Arquivo da tag: remédio

SUS discute distribuição gratuita de remédio para hipertensão pulmonar

Foi prorrogado em dez dias o prazo para os interessados enviarem ao Ministério da Saúde sugestões para a distribuição gratuita, pela rede pública, do remédio riociguate, para hipertensão pulmonar tromboembólica (HPTEC). Prevista inicialmente para terminar hoje (6), a consulta pública agora vai até o dia 17 de janeiro. As contribuições podem ser encaminhadas por formulário disponível na internet.

Segundo o fabricante, a indústria farmacêutica Bayer, o medicamento é indicado para o tratamento de hipertensão pulmonar tromboembólica crônica em casos não cirúrgicos ou persistentes/recorrentes. O medicamento pode ser encontrado em farmácias por um valor médio de R$ 9 mil por caixa com 42 comprimidos.

Em fevereiro de 2018, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou que o riociguate não fosse incluído na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas decisões relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a comissão apontou que, devido a “incertezas importantes nas evidências apresentadas em relação à eficácia em longo prazo” e a “fragilidades dos estudos econômicos”, “o conjunto de evidências apresentado [pela Bayer] não demonstrou que o riociguate seria custo-efetivo para incorporação no sistema de saúde do Brasil”.

A partir da proposta da própria fabricante, a Conitec estima que, em cinco anos, a incorporação do riociguate, se aprovada, custará R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos. “Tal valor é ainda considerado alto comparado às demais tecnologias avaliadas pela Conitec”, aponta a comissão. O grupo técnico admite que no SUS, apesar de haver protocolo clínico para o tratamento da hipertensão pulmonar do grupo 1, a chamada Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), não há tratamento medicamentoso específico para a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica.

Ao divulgar a consulta pública que se encerra hoje, o Ministério da Saúde, diz que, apesar de dados clínicos indicarem que o uso do medicamento é capaz de proporcionar uma melhora na qualidade de vida dos pacientes, “os estudos trazem evidências de que essa opção terapêutica não aumenta a sobrevida” dos mesmos. “Além disso, não são conhecidos dados sobre os resultados do medicamento a longo prazo”, frisa o ministério.

Apesar da recomendação preliminar da Conitec e da ressalva do próprio ministério, o assunto foi colocado em consulta pública conforme determina a legislação. A consulta aos interessados é uma das etapas do processo de incorporação ou não de um novo tratamento na rede pública de saúde. Todas as sugestões, depoimentos ou recomendações apresentadas por especialistas e demais interessados são analisadas pela comissão, a quem compete organizar as contribuições e anexá-las ao seu relatório final sobre o assunto, que é então encaminhado ao Ministério da Saúde, a quem cabe a palavra final.

A recomendação da Conitec pela não-inclusão do riociguate à lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS motivou a Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (Abraf) a, já em dezembro de 2018, recorrer da manifestação. Além disso, a divulgação do relatório da Conitec por ocasião da abertura da consulta pública, em 16 de dezembro de 2019, foi alvo de críticas de pacientes e parentes de pessoas com hipertensão pulmonar. Apontando a inconveniência de realização da consulta durante o período de festas de fim de ano, eles solicitaram a prorrogação do prazo final para envio das contribuições.

Obstrução de artérias
A hipertensão pulmonar tromboembólica crônica é causada pela obstrução das artérias por coágulos sanguíneos. Segundo o Ministério da Saúde, isto aumenta a resistência e dificulta a circulação sanguínea, provocando aumento da pressão nas artérias que levam o sangue do coração para os pulmões. Consequentemente, o coração tem que fazer um esforço maior para vencer essa resistência, o que a longo prazo pode levar à falência do órgão.

O tratamento não medicamentoso adotado no SUS é a cirurgia de remoção do trombo. Já o medicamentoso é usado para os casos em que a cirurgia não pode ser realizada ou para aqueles em que há persistência da doença mesmo após o procedimento cirúrgico. A partir dos estudos apresentados pela Bayer, o Ministério da Saúde concluiu que o riociguate é capaz de promover a dilatação dos vasos sanguíneos, diminuindo a hipertensão pulmonar, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Agência Brasil

 

 

Polícia Federal encontra celular escondido em caixa de remédio na casa de Wilson

Um celular foi encontrado pela Polícia Federal (PF) dentro de uma caixa de remédio que estava em um frigobar na casa do deputado federal Wilson Santiago (PTB-PB), em João Pessoa. A apressão aconteceu durante a operação que os agentes federais realizaram na semana passada em imóveis do parlamentar paraibano e na residência de outros políticos em vários estados do país.

