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Ricardo Coutinho é denunciado como líder em esquema de lavagem de dinheiro

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco), no âmbito da Operação Calvário, como líder de um esquema criminoso utilizando o Laboratório Industrial Farmacêutico da Paraíba (Lifesa) para lavagem de dinheiro.

Além de Ricardo, foram denunciados também o irmão dele, Coriolano Coutinho, o ex-procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, o operador da Cruz Vermelha, Daniel Gomes, que colabora com delações e responde em liberdade, o ex-secretário de Planejamento do Estado, Waldson de Souza, o executivo Maurício Rocha Neves, o ex-diretor-presidente do Lifesa Aluísio Freitas de Almeida, condenado à prisão em 2019, e a esposa de Ricardo, Amanda Araújo Rodrigues.

A investigação do Ministério Público aponta que Ricardo seria o chefe da Organização Criminosa (Orcrim), usando o Lifesa para lavagem de capitais, superfaturamento de fornecimento de bens e serviços, com o objetivo de se apossar do dinheiro público.

“O grupo liderado por Ricardo Coutinho foi pródigo na criação de mecanismos e condutas que pudessem render aos seus componentes a apropriação de verbas públicas, praticando fraudes das mais diversos matizes, sobretudo por meio da utilização de organizações sociais e a adoção massiva de métodos fraudulentos de contratação de fornecedores, seja por inexigibilidade de licitação, seja por processos licitatórios viciados, sem olvidar da aquisição superfaturada de produtos e serviços e da lavagem de dinheiro; tudo inserido no seio de um silêncio obsequioso dos órgãos de persecução e controle estaduais. Os episódios criminosos em específico estão sendo postos em investigações e denúncias autônomas, como a presente que versa sobre a utilização perniciosa do Lifesa”, diz a denúncia.

A investigação aponta que os crimes ocorreram através da “aquisição de toda a participação privada do Lifesa pela organização criminosa (através de empresa interposta e dominada pela quadrilha), ao mesmo tempo em que a gestão da empresa pública viabilizou uma enorme estruturação material (nova sede e indústria, novos e caros maquinários e insumos etc), possibilitando que, através de procedimentos fraudulentos de dispensa de licitação, a ORCRIM firmasse contratos com a administração de entidades públicas prestadoras de serviços de saúde”.

O Gaeco divulgou uma ilustração que explica, em resumo, como seria o esquema criminoso supostamente chefiado por Ricardo Coutinho.

Divulgação/MPPB/Gaeco

Os crimes investigados no Estado com uso do Lifesa para lavagem de dinheiro já haviam sido apontados pelo Ministério Público de Contas (MPC) da Paraíba, que emitiu uma representação aos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedindo a anulação de negócio jurídico que envolve a compra de ações do Lifesa por parte de empresa de Daniel Gomes. Na investigação, o MPC citava o ex-governador Ricardo Coutinho como sócio oculto que detinha poder sobre as compras de medicamentos do Estado e de Municípios.

O Portal Correio está tentando contato com os citados para incluir a posição de cada um deles acerca da denúncia.

 

Portal Correio

 

 

Ricardo chama Calvário de ‘espetáculo midiático’ e diz que não existem provas contra ele, apenas uma ‘narrativa mentirosa’ construída para tirá-lo da política

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), durante entrevista na tarde desta sexta-feira (13), falou a respeito das acusações e prisão preventiva contra ele após a deflagração da 7ª fase da Operação Calvário, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Gaeco. Segundo ele, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) não conseguiu apresentar provas a respeito das acusações, sendo colocado até o momento, apenas a “construção de uma narrativa mentirosa” contra ele por ter colocado o “dedo na ferida” e ter apoiado o ex-presidente Lula na luta contra a Lava Jato.

“Eu não sou o primeiro, nem serei o último a ser acusado por essa doença que tomou conta do Brasil e do Estado Democrático de Direito”, disse ele em entrevista a Rádio Sanhauá.

Segundo Ricardo, o espetáculo midiático tem alimentado as acusações contra ele e que o MPPB tem tentado repetir no Estado o que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, promoveu de ‘forma mentirosa no Brasil’. “Não existe uma prova que me liga a nada, a não ser desvarios. Já fizeram uma oitava fase, para fazer que nem a Lava Jato, e chegar até a não sei quantas fases”, afirmou.

E concluiu. “Não creio que seja razoável, dentro de um estado democrático de direito o que o Ministério Público faz. Não estou falando da instituição, mas de alguns membros da instituição”, afirmou.

O ex-governador contestou ainda o trecho da denúncia apresentada pelo MPPB que apontou um encontro entre ele e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) para apresentar um dossiê que teria o intuito de intimidar os servidores da Corte.

“Disseram que teria havido uma reunião entre eu e os conselheiros para ter chantagem, essa reunião nunca existiu. Eles trabalham com duas condenações, para ter uma condenação colegiada e para ter a vingança de conselheiros para rejeitar uma conta minha, é uma farsa, é uma mentira isso. Você não pode chegar para tal coisa e dizer isso, cadê a gravação? Não existe gravação porque isso é uma mentira”, disse.

