Arquivo da tag: salto

No salto, Ricardo de Oliveira conquista primeiro ouro da Paraolimpíada

imagem: Ricardo Moraes/Reuters
imagem: Ricardo Moraes/Reuters

Ricardo de Oliveira conquistou o primeiro ouro do Brasil na Paraolimpíada. Ele foi campeão no salto em distância na categoria T11 (cego total).

Para ficar com a medalha dourada, o atleta saltou para 6,52 m contra 6,44 m do americano Lex Gillette. A marca do brasileiro o deixou a 15 centímetros do recorde olímpico.

Ao falar sobre a conquista, Ricardo revelou que ficou noites sem dormir para melhorar sua performance.

“Estava treinando muito, de manhã e de tarde, cheguei a ficar noite em claro, meditando. Hoje, estou comemorando resultado que tenho sofrido muito para conquistar”, falou.

A disputa do brasileiro foi até o último salto. Quando correu para o derradeiro, ele estava com uma marca de um centímetro a menos que Lex Gillette, recordista mundial dos Estados Unidos.

O brasileiro, vale lembrar, não começou bem na disputa. Em seu primeiro salto, ele queimou. Mas, logo na sequência, se recuperou e mostrou para que veio.

“Eu senti que o ouro estava perto quando finalizei o salto. Ali eu senti que tinha pego o ouro se eu não tivesse queimado. No momento que eu saí da caixa de areia, estava muito preocupado mesmo em ter queimado”, revelou.

O brasileiro terminou a disputa com quatro dos cinco melhores saltos da prova. Ele também disputará os 100m e avisou:

“Vou dar trabalho!”.

Irmão de campeã

Ricardo de Oliveira é irmão da campeã mundial de salto Silvânia Costa de Oliveira. Ela concorre na mesma categoria que ele e foi eleita ano passado a melhor atleta paraolímpica brasileira de 2015.

Confiante numa dobradinha da família Oliveira, Ricardo destacou a união entre eles:

“Em casa sou eu e duas irmãs. Eu sempre quis ter um irmão. A Silvânia, por ser caçula, estava sempre do meu lado e preenchia esse espaço. Eu e minha irmã somos muito unidos mesmo. Até no material de esporte a gente divide. Eu comecei primeiro, fui incentivando, ela foi melhorando e ela foi me incentivando também. Foi sempre assim. Um ajudando o outro através de superação”.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Salto radical, “Maracanã cego” e Clodoaldo são destaques da abertura

imagem: REUTERS/Sergio Moraes
imagem: REUTERS/Sergio Moraes

Os Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro tiveram abertura oficial em cerimônia nesta quarta-feira (7), com direito a salto radical em megarrampa, mudança de roteiro na última hora, exaltação de símbolos tipicamente cariocas e até um momento de “Maracanã cego” – um dos pontos altos da festa, quando as luzes do estádio foram apagadas para estimular outros sentidos do público.

Clodoaldo Silva, nadador dono de seis medalhas de ouro paraolímpicas, todas conquistadas em Atenas-04, foi o responsável por acender a pira paraolímpica.

Também chamaram a atenção o quebra-cabeça montado com as peças trazidas por cada delegação, com a imagem de um coração pulsante ladeado por flores, e a entrada da bandeira paraolímpica no estádio, carregada por crianças com deficiência motora, acompanhadas de seus país. Os presentes, de pé, aplaudiram a cena.

Após contagem regressiva no Maracanã, a Paraolimpíada foi oficialmente inaugurada com o salto do cadeirante Aaron Wheelz na “megarrampa” – aquela mesma dos skatistas. O homem passou por dentro de um número zero, deu um mortal e caiu em um colchão. E levantou o público.

Antes da cerimônia, Leo Caetano, diretor de cerimônias do Comitê Rio 2016, explicou a intenção da cena: “Haverá o salto de uma megarrampa, e será feito por um cadeirante. O objetivo é que o público veja que se tratam de coisas espetaculares, mas não porque são feitas por pessoas com deficiências. São coisas incríveis porque são coisas incríveis, ponto”.

O primeiro paratleta brasileiro a aparecer na festa de abertura foi Daniel Dias, nadador dono de 11 medalhas de ouro paraolímpicas, mostrado em projeção atravessando o palco a nado. As projeções também foram marca das cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada.

