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Paraibano, Renan da Resenha foi alvo de preconceito em emissoras

O que era apenas uma brincadeira se tornou coisa séria e o paraibano de Nova Floresta, Renan da Resenha, se tornou um dos maiores youtubers do Brasil. O humorista foi entrevistado pelo jornalista Heron Cid, no programa Frente a Frente, da TV Arapuan, onde revelou bastidores das suas “resenhas” e o preconceito que sofreu por ser nordestino.

Em um ano e meio, Renan já gravou 600 vídeos, acumula quase 144 mil seguidores no Youtube e outros 318 mil no Instagram. São mais de 70 milhões de visualizações em suas redes sociais.

Como humorista, Renan da Resenha já fez testes na TV Globo e participações em programas da Rede Record e SBT.

“Já sofri preconceitos por ser nordestino. Um diretor me falou que eu falava muito arrastado e que hoje as coisas são mais modernas. Eu discordei. Ele disse que tinha uma oportunidade para mim, mas que eu precisaria de uma reformulação. Não topei”, revelou.

As resenhas começaram via WhatsApp em áudios compartilhados com amigos sobre as “farras do final de semana”, por exemplo. “E o pessoal me respondia: recebi teu áudio em Cajazeiras, recebi em um grupo de Pernambuco”, contou.

O paraibano percebeu que fazia sucesso quando um de seus áudios chegou às mãos da cantora Solange Almeida. Apostando nas redes sociais, somente na noite em que estreou no Youtuber ele conseguiu atrair 1.500 seguidores.

Entre os humoristas que o inspiram está o também paraibano Nairon Barreto, o famoso “Zé Lezim”. Já entre os famosos que curtem o humor feito por Renan está a cantora Cláudia Leitte.

“É uma loucura, porque a minha vida mudou completamente. Peço a Deus sabedoria para não me iludir com as coisas do mundo”, frisou.

A produção começou de forma simples, pelo celular. Renan era o produtor, editor, ator e algumas vezes contava com o apoio da irmã como cinegrafista.

“Amo nosso Nordeste e nossa cultura muda muito em um pequeno espaço. Procuro buscar inspirações nas coisas do dia a dia”, afirmou.

De vendedor de rapadura a fenômeno nas redes sociais

Renan da Resenha é fenômeno nas redes sociais

Aos 10 anos, Renan perdeu o pai em um acidente de carro. Para garantir a renda da família, a mãe vendia roupas para amigas.

Com 15 anos, o humorista começou a vender CDs para seus colegas na escola. Posteriormente, ele passou a vender rapadura de Picuí nas feiras de João Pessoa. Comemorou ao conseguir vender 20 caixas de uma única vez, mas também enfrentou preconceitos.

Ele ainda trabalhou como vendedor de feijão, veículos e foi assessor parlamentar. Em certo momento se viu envolvido com a política. “Meu avô foi prefeito de Nova Floresta e eu me vi seduzido pela política, participei de campanhas eleitorais”, contou.

Durante a entrevista ele revelou que pretende seguir os passos do seu ídolo, Nairon Barreto, e fazer humor pelos próximos 30 anos. Ele garantiu honrar o nome da Paraíba “com muito amor”.

MaisPB

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Na berlinda, Renan tece elogios a Temer e se fortalece na liderança da bancada

Às vésperas de uma reunião que pode retirá-lo da liderança do PMDB do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) distribui afagos a Michel Temer e à bancada do partido. Em discurso na tribuna nesta segunda-feira, 29, Renan poupou o governo de suas críticas recorrentes e preferiu cumprimentar o presidente.

“Cumprimento o presidente Michel Temer pela nomeação de um ministro da Justiça digno do nome, que pode exercer nesse momento difícil papel de interlocução na vida nacional”, afirmou em referência a recente nomeação de Torquato Jardim para a pasta da Justiça.

Renan também agradeceu a visita de Michel Temer ao seu Estado. “Agradeço ao presidente da República por sua ida a Alagoas num momento em que os alagoanos se desesperavam com a enchente. Acredito que a significativa visita terá um desdobramento satisfatório para corrigir injustiças contra o povo alagoano”, disse.

