Arquivo da tag: Sargento

Filha de sargento da PM é encontrada morta na Paraíba

sireneA jovem Michele Amorim, de 26 anos, filha de um sargento da Polícia Militar da Paraíba, foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira (7), na cidade de Cajazeiras, Sertão paraibano. De acordo com a Polícia Civil, até as 12h não haviam informações sobre como aconteceu o crime e quem seria o autor.

O pai de Michele, João Bosco da Costa, contou que a jovem era usuária de drogas. “Tem conversas de que ela utilizava drogas, eu nunca vi ela usando, mas ela usava sim, era dependente química”, disse João Bosco.

A vítima foi encontrada por moradores do bairro do Mutirão em um matagal. Segundo o delegado que investiga o caso, Elcenho Engel, no corpo foram encontradas marcas de agressão mas, em uma análise inicial, não foi encontrado nenhum vestígio de tiros ou de golpes de faca.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“Provavelmente existiu uma luta corporal entre a vítima e o autor, mas as investigações e o laudo pericial é que vão dizer melhor o que de fato aconteceu na cena do crime”, explicou Elcenho.

Do G1 Paraíba

Sargento da PM/PB denuncia plano para exterminar juventude e segurança pública do Brasil  

 

PEREIRA BELEM PALESTRA violenciaO psicólogo e sargento da Polícia Militar da Paraíba, Astronadc Pereira de Morais (sargento Pereira), escreveu artigo denunciando que setores do Congresso Nacional planejam “ação genocida contra a juventude e a segurança pública”.

 

Confira na íntegra:

 

SETORES DO CONGRESSO NACIONAL ARQUITETA UMA AÇÃO GENOCIDA CONTRA A JUVENTUDE E A SEGURANÇA PÚBLICA DO BRASIL.

O Brasil discute a redução da maioridade penal, projeto que já tem 20 anos e estar no Congresso Nacional. Há muitas discussões e investidas de setores do parlamento para que o projeto seja aprovado. Mas o Brasil deveria estar discutindo o combate a corrupção! O Brasil deveria estar discutindo os grupos de extermínios, a redução da violência urbana e a violência contra o homem do campo. O Brasil deveria estar discutindo a redução do analfabetismo e da evasão escolar! Deveria estar discutindo a violência contra a mulher! Discutindo a redução da insegurança Pública e como melhor inibir a criminalidade.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O Brasil deveria estar discutindo a violência contra o professor, o trabalhador, e a violência contra os policiais. O Brasil deveria estar discutindo como possibilitar a polícia brasileira a valorização da atividade policial e melhores condições de trabalho e emprego.O Brasil deveria estar discutindo como fazer uma revolução na educação para o bem de todos os brasileiros. O Brasil deveria estar discutindo como promover saúde de qualidade para todos.E porque não estar se discutindo todas essas questões importantes e urgentes ao povo paraibano, aos nordestinos e ao Brasil? Porque tanto desejo de políticos em querer reduzir a maioridade penal?

Como sempre esses políticos – donatários da politicagem querem esconder e camuflar a sua incompetência política e seus verdadeiros interesses. O Tema da maioridade penal é um engodo para distrair a sociedade de outra realidade. Como sempre fez e fazem boa parte dos políticos brasileiros. É uma forma rasteira de não se discutir com profundidade o que gera a insegurança, a criminalidade e a violência.Se os políticos fossem discutir políticas para se reduzir a criminalidadeaviolência, a insegurança e a impunidade suas mascaras cairiam por terra. A máscara da incompetência da corrupção e de seus vínculos com o crime da corrupção.

É preciso aperfeiçoar a política criminal do Brasil. Promover políticas públicas eficientes. Agir contra a impunidade. E Estabelecermos um pacto pela educação no Brasil.A sociedade muda frequentemente as leis, e pode torna-las justas. Mas a lei não muda uma sociedade a não ser para escravizar ou excluir.O Brasil não reduzirá a violência reduzindo a maioridade penal. Ao reduzir a maioridade penal o adolescente terá liberdade plena para conduzir suas próprias decisões sem efetivamente estar pronto para comandá-la.

Ainda na menoridade o jovem tem a família – os pais, para orientá-los e impor limites. Com a maioridade penal reduzida, já, não será mais possível qualquer gestão dos pais ou da família e o próprio adolescente é quem fará seu próprio limite, mesmo não tendo na maioria das vezes as condições plenas e do desenvolvimento necessário.Até aos 18 anos de idade o adolescente estar em desenvolvimento – Biopsicossocial. Ele ainda estar a aprender e compreender melhor a sua própria natureza. É nesta faze que através de uma melhor orientação, o jovem pode aprender que pode ter liberdade, porém, com responsabilidade, é um ensaio para sua vida adulta.

De uma parcela da juventude brasileira, apenas uma pequena parte comete crimes. É verdade que esta pequena parte estar inquietando a sociedade brasileira. O ar de ironia, irresponsabilidade, maldade e até satisfação ao cometer delito. Tudo isso estar levando a sociedade ao desejo de dar uma resposta rápida e forte – é o “sentimento retributivo penal”, no entanto será justo que a maioria pague por uma minoria? Como é que queremos que os adolescentes não pratiquem delitos – se ao reduzir a maioridade penal, eles – os jovens, terão toda liberdade para fazer o que desejarem, já que serão maiores de 16 aos? Que lógica é essa? A quem interessa tudo isso? E por quê?

A lei da redução da maioridade penal quer punir os que cometem crimes, e são exatamente estes que a família, o estado, e a sociedade abandonaram.  O estado não cumpre seu papel de tomar conta desta pequena parcela da população, chamada: adolescentes em conflito com a lei. A redução da maioridade penal élogicamente uma lei punitiva, seletiva e injusta. Os políticos deveriam estar discutindo a efetivação e aplicação das leis que já existem tornando-as leis: Educativa, inclusivas, justas e eficazes. Fazendo valer o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente em sua plenitude.A redução da maioridade penal é uma fraude, um engodo contra o povo brasileiro, um atentado violento contra a juventude do Brasil, e a promoção de uma terrível insegurança contra o povo brasileiro, que se concretizar vai ser a maior demonstração que o nosso Congresso Nacional estar definitivamente num absoluto retrocesso e nas mãos de criminosos da história do Brasil e do nosso povo.

