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Chuvas acima da média trazem fartura para o Sertão nordestino e elevam nível dos reservatórios

Acostumados a conviverem com a seca, o sertanejo está feliz da vida e agradecendo a Deus pelas chuvas abundantes. As chuvas que caíram este ano no Estado, elevaram o nível dos principais reservatórios, e proporcionaram uma colheita satisfatória. A fartura foi grande no sertão e a variedade de produtos está surpreendendo os agricultores. Alguns agricultores tiveram uma das melhores colheitas nos últimos 10 anos.

Na zona rural de Conceição, as chuvas abundantes favorecem a a diversidade da produção de produtos como batata, tomate, pimentão, cebola, jerimum entre outros. O agricultor Alécio Marques plantou quasse seis mil pés de tomates em sua propriedade, e já colheu mais de duas mil caixas do produto, gerando emprego, renda e qualidade de vida.

As precipitações este ano ficaram acima da média. Segundo os meteorologistas, no sertão da Paraíba, já choveu mais de 1.100 milímetros, 50% acima do esperado para a região. O resultado da chuvarada está no chão, com a colheita farta de diversos alimentos. A paisagem verde, as roças com milho e feijão, e os campos floridos, explicam a alegria do sertanejo. O agricultor Cícero Cabral destacou que o inverno deste ano foi um dos melhores dos últimos anos, e proporcionaram uma boa colheita na Região.

Além da fartura, os reservatórios estão cheios, e mais da metade deles está com volume acima dos 70%, como é o caso do açude Epitácio Pessoa em Boqueirão.

Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o Nordeste teve em maio deste ano teve o melhor nível de chuvas para o mês desde o início do monitoramento, que começou a ser feito em 2014.
No Sertão, quando a chuva vem, a paisagem muda completamente. O verde reflete no espelho das águas dos açudes que agora estão reabastecidos.

O meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Alexandre Magno, enfatizou que 2020 pode ser considerado como de chuvas normais acima da média, o que, inclusive, fez com que diversos reservatórios de água pudessem ter uma boa carga de água, incluindo o Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão.

Ainda de acordo com o meteorologista, apesar da redução gradativa dos volumes de chuva daqui pra frente, os meses anteriores foram satisfatórios, e há também uma expectativa sobre o mês de julho que possivelmente ainda ocorram chuvas acima da média, possibilitando ainda mais o volume de água em mananciais como o Rio Paraíba e o próprio açude de Boqueirão, quem sabe até chegando a sua capacidade máxima.

“As chuvas também foram bem abundantes e praticamente acima da média em toda região do Sertão e Alto Sertão, evoluindo o total hidrográfico que estava em torno de 15% a média, chegando hoje a mais de 70% da capacidade total das bacias hidrográficas da região”, pontuou.
O sertanejo fica admirando a paisagem e agradece a Deus pelas águas abundantes.

” É um presente que vem em forma de chuva para o povo trabalhador, que por muitas vezes tira do chão o seu sustento e agradece: “Obrigado meu Deus por tanta riqueza!”, agradeceu contente um agricultor.

Severino Lopes
PB Agora

 

 

Chuvas fazem 14 reservatórios sangrar na Paraíba

Dos 134 reservatórios monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), 14 estão sangrando. O açude São Gonçalo, no Sertão da Paraíba, transbordou nesta terça-feira (17) após nove anos. A barragem, localizada no município de Sousa, tem capacidade para 40 milhões de metros cúbicos.

Os outros reservatórios que estão transbordando são: Bom Jesus, no município de Carrapateiras; Lancha, em Aguiar; Pimenta, em São José de Caiana; Cachoeira dos Alves, em Itaporanga; São José, em São José de Piranhas; Jenipapeiro, em São José da Lagoa Tapada; Poço Redondo, em Santana de Mangueira; Cafundó, em Serra Grande; Cachoeira da Vaca, em Cachoeira dos Índios; Pedra Lisa, em Imaculada; Vazante, em Diamante; Catolé em Manaíra; São José 2, na cidade de Monteiro.

