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João lamenta cortes de recursos federais e mostra preocupação com possível retaliação à Paraíba

O governador João Azevêdo (PSB) voltou a cobrar uma melhor relação institucional por parte do Governo Federal com o Estado. Em duas ocasiões essa semana, o Chefe do Executivo Estadual expôs a sua preocupação com o corte de recursos da união para ações importantes na área de infraestrutura, a exemplo da dragagem do Porto de Cabedelo e das obras de construção da barragem de Cupissura, que, após concluída, deve garantir a segurança hídrica da região litorânea por mais algumas décadas.

Segundo João Azevêdo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, já informou os cortes de alguns recursos esperados para obras no Estado. “Isso é preocupante, o ministro informou que os recursos destinados a dragagem do Porto, e que os recursos destinados a construção da barragem de Cupissura, que garante água por mais 30 anos para a Região Metropolitana, não estariam mais disponíveis”, comentou.

Mesmo diante dos cortes, e após a polêmica criada após o vazamento de áudio do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tratando os governadores do Nordeste de “Paraíba”, João Azevêdo diz que prefere não acreditar ainda em retaliação ao Estado.  “Eu quero crer que não! Mas, é importante entender e saber o motivo pelo qual isso está acontecendo”, disse.

LIBERAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS

João Azevêdo disse também que espera do Governo Federal a liberação de pedidos de empréstimos do Estado, essenciais para realização de ações e obras em toda a Paraíba.

“Temos que ter uma relação com o Governo Federal dentro daquilo que é natural, que é exigir uma relação republicana. Existem alguns pleitos de empréstimos, e aprová-los não é favor do Governo Federal, é uma obrigação considerando que o Estado fez o seu papel e o seu dever de casa. Esperamos que não haja nenhum tipo de retaliação, não trabalho pensando nisso, espero que o Governo do Estado receba os recursos e que não sejam cortados, nem bloqueados”, comentou em entrevista à imprensa na última sexta-feira (2) (Confira abaixo).

MAIS RESPEITO

Na quinta-feira (1), João Azevêdo já tinha cobrado mais respeito por parte do governo Jair Bolsonaro com a Paraíba. “(…) não tem favor nessa relação, tem relação de respeito. O Estado da Paraíba tem feito um esforço gigantesco para ser um Estado que tem a menor taxa de desemprego, que paga os seus fornecedores em dia pelo seu 107° mês pagando servidores em dia, pagando metade do 13° desse ano, fazendo concurso para 1000 professores, implantando PCCR para agentes penitenciários, ou seja, é um Estado que está redondo e cumpre com suas obrigações, é um Estado que está redondo e faz a sua obrigação e quando pleiteia um empréstimo, com o aval do Governo Federal, não é um favor que ele [Bolsonaro] dá ao Estado, é uma obrigação”, disse.

Assista abaixo:

 

Por Ângelo Medeiros /Portal WSCOM

 

 

Veneziano trata PMDB como autoritário por retaliação após votação

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) se pronunciou na noite desta quinta-feira (10) sobre a decisão de seu partido de suspendê-lo, e mais cinco outros parlamentares, por 60 dias, por terem votado a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer. Segundo o paraibano, a sigla vai deixando de ser democrática e toma uma guinada para o autoritarismo. 

“Uma frase que simboliza e retrata é de um partido democrático a um partido autoritário, ou seja, desconhecer a liberdade de convencimento dos seus partidários nunca foi ato do PMDB, passou a ser neste instante. Então eu tenho a lamentar profundamente essa extrema guinada comportamental de um partido que se fez forjado a partir de lutas democráticas num partido autoritário”, disparou.

Sobre qual decisão irá tomar a partir desta medida, incluindo uma possível saída do partido, o deputado afirmou que ainda irá se reunir com os outros cinco companheiros punidos para poder se manifestar.

“Na próxima semana eu vou me reunir com demais outros companheiros para tomar uma decisão conjunta. Acho que nós devemos recorrer desta decisão, repito, que é autoritária, contraria aos princípios que regiam o PMDB. Mas eu vou esperar para me pronunciar em relação ao que vamos fazer depois de me reunir com os outros cinco companheiros. Qualquer decisão que vai ser tomada, será conjuntamente”, afirmou o deputado.

O Palácio do Planalto deve retaliar, além de Veneziano, os deputados Celso Pansera (RJ), Laura Carneiro (RJ), Sérgio Zveiter (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE) e Vitor Valim (CE).

 

portalcorreio

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Hervázio descarta retaliação a “traidores”, mas “intima” quatro deputados a se explicarem

hervazio bezerraO deputado estadual, Hervázio Bezerra (PSB), descartou em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM, qualquer tipo de retaliação aos deputados que traíram o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino (PSB) durante o processo de eleição da Mesa Diretora. Porém, o socialista cobrou explicações de quatro deputados que foram citados por um jornalista como sendo os traídores, dos dois lados.

Hervázio revelou que um comunicador nominou quatro deputados como traídores, sendo que dois traiu Ricardo Marcelo e dois Adriano Galdino. Os deputados seriam Anisio Maia (PT), Caio Roberto (PR), Doda de Tião e Galego de Sousa (PP). Segundo Bezerra, esses quatro deputados foram citados nominalmente pelo jornalista, por isso, devem uma explicação ao grupo.