Apenas 1% dos crimes violentos écometido por adolescentes menores de 18 anos. É uma fraude porque a intenção do Congresso Nacional, é primeiro reduzir a maioridade penal, depois acabar com o estatuto do desarmamento, depois terceirizar a construção de presídios no Brasil.Com a redução da maioridade penal, aumentará potencialmente o número de adolescentes condenados as masmorras do sistema prisional já falido. O sistema prisional não suportará o montante de presos que serão encaminhados para as unidades prisionais, ou seja, os jovens de 16 a 18 anos.

Com o aumento expressivo da população carcerária, o estado precisará construir mais presídios, havendo, portanto – neste senário, a necessidade de se terceirizar a construção de novos presídios para comportar tanta gente presa. As corporações que financiam os políticos construirão as novas unidades prisionais. E com a extinção do estatuto do desarmamento, proposta já no Congresso Nacional mais adolescentes, mais jovens, mais pessoas cometerão crimes com armas de fogo, logicamente e, portanto mais adolescentes, jovens e pessoas para a bastecer as unidades prisionais – assim mais construção de presídios. Tornando a privatização carcerária no Brasil uma real necessidade nas mãos dos maus políticos e dos que (a eles) financiam suas campanhas. Só quem ganha com tudo isso é o capital privado e financeiro, a corrupção, a politicagem, e os maus políticos.

O Capital privado financiam as campanhas de muitos políticos e por isso setores importantes da política querem a redução da maioridade penal; a extinção do estatuto do desarmamento, e a privatizaçãodas unidades prisionais no Brasil.Quem defende a redução da maioridade penal deveria visitar e conhecer os presídios de seu estado. Como podemos reduzir a maioridade penal se o nosso sistema prisional está nas mãos do crime organizado? E de todo tipo de violência: Física, psicológica, sexual, simbólica e social?

Como podemos reduzir a maioridade penal no Brasil se o nosso sistema carcerário não recupera ninguém, não possibilita nenhuma punição efetiva, justa e restaurativa? Mas torna o que lá estão em “monstros” ou “doutores do crime”.Como reduzir a maioridade penal se dentro das unidades prisionais, os psicopatas, os sociopatas e o crime organizado ditam as leis e as regras internas? Em alguns Estados corrompem até mesmo autoridades.

O Estado não cumpriu seu dever de educar as crianças, adolescentes e jovens. Temos décadas de atraso escolar e deficiências gritantes nas redes de serviço: Educação e profissionalização, Saúde e Segurança. Agora querem se livrar do problema, os escondendo-os em calabouços contemporâneos. A sociedade brasileira já fez coisa parecida no passado, quando durante décadas jogou pessoas com doenças mentais em calabouços manicomiais. Hoje temos a luta antimanicomial no Brasil. Não há o que se falar – aqui em: Vigiar e Punir. Mais sim em excluir, punir e aniquilar. Estamos diante da possibilidade de um Genocídio da nossa juventude legitimada pelos os que têm a responsabilidade de proteger.

Para esta juventude, já excluída, só há uma certeza: É de que a morte é certa. A morte: social, psicológica, de sua identidade, familiar, a morte das possibilidades, e na maioria dos casos a morte física, Já que dentro ou fora do cárcere a morte é uma realidade,principalmente quando pobres, negros, jovens e sem instrução alguma estão em situação de vulnerabilidade.

O Estado não consegue atender o mínimo possível de ressocialização ou reabilitação dos já encarcerados no Brasil. Imaginem adolescentes convivendo dentro do sistema prisional, falido e violento, serão cooptados pela força da violência ou pelas outras possibilidades a estarem juntos no mundo do crime com as gangs, e com criminosos adultos. Convivendo com todo tipo de violência – inegavelmente eles ficaram piores do que entraram. Quando eles voltarem para as ruas quem será a próxima vítima? – Nós!

O Congresso Nacional arquiteta um golpe genocida contra a juventude e contra a Segurança Pública do Brasil. Com a redução da maioridade Penal estaremos potencializando a violência no Brasil para os próximos anos. Serão mais armas à venda, inclusive, aos jovens. Serão mais jovens a cometer mais crimes. Serão mais presídios a serem construídos. Serão mais presos a saírem das prisões e dispostos a cometerem crimes, logicamente, mais criminosos de volta aos presídios. Portanto a redução da maioridade penal é uma fraude contra os brasileiros pelas mãos de maus políticos financiados pelo capital privado, com intenção de ganhar muito dinheiro privatizando a construção e a gestão de presídios. Tudo isso resultando no genocídio da nossa juventude.E nós vamos alimentar – tudo isso?

No futuro com o aumento substancial da violência e da insegurança em relação ao que já temos hoje, os políticos completarão seu golpe fulminante contra os brasileiros. Vão propor a pena de Morte, justificando a escalada desenfreada da criminalidade e violência. Violência que eles mesmos ajudaram a construir, com a falta das políticas públicas necessárias e com suas políticas reacionárias – excludentes. Percorrendo caminho inverso da lógica em que outros países estão fazendo, ao investirem e apostarem numa educação de qualidade.Além do mais vários países estão discutindo aumentar a maioridade penal e a extinção da pena de morte, a exemplo dos Estados Unidos e outros países.

Logicamente a pena de morte é Cláusula pétrea dentro da Constituição Federal do Brasil, para mudá-la é preciso alterar a nossa Constituição Federal, um cenário propício – estar sendo criado agora, para tal feito. Um Congresso conservador e reacionário proporá uma Constituinte e o golpe estará dado, porque eles (os políticos) não querem apenas fazer valer a pena de morte na Constituição, eles querem muito mais – Isso por se só já é um atentado contra o Brasil. Eles querem a possibilidade de com a Constituinte instalada poderem desconstruir muitos dos direitos básicos dos brasileiros conquistados na Constituição Cidadã de 1988. Estar em construção uma política de privatizações, exclusão e redução de direitos por estes setores políticos que defendem a redução da maioridade penal, eles estão tão somente, defendendo a agenda do Capital.

Por traz da redução da maioridade penal existe um lado sombrio e amargo. Um projeto excludente e seletivo. Raivoso e retributivo. Com a absoluta intenção de obter poder e lucro.O Estado brasileiro tem uma dívida secular com a juventude brasileira. O Brasil escravizou, excluiu e abandou seus adolescentes e jovens em geral desde a nossa colonização.

A redução da maioridade penal é uma proposta oportunista contra a juventude querendoavançar numa agenda do capital e de seus interesses privados que desconhece totalmente os acordos e, os compromissos internacionais, no qual o Brasil é signatário. Precisamos avançar para uma democracia plena, libertadora e educadora. E não para o cárcere, pois, este último não recupera ninguém. Só demostra bem a incapacidade de uma nação.

A ausência de uma Educação de qualidade e transformadora. A impossibilidade de uma família presente: cuidadora e educadora. A falta de um Estado e de uma pátria solidaria. E a insensibilidade de toda uma sociedade em melhor exigir da classe política educação,inclusão e novas possibilidades para crianças, adolescentes e jovens tem contribuído em muito para crianças, adolescentes e jovens cometerem crimes. Com este cenário fica obvio que haverá crimescometidos cada vês mais.

Devemos admitir que o Estado quer deixar de fazer o que é seu dever fazer. As famílias nunca estiveram tantas dificuldades em educar como agora. Mas os país estão preparados para educar seus filhos? Ao contrario cada vez mais vemos pais possibilitando uma liberdade aos seus filhos sem imporem responsabilidades por parte de seus filhos. O que vemos é liberdade sem limites.

Os Deputados da Paraíba, do Nordeste e do Brasil que defendem a redução da maioridade penal estão tentando satisfazer um jogo para a plateia ver e se alegrar. Querendo ludibriara sociedade para fazer de conta que eles estão pensando no povo, na sociedade e nos bons costumes. Mas como? Se, é a classe política brasileira a mais denunciada por crimes, e que se abriga no chapéu da impunidade.

Eles querem punir uma geração de crianças, adolescentes e jovens, e quantas mais? Até quando? É o discurso de massa! Estes segmentos e políticos que defendem e lutam pela redução da maioridade penal querem criminalizar a juventude. Temos um Congresso conservador, covarde, incompetente e que estar buscando o retrocesso da luta e conquistas de direitos do povo brasileiro.A redução da maioridade penal pode ser considerada uma medida inteligente contra a criminalidade?Como reagirá os país, as famílias e a sociedade quando testificarem seus filhos sendo mortos ou , violentados sexualmente nas prisões?Como será encarado por toda sociedade ao ver adolescentes sendo queimados vivos, tendo suas cabeças degoladas com facas, seus testículos arrancados ainda vivos dentro dos presídios? Responsabilizar a quem? O que dirão as famílias e o Estado? O que farão? Devo lembrar que qualquer um de nós poderá ser tão vítimas quanto qualquer família.

Qual será o comportamento do adolescente ao chegar dentro dos presídios e ficarem lado a lado de criminosos e adultos bem mais violentos? Com medo de morrer nas mãos de adversários o que eles irão fazer? Se juntar as gangs ou as facções que dominam os presídios.É preciso dizer que o Estatuto da Criança e do Adolescente já traz à punibilidade a criança e ao adolescente, na medida de seu estado de desenvolvimento e idade.Portanto é mito afirmarmos que o menor não será punido se cometer ato infracional, para tanto ele será punido com as medidas sócio educativas.A inibição da criminalidade não será através da redução da maioridade penal e nem tão pouco faz justiça, muito pelo contrario. A inibição e controle da criminalidade passam por políticas sociais e polícias públicas, reformas e ampla modernização do Sistema de Justiça Criminal, uma revolução na educação e forte compromisso dos brasileiros em construir uma cultura de paz.

Já a inibição de atos infracionais cometidos por menores de 18 anos de idade e que é uma inquietação da sociedade brasileira passa pela efetiva aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. O que na realidade não é feia pelo estado brasileiro.Desta forma podemos afirmar que basta o Estatuto da Criança e do Adolescente ser aplicado pelo Estado. Como diz o próprio estatuto: “Todas as oportunidades e facilidades, a fim de facultar o pleno desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e de dignidade” (Art. 3ª do ECA).A maioria dos crimes no Brasil é cometida por adultos, mas a mídia tem dado destaque nas ocorrências que envolvem menores de 18 anos, dando a impressão de que só adolescentes cometem crimes, o que é falso.

Segundo a UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a infância, dos 21 milhões de adolescentes brasileiros, apenas 0,013% cometeu atos contra a vida. Por outro lado o Brasil é o 2º colocado atrás apenas da Nigéria em números absolutos de homicídios contra adolescentes (vítimas).Os homicídios praticados contra adolescentes representam 36,5% das causas de morte por fatores externos dos adolescentes no Brasil.Enquanto para a população total corresponde 04,8% mais de 33 mil brasileiros entre 12 anos a 18 anos de idade foram assassinados entre 2006 e 2012. Ver-se, na verdade que os adolescentes estão sendo mortos sem que o Estado tome medidas eficientes e eficazes contra esse extermínio. A maioria que brada pela redução da maioridade Penal não se indigna sequer se importa no Brasil com tal extermínio dessa juventude.

No Brasil, sete jovens de 15 a 29 anos são mortos a cada duas horas, 82 por dia, 30 mil por ano. Esses mortos tem cor: 77% são negros. No Brasil a violência tem nome, tem cor, tem território e tem idade. Geralmente são negros, vivem em territórios empobrecidos com total ausência do Estado, e estão na faixa etária de idade de 14 a 29 anos de idade.Descaso do Estado, e da própria sociedade com essa parcela da população, a juventude.O Brasil ainda convive, em suas estruturas políticas, no Estado e na própria cultura do povo brasileiro, uma doutrina cultural e comportamental da política criminal retributiva, ou seja, retribuir ao criminoso o que ele fez a sociedade, como se isso fosse por se só fazer justiça.

O Cárcere no Brasil – A realidade do encarceramento no Brasil revela que:O Brasil ocupa a 4ª posição no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (22 milhões); China (1,6 milhões) e Russia (740 mil). Dados do Anuário da Segurança Pública do Brasil de 2014 apontam que a população carcerária brasileira ultrapassou 574 mil presos. Enquanto isso a mesma fonte indica que havia 20.523 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas de internação, mas apenas 11,1% correspondem a crimes violentos contra a vida (homicídio e latrocínio).A realidade carcerária é de fácil diagnóstico: Presídios superlotados, desumanos, desorganizados e violentos, condições sub-humanas e sem perspectivas de reabilitação social.Concluo, afirmando que os mesmos que clamam pela redução da maioridade penal convivem sem espanto nenhum com a morte da juventude negra e branca, pobre e sem perspectivas das periferias e do interior. Inegavelmente, educar é mais produtivo e mais eficiente do que punir.

 

AstronadcPereira de Moraes

Sargento da PM da PB. Psicólogo e Especialista em Criminologia e Psicologia Criminal.