 

Portal WSCOM

 

 

Ministra do STJ nega pedido de Ricardo Coutinho e mantém monitoramento eletrônico por uso da tornozeleira

A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou no início da noite desta quinta-feira (5) o habeas corpus protocolizado pela defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), que solicitava o afastamento das medidas cautelares de uso da tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno, impostas pelo desembargador Ricardo Vital, relator das ações envolvendo a Operação Calvário no Tribunal de Justiça da Paraíba.

“A defesa entende que houve excesso na imposição das cautelares pelo relator do processo. Do jeito que está é quase uma prisão, sem que tenha havido fato novo a justificar esse excesso. Foi totalmente desproporcional e sem a devida fundamentação”, explicou o advogado Eduardo Cavalcanti ao Portal WSCOM na última terça-feira (3). Ele assinou o habeas corpus junto com os advogados Gilson Dipp e Rafael Carneiro.

ENTENDA

Dias após a própria ministra Laurita Vaz determinar que o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), o desembargador Ricardo Vital determinou aplicação de medidas cautelares ao réu. Entre elas, o monitoramento eletrônico por uso de tornozeleira e o recolhimento noturno, no endereço residencial, das 20h até as 5h.

Na decisão, Ricardo Vital explica que o monitoramento pelo uso de tornozeleira eletrônica se justifica como medida de fiscalização do cumprimento das demais cautelares impostas, a maioria delas fixadas pelo STJ.

“Portanto, a medida se revela adequada também para asseguramento da ordem pública, levando em consideração a complexidade da organização criminosa sob investigação, evidenciada pelo número de integrantes e pela presença de diversos núcleos de atuação”, ressaltou.

Com relação ao recolhimento domiciliar noturno, o relator afirmou que a referida medida busca resguardar as investigações, tendo em vista que os investigados, no período noturno, poderão realizar articulações com pessoas diversas e empreender esforços de formas variadas no sentido de deletar os registros de suas atuações na Organização Criminosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Portal WSCOM

 

 

STJ julgará na próxima terça pedido para que Ricardo volte à prisão

Relatora da Operação Calvário no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ministra Laurita Vaz colocou na pauta da próxima terça-feira (18), na Sexta Turma da Corte, o julgamento do recurso do Ministério Público Federal que pede a volta do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) à prisão.

Nessa quarta-feira (12), o MPF emitiu novo parecer ao STJ contra a soltura de Coutinho. De acordo com as investigações do Ministério Público da Paraíba, a organização criminosa chefiada pelo político desviou pelo menos R$ 134 milhões da Saúde e Educação.

Ricardo Coutinho foi preso no dia 19 de dezembro do ano passado na sétima fase da Operação Calvário, mas acabou solto dois dias depois por meio de habeas corpus concedido pelo ministro do STJ, Napoleão Maia.

Maurílio Júnior e Wallison Bezerra – MaisPB

 

 

Azevêdo garante manutenção de Ricardo Barbosa como líder do governo na ALPB

Nesta segunda-feira (27) o governador João Azevêdo confirmou, que o deputado estadual Ricardo Barbosa será mantino no posto de líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba na volta dos trabalhos da Casa.

O governador revelou ainda que definirá o partido que vai se filiar até o fim desse mês.

As declarações repercutiram durante solenidade de pré-embarque dos 300 alunos selecionados no Programa Gira Mundo Estudante, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo.

PB Agora

 

 

Lula diz que Calvário não manchará imagem de Ricardo Coutinho se as acusações forem falsas

O ex-presidente Lula comentou, em entrevista concedida ao Uol e publicada neste domingo (26), a situação do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, investigado na Operação Calvário.

Lula afirmou que o escândalo envolvendo o ex-governador não necessariamente manchará a imagem de Ricardo. “Pegando o caso do Ricardo Coutinho, você falou manchou… manchou ou não. Quando resolvi enfrentar a mentira contada sobre mim no caso da Lava Jato, disse várias vezes que poderia ter saído do Brasil. Eu não saí porque queria enfrentar a mentira, provar que o Moro é mentiroso, e está sendo aprovado cada vez que ele abre a boca”, disse.

“O companheiro Ricardo Coutinho pode sair mais forte se for mentira o que estão fazendo contra ele. Eu não pedi um ponto porque fui preso. Lá de dentro, falei o que eu tinha que falar e continuo falando: o Moro não foi juiz, ele foi um mentiroso no meu caso”, completou.

 

clickpb

 

 

Ricardo deixa presidência do PSB-Paraíba; Gervásio Maia assume cargo

Investigado e preso na Operação Calvário, o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) deixou a presidência da Comissão Provisória do PSB da Paraíba, função que ocupava desde setembro do ano passado após a intervenção nacional que tirou Edvaldo Rosas do cargo.