A Paraíba tem ainda 24 reservatórios com menos de 5% da capacidade. Outros 37 com menos de 20% e 60 reservatórios possuem volume superior a 20%.

Segundo previsão do tempo da Aesa, há possibilidade de chuvas em todo o estado, nas próximas horas, e as temperaturas ficam entre 21° e 34°C.

 

portalcorreio

 

 

44 açudes estão em situação crítica e três reservatórios ‘sangram’ na Paraíba

O volume de chuvas registrado na Paraíba nos últimos dias serviu para reduzir o número de açudes que estavam em situação crítica. De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 44 reservatórios ainda apresentam menos de 5% de sua capacidade hídrica.

Estão nessa situação, o açude Mãe d’Água, no município de Piancó, com 4,35% de seu volume total, e o reservatório Jatobá II, em Piancó, que está com 3,66% de sua capacidade hídrica.

A Aesa também informou que 39 reservatórios estão em observação por registrar menos de 20% de seu volume total.

Já 41 açudes registram mais de 20% de sua capacidade de armazenamento e três estão sangrando. São eles: Olho d’Água, em Mari, São José II, em Monteiro, e Araçagi.

paraiba.com.br

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Seca castiga a PB e 21 reservatórios já secaram totalmente

seca_no_nordesteO número de reservatórios em situação crítica na Paraíba aumentou neste ano. Dos 127 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Aguas do Estado (Aesa), 73 estão com menos de 5% do seu volume; outros 28 têm menos de 20% de seu volume total. Só em 26 reservatórios a situação não é tão grave – estão com sua capacidade armazenada superior a 20%. Não há registro de açude sangrando em 2017.

Na relação divulgada pela Aesa, há 21 açudes que estão completamente secos: Algodão, Algodão de Jandaíra; Bichinho, Barra de São Miguel; Escondido, em Belém do Brejo do Cruz;  Tapera, em Belém do Brejo do Cruz ; Campos, em Caraúbas; Cordeiro, no Congo ; Gurjão, em  Gurjão;  Cachoeira dos Alves, Itaporanga; Carneiro, em Jericó; Olivedos, em Olivedos; Ouro Velho,  em Ouro Velho; Caraibeiras, Picuí; Prata II, em Prata; Riacho dos Cavalos, em Riacho dos Cavalos; Serra Branca I, em Serra Branca; Jenipapeiro, em São José da Lagoa Tapada; São José IV, em São José do Sabugi; São Mamede, em  São Mamede; Novo II, em Tavares; Bastiana, em Teixeira, e  Riacho das Moças, em Teixeira.

Ainda de acordo com a Aesa, há alguns casos que chamam a atenção. Como e o caso do reservatório São José, em Monteiro. Em uma das regiões mais castigadas pela seca, no Cariri, o açude tem 65,86% de seu volume total.

A Capital paraibana e as cidades no entorno que são abastecidas por dois reservatórios  aparentemente continua saldo da crise hídrica. O reservatório de Marés  com capacidade superior  a dois milhões de metros cúbicos tem uma volume total de 1,2 milhão de metros cúbicos. Já o Gramame/Mamuaba tem 70,4% de sua capacidade armazenada. A barragem tem capacidade máxima (m3) de 56.937.000.

Confira a situação em cada reservatório.

clickpb

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Comitê diz que nível de reservatórios do Nordeste chegará a 7,5% no fim do mês

seca_na_pbO Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) estima que o nível de armazenamento nos reservatórios da Região Nordeste chegue a 7,5% no fim de novembro. No reservatório de Sobradinho, no norte da Bahia, a situação é mais grave e o nível deve chegar a 4%. Atualmente, o nível de armazenamento das represas na região está em 9,95% e, em Sobradinho, 6,76%.

Recentemente, a Agência Nacional de Águas (ANA) autorizou a redução da vazão mínimadas barragens de Sobradinho e Xingó (AL/SE), no Rio São Francisco, para 700 metros cúbicos por segundo (m³/s), o menor já adotado para os dois reservatórios.

“O CMSE destacou o papel fundamental dos reservatórios na mitigação dos riscos de indisponibilidade e de baixa qualidade da água aos usuários do Rio São Francisco, principalmente em situações de escassez como a vivenciada atualmente”, informou o comitê.

