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Ex-padre que largou o sacerdócio se casa em Guarabira

O sonho de constituir uma família, de se casar com uma jovem guarabirense, finalmente foi concretizado na semana passada. O ex-padre Everson Danilo Vasconcelos Santos, que se apaixonou por uma moça, sacramentou o seu casamento no civil, perante à Justiça.

Imagens do momento em que o casal assinava o documento no fórum da cidade de Guarabira foram compartilhadas em redes sociais de familiares, que acompanharam a discreta cerimônia A reportagem não conseguiu contato com Everson sobre a data do casamento religioso.

O bispo da Diocese de Guarabira, Dom Aldemiro Sena dos Santos, acolheu oficialmente no dia 10 de junho o pedido de demissão definitiva do estado clerical encaminhado livremente pelo padre Everson Danilo Vasconcelos Santos. O padre estava atuando na Paróquia Santíssima Trindade, em Guarabira.

O então padre Everson assim escreveu ao bispo diocesano:

“O motivo pelo qual ocorreu minha saída da Paróquia da Santíssima Trindade, foi devido ao cansaço pastoral que já vinha sendo sentido pela comunidade, pois já era do conhecimento de todos da Paróquia esta realidade; além disso, após uma caminhada de quase dois anos me vi na necessidade de reavaliar minha vocação. Feita a devida reflexão, vi que o ministério ordenado não estava compatível comigo. Portanto, pensando no bem da Igreja e buscando ser coerente, estarei me ausentando definitivamente do exercício do ministério ordenado. Espero contar com a compreensão e caridade pastoral de todos. Rezemos uns pelos outros e pela paz. A todos, que o Senhor nos proteja e nos guarde.” (Pe. Everson).

Embora não tenha informado a verdadeira razão do abandono da batina, dias depois a imprensa noticiou que Everson largou a missão de religioso para se casar, visto que se envolveu com uma jovem, por quem se apaixonou e decidiu assumir a relação amorosa.

 

 

portal25horas

 

 

Padre tira foto nu e é afastado do sacerdócio

padreOs moradores da pequena cidade de Miracema, no Noroeste Fluminense, foram surpeendidos nesta semana, quando fotos do antigo padre da cidade vazaram através do WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens pela internet. O que chocou a população foi o fato do sacerdote, de cerca de 40 anos, estar posando nu nas “selfies”.

De acordo com o Bispado da Diocese de Campos dos Goytacazes, as fotos teriam sido divulgadas por uma mulher que se relacionava com o padre pelas redes sociais.

O Bispado informou, na tarde deste sábado (28), o afastamento do padre. Ainda de acordo com o Bispado, o padre disse que chegou a manter relação com uma mulher e declarou que o contato aconteceu de três a cinco vezes, apenas, através de redes sociais. Segundo o depoimento do padre aos seus superiores, o vazamento da foto teria sido uma armadilha para manchar sua imagem.

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Os fatos ainda estão sendo apurados pela Diocese mas a suspensão do serviço do padre é certa. “Estamos investigando a gravidade do assunto, mas apenas o ato dele ter tirado a foto já é matéria contra o mandamento da Igreja Católica, constitui crime e exige punição”, esclareceu o Bispado em entrevista ao G1, mencionando que a mulher não se manifestou e as provas são, até o momento, a foto que circula nas redes sociais, além do depoimento do padre.

Segundo um membro da igreja de Natividade, que quis ter o nome em sigilo, o padre estava à frente da igreja da cidade há apenas duas semanas. Ele assumiu a função após a morte do pároco local. Até então o mesmo exercia suas funções na matriz de Miracema, onde as fotos andam circulando.

G1

Vaticano expulsa do sacerdócio arcebispo polonês acusado de abuso sexual

As autoridades da Igreja Católica Romana determinaram que um arcebispo polonês acusado de abuso sexual na República Dominicana seja expulso do sacerdócio, informou o Vaticano nesta sexta-feira.

AP

Foto de 15/3/2013 mostra o arcebispo Josef Wesolowski, núncio papal para a República Dominicana, durante missa em Santo Domingo

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A Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé ordenou que Josef Wesolowski, ex-núncio do Vaticano – ou embaixador – para a nação caribenha, seja despojado do sacerdócio, uma medida extremamente incomum imposta a alguém de tão elevada hierarquia. Ele terá dois meses para recorrer da decisão.

O Vaticano disse que seus movimentos não tinham sido restringidos enquanto o caso estava sendo considerado, mas que depois da decisão de expulsá-lo do sacerdócio “todas as medidas adequadas à gravidade do caso serão adotadas”.

