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Roseana Sarney deixa cargo de governadora do Maranhão

roseanaA governadora do Maranhão, Roseana Sarney, renunciou ao cargo na manhã desta quarta-feira (10). Com o seu afastamento, quem assume o cargo é o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual Arnaldo Melo (PMDB). O anúncio foi feito em solenidade no no Palácio dos Leões, sede do Governo do Maranhão.

Em seu discurso, Roseana agradeceu à classe política e ao povo do Maranhão. “Este não é um discurso de despedida, nem um relatório. É uma fala de agradecimento. Primeiro a Deus, que me possibilitou a graça da vida. Agradeço à classe política, ao o PMDB e aos aliados, senadores, deputados e prefeitos pelo reconhecimento e  pela solidariedade. Agradeço a todos os servidores públicos que ajudaram o meu governo com trabalho competente e seriedade, e aos trabalhadores do campo pela contribuição valorosa. Agradeço ao povo do Maranhão, homens e mulheres da minha terra, a quem devo meus sucessivos mandatos, ao carinho com que sempre me trataram. Terão sempre meu amor eterno e minha gratidão perpétua”, declarou. Participaram da solenidade o senador José Sarney, secretários de Estado, deputados e representantes da classe política do Maranhão.

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“Saio com a certeza do dever cumprido e com  esperança renovada de que trilhamos um bom caminho. Desejo ao meu sucessor que tenha êxito no seu mandato. Estou encaminhando à Assembleia Legislativa a minha carta de renúncia, o que faço por motivos estritamente pessoais. Não digo adeus, esta é a minha terra, o povo do Maranhão é a minha família. Estarei ao seu lado em todos os momentos de minha vida”, finalizou.

Após receber a carta de renúncia, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado estadual Arnaldo Melo (PMDB), agradeceu à confiança da governadora Roseana Sarney. ” No momento em que tomei posse como deputado, jurei honrar e cumprir a Constituição e assim farei. Irei à Assembleia Legislativa para que possa aquela casa empossar o seu governador. Estaremos trabalhando para honrar a confiança que a governadora depositou na casa do povo”, disse.

Primeira mulher eleita para governar um Estado brasileiro, Roseana Sarney Murad  candidatou-se pela primeira vez a um cargo eletivo em 1990, quando foi eleita deputada federal pelo então PFL. Em 1994, foi eleita pela primeira vez governadora do Maranhão. Em 2002, elegeu-se senadora. Em 2006, foi candidata pela terceira vez ao governo do Maranhão, mas perdeu para Jackson Lago. Mas após a cassação de Lago, em 2009, assumiu o Governo do Estado, sendo reeleita no ano seguinte.

Em nota, divulgada por meio de sua assessoria, a governadora agradece aos maranhenses pela oportunidade de representá-los durante o período em que esteve à frente do governo, e cita como principal fator de sua precoce saída à necessidade de cuidar da sua saúde física.

Com o seu afastamento, quem assume o cargo é o presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual Arnaldo Melo (PMDB). Isso acontece porque Washington Luiz, que era vice-governador, deixou o cargo em novembro do ano passado para assumir uma vaga como conselheiro do Tribunal de Contas do Maranhão.

Confira na íntegra a nota oficial da governadora Roseana Sarney

“Foram anos de muito trabalho. Nos últimos meses, cumpri uma extensa agenda de visitas, vistorias e inaugurações de obras em dezenas de cidades do Maranhão. Agora, por recomendações médicas, me recolho para um descanso necessário, pelo bem da minha saúde.  Aos maranhenses e àqueles que escolheram nosso estado para viver, o meu muito obrigada por terem me dado a honra de representá-los. Peço a Deus que abençoe a todos e que ilumine os nossos futuros governantes.”

 BlogdoGordinho

Advogado protocola pedido de impeachment contra Roseana Sarney

murilo-300x400O representante do Coletivo de Advogados em Direitos Humanos (Cadhu), Murilo Henrique Morelli, protocolou um pedido de impeachment contra a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA), no fim da manhã desta terça-feira (14), na sede da Assembleia Legislativa do Maranhão (AL-MA), em São Luís. Ele estava acompanhado do advogado maranhense Nonato Masson.

Morelli foi recebido pelo deputado Othelino Neto (PCdoB-MA), que faz parte da bancada de oposição ao governo e está representando a Comissão de Recesso da AL-MA.

