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Samuel Pinheiro Guimarães: Democratizar mídia é defender soberania

Foto Roberto Parizotti
Foto Roberto Parizotti

Debate mediado pela ex-ministra Matilde Ribeiro contou com a participação de Samuel Pinheiro Guimarães e o professor Paulo Fagundes Vizentini

“O controle dos meios de comunicação é essencial para o domínio da classe hegemônica mundial. Como esses meios são formuladores ideológicos, servem para a elaboração de conceitos, para levar sua posição e visão de mundo. Daí a razão da democratização da mídia ser uma questão prioritária”, afirmou o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães no debate O Brasil frente aos grandes desafios mundiais, realizado nesta terça-feira na Universidade Federal do ABC.

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Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (2009-2010) e secretário geral do Itamaraty (2003-2009) no governo do presidente Lula, o embaixador defendeu a campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) por um novo marco regulatório para o setor.

Segundo ele, uma relevante contribuição à democracia e à própria soberania nacional, diante da intensa disputa política e ideológica numa “economia profundamente penetrada pelo capital internacional”.

Entre as iniciativas para garantir o surgimento e estabelecimento de novas mídias, apontou, está a “distribuição das verbas publicitárias do governo”, desconcentrando os recursos públicos e repartindo de forma justa e plural. “O critério de audiência, que vem sendo utilizado, privilegia o monopólio e o oligopólio”, sublinhou.

O embaixador também condenou o fato de que um mesmo grupo possa deter emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas – a chamada propriedade cruzada. Conforme Samuel, esta concentração acaba concedendo um poder completamente desmedido para alguns poucos divulgarem as suas opiniões como verdade absoluta. “Quando estados como a Argentina, o Equador e a Venezuela aprovam leis para democratizar a comunicação, a mídia responde com uma campanha extraordinária, como se isso fosse censura à imprensa”, lembrou.

MANIPULAÇÃO

Em função dos interesses da classe dominante, alertou o embaixador, a mídia hegemônica pode, sem qualquer conexão com a realidade, “demonstrar que um regime político da maioria é uma ditadura e realizar campanhas sistemáticas que permitam uma intervenção externa, com o argumento que determinado governo oprime os direitos humanos”. “Podem inclusive se aproveitar de manifestações pacíficas para infiltrar agentes provocadores que estimulem o confronto”, alertou.

Uma vez criado o caldo de cultura, soma-se à campanha de difamação e manipulação das consciências a intervenção militar, como aconteceu contra o governo de Muamar Kadafi. “Na Líbia houve a derrubada de um governo que lhes era contrário, não foi ação defensiva dos direitos humanos em hipótese nenhuma”, frisou. Na avaliação de Samuel, “os Estados Unidos têm um projeto muito claro de manter o seu controle militar e informativo”, que utilizam de forma alternada e complementar.

“Contra os governos que contrariam frontalmente os seus interesses, os EUA têm um uma política declarada de ‘mudança de regime’. Para isso, sem grandes embaraços, qualquer movimento pode ser instrumentalizado”, assinalou.

Entre os muitos exemplos de manipulação citados pelo embaixador está o “esforço da política neoliberal para reduzir direitos”, utilizando-se da campanha pelo “aumento da competitividade”. ”O receituário que defendem é o de reduzir programas sociais, controle orçamentário e reduzir os benefícios da legislação trabalhista. Para isso disseminam ideias como a de que as empresas nacionais não são produtivas”, destacou Samuel.

Também condenando a manipulação da informação e o papel desempenhado por setores da mídia, o professor Paulo Fagundes Vizentini, coordenador do Núcleo de Estratégia e Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, considerou inadmissível que “os mesmos que bombardeiam e ocupam militarmente países soberanos venham agora dar lições de direitos humanos”.

“Antes era feio não ter opinião, hoje é ideológico, que mais se parece com fisiológico”, disse Vizentini, defendendo a afirmação do interesse público e da soberania nacional, e combatendo “os que querem que o país fique na segunda divisão, desde que sejam o capitão do time”.

O professor sublinhou o papel estratégico e singular proporcionado pela descoberta do pré-sal, tanto do ponto de vista energético, como geopolítico, e alertou para a necessidade de que o Brasil tenha os elementos de dissuasão para impedir que esse imenso patrimônio venha a ser apropriado militarmente pelos estrangeiros. “Para isso temos de enfrentar os espíritos fracos e colonizados. O colonialismo é o mais difícil de combater, porque está dentro da nossa cabeça”, frisou.

