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Flamengo busca empate no último minuto do clássico contra reservas do Fluminense

fla fluFluminense e Flamengo ficaram no empate por 1 a 1 neste domingo, no estádio Kléber Andrade, em Cariacica (ES), em um clássico que servia apenas para definir os confrontos das semifinais da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca. As duas equipes, no entanto, entrarão nesta parte decisiva da competição sem muitas pretensões, pois já estão previamente classificados para as semifinais do Estadual.

Nos duelos da Taça Rio, no próximo final de semana, o Fluminense enfrentará o Botafogo e o Flamengo terá pela frente o Vasco. Mas o técnico Abel Braga se mostrou indiferente quanto ao adversário desta próxima fase e mandou a campo uma equipe repleta de reservas. Só o goleiro Diego Cavalieri e o lateral-esquerdo Léo da formação titular começaram o jogo.

As equipes fizeram uma partida bastante equilibrada, fraca tecnicamente. O Fluminense foi melhor no segundo tempo, especialmente quando ficou com um jogador a mais após a expulsão do lateral-direito Pará, do Flamengo. Abriu o placar com Wendel, mas levou o empate no último minuto com Willian Arão.

O Fluminense terá força máxima nesta quarta-feira, quando receberá o Liverpool, do Uruguai, no estádio do Maracanã, no Rio, na estreia pela Copa Sul-Americana. O Flamengo terá a semana livre para trabalhar antes do clássico contra o Vasco.

O JOGO – As primeiras chances da partida aconteceram graças a erros na saída de bola dos setores defensivos. O flamenguista Rafael Vaz foi quem primeiro vacilou. Lucas Fernandes avançou pela direita e cruzou na segunda trave para Henrique Dourado, mas o goleiro Alex Muralha saiu bem e fechou o ângulo. Depois foi a vez de Nogueira vacilar pelo Fluminense. Berrío cruzou rasteiro da direita e Diego caiu na área após chegada de Marquinho. O árbitro mandou o jogo seguir.

A sequência de erros não parou por aí. Márcio Araújo recebeu livre no meio de campo, levantou a cabeça e errou um passe de três metros. Henrique Dourado aproveitou o vacilo, avançou e bateu da entrada da área para boa defesa de Alex Muralha. Na sobra, Wendel arriscou, mas o goleiro salvou de novo.

O Flamengo respondeu com dois chutes de Diego. Na primeira tentativa, em cobrança de falta, a bola bateu na barreira. Na outra, o meia bateu cruzado e Diego Cavalieri mandou para escanteio. No último minuto, o time tricolor quase abriu o placar após cobrança de escanteio. Alex Muralha saiu mal do gol, Léo tocou de cabeça, mas o peruano Trauco salvou na linha.

O Fluminense foi superior no segundo tempo. A primeira boa chance veio em chute de fora da área de Lucas Fernandes, que Alex Muralha espalmou. Pouco depois, o time tricolor ficou com um a mais. Pará deu um chute em Lucas Fernandes e foi expulso.

Com um a mais, o Fluminense passou a pressionar. Léo obrigou Alex Muralha a salvar o Flamengo mais uma vez em chute de fora da área. E o gol saiu aos 37 minutos. Após cobrança de escanteio, Donatti cortou. Wendel aproveitou a sobra, dominou e bateu cruzado. A bola desviou em Rafael Vaz e entrou.

O Flamengo partiu para o tudo ou nada e também conseguiu seu gol em cobrança de escanteio. Aos 45 minutos, após bola na área, Willian Arão subiu sozinho no meio da zaga do Fluminense e mandou para as redes.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 1 x 1 FLAMENGO

FLUMINENSE – Diego Cavalieri; Renato (Osvaldo), Nogueira, Reginaldo e Léo; Luiz Fernando, Wendel e Marquinho; Maranhão (Richarlison), Henrique Dourado (Pedro) e Lucas Fernandes. Técnico: Abel Braga.

FLAMENGO – Alex Muralha; Pará, Donatti, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo, Willian Arão e Diego; Berrío (Cuéllar), Leandro Damião (Felipe Vizeu) e Cafu (Gabriel). Técnico: Zé Ricardo.

GOLS – Wendel, aos 37, e Willian Arão, aos 45 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Wendel, Nogueira, Luiz Fernando e Reginaldo (Fluminense); Donatti (Flamengo).

CARTÃO VERMELHO – Pará (Flamengo).

ÁRBITRO – Rodrigo Carvalhaes de Miranda.

RENDA e PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio Kléber Andrade, em Cariacica (ES).