Para os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, a estimativa do CMSE é que cheguem ao fim do mês com 30,7% da sua capacidade. No Sul, o armazenamento deve ficar em 80,9% e, na Região Norte, em 13,7%.O CMSE avalia que o risco de déficit de energia no ano que vem é de 0,9% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste e de 0,1% para o Nordeste. Neste ano, o risco de déficit é de 0% nos dois subsistemas.

Chuvas O comitê também analisa as condições meteorológicas para verificar se há possibilidade de chuvas nas regiões onde ficam os reservatórios das hidrelétricas. De acordo com estudos dos ministérios de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia, continuam atuantes as condições de neutralidade no Oceano Pacífico Tropical, sendo mais provável o desenvolvimento de um episódio de La Niña de curta duração e fraca intensidade. “Nessas condições, todavia, é pouco provável que a situação oceânica no Pacífico exerça influência sobre as precipitações da atual estação chuvosa do Sudeste/Centro-Oeste.”

Segundo o CMSE, a expansão da capacidade instalada elétrica em 2016 totalizou 8.611 megawatts (MW,) já tendo ultrapassado o recorde de expansão anual anteriormente registrado para o sistema elétrico brasileiro (7.509 MW em 2014) antes do fim deste ano.



Agência Brasil

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Paraíba tem reservatórios cheios no litoral, mas 62 cidades racionam água

 (Foto: Taiguara Rangel/G1)
(Foto: Taiguara Rangel/G1)

Um total de 62 cidades paraibanas enfrenta racionamento no fornecimento de água, de acordo com dados da Cagepa. Além disso, outros 35 estão em situação de alerta e 29 já entraram em colapso, segundo o órgão, que abastece 197 das 223 cidades da Paraíba. No outro extremo deste quadro, o litoral do estado tem reservatórios com um volume de água que chega perto dos 100% da capacidade, o que faz com que os municípios paraibanos enfrentem situações bem distintas em relação ao abastecimento.

Os mananciais de Marés e Gramame/Mamuaba (que atendem a região da Grande João Pessoa e Litoral); Coremas e Mãe d’água (que atendem a região do Cariri e do Sertão) e Boqueirão (responsável pelo abastecimento de Campina Grandee mais 18 cidades) são os principais do estado e passam por situaçõs distintas. Ao todo, a Aesa monitora 103 reservatórios de água em todo o estado.

Coremas e Mãe d’água
Os reservatórios de Coremas e Mãe d’água estão localizados no município de Coremas, no Sertão da Paraíba, e, segundo a Cagepa, juntos são responsáveiss por abastecer as cidades de Cajazeirinhas, São Bentinho, Condado, Malta, São Jose Dos Pinharas, Patos, Cacimba De Areia, Quixaba, São Mamede, Várzea, São José do Sabugi, Santa Luzia, Passagem, Areia De Baraúnas, Salgadinho, Assunção, Pombal, Paulista, São Bento, Brejo Do Cruz e Catolé Do Rocha.

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Atualmente, segundo balanço da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), os reservatórios estão com 16,8% (Coremas) e 20,1% (Mãe d’água) de sua capacidade, o que representa  99.352.754 m³ e 114.102.886 m³ de água, respectivamente. A capacidade do manancial de Coremas é de 591.646.222 m³ de água e o de Mãe d’água 567.999.136 m³ de água. Cada 1m³ é equivalente a mil litros de água.

De acordo com o gerente de monitoramento da Aesa, Alexandre Magno, a situação ainda pode ficar pior nestes mananciais porque, segundo ele, o período de chuvas da região já passou e a perspectiva é de estiagem até o fim do ano. “Nesta região as chuvas só são esperadas novamente para o mês de dezembro. Até lá, tem que se segurar com o que tem. A menos que aconteça algo fora do previsto, mas a previsão é de estiagem”, explicou.

Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, está com baixo volume e preocupa  especialistas (Foto: Reprodução / TV Paraíba)Açude Epitácio Pessoa está com baixo volume
(Foto: Reprodução / TV Paraíba)

Boqueirão (Epitácio Pessoa)
O açude Epitácio Pessoa, mais conhecido como Boqueirão, fica localizado na cidade de mesmo nome, localizada na região da Borborema. O reservatório é responsável por abastecer Campina Grande e mais 18 cidades da região. A capacidade dele é de 411.686.287 m³, mas atualmente conta com apenas 71.122.389 m³ desse volume, o que representa 17,3%.

Por conta da pouca água em seu reservatório, Campina Grande passa atualmente por um período de racionamento, que vai das 17h do sábado até às 5h da terça-feira, todas as semanas. Em entrevista à TV Paraíba, o gerente regional da Cagepa em Campina Grande, Simão Almeida, afirmou que a ideia é aumentar o racionamento em dezembro, passando a ser de 84 horas. Ele afirmou ainda que, com o volume atual, a água que lá ainda resta, consegue atender à população até meados de 2017.

Já o diretor de operações da Cagepa, José Mota, afirmou que o órgão já contratou um flutuante para colocar em outubro no manancial. Segundo ele, quando se chega em um determinado volume, o equipamento apresenta alguns problemas para captar a água e aí se faz necessário colocar este flutuante.

Gramame/Mamuaba e Marés
Enquanto o Sertão, o Cariri, o Agreste e a Borborema sofrem com a falta de água, a situação no litoral é bem diferente. Os reservatórios Gramame/Mamuaba e Marés, que ficam nos municípios do Conde e João Pessoa, respectivamente, estão praticamente todos com sua capacidade quase cheia. O primeiro tem a capacidade de 56.937.000m³ de água e atualmente está com 100% de sua capacidade. Já o manancial de Marés,  que tem capacidade de 2.136.637 m³ de água, está atualmente com 2.088.779 m³, um percentual de 97,8%. Os reservatórios são responsáveis pelo abastecimento da Grande João Pessoa.

A atual situação se deve às fortes chuvas que caíram nos últimos dias na região. De acordo com a Cagepa, a população desta área não terá problemas de água pelos próximos meses. Porém, a Cagepa sempre ressalta que é importante que a população tenha consciência e economize o máximo de água possível.

Explicação da Cagepa
Apesar da situação crítica em alguns dos mananciais do estado, a Cagepa diz que está fazendo tudo que é possível para que a população da Paraíba não fique sem água. O diretor de operações da entidade, José Mota, ressalta que o órgão está há dois anos trabalhando para evitar que falte água para os paraibanos. Ele afirma também que todas as providências estão sendo tomadas no tempo certo.

“Faz mais de dois anos que nós estamos trabalhando para que não falte água, mas quando o açude seca completamente não podemos fazer água. Infelizmente dependemos das chuvas.  O governo da Paraíba também está fazendo várias adutoras de engate rápido, para solucionar este problema. Todas as providências foram tomadas no tempo certo. O problema é que já completou quatro anos sem chover bem e isso não cabe a nós”, finalizou.

 

G1

Estado em alerta: Reservatórios da Paraíba estão com 30% de água; Bacia Pinheiros tem menos de 8%

agua-para-todosO secretário de Recursos Hídricos da Paraíba, João Azevedo, alertou que os reservatórios de água do Estado estão com aproximadamente 30% da capacidade cheios.

Diante da estiagem e dos inúmeros problemas causados, como a morte de rebanhos e o desperdício de plantações, o secretário vê as obras de transposição do Rio São Francisco como a grande solução para essa questão que parece não se resolver.

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Os reservatórios no interior são os que mais sofrem com a falta de água. “A Bacia Pinheiros está com 6 ou 8% apenas da capacidade de armazenamento. É a que mais sofreu”, contou.

Azevedo afirmou que, para a transposição ter sucesso, é preciso que os municípios tenham 100% de esgotamento sanitário, caso contrário o esgoto pode acabar sendo despejado no canal do São Francisco. “Por isso fizemos projeto para cobrir 100% do esgotamento em 51 municípios e 11 já foram viabilizados”, explicou.

Pedro Callado