7 anos de atividades em Presídios da PB.14 Anos como Sargento do GATE – AGRUPAMENTO DE AÇÕES TÁTICAS DA PB. Instrutor do Sistema Policial. E-mail: astronado@hotmail.com / Face Book: ASTRONADC

Sargento recebe telefonema sobre ‘falso sequestro’ e perde R$ 1,5 mil na Paraíba

nova olindaUm sargento da Polícia Militar foi vítima de um golpe praticado pelo telefone celular conhecido como ‘falso sequestro’, e perdeu R$ 1,5 mil, que foram depositados para os bandidos. O caso ocorreu na manhã da quinta-feira (19), na cidade de Nova Olinda, a 429 km de João Pessoa.

O golpe ocorre quando uma pessoa recebe a ligação de um desconhecido afirmando que um parente foi sequestrado. Com isso, os bandidos passam a ameaçar a suposta vítima de morte e exigem quantias elevadas em dinheiro para libertarem o falso refém.

A Polícia Militar na cidade informou que o sargento recebeu uma destas ligações por volta das 8h30, afirmando que o filho dele, que mora no estado de São Paulo, havia sido sequestrado. Do outro lado da linha, choro e voz de um rapaz eram ouvidos enquanto o bandido exigia o pagamento de R$ 50 mil ao policial militar, afirmando que mataria o filho do PM.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Segundo a PM, o policial desligou o celular e tentou entrar em contato com filho, mas não teria conseguido

A segunda ligação dos bandidos ocorreu uma hora depois, quando o policial informou não ter a quantia exigida. Em negociação, os bandidos teriam diminuído o pedido para R$ 1,3 mil e outros R$ 200 na forma de crédito de celular.

Ainda de acordo com a PM, o número de uma conta bancária foi passada pelos falsos sequestradores para que o depósito pudesse ser realizado. Nervoso e sem conseguir contato com o filho, às 12h, o policial teria depositado o dinheiro e feito a recarga do celular dos bandidos.

A terceira ligação dos falsos sequestradores teria ocorrido às 12h30, quando o policial confirmou o depósito e os bandidos informaram a ‘libertação’ do falso refém. Segundo a PM, o policial conseguiu contato com o filho por volta das 13h, quando ele informou ao pai que não havia passado por nenhum sequestro.

De acordo com a PM local, o caso não foi registrado na Polícia Civil. Caso seja formalizada uma denúncia, a Polícia Civil pode iniciar as investigações e até mesmo rastrear as ligações, dentro do que determina a lei, para localizar os criminosos.

 

Por Halan Azevedo

Sargento denuncia violência cometida por policias militares contra colega de farda

 

daviO sargento Astronadc Pereira de Moraes (sargento Pereira) divulgou nota narrando um fato ocorrido com o seu colega de farda – Davi Cristiano das Neves, vítima de violência provocada por policiais militares, logo após este ter participado do bloco Muriçocas do Miramar, em João Pessoa.

 

Confira a narração completa do fato:

 

 

ASTRONADC PEREIRA DE MORAES

 

 

Companheiros e Companheiras,

Nobres Profissionais da Segurança Pública da Paraíba,

 

SOLDADO DAVI NO HOSPITAL DO TRAUNos últimos dias, temos acompanhado fatos que se tornaram públicos na sociedade paraibana, entre eles destacamos a prisão do soldado da Polícia Militar Davi Cristiano das Neves, 30 anos, que, após sair do bloco das Muriçocas do Miramar, oportunidade em que conduzia sua motocicleta em companhia de outra pessoa, foi abordada por policiais militares, e que segundo o soldado Davi e testemunha, os policiais tentaram contra sua vida, resultando, felizmente, apenas em graves lesões.

Foi conduzido para o Hospital de Traumas, na Capital, ferido com uma coronhada na cabeça, cortes na boca e um disparo de arma de fogo na perna esquerda, momento em que foi atendido pela equipe médica.

Registre-se ainda que, mesmo diante dos ferimentos, incluindo aquele provocado por arma de fogo, o soldado fora algemado e conduzido no xadrez da viatura policial para o pronto socorro hospitalar.

O pior ainda está por vir. O referido militar, vítima da desastrosa e criminosa abordagem policial, foi conduzido no dia seguinte para os procedimentos do auto de prisão em flagrante na sede do 1º Batalhão de Policia Militar.

Seria cômico se não fosse trágico!

O policial que foi vítima de uma ação policial desumana foi acusado de desacato e por isso figurou como bandido numa acusação sem pé nem cabeça que logo tomou conta da cidade, tamanha fora a arbitrariedade da ação miliciana.

O caso foi informado ao Ouvidor Geral de Polícia, e ao Presidente Estadual do CEDH – Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba, que de imediato não mediram esforços para que o policial militar David Cristiano tivesse seus direitos assegurados. Após a repercussão negativa, o acusado foi acompanhado no seu flagrante pelo Ouvidor Geral da Polícia e dos advogados.

Em seguida, Davi Cristiano foi conduzido para o 5º BPM onde ficou preso. Mas a sua reclusão na cela do 5° Batalhão da Polícia Militar causou comoção na categoria policial militar, tendo em vista, o soldado se encontrar ferido com um tiro de arma de fogo na perna, um profundo corte na cabeça, além de outros hematomas e escoriações, necessitando, portanto, de acompanhamento médico e apoio familiar.

Novamente, o caso foi relatado ao Ouvidor Geral de Polícia, e ao Presidente Estadual do CEDH – Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba. Este, por sua vez, enviou uma comissão de conselheiros para visitar o soldado Davi no 5º Batalhão de Polícia. Antes que a referida comissão constatasse a precariedade da cela onde estava o militar ferido, houve, ainda de madrugada, a tranferência dele para o Centro de Educação da PM, em Mangabeira, após determinação do Comandante Geral da Polícia Militar.

A comissão dos Direitos Humanos, representada pelo Promotor de Justiça Marinho Mendes, juntamente com policiais militares e três advogados, deslocaram-se até o Centro de Educação da Polícia Militar, a fim de saber das reais condições do soldado, bem como do que de fato ocorreu naquele fatídico dia.

Estranhamente, o soldado estava acompanhado de enfermeiros e médicos, os quais davam todo o suporte à saúde do miliciano, situação jamais vista nos últimos anos.

Inegavelmente, o fato supracitado nos traz uma série de questionamentos e significativas reflexões.

Ao contrário do que muitos pensam e apregoam, os organismos que defendem os Direito Humanos também estão em favor dos policiais, desde que sejam vítimas de abusos e violências. Pensar de maneira diversa é alimentar a corrente que pretende afastar os policiais da postura crítica e entrincheirada na defesa dos seus direitos, seja como policial, seja como cidadão. Ou policial também não é humano?

