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MTur aponta Nordeste como principal região para turismo religioso

O Ministério do Turismo vai lançar um guia de destinos e eventos religiosos pelo país. O Nordeste, com 30 roteiros e 19 eventos religiosos é a região que mais alternativas oferece aos turistas.

Aproximadamente um milhão de pessoas participam da transladação em Belém durante a quarta romaria que antecede a procissão do Círio de Nazaré

 

Veja

 

 

Mais de dez carros são arrombados e depredados durante encontro religioso, na PB

Mais de dez carros de participantes de um encontro religioso foram arrombados e depredados na madrugada do domingo (28), em Fagundes, no Agreste da Paraíba. Os veículos estavam em um estacionamento ao lado de uma escola pública onde estava acontecendo um Encontro de Casais com Cristo da igreja católica.

Os veículos estavam estacionados em um local cujos portões estavam fechados com cadeados, mas os suspeitos conseguiram invadir o local e arrombaram os veículos. Eles quebraram as janelas e para-brisas dos veículos. Alguns carros que estavam estacionados na rua também foram depredados.

A maioria dos carros que foram depredados pertence a pessoas que moram em Campina Grande e Queimadas. Elas estavam trabalhando no encontro e precisaram passar a noite na escola. Além de danificar os veículos, também foram levados alguns pertences das vítimas.

O caso está sendo investigado pela polícia, mas até o início da manhã desta terça-feira (30), nenhum suspeito foi encontrado.

G1

 

Quase todas as redes estaduais proíbem professores de ensino religioso de promoverem uma só crença

A prática do ensino religioso nas escolas estaduais brasileiras está na direção contrária a da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira (27), o STF interpretou que a disciplina pode ser confessional, ou seja, com o professor livre para atuar como representante de uma religião específica.

Segundo levantamento do G1, quase todas as secretarias estaduais de educação afirmam que suas regulamentações regionais permitem apenas o ensino religioso não confessional nas escolas – onde o professor apresenta aos estudantes as histórias de todas as religiões, além de conteúdos de promoção da tolerância e do respeito pela liberdade de credo.

Todas as secretarias estaduais de Educação do país foram questionadas sobre suas regras específicas quanto ao tema. Entre as 26 secretarias estaduais e a Secretaria de Educação do Distrito Federal, todas menos uma afirmaram que a determinação para as escolas estaduais é que o ensino religioso tenha natureza não confessional. No total, as redes estaduais têm 7,4 milhões de alunos nos anos iniciais e finais do ensino fundamental.

No Piauí, a secretaria estadual afirma que a decisão cabe a cada escola sobre como deverá ser aplicado o ensino, mas há a determinação de oferta de pelo menos uma aula por semana. A secretaria diz, ainda, que não tem um levantamento sobre quantas escolas adotam o ensino confessional.

Já no Tocantins e em Mato Grosso do Sul, algumas escolas com convênios com a secretaria estadual são administradas por associações que podem ser religiosas. No caso do Tocantins, isso quer dizer que o ensino religioso pode ser confessional nessas escolas específicas, que não são consideradas parte da rede pública. Em Mato Grosso do Sul, a secretaria não informa se o ensino religioso é confessional nas seis escolas nessa situação, mas diz que ele é obrigatório a todos os alunos.

Por outro lado, há exemplos em que os gestores afirmam que as redes não vão rever suas políticas de ensino religioso não confessional, independente da decisão do Supremo Tribunal Federal.

Mesmo assim, Luiz Antonio Cunha, sociólogo representante do Centro de Estudos Educação e Sociedade, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e coordenador do Observatório da Laicidade na Educação (OLE), alerta que o proselitismo acaba aparecendo no cotidiano escolar inclusive fora das aulas de ensino religioso, de forma dissimulada, privilegiando atividades como rezas de credo cristão e exposição de citações bíblicas nos espaços das escolas.

Quem dá as aulas? E quem paga o salário?

Como praticamente todas as redes estaduais definiram que o ensino religioso é não confessional, os professores dessa disciplina têm processos de contratação e pagamento semelhante aos dos demais docentes: o salário é pago pelo poder público.

A maioria dos professores são concursados, segundo as secretarias estaduais, ou com contratos temporários como substitutos. A exigência, na maior parte dos casos, é que o professor tenha diploma de licenciatura em qualquer área, mas também uma formação específica em ensino religioso, em cursos aprovados pelos conselhos estaduais de ensino religioso ou em experiência de um número mínimo de horas – no Rio Grande do Sul, é preciso ter “400 horas de conhecimento específico e preparação para trabalhar com diversos tipos de religiosidade”.

No Rio Grande do Norte, tanto para vagas efetivas quanto para temporárias, “é exigida a formação em nível superior de licenciatura em ciências da religião, teologia e afins”.

No Paraná, os professores são da rede estadual com formação na área de humanas, mas há um convênio com a Associação Inter-Religiosa de Educação (Assintec) “para subsídio teórico”, segundo a rede.

Redes municipais

Em entrevista ao G1, Alessio Costa Lima, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretário de educação do município de Alto Santo, no Ceará, afirma que o entendimento entre os secretários responsáveis pelas redes municipais de ensino é o de seguir o que diz a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e vedar o ensino confessional.

As redes municipais concentram a maior parcela dos alunos no ensino fundamental: atualmente, são 15,5 milhões de matrículas, segundo dados do Censo Escolar 2016.

“O Estado brasileiro é laico, então não cabe o ensino religioso que seja de uma religião específica. Ele deve ter questões de formação da pessoa humana, do cidadão, do convívio harmônico em sociedade”, afirma. Costa Lima diz que a realidade do ensino religioso confessional está limitada a “situações pontuais” de escolas privadas que pertencem a uma ordem religiosa.