Para o secretário de Relações Internacionais do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Pedro Bocca, “o fortalecimento dos espaços de mídia dos movimentos sociais, como a TeleSur, a Alba TV e a TVT, com sua divulgação em canal aberto, são uma necessidade do momento para o avanço da própria integração”. “Nesse momento, o investimento do governo é essencial para combater a desinformação e garantir a efetiva democratização da comunicação e do país”, concluiu.

 

 

viomundo

Em noite de Nem e Samuel, Flu bate o Santos e é o novo líder do Brasileiro

Após desperdiçar a chance de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro na rodada passada, quando permitiu que o Figueirense empatasse um jogo em que vencia por 2 a 0, o Fluminense desta vez não deu chances ao azar. Com dois gols de Wellington Nem, no primeiro tempo, e um golaço de Samuel, na etapa final, o Tricolor derrotou o Santos, por 3 a 1, nesta quinta-feira, no Engenhão, e ultrapassou o Atlético-MG na classificação, agora com 47 pontos, dois a mais que o Galo.

A renda somou R$ 238.450, com um público pagante de 13.007 pessoas (15.874 presentes). Na próxima rodada, o Tricolor vai a Porto Alegre para enfrentar o Inter, no domingo, às 16h (de Brasília). O Peixe enfrenta o São Paulo, na Vila Belmiro, no mesmo dia e horário.

Os dois times mostraram logo de cara quais posturas iriam adotar: o Fluminense tomando a iniciativa de atacar, quase sempre pelo lado esquerdo, com a marcação mais adiantada, tentando dificultar a saída de bola do adversário, e o Santos fechado, saindo com muita velocidade nos contra-ataques. E foi desta forma que o time paulista apareceu primeiro com perigo na frente, tendo uma chance claríssima desperdiçada por Bill, aos 11.

Samuel Rosa, Fluminense e Santos (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Samuel comemora, observado por Wagner, o terceiro do Flu (Foto: Dhavid Normando/Photocamera)

As defesas apresentavam muitos espaços e diversas chances de gol foram criadas pelas duas equipes. O Tricolor teve a sua primeira em chute forte de Jean, da meia-lua, que Rafael defendeu bem, aos 15, e a segunda com Nem se esticando todo na pequena área para tentar empurrar a bola para a rede após cruzamento de Carlinhos, mas jogando a bola fora, um minuto depois. Sempre no contra-golpe, o Peixe ainda criou uma grande chance muito mal concluída por Gerson Magrão, aos 18.

No entanto, dois minutos depois o time carioca abriu o marcador com jogada parecida com o lance ocorrido aos 16: Jean, que fez grande partida, cruzou da esquerda na medida para Nem se jogar na bola na pequena área e mandá-la por baixo de Rafael para marcar. O Tricolor se empolgou e quase fez o segundo, com Thiago Neves. Mas, o Santos passou a marcar mais à frente e numa falha de Digão, que não conseguiu cortar um cruzamento de Gerson Magrão, André deu um carrinho para completar de perna direita, na pequena área, e empatar o jogo, aos 28.

Foi só empatar que o Peixe voltou a jogar como antes. E nos contra-ataques a equipe paulista era muito veloz e perigosa, tanto que quase fez o segundo gol desta forma num lance individual de Bruno Peres deslocado pela meia esquerda, arrancando de seu campo e concluindo na área adversária, para boa defesa de Cavalieri, aos 40. Só que o lateral-direito do Santos levava sufoco lá atrás: novamente pelo lado esquerdo, Wagner e Carlinhos tabelaram, e o meia cruzou na medida para o baixinho Nem fazer de cabeça o segundo, no canto direito de Rafael, aos 43.

Samuel faz golaço e impede reação do Santos

A desvantagem fez o time de Muricy Ramalho voltar para o segundo tempo mais à frente. O risco era passar a dar chance ao Flu, que não recuou, ameaçar também em contra-golpes, mas não havia muita alternativa. Para tentar melhorar a produção de seu ataque, o técnico santista pôs logo aos 10 minutos Patricio Rodríguez no lugar de Bill. Com os dois times atuando ofensivamente o jogo ficou aberto, mas por erros de passes em alguns momentos, e a insistência de alguns jogadores em carregar demais a bola, em outros, não houve tantas chances de gol claras como na primeira etapa.

