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‘A nossa responsabilidade aumentou’, reconhece Temer após impeachment de Dilma Rousseff

michel-temerCom a decisão do Senado de afastar definitivamente Dilma Rousseff, Michel Temer reconheceu que a responsabilidade do governo peemedebista aumentou ao passar de interino para definitivo.”Agora, nossa responsabilidade aumentou”, afirmou.

No Palácio do Jaburu, o peemedebista acompanhou o resultado na área privada, na companhia da mulher, Marcela Temer. Na sequência, se dirigiu ao ambiente comum, onde recebeu cumprimentos de ministros e aliados.

Com o resultado sacramentado, aproveitou para gravar no Palácio do Jaburu pronunciamento à nação que será exibido na noite desta quarta-feira (31) em cadeia nacional de rádio e televisão.

Na fala de cerca de cinco minutos, Temer defendeu a união nacional, a reunificação do país e a necessidade de recolocar a economia nos trilhos. Ele pregou ainda a realização de um ajuste fiscal, com a realização de uma reforma previdenciária.

A equipe política do Palácio do Planalto ainda tentou por telefone mobilizar a base aliada para conseguir 54 votos favoráveis à inabilitação para funções públicas de Dilma Rousseff, mas não conseguiu reunir apoio suficiente.

Com o desfecho do processo, o presidente interino reuniu-se com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) para fechar a previsão orçamentária de 2017, a qual será entregue pelo próprio peemedebista ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (31).

A posse de Michel Temer na Presidência da República deve repetir o mesmo formato da cerimônia realizada em 1992, quando Itamar Franco assumiu o cargo após a renúncia do atual senador Fernando Collor.

Para a solenidade, que deve ter cerca de meia hora, o peemedebista convidou ministros e auxiliares para acompanhá-lo ao Senado Federal, onde fará um juramento à Constituição Federal e será declarado empossado pelo presidente do Congresso Nacional.

Pelo protocolo definido pelo Palácio do Planalto, Temer chegará ao Senado Federal antes do horário oficial de início da cerimônia, às 16h, e aguardará no gabinete presidencial.

Renan Calheiros abrirá a sessão solene e pedirá aos líderes da base aliada que busquem o novo presidente.

No plenário, Temer será convidado a fazer o juramento, comprometendo-se a manter, defender e cumprir a Constituição Federal, além de respeitar as leis e promover o bem geral da população brasileira.

Concluído o juramento, será aberta a palavra ao presidente do Congresso Nacional, que irá declarar o peemedebista empossado.

Como o presidente interino pretende viajar no mesmo dia para a China, a ideia é que não seja promovida uma cerimônia de cumprimentos, como ocorre em solenidades de posse de presidentes eleitos.

A ideia é que, no mesmo dia, antes de embarcar para o país oriental, o peemedebista promova uma reunião ministerial para definir os rumos do novo governo e grave um pronunciamento em cadeia nacional de televisão e rádio que será exibido na noite desta quarta-feira (31).

Uol

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Municípios da PB são os que mais violam a Lei de Responsabilidade Fiscal, aponta pesquisa

dinheiroA Paraíba é o estado no país que mais infringe algum princípio do conjunto de regras e leis que regem a responsabilidade fiscal na administração pública.  É o que aponta o levantamento feito pela Firjan a pedido do GLOBO com 750 municípios brasileiros. Ao todo, dos 223 municípios paraibanos, 111 violam a lei.

Para Anderson Pereira Ortiga, secretário executivo da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), isso se explica pelo elevado grau de dependência dos repasses da União e a impossibilidade de essas transferências cobrirem as despesas.

“Houve uma municipalização dos serviços de saúde e educação após a constituição de 1988. Os municípios recebem os encargos, mas não conseguem gerar as receitas. O salário mínimo vem sendo reajustado acima da inflação. Mas as transferências não são reajustadas no mesmo ritmo”, disse.