Dessa maneira, o líder da bancada ameniza a crise interna do partido e afasta a possibilidade de ser destituído do cargo em prol da ascensão do paraibano Raimundo Lira (PMDB-PB) para o cargo.

Estadão

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Lava Jato prende lobista acusado de pagar propina de US$ 6 mi a Renan

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (23) a 38ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Blackout. Foram cumpridos, no Rio de Janeiro, 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva por crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros. Os principais alvos da nova etapa são os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho, apontados como operadores financeiros ligados ao PMDB. Os dois foram presos nesta manhã.

Ainda não foram detalhados os motivos das prisões. Em sua delação premiada, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse que Jorge Luz pagou US$ 6 milhões em propina ao atual líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), ex-presidente do Senado. “(Jorge Luz) foi o operador que pagou os US$ 6 milhões da propina da sonda Petrobras 10.000, foi o encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros”, declarou ao juiz Sérgio Moro em abril do ano passado. A propina, segundo ele, foi repassada na época da contratação do navio-sonda, em 2006.

Engenheiro e empresário, Jorge Luz é apontado pela Lava Jato como um dos principais agentes do esquema de corrupção na Petrobras e na Eletronuclear. “O Jorge é um lobista dentro da Petrobras desde sempre. Eu vim a conhecê-lo quando ocorreu aquele fato de ter que ter apoio do PMDB para eu continuar na diretoria”, disse em depoimento o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, em sua delação premiada. Sua atuação também foi destacada por Fernando Soares (Baiano), outro lobista que atuava em favor do PMDB e que também virou delator.

No processo-mãe da Lava Jato, Jorge Luz é citado pelo procurador-geral da República como importante peça na engrenagem do esquema de corrupção. Segundo o procurador, Luz prometeu US$ 40 milhões em propina da diretoria Internacional da Petrobras para ser rateado entre os senadores da República.

Pai e filho, que também são sócios, devem ser levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Os motivos da prisão e o papel dos operadores devem ser esclarecidos em entrevista coletiva sobre a operação, marcada para as 10h na capital paranaense.

 

congressoemfoco

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Maranhão e Lira enaltecem decisão que manteve Renan na Presidência do Senado

maranhao-liraOs senadores paraibanos,  Jose Maranhão (PMDB) e Raimundo Lira (PMDB), comentaram, nesta quarta-feira (7), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na Presidência do Senado.

 Em entrevistas ao programa 60 Minutos, apresentado pelos jornalistas Heron Cid e Anderson Soares, na Arapuan FM, os  peemedebistas consideraram que o entendimento da maioria dos ministros do STF foi   “melhor para o Brasil”.

Para Maranhão, a manutenção ou não de Renan não influenciaria muito nos projetos da Casa. Mas, segundo o senador, é preciso sempre buscar entendimentos que sejam melhores para o país.

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Já Raimundo Lira disse que foi  correta a decisão tomada pelo STF. Para ele,  um presidente de um Poder não poderia ser destituído do cargo apenas por força de liminar.

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Na segunda-feira (5), o ministro Marco Aurélio havia concedido liminar destituído Renan da Presidência do Senado por ele ser  2ª autoridade na linha sucessória do presidente da República. Renan estaria impedido de assumir ao cargo, caso fosse o caso, por está sendo processado do STF.

Hoje os ministros mantiveram o peemedebista na Mesa da Casa mas sem condição de ocupar a Presidência em  ausência de Michel Temer (PMDB) e do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM).

Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Celso de Melo, Dias Toffoli, Teori Zavaski e a presidente da corte, Cármen Lúcia, divergiram de Marco Aurélio e mantiveram Renan no comando do Senado.  Rosa Webber, Edson Fachin, Marco Aurélio opinaram pelo afastamento do alagoano.