O deputado federal Gervásio Maia, que já respondia como vice-presidente da sigla, assumirá o posto de presidente. Já Ricardo, exercerá a presidência de Honra e estará à frente da Fundação João Mangabeira. (veja nota do partido no final da matéria) 

Fim da Comissão Provisória 

Terminou nesta quarta-feira (8) o prazo de 120 dias da Comissão Provisória do PSB na Paraíba, nomeada pela direção nacional do partido, para a convocação de novas eleições de um diretório definitivo.

No site do Tribunal Regional da Paraíba (TRE-PB) já não consta a estrutura partidária da legenda, que tinha como presidente o ex-governador Ricardo Coutinho.

Em agosto do ano passado, após a autodissolução do diretório estadual por estratégia do grupo político do ex-governador Ricardo Coutinho, a direção nacional do PSB nomeou a Comissão Provisória, dividindo o partido entre os grupos de Coutinho e de João Azevêdo, atual governador. Azevêdo deixou o PSB em dezembro.

Confira a nota do PSB: 

Em virtude da necessidade estatutária de renovação da comissão provisória do Estado da Paraíba, comunicamos que o nosso sempre presidente Ricardo Coutinho, a partir desse novo momento, concentrará suas atividades mais especificamente na Fundação João Mangabeira. No entanto continuará como presidente de honra do partido no Estado e na executiva nacional, contribuindo como militante nas eleições de 2020, na luta das ruas e nos debates e desafios que juntos enfrentamos. 

Agradecemos a tarefa cumprida nesse período de transição interna do PSB paraibano, quando duplicamos as Comissões Executivas Municipais. Agora, o PSB-PB será presidido pelo deputado federal Gervásio Maia, que dará continuidade ao trabalho que faz do partido a grande força transformadora na Paraíba. 

Avante,

PSB Paraíba 

MaisPB

 

 

Ex-governador Ricardo Coutinho deixa prisão em João Pessoa

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) deixou, na noite deste sábado (21), a Penitenciária Média de Mangabeira, onde ele estava preso de forma preventiva no âmbito da Operação Calvário.

Ricardo deixa a prisão após uma decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Napoleão Maia, que determinou sua soltura.

Diversas lideranças do PSB, como o deputado federal Gervásio Maia, a vereadora Sandra Marrocos e o ex-secretário Fábio Maia estiveram na frente do presídio.

Além do ex-governador também tiveram pedidos de habeas corpus deferidos os investigados David Clemente Correia, Cláudia Veras e Francisco das Chagas Pereira.

“Defiro o pedido de medida liminar neste HC, para ordenar, como ordeno, que o paciente RICARDO VIEIRA COUTINHO seja, imediatamente, posto em liberdade, sem prejuízo do trâmite do processo penal a que se acha submetido, sobre cujo mérito não emito, neste azo, nenhum juízo. 19.De pronto, destaco que se aplica a extensão dos efeitos da presente concessão aos pacientes dos HCs n. 554.374, 554.392 e 554.036, por força do art. 580 do Código de Processo Penal, o que determino desde já. 20. Soltura imediata dos pacientes, neste e nos demais HCs mencionados no item 19 desta decisão, a ser feita mediante expedição de alvará de soltura pelo egrégio Tribunal de Justiça impetrado”, diz a decisão que libertou o ex-governador.

Ricardo foi preso na última quinta-feira (20) pela Polícia Federal. Ele é apontado pelo Ministério Público como chefe de uma organização criminosa que teria desviado recursos em contratos com organizações sociais na saúde e educação. Hoje, o MPF deu um parecer pela manutenção da prisão do ex-governador.

Wallison Bezerra – MaisPB 

 

 

Ex-primeira dama consegue guarda do filho com Ricardo Coutinho

A ex-primeira dama Pâmela Bório, que mantinha a guarda compartilhada do filho Henri, com o ex-governador Ricardo Coutinho, preso nessa quinta-feira (19) no âmbito da Operação Calvário, conseguiu a guarda provisória do menino.

O pedido foi acatado pela juíza Érica Virgínia da Silva Pontes.

No momento em que o mandado de prisão de RC foi anunciado e as notícias davam conta de que ele não estava no país, a jornalista iniciou nas redes sociais uma campanha para localizar Henri, que foi encontrado com uma tia, irmã de Ricardo.

A briga pela guarda do menor dura muitos anos e é alvo de inúmeras postagens de Pâmela nas redes sociais.

PB Agora

 

 

Alvo da Calvário, Ricardo Coutinho é preso após viagem à Europa

O ex-governador Ricardo Coutinho, do PSB, foi preso, na noite dessa quinta-feira (19), após desembarcar de uma viagem à Europa no aeroporto de Natal.

Na última terça-feira, Ricardo teve um pedido de prisão preventiva expedido contra ele no âmbito da operação Calvário.

O ex-governador é apontado como chefe de uma suposta organização criminosa responsável pelo desvio de recursos públicos por meio de organizações sociais que atuam no estado.

A defesa de Coutinho já deu entrada no pedido de habeas corpus para revogar a prisão.

paraiba.com.br/