Clodoaldo acende a tocha com lição de inclusão

O nadador brasileiro Clodoaldo Silva, que além de seis ouros soma também cinco pratas e dois bronzes paraolímpicos, acendeu a pira.

A tocha entrou no Maracanã com o corredor Antônio Delfino, dono de dois ouros e uma prata. Depois, passou para as mãos da ex-paratleta Márcia Malsar, que sofreu uma queda e se levantou sozinha, sob aplausos. Ela é a primeira mulher a ganhar medalha paraolimpica para o Brasil A também ex-paratleta Ádria Santos foi quem pegou o fogo na sequência e o entregou a Clodoaldo.

Clodoaldo Silva promoveu lição de inclusão. O paratleta viu seu caminho ser dificultado por uma escada, que logo se transformou em uma rampa para que pudesse chegar à pira. A ideia da organização foi deixar claro que não é preciso ter escadas e rampas, mas apenas rampas, já que todos conseguem se locomover por elas.

“Fora, Temer”, filas longas e… Gisele?

Mesmo antes de a cerimônia começar no Maracanã, três episódios chamaram a atenção: dentro do estádio, o público, em coro, protestou contra o presidente da República, Michel Temer, com gritos e vaias. O “fora, Temer” ouvido nas arquibancadas durou cerca de 10 segundos.

Temer, aliás, foi alvo de protestos em mais duas oportunidades, ambas com a festa em andamento: no momento do hino brasileiro, tocado no piano pelo maestro João Carlos Martins, e quando decretou a abertura das Paraolimpíadas, em breve fala.

O mascote Vinícius promoveu momento de descontração para alegrar os presentes. Ele reproduziu uma das partes mais elogiadas da abertura das Olimpíadas do Rio, quando a modelo Gisele Bündchen atravessou o Maracanã em desfile de mais de 100 metros – e o fez vestindo um vestido igual ao da estrela.

O ponto negativo da “pré-festa” foi visto do lado de fora: longas filas irritaram quem compareceu ao evento. A do portão D, caso mais crítico, chegou a 1,8 km de distância.

Um show bem carioca e o hino nacional

Logo no início, a cerimônia teve roda de samba com Xande de Pilares, homenagem ao músico Cartola, representação de uma manhã na praia – com direito a barracas, surfistas, areia, água, vendedores de mate… – e referência aos aplausos ao pôr do sol no Arpoador.

Os signos bem cariocas foram seguidos pelo hino nacional, tocado no piano pelo maestro João Carlos Martins. Este era um dos momentos mais esperados do evento, e se consolidou como um dos mais emocionantes. Ao fim, o público, de pé, o aplaudiu.

Mudança de roteiro na última hora

As delegações entraram em cena antes do previsto por pedido dos paratletas, que queriam assistir ao máximo possível da cerimônia. A solução encontrada foi realizar a apresentação das estrelas logo depois do hino brasileiro (parte do show que durou cerca de 1h50) para logo depois darem sequência ao espetáculo.

A porta-bandeira do Brasil foi Shirlene Coelho, atual campeã paraolímpica no lançamento de dardo – e medalhista de prata em Pequim-2008. Ela foi escolhida por voto dos paratletas – os que têm competição agendada para a manhã de quinta-feira, como Daniel Dias, estavam fora da disputa.

Os brasileiros, é claro, foram os mais festejados, aplaudidos de pé por todo o estádio – até Temer, ao lado da mulher, levantou-se. Foi a única vez que a música deixou de ser uma batida genérica: os paratletas do país-sede entraram no Maracanã acompanhados pela música “O Homem Falou”, de Gonzaguinha. A modelo e apresentadora Fernanda Lima entrou no estádio junto às estrelas nacionais.

Espanha e Estados Unidos se mostraram as delegações mais animadas na entrada. Vale destaque também para Tonga: lembra do “besuntado” da Olimpíada? Então, os porta-bandeiras dos paratletas na Paraolimpíada também se apresentaram com os corpos brilhando.

Uma das maiores expectativas da cerimônia de abertura era a montagem do quebra-cabeça das delegações – cada uma entrou com uma peça no Maracanã. No fim, com a última peça sendo a brasileira, a imagem montada, com ajuda de uma projeção para dar movimento, foi a de um coração pulsante, ladeado por flores.