A partida passou a ficar muito presa às duas intermediárias, e Muricy resolveu mexer no meio de campo do Santos, com a entrada de Bernardo, ex-Cruzeiro e Vasco, no lugar de Éwerton Páscoa, aos 26. Logo depois, Wellington Nem sentiu dores na pantiurrilha esquerda e foi substituído por Rafael Sobis. Quando o time paulista parecia que exerceria uma pressão sobre o a equipe da casa, num contra-ataque, Samuel fez um golaço que decidiu o jogo. O jovem centroavante recebeu no bico da grande área, pela esquerda, ajeitou para o meio e colocou a bola no ângulo esquerdo de Rafael, que nada pôde fazer: Flu 3 a 1.

Em festa, a torcida tricolor aproveitou para provocar e xingar o treinador santista, que era o técnico do time carioca na útima vez em que havia sido líder do Brasileirão: quando conquistou o título de 2010, com a vitória 1 a 0 sobre o Guarani, na última rodada da competição daquele ano. Magoada com a saída do treinador no meio da Libertadores de 2011, justamente para o Santos, os tricolores cantaram “Oh Muricy, vai se f…, o Fluminense não precisa de você” e depois gritaram o nome de Abel. A partir do terceiro gol, o Tricolor passou a administrar a vantagem, sem dar muitos espaços para o adversário e ainda criando oportunidades para transformar a vitória em goleada. Mas nem foi preciso.

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Com comemoração à la Balotelli, Samuel dá vitória sofrida ao Flu: 1 a 0

É preciso saber levar vantagem em tudo, certo? O Fluminense soube mais uma vez fazer valer a frase dita por um ídolo de sua história, Gerson, em antiga propaganda de cigarro, e tirar proveito de ter um jogador a mais em campo para vencer o Sport, por 1 a 0, neste sábado, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). O gol salvador foi marcado por Samuel, aos 37 minutos do segundo tempo. Na comemoração, o atacante tricolor tirou a camisa, jogou-a no chão e exibiu seus músculos para a torcida que compareceu ao estádio e para as câmeras da TV, à la Balotelli, atacante da seleção italiana. O público presente foi de 7.096 pessoas, com 5.283 pagantes, que proporcionaram uma renda de R$ 68.590.

O resultado deixou o time carioca com 39 pontos, o mesmo que o líder Atlético-MG, porém com dois jogos a mais. Por outro lado, o time pernambucano completou sua nona partida sem vencer, sendo que nas últimas seis sem fazer um gol sequer, e permanece na zona de rebaixamento, em 18º, com 14 pontos. Na 19ª rodada, a última do turno do Brasileirão, o Tricolor das Laranjeiras enfrentará o Vasco, no próximo sábado, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão. No dia seguinte, às 18h30m, o Rubro-Negro pernambucano também fará um clássico local, contra o Náutico, na Ilha do Retiro.

Pouco antes do jogo começar, a torcida do Fluminense homenageou um jogador adversário, ex-artilheiro tricolor: “Ah, Magno Alves; ah, Magno Alves”. Com oito desfalques, o técnico Abel Braga temeu por ficar sem mais um titular, quando com um minuto de jogo houve um choque fortíssimo entre Willian Rocha e Wallace, e o lateral-direito do Flu acabou saindo de maca. O volante Diguinho chegou a se aquecer, mas Wallace se recuperou e voltou a campo.

samuel fluminense gol sport (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Samuel bate no peito na comemoração do gol da vitória tricolor (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)

O Sport, que só vai estrear seu novo técnico, Waldemar Lemos, na próxima rodada, iniciou o jogo sem se intimidar por estar fora de casa, e aos cinco minutos teve ótima oportunidade de marcar: Willian Rocha fez belo lançamento para Rithely, que diante de Cavalieri tocou de lado, mas a bola saiu perto da trave esquerda do goleiro tricolor. A resposta do Fluminense veio aos nove com sua jogada característica, a bola alta na área. Thiago Neves, o novo camisa 10 tricolor, cobrou falta da intermediária, pela meia esquerda, Leandro Euzébio cabeceou, Magrão fez grande defesa, Valencia ainda tentou chutar na pequena área para o gol, mas Willian Rocha afastou o perigo, perto da linha de gol.