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Gre-Nal eletrizante tem virada, gols de reservas e termina 2 a 2

Lucas Uebel/Gremio FBPA
Lucas Uebel/Gremio FBPA

Clássico Gre-Nal é um jogo ‘feio’, com poucas oportunidades e raros gols, certo? Errado. Neste sábado (04), tudo que se viu foi um jogo eletrizante, com virada, gols de reservas e placar empatado em 2 a 2. A sexta rodada do Gauchão deu um ponto a cada um e encheu de emoção as cadeiras da Arena.

O Grêmio foi amplamente superior no primeiro tempo. Abriu 1 a 0 e poderia ter virado com dois ou três na frente. Mas na segunda etapa, o Colorado virou em três minutos. Uma vez na frente, o Inter se retraiu e o Grêmio empatou novamente. Fernandinho e Roberson, que entraram na segunda etapa, foram muito responsáveis pelo resultado. Cada um balançou as redes rivais uma vez.
O resultado deixa o Grêmio na segunda colocação no Estadual com 11 pontos. Já o Inter vai a 7 pontos e é quarto colocado. O jogo antecedeu compromissos importantes por outras competições. Na quarta o Inter encara o Sampaio Corrêa pela Copa do Brasil. Na quinta, o Grêmio estreia na Libertadores contra o Zamora, na Venezuela.

Bolaños é destaque da partida

O equatoriano Miller Bolaños tem sua trajetória no Grêmio marcada por um clássico Gre-Nal. Foi no ano passado, quando um lance com William acabou na fratura de sua mandíbula. De novo contra o Internacional, desta vez foi o jogo para comemorar. Ele marcou o primeiro gol da partida e foi destaque técnico do jogo.

Carlos e Charles decepcionam em 45 minutos

Dos jogadores do Inter, dois se destacaram negativamente. Carlos e Charles mostraram em 45 minutos que não deveriam seguir no time. Com falhas ofensivas e defensivas, a dupla foi sacada por Antonio Carlos Zago antes que fosse ainda pior.

4 minutos e a primeira polêmica

Bolaños enfia para Pedro Rocha que vai driblar Paulão e cai. O zagueiro do Inter vinha de carrinho. Foi o suficiente para muita reclamação. Renato Gaúcho protestou com o bandeirinha, os jogadores do Grêmio cercaram Leandro Vuaden e nada foi marcado.

Grêmio na frente: Inter frequenta pouco o campo rival

Os 15 primeiros minutos foram de superioridade absoluta do Grêmio. Povoando o campo adversário, o Tricolor chegou perto de marcar em conclusão de Bolaños pelo lado direito. Danilo Fernandes pegou. Já o Colorado pareceu preso. D’Alessandro foi muito bem marcado e não conseguiu distribuir bons lances para Brenner e Carlos. Desta forma, frequentou pouco em condição de criação o campo rival. Quando teve sua melhor chance, aos 19 minutos, o Colorado deu espaço e sofreu o gol. Pedro Rocha encontrou Miller Bolaños, que colocou nas redes.

Zago, preocupado, trata de mudar o time

O Internacional não foi superior ao Grêmio um minuto sequer da etapa inicial. Dominado e atrás no marcador, o técnico Antonio Carlos Zago viu os jovens de sua equipe em jornada longe do ideal. Charles e Ortiz foram mal. Brenner pouco tocou nela. Carlos errou todos os lances que tentou. Desta forma, tratou de colocar os reservas no aquecimento ainda antes dos 30 do primeiro tempo. E trocou non intervalo.

Virada em três minutos com mão de Antonio Carlos

O empate do Internacional tem muito de Antonio Carlos Zago. Foi ele quem deu as primeiras oportunidades a Brenner e pediu a contratação de Roberson. Numa tabela entre os dois, o ex-gremista bateu rasteiro e a bola ainda bateu na trave antes de entrar. Com 10 minutos de segundo tempo, o Inter igualou o jogo. E três minutos depois, uma troca de passes rápidas acabou em Brenner, que encobriu Marcelo e virou o jogo.

Apertou? Chama o Barrios

Um minuto depois de levar a virada, o Grêmio promoveu a estreia de Lucas Barrios. O atacante vindo do Palmeiras entrou no lugar de Pedro Rocha e serviu para remobilizar a torcida, já abalada com o resultado. Em seu primeiro lance, o paraguaio quase marcou, de cabeça. Danilo Fernandes defendeu.

Fernandinho empata para o Grêmio

Fernandinho estava em campo há menos de 10 minutos e empatou o jogo. Debaixo de chuva, aproveitou-se da força do chute para vencer Danilo Fernandes, que falhou. Cortou da direita para o meio e bateu forte para empatar.