A polícia existe para proteger os direitos humanos de todas as pessoas, inclusive de seus integrantes. Além do mais, a ação policial precisa estar dentro da legalidade, necessidade, proporcionalidade e moderação, seja com quem for.

Os fatos envolvendo o policial acima citado causou indignação em muitos e isso nos chama atenção. Nós temos a capacidade de nos indignarmos com injustiças.  Esse tipo de coisa nos leva a pensar que a categoria policial militar começa a despertar para direitos pessoais e coletivos. Desperta também para o fato de que os Direitos Humanos é um escudo conquistado pela humanidade e que as massas sempre oprimidas podem buscar garantir seus direitos. E nós profissionais da Segurança Pública nos demos conta que nós fazemos parte deste grupo que também sofre com a opressão de um sistema que tem mais de um século. Um sistema que escraviza e não quer ver seus ‘escravos alforriados’.

Possa ser que os últimos acontecimentos no Brasil, e na Paraíba, tenham criado um divisor de águas. Possa ser que tenhamos feito historia. Acostamo-nos a essa ideia porque o caso do soldado Davi recebeu uma maior atenção por parte dos Direitos Humanos. Sabemos que não foi o primeiro, mas apenas mais um caso, diferenciando-se apenas pela visibilidade dada pela imprensa.

Sabemos que em vários estados do Brasil os policiais estão se organizando a partir da luta por direitos. E nesta busca e construção, nós policiais estamos cada vês mais compreendendo naturalmente os Direitos Humanos. Fato esses que está unindo às diversas formas de pensar, os diversos segmentos policiais, às diversas hierarquias. E estamos indo além dos muros que nos cercam, estamosocupando espaços significativos de poder na busca da tão sonhada libertação.

Mas para tudo isso se consolidar,nós policiais precisamos nos aproximar bem mais da comunidade, e trazê-la para o nosso lado. E só há uma forma de fazer isso: sermos protagonistas na defesa da vida e da lei.

Precisamos abandonar o sentimento de revanchismo, de ódio e o individualismo. Precisamos abandonar a postura reticente aos Direitos Humanos. E é através do diálogo solidário que a conquista por direitos dentro da polícia será uma realidade. Precisamos ter uma relação de respeito e confiança. O nosso trabalho deve ser um ato político e ético.

Precisamos unificar os nossos discursos, as nossas ideias. Precisamos unir o conjunto de forças e definir uma direção política na luta por direitos. Este conjunto de forças precisa estar a serviço da categoria, de todos os profissionais da Segurança Pública e da Sociedade, legitimando as boas práticas.

Como afirma o ex-secretário Nacional de Segurança, o mestre Ricardo Balestreri (1988), “Essa permissividade na violação interna dos Direitos Humanos dos policiais pode dar guarita à ação de personalidades sádicas e depravadas, que usam sua autoridade superior como cobertura para o exercício de suas doenças”.

Assim, temos a percepção de que ao legitimarmos qualquer violência e injustiça contra o público externo, e execrarmos os Direitos Humanos, estamos nos afastando e renunciado os nossos próprios direitos e dando espaço para que mentes psicopáticas ou personalidades desprovidas de capacidade profissional haja com violência contra nossos filhos, contra nossa família, contra nossa comunidade e contra os próprios policiais.

É nesta perspectiva que afirmamos que é relevante o papel policial na edificação de uma cultura de direitos civis. Até mesmo porque o policial é também um cidadão e uma personalidade humana,portanto ao retirar a farda e não estar de serviço continua com plenos direitos e responsabilidades como cidadão.

Às vezes esquecemos que a violência institucional pode bater a nossa porta. Assim fica a pergunta: Como você gostaria que um policial atendesse uma ocorrência na casa de sua mãe, de sua família, ou na sua casa? Mas parece que só compreendemos isso melhor quando somos abordados por um policial inadvertido de conduta ética e legal.

Ao meu ver – e tal como o é, os Direitos Humanos são imprescritíveis, inalienáveis, irrenunciáveis, invioláveis, têm interdependência, são universais, possuemefetividade, e são complementares.

Efetividade porque o poder público deve atuar de modo a garantir a efetivação dos direitos e garantias fundamentais, usando, inclusive, mecanismos coercitivos quando necessários. Afinal esses direitos não se satisfazem com o simples reconhecimento abstrato, mas é imperativo a sua efetivação.

O policial é, contudo, um cidadão qualificado. Como policial, cidadão e ser humano que é, possui os direitos garantidos por lei, mas precisa, para tal excelência, exercer o pleno direito da cidadania, que é o direito a ter direitos. Vai na contra mão deste movimento o preconceito, a intolerância e a discriminação que são atitudes que costumam atingir as massas populares.

Nós policiais militares ainda precisamos conquistar direitos constitucionais já consolidados no Brasil e no mundo, tais como: as garantias judiciais; a igualdade perante a lei; a liberdade pessoal; a liberdade de pensamento e expressão, os direitos políticos e os direitos à Seguridade Social, além de outros.

O problema é que nas entranhas da categoria policial militar a visão é caleidoscópica[1]. Enquanto grupos sociais apresentam-se ágeis e organizados na defesa de seus direitos, há outros que os desconhecem e que, ainda que tendo vaga ideia a respeito do que  se referem, nem de longe encontram-se capacitados a exigir o que lhes cabe por direito.

A ocorrência envolvendo um policial militar que resultou em lesões, e uma contribuição dos Direitos Humanos na busca de assegurar seus direitos mais básicos, como atendimento médico, segurança jurídica e apoio psicológico, demostra bem que os profissionais da segurança pública estão perto de um novo despertar: que o policial é antes de tudo um cidadão e digno de exercer seus direito e tê-los protegidos pelo estado.

Ainda falando da ocorrência envolvendo o soldado Davi Cristiano, não há o que se julgar o mérito de culpados ou inocentes até por que será na justiça esta decisão.

Mas o respeito e a dignidade que todos os profissionais da segurança têm como valor indissociáveis de sua vida, ser humano e profissional deve ser garantido.

Este coletivo policial militar estará sempre à disposição de todos. E só há uma forma de sermos fortes, que é pela unidade, e a unidade só acontecerá através da luta por direitos. E a conquistas de direitos só será uma realidade quando todos nós nos enxergarmos como sujeitos de direitos.