Maracanã no escuro

Logo depois dos discursos de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e Philip Craven, presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), e do presidente da República, Michel Temer, decretar abertura oficial dos Jogos, o espetáculo continuou. E “cegando” o Maracanã.

As luzes foram apagadas para estimular os outros sentidos do público. Bailarinos carregaram bastões iluminados, que representam guias usadas por pessoas com deficiência visual.

“Este é um ponto central da cerimônia desde o início do processo criativo. Queremos derrubar essa coisa da necessidade da visão, do ‘ver para crer’. O público vai ser instigado a usar todos os sentidos”, explicou Fred Gelli, um dos diretores criativos da cerimônia.

Entrada da bandeira paraolímpica emociona público

O público se emocionou com a entrada da bandeira paraolímpica no estádio do Maracanã, carregada por crianças com deficiência motora acompanhadas de seus pais.

Cada dupla formada por uma criança e um adulto vestia uma espécie de macacão que os unia. O movimento era dado pelas pernas dos pais, e a felicidade de todos os protagonistas foi contagiante.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

O grande salto tecnológico que pode acabar com a sede no mundo

Foto:Getty Quase 2 bilhões de pessoas viverão com escassez de água na próxima década, segundo a ONU
Foto:Getty
Quase 2 bilhões de pessoas viverão com escassez de água na próxima década, segundo a ONU

Em tempos de escassez de água em diversos Estados do Brasil, a solução para o problema poderia ser óbvia: aproveitar a abundância da água do mar para o uso comum por meio da dessalinização.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e contêm 97% da água do planeta.

Mas a energia necessária para esse processo era muito custosa e, com isso, inviabilizava o uso da água do mar para esses fins.

Recentemente, porém, graças às novas tecnologias, os custos foram reduzidos à metade e enormes usinas de dessalinização estão sendo abertas ao redor do mundo.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Usinas

A maior usina dessalinizadora do planeta está em Tel Aviv (Israel) e já está sendo ampliada para alcançar seus limites máximos de produção.

Isso significa 624 milhões de litros diários de água potável. E ela pode vender mil litros (que é o consumo semanal médio de uma pessoa) por US$ 0,70 (cerca de R$ 2,71).

Outra usina de dessalinização, que fica em Ras al-Khair, na Arábia Saudita, alcançará sua produção plena em dezembro.

Image copyrightPOYVRY
Image captionA usina que será a maior do mundo, na Arábia Saudita, poderia produzir 1 bilhão de litros por dia

Instalada no leste da Península Arábica, ela será maior do que a de Israel e abastecerá Riad – cuja população está crescendo rapidamente – com 1 bilhão de litros por dia.

Uma usina de energia elétrica vinculada a ela pode produzir até 2,4 milhões de watts de eletricidade.

Da mesma forma, será instalada em San Diego a maior usina dessalinizadora dos Estados Unidos, que estará operando a partir de novembro.

No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão disse no início deste ano que está analisando a possibilidade de construir uma usina dessalinizadora para abastecer até 1 milhão de pessoas no Estado.

Em São Paulo, após o agravamento da crise hídrica recente, o governador Geraldo Alckmin chegou a dizer que houve um estudo sobre o uso da dessalinização como fonte alternativa de água potável, mas que o custo inviabilizaria o processo.

A técnica já é usada na região semiárida do Brasil e em outros 150 países.

Tecnologia

O método tradicional de transformar água do mar em água potável é aquecê-la e depois recolher a água evaporada como um destilado puro.

Isso demanda uma grande quantidade de energia, mas torna-se algo factível se combinado com usinas industriais que produzem calor em seu funcionamento normal.

As novas dessalinizadoras da Arábia Saudita estão sendo construídas juntamente com usinas de energia exatamente por esse motivo.

Essa osmose reversa utiliza menos energia e deu uma nova oportunidade a uma tecnologia que existe desde os anos 1960.

Basicamente, o sistema consiste em empurrar a água salgada através de uma membrana de polímero que contém furos minúsculos, do tamanho de um quinto de nanômetro.

Esses orifícios são suficientemente pequenos para bloquear as moléculas de sal e suficientemente grandes para permitir a passagem das moléculas de água.

“Esta membrana remove completamente os sais minerais da água”, explica o professor Nidal Hilal, da Universidade de Swansea, no Reino Unido.