Com população estimada de 18 mil habitantes em 2015, Itapororoca (PB) é uma das cidades que desrespeitam a LRF há dez anos. Em 2015, 68,2% de seu orçamento foram usados para pagar o funcionalismo. O prefeito, Celso Moraes (DEM), culpa gestões anteriores. Segundo ele, foram feitos concursos públicos em 2004 e em 2010 sem o devido cuidado. O resultado, diz, foi falta de professores de inglês e matemática, com sobra em outras áreas.

Segundo Ortiga, 140 dos 223 municípios paraibanos têm até 10.178 habitantes, linha de corte para o menor valor de repasses do Fundo de Participação de Municípios (FPM). Este é custeado por tributos federais (IR e IPI), repartidos de acordo com o número de habitantes das cidades.

Prefeituras, em todas regiões do país, fazem vista grossa quando os gastos superam as receitas e se endividam além do limite permitido para custear as despesas das prefeituras. Das 750 cidades pesquisada, 740 descumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em 2008, os municípios infratores eram 78.

A principal infração é o estouro do limite de 60% da receita corrente líquida (arrecadação mais transferências constitucionais), estabelecido pela LRF, para pagamento de pessoal. São 740 cidades nessa situação — na maior parte, pequenos municípios. A média de população é de 22 mil habitantes. A má gestão dos recursos, a elevada dependência das transferências da União e a rigidez dos gastos são apontadas por especialistas como as razões para esse quadro, que se agravou com a crise econômica.

Dezesseis municípios têm dívida superior a 120% da receita corrente líquida, limite da resolução 40/2001 do Senado. Outra norma do Senado que estabelece critérios de boas práticas na gestão fiscal, a resolução 43/2001, diz que as prefeituras não podem comprometer mais de 13% de sua receita líquida real (quando os empréstimos são excluídos da receita). Cinco cidades violam esse princípio. Como algumas descumprem mais de um indicador, a conta final fica em 750. A maior parte delas se concentra no Nordeste (516).

Das 740 cidades que gastam mais de 60% da receita com pessoal, 392 são reincidentes: estouraram o teto em 2014. Em algumas, o problema é tão crônico que há dez anos aparecem na lista da Firjan, que desde 2006 elabora o Índice Firjan de Gestão Fiscal. Neste são avaliados cinco indicadores: gastos com pessoal, custo da dívida, liquidez (restos a pagar), investimentos e receita própria (capacidade de arrecadação).

blogdogordinho com GLOBO.

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Ex-prefeito de Sta Rita responde ação penal por crime de responsabilidade e fraude

Marcus OdilonO Pleno do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5), no Recife, recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-prefeito do município de Santa Rita (PB), Marcus Odilon Ribeiro Coutinho. Ele agora é réu em ação penal e responderá, junto com outros seis acusados, por fraude em licitação e crimes de responsabilidade.

Os demais denunciados foram Carlos Alberto Leite de Aguiar (presidente da Comissão de Licitação), Antônio Carlos Dias Silvino e Eglonei Correa da Silva (membros da comissão), Cassiano José da Costa (representante e controlador do “Verdurão Coco de Praia”), Janival Xavier de Azevedo (representante e controlador do “Sacolão 2000”) e Tarcísio Saulo de Paiva (controlador da “Comercial Paiva Ltda.” e atual prefeito de Gurinhém, na Paraíba).

Em 2008 o município de Santa Rita recebeu recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), destinados à aquisição de produtos para merenda escolar. Entretanto, em vez de realizar uma única licitação (do tipo concorrência), fracionou a compra em dez etapas (uma tomada de preços e nove convites).

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De acordo com a denúncia, o Convite nº 166/2008 consistiu em uma licitação montada, vencida pela empresa “Verdurão Coco de Praia”, com superfaturamento equivalente a 85% dos preços praticados no mercado. O sobrepreço foi justificado pelo representante do fornecedor como decorrência da excelência dos produtos oferecidos. Os demais procedimentos licitatórios também foram direcionados, beneficiando várias empresas em um esquema de rodízio.