Como uma cidade-Estado independente, o Vaticano tem autoridade judicial sobre o seu território e pode deter ou limitar os movimentos das pessoas sujeitas à sua jurisdição.

Ig

‘Indigno’: Padre que culpou mulheres por sofrerem violência sexual abandona sacerdócio

O padre italiano Piero Corsi, que despertou forte polêmica em seu país ao acusar as mulheres de serem em parte culpadas por sofrerem violência sexual anunciou nesta quinta-feira que deixou o sacerdócio por se considerar “indigno”.

“Após uma noite sem dormir pela dor e o remorso pela justa polêmica que minha imprudente provocação causou, comunico que deixo o hábito (roupa eclesiástica), do qual me sinto indigno”, disse.

Corsi, padre em Lerici, cidade do noroeste da Itália, tinha fixado no portão de sua igreja uma nota intitulada “Mulheres e Violência de Gênero”, na qual dizia que muitas vezes “uma imprensa fanática e desviada” joga a culpa de tudo no homem.

O pároco afirmava que o problema da violência sexual acontece porque as mulheres, “cada vez mais, provocam, ficam arrogantes e se acham autossuficientes, e acabam por exasperar as tensões”.

“Quantas vezes vemos moças e senhoras maduras caminharem pela rua com vestidos provocantes e justos! Quantas traições se consumam nos lugares de trabalho, nos ginásios e nos cinemas! Poderia ser evitado, já que despertam os piores instintos, e depois se chega à violência ou ao abuso sexual”.

Essas afirmações causaram indignação em associações de mulheres, que pediram ações tanto da Igreja Católica como das instituições políticas italianas.

UOL

Ramalho Leite – Ronaldo e o Sacerdócio

Ouvi no programa eleitoral de  um candidato a prefeito  que ele ” fazia da política um sacerdócio, não um balcão de negócio”. A frase foi citada sem atribuir a autoria ao poeta Ronaldo Cunha Lima, que nos deixou recentemente. O plágio e a falta de ética me incomodaram. O fato me fez lembrar que devia aos poucos leitores meu depoimento sobre a convivência com o poeta. Havia sem duvida uma afinidade entre nós, explicitada certa feita pelo filho Cássio: o seu estilo se aproxima mais de Ronaldo que de mim.

Quando prefeito de Campina e nas suas vindas à Capital, era eu um dos seus companheiros de tertúlias poéticas e noitadas intermináveis no Elite Bar. Seu cunhado Ernani Moura era meu vizinho e de  repente, entravam os dois pelo meu terraço:

– Ramalhinho, vamos cumprir nossas obrigações alcoólicas… Era  o poeta me apressando, pois, na praia, já nos aguardavam Jório Machado, Edvaldo Motta e Orlando Almeida.

Como sempre, o papo era mil vezes superior às doses ingeridas. O encontro valia pela conversa, a revisão política dos fatos e os projetos futuros que todos nós haveríamos de nos engajar. Fui com Humberto Lucena e estive presente à famosa reunião no quarto de Raymundo Asfóra, quando o jovem Cássio transmitiu a decisão de Ronaldo de permanecer até o final do seu mandato, prefeito de Campina. Foi o Dia do Fico de Ronaldo e do nascimento de Raymundo Lira, que tomaria seu lugar na chapa de Senador.

No segundo turno da sua eleição para Governador, comemorava o meu aniversário quando entra Ronaldo e sua alegria, Ernany à tira colo. Já foi recebido com as suas musicas de campanha Ajudei-o na vitória em todos os municípios onde tinha influencia.  O destino nos afastou por um  tempo.Nos reencontramos e reatamos a velha e adormecida afeição. Tive o prazer de contribuir para a sua eleição de deputado federal, a ultima que disputaria, para completar todos os diplomas que a justiça eleitoral pode conceder ao cidadão, no seu Estado.

Sem dúvida que a política para Ronaldo era um sacerdócio. Para ele, valia muito mais as amizades do que os votos. Milhares não votavam nele, mas lhe devotavam sentimento de admiração e apreço. Esse sacerdócio, exercício de poucos políticos neste País patrimonialista, deve ter tornado Ronaldo um homem rico de afeto, porém, sem bens a transmitir. Está entre os poucos políticos que não têm inventário a fazer. Quando muito, seus bens merecem um arrolamento.

Para Ronaldo Cunha Lima, o “faço política como sacerdócio e não como balcão de negócio”, não era apenas uma rima, mas um mandamento da vida pública.

RAMALHO LEITE

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