Assim, não devemos ser confundidos como “defensores de bandidos” por defender os direitos humanos. Não defendemos criminosos, e nem acreditamos que o estado deva se portar como bandido, como se bandido fosse. Deve haver, por parte do agente público de segurança, uma posição absoluta e irredutível, do ponto de vista moral, metodológico e legítimo, entre a sua própria prática e a prática do bandido. Esse último se caracteriza exatamente por ter abdicado dos padrões de civilidade e praticar crimes.

O agente do estado precisa ser a parte exemplar dessa história. E, por principio ele – o policial, é antagônico, o oposto do bandido, cabendo-lhe a nobilíssima tarefa de dar exemplo para a sociedade. E se abre mão disso confunde o imaginário coletivo e ajuda a instaurar a impunidade, a incompetência, a desordem e o crime.

E se a polícia é importante para a manutenção da ordem, evidentemente é importante para a defesa dos direitos. A polícia antes de tudo defende direitos, logicamente direitos humanos. O policial foi instituído pela sociedade para ser o defensor de primeira hora dos direitos humanos.

Portanto, nesta aproximação com a sociedade, e neste movimento na luta por direitos, o policial deve e precisa tomar para si a bandeira dos Direitos Humanos.

Direitos Humanos não pode ser exclusividade apenas de movimentos sociais, das organizações não governamentais, ONGs, Agências, Conselhos e comissões, de personalidades ou militantes. Elessão nossostambém, por que somos humanos e precisamos lutar pela conquista e garantias dos nossos direitos enquanto ainda humanos formos.

Obrigado a todos.

ASTRONADC PEREIRA DE MORAES

Sargento da Policia Militar da Paraíba

Tel (083)8831 28 55

 

Podemos ainda afirmar que a marca do preconceito é a intolerância, bem como não podemos postergar nossos direitos. Se para isso, for necessário buscar coragem e sabedoria, devemos desbravar nossos medos e ultrapassar os muros invisíveis que nos cercam: a ignorância e as resistências que nos impedem de amar e pensar. (Astronadc Pereira).

 

 

Redação/Focando a Notícia, com sargento Pereira



[1]Tem a ver com olhar para as coisas de diferentes perspectivas, juntando o velho com o novo, disposto a mudar tudo se a possibilidade se apresenta. É necessário que você se desprenda, libere os atuais conceitos cristalizados, as convicções, para encontrar uma nova resposta.

Homem é preso suspeito de matar sargento da PM no Sertão; outros cinco estão foragidos

Reprodução/Diamante Online
Reprodução/Diamante Online

Um homem de 28 anos foi preso nessa terça-feira (17) suspeito de participar do assassinato do sargento da Polícia Militar Pedro Marques da Silva Neto, de 49 anos. Ele foi morto na manhã dessa terça em um sítio da cidade de Ibiara (Sertão do estado, a 452 km de João Pessoa). A polícia aponta outros cinco homens como suspeitos do crime, mas eles permanecem foragidos.

De acordo com a polícia, um dos suspeitos usava parte do terreno do sargento para criar gado. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por uma briga entre proprietário e inquilino.  Pelo menos três dos seis suspeitos são da mesma família.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Uma motocicleta e uma caminhonete D20 que teriam sido usadas pelo grupo para chegar até o sítio do sargento foram apreendidas.

O crime 

De acordo com informações da Companhia de Polícia da cidade de Conceição, que é responsável pelo policiamento das cidades de Ibiara e Diamante, a polícia recebeu denúncias de que o sargento havia sido encontrado morto na manhã dessa terça-feira (17) no sítio Malhadas, onde residia com a família.

A propriedade está localizada na rodovia PB-306, que dá acesso ao município de Santana de Mangueira. Os familiares do sargento não souberam informar o que pode ter motivado o crime, nem quem pode ter autuado os disparos. O policial estava de folga nesta terça-feira. Seu último plantão foi cumprido no domingo (15).

O sargento Pedro Marques da Silva Neto era comandante do Destacamento da Polícia Militar da cidade de Diamante (a 450 km de João Pessoa).

 

portalcorreio

Sargento do Destacamento Policial de Diamante é executado em Ibiara

O sargento Pedro Marques da Silva, conhecido como sargento Da Silva, de 52 anos, que já estava próximo de se reformar, foi morto a tiros na manhã desta terça-feira (17), em uma estrada do sítio Malhadas, município de Ibiara, quando se dirigia para sua propriedade, que fica nas proximidades da área rural onde foi assassinado.

Tudo indica que o sargento, que comandava o destacamento Policial da cidade de Diamante e estava de folga, tenha sido vítima de uma emboscada.

Segundo colegas do militar, ele, que morava na cidade ibiarense, costumava seguir cedo para o sítio quando não estava trabalhando, entre 4 e 5 horas da manhã.

Populares encontraram o corpo do policial por volta das 9h e acionaram o destacamento de Ibiara. Quando chegaram ao local, os policiais reconheceram a vítima e foram iniciadas diligências para tentar capturar os autores do crime.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

As informações já dão conta de quem dois suspeitos já estão presos, e que uma caminhonete modelo D-20 foi encontrada com vestígios de sangue, possivelmente de um dos executores, já que populares informaram que pelo menos seis pessoas teriam participado do crime e estariam dois dentro do veículo e outros quatro no lado externo.

Neste momento, toda a polícia regional está mobilizada e ainda conta com ajuda de policiais de outras regionais.

O policial militar integrava o 13º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Itaporanga. Depois do trabalho pericial, o corpo do policial será encaminhado para exame cadavérico em Patos.

Com: Diamante online

CEDH/PB pede que governo tranque sindicância aberta pelo comando da PM contra sargento Pereira

 

Sargento Pereira
Sargento Pereira

O Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH/PB) formalizou pedido ao governador da Paraíba – Ricardo Coutinho, e ao comandante geral – coronel Euller de Assis Chaves, para que seja trancada a sindicância aberta na Polícia Militar contra o sargento Astronadc Pereira Moraes, conhecido popularmente como sargento Pereira.

 

De acordo com o conselho, a sindicância teria sido instalada por causa de uma entrevista que Pereira concedeu ao programa Bastidores, da TV Master, no dia 22 de maio deste ano. O motivo alegado pelo Comando da Polícia Militar é de que o sargento teria falado de problemas internos da corporação.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O ofício encaminhado as autoridades evocou a liberdade de expressão garantida na Constituição Federal, esclareceu que sargento Pereira é membro do CEDH e que, na referida data, concedeu entrevista falando em nome do colegiado.