Na operação, a PF, que cumpriu vários mandados de buscas e apreensão, prendeu o prefeito de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes. O gestor e o deputado Wilson Santiago foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) como suspeitos de integrarem uma possível organização criminosa que desviraram recursos públicos de obras do sertão da Paraíba.

O MPF chegou a pedir também a prisão preventiva de Wilson Santiago, mas o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), não acatou e determinou seu afastamento, imediato, do cargo de deputado. Wilson nega as acusações e qualquer tipo de relação com os fatos investigados.

O celular encontrado estava no quarto de Wilson Santiago, dentro de uma caixa de remédio de nome Saxenda, que serve para a perda de peso. A PF desconfia que o aparelho tenha sido usado para tratar de assuntos ilícitos.

As investigações tiveram início com a colaboração premiada do empresário George Ramalho, proprietário da Coneco Construções, que atua na Paraíba. Ele teria dito que foi contratado para realizar a construção de uma adutora no sertão do Estado e que, para fazer a obra, teria feito um acordo de pagamento de propina ao deputado e ao prefeito de Uiraúna.

O valor total da obra foi de R$ 24,8 milhões, e o montante desviado, segundo o inquérito, de R$ 1,2 milhão.

 

paraiba.com.br

 

 

INSS: Gadelha diz que reforma da Previdência é ‘remédio amargo’ e fala em nova revisão de perícias

leonardo-gadelhaO presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Gadelha, afirmou nesta quarta-feira (18) que ao menos 1,2 milhões de pessoas serão chamadas para realizar uma nova perícia para rever auxílios doença e destacou que a reforma da previdência é importante para o Brasil não virar uma Grécia. “talvez seja um remédio amargo num primeiro instante para que se possa ter no futuro a certeza do benefício”, disse.

Gadelha destacou que a reforma da Previdência é importante para pessoas da sua própria geração e tranqüilizou que para as pessoas mais velhas pouquíssima coisa irá mudar. “Quem está aposentado ou na iminência de fazer terá os direitos preservados”, afirmou.

O presidente afirmou ainda que essa reforma é necessária para que não aconteça com o Brasil situação semelhante à Grécia onde do dia para a noite benefícios foram cortados em até 40%. “Temos uma medida que talvez seja impopular, um remédio amargo nesse primeiro instante para que se possa ter no futuro a certeza que vai contar com esse benefício”, explicou.

Nova Perícia – Leonardo Gadelha afirmou que uma nova perícia será feita com pessoas que recebem auxílio-doença. Devem ser convocada ao menos 1,2 milhão de pessoas. O presidente tranquilizou os beneficiários afirmando que eles serão avisados por carta e após receber a notificação pode entrar em contato com a central através do 135 e munir-se dos documentos necessários para se apresentar. “Se a pessoa tiver uma patologia crônica irá migrar para a aposentadoria por invalidez que paga mais que o auxílio-doença”, explicou lembrando que a natureza do auxílio é provisória e que havia pessoas recebendo há até 20 anos.

Com informações da Band News. 

Marília Domingues

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Anvisa aprova registro de remédio à base de maconha pela 1ª vez no Brasil

Anvisa aprovou primeiro medicamento à base de Cannabis no Brasil (Foto: Reuters)
Anvisa aprovou primeiro medicamento à base de Cannabis no Brasil (Foto: Reuters)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou um medicamento à base de maconha para tratar espasticidade – rigidez excessiva dos músculos – em pacientes com esclerose múltipla. Trata-se do primeiro medicamento à base de Cannabis sativa aprovado no Brasil.

Com o nome comercial Mevatyl, o medicamento contém tetraidrocanabinol (THC) em concentração de 27 mg/mL e canabidiol (CBD) em concentração de 25 mg/mL. A droga já é aprovada em outros 28 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel, onde é conhecido por Sativex.

O medicamento é indicado para pacientes adultos com espasticidade de grave a moderada relacionada à esclerose múltipla que não respondam a outros medicamentos e que demonstrem uma boa resposta ao Mevatyl após um período inicial de tratamento.