Dessalinização

Mas essas membranas poderiam entupir facilmente, o que prejudicaria muito o desempenho do processo.

Agora, porém, existe uma tecnologia mais avançada de materiais e técnicas de tratamento prévio que fazem com que essas membranas funcionem com maior eficiência por mais tempo.

E em Israel, os designers de Sorek conseguiram poupar energia usando vasos de pressão com o dobro do tamanho.

Image copyrightGETTY
Image captionMais de dois quintos de 800 milhões de pessoas da África vivem em regiões de “estresse hídrico”

Tecnologia alternativa

A osmose direta é uma forma alternativa de eliminar sal da água do mar, segundo o professor Nick Hankins, engenheiro químico da Universidade de Oxford.

Em vez de empurrar a água através da membrana, uma solução concentrada é utilizada para extrair o sal.

Depois, essa solução é eliminada restando apenas a água pura. “É possível separar a água do sal usando bem pouca energia”, assegura o professor.

Outro método possível é a chamada dessalinização capacitiva que, basicamente, significaria ter um ímã para atrair o sal.

“Deveríamos ser capazes de dessalinizar a água usando algo entre a metade e a quinta parte da energia usada para a osmose reversa”, diz Michael Stadermann, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Califórnia.

Essa técnica ainda está em fase de testes.

E o sal que sobra?

Um problema gerado pela dessalinização da água do mar é justamente o que fazer com o sal que sobra.

A água no Golfo Pérsico historicamente tem 35 mil partículas de sal por milhão (ppm). Mas segundo o Ministério do Meio Ambiente e da Água, algumas áreas próximas às usinas chegam a ter 50 mil ppm.

“É preciso garantir que a água muito salgada seja deslocada para um local suficientemente longe do mar para que não haja recirculação dessa água, porque, se isso acontecer, ela voltará ainda mais salgada”, disse Floris van Straaten, da empresa de engenharia suíça Pöyry, que supervisiona a construção do projeto Ras al-Khair.

Image copyrightThinkstock
Image captionOs oceanos ocupam 70% da Terra e contêm 97% da água do planeta

“Nossa usina está sendo instalada ao lado de uma usina de energia que usa a água do mar para refrigeração”, diz Jessica Jones, da Poseidon Water, empresa que está construindo a usina de Carlsbad na Califórnia.

“Nosso descarregamento é misturado, mas, no momento em que ele entra no oceano, o sal já está dispersado.”

Nos Estados Unidos, porém, grupos ecologistas têm lutado nos tribunais contra a construção de novas usinas de dessalinização, dizendo que as consequências da reintrodução da salmoura no mar ainda não foram estudadas o suficiente.

“E quando a água está sendo extraída do oceano, ela traz peixes e outros organismos. Isso tem um impacto ambiental e econômico”, explica Wenonah Hauter, diretor da Food And Water Watch em Washington.

Preço da água

A dessalinização pode se tornar cada vez mais barata, ainda que ela seja muito cara para os países pobres – dos quais muitos sofrem com escassez de água.

Mais de dois quintos da população de 800 milhões do continente africano vivem em regiões de “estresse hídrico”, o que significa viver com o fornecimento de menos de 1.700 metros cúbicos de água por pessoa.

A ONU prevê que, em 10 anos, quase 2 bilhões de pessoas viverão em regiões com escassez de água, vivendo com menos de mil metros cúbicos de água cada uma.

Tudo o que essas regiões mais precisam é de um dispositivo de dessalinização que possa abastecer cada 100 ou 200 pessoas.

A dessalinização capacitiva é uma solução em potencial, da mesma forma que a dessalinização com energia solar, cujos custos já reduziram o triplo em 15 anos.

Assim, enquanto a dessalinização já avançou enormemente nos países ricos, também é necessário que chegue às regiões pobres, que são as que mais sofrem com a falta de água.

BBC Brasil

Brasil dá salto em sobrevivência a câncer de mama e próstata, diz estudo

cancer-de-mamaO Brasil deu importantes saltos nas taxas de sobrevivência de câncer de mama e próstata, segundo estudo publicado nesta quarta-feira na edição online do periódico especializado The Lancet.

O estudo mapeou diversos tipos de tumores em 67 países e quantas pessoas sobreviviam a eles cinco anos após seu diagnóstico.