Segundo o MPF, foram cometidos os crimes de aquisição de bens sem concorrência ou coleta de preços (Decreto-lei n.º 201/67, art. 1º, XI), fraude, mediante prévia combinação, para afastar a natureza competitiva da licitação e beneficiar o vencedor (Lei nº 8.666/93), bem como desvio de rendas públicas em favor de terceiro (Decreto-lei n.º 201/66, art. 1º, I).

O caso tramita no TRF5, e não na primeira instância da Justiça Federal na Paraíba, porque Tarcísio Paiva tem foro especial por prerrogativa de função em ações criminais, por ocupar hoje o cargo de prefeito. A denúncia foi oferecida pela Procuradoria Regional da República da 5.ª Região (PRR5), órgão do MPF que atua perante o Tribunal.

Confira a íntegra da denúncia
http://www.prr5.mpf.mp.br/prr5/conteudo/biblioteca/noticias/2015/2015_018_04_06.pdf

WSCOM Online

‘Por mais que RC queira contratar concursados, a vontade é barrada pela Lei de Responsabilidade Fiscal’, revela Tárcio Pessoa

tarcio-pessoaA Lei de Responsabilidade Fiscal está impedindo o governador Ricardo Coutinho de chamar mais concursados aprovados para trabalharem no governo da Paraíba.

A lei permite que um limite de 49% com gastos com funcionalismo público. Segundo o secretário de Planejamento e Finanças do Estado, Tárcio Pessoa, este valor está próximo demais de ser alcançado.

“Estamos, hoje, gastando com pessoal, 48,7%. Estamos quase lá. Temos a dificuldade, o desafio, de diminuir a máquina pública. Se não agirmos com responsabilidade em cinco anos teremos um grande problema”, revelou.

Ele explicou que não falta vontade do governador de contratar os concursados. Falta, na verdade, a oportunidade de fazer isso sem comprometer a receita do estado.

“Por mais que ele queira realizar a contratação dos concursados, a vontade é barrada pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, lamentou o secretário.

Ele ainda frisou que, se a situação do estado está difícil, a dos municípios é ainda pior.

“Veja o exemplo do Samu. O governo federal manda que as cidades mantenham equipes do Samu. O município que paga. Aí o Ministério Público vem e diz que os médicos precisam ser concursados. Como manter a lei em dia assim, com estas obrigações todas?”, questiona o secretário.

João Thiago

Pai herói: disciplina e responsabilidade marcam a vida de carteiro na cidade de Areia que completa 35 anos de serviço sem faltar a nenhum expediente

correio areiaPrestes a completar 35 anos de trabalho dedicados exclusivamente ao serviço público, o único carteiro da cidade de Areia, brejo paraibano, por 32 anos, Elias Alves Pereira, mais conhecido como ‘Mero dos Correios’, 59 anos, bate às portas da aposentadoria em outubro deste ano depois de trilhar uma intensa jornada de disciplina e responsabilidade aliada à obstinação.

Sem nunca ter faltado a nenhum expediente nesse período e sem nem mesmo ter apresentado um único atestado médico para justificar uma possível ausência, o empregado público do interior da Paraíba possui uma história exemplar de esforço e dedicação que contraria a imagem, muitas vezes negativa, do serviço público no Brasil.

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Exercendo uma profissão cansativa e que requer, além de muita atenção, um bom condicionamento físico, o carteiro ingressou na profissão em outubro de 1978, com 24 anos, quando, após uma seleção para uma vaga, ficou na segunda colocação. Após 15 dias de trabalho, o primeiro colocado para a função, no entanto, entregou o cargo por considerá-lo exaustivo e sobrecarregado para apenas uma pessoa ‘dá conta’ e Mero acabou sendo convocado para assumir a vaga.

Hoje pai de três filhas, Mero dos Correios, que à época estava com a esposa grávida da primeira filha, tomou a responsabilidade para si e decidiu encarar o desafio de (sozinho), entregar as correspondências para os mais de 25 mil habitantes da cidade. Ele explica que esse senso de responsabilidade, todavia, veio com a paternidade.

