Arquivo da tag: respeita

Schülle respeita Palmeiras, mas fala em perpetuar façanha

Foto: Maurílio Júnior
Foto: Maurílio Júnior

O Botafogo-PB terá o Palmeiras na fase de oitavas de final da Copa do Brasil 2016. O primeiro jogo acontece em São Paulo, na Arena Palmeiras, no dia 24 de agosto. A decisão da vaga será no estádio Almeidão, em João Pessoa, no dia 21 de setembro.

Enfrentar o atual campeão da competição e um dos postulantes ao título da Série A do Campeonato Brasileiro exige uma atenção especial, mas não tira do comandante do Belo o desejo de continuar fazendo história no maior torneio do país.

“O Botafogo vive um novo momento em sua história. Pela primeira vez o clube chegou as oitavas de final da Copa do Brasil. Reflexo de um trabalho feito com muita responsabilidade onde vamos buscar perpetuar. Qualquer adversário seria dificilíssimo. Não havia como apontarmos um ideal. São adversários de alto nível. E o Palmeiras é um deles. Briga por título brasileiro e tem grandes jogadores. Quando o dia do primeiro jogo se aproximar vamos nos prepararmos para fazermos uma apresentação em alto nível e decidir a classificação em casa”, comentou Schülle em entrevista coletiva à imprensa pessoense.

Itamar Schülle também respondeu sobre o período em que esteve com o técnico Dorival Júnior, no Santos, em novembro do ano passado, pouco antes de iniciar o trabalho no Belo, em dezembro.

“Uma coisa é a amizade, outra coisa é o trabalho. O Palmeiras vai ter mil e uma informações do Botafogo. Vai saber de cor e saltealto sobre o nosso elenco. Há todo um departamento à disposição do Cuca. Também vamos tentar estudar a equipe deles, observar um ou outro jogo, já que, ver um jogo na televisão é totalmente diferente de ver ao vivo”, disse.

“Temos amigos, não necessariamente do Santos, que podemos usar para saber um detalhe ou outro do adversário. O que já é conhecimento de todos é o potencial do Palmeiras e a qualidade de seus jogadores”, acrescentou.

Após deixar para trás times como Linense-SP, River-PI e Ceará, o Botafogo-PB faz sua melhor apresentação em treze participações na Copa do Brasil. As classificações já garantiram R$ 2,040 milhões aos cofres do time paraibano.

MaisPB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Nos EUA, Dilma nega irregularidades em campanha e diz que não respeita delator

Roberto Stuckert Filho/PR
Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente Dilma Rousseff (PT) negou nesta segunda-feira (29), durante entrevista em Nova York, qualquer irregularidade em sua campanha eleitoral de 2014 e disse “não respeitar delatores”. Na semana passada, a imprensa divulgou que o ex-presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, teria afirmado em sua delação premiada na operação Lava Jato que deu dinheiro à campanha da petista.

A presidente, que está em viagem oficial aos Estados Unidos, disse que todos os recursos arrecadados por sua campanha foram legais e registrados e afirmou não aceitar que insinuem qualquer irregularidade contra ela ou sua campanha eleitoral. “Tentaram me transformar em delatora mas garanto que resisti bravamente”, disse a presidente.

Ricardo Pessoa afirmou, na delação premiada, que repassou R$ 3,6 milhões de caixa dois para o ex-tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi, e para o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, entre 2010 e 2014.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Na última quinta-feira (25) o STF (Supremo Tribunal Federal) homologou a delação do empresário, o que significa que as informações prestadas por ele em depoimento à Procuradoria Geral da República poderão ser utilizadas como indícios para ajudar as investigações.

Os supostos pagamentos a José de Filippi Jr. relacionados pelo ex-presidente da UTC somam R$ 750 mil e teriam sido feitos nos anos eleitorais de 2010, 2012 e 2014. Há apenas um pagamento fora da calendário eleitoral, no ano de 2011, de R$ 100 mil.

Em 2010, quando era tesoureiro da campanha de Dilma, conforme a planilha, ele teria recebido de caixa dois R$ 250 mil. No TSE (Tribunal Superior Eleitoral) há registro de repasse de R$ 1 milhão da UTC para a direção nacional do PT. Na prestação da campanha de Dilma, não há registro de doação da empreiteira nem da Constran, um dos seus braços. Nos demais anos, a planilha do “caixa dois” indica repasses nos valores de: 2012 (R$ 200 mil); 2013 (R$ 100 mil) e 2014 (R$ 100 mil).

Pessoa chegou a arrolar Fillipi como sua testemunha de defesa no processo em que o empreiteiro é acusado de chefiar o esquema de empreiteiras que pagava propina para executivos e partidos políticos em troca de conseguir os melhores contratos na petroleira.

Pessoa entregou à Procuradoria-Geral da República planilha intitulada “Pagamentos de caixa dois ao PT” na qual lista repasse de R$ 250 mil à campanha do atual ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) ao governo de São Paulo, em 2010. O empresário acusa o também ministro Edinho Silva (atualmente na Secretaria de Comunicação Social) de tê-lo pressionado para doar R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma em 2014, sob o risco de perder contratos na Petrobras, segundo a revista “Veja”. Os dois ministros negam as acusações e dizem que as doações foram legais.

Com o vazamento da delação de Pessoa, Mercadante deixou de viajar aos Estados Unidos e ficou em Brasília, segundo fontes, para evitar que a crise embarcasse junto com a comitiva presidencial. A medida, acreditam auxiliares da presidente, serviu para proteger o governo do escândalo e deixá-lo circunscrito ao território nacional e minimizar o desconforto com o episódio.

Filippi disse, em nota, que durante o pleito de 2010 manteve contato “de forma transparente com diversas empresas em busca de doações eleitorais, portanto legalmente registradas, incluindo o senhor Ricardo Pessoa”.

A revista “Veja” deste final de semana aponta que a delação premiada de Pessoa traz menção a pelo menos 16 políticos. Além de Dilma, o delator citaria a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 2006. De acordo com a publicação, a delação conta com 40 anexos com planilhas e documentos. Pessoa apontou ainda o repasse de R$ 250 mil a Mercadante; de R$ 15 milhões a Vaccari Neto e de R$ 3,2 milhões a Dirceu. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), recebeu R$ 2,6 milhões e o secretário de saúde do petista, R$ 750 mil.

(*Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo)