Arquivo da tag: saques

Governo vai autorizar saques em contas inativas do FGTS

fgts-pis-caixaDiante das críticas ao uso do FGTS para pagamento de dívidas, o governo encontrou uma alternativa e vai permitir que os trabalhadores retirem o dinheiro, mas somente das contas inativas — ou seja, aquelas que estão sem receber novos depósitos.

Pelas normas do Fundo, os cotistas já podem sacar esses recursos na data de aniversário, desde que estejam fora do mercado de trabalho formal há pelo menos três anos. Agora, não haverá essa restrição, mas o valor do saque deve ficar limitado a R$ 1 mil para as contas com saldo de até dez salários mínimos (R$ 8.800).

Para evitar que as pessoas corram para as agências da Caixa Econômica Federal, o banco vai anunciar um cronograma de pagamento, que deve ser de acordo com a data de nascimento dos cotistas. Em muitos casos, os trabalhadores têm mais de uma conta inativa, e com valores baixos. Elas estão geralmente no nome de pessoas que pediram demissão e trocaram de emprego ou que foram demitidas por justa causa, casos em que os recursos ficam retidos.

No conjunto, as contas inativas do FGTS têm um saldo total da ordem de R$ 40 bilhões. A expectativa da equipe econômica é que a permissão para o saque vá injetar na economia R$ 30 bilhões, por conta do limite do saque e do saldo existente. Os recursos depositados no Fundo são corrigidos em 3% mais a Taxa Referencial (TR) ao ano. O valor é bem inferior à remuneração de investimentos mais conservadores, aí incluída a caderneta de poupança. Isso significa que os trabalhadores ficam com o dinheiro “preso” com um rendimento baixo, o que é ruim em um momento em que a população está endividada e a inflação continua elevada.

A medida faz parte do pacote de estímulo à atividade econômica e será anunciada hoje pelo presidente Michel Temer junto com a minirreforma trabalhista — que o governo decidiu implementar via medida provisória (MP). O texto vai transformar o Programa de Proteção ao Emprego (PPE, que terminaria este mês) em um sistema permanente, que terá um novo nome: Programa de Seguro-Emprego (PSE). A proposta vai permitir ainda que o combinado entre empresas e sindicato de trabalhadores em acordos e convenções coletivas prevaleça sobre a legislação. Mas só em itens já negociados atualmente entre as partes, conforme antecipou o GLOBO.

A permissão para o saque nas contas inativas deverá vir em uma MP à parte. De acordo com dados do balanço do FGTS, em 2015, o saldo médio das contas ativas e inativas foi de R$ 2.398,11. As contas com até quatro salários mínimos representavam, à época, 84,90% do total. No entanto, considerando seu saldo, elas significavam apenas 16,7% de um total de R$ 338,8 bilhões.

Inicialmente, o governo chegou a cogitar a permissão de saque das contas ativas, com a finalidade de quitar dívidas. Mas a proposta foi alvo de críticas, especialmente do setor de construção civil, já que os recursos do Fundo são usados no financiamento de moradias. Segundo uma fonte da equipe econômica, o saque das contas inativas traz menos riscos para o FGTS porque não abre precedentes para novas retiradas. A lei que criou o Fundo limita as possibilidades de saque — demissões sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria e doença grave — justamente para preservar os recursos dos trabalhadores. Há no Congresso uma infinidade de projetos que visam a permitir a retirada dos recursos para as mais variadas finalidades.

— Juridicamente, é mais seguro para o FGTS limitar os saques às contas inativas — disse um ministro.

Segundo dados do balanço do Fundo referente a 2015, os saques totalizaram R$ 99,1 bilhões no ano passado. Os principais motivos das retiradas foram demissões sem justa causa, no valor total de R$ 65 bilhões; aposentadoria, R$ 12 bilhões; moradia, R$ 13 bilhões; inatividade da conta, R$ 1,3 bilhão; e doenças graves, R$ 810,4 milhões.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Saques superam depósitos em R$ 53 bilhões na poupança até outubro

caixa_eletronicoOs saques de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 53,25 bilhões de janeiro a outubro deste ano, informou nesta segunda-feira (7) o Banco Central.

Apesar de o volume ainda ser expressivo, foi registrada uma queda de saques em relação ao mesmo período do ano passado – quando a saída líquida de divisas totalizou R$ 57,05 bilhões, recorde histórico de fuga de recursos para os dez primeiros meses de um ano.

Somente em outubro, a retirada líquida (acima do volume de depósitos) de recursos da mais tradicional modalidade de investimentos do país somou R$ 2,71 bilhões.