Roberto Targino – MaisPB

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Renan se recusa a receber notificação do STF sobre afastamento do Senado

Andre Coelho / Agência O Globo
Andre Coelho / Agência O Globo

O oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) foi na noite desta segunda-feira à residência oficial do Senado para entregar ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a notificação da decisão do ministro Marco Aurelio Melo sobre o afastamento da presidência do Senado. Renan se recusou a receber o oficial. O peemedebista foi até a porta e voltou sem a notificação. O oficial saiu alguns minutos depois com os papéis na mão.

Segundo o secretário geral da mesa Senado, Bandeira de Melo, Renan alegou que não se pode receber notificação judicial após as 18h, segundo a lei.

Perguntado sobre como Renan reagiu à decisão do ministro do Supremo, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, disse que ele está tranquilo e que vai receber a notificação amanhã às 11h.

– Normalíssimo, frio, traquilo. Marcou para receber a notificaçao amanhã às 11 horas.

Há um entra e sai de caciques e ministros do PMDB e outros partidos da base na residência oficial do presidente do Senado, para reunião de emergência. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que mora na casa ao lado, na residência oficial da Câmara, fez o deslocamento de poucos metros até a casa do Senado de carro e escolta oficial para driblar o batalhão de jornalistas de plantão na porta.

O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que assumirá a presidência da Casa no lugar de Renan, saiu da reunião e foi para uma reunião da bancada do PT no Senado. O ex-presidente do Senado José Sarney, o ministro Helder Barbalho, os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Rose de freitas (PMDB-ES), Garibaldi Alves, deputado Hugo Mota, também foram se encontrar com Renan.

Renan foi afastado da presidência do Senado por liminar concedida pelo ministro do Supremo Marco Aurélio Mello, que concordou com os argumentos da Rede Sustentabilidade, autor da ação, de que quem é réu não pode fazer parte da linha de sucessão do presidente da República – no caso, os presidentes da Câmara e do Senado e o presidente do STF. O STF abriu na semana passada ação penal para investigar Renan por peculato — ou seja, desviar bem público em proveito particular. O processo apura se a empreiteira Mendes Junior pagou pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem o parlamentar tem uma filha. No lugar de Renan, assumirá a Presidência do Senado o petista Jorge Viana.

Em uma decisão de seis páginas, o ministro narra o julgamento da ação que questiona se réus podem ocupar cargos na linha sucessória da Presidência da República. Lembra que já há maioria no STF para proibir réus de ocuparem as Presidências da Câmara e do Senado, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Toffoli e que Renan é réu no Supremo.

“Mesmo diante da maioria absoluta já formada na arguição de descumprimento de preceito fundamental e réu, o Senador continua na cadeira de Presidente do Senado, ensejando manifestações de toda ordem, a comprometerem a segurança jurídica”, diz o ministro Marco Aurélio.
O Globo

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Renan diz que ‘não é bom’ plebiscito para consultar sobre novas eleições

renan-calheirosQuatro meses após defender a realização de eleições gerais antes de 2018, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (16) que fazer um plebiscito para consultar a opinião do eleitorado sobre eventual antecipação das eleições presidenciais “não é bom” para o país.

O peemedebista deu a declaração após ser questionado por repórteres no Senado sobre a carta ao Senado e à população que a presidente afastada Dilma Rousseff  apresenta na tarde desta terça-feira (16) no Palácio da Alvorada.

No documento, a petista deve defender que a população seja consultada sobre a antecipação, para este ano, das eleições presidenciais de 2018.

“Na democracia, a melhor saída é sempre a saída constitucional. Plebiscitos, novas eleições não estão previstos na Constituição. Isso não é bom”, ressaltou Renan aos jornalistas.

Em abril, no entanto, o presidente do Senado havia afirmado em uma entrevista que via “com bons olhos” a possibilidade de antecipar a eleição presidencial. Na ocasião, Dilma ainda não havia sido afastada temporariamente do comando do Palácio do Planalto por decisão do Senado, e Renan demonstrava ambiguidade em suas manifestações em relação ao impeachment.

A carta de Dilma, intitulada de “Mensagem ao Senado e ao Povo Brasileiro”, vem sendo preparada nas últimas semanas pela petista e é uma tentativa de barrar o processo de impeachment em tramitação no Congresso Nacional.