Em uma época que não havia a facilidade do mundo virtual existente nos dias de hoje, o carteiro acordava mais cedo e saia mais tarde para não ter que deixar serviços pendentes para os dias posteriores, mesmo trabalhando mais que o horário do expediente e sem ganhar nenhuma hora extra por isso.

“Quando nos é dada uma oportunidade nós temos que agarrá-la e foi isso que fiz, tinha uma família para cuidar e aprendi que o homem é o responsável por sustentar sua família, se fui homem para fazer, também tinha que ser homem para assumir e manter uma casa e uma família então, quando fui chamado para o serviço, não pensei duas vezes e hoje estou completando meus 35 anos de serviço sem nenhuma mancha que pudesse sujar meu currículo”, comemorou.

Filho de mãe e pai agricultores, foi na infância que o carteiro aprendeu a importância da disciplina e o senso de responsabilidade, quando via os pais acordarem cedo para trabalhar no roçado. Um trabalho também cansativo, mas que, segundo ele, feito com dedicação sempre rendeu bons frutos.

SEM RECONHECIMENTO

Único carteiro da cidade durante 32 anos, Mero dos Correios, todavia, nunca recebeu o mérito do reconhecimento da empresa pelo empenho e esforço dedicados à estatal. Pelo contrário. Em vez de reconhecimento, o carteiro só recebia cobranças e pressões para bater as metas estipuladas pela diretoria regional dos Correios, sendo inclusive, em determinada época, obrigado a não só entregar cartas, mas também a vender os produtos oferecidos pela ECT (Empresa de Correios e Telegráfos).

Nesse mesmo período a empresa pública passou por várias greves, mas o funcionário paraibano, mesmo cobrado e pressionado, nunca aderiu a nenhuma paralisação. Não por medo de represálias, mas sim para que a população não fosse prejudicada com atrasos ocasionados pela intransigência da direção em ceder às negociações salariais.

“O reconhecimento e consideração ficaram apenas para os funcionários dos grandes centros, nós do interior, principalmente da Paraíba, somos apenas um número, uma matrícula e nada mais, nunca fui contemplado com gratificação ou até mesmo uma carta de parabéns, nada, nada, nada, apenas trabalho”, desabafou.

O funcionário dos Correios ainda lembra que sempre fez seu trabalho de acordo com o que considera correto, com uma boa conduta.

“Para a empresa, o funcionário fazer algo a mais é uma obrigação e não um diferencial. Nós do interior da Paraíba não somos e nem nunca fomos reconhecidos, fiquei 32 anos sozinho como carteiro na cidade e só nos últimos três anos é que enviaram mais um funcionário para cá e porque eu tive um acidente de trabalho e recebi a recomendação que não mais poderia fazer grandes esforços”, desabafou o carteiro, ao lembrar que em cidades vizinhas, com uma população menor, já havia um efetivo maior de carteiros, enquanto em Areia, para a empresa, apenas um era suficiente, já que esse ‘um’, que era ele, sempre deu conta do trabalho.

Apesar de não ter o reconhecimento da empresa, o carteiro disse que encontra no amor da família que construiu nessa jornada, a esposa Magna Dias e as três filhas, Vera, Eliagna e Márcia, a verdadeira motivação para ter se empenhado no trabalho todos esses anos.

“Saber que com meu trabalho proporcionei às minhas três filhas a oportunidade de estudar e adquirirem o diploma de curso superior é uma das minhas maiores recompensas, elas que só me deram e me dão orgulho mostram que o esforço dedicado nesses anos todos de trabalho valeu a pena”, disse emocionado.

Ao lembrar-se da esposa, Magna Dias, que na cidade ficou conhecida como Magna de Mero dos Correios, o carteiro não esconde o amor que ainda é latente, mesmo passados mais de 35 anos de união matrimonial.