A Anvisa alerta que o medicamento não é indicado para tratar epilepsia nem pode ser consumido por pessoas com menos de 18 anos. Até então, a Anvisa somente liberava a importação de medicamentos à base de Cannabis sativa comprados em outros países, mas não havia um produto dessa categoria com registro no país.

Próximos passos

A partir do registro do medicamento pela Anvisa, é necessário aguardar a determinação do preço do produto pelo Comitê Técnico Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão coordenado pela Anvisa e composto por representantes dos ministérios da Fazenda, Saúde, Justiça, Desenvolvimento e Casa Civil. Só após essa definição é que o medicamento poderá começar a ser vendido no país.

Ele será fabricado pela GW Pharma Limited, do Reino Unido, e distribuído no Brasil pela empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Pacientes com doenças graves fazem manifestação exigindo direito a remédio no SUS

manifestacao-remedioO movimento ‘STF, Minha Vida Não Tem Preço’ reuniu neste domingo (16), dezenas de pessoas em manifestação na Praça Mauá para sensibilizar a sociedade e gestores sobre a importância de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode afetar milhões de portadores de doenças raras dependentes do fornecimento de tratamento pela rede pública de saúde. O Supremo vai julgar se cabe ao Poder Público arcar com o fornecimento de remédios de alto custo que não estão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS) e determinar se é obrigação do Estado financiar medicamentos que não têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Presente ao ato realizado em frente ao Museu do Amanhã, a dona de casa Simone Arede falou sobre o caso do filho, Thiago, de 31 anos, que tem homocistinúria, doença que exige dieta com restrição proteica. Cada lata do suplemento alimentar para repor as necessidades nutricionais de Thiago custa em média R$1,7 mil, e ele precisa tomar sete latas por mês. “Dependendo do resultado do Supremo, ele pode ficar sem esse remédio e não tenho condição de pagar,” disse Simone, que faz parte do grupo Mães Metabólicas, cujos filhos não podem ingerir proteína. “Nesse grupo há também pessoas com tirosinemia, que fazem uso de um remédio que é muito caro e não tem registro na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Sem esse remédio durante um mês, eles morrem”, afirmou a dona de casa.

O presidente da Associação de Fibrose Cística do Rio de Janeiro, Cristiano Silveira, tem um filho com essa doença, cujo tratamento exige medicamentos específicos e importados. “Os fabricantes, muitas vezes, não têm interesse comercial em registrar o medicamento na Anvisa, pois são muito poucos pacientes no Brasil. Como o paciente só tem aquele tratamento, acaba acionando a Justiça para ter direito a importar a droga, que já salva vidas lá fora e não chega aqui por questão comercial e burocrática”, disse Silveira. Mais de 4 mil pessoas no País têm fibrose cística, que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo. “No Brasil, uma pessoa com fibrose cística vive a metade do tempo de uma pessoa com a mesma doença nos Estados Unidos, onde há acesso aos medicamentos necessários.”

Crianças que sofrem de doenças raras foram ao ato em frente ao Museu do Amanhã
Crianças que sofrem de doenças raras foram ao ato em frente ao Museu do Amanhã

Foto: Agência Brasil

A dona de casa Ivanilda Oliveira dos Santos foi à manifestação com a filha Júlia, de 12 anos, que nasceu com mucopolissacaridose (MPS), doença degenerativa que impede o processamento de moléculas do açúcar e prejudica o crescimento e o desenvolvimento motor. “Ela toma o medicamento na veia uma vez por semana durante três horas. Custa cerca de R$20 mil por mês. Sem esse medicamento, ela morre.”

Apesar das limitações ocasionadas pela doença, Júlia cursa o 7º ano na escola perto de sua casa, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, faz aulas de dança e circo. “Gosto mais de fazer palhaçaria e malabarismo. Com o tempo, a gente pega a manha”, disse Júlia. “Levo uma vida normal, dentro do possível. Sem o medicamento, vai ficar bem difícil.”