Inicialmente, o manifesto iria ser divulgado na semana passada, mas a presidente afastada decidiu adiar a entrega para ouvir mais sugestões de aliados para a mensagem. Entre os políticos que participaram da elaboração do texto estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini e o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner.

Rito do impeachment
Aos jornalistas, Renan Calheiros também disse que comandará, nesta quarta-feira (17), uma reunião com líderes partidários do Senado e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, na qual serão acertados detalhes de procedimentos do julgamento do impeachment. O julgamento final de Dilma no Senado está marcado para começar no dia 25.

Indagado sobre a hipótese de as sessões do julgamento ocorrerem também no sábado (27) e no domingo (28), Renan Calheiros disse que isso será decidido na reunião desta quarta, mas não descartou a possibilidade.

Em reunião com o presidente da comissão especial do impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), Lewandowski afastou, segundo o parlamentar, a possibilidade presidir o julgamento ao longo do final de semana. Na ocasião, o magistrado argumentou que estender o julgamento no fim de semana seria “estranho” ao funcionamento do Legislativo e, também, do Judiciário.

Segundo o G1 apurou, está sendo preparado o seguinte cronograma para o julgamento final: na quinta-feira (25) e na sexta-feira (26) os senadores deverão ouvir as três testemunhas da acusação e as seis da defesa.

O julgamento deverá ser interrompido no sábado (27) e no domingo (28). Depois disso, na segunda-feira (29) o julgamento será retomado com o depoimento de Dilma Rousseff, caso ela decida comparecer ao Senado. Senão, será lida uma manifestação da petista pelo seu advogado, o ex-ministro José Eduardo Cardozo. Depois, acusação e defesa vão debater o processo.

Cardozo ainda não disse se a presidente afastada vai comparecer ao julgamento final.
Na terça-feira (30), os senadores deverão fazer a última discussão sobre o processo. A votação final aconteceria após a discussão entre os parlamentares.

 

Para Dilma ser afastada definitivamente, são necessários os votos de pelo menos 54 senadores. Caso contrário, o processo será arquivado e a petista reassumirá a Presidência da República.

G1

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Renan diz que não quer ‘influir’ na exoneração de ministros do PMDB

renan-calheirosO presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (30) que não quer “inluir na exoneração” de nenhum dos seis ministros do PMDB no governo da presidente Dilma Rousseff.

Nesta terça (29), o PMDB tomou a decisão de romper com o Palácio do Planalto e entregar todos os cargos na esfera federal em reunião do diretório nacional do partido em uma sessão que levou menos de cinco minutos e ocorreu sob gritos de “fora, PT”.

Renan disse que se encontrou com os ministros peemedebistas nesta terça e que, na reunião, não havia um consenso entre eles sobre se eles entregariam os cargos, seguindo a recomendação do PMDB, ou sobre se permaneceriam no governo.

“Eu sinceramente não sei o que se passa na cabeça de cada ministro. Eles externaram um ponto de vista. Não havia um consenso entre eles. Eles ficaram de hoje conversar com a presidente da República e definir com ela o que vão fazer”, disse Renan.

“Eu fiz questão de dizer para eles que da mesma forma que eu não quis influir na nomeação deles, eu muito menos gostaria de influir na exoneração”, afirmou o presidente do Senado.

Rompimento
A decisão do PMDB de romper com o Planalto aumenta a crise política do governo e é vista como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista.

 

Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O apoio ao governo, porém, nunca foi unânime dentro da sigla e as críticas contra Dilma se intensificaram com o acirramento da crise econômica e a deflagração do processo de afastamento da presidente da República.

O presidente do Senado afirmou que não sabe o que motivou a reunião do diretório que culminou com o rompimento do PMDB com o governo. “Eu sinceramente não sei o que aconteceu”, disse Renan.

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“Eu acho que nós estamos vivendo um momento conturbado da vida nacional. E o PMDB como maior instituição congressual, maior partido, o PMDB tem uma responsabilidade muito grande. E qualquer movimento que o PMDB fizer, esse movimento, evidentemente que vai influir em outros partidos”, ponderou o peemedebista, que não participou da reunião do partido nesta terça.