 

“O conselho destacou, ainda, que “num governo republicano e democrático como é este governo não haverá censura na fala de nenhum cidadão, seja ele civil ou não, muito menos punições ou perseguições”.

 

Confira os ofícios na íntegra:

 

OFÍCIO N.º –/14 João Pessoa, 04 de Agosto de 2014

 

 

Exmº. Sr.

RICARDO COUTINHO VIEIRA

GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA

Excelentíssimo Governador,

 

Com nossos cordiais cumprimentos vimos através deste relatar um fato e solicitar encaminhamento por parte de V. Exa. Chegou ao conhecimento do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado da Paraíba, colegiado devidamente criado pela Lei Estadual nº 5.551/92, que foi aberta uma SINDICÂNCIAem face do Sargento ASTRONADC PEREIRADE MORAES,  pertencente à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social motivada por uma entrevista concedida pelo mesmo, no dia 22 de maio do corrente ano, no Programa Bastidores da TV MASTER, cujo apresentador é o “Padre Albeni Galdino”. De acordo com o Ofício nº 1255/14 – CPMPB, que se segue em anexo, o Sargento Pereira durante a entrevista, falou de problemas internos da Corporação, devendo portanto ser aberta a presente sindicância.

Primeiramente, Excelentíssimo Governador, este colegiado quer deixar claro que o direito à liberdade de expressão é garantido na Constituição Federal brasileira não podendo nenhum cidadão ter tal direito tolhido. Acreditamos, ainda mais, que num governo republicano e democrático como é este governo não haverá censura na fala de nenhum cidadão, seja ele civil ou não, muito menos “punições” ou “perseguições”.

Ainda é de se ressaltar que, na entrevista concedida, o Sargento Pereira, como é popularmente conhecido, falou em nome do Conselho Estadual de Direitos Humanos, do qual é membro, tendo sido encaminhado pelo Comandante Geral, Coronel Euller de Assis Chaves, conforme ofício também em anexo, para mandato de 2012/2014. Mesmo estando hoje afastado do conselho em vista do processo eletivo, quando da entrevista no dia 22 de maio, o mesmo era membro efetivo deste colegiado. Portanto, o mesmo estava amparado por uma legislação, a Lei Estadual 5551/92.

 

Vale frisar ainda que as palavras ditas pelo Sargento Pereira durante a entrevista em nenhum momento expôs problemas internos da Polícia da Paraíba como pode ser observado nos documentos em anexo a este ofício.

Desta feita, entendendo ser este um governo que se pauta pela ética e pela liberdade de expressão, vem este colegiado solicitar ao Excelentíssimo Governador que a Sindicância aberta em face do Sargento PEREIRA seja trancada, para que se garantam princípios básicos da Constituição Federal como o direito à liberdade de expressão.

Certos do pronto atendimento de nossa solicitação, desde já agradecemos.

 

Atenciosamente,

 

João Francisco Bosco do Nascimento

Presidente do CEDH

 

 

OFÍCIO N.º –/14 João Pessoa, 04 de Agosto de 2014

 

Ilmo. Sr.

EULLER DE ASSIS CHAVES – Cel QOC

COMANDANTE- GERAL

Ilustríssimo Comandante,

 

Com nossos cordiais cumprimentos vimos através deste relatar um fato e solicitar encaminhamento por parte de V. Exa. Chegou ao conhecimento do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado da Paraíba, colegiado devidamente criado pela Lei Estadual nº 5.551/92, que foi aberta uma SINDICÂNCIAem face do Sargento ASTRONADC PEREIRADE MORAES,  pertencente à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social motivada por uma entrevista concedida pelo mesmo, no dia 22 de maio do corrente ano, no Programa Bastidores da TV MASTER, cujo apresentador é o “Padre Albeni Galdino”. De acordo com o Ofício nº 1255/14 – CPMPB, que se segue em anexo, o Sargento Pereira durante a entrevista, falou de problemas internos da Corporação, devendo portanto ser aberta a presente sindicância.

Primeiramente, Ilustríssimo comandante, este colegiado quer deixar claro que o direito à liberdade de expressão é garantido na Constituição Federal brasileira não podendo nenhum cidadão ter tal direito tolhido. Acreditamos, ainda mais, que num governo republicano e democrático como é este governo não haverá censura na fala de nenhum cidadão, seja ele civil ou não, muito menos “punições” ou “perseguições”.

Ainda é de se ressaltar que, na entrevista concedida, o Sargento Pereira, como é popularmente conhecido, falou em nome do Conselho Estadual de Direitos Humanos, do qual é membro, tendo sido encaminhado por Vossa Excelência, conforme ofício também em anexo, para mandato de 2012/2014. Mesmo estando hoje afastado do conselho em vista do processo eletivo, quando da entrevista no dia 22 de maio, o mesmo era membro efetivo deste colegiado.

Vale frisar ainda que as palavras ditas pelo Sargento Pereira durante a entrevista em nenhum momento expôs problemas internos da Polícia da Paraíba como pode ser observado nos documentos em anexo a este ofício.

Desta feita, entendendo ser este um governo que se pauta pela ética e pela liberdade de expressão, vem este colegiado solicitar ao Comandante Geral que a Sindicância aberta em face do Sargento PEREIRA seja trancada, para que se garantam princípios básicos da Constituição Federal como o direito à liberdade de expressão.

Informa ainda que também foi enviado um ofício ao Governador do Estado da Paraíba o Excelentíssimo Sr. Ricardo Vieira Coutinho com o mesmo pedido.

Certos do pronto atendimento de nossa solicitação, desde já agradecemos.

 

Atenciosamente,

 

João Francisco Bosco do Nascimento

Presidente do CEDH

 

 

Assessoria de Imprensa

Sargento flagrado como cambista é afastado do Corpo de Bombeiros

sargentoO sargento Rogério Cruz, flagrado pela reportagem do Fantástico vendendo ingressos para jogos da Copa do Mundo em um quartel, foi afastado do Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira. A corporação informou ainda que abriu um inquérito policial militar para apurar o caso e, ao término do processo, ele poderá ser expulso.

O processo será remetido agora à Promotoria Pública por crime militar e à Central de Inquéritos por crime comum. Lá, o caso será analisado para uma possível denúncia que, se confirmada, resultará nas sanções previstas.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Além de comunicar o afastamento do sargento e as possíveis penas que ele pode sofrer, a corporação emitiu uma nota sobre o caso.

“O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro repudia esse comportamento, que não é compatível com as diretrizes da instituição. O militar foi afastado de suas funções e permanece à disposição da corporação, podendo ser expulso ao término do processo”.