Corneta no sistema de som

Antes da partida e no intervalo, o sistema de som da Arena puxou a corneta ao Internacional. Acostumado a reproduzir apenas músicas bandar estrangeiras e rock como gênero predileto, as caixas de som do estádio gremista entoaram o hit ‘Arerê’ de Ivete Sangalo. Tudo porque no refrão os aficionados mudavam a letra para “Arerê, o Inter vai jogar a Série B”.
FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 2 X 2 INTERNACIONAL
Data e hora: 04/02/2017 (Sábado)
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Lúcio Beiersdorf Flor e José Eduardo Calza
Renda: R$ 1.909.003,00
Público: 45.903
Cartões amarelos:  Michel (GRE), Bolaños (GRE), Luan (GRE), Pedro Geromel (GRE); Léo Ortiz (INT), Paulão (INT), D’Alessandro (INT), Charles (INT), Nico López (INT), Anselmo (INT);
Gols: Bolaños, do Grêmio, aos 21 minutos do primeiro tempo; Roberson, do Inter, aos 10 minutos do segundo tempo; Brenner, do Inter, aos 13 minutos do segundo tempo; Fernandinho, do Grêmio, aos 23 minutos do segundo tempo;
GRÊMIO
Marcelo Grohe; Léo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Michel (Fernandinho), Jaílson (Lincoln), Ramiro e Miller Bolaños; Luan e Pedro Rocha (Barrios).
Técnico: Renato Gaúcho
INTERNACIONAL
Danilo Fernandes; William, Léo Ortiz, Paulão e Carlinhos; Rodrigo Dourado, Charles (Roberson), Uendel e D’Alessandro; Carlos (Nico López) e Brenner (Anselmo).
Técnico: Antonio Carlos Zago
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Brasil tem reservas suficientes para lidar com a alta do dólar, diz Dilma

dilma-rousseffA alta da cotação do dólar preocupa a presidenta Dilma Rousseff porque, segundo ela, existem empresas brasileiras com dívidas em moeda norte-americana. Entretanto, a presidenta ressaltou que o país tem reservas suficientes para lidar com essas oscilações do dólar.

“O Brasil hoje tem reservas suficientes para que não tenhamos nenhum problema, nenhuma disruptura por conta do dólar”, afirmou Dilma em entrevista à imprensa após a reunião do G4 –  Brasil, Índia, Alemanha e Japão -, que discutiu a reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas. em Nova York.

A presidenta lembrou a atuação do Banco Central no leilão de dólar no mercado futuro, operação conhecida como swap, para conter a alta do dólar. “O governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central teve ao longo do final da semana passada”, disse a presidenta.

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Nesta semana, pela primeira vez desde a criação do real, o dólar fechou acima dos R$ 4. Na terça-feira (22), o dólar comercial subiu R$ 0,073 (1,83%) e encerrou sendo vendido a R$ 4,054. O recorde anterior correspondia a 10 de outubro de 2002, quando a cotação tinha fechado em R$ 3,99. Na sexta-feira (25), ele fechou sendo vendido a R$ 3,976.

 

 

Agência Brasil

Com reservas, galo vence, volta ao G-4 e deixa verdão em alerta

atleticoNo último jogo do Palmeiras como mandante no Pacaembu, antes da inauguração de sua nova Arena, quem fez a festa foi o Atlético-MG. Ou melhor: o time reserva do Atlético-MG. Priorizando a final da Copa do Brasil, o técnico Levir Culpi poupou seus titulares e mandou a campo uma equipe que mesclava jogadores experientes, como Pierre e Leandro Donizte, com alguns bons garotos formados na base do Galo, como Dodô e Marion. Deu certo.

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Sólido na defesa e letal nas bolas paradas e contra-ataques, o Atlético-MG venceu o Palmeiras por 2 a 0, chegou a 57 pontos e chegou à terceira colocação. Não há como sair do G-4 nesta rodada, já que só poderá ser ultrapassado por Grêmio ou Inter, que se enfrentam. O Verdão, que havia aberto cinco pontos do Z-4, pode ver essa distância cair para apenas dois neste domingo, caso o duelo catarinense entre Figueirense e Chapecoense termine empatado, e o Vitória vença o São Paulo em Salvador.

O público pagante na despedida do Palmeiras do Pacaembu foi de 24.368 pessoas (26.630 no total), com renda de R$ 602.520. O time alviverde saiu vaiado de campo.

Na quarta-feira, o Atlético-MG inicia a decisão da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, no Independência. Pelo Brasileirão, recebe o Figueirense, domingo, também no Horto. Já o Palmeiras, no mesmo dia, faz o clássico Choque-Rei contra o São Paulo, no Morumbi.