O peemedebista fez questão de ressaltar que o seu papel enquanto presidente do Senado é “preservar” a Casa do que ele chamou de “partidarização” que está ocorrendo no país nos últimos meses.

“Para que isso aconteça na prática, eu já disse e queria repetir, nós precisamos separar do cargo de presidente do Congresso Nacional a instituição partidária, e isso que eu tenho procurado fazer”, concluiu Renan.

G1

Alckmin, Globo e Renan isolam golpismo de Aécio

politicosO senador Aécio Neves (PSDB-MG), que no fim de semana concedeu uma entrevista prevendo que será chamado em breve a salvar o País (leia aqui), foi abandonado à beira da estrada.

Nos últimos dias, três movimentos simultâneos praticamente liquidaram a possibilidade do golpe contra a democracia, que vinha sendo tramado e liderado por aliados de Aécio.

O primeiro ato se deu no encontro entre João Roberto Marinho, um dos sócios da Globo, e senadores petistas, quando ele afirmou que o sucessor de Dilma será aquele que conseguir se eleger em 2018 (leia aqui). Mais do que respeitar o calendário eleitoral e abandonar o golpe, a Globo também rifou Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, que seria peça-chave na orquestração golpista (leia aqui).

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O segundo ato partiu daquele que, no PSDB, reúne hoje as melhores condições para se colocar como candidato natural do partido: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ontem, ao participar de uma homenagem ao ex-governador pernambucano Eduardo Campos, ele afirmou que ‘a questão do impeachment não está colocada’ (leia aqui).

Não é exatamente o que pensam tenentes aecistas, como o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), mas o fato é que a opinião de Alckmin tem muito mais peso.

Por último, o terceiro ato ocorreu na noite de ontem, quando, em sintonia com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), lançou a chamada “Agenda Brasil”, um pacote de reformas de longo prazo, que sinalizam a retomada da governabilidade e da responsabilidade fiscal.

Os três movimentos, simultâneos, podem ser resumidos numa frase: Dilma fica, terá condições de governar e Geraldo Alckmin será o candidato do PSDB em 2018.

 

 

brasil247

Congresso tem ‘última palavra’ se Dilma vetar lei das dívidas, diz Renan

Reprodução/Agência Brasil/Antônio Cruz Renan foi reeeleito presidente do Senado
Reprodução/Agência Brasil/Antônio Cruz
Renan foi reeeleito presidente do Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (25) que a Casa votará “o mais rapidamente possível” o projeto que permite a aplicação da lei da renegociação das dívidas de estados e municípios com a União sem necessidade de regulamentação.

O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados na noite desta terça (24), contraria o governo. A renegociação das dívidas reduz os juros que estados e municípios têm de pagar. O governo não enviou o projeto que regulamenta a lei. A presidente Dilma Rousseff afirmou que não há “espaço fiscal” para fazer a renegociação neste momento de ajuste fiscal.

Renan Calheiros afirmou que, na hipótese de o Senado aprovar e Dilma vetar o projeto, a “palavra final” é do Congresso.

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“Se a presidente [Dilma Rousseff] vetar [o projeto], o Congresso recuperou o poder de dar a última palavra nas matérias legislativas. O Congresso, ao final e ao cabo, vai apreciar o veto e aí nós vamos para a apreciação de veto, mas a palavra final será do Congresso Nacional”, afirmou Renan Calheiros.

A renegociação
No ano passado, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei que permite ao Executivo federal aplicar um novo indexador aos contratos assinados pela União na década de 1990 que renegociaram as dívidas de estados e municípios. Com isso, o governo federal poderia, por meio de contratos aditivos, definir um índice mais favorável para estados e municípios do que o atualmente em vigor.

 

“Vamos votar o mais rapidamente possível. Estados e municípios não podem continuar pagando 17%, IGPDI mais 6,5% a 9% da dívida. Isso é um absurdo. Fazer o ajuste da União sem levar em consideração a necessidade igual de ajustar os estados e municípios é muito ruim para o País”, afirmou Renan.