A presidente da Associação Carioca Distrofia Muscular, Maria Clara Migowski Pinto Barbosa, explicou que há mais de 30 tipos de distrofia – doença genética em que os músculos enfraquecem progressivamente -, e o tratamento envolve várias especialidades. “No meu caso, ainda não existe medicamento específico. Mas minha luta hoje é pelos meninos com distrofia de Duchenne (DMD), a mais comum, que tem uma progressão muito forte. No início da adolescência, eles param de andar. Com as novas tecnologias, estão vivendo mais”. Os pais e os dois irmãos de Maria Clara morreram em consequência de doenças raras. “Acho simbólico estarmos aqui no Museu do Amanhã, pois queremos acreditar que há um futuro, há esperança para uma qualidade de vida para esses pacientes.”

A dona de casa Flávia Medela descobriu que o filho, de 12 anos, tinha DMD quando ele estava com 5 anos. “Os médicos achavam que era dor de crescimento. Somente com 9 anos veio o diagnóstico. Há pouco tempo, tive a boa notícia de que ele se encaixa em uma medicação, mas, em seguida, veio a má notícia de que o SUS não cobre esse medicamento. A angústia é grande, porque estamos perdendo muitos meninos com Duchenne. Sei que tem remédio, mas não posso fazer nada pelo meu filho. Se ele tivesse tomado o remédio desde o início, talvez não estivesse perdendo o movimento dos braços e das pernas”.

O ministro do STF Teori Zavascki pediu vista (mais tempo para estudar a ação) no fim de setembro, e o julgamento foi adiado. Já haviam votado os ministros Marco Aurélio Mello, relator do caso, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

O movimento STF, Minha Vida Não Tem Preço foi criado em setembro por associações de todo o Brasil que representam mais de 50 patologias, entre doenças graves e raras. Eles já recolheram mais de 380 mil assinaturas para pressionar o STF a acolher as ações.

Agência Brasil

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

SUS oferecerá remédio que pode prevenir a Aids

HIV-pilulaO Ministério da Saúde anunciou na terça-feira (19), que pretende incluir na lista de medicamentos gratuitos do SUS (Sistema Único de Saúde), até o fim do ano, o remédio que pode prevenir a infecção pelo HIV. A informação foi dada pela diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério, Adele Benzaken, durante a 21ª Conferência Internacional de Aids, na África do Sul, e confirmada pelo órgão federal.

Chamado de profilaxia pré-exposição (PrEP), mas mais conhecido como truvada — seu nome comercial —, o medicamento diminui as chances de contaminação pelo vírus da Aids quando tomado continuamente, mas pode trazer efeitos colaterais, como leves disfunções gastrointestinais e renais. A pílula de ingestão diária combina dois tipos de antirretrovirais (tenofovir e emtricitabitina) e é indicada para a população não infectada, mas que tem maior chance de contágio. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o remédio diminui em até 92% o risco de o vírus entrar nas células.

A estimativa do Ministério da Saúde é de que 10 mil pessoas tenham acesso ao medicamento no primeiro ano. “O remédio deverá ser ofertado em serviços especializados do SUS para populações com risco acrescido, como travestis, homens que fazem sexo com homens, transexuais e profissionais do sexo”, disse a pasta, em nota.

Em julho de 2014, a OMS divulgou diretriz recomendando que homens homossexuais utilizassem a PrEP como forma adicional de prevenção à infecção por HIV, além do preservativo. “As taxas de infecção por HIV entre homens que fazem sexo com homens continuam altas em quase todos os lugares do mundo e novas opções de prevenção são necessárias com urgência”, declarou a organização, em informe na época.

 Segundo o ministério, o departamento de DST, Aids e Hepatites Virais já prepara um protocolo clínico de PrEP para ser encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS, órgão que define quais medicamentos, terapias e tratamentos são incluídos na rede pública. Como a maioria dos integrantes da comissão pertence a órgãos do ministério, o antirretroviral não deverá enfrentar dificuldade para ter sua incorporação aprovada.

Aval

Para dar base à decisão de incluir o antirretroviral em sua lista de medicamentos gratuitos, o ministério financiou dois estudos de PrEP no Brasil, que estão sendo conduzidos pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela Fundação Oswaldo Cruz. Para Zarifa Khoury, infectologista do Instituto Emílio Ribas, a medida anunciada pelo ministério é positiva e necessária. “Até hoje, a camisinha sempre foi a única forma de prevenção, mas, claramente, não atende a todos. Tanto não atende que a epidemia não parou de se alastrar. Há algumas pessoas que não conseguem usar o preservativo em 100% das situações e, para eles, a PrEP é necessária. A ideia é que ela seja associada ao uso da camisinha.”