A partir de dados de diagnósticos e óbitos analisados em sete cidades brasileiras, abrangendo cerca de 80 mil casos, concluiu-se que a porcentagem de sobrevivência de pacientes com câncer de mama subiu de 78,2% entre 1995 e 1999 para 87,4% entre 2005 e 2009 (dados mais recentes). O índice se assemelha ao de alguns países desenvolvidos.

Na análise de pacientes de câncer de próstata, a sobrevivência aumentou de 83,4% em 1995-99 para 96,1% em 2005-09.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“Isso parece indicar uma melhoria na qualidade do tratamento e um aumento na detecção precoce dessas doenças no país”, disse à BBC Brasil Gulnar Azevedo e Silva, coautora do artigo do Lancet e pesquisadora e professora associada do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Mostra que o Brasil melhorou muito na atenção a alguns tipos de câncer.”

No entanto, os dados analisados por Azevedo no mesmo período sugerem uma piora nas taxas de sobrevivência a outros tipos mais letais – e de diagnóstico mais difícil – de câncer, como estômago (índice caiu de 33% para 25%), fígado (de 16% para 11,6%) e leucemia em adultos e crianças (de 34,3% para 20,3% e de 71,9% para 65,8%, respectivamente).

Para a especialista, isso pode não necessariamente significar que os brasileiros estão morrendo mais dessas doenças, mas sim que ficou mais fácil o acesso aos dados de mortalidade analisados pelo estudo entre 1995 e 2009.

“Acredito que, antes, muitos desses casos, ainda que letais, não eram registrados como casos de câncer e portanto nós (pesquisadores) não tínhamos como identificá-los. Portanto, essas porcentagens podem não ser totalmente comparáveis”, diz.

“Mas também parece não ter havido uma melhora no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Não é um problema só daqui – os índices foram semelhantes em outros países da América Latina.”

No Chile e em Cuba, por exemplo, as taxas de sobrevivência em câncer de estômago são de 18% e 26,2%. Mas o índice chega a ser bem mais alto em alguns países desenvolvidos: no Japão, ela sobe para 54%, mais que o dobro da taxa brasileira.

Para Azevedo, o país precisa manter o foco na detecção precoce dos tumores e investir para que a qualidade do tratamento dos cânceres se torne mais igualitária nas diversas partes do país.

Foto: Thinkstock
Acesso a tratamento e diagnóstico tem grandes diferenças em vários países do mundo

Disparidades no mundo

O estudo, o maior mapeamento internacional já feito para analisar a sobrevivência de 11 tipos de câncer, envolveu cerca de 26 milhões de casos em 67 países, mas concluiu que os dados de sobrevida de pacientes ainda são escassos.

Uma das principais conclusões, a partir dos dados existentes, é que existe uma grande disparidade entre países na eficiência de sistemas de saúde em diagnosticar e tratar as doenças. Isso faz com que cânceres sejam muito mais letais em alguns países do que em outros.

“A sobrevivência em cinco anos de crianças com leucemia aguda linfoblástica é de menos de 60% em diversos países, mas chega a 90% no Canadá e em quatro países europeus, o que indica grandes deficiências no gerenciamento de uma doença altamente curável”, diz o levantamento.

No Brasil, a taxa de sobrevivência dessa doença foi de 65,8% até 2009.

“As comparações de tendências internacionais revelam diferenças muito amplas de sobrevivência, que provavelmente podem ser atribuídas a diferenças no acesso a diagnósticos precoces e tratamento ideal”, prossegue o texto.

“A continuidade da observação da sobrevida ao câncer deve se tornar uma fonte indispensável de informação para pacientes e pesquisadores e um estímulo para políticos, que devem melhorar leis e sistemas de saúde.”

Por um lado, o estudo afirma que “o fardo global do câncer está crescendo, particularmente em países de renda baixa e média”, que têm de “implementar estratégias efetivas de prevenção” com urgência e pensar, no longo prazo, em estratégias de prevenção.

Por outro, houve melhorias consistentes na sobrevida de pacientes de câncer de próstata, intestino e mama em diversos países do mundo.

Já os tumores malignos de fígado e pulmão continuam sendo letais no mundo inteiro, com taxas de sobrevida ainda baixas (no Brasil, cerca de um terço dos pacientes sobrevive após cinco anos).