Para ele, a renegociação das dívidas voltou ao parlamento “em função da não regulamentação do governo”.

“Esse assunto já havia sido negociado com o governo. Essa matéria esperou sete anos no Congresso Nacional. Depois de aprovada ela volta por falta de regulamentação. Assim não dá pra ter essa convivência harmônica como a Constituição manda”, criticou o peemedebista.

A lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, mas ainda não regulamentada, prevê que as dívidas estaduais e municipais possam ser corrigidas pela taxa Selic ou pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano. Atualmente, os débitos de prefeituras e governos estaduais com a União são corrigidos pelo IGP-DI mais 6% a 9% ao ano, índice mais oneroso.

O texto do projeto aprovado pelos deputados na noite desta terça estabelece prazo de 30 dias para o governo federal aplicar os novos indexadores aos contratos aditivos, a partir da manifestação do devedor.

A decisão da Câmara nesta terça contraria o interesse do governo. A presidente Dilma Rousseff afirmou que não há “espaço fiscal” para que as dívidas de estados e municípios sejam renegociadas neste momento.

Relação entre poderes
O presidente do Senado também foi questionado sobre se a dificuldade de relação entre o governo federal e o Congresso é uma questão pontual ou se há “crise” entre os Poderes. O senador negou que haja crise entre o Planalto e o Legislativo.

“Eu não vejo crise. O que está mais claro para todos nós é a necessidade cada vez mais de o Congresso ser Congresso e fazer sua parte nessa matéria. Nós já tínhamos a resolvido e agora ela volta em função da não regulamentação do governo”. Como o governo não regulamentou, o Congresso vai ter que regulamentar”, disse.

G1

Contadora afirma que Youssef se reuniu com Renan e Vargas para ter acesso a fundos de pensão

yousefDepoimento colhido pela Polícia Federal na investigação da Operação Lava-Jato indica que parlamentares do PT e do PMDB negociaram com o doleiro Alberto Youssef para que ele fechasse negócios com os fundos de pensão dos Correios, o Postalis, e da Caixa Econômica Federal, o Funcef. Em troca de apoio político para o fechamento do negócio com os fundos, haveria uma partilha de comissões com integrantes dos dois partidos. O negócio só não se concretizou porque o doleiro foi preso. Em maio deste ano, O GLOBO revelou que a a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia aberto investigação para apurar operações fraudulentas ligadas ao Postalis.

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Na época, a reportagem identificou uma delas: um aporte de R$ 40 milhões, de 19 de dezembro de 2012, no Banco BNY Mellon por meio da gestora DTW Investimento LTDA, que teria sido direcionado pelo ex-diretor da fundação Ricardo Oliveira Azevedo após influência de Youssef, e dos donos da Tino Real Participação, Maria Thereza Barcelos da Costa e Eric Davi Bello, alvos da Operação Lava-Jato da Polícia Federal.

Segundo relato à PF da contadora Meire Poza, ex-funcionária do grupo de Alberto Youssef, em 12 de março deste ano, cinco dias antes de ser preso, o doleiro se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em Brasília, e fechou um acordo verbal para ser beneficiado com R$ 50 milhões dos dois fundos de pensão. O deputado André Vargas (sem partido-PR) teria ajudado na articulação com a ala petista dos fundos de pensão.

COMISSÃO DE 10% AOS ‘CORRETORES’

Meire Poza disse ainda que o acordo renderia uma comissão de 10%, R$ 5 milhões, aos “corretores” do negócio. Esses corretores seriam os intermediários que fariam chegar o dinheiro aos partidos. Mas não está claro qual o percentual dos R$ 50 milhões que seria destinado aos políticos. Youssef foi preso no dia 17 de março, no Maranhão, e a transação não se efetivou.

Renan e Vargas negam qualquer vínculo com as tratativas do doleiro. Segundo o relato de uma das pessoas que está participando das investigações da Operação Lava-Jato, Youssef estava precisando de muito dinheiro e tentou convencer o Postalis e o Funcef a investirem R$ 50 milhões em ações em uma de suas empresas, a Marsans Brasil.