O time pernambucano marcava forte no meio de campo e dificultava muito a armação ofensiva da equipe carioca. Mesmo assim, aos 22, Wagner teve uma chance de ouro para marcar, ao penetrar sozinho na área pela esquerda e na saída de Magrão tentar colocar a bola no lado oposto, mas ela saiu pela linha de fundo, quase tocando o pé da trave. Quatro minutos depois, Thiago Neves cobrou falta com perigo e a bola passou perto do ângulo esquerdo de Magrão. O troco rubro-negro foi na mesma moeda, aos 28: Hugo cobrou falta, a bola bateu na barreira e Cavalieri, quase traído com o desvio, espalmou para escanteio, numa bela defesa no meio do gol.

A partir dos 30, o Flu começou a tomar conta do meio de campo e empurrou o Sport para a defesa, onde deixava um buraco no seu lado direito, por onde Wagner já desperdiçara uma ótima chance. Aos 36, foi a vez de Thiago Neves, completamente livre na área, matar no peito e bater mal de pé direito, pela linha de fundo, à esquerda de Magrão.

Com um a mais, Flu chega ao gol

A substituição que quase ocorreuno início da partida foi feita por Abel na volta para o segundo tempo: Diguinho no lugar de Wallace. Com a mudança, Jean passou a jogar na lateral-direita. E foi após um lançamento de Diguinho, aos dois minutos, que o Fluminense criou sua primeira oportunidade de gol na etapa final. Thiago Neves se aproveitou de cochilada de Cicinho e cruzou da esquerda, já dentro da área, para Wagner, livre no lado oposto, dentro da pequena área. O camisa 19 do Flu cabeceou para o chão, no contrapé de Magrão, mas o goleiro do Sport foi ágil e com o pé direito tirou o gol certo do adversário.

A configuração da partida era a mesma do fim da primeira: o time da casa no ataque, e os visitantes tentando o contra-ataque. E num deles, aos oito, Rithely recebeu de Magno Alves na área e bateu de pé esquerdo, mas Cavalieri fez difícil e segura defesa. No entanto, o time mais perigoso era o Flu, e aos 10 Thiago Neves recebeu na área, pela esquerda, tocou certo para marcar, a bola passou por Magrão, mas Diego Ivo salvou o Sport de levar o primeiro. A partir daí, o Tricolor diminuiu seu ritmo e já não ameaçava tanto o adversário, que passou a ter mais presença no ataque, mas também sem criar grandes coisas.

valencia fluminense magno alves sport brasileirão  (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Magno Alves, ex-Flu, tenta impedir Valencia de dar um chutão na bola (Foto: Dhavid Normando/Photocamera)

O árbitro Leandro Vuaden, que já havia sido alvo de muitas reclamações dos dois bancos durante o jogo, voltou a ser criticado asperamente, desta vez pelo técnico interino do Sport, Gustavo Bueno, por não ter marcado falta em Hugo, perto da área do Flu, e o expulsou. No primeiro tempo ele já havia mandado embora o preparador físico do Rubro-Negro pernambucano, Eduardo Batista. No lance do choque entre Wallace e Willian Rocha no início da partida, Abel ficara revoltado com Vuaden por não ter expulsado o jogador do Sport, mas o árbitro não deve ter ouvido os impropérios do técnico tricolor por estar no lado oposto do campo.

O jogo só voltou a ter um momento de emoção aos 33, quando num lançamento alto na área, Gum entrou só e tocou na bola, mas Magrão novamente salvou o time de Recife. Um minuto depois, Tobi deu uma entrada dura em Thiago Neves no meio do campo, levou o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. E o Tricolor se aproveitou bem da vantagem, como tinha feito na vitória sobre o Palmeiras. Aos 38, Carlinhos cruzou da esquerda, Samuel desviou a bola com leve toque e ela entrou no canto esquerdo do goleiro do Sport, que só ficou olhando: Flu 1 a 0. Na comemoração, o atacante tricolor comemorou à la Balotelli e levou cartão amarelo. Com a torcida em festa e o adversário abalado, o time carioca continuou no ataque e teve chances de fazer o segundo, mas não foi preciso para vencer.

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