Em entrevista ao G1, Morelli afirmou que o grupo existe há aproximadamente seis meses e atua “em questões de alta relevância para os direitos humanos”. “É um grupo de advogados que iniciou no meio do ano passado. Nós somos aproximadamente 20 advogados, com ampla experiência em sistema prisional. Ele atua sempre que provocado por alguns dos membros ou pela sociedade civil”, disse. Segundo ele, nenhum advogado maranhense faz parte do grupo.

Deputado Othelino Neto (PCdoB-MA) recebe advogado no gabinete (Foto: Clarissa Carramilo/G1)Othelino Neto (PCdoB-MA) recebe advogado no
gabinete (Foto: Clarissa Carramilo/G1)

O Cadhu pede que a presidência da assembleia determine, em 15 dias, a criação de uma comissão especial com o objetivo de emitir parecer sobre a denúncia pelo crime de responsabilidade, com pedido de perda do cargo e de direitos políticos.

O advogado disse ao G1 que o grupo acredita que o impeachment vai contribuir para que o sofrimento nas prisões do Maranhão diminua.

“A estratégia é provocar, mesmo sabendo da maioria que goza o governo Sarney. Não sei até que ponto a opinião pública compactua com essa maioria. Eu acho que os deputados não vão fugir ao dever de apurar. A gente acredita que esse movimento vai contribuir para que o sofrimento nas prisões do Maranhão diminua”, disse.

Advogado não descarta ação em outros Estados
De acordo com Morelli, o Cadhu não descarta que outros pedidos de impeachment possam ser feitos contra governadores caso violações de direitos humanos sejam identificadas em presídios de outros Estados.

“Não é novidade que o sistema prisional é falido. A diferença é que a Roseana foi alertada internacionalmente sobre isso. O Maranhão é um ponto fora da curva. Quem disse isso foi o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Nacional. O Maranhão, infelizmente, tomou destaque mundial porque conseguiu suplantar as dificuldades vistas em outros presídios do país. Não estou dizendo que não tomaremos, eventualmente, medidas contra outros Estados, governos, enfim, outras autoridades que se furtarem às responsabilidades. A questão é que todos vêm acompanhando uma relativa contenção da violência nos presídios no Brasil inteiro e o Maranhão está em situação oposta. Não está descartado contra outros, mas o Maranhão é um ponto fora da curva”, refletiu.

Segundo levantamento feito pelo Cadhu, no ano passado, a situação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas se agravou, sob a conivência do governo do Estado. ” O Estado do Maranhão criou as condições necessárias para a violação do direito à vida e não agiu para evitar que, ao longo de todo o ano de 2013 e início de 2014, pessoas sob sua custódia fossem barbaramente mortas”, afirma o documento.

Articulação pelo impeachment
O advogado afirmou que o pedido de impeachment é uma articulação entre o Cadhu e os advogados maranhenses Nonato Masson e Antônio Filho. Morelli afirmou, ainda, que o movimento possui apoio da professora Flávia Moura, do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e negou qualquer motivação político-partidária.

“Eu desconheço se alguém do Cadhu tem alguma filiação político-partidária. A primeira liderança política que procuramos foi o deputado Othelino Neto. A professora da Universidade Federal Flávia Moura também assina a petição e está nos apoiando no que for preciso no sentido do apoio dos deputados”, disse.

Segundo Morelli, o movimento é apartidário. “É por iniciativa do coletivo. Eu comprei a passagem com as minhas despesas, mas está havendo um esforço do coletivo e da sociedade civil organizada para que tudo seja reembolsado, enfim, todas essas ações relacionadas ao impeachment sejam possíveis”, disse. “A OAB não foi procurada por nós e não nos procurou. A OAB do Maranhão vem, há muito, denunciando a situação dos presídios, mas, nesse momento, nós não articulamos com eles”, acrescentou.

G1 entrou em contato com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e foi informado, por email, que o Cadhu não tem ligação com o Conselho Federal da OAB e com as seccionais da OAB, como a do Maranhão.

Advogado Nonato Masson, da CDH da OAB-MA (Foto: Clarissa Carramilo/G1)Advogado Nonato Masson, que acompanhava
Morelli (Foto: Clarissa Carramilo/G1)

O advogado maranhense Nonato Masson acompanha Morelli em São Luís. Ele disse que a maioria da sociedade maranhense quer o impeachment, mas não disse se existem dados oficiais que comprovem o fato.