Mesmo sendo o décimo mês seguido com saída de valores da poupança superior aos depósitos, também houve recuo em relação a outubro de 2015 – quando a poupança perdeu R$ 3,26 bilhões em aplicações.

A fuga de recursos da poupança acontece em um momento de recessão da economia brasileira, do aumento do desemprego e da taxa de inadimplência – apesar de alguns indicadores apontarem para o início da retomada da economia. A baixa rentabilidade frente a outras opções de investimentos também tem levado poupadores a sacarem recursos da poupança.

Em todo o ano passado, R$ 53,36 bilhões deixaram a poupança. Foi a primeira vez em 10 anos que houve mais retirada do que depósitos da caderneta. Também foi a maior fuga de dinheiro da poupança desde o início da série histórica do Banco Central para um ano fechado.

Saldo da poupança
Apesar de os saques terem superado as retiradas em outubro, volume total aplicado na poupança no fim do mês, ou seja, o estoque da caderneta, registrou novo aumento.

No fim de setembro, o saldo da poupança estava em R$ 642,99 bilhões, avançando para R$ 644,34 bilhões em outubro.

A explicação é que os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, que somaram R$ 4,06 bilhões no mês passado, também são incorporados ao estoque da poupança.

Baixo rendimento
Além da crise econômica, o baixo rendimento da poupança também tem contribuído para a retirada de recursos. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.

Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), como a Selic está em 14% ao ano (o maior nível em dez anos), as aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham mais atratividade porque o rendimento fica acima do da poupança na maioria das situações. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.

No ano passado, a rentabilidade da poupança foi de 8,15%. Ou seja, ficou abaixo da inflação, que alcançou 10,67%. Descontada a inflação, portanto, quem manteve recursos na poupança ao longo de 2015 viu o dinheiro perder 2,28% do poder aquisitivo, de acordo com a consultoria Economatica. É o pior resultado desde 2002.

Quando a poupança pode ser atrativa
Apesar do baixo rendimento, especialistas avaliam que a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção, mas somente em poucos casos. Por exemplo: para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um “fundo de reserva” para emergências.

A vantagem da poupança em relação a outros investimentos é que não incide Imposto de Renda sobre a aplicação.

Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do IR e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Saques superam depósitos na poupança pelo 8º mês seguido

porco-quebradoOs saques na caderneta de poupança superaram os depósitos pelo oitavo mês seguido. A retirada líquida (descontados depósitos) ficou em R$ 4,465 bilhões, em agosto, informou hoje (6) o Banco Central (BC). O resultado negativo foi menor do que no mesmo mês de 2015: R$ 7,501 bilhões.

Desde janeiro do ano passado, o único mês em que a poupança teve resultado positivo (mais depósitos do que saques) foi em dezembro de 2015 (R$ 4,789 bilhões). Nos oito meses de 2016, a retirada chegou a R$ 48,187 bilhões.

Os saques da poupança chegaram a R$ 171,831 bilhões em agosto e a R$ 1,317 trilhão nos oito meses do ano, superando os depósitos, que ficaram em R$ 167,365 bilhões e R$ 1,268 trilhão, respectivamente.

O saldo total nas contas ficou em R$ 641,126 bilhões, em agosto. Os rendimentos creditados nas cadernetas totalizaram R$ 4,294 bilhões, no mês passado.

Com os juros e a inflação em alta, outras aplicações têm se tornado mais atrativas. A recessão econômica também contribuiu para a fuga de recursos da poupança. Por causa da crise e do desemprego, os brasileiros têm menos sobra de dinheiro para aplicar na caderneta e precisam sacar mais recursos para pagar dívidas.

Agência Brasil 

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Buenos Aires tem depredação, saques e violência após jogo

buenos-airesA cidade de Buenos Aires registrou uma série de depredações, saques e episódios de violência, em meio ao clima de festa que tomou conta das ruas após a final da Copa do Mundo neste domingo (13), informaram veículos de comunicação argentinos.

Apesar da derrota da seleção por 1 a 0 para a Alemanha, milhares saíram às ruas para dar apoio à equipe que chegou a uma final de Mundial após 24 anos.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

No entanto, foram registrados tumultos no centro da cidade e a polícia foi chamada para conter os distúrbios. Um grupo de torcedores violentos, conhecidos como ‘barra-bravas’ na Argentina, provocou incidentes nos arredores do Obelisco.

 

As tropas usaram bombas de gás e canhões de água para dispersar os torcedores. Oito policiais ficaram feridos e 40 pessoas foram detidas nos incidentes que fizeram da famosa Avenida 9 de Julho o centro de uma verdadeira batalha campal, indicou a imprensa argentina.

Um grupo de pessoas depredou ao menos dois carros de emissoras de televisão, informou o jornal Clarín. Já a TN relatou saques e assaltos na Rua Florida, na região central.

 

Dezenas de vândalos desafiaram a polícia, arremessando tudo o que encontravam pela frente, enquanto os agentes respondiam com balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos d’água.

 

A grande maioria das pessoas que se reuniram neste centro emblemático das celebrações argentinas se dispersou após o início da confusão. Muitos até se diziam orgulhosos com a seleção de Alejandro Sabella.

 

Famílias com crianças tiveram que se refugiar em restaurantes ou entrar nos halls dos hotéis da área para se proteger do efeito do gás lacrimogêneo.

 

Torcedores entram em confronto com a polícia em Buenos Aires (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)Torcedores entram em confronto com a polícia em Buenos Aires (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)
Policial monitora detidos por saques no Centro de Buenos Aires após final da Copa. (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)Policial monitora detidos por saques no Centro de Buenos Aires. (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)
Torcedor é preso pela polícia durante tumultos registrados após jogo em Buenos Aires. (Foto: Andres Stapff/Reuters)Torcedor é preso pela polícia durante tumultos em Buenos Aires. (Foto: Andres Stapff/Reuters)

G1

Após boato, Caixa totaliza R$ 152 mi em 900 mil saques do Bolsa Família

caixaA Caixa Econômica Federal informou nesta segunda (20) que, após boatos sobre a suspensão do Bolsa Família, foram efetuados no sábado e no domingo cerca de 900 mil saques de benefícios do programa, que contabilizaram R$ 152 milhões.

A assessoria da Caixa não informou qual é a média diária de saques de recursos do programa. De acordo com nota divulgada no início da noite, a instituição informou que o movimento nas agências está normalizado.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Rumores sobre a suspensão de pagamentos do Bolsa Família e também sobre um inexistente bônus pelo Dia das Mães levaram milhares de beneficiários a procurar no final de semana lotéricas e agências da Caixa Econômica Federal, o que gerou filas e tumultos em pontos de saque em 12 estados.

Nesses estados, beneficiários correram às lotéricas e agências após o boato de que o recebimento de valores do programa só seria feito até este sábado. Foram registradas longas filas e tumultos em diversos pontos de saque, principalmente em cidades do Nordeste e do Norte.

A origem dos boatos ainda é desconhecida – a Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso.

Para este ano, o Ministério do Desenvolvimento Social destinou R$ 24 bilhões para o pagamento de benefícios do programa Bolsa Família. De acordo com dados do ministério, o programa atende cerca de 13 milhões de famílias e o valor do benefício varia entre R$ 32 e R$ 306, de acordo com a renda familiar per capita e a composição familiar.

Nesta segunda, em Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff classificou como “desumano” e “criminoso” o autor dos boatos.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela Caixa Econômica Federal.

NOTA DA CAIXA

A Caixa Econômica Federal informa que o movimento das agências foi normalizado ao longo da segunda-feira (20) e segue com os pagamentos do Bolsa Família, de acordo com o calendário do benefício. O banco ressalta que não há qualquer alteração no valor, local, data de pagamento e na forma de retirada. Os beneficiários que já retiraram o pagamento do mês de maio, somente realizarão o próximo saque no mês de junho, seguindo o calendário de 2013.

Hoje (20), as agências iniciaram o atendimento mais cedo e houve deslocamento de empregados para as salas de autoatendimento, visando prestar todas as orientações aos clientes. Cartazes informativos foram afixados em todas as agências da CAIXA, notas disponibilizadas via internet e nos terminais de autoatendimento.

O banco esclarece que as agências que registraram maior movimentação no último sábado (18) e domingo (19) foram nos estados do Pará, Piauí, Paraíba, Bahia, Pernambuco, Ceará,  Maranhão, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Amazonas, Tocantins e Rio de Janeiro. No último fim de semana foram registrados cerca de 900 mil saques do Bolsa Família, com a liberação de R$ 152 milhões de recursos.

A CAIXA reitera que as investigações sobre a origem dos boatos estão sendo conduzidas pela Polícia Federal. Desta forma, a CAIXA aguardará a finalização das investigações e prestará todas as informações necessárias às autoridades policiais para colaborar com a apuração.

20/05/2013

 

G1