“Nós não podemos seguir esse tipo de orientação nem defender esse tipo de orientação nas escolas públicas, sobretudo por se tratar de ensino financiado por recursos públicos.” – Alessio Costa Lima

De acordo com o presidente da Undime, os dirigentes municipais defendem que o ensino religioso receba espaço na última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atualmente em fase de debate e homologação no Conselho Nacional de Educação (CNE). “Defendemos que é uma disciplina que integra o currículo, portanto deverá estar na BNCC em que série o conteúdo será desenvolvido e como. E é importante que os conselhos municipais e estaduais normatizem essas questões, para que a gente não veja aberrações em torno do que a lei possibilita.”

Entenda a decisão do STF

O ensino religioso, segundo a LDB, é obrigatório para as escolas de ensino fundamental, mas facultativo aos alunos. Isso quer dizer que as escolas devem oferecer as aulas, mas os alunos podem optar por não assistir a elas.

A questão foi parar no STF por causa de um questionamento da Procuradoria-Geral da União a um decreto do governo federal de 2010, que oficializou um acordo entre o Brasil e a Igreja Católica. Desde então, o país conta com duas instruções sobre o ensino religioso:

  • Lei de Diretrizes e Bases: Por um lado, a LDB diz que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”.
  • Acordo entre o Brasil e a Santa Sé: Por outro lado, no acordo firmado pelo governo federal e a Igreja Católica, um dos artigos afirma que “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.

O julgamento do STF terminou decidindo, por seis votos a cinco, deixar tudo como está, ou seja, a decisão ainda permite que as redes de ensino possam decidir se as aulas serão confessionais ou não.

Veja a situação em cada rede estadual:

ACRE: De acordo com dados da Secretaria de Educação do Acre, o ensino religioso nas escolas estaduais é não confessional. “Os professores que dão as aulas são contratados e efetivos do estado e, geralmente, são professores de história e seguem uma cartilha que foi confeccionada em parceria com o Centro Ecumênico.” Como são funcionários do Estado, são pagos com recursos públicos e dão aula de ensino religioso aos alunos uma vez por semana, totalizando uma carga horária de 40 horas por ano. “O Acre deve permanecer com o mesmo formato que já é praticado nas instituições (não confessional).”

ALAGOAS: A Secretaria Estadual de Educação de Alagoas afirmou que “o ensino religioso na rede estadual não é confessional, os professores falam de todos os credos e com uma abordagem neutra, destacando o que cada crença prega e suas características”. Os professores são efetivos ou contratados como monitores e não há parceria com outros órgãos para pagar seus salários. “Quem ministra estas aulas são geralmente professores de filosofia ou sociologia.” A matrícula só é efetivada mediante a solicitação dos pais ou responsáveis legais e deve ser registrada em seu histórico escolar. A carga horária é de uma aula por semana e as aulas são oferecidas apenas no ensino fundamental (regular ou no ensino para jovens e adultos – EJA).

AMAPÁ: A Secretaria Estadual de Educação do Amapá disse que as escolas estaduais oferecem o ensino religioso não confessional “como parte integrante da proposta pedagógica da escola”, para o ensino fundamental regular e do EJA, de uma hora-aula semanal. Além disso, “todas as escolas que escolas que possuem ensino fundamental, cerca de 296, são obrigadas a ofertar o ensino religioso, sendo que a disciplina é obrigatório para a escola e facultado para estudante”. Sobre a decisão do STF, o Amapá afirmou que “aguarda o desencadeamento da discussão” e que “começará a se organizar para as possíveis mudanças, dentro do contexto da liberação do STF”.

AMAZONAS: A Secretaria Estadual de Educação do Amazonas afirma que optou pelo ensino religioso não confessional por entender “a importância de se garantir o respeito à diversidade religiosa, sem imposição de dogmas ou pretensão de conversão da comunidade escolar”. Segundo a secretaria, o ensino religioso “contribui para a formação global dos alunos, levando-os a compreender e a respeitar a crença de todos, além de perceber a pluralidade de nossa sociedade, e aprender a conviver com as diferenças na busca pelo bem comum”. As aulas são oferecidas aos alunos do 1º ao 9º ano do fundamental com carga horária de 40 horas anuais, com uma aula por semana.

BAHIA: De acordo com a Secretaria Estadual de Educação da Bahia, atualmente o ensino religioso nas escolas estaduais é de natureza não confessional e elas precisam oferecer uma aula por semana, mas os alunos podem optar por não participar.

CEARÁ: Segundo a Secretaria Estadual de Educação do Ceará, no estado o ensino religioso segue a LDB e é ofertado apenas para os anos de ensino fundamental. Das 716 escolas estaduais, apenas 38 delas oferecem ensino fundamental (do 7º ao 9º ano). Nelas, “o trabalho de ensino religioso nestas unidades ocorre por meio da formação cidadã, com a abordagem de princípios de ética, respeito ao próximo e valores. Não há uma doutrina específica”.

DISTRITO FEDERAL: A Secretaria de Educação do Distrito Federal afirmou que “o ensino religioso nas escolas da rede pública é não confessional, pois não está vinculado a igrejas ou confissões religiosas” e que seus professores são concursados. As aulas ocupam uma hora semanal e “são ministradas no horário normal de aula dos estudantes”, de maneira facultativa.