“Nós estamos há muito tempo denunciando esse caos que se agravou nesse governo. Há uma omissão do governo do Estado, que vinha tendo as informações para investigar e garantir que esses eventos não ocorressem. Não garantiu, portanto, se omitiu. A maioria da sociedade maranhense quer paz. A maioria da assembleia representa o povo maranhense e o povo maranhense quer paz”, concluiu.

Governo se defende
G1 procurou a assessoria do governo do Maranhão. Por meio de nota, a assessoria informou que “o governo tem dado prioridade às questões que envolvem a solução para os problemas do Sistema Penitenciário do Maranhão”.

Violência
A onda de ataques a ônibus em São Luís ocorreu no dia 3 de janeiro, depois de uma operação realizada pela Tropa de Choque da Polícia Militar no Complexo de Pedrinhas, com o objetivo de diminuir as mortes nas unidades prisionais do estado. Este ano, dois presos foram já encontrados mortos no Complexo. Em 2013, de acordo com o relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entregue em 27 de dezembro, 60 detentos morreram nos presídios do Maranhão.

Nos ataques de sexta (3), quatro ônibus foram incendiados e cinco pessoas ficaram feridas, entre elas a menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que morreu após ter 95% do corpo queimado.

g1

Roseana diz que Cartaxo frustrou ao não dar continuidade a projeto político de Agra

roseana-meiraA ex-secretaria de Saúde de João Pessoa, Roseana Meira (Sem Partido), confessou estar frustrada com a administração do atual prefeito Luciano Cartaxo (PT). Apesar de admitir que há continuidade na gestão na questão das obras, Meira explicou que continuar obras era inevitável, mas lamentou a falta de engajamento no projeto político do ex-prefeito Luciano Agra (PEN).

“Não é a questão do projeto do ponto de vista de construção. Eu estou falando do projeto político. Esse realmente não tem continuidade. Até porque ninguém dá o que não tem. Você só pode dar alguma coisa que você conheça e tenha capacidade de continuar”, pontuou.

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Em relação ao que a Prefeitura de João Pessoa tem feito em termos de construções, a ex-secretária explicou que ações eram praticamente inevitáveis. “A construção física a arquitetura estavam prontas e a licitação feita. Essas ordens de serviços de Unidade de Pronto Atendimento do Valentina e Cruz das Armas, já estavam até licitada, era só a construtora começar, porque o recurso era a partir de 2013”, frisou.

Tentando explicar qual era a queixa pela falta de continuidade política, Meira disse: “Não adianta entregar uma construção já pronta…  Agora mesmo vai ser entregue a UTI do Valentina, UTI pediátrica que nós deixamos até os móveis comprados, com recursos garantidos do Ministério da Saúde, isso aí vai até por osmose, independente de qualquer coisa. A cirurgia de catarata que foi feita uma propaganda e se gastou R$ 200 mil de outdoor, a licitação estava pronta e nós já fazíamos a cinco anos.”, argumentou.

Segundo a ex-secretária, Cartaxo estava devendo algo muito maior do que dar continuidade a ordens de serviços e investimentos já disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Sem ser direta, mas deixando claro a insatisfação com a administração petista, a ex-secretária desabafou: “Estou falando de uma construção de política”, finalizou.

Paulo Dantas

CAÇA AS BRUXAS: Edvaldo Rosas garante que Bira, Roseana e outros dissidentes serão expulsos do PSB

Presidente do Diretório Estadual do PSB, Edvaldo Rosas, afirmou que o Conselho de Ética do partido vai mesmo expulsar o vereador reeleito Bira, a secretária de Saúde de João Pessoa, Roseana Meira, e outros filiados que foram dissidentes nas eleições municipais desse ano. Ele garantiu inclusive que o conselho da legenda vai se reunir em breve para homologar o relatório de expulsão dos socialistas dissidentes e que o PSB vai buscar na justiça o futuro mandato de Bira, na Câmara Municipal de João Pessoa.

“Ainda em janeiro o Conselho de Ética vai se reuni para homologar o relatório processo de expulsão de Bira e a desfiliação de outros filiados que não acompanharam o partido nas eleições deste ano”, afirmou ele.

Ainda segundo Edvaldo Rosas, o PSB vai reivindicar o mandato de vereador de Bira, atestando que ele praticou Infidelidade Partidária. “É natural que o PSB vai buscar na justiça o mandato de vereador de Bira porque ele praticou infidelidade partidária, já desde a convenção para as eleições municipais”, enfatizou ele.

Da Redação 
Com Politicapb