“Minha esposa é meu maior reconhecimento, ela me deu filhas maravilhosas, sempre esteve do meu lado, sempre me incentivou, sempre me amou, sempre ouviu meus desabafos, às vezes reclamava por eu me dedicar demais à empresa, enfim, não só uma mulher, mas uma companheira que esteve e está comigo nesses mais de 35 anos”, declarou.

DIAS DIFÍCEIS

Após mais de três décadas sem ter apresentado um único atestado médico, em 2010, Mero dos Correios teve a jornada interrompida ao descobrir que estava com o baço rompido devido a uma queda de moto sofrida dias antes em um acidente de trabalho. A doença só foi detectada graças à exigência de exames periódicos solicitados anualmente pela empresa.

“Quando tenho que fazer entregas em locais distantes, uso a moto dos Correios e certo dia ao realizar um desvio, acabei passando por um monte de terra e caindo na moto. Na ocasião o guidão bateu forte na região da minha barriga, mas achei que era apenas uma pancada normal. Como nunca tinha apresentado um atestado, achei que por aquela pancada também não era necessário, mas quando fiz os exames, graças a Deus o rompimento do baço foi detectado a tempo, o médico disse que ele estava apenas por uma película e se tivesse estourado eu poderia ter morrido devido a uma hemorragia interna”, lembrou.

Por determinação médica, o carteiro teve que se afastar dos trabalhos pela primeira vez. Recebendo auxílio doença através do INSS, Mero dos Correios ficou três meses longe das ruas e essa foi a primeira vez que seu trabalho e esforço recebeu o reconhecimento verbal da gerência local.

“Areia não tinha nenhum outro carteiro e como eu estava impossibilitado à empresa tinha que encontrar um substituto e encontrou, no entanto, quando voltei eles disseram que preferiam a mim com 50% da capacidade, a um novato com 100% de saúde plena”, lembrou Mero, ao destacar que sempre teve consciência de que fez mais pela empresa, do que a empresa fez por ele em todos esses anos de serviço dedicados à estatal.

Além de perder o baço, o tempo de serviço também deixou o carteiro com algumas enfermidades, a exemplo de hipertensão e diabetes. Hoje ele toma remédio controlado para amenizar o impacto das doenças e teme pela possibilidade de perder o Plano de Saúde dos Correios quando se aposentar.

“Espero que o Sindicato consiga a manutenção do plano de saúde também durante a aposentadoria, pois já velhos, precisamos de mais assistência e mais cuidados, principalmente porque perdemos uma boa parte da nossa saúde pelo trabalho na empresa durante todos esses anos”, disse.

HONESTIDADE TESTADA

Nem mesmo a trajetória sem manchas e sem deslizes foi suficiente para isentar o assíduo carteiro da prerrogativa da dúvida. Há cerca de cinco anos Mero dos Correios passou, literalmente, por uma prova de honestidade, quando teve sua conduta testada por uma investigação que tentava descobrir quais funcionários estavam envolvidos em receptação de mercadorias adquiridas de forma ilícita.

“Veio uma pessoa até minha casa fazer uma proposta para que eu ficasse recebendo umas mercadorias com endereços fictícios e me solicitaram que eu repassasse o material em troca de uma quantia em dinheiro. Eu logo vi que aquilo era coisa errada, pois quando não encontramos o endereço temos que fazer a devolução da mercadoria para o endereço do remetente, e foi isso que eu disse, que não queria, que não contassem comigo, pois não iria sujar minha carreira por conta de uma mixaria”, lembrou. Ainda segundo o carteiro, tempos depois foi descoberto que os homens que fizeram a tal proposta estavam tentando descobrir a existência de corrupção na estatal.

O DIA A DIA

O carteiro lembra que uma história de 35 anos no serviço público não tem apenas glórias, mas também altos e baixos. “Arrebente e estafe quantos cavalos necessários, mas entregue a carta com toda a urgência. Se não arrebentar uma dúzia de cavalos, no caminho, nunca mais será correio, tenha consciência do que faz!” Estas foram às palavras do Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, que sintetizam muito bem o quão significativa é a profissão.