ESPÍRITO SANTO: A Secretaria de Estado da Educação informou que cumpre com a obrigatoriedade da oferta do ensino religioso, que pode ser cursado ou não pelos alunos, a critério dos pais. “A disciplina tem como objetivo promover a compreensão, a interpretação e a (re)significação da religiosidade e do fenômeno religioso em suas diferentes manifestações, linguagens e paisagens religiosas presentes nas culturas e nas sociedades.” Segundo a secretaria, 87 mil dos mais de 100 mil alunos fazem a disciplina. Os demais alunos usam o horário dessa aula (que ocorre uma vez por mês) para cursar duas disciplinas: “Aprofundamento de Leitura e Escrita” (nos anos iniciais do fundamental) e “Projeto de Pesquisa” (nos anos finais do fundamental). “Para ser professor da disciplina de ensino religioso na rede estadual é preciso ter licenciatura em qualquer área do conhecimento, acrescida de formação específica em Ensino Religioso, aprovada pelo Conselho de Ensino Religioso do Espírito Santo.”

GOIÁS: A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás informa que o ensino religioso “tem por base os eixos, conteúdos e expectativas de aprendizagem apresentados no Currículo Referência da Rede”, no modelo não confessional, com matrícula facultativa. Porém, em Goiás, as escolas estaduais “não são obrigadas a lecionar ensino religioso”. Caso a escola ofereça a disciplina, a carga horária deve ser de uma aula de 50 minutos por semana. A secretaria diz ainda que as aulas são ministradas no contraturno, ou seja, fora do horário regular.

MARANHÃO: De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o ensino religioso no Maranhão é de natureza não confessional e oferecido pelas escolas estaduais somente no ensino fundamental, de forma facultativa, e com uma carga horária de 40 horas por ano. Para dar aulas de ensino religioso na rede estadual, o professor precisa ser aprovado em concurso público em teologia ou ciências da religião. “O currículo do ensino religioso é baseado na religiosidade humana e valores fundamentais universais, portanto, laico”, diz a secretaria.

MATO GROSSO: Em Mato Grosso, a secretaria afirmou que o ensino religioso não é confessional e é ofertado de maneira facultativa nas escolas estaduais de ensino fundamental (que vão do 5º ao 9º ano). “A oferta da disciplina assegura o respeito à diversidade cultural-religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. O ensino religioso, como conhecimento humano, visa subsidiar o aluno na compreensão do fenômeno religioso, presente nas diversas culturas e sistematizado por todas as tradições religiosas.” Além disso, a secretaria diz que “para que a unidade escolar oferte a disciplina é necessária a formação de uma turma de no mínimo 25 alunos”, e que a duração é de uma hora de aula por semana, “dada por um professor efetivo ou contratado”.

MATO GROSSO DO SUL: Segundo a Secretaria Estadual de Educação do Mato Grosso do Sul, o ensino religioso é oferecido nos anos finais do ensino fundamental e facultativo aos alunos, com exceção de seis colégios religiosos conveniados à secretaria, onde as aulas de ensino religioso são obrigatórias. Caso os alunos dos demais colégios optem por assistir às aulas de ensino religioso, eles precisarão cumprir uma carga horária com 67 horas a mais que a dos demais colegas por ano. De acordo com o Referencial Curricular do ensino fundamental do Mato Grosso do Sul, o ensino religioso deve buscar “a formação integral do cidadão, assegurando-lhe o respeito à diversidade cultural e religiosa no Brasil, vedando qualquer forma de proelitismo e observando uma prática educativa pautada no fenômeno religioso por meio das ciências da religião”.

MINAS GERAIS: A Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais disse que o ensino religioso é ofertado aos alunos do ensino fundamental, mas que os pais ou responsáveis devem manifestar a opção pela disciplina no ato da matrícula. “As aulas são de caráter não confessional e são trabalhados temas como família, formação cidadã, valores, princípios éticos e outros temas que possam contribuir na formação do cidadão.” Os professores passam por concurso público ou são designados para essa função, e precisam ter formação específica na área. A secretaria diz ainda que “o Currículo Básico Comum de Minas Gerais será revisado após a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”.

PARÁ: O Pará tem a carga horária mais alta para as aulas de ensino religioso – são ministradas duas vezes por semana. A Secretaria Estadual de Educação informou que o ensino integra a grade do 6º ao 9º ano do fundamental e que vai “estudar a questão e instruir sobre as atividades pedagógicas adequadas à decisão judicial”. Atualmente, a secretaria diz ter 180 professores concursados atuando no ensino religioso.

PARAÍBA: De acordo com uma resolução de 2004 do Conselho Estadual de Educação da Paraíba, o ensino deve ter “caráter interconfessional, distinto da catequese, tanto nos seus objetivos como no seu conteúdo, devendo assegurar o respeito e tolerância à diversidade cultural-religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”. Segundo as Diretrizes Operacionais de 2017, publicadas no portal do governo da Paraíba, o ensino religioso é oferecido durante uma hora por semana para todos os anos do ensino fundamental (do 1º ao 9º ano). Do 1º ao 5º ano, ele “poderá ser ministrado pelo professor polivalente ou por um professor licenciado na disciplina”. Nos anos finais do ensino fundamental, a resolução do conselho estadual estipula que o professor tenha diploma de licenciatura plena em ciências da religião ou ensino religioso, história, filosofia, ciências sociais, pedagogia e psicologia.

PARANÁ: De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o ensino religioso na rede estadual paranaense não é confessional. Os professores pertencem à rede estadual e são formados na área de ciências humanas. “Existe apenas um convênio com a Assintec (Associação Inter-Religiosa de Educação) para subsídio teórico”, diz a secretaria. As aulas são oferecidas para alunos do sexto e sétimo anos e a carga horária é de uma aula por semana.