BBC Brasil

Ex-atleta olímpica do salto com vara muda de sexo e vira personal trainer

(Foto: Editoria de arte)
(Foto: Editoria de arte)

No dia 21 de novembro de 2007, a atleta Yvonne Buschbaum, do salto com vara, anunciou sua aposentadoria do esporte aos 27 anos. O motivo? Queria se dedicar a um sonho de infância: mudar de sexo. Quase sete anos depois, rebatizada como Balian, uma homenagem ao personagem de Orlando Bloom no filme “Reino dos Céus”, é homem e não abandonou o esporte, trabalha como personal trainer.
Pelas fotos atuais, não dá para dizer que Balian já foi mulher. Ainda como Yvonne, terminou na sexta colocação do torneio de salto com vara nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália, em 2000. Ele afirmou que, durante anos, sentiu que vivia no corpo errado e disse que não quer se esconder.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

– Tenho consciência de que a transexualidade é um assunto que está às margens da sociedade, mas não quero ser parte desta marginalização. Não quero, muito menos, viver às escondidas – comentou.

Além da participação nos Jogos de Sydney em 2000, Balian, ainda como Yvonne, foi sexto lugar no Mundial Indoor de Lisboa, em Portugal, e sétimo no Mundial de Edmonton, no Canadá, no mesmo ano. Em 2002, ficou em segundo no Europeu Indoor em Viena, na Áustria, e, na Alemanha, pegou bronze no Europeu. Em 2003, terminou o Mundial de Paris, na França, em sexto.

globoesporte

 

Em noite de Léo Moura, Fla vence e ultrapassa o Inter com salto na tabela

flamengoCom contrato só até dezembro, Léo Moura, aos 34 anos, dá provas que ainda tem fôlego para realizar o desejo de permanecer no Flamengo até se aposentar. Na noite desta quinta-feira no Maracanã, o lateral-direito compensou alguns momentos de afobação na defesa com um gol e uma assistência na vitória por 2 a 1 sobre o Internacional. Resultado que fez o invicto Rubro-Negro sob o comando de Jayme de Almeida (em seis jogos, sendo um pela Copa do Brasil) chegar a 37 pontos, pegar o elevador e saltar de 12º para 7º lugar do Campeonato Brasileiro. E ultrapassando o próprio Colorado, com a mesma pontuação, mas com pior saldo de gols (2 contra -1). Hernane, artilheiro do Novo Maracanã com nove gols em nove jogos, também deixou a sua marca, enquanto Rafael Moura descontou para a equipe gaúcha.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O dia também foi de Felipe, goleiro que voltou ao time após se recuperar de um problema dentário. Bastante exigido, principalmente na etapa final, o camisa 1 fez três grandes defesas e também teve participação importante no triunfo do Fla, que contou com Elias e Luiz Antonio se desdobrando entre defesa e ataque para suprir a ausência de um Carlos Eduardo com mal-estar. Paulinho, com participação nos dois gols do time, foi outro destaque.

O Inter reagiu tarde demais quando Clemar pomoveu a entrada de um atacante com o mesmo sobrenome do destaque rubro-negro. Rafael Moura entrou, deixou sua marca e colocou gás nos 13 minutos em que ficou em campo. Mas o Colorado conheceu sua primeira derrota sob o comando do interino Clemer. Apesar da derrota, o ex-goleiro que substituiu Dunga no cargo está com prestígio entre a torcida, que levou uma faixa com a mensagem “fica Clemer” ara o estádio.

Na próxima rodada, o Flamengo volta a campo para o clássico contra o Botafogo, domingo, às 18h30m (de Brasília), de novo no Maracanã. Já o Inter recebe o lanterna Náutico, às 16h do mesmo dia, no Centenário.

Otávio desperdiça chance, Léo Moura aproveita

Se a pressa é inimiga da perfeição, ela é aliada do Flamengo. Contra um Inter fechado e num primeiro tempo de raras chances criadas, o Rubro-Negro cobrava rápido as faltas no meio de campo e fazia a bola corer com passes de primeira diante de uma defesa bem postada, mas lenta na marcação. Foi assim que Paulinho recebeu livre na área e assustou Muriel no primeiro chute do time, que demorou 16 minutos para sair. O Colorado até assustou primeiro. A pressa do Fla virava afobação na defesa, e os erros, comparsas da equipe gaúcha. No mano a mano com Otávio, Léo Moura e Chicão falharam feio ao tentar afastar o perigo, o jovem meia saiu duas vezes na cara de Felipe, mas parou nas mãos do goleiro. Já na tentativa de Amaral, o chute explodiu nas costas de Frauches e quase virou gol contra.