Mero diz que adora ser carteiro, e que se fosse para reclamar de alguma coisa seria dos próprios receptores, que no descaso do dia-a-dia, entres outras coisas não prendem seus cães, o que faz com que o carteiro tenha que manter distância da residência.

“Já levei muito susto de cachorro e até mordida, mas nada de grave, mas é bom manter a distância sempre”, disse.

Mero ainda destaca que as pessoas deveriam se preocupar mais com as caixas receptoras, que na maioria das vezes não existem, e que sem elas o documento pode ser facilmente extraviado.

“Chegamos às seis da manhã, paramos ao meio-dia e trabalhamos até o final da tarde. Aprendi a gostar do que me foi dado, e o que me foi dado foi à oportunidade de ser carteiro. Gostaria de ter estudado mais, me formado em um curso superior, mas naquela época tudo era mais difícil, então tive que trabalhar para manter minha família. Hoje, graças a esse trabalho, consegui manter a casa e transmitir o valor e a importância dos estudos para as minhas três filhas, hoje todas formadas em curso superior”, destacou.

‘CAUSOS’ ENGRAÇADOS

Falta de reconhecimento à parte, a profissão carteiro rendeu a Mero dos Correios também boas histórias, principalmente devido à exposição ao sol, à chuva e aos animais domésticos que ora atrapalhavam, ora o colocavam para correr. Como o trabalho é exaustivo, Mero conta algumas situações que, se não fossem trágicas, seriam cômicas.

“Areia tem muita ladeira, certa vez eu já havia percorrido todo o percurso e já voltava para o Centro da cidade quando uma pessoa lá no final da ladeira começou a gritar, Meroo…Merooo…Meroo…e eu cansado, um sol de lascar, ainda com um malote cheio de correspondências para entregar nas outras ruas, desci, fui ao encontro da pessoa e lá ela me pergunta: tem correspondência pra mim?. ..(risos) Desci tudo só para dizer que não tinha, se tivesse eu teria entregado”,contou.

Antes de sair para o trabalho, uma das funções do carteiro é separar as correspondências por endereços, fazer a triagem, para poder fazer a entrega. “Era véspera de Natal, eu tinha uma pilha de correspondências pra entregar, a maioria cartões de boas festas. Fiz um bolo de correspondência, separei por ruas e coloquei na mão e comecei a caminhada e a entrega, de repente chega um cidadão bêbado, pega no meu braço e começa a chacoalhar dizendo: Merooo há quanto tempo, você é um caba bom danado. E foi assim que eu fiquei de coro quente, ao ver as cartas todas caindo da minha mão e o trabalho de triagem todo jogado por água abaixo”, lembrou dando risadas da situação que naquele momento o irritou.

Também no Natal, vez por outra o carteiro se vestia de papai Noel dos Correios e uma história com uma criança de quatro anos o marcou, pela inocência da situação.

“Em Areia todos me conhecem, desde os adultos, idosos até criancinhas também. Me vesti de papai Noel e fui fazer a entrega dos presentes em uma casa da periferia, de repente a minha barba de papai Noel caiu. A criança, uma menininha de quatro anos olhou para mim como se tivesse descoberto a identidade secreta do bom velhinho e surpresa disse para a mãe: MAMÃE!!!! PAPAI NOEL É MERO (risos). Ela não achava que Mero era papai Noel e sim que Papai Noel era Mero, foi muito engraçado, todos rimos bastante”, lembrou.

Assim como o município de Areia, a história do carteiro Mero entra para o Patrimônio Cultural da cidade, com destaque para um legado de superação, disciplina, dedicação, responsabilidade e acima de tudo honestidade.

Infelizmente hoje, em pleno século XXI, esse tipo de dedicação é muitas vezes substituído pelo ócio e falta de determinação de jovens que poderiam, em um amanhã, também virarem mais um paraibano que se destaca no meio de tantas pessoas.