PERNAMBUCO: A Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco diz que o ensino religioso é facultativo e tem caráter não proselitista, baseado em cinco eixos temáticos: Introdução ao Ensino e ao Fenômeno Religioso; Diversidade Cultural-Religiosa e Diálogo Inter-religioso; Elementos Constituintes das Tradições e/ou Culturas Religiosas; Paisagem Religiosa e Lugares Sagrados; e Temas Transversais geradores de diálogo inter-religioso: cidadania, religiões e democracia. “A decisão do Superior Tribunal Federal (STF) não trará, a princípio, alterações ao trabalho pedagógico realizado nas escolas da rede estadual”, diz a secretaria.

PIAUÍ: Segundo a Secretaria Estadual de Educação, no Piauí o Conselho Estadual de Educação decidiu que cada escola tem autonomia para escolher o conteúdo da disciplina de ensino religioso. A assessoria de imprensa afirmou, porém, que a secretaria não tem um levantamento sobre quantas escolas optaram pelo modelo confessional. Disse ainda que não há parcerias com entidades para a contratação de professores. “As contratações são por concurso ou processo seletivo. São 1.705 professores de ensino religioso nas escolas estaduais. Desses, 970 são efetivos e 735 substitutos”, diz a pasta, que afirma que o pagamento é feito com recursos públicos. “A decisão cabe a cada escola sobre como deverá ser aplicado o ensino, mas há a determinação de oferta de pelo menos uma aula por semana.”

RIO DE JANEIRO: A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro afirma que desde 2002 o ensino religioso nas escolas estaduais não é mais confessional, e informa que “continuará a oferta do ensino religioso na educação básica com a recomendação de ser ‘não confessional’ e de maneira optativa em sua matriz curricular”. Atualmente, cerca de 195 mil optaram por assistir às aulas. A rede estadual tem a orientação de inserir o ensino religioso no processo educativo e diz que ele “deve congregar valores à formação dos estudantes, incentivando o diálogo, promovendo a reflexão sobre a religiosidade de cada um e valorizando a diversidade cultural e religiosa, viabilizando na escola pública o exercício da tolerância e o respeito”.

RIO GRANDE DO NORTE: A Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Norte diz que o ensino religioso não é confessional, tem oferta obrigatória e adesão facultativa. “Os professores são admitidos através de concurso público para as vagas efetivas e processo seletivo para as vagas temporárias. Em ambos é exigida a formação em nível superior de licenciatura em ciências da religião, teologia e afins.” As aulas são ministradas de acordo com o horário de aulas fixado por cada escola com carga horária de 40 aulas por ano.

RIO GRANDE DO SUL: A Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul diz que as orientações para o ensino religioso são baseadas na Constituição Estadual, que determinar que o ensino deve ser laico e contemplar a diversidade e todas as religiões, com média de uma aula por semana. “O professor tem que ter uma licenciatura em qualquer área e mais 400 horas de conhecimento específico e preparação para trabalhar com diversos tipos de religiosidade.” A secretaria diz ainda que “a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF) não interfere em nada no que já vem sendo realizado no Rio Grande do Sul e não modifica absolutamente em nada a lei vigente”.

RONDÔNIA: De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o ensino religioso é do modelo não confessional, oferecida aos alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de forma optativa, sempre antes ou depois das aulas regulares. Atualmente, há 420 escolas estaduais em Rondônia, e 217 mil alunos, segundo o Censo Escolar de 2016.

RORAIMA: O modelo de ensino religioso em Roraima é não confessional, segundo a Secretaria Estadual de Educação. “As aulas são trabalhadas como ciências. São ministradas como história da religião, sem dar tendência a alguma religião, é algo de uma forma mais ampla.” As aulas acontecem uma vez por semana e duram uma hora. Além disso, “são ministradas por pedagogos, historiadores e professores de outras formações, dependendo da carga horária livre de cada profissional”.

SANTA CATARINA: O decreto que regulamenta a questão em Santa Catarina data de 2005 e garante, nas escolas estaduais catarinenses, o ensino religioso de natureza não confessional. Porém, segundo a Secretaria Estadual de Educação, desde 1996 o estado adota o ensino religioso não confessional, “com contínuos investimentos em formação continuada dos docentes e com elaboração de propostas curriculares de cunho não confessional”, e não irá implementar o modelo autorizado pelo STF. Desde 2001 há concursos públicos para ingresso de professores efetivos na área de ensino religioso, e é exigido dos candidatos o diploma de licenciatura plena em ensino religioso. “Como a gama de habilitados é insuficiente, a SED também realiza processos seletivos para Admissão de Professores Temporários (ACTs), cujo critério é sempre a formação acadêmica e não religiosa.”

SÃO PAULO: A Secretaria da Educação de São Paulo informou que segue a Lei de Diretrizes e Bases e possui uma resolução (SE nº28) que aborda o ensino religioso. Na rede, os alunos do 9º ano do ensino fundamental dos anos finais são consultados sobre o interesse de receberem aulas de ensino religioso. Caso haja quantidade de alunos suficiente, a turma é aberta. As aulas são ministradas por pedagogos e tratam das matrizes cultural e histórica das religiões.

SERGIPE: Uma resolução de 2003 do Conselho Estadual de Educação de Sergipe determina que, para dar aulas de ensino religioso nas escolas públicas da rede estadual, os professores precisam ter um diploma de licenciatura em qualquer área do conhecimento, além do diploma de um curso de extensão ou capacitação continuada em ensino religioso, com carga horária mínima de 360 horas, Além disso, as aulas devem respeitar a “diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”.