Diante da resistência de dirigentes dos fundos vinculados ao PMDB, Youssef teria procurado apoio de Renan na noite de 12 de março. Dois dias depois, num café da manhã, em São Paulo, ele comemorou com Meire Poza a futura entrada do dinheiro que poderia aliviar parte dos problemas financeiros da Marsans. “Ele (Youssef) me disse que esteve com o Renan para ajustar a parte do Postalis, que tinha conseguido os R$ 50 milhões em debêntures para a Marsans”, relatou a contadora a policiais.

Pelo suposto acerto, o Postalis faria um aporte de R$ 25 milhões, e a outra parte, de igual valor, caberia ao Funcef.

A contadora disse à Polícia Federal que o doleiro pagaria comissão de 10% do valor do aporte para os corretores credenciados para esse tipo de transação. O valor é bem superior às cifras pagas pelo mercado nesses tipos de transação que, segundo ela, ficam em torno de 3%. A suspeita levantada é que parte do dinheiro seria destinado a campanhas eleitorais.

Meire Poza prestou depoimento no início de agosto. As informações deverão ser encaminhadas ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, como parte das informações colhidas nas colaborações feitas pelos investigados. Caberá ao ministro decidir se as acusações têm fundamento e se polícia deve aprofundar a investigação do caso.

Procurado pelo GLOBO por intermédio da assessoria, Renan Calheiros negou que tenha recebido Youssef, disse que não o conhecia e que ficou sabendo do caso pela imprensa. André Vargas também negou qualquer vínculo com as negociações de Youssef com o Postalis e o Funcef. Vargas já reconheceu que é amigo de Youssef há muitos anos, mas disse que não conhece e não tem qualquer relação com dirigentes dos dois fundos.

— Não conheço ninguém no Postalis. Nunca estive lá e nem sei onde fica. Ele (Youssef) nunca tratou desse assunto comigo. Isso é lorota — disse Vargas.

O GLOBO tentou, sem sucesso, falar com o presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista. A assessoria não retornou a ligação. Ainda na 1ª fase das investigações da Lava-Jato, o Funcef reconheceu que Youssef tentou, mas não conseguiu, fazer um negócio com a instituição.

Teori Zavascki é relator das investigações já abertas contra os deputados André Vargas, Luiz Argôlo (SDD-BA) e contra o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), acusados de receber vantagens materiais de Youssef. Meire foi contadora de Youssef de 2011 até março deste ano, quando a Operação Lava-Jato implodiu os negócios do doleiro. Num outro depoimento, a contadora relata que o doleiro intermediou o pagamento de R$ 4,6 milhões em propina para o governo do Maranhão antecipar o pagamento de um precatório de R$ 120 milhões da Constran.

LAVAGEM DE DINHEIRO DE EMPREITEIRAS

O advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, ex-diretor jurídico da Marsans e da GFD, outra empresa de Youssef, decidiu colaborar com as investigações da PF e do Ministério Público Federal. Ele relatou como funcionava a GFD. Youssef teria criado a empresa para administrar parte de seus negócios lícitos. Mas, depois, passou a usar a empresa na estrutura de lavagem de dinheiro de empreiteiras com contratos com a Petrobras.

Com as colaborações de Meire, Pereira, Leonardo Meirelles, um dos sócios de Youssef no laboratório Labogen, e mais recentemente do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, investigadores acreditam que não restará outra alternativa ao doleiro senão aceitar a delação premiada. O volume de informações contra o doleiro, o ex-diretor da Petrobras e algumas grandes empreiteiras é expressivo. Youssef e Costa são acusados de chefiar duas grandes estruturas de desvio de dinheiro.

Costa é suspeito de intermediar contratos da Petrobras em negócios articulados entre grandes empreiteiras, prestadores de serviço e políticos. Na delação premiada, Costa disse que 3% de cada contrato da estatal eram destinados a políticos.

 

O Globo