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Torcedor se fere ao ser atingido por rojão na área externa do Almeidão

Um homem não identificado ficou ferido ao ser atingido na cabeça por um rojão no estacionamento do estádio Almeidão, no bairro do Cristo Redentor, Zona Oeste de João Pessoa, na noite desta quarta-feira (29).

O fato ocorreu antes do início da partida final da Copa do Nordeste 2019, disputada entre Botafogo-PB e Fortaleza. O ferido, que estava vestido com camisa de uma torcida organizada do Belo, foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. Profissionais da instituição de saúde relataram à TV Correio que o quadro clínico dele não é grave.

Até o fechamento desta matéria, não foi esclarecido como o torcedor teria se machucado e quem teria disparado o rojão.

*Com informações de Jonas Batista, da TV Correio

 

 

Suspeito de acender rojão que matou cinegrafista é preso na BA

caio-silvaO suspeito de acender o rojão que matou o cinegrafista da “Band” Santiago Ilídio Andrade foi preso na madrugada desta quarta-feira (12) na cidade de Feira de Santana (BA), a cerca de 100 quilômetros de Salvador. Caio Silva de Souza estava em uma pousada e, segundo o recepcionista Hergleidson de Jesus Moreira, deu entrada na tarde da terça com o nome de Vinícius Marcos de Castro, pagando uma diária. “Ninguém suspeitou de nada”, disse.

Segundo o advogado Jonas Tadeu, que representa Souza, o jovem estava indo para a casa do avô no Ceará, foi convencido a interromper a viagem e desceu do ônibus em Feira de Santana. Em entrevista à “TV Globo”, Tadeu afirmou não considerar que houve uma fuga e, sim, uma apresentação.

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“Não participam de grupo nenhum [Black Blocks]. É um jovem miserável financeiramente, de baixo discernimento, com ideais de uma sociedade melhor. São jovens aliciados, manipulados. Esses jovens foram municiados. Aquele rojão que matou, infelizmente, o cinegrafista foi entregue por quem indiretamente alicia esses jovens”, afirmou o advogado. Ele disse não poder dizer, porém, quem são os aliciadores por sigilo profissional.

O advogado disse ainda que Souza não sabia que o explosivo era um rojão. Ele acreditava se tratar de um “cabeção de nego”, tipo de artefato que gera barulho, mas sem poder destruição.

O delegado responsável pelas investigações, Maurício Luciano, da 17ª DP (São Cristóvão), afirmou que o suspeito estava acuado quando foi encontrado no hotel. Souza será interrogado quando chegar ao Rio.

Hergleidson afirmou que o jovem não resistiu à prisão, que ocorreu por volta das 2h (3h no horário de Brasília). O advogado do jovem acompanhou a operação. Souza segue em avião para o Rio nesta manhã, onde deve chegar por volta das 9h.

Souza estava foragido desde segunda-feira (10), quando a Justiça do Rio ordenou sua prisão temporária por 30 dias. Ele foi reconhecido através de fotos pelo tatuador Fábio Raposo, acusado de entregar o rojão.

Mais cedo, a Polícia Civil do Rio havia divulgado uma nova foto de Souza. O jovem tem duas passagens por tráfico de drogas nas delegacias de Mesquita (53ª DP) e de Comendador Soares (56ª DP).

Souza não foi indiciado porque os inquéritos abertos nos dois distritos não confirmaram as suspeitas envolvendo o jovem. Além das passagens por tráfico, ele teve seu nome citado em outros dois boletins de ocorrência, ambos registrados após manifestações no Rio.

Em um deles, Souza é suspeito de ter cometido crime de menor potencial ofensivo –a Polícia Civil não deu detalhes sobre a ocorrência. Já no segundo boletim, o jovem é citado como vítima de agressão.

Souza trabalha no hospital estadual Rocha Faria, em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde, mas não é funcionário público, e sim contratado de uma empresa terceirizada.

A função dele na unidade é auxiliar de serviços gerais. O nome da empresa com a qual o suspeito teria o vínculo empregatício não foi divulgado pela secretaria.

Morte do cinegrafista

Após quatro dias internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo), Santiago teve morte encefálica na manhã de segunda-feira (10), no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio. Mesmo após a neurocirurgia para estancar o sangramento e estabilizar a pressão intracraniana, ele ficou com mais de 90% do cérebro sem irrigação sanguínea. Na tarde de segunda-feira, a família doou os órgãos, conforme pedido prévio do cinegrafista.