TOCANTINS: O ensino religioso no Tocantins tem natureza não confessional, segundo a Secretaria Estadual de Educação. “Os professores são contratados pelo Estado e pagos pelo Estado independente da religião”, diz a secretaria, e a disciplina só é ofertada na rede estadual no ensino fundamental, em uma aula semanal de 50 minutos. A pasta afirmou, ainda que, algumas escolas que não fazem parte da rede pública, mas têm convênio com a rede estadual, podem ser administradas por associações religiosas que têm autonomia para oferecer ensino religioso tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio de maneira confessional. Neste caso, “o Estado paga por meio de convênios” o salário do professor.

*Colaboraram o G1 AC, G1 AL, G1 AM, G1 AP, G1 BA, G1 CE, G1 DF, G1 ES, G1 GO, G1 MA, G1 MG, G1 MS, G1 MT, G1 PA, G1 PB, G1 PE, G1 PI, G1 PR, G1 RJ, G1 RN, G1 RO, G1 RR, G1 RS, G1 SC, G1 SE, G1 SP e G1 TO.

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Anastácio critica posições de Dom Aldo: “tem religioso que não gosta de gente”

frei-anastacioO deputado estadual Frei Anastácio foi questionado pela imprensa, nesta quinta-feira (3), sobre o suposto processo investigatório deflagrado pelo Vaticano contra o arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto. Na oportunidade, o parlamentar, que é membro da Igreja Católica, evitou comentar sobre o processo, mas deixou clara a sua posição crítica em relação ao arcebispo.

“É o seguinte, a minha praia é o movimento social, são os trabalhadores, e quando tem gente na rua, eu fico satisfeito. Não estou preocupado se Dom Aldo vai ou se não vai, estou é preocupado se o povo vai, porque o povo indo é o importante”, disse Frei Anastácio.

O deputado ainda afirmou que a Igreja Católica tem evoluído sob a orientação do Papa Francisco e, sem citar nomes, mas dentro dos questionamentos sobre Dom Aldo Pagotto, criticou a conduta de alguns membros do catolicismo.

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“Na igreja, eu vejo que as posições do Papa Francisco têm sido muito coerentes com o evangelho. Ele diz que os padres, os bispos, e os religiosos têm que sentir o cheiro das ovelhas. Agora, temos padres, temos bispos, temos religiosos, e temos cristãos que tem medo do povo”, concluiu.

Investigação
Por decisão do Vaticano, Dom Aldo Pagotto, só poderia realizar missas e casamentos, mas não ordenar diáconos e padres. A informação foi revelada por um grupo de sacerdotes à imprensa paraibana. O alvo seria a conduta ‘anti-democrática’ do arcebispo na Igreja.

Em Nota, Dom Aldo negou a acusação afirmando que a informação ‘caluniosa’ foi afirmada no anonimato, desprovida de provas documentais. “Deve ser negado, porquanto não há como responder à série de boatos acusatórios”, diz.

WSCOM Online

Governo altera expediente das repartições estaduais no feriado religioso

calendarioO Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Administração, publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (3), a portaria de nº 682 que considera ponto facultativo nas repartições estaduais da administração direta e indireta do poder executivo na próxima segunda-feira (8), devido ao feriado religioso consagrado à Nossa Senhora da Conceição.

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De acordo com a portaria, os veículos oficiais deverão ser recolhidos às suas repartições de origem ou ao Centro Administrativo, após o término do expediente desta sexta-feira (5), e liberados uma hora antes do início do expediente da próxima terça-feira (9). No entanto, os serviços essenciais serão preservados como ambulâncias, fiscalizações da Secretaria de Estado da Receita, Administração Penitenciária, Segurança e Defesa Social, Polícias civil e militar, que poderão transitar normalmente no período, para a execução das atividades essenciais. Qualquer liberação excepcional deve ser precedida de autorização do Gabinete Militar do Governador.

Além disso, será de responsabilidade da Polícia Militar a apreensão e o recolhimento dos veículos encontrados transitando no período que não haverá expediente sem a devida autorização.

Feriado – No dia 8 de dezembro, celebra-se o dia da Imaculada Conceição. Este dia invoca a vida e a virtude de Virgem Maria, mãe de Jesus, concebida sem marca do pecado original. É uma data de grande significado para a Igreja Católica.

Secom-PB

Magreza de Padre Marcelo Rossi comove fiéis, mas o religioso diz ter voltado ao ‘seu peso normal’

Foto: Reprodução / Basílica Santuário de Nazaré
Foto: Reprodução / Basílica Santuário de Nazaré

“Na Bíblia, Jesus fala que o jejum deixa as pessoas mais inspiradas’’, lembra Padre Marcelo Rossi, ao comentar que passou por um período de restrição alimentar enquanto compunha as canções de “O tempo de Deus’’, CD que ele lança essa semana. O regime severo, no entanto, foi além da motivação criativa, chegando à anorexia. Por só se alimentar de alface e hambúrguer num período de depressão, o homenzarrão de 1,95m de altura foi dos 128kg aos 60kg, no fim do ano passado. Mas apesar de ainda despertar intenso burburinho pela magreza — sua presença no Círio de Nazaré, em Belém do Pará, no último dia 12, causou verdadeira comoção nas redes sociais — ele garante que a saúde está 100%.

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— Estou de volta aos meus 80 e poucos quilos, que é o meu peso normal. Mas como as pessoas me viram muito inchado durante meses, estranham. Chegaram a dizer que eu estava com câncer, meu Deus! Até a minha mãe estranhou. Já voltei a ter uma dieta equilibrada, pratico a minha caminhada e a minha corrida na esteira diariamente, estou muito bem — afirma Padre Marcelo, que não teve acompanhamento médico durante o restabelecimento: — A oração foi a minha salvação. Também não usei remédio antidepressivo, só minha conexão com Deus.

