ser feita em casa. O paciente deve ser avaliado por um Otorrinolaringologista, que o examinará e removerá a cera, caso necessário.”

Limpeza correta

Ainda conforme a especialista, ao invés de remover a cera, as hastes costumam apenas introduzi-la na parte mais profunda do canal, que é mais estreita e não possui pelos. Dessa maneira, forma-se uma ‘rolha ou tampão’, prejudicando ainda mais o paciente por impedir a eliminação espontânea da cera, que ocorre por um mecanismo de autolimpeza.

Logo, a otorrinolaringologista orienta os cuidados na hora de fazer a limpeza com o uso do cotonete: “aconselhamos que as hastes flexíveis sejam usadas apenas na região do pavilhão auricular, a porção da orelha em forma de concha, onde encontramos curvaturas.”

Para finalizar, ela também destacou a possibilidade de efetivar o processo de remoção do cerúmen em prol da higiene, descartando o uso do cotonete. “Por outro lado, caso o paciente deseje limpar a abertura do ‘canal do ouvido’, deve fazê-lo apenas com uma toalha após o banho, sem introduzir nenhum instrumento dentro do mesmo”.

*Mayara Oliveira, especial para o Portal Correio

 

 

Deputado alerta governador e secretário sobre empresa envolvida na máfia das organizações de Saúde que venceu licitação para assumir o Trauma-JP

O deputado estadual Tião Gomes (Avante) recebeu um dossiê contendo provas inquestionáveis relacionadas a nova Organização de Saúde que deverá gerir o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. As informações apontam que a OS faz parte de uma grande máfia de organizações de Saúde que atuam no Brasil.

O documento, que foi entregue ao deputado por um profissional da área que atuou na OS mostra inúmeras irregularidades da empresa Santa Casa de Birigui, a mesma que venceu a licitação para gerir o Trauma-JP, conforme anunciou o secretário de saúde do estado, Geraldo Medeiros.

“A Paraíba recentemente viveu um escândalo de grandes proporções por não ter analisado a vida pregressa da então Cruz Vermelha. Na época, o ex-governador Ricardo Coutinho disse que a Cruz Vermelha seria internacional e idônea. Enganaram Ricardo, mas João eu não vou deixar enganar”, disse o parlamentar em tom de preocupação.

Tião Gomes fez um alerta ao governador João Azêvedo para que no futuro a Saúde da Paraíba não ocupe as páginas policiais do noticiário nacional mais uma vez.

“Basta apenas o secretário Geraldo Medeiros acessar o google e ver notícias como as que li no dossiê entregue a mim sobre essa não muito santa casa de misericórdia de Birigui, acusada de ter os mesmos modus operandi da antiga gestora do Trauma de João Pessoa, a Cruz Vermelha, como por exemplo, dar mimos milionários a alguns dos seus contratantes. Essa empresa está sendo alvo de uma CPI na maior Assembleia Legislativa do Brasil que é a do Estado de São Paulo.Estou inclusive, à disposição do governador e do secretário de saúde para disponibilizar uma cópia do dossiê que a mim foi entregue. Como deputado da base, não, posso me calar e deixar que o meu Governador João Azevedo e o secretário Geraldo Medeiros sejam enganados ou tomem qualquer decisão antes de ler o que tenho em mãos”, finalizou o deputado Tião Gomes.

 

Assessoria