Santiago será cremado na próxima quinta-feira (13), no cemitério do Caju, na zona norte fluminense. O velório ocorrerá das 7h até as 11h, e será aberto para profissionais de imprensa, amigos e público em geral. A partir das 11h, a cerimônia será fechada para a família do cinegrafista. A cremação acontecerá ao meio-dia.

Colegas da Band afirmaram que o clima na empresa era de tristeza e revolta. Amigo de Andrade desde que ele começou na emissora, em julho de 2004, um funcionário que preferiu não se identificar contou que o cinegrafista estava em outra cobertura e foi escalado para filmar a manifestação depois do seu horário.

Acompanhado por uma repórter que foi buscar o carro quando Andrade foi atingido, a equipe ficaria poucos minutos no local. “Eles foram gravar algumas imagens. Ele estava completamente sozinho e não tinha como se defender. Se estivesse com um auxiliar de câmera, talvez a tragédia não tivesse acontecido, porque daria tempo de avisado”, disse.

Uol

Polícia divulga foto de suspeito de acender rojão que atingiu cinegrafista

rojãoA Polícia Civil divulgou, na manhã desta terça-feira (11), a foto de Caio Silva de Souza, de 23 anos, suspeito de acender o rojão que atingiu o repórter cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, durante protesto no Centro do Rio na quinta-feira (6).

De acordo com a polícia, é ele quem aparece nas imagens registradas por fotógrafos e cinegrafistas usando calça jeans e camisa cinza suada.

Policiais da 17ª DP (São Cristóvão) realizavam, por volta de 11h30, buscas em diferentes regiões do estado, inclusive na Região dos Lagos, na tentativa de cumprir o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça na segunda-feira (10). Veja a decisão judicial no final da reportagem.

Segundo a polícia, Caio Silva de Souza é considerado foragido já que não foi localizado em seus endereços.

Morador da Baixada Fluminense, ele já tem duas passagens pela polícia, uma delas por  ter sido vítima de agressão em uma manifestação e a outra por um crime de menor potencial ofensivo, segundo a polícia.

O rapaz foi identificado após ajuda de Fábio Raposo, que confessou ter participado da ação e está preso desde domingo (9). Em depoimento, Raposo disse que Caio tem um perfil violento e que eles se conheciam apenas de outros protestos.

Investigação
O delegado Maurício Luciano, que conduz as investigações, disse que levou uma foto do suspeito para Fábio Raposo, que está à disposição da Justiça, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Ele reconheceu o autor do disparo. Os dois vão responder por homicídio doloso qualificado – quando há intenção de matar –, pelo uso de artefato explosivo e pelo crime de explosão. Se condenados pelos crimes, a pena pode chegar a 35 anos de prisão.

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Segundo o delegado, o autor do disparo tinha intenção de matar. “Foi um homicídio intencional. Não foi um atentado à liberdade de imprensa. Infelizmente, o Santiago estava na linha de tiro. A intenção era ferir ou matar os policiais. Segundo o Fábio, ele tinha um perfil violento, pelo porte físico”, explicou o titular da 17ª DP.

De acordo com a decisão judicial, “o suspeito foi apontado por acender e posicionar o artefato que atingiu o cinegrafista”. Diz ainda o texto expedido pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “A prisão temporária deve ser decretada para a garantia da ordem pública, da futura aplicação da Lei Penal e da futura instrução criminal. Há evidente necessidade de se resguardar a instrução, a fim de que as provas sejam colhidas garantindo-se, ao final, a instrução criminal da causa, que merece integral apuração, dada a lesividade social para que os eventos violentos não mais se repitam”, diz a decisão.

Advogado passou nome de suspeito
O advogado de Raposo, Jonas Tadeu, entregou à polícia, na segunda, o nome, número de identidade e CPF do suspeito de acender o rojão. Apesar de Fábio Raposo ter colaborado para as investigações, o advogado afirmou que o delegado Maurício Luciano descartou o benefício da delação premiada para seu cliente. “Não está valendo. Mas isso vai ser uma discussão que eu vou levar pra juízo”, disse Jonas Tadeu.