 

Padre Marcelo Rossi no “Altas Horas”, no último sábado
Padre Marcelo Rossi no “Altas Horas”, no último sábado Foto: Zé Paulo Cardeal / TV Globo

 

A depressão foi desencadeada por um acidente na esteira há quatro anos. O padre quebrou a perna, ficou numa cadeira de rodas por seis meses usando anti-inflamatórios e ganhou peso. Ferido em sua vaidade pelos comentários dos fiéis sobre seu sobrepeso, o homem sempre atlético, formado em Educação Física, tomou a atitude radical na alimentação.

— Sou vaidoso com relação ao corpo e ao cabelo. Tomo Finasterida (remédio para cortar a queda de cabelo) há anos, sem me preocupar com as consequências. Sou celibatário, isso não tem importância para mim (um dos efeitos do medicamento é a impotência sexual) — revela.

O padre também diz que se tornou alvo de energias ruins:

— Perdi meus três cachorros, e isso me deixou infeliz. Eles morreram um atrás do outro, do nada. A inveja e o mal existem, mas não posso reclamar, só rezar mais.

Agora livre da doença, ele a analisa com outros olhos.

— A depressão foi uma bênção de Deus na minha vida. Achava que isso era frescura, escutava testemunhos e não dava muita bola — diz ele, que transformou o sofrimento nas canções do novo disco e num livro sobre ansiedade e depressão, a ser lançado em 2015: — Assim como o CD “O tempo de Deus’’, creio que o livro vai ajudar pessoas que sofrem do mesmo mal.

“O tempo de Deus’’, com 14 músicas, chega aos consumidores a R$ 10.

Dificuldade para andar pelas ruas

Em 2014, Padre Marcelo Rossi completa 20 anos de sacerdócio. Desde 1998, quando lançou o primeiro de seus 13 discos, o representante do movimento de Renovação Carismática Católica tornou-se um fenômeno de mídia e popularidade ao incentivar fiéis a cantarem e dançarem como forma de oração. O sucesso de milhões de discos e livros vendidos lhe trouxe a fama. E com ela, o religioso trava uma luta diária:

— Pago um alto preço. Se quero visitar alguém no hospital, ir à farmácia ou ao supermercado, não posso ir de dia, só de madrugada. Mesmo assim as pessoas que me encontram me param, querem conversar, tirar foto. Até para votar é difícil. Tive que trocar de local de votação porque muita gente descobriu onde eu ia por anos, e me cercava. Agora, chego cedinho, não furo fila, mas cumpro o meu dever rapidinho e vou embora para não gerar tumulto.

Sobre as eleições atuais, ele se diz totalmente contrário à união de religião com política:

— A Igreja Católica já aprendeu que essa mistura não dá certo. Padre ou pastor que se candidata a cargo público está errado. Jamais votaria num desses.

 

Com o padre Fábio de Melo e Xuxa: sempre na mídia
Com o padre Fábio de Melo e Xuxa: sempre na mídia Foto: Matheus Cabral / Divulgação

 

Acusação de exibicionismo não o abala

A perda da privacidade pode ter chegado a níveis muito mais dramáticos do que simplesmente a idolatria de seus fiéis, no caso de Padre Marcelo. Uma reportagem publicada pelo site Uol, no último dia 30 de setembro, afirma que o religioso foi investigado pelo Vaticano por cerca de dez anos. A averiguação teria sido motivada pela denúncia de um religioso brasileiro que teria acusado o padre de exibicionismo e de se desvirtuar das práticas católicas, transformando suas missas em “circos’’.

— Não tem sentido, e eu nunca desconfiei de nada nesse sentido. Mesmo que essa investigação tenha acontecido, não tenho nada a esconder. Em 2010, recebi das mãos do então Papa Bento XVI o Prêmio Cardeal Van Thuan, reconhecendo minha dedicação como evangelizador moderno. Sendo assim, chego à conclusão de que não encontraram nada que depusesse contra mim, e que estou aprovado no trabalho que realizo junto à Igreja — afirma o padre, mencionando uma outra ocasião em que descobriu ter tido seu celular clonado: — Foi em 98. Um amigo meu que trabalha com isso analisou e me alertou que estavam tentando pegar algum vacilo meu. Mas não adianta, eu não devo nada.

Padre Marcelo procura amenizar polêmicas também ao falar sobre sua relação com outro religioso midiático, Padre Fábio de Melo. Por muitos anos e até hoje há insinuações de que exista alguma rixa entre os dois.

— Padre Fábio é um grande amigo. Vou fazer o lançamento do meu CD em seu programa, na Canção Nova. Eu dei umas dicas a ele, ele também me abriu a cabeça para outros modos de pensar, porque eu era um pouquinho radical, principalmente com relação à batina, que ele não usa. A questão é: somos unidos, porém diferentes. Mas unidos, o que é mais importante.
Extra

Deputado religioso detona paraibana Luiza Erundina e critica Marina Silva: ‘Ela deu um tiro no pé!”

juthayA postura da paraibana Luiza Erundina (PSB) coordenadora da campanha presidencial de Marina Silva (PSB) que criticou duramente a ocupação dos horários da TV, provocou a ira do líder da Igreja Universal do Reino de Deus na Paraíba o deputado estadual Pastor Jutahy Menezes (PRB) que anunciou não votar em Marina, sendo alvo de contestação por parte do parlamentar.

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“Eu acho que a Marina errou quando aceitou Luiza Erundina como sua coordenadora de campanha, principalmente ela que tem uma base no segmento evangélico e Erundina é uma firme combatente dos evangélicos numa demonstração que foi dada na tribuna da Câmara Federal que se mostrou contrária a posições dos evangélicos”, alfinetou.