R7

 

 

Microcefalia: remédio pode bloquear passagem do Zika para bebê

gravidaUm estudo feito por cientistas das Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e da Universidade de Califórnia em Berkeley (UCB), nos Estados Unidos, descobriu um medicamento com potencial para impedir a transmissão do Zika vírus de mãe para filho.

Durante o estudo que usou tecidos humanos para entender como o Zika é passado para o feto (provocando a microcefalia e outras malformações), os cientistas perceberam que o antibiótico veterinário Duramycin é capaz de impedir a replicação do vírus em células da placenta e do saco amniótico, os dois meios de transmissão do Zika para o bebê no primeiro e no segundo trimestres, respectivamente.

A descoberta foi publicada dia 18 na revista científica Cell Host & Microbe. Estudos anteriores mostraram a eficiência desse antibiótico contra outros flavivírus como a dengue e febre do Oeste do Nilo, além de ser eficiente contra o ebola.
Outros estudos

Esse não é o único antibiótico que revelou ter potencial contra o Zika vírus. Em junho um grupo de estudiosos também da Universidade da Califórnia constatou que o antibiótico azitromicina também bloqueia a ação do Zika vírus, desta vez no receptor AXL das células, que funciona como uma porta de entrada do Zika dentro da célula. Essa classe de antibiótico parece agir de forma semelhante contra a dengue e a febre amarela.

Com informações do UOL.

 

 

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Laboratório farmacêutico era ‘remédio’ para empresários embolsarem dinheiro público

DinheiroA objetivo da operação, organizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) foi o cumprimento dos mandatos de apreensão e de sequestro de bens no valor de R$ 2 milhões que estão em nome de três empresários. O trio está sendo acusado de desviar verbas públicas de um  convênio com a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep) para a reestruturação do Laboratório Industrial Farmacêutico do Estado da Paraíba (Lifesa).

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O coordenador do Gaeco, promotor Otávio Paulo Neto, explicou que ontem foi a primeira etapa da operação que tinha por finalidade garantir o ressarcimento do erário público. Os bens sequestrados estão no nome do ex-presidente do Lifesa da Paraíba, Aluisio Freitas de Almeida Junior, e de dois sócios de uma gráfica potiguar, Joana D’Arc Targino Jácome e Marcos Antônio Pereira Gurguel. De início, se realizou uma investigação e foi aferido um dano material que atualizado hoje soma R$ 2 milhões.
“Nós buscamos bens para seda participação deles nesse contrato, nessa seção de crédito, que é ilegal”, comentou, destacando que R$ 1,8 milhão foi devolvido à Cinep.

Os recursos alvo de sequestro ficarão à disposição da Justiça para aprofundamento das investigações. Os carros apreendidos  ficarão no pátio do Ministério Público da Paraíba, localizado no bairro de Mangabeira, na Capital.

Seis meses para investigação

O promotor Otávio Paulo Neto informou que o Gaeco investigava o caso há seis meses após denúncia anônima de uma pessoa que se indignou com o fato. A partir disso, verificou-se a veracidade das denúncias e em seguida, coleta de dados que apontou o nome dos três envolvidos.

Na segunda etapa da investigação, ainda segundo o promotor, foi feita uma análise documental para saber como e quem de fato participou da fraude.

Nota. Em nota, a atual diretoria da Lifesa manifestou apoio ao Gaeco na Operação Ajuste na transparência de disponibilidade de informações e documentos.

“No que pese o curso das investigações, dos inquéritos, dos depoimentos e das evidências para que se tenha uma conclusão definitiva, entendemos que mediante os fatos até aqui apurados, houve uma séria lesão aos cofres públicos com postura totalmente equivocada em época anterior à atual gestão do Lifesa, com postura totalmente equivocada do então diretor-presidente deste laboratório, Aluísio Freitas de Almeida Jr”, disse a nota divulgada ontem.

Aline Martins /Correio da Paraiba

Sem remédio, pacientes com câncer estão sem fazer quimioterapia na PB

laureanoOs pacientes com linfoma estão sem poder fazer quimioterapia no Hospital Napoleão Laureano, que é referência no tratamento contra o câncer na Paraíba, devido à falta de um medicamento. Segundo o diretor técnico da unidade hospitalar, Fernando Carvalho, uma parte do lote do medicamento ciclofosfamida estava contaminada e não pode ser usada no tratamento.