O Inter tinha a bola (chegou a 63% do controle da etapa) e a paciência necessária para cozinhar o Flamengo. Só que a armadilha não surtia o resultado previsto: na arquibancada do Maracanã, a torcida rubro-negra não se irritava; e no campo, o time demonstrava calma. Sem Carlos Eduardo, os volantes Elias e Luiz Antonio se alternavam nas subidas ao ataque. Foi assim que a bola foi parar na rede uma única vez no primeiro tempo. Num corta-luz do camisa 8 na área, Willians, Juan e D’Alessandro ficaram perdidos. E Léo Moura, que roubou a bola do camisa 10 colorado no início do lance, chutou de primeira no cantinho de Muriel aos 28 minutos. Primeiro gol do jogo, o segundo do lateral no Brasileirão.

Hernane faz mais um no Maraca, e Fla vence

Com o placar desfavorável, Clemer, em seu segundo jogo no comando do Inter, mudou a postura da equipe. Adiantou os jogadoes e passou a marcar a saída de bola do Flamengo para aproveitar a dose de afobação da defesa rival, que tinha em Frauches um zagueiro que não entrava em campo há quase seis meses e sentia a falta de ritmo. Além disso, Amaral também dava furadas na área, Felipe largou a bola após sair em cobrança de escanteio… Foi um “Deus nos acuda” na defesa rubro-negra. Só que quando pecisou, o goleiro estava lá e salvou um chute à queima-roupa de Leandro Damião, a primeira finalização do atacante na partida. O cansaço que já virou rotina nas etapas finais deu as caras novamente.

Ao ver os donos da casa recuarem, Clemer trocou Otávio por Alex Santana para ganhar em velocidade. Mas antes de o jogo virar ataque contra defesa, Léo Moura voltou a ser decisivo. O camisa 2 foi à linha de fundo e virou garçom de Hernane. Sozinho na segunda trave, o atacante artilheiro do novo Maracanã só escorou o cruzamento para fazer o segundo do Fla, aos 26 minutos. Só que ainda faltava muito para comemorar. Clemer foi para o tudo ou nada com um centroavante do mesmo sobrenome do jogador que estava desequilibrando: Rafael Moura entrou no lugar de Caio e também mostrou estrela. Logo no primeiro lance, desviou de cabeça a bola alçada de D’Alessandro e diminuiu, aos 36. Nos minutos finais, teve pressão, pedido de pênalti e milagre de Felipe. Mas o Rubro-Negro de Jayme, que só fez duas das três substituições – Fernando no lugar de Frauches e Val no de Hernane, no fim -, conseguiu se segurar.

 

 

Globoesporte.com

Varizes não têm relação com uso do salto alto

salto-altoA medicina comprovou: usar salto alto não causa varizes. O resultado veio a partir de um estudo realizado por cientistas brasileiros no Hospital das Clínicas da Unicamp, em mulheres que foram submetidas a usarem sapatos com alturas entre 7 cm e 10 cm.

Os profissionais mediram a pressão interna das veias depois das pacientes terem caminhado. E descobriam que o uso do salto melhora em até 30% o bombeamento do sangue. A contração dos músculos das pernas, necessária quando há o uso desse tipo de calçado, faz o sangue voltar ao coração com mais força e impedir o refluxo por ação das válvulas das veias.

As varizes consistem em veias dilatadas e deformadas, de coloração púrpuro-azulada, que surgem ao longo das pernas. Além de incomodarem esteticamente, elas podem causar dor e inchaço. A ocorrência é mais comum em pessoas que precisam ficar em pé por longos períodos, e em situações como a gravidez, obesidade e sobrecarga hormonal, especialmente nas fases da menopausa.

 

maisequilibrio.terra

ProUni promove salto econômico e social, mostra pesquisa

ProuniAo todo, 73,4% dos universitários que concluíram o ensino superior em 2011 com bolsas integrais ou parciais pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), do Ministério da Educação, aumentaram sua renda individual depois de formados. Os dados são de uma pesquisa realizada pela doutora em educação pela PUC-SP, Fabiana Costa, que concedeu uma entrevista ao Seu Jornal, da TVT.