Pedro Botelho e Valdivia, Palmeiras x Atlético-mg (Foto: Marcos Bezerra / Agência Estado)Pedro Botelho e Valdivia, em lance de Palmeiras x Atlético-MG (Foto: Marcos Bezerra / Agência Estado)

O jogo

O Palmeiras teve a semana inteira para treinar para este jogo e, entre seus principais jogadores, só não tinha o zagueiro Lúcio (com uma virose) e o volante Wesley (suspenso). Mesmo assim, parecia um catadão em campo, sem entrosamento. Valdivia, muito bem marcado, era o único que conseguia produzir algo de útil. Na melhor oportunidade, deixou Henrique na cara do gol, logo aos oito – o atacante driblou Victor, mas falhou na finalização. Com seu time reserva, o Atlético-MG, com quatro volantes, apostava nos contra-ataques e nos lances de bola parada. Dodô teve duas chances em cobranças de falta – na primeira, mandou direto para o gol e viu Prass fazer bela defesa; na segunda, cruzou na medida para o zagueiro Tiago marcar de cabeça. Festa do Galo B e apreensão dos palmeirenses no Pacaembu, que vaiaram o time na saída para o intervalo.

No segundo tempo, Dorival voltou com Diogo e Mouche nos lugares de Allione e Mazinho, e o Palmeiras ensaiou uma pressão. Chegou a ter 58% da posse de bola e jogar inteiro no campo de ataque. Valdivia continuou sendo o mais lúcido. Faltava a ele uma boa companhia. Ao Galo, sobravam força defensiva e velocidade nos contra-ataques. Foi num lance assim que o time mineiro matou o jogo, com Dodô. O garoto de 20 anos iniciou a jogada e chegou na frente para concluir com estilo, dando um drible desmoralizante no volante Renato.

 

Globoesporte.com

Com reservas, Fla faz 5 no Cabofriense e ergue Taça Guanabara

(Foto: Guilherme PInto / Agência O Globo)
(Foto: Guilherme PInto / Agência O Globo)

Dono da melhor campanha da fase classificatória do Campeonato Carioca, o Flamengo se deu ao luxo de entrar em campo neste domingo com uma equipe reserva para a última rodada. Ainda assim, o time rubro-negro empolgou a torcida no Maracanã com uma vitória por 5 a 3 antes de levantar a Taça Guanabara.

Depois da derrota em La Paz para o Bolívar no meio de semana, o técnico Jayme de Almeida deu descanso aos principais jogadores de linha – somente o goleiro Felipe começou a partida contra a Cabofriense. Os reservas, contudo, não demoraram a mostrar serviço e abriram uma vantagem de 3 a 0 no primeiro tempo. Alecsandro inaugurou a contagem cobrando pênalti aos 16min, Paulinho fez o segundo aos 23min e Lucas Mugni anotou o 3 a 0.

 

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Já na etapa final, logo no primeiro minuto, Luiz Antônio fez o quarto gol rubro-negro. Eberson descontou para a Cabofriense marcando duas vezes, aos 13min e aos 17min. No entanto, o Fla fez o quinto gol com Alecsandro, aos 19min, e esfriou a reação dos visitantes. Fabrício Carvalho marcou o terceiro da Cabofriense e deu números finais ao marcador.

 

Apesar da derrota, a Cabofriense será o rival do Flamengo nas duas partidas da semifinal. O Boavista até venceu o Resende por 1 a 0 e se igualou em pontos (25), mas terminou atrás no saldo de gols e ficou fora da zona de classificação.

 

As semifinais do Campeonato Carioca serão realizadas em partidas de ida e volta – o Flamengo, por ter melhor campanha, avança à decisão caso obtenha dois resultados iguais. A primeira perna da disputa será nesta quarta-feira, enquanto o confronto decisivo está programado para domingo.

Terra

Uso das reservas extrativistas divide opiniões de acreanos

XapuriVinte e cinco anos depois do assassinato de Chico Mendes, as reservas extrativistas idealizadas por ele são um diferencial de áreas preservadas em meio a desmatamentos e longos pastos para a criação de gado. O modo de vida nesses locais não mudou muito: a simplicidade é a característica mais marcante.

Inspiradas no modelo das terras indígenas, que pertencem a União, as reservas extrativistas têm o objetivo de manter a floresta em pé extraindo dela produtos que possam ser comercializados, como o látex da seringueira, a castanha, o óleo de copaíba, o coco do babaçu e o açaí.

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Chico Mendes não chegou a ver o sonho realizado, pois a primeira reserva só foi criada oficialmente em 1990. Com quase 1 milhão de hectares, a Reserva Chico Mendes, em Xapuri, foi a primeira das 12 existentes no Acre.

Nela, todos os dias, no início da manhã, Raimundo Mendes Barros, conhecido como Raimundão e primo de Chico Mendes, percorre as três estradas que possui no Seringal Floresta. Ele risca as 150 seringueiras e deixa os potes colher o leite. No fim da tarde, depois de cuidar da roça e dos animais, volta para recolher o látex.