Pastor Jutahy se mostrou chateado com a postura da paraibana:

“E Marina estando ao lado de Luiza só faz com que ela venha a aderir a esse pensamento dela e acho que Marina está perdendo uma grande parte desse segmento evangélico que não está votando com ela”, explicou, sentenciando que: “Ela deu um tiro no pé, eu mesmo era uma pessoa que admirava a sua posição política e hoje eu tenho duvidas disso, se eu já não votava agora eu já voto mesmo!”, pontuou.

ENTENDA> Discursando por quase quatro minutos no plenário da câmara, a deputada Luiza Erundina indignada reclamou do arrendamento de emissoras de TV por parte de igrejas evangélicas. No discurso, a reclamação da deputada é por conta da compra dos horários da CNT pela Igreja Universal.Ela usa termos como “proselitismo religioso” para criticar os programas evangélicos.

Os evangélicos somam 42,3 milhões de fiéis, massa de eleitores cobiçadíssima. Nos últimos quatro pleitos, a bancada evangélica na Câmara passou de 44 para 71 deputados.

Segundo o Censo 2010, do IBGE. Os evangélicos das mais variadas denominações somam 42,3 milhões de fiéis, ou 22,2% da população, massa de eleitores cobiçadíssima. Trata-se da religião que mais cresce no Brasil, à custa de um lento, mas constante, declínio católico. Os seguidores da Igreja de Roma passaram de 73,6%, em 2000, para 64,6%, em 2010. Se mantida a tendência, os protestantes poderão representar um terço dos brasileiros na próxima década.

Henrique Lima

PB Agora

Senador anuncia que estão abertas as inscrições para projetos de turismo religioso

 

Vital do Rêgo coloca a disposição seu gabinete para ajudar os gestores na formulação das propostas

 

 

Turismo religiosoUm dos segmentos que mais cresce no Brasil é o turismo religioso. Sabedor disso o senador Vital do Rêgo (PMDB) recebeu a garantia por parte do ministro do Turismo, Gastão Vieira de que o MTur vai investir R$ 750 mil em projetos de estados e municípios voltados para o fortalecimento do segmento de turismo religioso no país, no ano em que será realizada a Jornada Mundial da Juventude no Brasil. Vital vem a público convocar os gestores paraibanos que tem em seus municípios vocações turísticas para o setor a enviarem projetos ao ministério, ele já deixa seu gabinete a total disposição dos gestores para a formulações de suas propostas.

 

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O senador obteve do ministro que é indicado do PMDB no governo da presidente Dilma a confirmação de que a abertura do processo seletivo no Sistema de Convênios (Siconv) está aberto e se estende  até 17 de maio, onde vai contemplar projetos das cinco macrorregiões brasileiras.

 

Entre os projetos que poderão ser contemplados com recursos da pasta estão os de apoio à formação ou fortalecimento de comitês gestores de turismo religioso e formação ou aperfeiçoamento de roteiros ou destinos.

 

A seleção de projetos é exclusiva para entes públicos. “O valor mínimo a ser liberado por convênio é de R$ 100 mil e o máximo de R$ 150 mil. O processo seletivo ficará aberto por 45 dias para a apresentação das propostas. O resultado final deverá ser divulgado em 6 de junho”, garantiu o senador.

 

O senador peemedebista revelou que, enquanto o ministro do Turismo, Gastão Vieira, vem a público relatar que a atividade turística impacta mais de 50 segmentos da economia e é responsável, atualmente, por 3,6% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) a gestora de turismo do Sebrae – Paraíba, Regina Amorim declarou recentemente uma dura realidade de que a estrutura atual do Estado trava o recebimento de eventos de grande porte.

 

De acordo com Regina Amorim, vários encontros nacionais que poderiam estar sendo realizados na Paraíba, estão impossibilitados devido à falta de apoio dos órgãos públicos, a exemplo da PBTur. “Eles buscam espaço em um mercado que tem potencial para crescimento, mas que precisa de estrutura adequada para atrair esses eventos. Daqui a três anos teremos Copa do Mundo, e cidades como Recife e Natal receberão jogos. Imagine a quantidade de eventos que podemos ter nesse período”, afirmou.

 

Sabedor da importância dos investimentos neste setor Vital que é titular da Subcomissão Temporária da Copa 2014, Olimpíada e Paraolimpíada 2016 (CDRCOO), e vem ao longo da sua vida pública valorizando o potencial turístico que a Paraíba tem a oferecer aos brasileiros e turistas internacionais, a exemplo do projeto de lei no Senado que propôs a regulamentação da profissão de Agente de Turismo; dá audiência recente que teve com o presidente da Embratur, Flávio Dino, onde obteve dele a garantia de investimentos turísticos da empresa na promoção dos destinos turísticos paraibanos; como também seu intenso trabalho junto ao ministro da pasta Gastão Vieira, na inclusão das dez cidades paraibanas entre os destinos turísticos da Copa do Mundo de 2014. “Os dados mostram que o turismo se consolida como um dos principais setores da economia brasileira, um grande vetor de geração de empregos, divisas e de diminuição das desigualdades no Brasil”, afirma.

 

 

 

Assessoria

MPF apura possível ameaça de morte a religioso por fazendeiros

ameaçaO Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul solicitou à Polícia Federal de Naviraí a instauração de inquérito policial para apurar possível crime de ameaça contra um frei franciscano que atua junto às comunidades indígenas guarani-kaiowá e guarani-ñandeva no sul do estado.

A ameaça de morte teria sido realizada verbalmente por fazendeiros e comerciantes de Iguatemi durante uma reunião, em janeiro deste ano, na sede da Associação Comercial do município. O encontro tratava da publicação de portaria da Fundação Nacional do Índio (Funai) que delimita a Terra Indígena Iguatemipegua I (Mbarakay e Pyelito) e dá prosseguimento à demarcação de terras na região.