Márcia Dias

PB Agora

Foto: Clemilson Irmão/ Márcia Dias

Responsabilidade Institucional é tema de novo concurso de monografias da CIEJ

 

ciejCom o tema “Responsabilidade Institucional”, foi lançada a sétima edição do concurso internacional de monografias promovido pela Comissão Ibero-americana de Ética Judicial (CIEJ). As inscrições já estão abertas. Pode participar qualquer cidadão dos 23 países integrantes da Cúpula Judicial Ibero-americana.

O tema da nova edição foi aprovado na reunião da CIEJ realizada na cidade de São José, na Costa Rica, em outubro de 2012. O regulamento e o cronograma do concurso podem ser consultados aqui.

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As monografias devem estar diretamente vinculadas aos princípios dispostos nos artigos 41 a 47 do Código Ibero-americano de Ética Judicial, também disponível no site da CIEJ. Devem apresentar uma visão crítica que aborde diversos pontos de vista de tratadistas, experiências, estatísticas e análises acerca de um tema particular, propondo soluções para os problemas expostos.

Identificados por pseudônimo, os trabalhos devem ser encaminhados por meio físico e digital até 17 de maio de 2013 à Assessoria de Relações Internacionais do Superior Tribunal de Justiça (STJ), localizada no 8º andar do edifício Ministros I, na sede do Tribunal (SAF Sul, quadra 6, lote 1, trecho III, Brasília/DF, CEP 70095-900). Embora o regulamento do concurso estabeleça prazo até 31 de maio, os candidatos brasileiros devem observar a data de 17 de maio para entrega no STJ, para que haja tempo de remessa dos trabalhos à CIEJ.

Dos trabalhos enviados, receberão premiação os três primeiros colocados.

Fazem parte da Cúpula Judicial Ibero-americana: Brasil, Bolívia, Paraguai, Costa Rica, Chile, El Salvador, Espanha, México, Portugal, Andorra, Porto Rico, Uruguai, Argentina, Guatemala, Nicarágua, Peru, Panamá, Colômbia, Venezuela, Cuba, República Dominicana, Equador e Honduras.

 

 

stj

Tite prega respeito, mas admite: ‘Responsabilidade é do Corinthians’

Um empate contra o Nacional-PAR, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), na Ciudad del Este, coloca o Corinthians nas oitavas de final da Taça Libertadores. Apesar de tentar pregar respeito ao adversário, ainda com chances de também avançar à segunda fase, o técnico Tite reconhece que o Timão terá uma responsabilidade maior que o adversário, mesmo atuando como visitante.

Tite lê antes do treino do Corinthians (Foto: Carlos Augusto Ferrari / GLOBOESPORTE.COM)Tite frisa que, mesmo fora de casa, Timão tem de vencer (Foto: Carlos Augusto Ferrari/Globoesporte.com)

– O Nacional traz consigo uma responsabilidade menor. Só tem um resultado que interessa aos paraguaios, eles vão jogar mais soltos. A responsabilidade, pela grandeza, é do Corinthians. Mas os jogos de Libertadores têm um caráter decisivo, um aspecto emocional bastante aflorado. Espero que nossa equipe repita o padrão que tem tido.

Quatro pontos atrás do Corinthians no Grupo 6, o Nacional precisa vencer para seguir com chances de classificação. Qualquer outro resultado elimina o clube paraguaio. Por isso, Tite entende que o rival será obrigado a procurar o ataque, o que não ocorreu no confronto do Pacaembu – vitória corintiana por 2 a 0.

– Eles terão de se arriscar. Só a vitória interessa. Respeito as equipes e a importância do caráter decisivo do jogo. Ninguém chega de graça à Libertadores – ressaltou o técnico.

Tite diz que não vem preparando o Corinthians para jogar por um empate e, assim, garantir a vaga. Na rodada final, o Timão enfrenta o lanterna Deportivo Táchira-VEN, em São Paulo.

– Eu não consigo conceber a equipe estrategicamente para empatar. Por isso que falo em maturidade para jogar dentro ou fora de casa.

Globoesporte.com