Raimundão chega a tirar 10 quilos do produto por dia, que vende a quase R$ 8 para uma cooperativa. O destino do látex é a fábrica de preservativos Natex, instalada em Xapuri, que absorve praticamente toda a produção dos seringueiros. Além do látex, tem a castanha. “A castanha começa um preço e aí, na medida em que vão aparecendo outros mercados, vão colocando mais R$ 0,50, R$ 1 e ela vai subindo. Temos a expectativa que ela vá chegar a R$ 25, R$ 30 [a lata com 10 quilos].”

Em palestra no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), em maio de 1988, Chico Mendes explicou como seria o funcionamento das reservas. “Não queremos transformar a Amazônia em um santuário. O que não queremos é a Amazônia devastada”, defendeu na época. Chico Mendes tinha a convicção de que as reservas extrativistas tornariam a região economicamente viável.

“Temos certeza de que, com as reservas extrativistas, a Amazônia, no prazo de dez anos, se transformará em uma das regiões economicamente viáveis tanto para o Brasil como para o mundo porque nós temos muitas riquezas ali escondidas que até hoje não foram comercializadas”, disse aos estudantes da USP.

Mais de duas décadas após sua morte, as certezas de Chico Mendes dividem opiniões no Acre. A prática do manejo florestal, com a retirada seletiva de árvores adultas, e o modelo adotado pelos sucessivos governos acrianos para explorar a produção extrativista são criticados pelo historiador e professor da Universidade Federal do Acre Gerson Albuquerque. Filho de seringueiros, ele acredita que o legado de Chico Mendes está sendo distorcido.

“A questão não é econômica. A viabilidade é cultural. Eles [os extrativistas] provaram várias vezes que dentro da floresta produzem viabilidade cultural, quer o mercado aceite ou recuse. Agora, a reserva extrativista provou, mais de uma vez, que é viável, desde que o estado não interfira, desde que o estado vá lá dizer o que pode ou não fazer”, ressaltou Gerson Albuquerque.

Ele acrescentou que o governo tente impor aos extrativistas o que deve e o que não deve ser cultivado. “Que o estado não vá lá dizer que se não produzirem a pimenta longa não terá recurso no banco. Se não produzirem pupunha não terão recursos. Se não retirarem a madeira não terão recursos. Quando o estado faz isso, os obriga a fazer concessões e aí buscar viabilidade econômica”, disse.

Já o secretário de Meio Ambiente do Acre, Edgar de Deus, defende o modelo e lembra que o mercado impõe regras e organização na oferta dos produtos, inclusive os retirados da floresta. Segundo ele, apesar do crescimento do rebanho bovino e do manejo florestal, o estado tem reduzido os índices de desmatamento.

“Lógico que quando a gente vai pensar em um processo de desenvolvimento lá para um reserva extrativista [é necessário considerar] que estamos em um mundo capitalista e não socialista, temos regras de mercado e temos que trabalhar nessa perspectiva. Tirar esse povo da miséria secular que ele vem vivendo”, frisou o secretário.

Edgar de Deus ponderou que o modo de vida dos extrativistas é respeitado quando o governo do Acre abre possibilidades de uso de recursos para a produção. “Mas temos que ter uma perspectiva de mercado. Quando se extrai a castanha, se extrai a borracha, produz uma camisinha, você está visualizando uma perspectiva de mercado sem, no entanto, perder o elo principal que é o [o aspecto] cultural dessas populações”, argumentou.

 

 

agenciabrasil

Com brilho de Neymar e reservas, Brasil massacra Austrália em Brasília

O ambiente esteve longe de parecer o da Copa das Confederações, mas a Seleção Brasileira manteve o bom futebol apresentado na conquista de junho e atropelou a Austrália por 6 a 0 no Estádio Mané Garrincha, neste sábado, em Brasília. O time comandado por Felipão construiu a vitória ainda no primeiro tempo com três gols e poderia ter feito muito mais em um rival que, apesar de classificado para a Copa de 2014, mostrou extrema fragilidade.

Dupla Bernard e Jô, que deu Libertadores para o Atlético-MG, teve atuação destacada no confronto Foto: Getty Images
Dupla Bernard e Jô, que deu Libertadores para o Atlético-MG, teve atuação destacada no confronto
Foto: Getty Images

 

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Com o estádio de R$ 1,5 bilhão com vários clarões nos setores de valores mais caro e um público de 40.996 em um total de 70 mil ingressos disponibilizados, a Seleção encontrou um gramado ainda não perfeito, mas em melhores condições do que na estreia do Brasil na Copa das Confederações contra o Japão e nos jogos seguintes, principalmente de equipes cariocas. Fechado por duas semanas, o campo passou por tratamento intensivo.