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Mesmo cobrando explicações, Hervázio deixou claro que não haverá nenhum tipo de retaliação ou perseguição a qualquer deputado. “Defendi hoje da tribuna, que os presidentes eleitos Adriano Galdino e Gervásio Maia Filho, garantam espaço para as minorias”.

O deputado Adriano Galdino tinha a assinatura de 21 deputados em documento se comprometendo a votar nele e em Gervásio Maia para o segundo biênio, mas apenas 19 votaram nele. Nos bastidores se comenta, que o deputado Ricardo Marcelo conseguiu garantia de 4 deputados que anunciaram voto em Galdino, mas apenas dois cumpriram o compromisso.

 

Paraíba.com.br

João Almeida tenta justificar seu pedido oficial de retaliação a imprensa da PB

joão almeidaO vereador João Almeida (PMDB) apresentou nesta quarta-feira (2) um requerimento na Câmara de João Pessoa solicitando que o portal político Parlamentopb seja retaliado pela Casa Napoleão Laureano. De forma oficial, o parlamentar solicita que a CMJP interrompa a publicidade oficial no site por ter se desagradado de uma opinião da jornalista Claudia Carvalho reproduzida em uma coluna no Jornal A União e no ParlamentoPB . Almeida tentou justificar sua atitude afirmando que se sentiu agredido.

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A irritação do vereador partiu de uma opinião externada na coluna da editora do site. Nela, a jornalista lamenta a defesa que João Almeida fez à censura para veículos de Comunicação por, nas palavras dele, veicularem “putaria” e “sacanagem”.

Veja na íntegra o texto da jornalista.

A censura é tendência 

Na semana que passou, numa discussão sobre a necessidade de preservar a moral e os bons costumes, na Câmara de João Pessoa, o vereador João Almeida (PMDB) externou, de maneira grosseira, sua preocupação com os efeitos maléficos da liberalidade da comunicação de massa sobre o comportamento do brasileiro. Para ser mais exata, ele detonou algumas atrações da Rede Globo que, em sua ótica, banalizam o sexo. Usando as palavras do peemedebista, em alguns programas (Malhação e novelas), existiria “uma putaria” e estímulo “à sacanagem”. Em seu momento de indignação, João chegou a se queixar da inexistência de censura sobre o conteúdo televisivo. 

Não existe censura para os discursos parlamentares. Para eles, criou-se um instrumento de controle chamado “decoro” que deveria fazer com que o nível dos debates travados nos plenários não permitisse, ao menos na forma, o constrangimento do eleitor que elegeu determinado representante. A língua portuguesa, rica e complexa, comporta tantos sinônimos quanto necessários para poupar nossos ouvidos de expressões rasteiras e contraditórias vindas de alguém que se diz preocupado exatamente com a moral. Paradoxalmente, não demonstra “bons costumes”. 

A programação televisiva, assim como a representação política, refletem um momento vivido pela população. Discutível seria imaginar o que significa a libertinagem televisiva sob a ótica do vereador que há poucas semanas exultava com a veiculação, na Câmara, de material produzido pelo xiita Jair Bolsonaro contra políticas públicas do Governo de Dilma Rousseff para a educação sexual de crianças e adolescentes. 

João, contraditório por excelência, não deve considerar obscena, contudo, a compra de votos. Em 2008, ele foi denunciado por suposta participação num esquema que o Ministério Público Federal classificou como formação de quadrilha. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça na Operação Sufrágio mostraram o aprendiz de censor em conversas com lideranças comunitárias oferecendo material de construção e combustível em prol de sua própria eleição e do amigo e ex-deputado Fabiano Lucena. 

No país que Charles De Gaulle teria dito não ser sério, o processo acabou sem resultado prático. Fabiano teve vergonha e deixou a política. João não pensou em autocensura. Achou melhor virar o holofote para a Globo. 

Tristemente, o discurso bizarro do vereador veio em uma semana em que a mídia brasileira foi alvo de duas situações vergonhosas. Em uma delas, o Jornal do Commercio e Diarios Associados de Pernambuco foram impedidos, pela Justiça, de publicar o nome do presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa, em matérias sobre um polêmico caso de concessão de guarda de um bebê. Na outra, no Paraná, o jornal Gazeta do Povo, foi proibido de publicar notícias sobre o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Clayton Camargo, investigado pelo CNJ por suspeita de venda de sentença. 

Blindar os fatos não torna a atividade política, jurídica ou qualquer outra cândida. Vergonha na cara e respeito é que dispensam uso de censura e tornam o mundo um ambiente familiar.

O vereador, que não gostou da analise, apresentou o requerimento na CMJP solicitando que fosse retirado do portal a propaganda institucional do veículo eletrônico.

Em contato com o MaisPB, na tarde desta quarta, João Almeida disse que se sentiu agredido pela coluna em sua honra. Ele argumentou que “a CMJP não pode gastar sua verba de com veículos de comunicação que denigrem a imagem das pessoas, sejam elas quem forem”.

Écliton Monteiro –  MaisPB