A explosão – ocorrida durante confronto entre a PM e manifestantes – foi registrada por fotógrafos, cinegrafistas e câmeras de vigilância instaladas nas proximidades da Central do Brasil. Após a divulgação das imagens, Fábio Raposo se apresentou à polícia e disse ter passado o rojão ao homem que acendeu o artefato que atingiu o cinegrafista. No depoimento, o rapaz afirmou não conhecer o suspeito de lançar o rojão em meio à manifestação contra o aumento da passagem de ônibus.

Veja abaixo a decisão judicial:

Justiça do Rio decreta prisão temporária de suspeito de atingir o cinegrafista Santiago Andrade. (Foto: Reprodução / TJRJ)
Justiça do Rio decreta prisão temporária de suspeito de atingir o cinegrafista Santiago Andrade. (Foto: Reprodução / TJRJ)
g1

Justiça decreta prisão de suspeito de acender rojão que matou cinegrafista

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou e expediu, na noite desta segunda-feira (10), o pedido de prisão temporária do homem suspeito de ter acendido o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade. Ele foi identificado após ajuda de Fábio Raposo, que confessou ter participado da ação e está preso desde domingo (9). Leia a íntegra da decisão judicial ao final desta reportagem.

Até as 23h55 o suspeito não havia se apresentado na 17ª DP (São Cristóvão), onde é elaborado  o inquérito policial. Ele pode se entregar em qualquer delegacia.

Caso o suspeito não se entregue, policiais podem ir às ruas para cumprir o mandado de prisão a partir das 6h desta terça-feira (11).

Ao deixar a delegacia na tarde desta segunda, o advogado de Raposo disse que tinha o nome, número de identidade e CPF do homem que acendeu o rojão que atingiu e matou o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade

 

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“Eu passei para a autoridade policial o nome do rapaz que estava ao lado do Fábio. Ou seja, um dos acusados de ter arremessado o rojão. Eu apenas disse que tenho o nome da pessoa, a qualificação civil”, disse o advogado Jonas Tadeu.

O advogado explicou como conseguiu as informações: “O Fábio Raposo não me deu o nome do rapaz. O Fábio Raposo não conhece, não tinha o nome dele oficial. O Fábio Raposo conhece ele por codinome. O Fábio Raposo me passou uma pessoa que eu poderia chegar a ela e essa pessoa me passaria o nome certo e a qualificação”.

Neste domingo (9), ao ser preso e levado para a delegacia, Fábio declarou em depoimento não conhecer o homem que aparece nas imagens usando calça jeans e blusa cinza suada, mas disse que já o tinha visto  em outras manifestações.”

O cinegrafista Santiago Andrade teve morte cerebral decretada nesta segunda-feira (10) (Foto: Arquivo Pessoal)Santiago teve morte cerebral nesta segunda-feira
(Foto: Arquivo Pessoal)

O perito Nelson Massini, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que analisou as imagens da TV Brasil, a pedido da Globo, disse que Fábio e o outro homem de blusa cinza agiram juntos.

Em um ponto do vídeo, quando a imagem fica distante e os dois se misturam a outras pessoas, foi aproximado e congelado pelo perito. E então surge um ponto luminoso, que, segundo o perito, é o artefato sendo aceso.

Quando perguntado se os dois rapazes estão juntos na ação, Massini respondeu que “na parte superior [do vídeo] se vê o outro participante numa perfeita integração [com Fábio Raposo]”. “As duas pessoas estão aqui [ no vídeo] integradas nessa ação. Eles estão juntos”, afirmou.

Em outro ponto, quando o homem de blusa cinza já está se abaixando, ele tem um objeto na mão. Segundo o perito, há uma faísca. “Nós observamos nesta extremidade, a chama já está presente. Então ele neste momento já está com o artefato aceso, colocando no chão. [A imagem] é conclusiva. Ele acende num determinado instante, tem o tempo suficiente e aqui neste momento já está acesa, não há como contra-argumentar, dizer que não, que ele estaria colocando outro objeto. Não só é o objeto, que foi aceso com os dois, e é colocado por este que está de calça jeans, já aceso, ao chão”, explicou Massini.

No domingo (9), o delegado chegou a dizer que Fábio poderia ajudar a fazer um retrato falado do outro homem. Nesta segunda, o advogado disse que isso não seria possível porque todas as vezes que o cliente dele viu o outro homem, ele estava usando máscara.