 

Mas diante de um adversário jogando fechado, mas vazado logo aos 7min, o gramado pouco atrapalhou a evolução de um time muito modificado em relação ao da Copa das Confederações. Com Daniel Alves, Oscar, Hulk e Fred machucados, Felipão observou Maicon, Ramires, Jô e Bernard. Pressionado pelo treinador a mostrar serviço para garantir uma vaga no grupo de 2014, eles não decepcionaram.

 

Saiu da dupla que levou o Atlético-MG à conquista da Libertadores os dois primeiros gols. Em um duelo praticamente de ataque contra defesa, logo aos 7min Neymar virou a bola para Bernard, que acertou a trave em um chute forte. Na sobra, Jô aproveitou de primeira e deixou a Seleção na frente.  Em rápido contra-ataque aos 33min, o Brasil conseguiu aumentar: Paulinho roubou bola, Maicon tocou para Bernard, que cruzou na medida para Jô fazer o segundo na partida.

 

A Austrália teve em uma sequência de escanteios seu maior brilho durante a partida. Em resposta, Neymar enfileirou adversários em uma jogada em que quase marcou um gol de placa e fez o terceiro. Desta vez foi Ramires, que ficou fora da Copa das Confederações após entrar em polêmica por uma dispensa por lesão em março, quem brilhou com um lançamento em profundidade que deixou ao atacante do Barcelona apenas a tarefa de tocar na saída de Scwarzer. Com 35min, o Brasil definiu um jogo e teria o segundo tempo apenas para treinar.

 

Satisfeito com o rendimento do time, Felipão apenas fez uma alteração no intervalo por nova contusão, desta vez de Marcelo. Maxwell entrou em seu lugar e não demorou a construir o quarto gol. Ele cruzou na cabeça de Ramires, que mesmo sendo baixinho ganhou dos grandalhões australianos para testar forte.

Neymar também jogou bem e fez um dos gols da goleada brasileira Foto: Reuters
Neymar também jogou bem e fez um dos gols da goleada brasileira
Foto: Reuters

 

A presença do volante do Chelsea no ataque com constância é resultado de um teste realizado por Felipão. Com Luiz Gustavo preso na cabeça-de-área, Paulinho ganhou mais liberdade e formou ao lado de Ramires uma segunda linha com mais liberdade para atacar. Bernard pela direita e Neymar pela esquerda serviam de apoio para Jô em um esquema que, pelo menos diante da frágil Austrália, teve aprovação e eficácia.

 

Com o jogo definido, Felipão iniciou uma série de alterações com as entradas de Hernanes, Alexandre Pato e Lucas, que vem perdendo espaço gradativamente no grupo. Duas das mexidas funcionaram bem aos 26min: Hernanes deu excelente passe para Neymar, que cruzou para Alexandre Pato, em retorno à Seleção Brasileira, fazer o quinto gol brasileiro. Houve ainda tempo para Luiz Gustavo, um dos jogadores mais eficientes desde a Copa das Confederações, fazer o sexto da Seleção Brasileira aos 38min.

 

O Brasil eleva o nível de teste na próxima terça-feira, quando enfrenta Portugal em Boston. Os portugueses jogam desfalcados de Cristiano Ronaldo, mas irão oferecer mais resistência do que os frágeis australianos. Em outubro, a Seleção viaja a China para enfrentar a Zâmbia e encara a Coreia do Sul. Em novembro, os amistosos devem ser nos Estados Unidos,  restando apenas uma data em março para jogo antes da convocação para a Copa.

 

Terra

Reservas do Galo mostram força e batem Timão no Pacaembu

Rever e Guerrero disputam a bola no Pacaembu. Atleticano leva a melhor (Foto: Marcos Ribolli)
Rever e Guerrero disputam a bola no Pacaembu. Atleticano leva a melhor (Foto: Marcos Ribolli)

Time que quer ser campeão da Taça Libertadores precisa de elenco, e isso o Atlético-MG tem de sobra. Mesmo com apenas três titulares em campo, o Galo mostrou sua força dentro do Pacaembu, venceu o Corinthians por 1 a 0 e ganhou ânimo extra para a decisão continental contra o Olimpia, a partir da próxima quarta-feira. O gol de Rosinei no primeiro tempo foi o resultado de uma tática perfeita do técnico Cuca, que só explorou contra-ataques e saiu vitorioso.

A vitória levou o Atlético à nona posição, com dez pontos, com uma tranquilidade maior na tabela do Campeonato Brasileiro. O Corinthians, com nove, é 12º, longe do pretendido pelo técnico Tite.

Os desfalques custaram caro, já que o Timão pecou na armação de jogadas e perdeu muitas oportunidades. Sem Danilo, Douglas, Emerson e Renato Augusto, os responsáveis pela criação foram Ibson, Alexandre Pato e Romarinho. Só o último mostrou alguma coisa, mas insuficiente para dar frutos no Pacaembu.