Na ocasião, o frei teria sido acusado de incitar os índios a ocupar fazendas e reivindicar áreas. Intimidado, o religioso encaminhou documento ao MPF relatando o fato. Na representação, ele afirma realizar apenas trabalho de evangelização e promoção social em prol das comunidades indígenas, sem interferir na autonomia dos índios nem incentivar a ampliação de suas reservas.

A Polícia Federal deve investigar as circunstâncias do fato para identificação dos autores da possível ameaça. Se identificado o crime, a punição prevista no Código Penal é de detenção, de um a seis meses, ou multa.

 

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Terra Indígena Iguatemipegua

Em 8 de janeiro de 2013, foi publicada a Portaria 01/2013 da Funai que reconhece a Terra Indígena Iguatemipegua I como de ocupação tradicional das famílias guarani-kaiowa dos tekoha Pyelito Kue e Mbarakay. O documento delimita a terra em pouco mais de 41 mil hectares do município de Iguatemi. A área abrange um total de 46 imóveis.

Segundo o estudo publicado pela portaria, há registros do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) que comprovam a ocupação da região pelos indígenas. Um dos documentos afirma que “nos anos 1940, havia ‘um grupo de 215 índios’ vivendo no tekoha Pyelito, cuja posse passou a ser requerida por um ‘particular’”.

De acordo com a portaria, a situação fundiária em que hoje se encontram os índios é resultado de um processo histórico de expulsão das comunidades de suas terras, ora para a expansão da erva mate, ora para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.

 

 

do MPF/MS

12º Seminário Nacional de Formação de Professores de Ensino Religioso

Reunidos em Manaus (AM), na Faculdade Salesiana Dom Bosco, entre os dias 13 a 15 de setembro, cerca de mais de 800 educadores e educadoras participaram do 12º Seminário de Formação de Professores de Ensino Religioso, promovido pelo Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER) em parceria com o Governo do Estado do Amazonas – Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) – Faculdade Salesiana Dom Bosco, Conselho Regional Norte 1 da CNBB (Norte do Amazonas e Roraima) e mais seis entidades locais.

O Evento teve como tema principal “Ensino Religioso Área de Conhecimento da Educação Básica: interfaces com a proposta pedagógica da escola”.

Na solenidade de abertura, autoridades religiosas e civis, com ênfase nas educacionais, cumpriram suas funções sociais de maneira acolhedora. A coordenadora geral de Diversidade Religiosa, Marga Janete Stroher, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o coordenador do Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER) proferiram em dois momentos e com destaque de aspectos diferenciados,  porém afins,  a conferência: “Organização Curricular da Educação Básica: políticas, concepções e práticas”.

A programação constou da apresentação de duas mesas de debates com os temas: “Ensino Religioso – Área de Conhecimento da Educação Básica”; “Ensino Religioso e a Proposta Pedagógica da Escola: desafios e perspectivas”.

A assessora da CNBB, professora Anísia de Paulo Figueiredo, participante da primeira mesa, além dos fundamentos para a compreensão sobre o que é Área de Conhecimento no entendimento da legislação brasileira em quatro reformas de ensino, divulgou um blog construído, de forma interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, de modo a privilegiar princípios e critérios constantes da legislação atual da Educação Básica no Brasil, referindo-se ainda à Biblioteca Virtual do Ensino Religioso no site da CNBB.

O professor Adecir Pozzer contextualizou o Ensino Religioso em suas respectivas fases históricas no Brasil e do FONAPER desde a sua criação e atuação em determinadas épocas da história atual.

Já Lílian Blanck de Oliveira sintetizou ideias de maior significado das exposições anteriores e destacou aspectos de maior importância em relação à formação de professores no Brasil, pontuando a criação da Rede Nacional das Licenciaturas de Ensino Religioso (RELER).

No último dia, a mesa composta pelas professoras Ângela Ribeiro Holanda, Gracileide Alves da Silva e Djanna Zita Fontanive, contribuiram com exposições que evidenciaram aspectos fundamentais das interfaces pedagógicas do Ensino Religioso como área de conhecimento, tomando como fio condutor o tema “Ensino Religioso e a Proposta Pedagógica da Escola: desafios, perspectivas”.

Durante o Seminário aconteceu a Assembleia Ordinária do Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso com a eleição da nova diretoria para o exercício do biênio até 2014. Ao Professor Adecir Pozzer, de Santa Catarina, coube a função de novo Coordenador da Entidade. Algumas Comissões de Trabalho foram anunciadas, entre as quais a Comissão de Currículo, Comissão da Rede Nacional das Licenciaturas de Ensino Religioso (RELER), Comissão de Comunicações e outras.

Na escolha do local do Congresso Nacional de Ensino Religioso, em 2013, através de votação, permaneceu a cidade de Juiz Fora (MG) que concorreu com Belém (PA). Contará com o suporte da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), segundo o representante da mesma, presente no evento pelo Curso de Ciência da Religião da mesma Universidade. Tanto a Universidade Estadual do Pará (UEPA), como a UFJF, mantêm cursos de Licenciatura de Graduação Plena em Ciência(s) da Religião, com Habilitação em Ensino Religioso. A primeira, com quase duas décadas de funcionamento. A segunda, iniciante, embora seja a primeira Universidade do Brasil a criar um Curso desta natureza e que, por questões políticas, há quase quarenta anos, foi interrompido, continuando a oferecer somente os Cursos de Pós-Graduação em Ciência da Religião (Especialização, Mestrado e Doutorado).

CNBB