A dona de casa Josefa Ferreira descobriu o linfoma no ano passado. Ela mora em Aguiar, no Sertão do estado, e precisa ir ao Hospital Laureano, em João Pessoa, uma vez por mês. Quando foi fazer a terceira sessão, ela descobriu que o remédio, que segundo a médica dela é essencial para o tratamento, estava em falta.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

 

“Quando eu perguntei algumas coisas sobre a medicação, disseram que estava em falta. E disseram que eu não era a primeira e foi ali que eu me choquei mais ainda, eu vi que o negócio era sério”, comentou a paciente. Agora, Josefa está sentindo dores no abdome e responsabiliza a interrupação no ciclo de quimioterapias. “Pra mim tá, eu não vou dizer o fim porque a gente tem que ter fé em Deus, mas não tá fácil. De jeito nenhum”.

Segundo o diretor técnico da unidade hospitalar, existem 700 doses do medicamento ciclofosfamida no hospital, mas todas elas estão contaminadas. Fernando Carvalho explicou que o próprio laboratório reconheceu o problema e avisou ao hospital da contaminação.

“Eles se dispuseram a vir ao hospital pra fazer a substituição. Acontece que, por alguns problemas do laboratório, eles não chegaram a nós para fazer essa substituição. Mas, esta semana, eles devem estar chegando trazendo o lote não contaminado e nós vamos devolver o lote contaminado e a partir daí vamos fazer a quimioterapia em nossos pacientes”, explicou o diretor técnico.

O laboratório falou com a TV Cabo Branco e informou que o lote está em análise e por isso está sendo recolhido em todo país. A reposição no Hospital Laureano está prevista para a primeira semana de abril.

 

G1

Sistema de saúde britânico usará remédio para tratar alcoolismo

mulher-bebida-alcool-escuro-size-598Uma droga que reduz a dependência de álcool vai ser disponibilizada pelo Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido para 600 mil pessoas da Inglaterra e País de Gales. O medicamento Nalmefene foi recomendado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Nacional para a Saúde e Excelência em Cuidados (Nice, em inglês) e deve ser fornecido para tratamento.

Também chamado de Selincro, o remédio é fabricado pelo laboratório Lundbeck. Cada comprimido custará cerca de 3 libras (quase R$ 12). A droga é licenciada para pessoas que vão aliar seu uso ao apoio psicossocial.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

De acordo com Carole Longson, representante do Nice, os que usarem o Nalmefene já terão dado grandes passos contra a dependência do álcool. “Temos o prazer em recomendar o seu uso para apoiar pessoas em seus esforços contra a dependência”, explica a especialista na nota divulgada pela instituição britânica.

Até o fim de novembro, está prevista a divulgação da orientação final sobre uso do remédio, além de informações sobre financiamento do tratamento. A expectativa é que a pessoa em tratamento utilize um comprimido ao dia.

Problema grave
Mais de 3 milhões de pessoas morreram em decorrência do consumo de álcool em 2012, por causas que variaram desde câncer até a violência, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em média, de acordo com a agência das Nações Unidas, cada pessoa no mundo com 15 anos ou mais bebe 6,2 litros de álcool puro por ano. Mas menos de metade da população – 38,3% – bebe. Ou seja, aqueles que de fato bebem consomem uma média de 17 litros de álcool puro por ano. Pessoas mais pobres são geralmente as mais afetadas pelas consequências sociais e à saúde ocasionadas pelo uso da substância, disse ele.

O relatório global sobre álcool e saúde cobriu 194 países e observou o consumo de álcool, seus impactos na saúde pública e repostas de políticas de combate. O estudo descobriu que alguns países estão reforçando suas medidas para proteger as pessoas do consumo exagerado. Elas incluem o aumento de impostos sobre o álcool, a limitação da disponibilidade do produto por meio da imposição de limites de idade e a regulamentação da divulgação.

Globalmente, a Europa tem o maior consumo de álcool por pessoa. A OMS disse que a análises de tendências globais mostra que o consumo tem sido estável nos últimos cinco anos na Europa, na África e nas Américas. Mas tem crescido no Sudeste Asiático e na região ocidental do Pacífico.

Globo.com