A derrota não abala a programação do Corinthians para a próxima quarta-feira, quando enfrenta o São Paulo no mesmo Pacaembu, pelo segundo jogo da final da Recopa Sul-Americana – o Timão venceu a primeira partida por 2 a 1. No mesmo dia, o Galo enfrenta o Olimpia, em Assunção.

 

Pressão corintiana, gol do Galo

Nem parecia que o Corinthians tinha quatro desfalques importantes no setor ofensivo. Romarinho começou bem, e a equipe de Tite soube explorar os espaços deixados pela desentrosada defesa do Galo e criou ótimas chances – o próprio Romarinho apareceu na área e quase fez um golaço após drible entre as pernas de Junior Cesar. Abertos pelos lados, Alexandre Pato e Ibson também mostraram dinamismo.

O gol parecia questão de tempo, já que o Timão comandou o ritmo por quase todo o primeiro tempo e avançou até com seus volantes. Ralf, por exemplo, arriscou um chute por cobertura e exigiu defesa difícil de Victor. O goleiro era um dos três titulares do Atlético em campo, ao lado de Bernard e Réver – o restante foi poupado para a final da Libertadores contra o Olimpia, quarta-feira.

Pelos pés de Bernard passaram os poucos lampejos do Galo. A diferença é que um desses raros ataques foi certeiro, bem diferente dos frequentes gols perdidos pelo Corinthians. Aos 35 minutos, o meia fez o que quis pela esquerda e deu passe para Rosinei marcar na saída de Cássio: 1 a 0, e com gol de ex-corintiano, que optou por não fazer festa.

A mudança de placar não alterou o ânimo da torcida do Corinthians nem o volume de jogo da equipe. No entanto, novas oportunidades foram se perdendo com Guerrero, Romarinho, Pato… Apesar de jogar bem melhor, o Timão foi castigado pela eficiência do mistão do Galo no primeiro tempo.

Desorganização custa caro

Satisfeito com a vantagem, o Atlético voltou bem tranquilo para o segundo tempo, apenas esperando a pressão corintiana para tentar aproveitar algum contra-ataque. A única boa chance foi com Rosinei, que errou um peixinho na pequena área e perdeu a oportunidade de ampliar o placar.

Do lado do Corinthians, o desespero aumentava a cada minuto. Menos organizado do que no primeiro tempo, o meio-campo abusou dos chutões. Ibson caiu de produção, Pato também (o atacante até foi vaiado quando deixou o gramado, substituído por Léo), e as jogadas começaram a ficar mais difíceis. A bola “queimou” até nos pés dos mais experientes. Os mais de 32 mil torcedores no Pacaembu perceberam o mau momento e se irritaram a cada passe errado.

Quando as coisas davam certo, Victor estava no gol para tirar qualquer esperança corintiana. Herói da classificação do Galo para a final da Libertadores, o goleiro parou uma cabeçada de Pato e foi seguro em todos os outros lances.

Os reservas da equipe mineira deram conta do recado e moral ainda maior para a decisão continental. Os titulares do Corinthians precisam abrir o olho antes de outra final: a da Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo, também na quarta-feira.

 

 

Globoesporte.com

Abel prioriza Libertadores e quer escalar reservas até no Brasileiro

O Dia
O Dia

O Fluminense foi até a semifinal da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca, sem temer escalar só reservas em alguns jogos. E a medida será aplicada mesmo no Campeonato Brasileiro, caso o time esteja na Libertadores até maio. Ser campeão continental é o maior objetivo de tudo que tem sido feito no clube neste ano.

 

“Não adianta, a Libertadores é a competição que priorizamos”, falou Abel Braga. “Se chegar um determinado momento no Brasileiro em que precisarmos poupar jogadores, faremos isso”, antecipou o treinador.

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A partir de agora, os titulares só serão usados frequentemente no Estadual porque, após o jogo de quarta-feira contra o Huachipato, o próximo compromisso na Libertadores será apenas em 10 de abril. “Agora vamos ter uma calma para a Libertadores. Por isso, vai jogar a equipe que está jogando agora mesmo”, afirmou o técnico.

A eliminação na semifinal do primeiro turno do Carioca não faz Abel Braga nem cogitar estar errado em seu projeto, até porque ficou entre os dois melhores de seu grupo mesmo abdicando da força máxima diversas vezes. “Aqui, não mudamos nosso planejamento por causa de resultado”, argumentou.

“O que fizemos até agora foi certo. A equipe mostrou que é forte e está muito bem fisicamente. Contra o Vasco, todos mostraram disposição, não teve cansaço, teve superação, o que é mais importante”, completou Abel, rebatendo declarações dadas até por Fred, que antes do clássico de sábado se disse cansado ao reclamar do calendário do futebol brasileiro.