Durante a reportagem, que foi ao ar neste domingo e levou três semanas de investigação, Rogério deu a entender que participava de um esquema e afirmou ter quase R$ 250 mil em ingressos. Além disso, ele pedia R$ 9 mil pelas entradas para a final da competição (veja mais detalhes no vídeo acima).

Além das sanções previstas pela corporação, o Estatuto do Torcedor proíbe a venda de um ingresso por preço superior ao indicado no bilhete. A pena prevista é de até quatro anos de cadeia.

 

Por 

Sargento da Rota foi morto 10 horas antes que demais vítimas, dirá laudo

familia-chacinaO sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, foi assassinado dez horas antes que os outros parentes mortos na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, segundo informou  o SPTV deste sábado (10), após relato de médicos legistas que trabalham no caso. A Polícia Civil suspeita que o filho do sargento, o adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos, matou o pai, a mãe, a avó e a tia e na sequência se suicidou entre a noite de domingo (4) e a madrugada de segunda-feira (5).

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A informação sobre quando o sargento foi morto é baseada na análise das manchas de sangue e constará no laudo do Instituto de Criminalística que será entregue à Polícia Civil. O laudo necroscópico das outras vítimas também deverá ser concluído na próxima semana. A Polícia Civil aguarda agora a análise do computador usado pelo adolescente e dos telefones celulares da família.

Esta semana, a polícia já havia informado que exames preliminares apontavam a sequência de mortes na residência da Rua Dom Sebastião. Primeiro teria morrido o pai do garoto, depois a mãe, a cabo Andréia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, em seguida, a avó dele, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos.

Crime em família SP 08/08 (Foto: Arte/G1)

Depoimentos
Nessa sexta-feira (9), um professor e uma professora do Colégio Stella Rodrigues, onde estudava Marcelo, foram ouvidos pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Civil não deu detalhes sobre os depoimentos.

“Nós queremos saber, principalmente, o comportamento do garoto na escola. Se ele fez alguma confidência, qualquer coisa neste sentido. O que vier para a gente, venha de onde vier, vai nos ajudar para gente ter uma visão completa do caso”, disse o delegado Itagiba Franco, do DHPP. Ele insistiu no foco da polícia agora em descobrir a motivação do crime.

A Polícia Civil quer ouvir também duas vizinhas da família do garoto. Uma delas teria presenciado por diversas vezes Marcelo colocando e tirando o carro da garagem da casa onde ocorreram os crimes. A outra vizinha, segundo Franco, relatou a uma emissora de televisão ter visto um carro rondando a casa da família Pesseghini. A polícia tenta ainda localizar outras duas vizinhas que teriam ouvido os tiros e outros colegas de Marcelo. Para a Polícia Civil, Marcelo é suspeito de assassinar a própria familia e depois se matar.

O delegado geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazec, disse que a investigação ainda não está concluída. “Nada está sendo desprezado, todos os informes trazidos pelas testemunhas estão sendo verificados e serão checados. A linha de investigação principal ainda é a autoria atribuída ao menino. O caso ainda não está concluído, aguardamos os laudos a fim de que eles possam ou não comprovar de forma concreta esta tese”, disse Blazec.

Na quinta-feira (8), um policial militar ouvido no DHPP disse que o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, havia ensinado o filho a atirar. A informação foi confirmada pelo delegado Itagiba Franco, responsável pela investigação.

Todas as vítimas morreram com tiros na cabeça disparados pela pistola .40 que pertencia a Andréia, indicou a perícia realizada nos corpos. O delegado citou que Marcelo tinha 1,60 metro e não era um garoto franzino, apontando que ele tinha condição de manipular a arma. A testemunha disse ter presenciado uma dessas “aulas de tiro”, que ocorriam em um estande na Zona Sul da capital paulista.

O PM, que morava na mesma rua da família, também informou ao DHPP que o sargento e a mãe do jovem, a cabo Andréia Pesseghini, ensinaram o filho a dirigir automóveis e que o jovem tirava o carro da família todos os dias da garagem. O automóvel foi localizado na rua onde o garoto estudava e a polícia investiga se ele dirigiu até lá, assistiu à aula e só depois retornou para casa e se matou

O procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, designou nesta quinta os promotores Norberto Joia e André Luiz Bogado Cunha para acompanhar as investigações sobre as mortes da família na Zona Norte. Os promotores deverão acompanhar Franco em todas as oitivas.

Motivação
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Mauricio Blazeck, disse nesta quinta-feira que as investigações buscam, agora, a motivação do crime.

Questionado se existe a possibilidade da participação de outra pessoa no crime, Blazeck informou que essa “não é uma questão fechada”. “Dependemos dos laudos para confirmar isso. Por enquanto, continua a versão inicial”, disse, em relação ao envolvimento apenas do garoto de 13 anos nos assassinatos.

G1

Sargento da PM/PB quer que policiais tenham direito a voto mesmo quando estiverem de serviço

 

Direitos HumanosO Sargento da Policia Militar da Paraíba, Astronadc Pereira de Moraes (sargento Pereira), vai pedir ao Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) que solicite a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) que recomende, em resolução ministerial, o direito do voto do Policial Militar.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“Queremos que o CEDH interfira, junto à SDH-PR, para que seja acrescentado na resolução, que estar sendo feita a respeito dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública do Brasil, um artigo recomendando que os estado da federação e o sistema eleitoral garantam o direito do voto do policial militar”.

 

Sargento Pereira informa que também entrará no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de injunção ou outro mecanismo jurídico para que se garanta a esses policiais o direito de votar, mesmo que no dia do pleito estejam em serviço ou fora do domicílio eleitoral.

 

“A maior parte do efetivo policial encontra-se em serviço no dia das eleições e, por isso, não consegue exercer o direito ao voto em razão da incompatibilidade entre o início e fim do seu turno de trabalho e o horário da votação. Ou, ainda, por serem deslocados para o interior no dia do sufrágio, estando fora de sua zona eleitoral, o que não é justo”, complementa.

 

Pereira lembra que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou resolução garantindo o direito aos presos provisórios, mas os policiais militares são impedidos de votar, de exercer a cidadania. “Portanto, neste caso, não contam com esse mesmo direito por parte do sistema eleitoral”.

 

Para o sargento, impedir esse profissional de exercer a sua cidadania é um atentado aos direitos humanos do policial e de todos os fazem a Segurança Pública no Brasil.

 

 

 

Assessoria de Imprensa