Delação premiada
Fábio Raposo está na penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Bangu, onde cumpre prisão temporária de 30 dias. O advogado disse ainda que o delegado descartou o benefício da delação premiada para seu cliente. “Não está valendo. Mas isso vai ser uma discussão que eu vou levar pra juízo”, disse Jonas Tadeu.

Em entrevista coletiva na noite desta segunda, o delegado confirmou que o homem que aparece de calça jeans e blusa cinza nas imagens já foi identificado, mas não revelou o nome para não atrapalhar as investigações. Ele e Fábio Raposo, que já está preso, foram indiciados por homicídio doloso qualificado pelo uso de artefato explosivo e pelo crime de explosão.

Mesmo já tendo a identificação, a polícia precisava de uma confirmação. Por isso, esta tarde, os policiais foram até a penitenciária onde Fábio Raposo cumpre pena e levaram uma foto do suspeito para que ele pudesse identificá-lo. Apesar de o advogado ter dito que ele não poderia identificar o homem de blusa cinza, ao ver a foto levada pelos policiais Fábio confirmou que o homem era a mesma pessoa que acendeu o rojão.

“Uma vez apresentada a foto, ele não teve dúvida em reconhecê-lo. Portanto, eu posso dizer que nós já temos convicção de quem foi a pessoa que acendeu o artefato”, disse o delegado.

Veja abaixo a decisão judicial:

Decisão (Foto: Reprodução)
Decisão (Foto: Reprodução)
G1

Menina de 4 anos morre ao ser atingida por rojão em Porto Velho

 

Jamili foi atingida por um rojão (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)Jamili foi atingida por um rojão e caiu na piscina
(Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Jamili Souza da Silva, de 4 anos, morreu ao ser atingida por um rojão e depois cair dentro de uma piscina, em Porto Velho. O fato ocorreu por volta das 20h do domingo (7), no Bairro Três Marias, em Porto Velho, em um clube onde a menina estava junto com a mãe. A família comemorava o resultado das eleições municipais.

A mãe da criança, Maria das Judas de Souza, conta como foi o desespero de quando aconteceu o acidente. “Eu estava perto dela, olhando para ela, quando eu vi a explosão. Na hora, eu vi aquele clarão e saí correndo para pegar a minha filha. Eu só ouvi aquele barulho e aquele clarão, e a água da piscina subindo. Quando a tiramos da água, ela já estava colocando sangue pela boca. Não queria que isso acontecesse”, conta, chorando.

Ana Luísa Leocádia, tia de Jamili, conta que a criança estava na escada da piscina do clube quando foi atingida na cabeça por um rojão. Jamili caiu dentro da piscina e foi socorrida pelas pessoas que estavam no local. “Ainda tentamos reanimá-la, mas quando tentamos fazer massagem cardíaca ela já estava cuspindo sangue e aí não resistiu”, explica.

A irmã da menina, de 5 anos, também foi atingida e teve ferimentos nas mãos.

O rapaz que soltou o rojão, José Nilton Ferreira da Silva, de 19 anos, foi preso em flagrante pela polícia após ter fugido para a casa da irmã, que fica em frente ao clube. “Foi um acidente. Eu não tinha raiva de ninguém, não queria que acontecesse isso. Eu estou muito arrependido do que fiz”, diz.

Segundo Silva, ele se assustou ao acender o artefato e o jogou no chão. Os rojões dispararam e acertaram a criança, que caiu na piscina.

Tia da menina contou que ainda tentaram fazer ressuscitação, mas ela não resistiu (Foto: Larissa Matarésio/G1)Tia da menina contou que ainda tentaram reanimar
Jamili, mas ela não resistiu
(Foto: Larissa Matarésio/G1)

José Dilson de Oliveira, que mora perto do clube, conta que as pessoas que estavam no local começaram a correr atrás de Silva.  “Todo mundo começou a correr atrás dele. Se ele não tivesse entrado na casa da irmã, o Nilton teria sido linchado”, afirma.

A perícia da Polícia Civil foi até o local na manhã desta segunda-feira (8) para fazer a vistoria. O laudo deve ficar pronto em até 30 dias.

O velório de Jamili está previsto para acontecer no final da tarde desta segunda-feira.

G1