 

 

iG

Zizao brilha, mas reservas do Timão vacilam e empatam com o Paulista

Sem os campeões mundiais em campo, uma outra estrela do Corinthians brilhou neste domingo, em Jundiaí, na estreia do time no estadual. É bem verdade que o resultado não foi o melhor possível, porém, Zizao mostrou que pode ser mais do que uma jogada de marketing. Com uma grande jogada dele e gol de Giovanni, os reservas do Corinthians abriram vantagem, mas permitiram que o Paulista chegasse ao empate por 1 a 1 a dez minutos do fim.

A má atuação do chinês e de toda a equipe no primeiro tempo deu lugar a um lance de efeito que rendeu gritos de “jogadaça” de um Tite supreso e empolgado no banco de reservas. O chinês passou por um marcador, pedalou sobre outro na linha de fundo e tocou na medida para Giovanni completar para o gol. Faltou maturidade para controlar o resultado. Em vacilo da defesa, João Henrique igualou.

Esta foi apenas a segunda partida de Zizao desde que foi contratado, no início do ano passado, a primeira como titular. Em outubro, ele atuou por apenas 11 minutos contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão. Agora, vive a expectativa de ter uma sequência, já que os titulares ainda estão em pré-temporada e não devem ser utilizados tão cedo no estadual.

Na próxima rodada, o Corinthians, ainda sem Alexandre Pato e as outras estrelas que conquistaram o Mundial de Clubes, recebe a Ponte Preta, quarta-feira, às 17h, no Pacaembu. Já o Paulista visita o XV de Piracicaba, quinta-feira, às 19h30m, no estádio Barão de Serra Negra.

Zizao na partida do Corinthians contra o Paulista (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)Zizao, na partida do Corinthians contra o Paulista, em Jundiaí (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)

Sono, muito sono em Jundiaí
Nervosismo da estreia, calor excessivo no interior de São Paulo, falta de entrosamento…a desculpa pode ser qualquer uma dessas. Paulista e Corinthians iniciaram o estadual com uma péssima atuação na primeira etapa. Os goleiros Richard e Julio Cesar só foram acionados em lances de pouco perigo e em reposições de bola.

A expectativa de ver Zizao em campo mexeu com a Fiel, presente em bom número no estádio Jayme Cintra. A cada vez que tocava na bola, o meia-atacante tinha o nome gritado pelos alvinegros que o transformaram em ídolo sem ao menos fazer um gol. O chinês atuou no mesmo nível de todo o restante da equipe formada por reservas em busca de espaço com o técnico Tite: mal. Muito mal.

Aberto pelos lados, Zizao até que começou bem, acertando um belo passe para Edenílson cruzar na linha de fundo e a defesa afastar. No entanto, sucumbiu com a baixa produtividade e o excesso de passes errados. No mais, se atrapalhou com a bola em alguns lances, como ao tentar passar o pé sobre a bola e dá-la de presente a um adversário.

O Paulista não conseguiu tirar proveito da lentidão e da presença dos garotos do Timão. O clube do interior apostou nos contra-ataques para ficar em vantagem, porém, só teve no lateral-esquerdo Correia alguma força para chegar à frente. Chances reais de gol? Nenhuma, dos dois lados.

E dá-lhe chinês!
O Corinthians voltou para o segundo tempo com a ordem de Tite para tocar mais a bola na tentativa de chegar ao ataque. O time obedeceu nos primeiros minutos e passou a controlar a partida. Aos cinco, enfim, uma oportunidade real de marcar. Weldinho arriscou de longe, a bola mudou de direção, e Richard precisou socá-la.

A nova postura corintiana fez Zizao acordar. Ainda jogando pelos lados, o chinês foi o responsável por colocar o clube da capital na frente no placar, aos 13 minutos. Em velocidade pela esquerda, ele driblou um marcador, pedalou sobre outro e cruzou rasteiro para Giovanni apenas empurrar para o gol.

A desvantagem fez o técnico Giba mexer no setor ofensivo do Paulista. A mudança surtiu efeito e a equipe passou a chegar mais vezes. Aos 35, contando com um erro de posicionamento da defesa corintiana, João Henrique recebeu em velocidade na área e tocou rasteiro na saída de Julio Cesar para empatar.

Nos minutos finais, os donos da casa se arriscaram em busca da virada, mas pouco produziram. Ao Timão faltou fôlego. Romarinho, a estrela de uma equipe de garotos, nada fez para recuperar a vantagem no placar. Léo ainda perdeu um gol cara a cara com Richard nos acréscimos. Empate com gosto de vitória, para Zizao.

Romarinho na partida do Corinthians contra o Paulista (Foto: Alex Silva / Ag. estado)Romarinho era uma das poucas caras conhecidas do Timão em Jundiaí (Foto: Alex Silva / Ag. estado)
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