Dentre os jovens pesquisados, 72% já trabalham na área em que se formaram e 64% estavam contratados com carteira assinada e benefícios trabalhistas. “Houve uma elevação da renda individual, que se reflete na renda da família e na mobilidade social dela”, afirma Fabiana. “Existe a possibilidade de vincular conhecimento teórico com a opção de profissão. Isso amplia o leque de possibilidades e perspectivas dos jovens”.

Os pais de quase todos os jovens ouvidos pela pesquisa (90%) não possuíam diploma universitário, de acordo com o levantamento. “Eles são os primeiros universitários da família. Isso traz uma elevação do conhecimento e uma série de perspectivas e, sem sombra de dúvidas, se reflete na sua inserção no mercado de trabalho”, avalia a especialista.

É o caso da psicóloga Estela Franzin, de 30 anos, que se formou em 2011 com bolsa do Prouni. “Minha mãe era doméstica. Então, eu nunca tive oportunidade de estudar uma língua diferente e fazer uma escola com mais conteúdo”, conta.

Para Fabiana, histórias como a de Estela trazem uma perspectiva de mobilidade social. “Se não fosse um programa como esse teríamos menos um milhão de jovens graduados hoje. Independente das críticas, ele tem uma relevância social importantíssima”.

O ProUni foi criado em 2004, no governo do então presidente Lula, para oferecer bolsas de estudo integrais ou parciais em universidades particulares a estudantes egressos de escola pública, com renda familiar de até três salários mínimos e que alcançassem pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em 2013, mais de um milhão de estudantes se inscreveram para concorrer a uma das 162 mil bolsas de estudo oferecidas pelo Prouni.

: Redação da Rede Brasil Atual

Infraestrutura deve dar salto em 2013

Obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, que entra em operação neste ano (Foto: Divulgação)

No setor de infraestrutura, o ano de 2013 será marcado pela concessão à iniciativa privada de rodovias, ferrovias e aeroportos, além do início do funcionamento de importantes empreendimentos. Na área de geração de energia, deve entrar em operação, no primeiro trimestre, a primeira das 50 turbinas da Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO), com capacidade de 75 megawatts (MW).

A conclusão das obras da usina, que terá capacidade instalada total de 3,75 mil MW, está prevista para 2016. A Usina Hidrelétrica Santo Antônio, também no Rio Madeira, iniciou a geração comercial de energia no final de março do ano passado. Ao todo, nove turbinas já estão em funcionamento.

Segundo o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), divulgado no dia 19 de novembro, 38,5% das ações previstas para o período 2011-2014 já foram concluídas.

No setor de transportes, está prevista para janeiro a realização dos leilões de concessão das rodovias BR-040, entre Brasília e Juiz de Fora (MG), e BR-116, em Minas Gerais. O pedágio nas duas rodovias só poderá ser cobrado depois que forem duplicados pelo menos 10% dos trechos concedidos, além da realização de melhoria das condições de segurança e trafegabilidade das pistas.

A licitação de outros sete trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada deve ser feita em abril. Em todos os casos, os vencedores dos leilões serão os consórcios que oferecerem a menor tarifa de pedágio a ser cobrada dos usuários. O governo também quer licitar, entre abril e junho de 2013, 10 mil quilômetros de ferrovias, com o modelo de parceria público-privada.

Para setembro, está marcado o leilão que irá definir a empresa que vai fornecer a tecnologia e será a operadora do trem de alta velocidade, que ligará as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP). O trem-bala só deve começar a operar comercialmente em 2020.

Também deve ser em setembro a licitação para a concessão à iniciativa privada dos aeroportos de Confins (MG) e do Galeão (RJ). Para participar do processo, as empresas precisam ter experiência em aeroportos com capacidade de circulação anual de pelo menos 35 milhões de passageiros.

De acordo com o acompanhamento das obras do PAC, entre os empreendimentos que devem ser concluídos em 2013 também estão plataformas de exploração e petróleo, a reforma de terminais de passageiros dos aeroportos de Manaus (AM) e Confins (MG) e parte da linha de transmissão que levará a energia produzida nas usinas do Rio Madeira até as regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Sabrina Craide, da Agência Brasil