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Município de Dona Inês celebra o dia da Padroeira do Brasil com grande festa religiosa

Fieis devotos de Nossa Senhora Aparecida celebram o dia da Santa Padroeira do Brasil com muita festa em Dona Inês, no Curimataú Paraibano. Como acontece há vários anos, o dia 12 de outubro é marcado por Romaria, Procissão e celebração de Santa Missa em vários pontos do Município.

A programação começa nesse sábado, 12 de outubro, logo cedo quando a Comunidade de Boa Vista, na Zona Rural, realiza uma Procissão com a imagem da Santa, saindo da Capela local até a Pedra do Bico, onde será celebrada uma Missa. A pedra do bico é um dos pontos visitados no município com frequência.

Ás 09h00 a Comunidade de Cajazeiras, também na Zona Rural, celebra o dia da Santa com uma Missa e passa o dia em oração. Na comunidade Quilombola Cruz da Menina, onde a Santa também é festejada, há visitação durante todo o dia.

O ponto forte da festividade religiosa em Dona Inês ocorre à tarde quando centenas de devotos de Nossa Senhora Aparecida, vindos de várias Cidades da região, saem em Romaria, da Capela em homenagem a Santa que fica na Cidade, até a Capela de Serra do Sítio. São 6km de percurso, onde religiosos peregrinam com louvor e oração, numa grande demonstração de fé e devoção. “Pessoas fazem esse percurso com pés descalços, outros vestidos apenas com mantos. Cada um encontra um jeito de demonstrar sua fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida”. Conta a aposentada Margarida Gomes, que há mais de vinte anos iniciou a tradição.

De acordo com o Padre Gaspar, Pároco no Município, para a edição deste ano, além dos fieis que percorrem o trecho de 6km a pé, cavaleiros e amazonas devem se juntar à multidão.

A Romaria tem início às 15h00.

O início da tradição

Foi por volta de 1995 que Dona Margarida estava em sua casa quando sentiu um mal estar. Em consequência desse mal estar, ela ficou com parte do corpo sem movimento. Foi quando ela pediu em preces a Nossa Senhora Aparecida a cura e se comprometeu em, alcançando a graça, caminhar até a Capela de Serra do Sítio, primeira comunidade no Município a celebrar o dia da Santa. No dia seguinte ela estava curada e como prometido fez o percurso de seis quilômetros a pé. Naquele dia ela saiu da cidade acompanhada por outras cinco pessoas, mas durante o percurso outros foram se juntando e chegaram à Capela de Serra do Sítio num total de 15 pessoas. No ano seguinte esse número já aumentou para umas cinquenta pessoas e de lá para cá o número de devotos só aumenta.

Há cerca de oito anos a população Donainesense se juntou e construiu uma capela vizinha a casa de Dona Margarida de onde sai a Romaria.

 

Assessoria

 

 

Paróquia Sagrada Família divulga programação religiosa da festa da Padroeira de Belém (PB)

igreadaconceicaoA Paróquia Sagrada Família divulgou, nesta segunda-feira (21), a programação religiosa da festa da padroeira de Belém, Nossa Senhora da Conceição, que terá início no próximo dia 28 de novembro (segunda-feira) com uma carreata saindo da Capela Nossa Senhora da Pureza, no distrito de Rua Nova, até a Igreja da Conceição, como é conhecido o templo religioso mais antigo da cidade de Belém.

Na programação religiosa também está agendada, para a manhã do dia 04 de dezembro, a partir das 7h00, saindo da Igreja da Conceição, a 3ª Caminhada à Pedra do Cordeiro, local onde será construído o monumento em homenagem à Padroeira de Belém, encerrando com uma Missa celebrada pelo Pe. Jardiel, administrador da paróquia. Também está programada, durante as manhãs deste período festivo, a partir das 5h00, a recitação do Ofício da Imaculada Conceição.

Após as celebrações noturnas serão realizados eventos culturais, leilões, quermesses e shows religiosos em frente à Igreja da Conceição, onde serão instaladas as tradicionais barracas com comidas e o parque de diversão.

Confira a programação (Missa/Novena):

Dia 28/11 (segunda-feira):

18h00 – Carreata saindo do distrito de Rua Nova

19h00 – Missa de abertura. Celebrante: Pe. Jandeilson

Dia 29/11 (terça-feira):

19h00 – Novena/Benção do Santíssimo. Celebrante: Diácono Severino

Dia 30/11 (quarta-feira):

19h00 – Novena/Benção do Santíssimo. Celebrante: Pe. Arimateia

Dia 01/11 (quinta-feira):

19h00 – Novena/Benção do Santíssimo. Celebrante: Diácono Sargento Roberto

Dia 02/12 (sexta-feira):

19h00 – Novena/Benção do Santíssimo. Celebrante: Pe. Jardiel

Dia 03/12 (sábado):

19h00 – Novena/Benção do Santíssimo. Celebrante:  Diácono Antônio de Freitas

Dia 04/12 (domingo):

18h30 – Procissão saindo da Igreja Sagrada Família

19h00 – Missa dominical na Igreja da Conceição. Celebrante:  Pe. João Firmo

Dia 05/12 (segunda-feira):

19h00 – Novena/Benção do Santíssimo. Celebrante: Pe. Marinaldo

Dia 06/12 (terça-feira):

19h00 – Novena/Benção do Santíssimo. Celebrante:  Mons. André

Dia 07/12 (quarta-feira):

19h00 – Novena/Benção do Santíssimo. Celebrante:  Pe. Pedro Alexandre

Dia 08/12 (quarta-feira):

16h00 – Procissão e em seguida Missa de encerramento. Celebrante: Pe. Gaspar e Pe. Jardiel (concelebrante)

correiobelenense

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Comitê Olímpico Internacional fará reclamação por faixa religiosa de Neymar no pódio

Na festa após a conquista da inédita e tão esperada medalha de ouro pelo futebol brasileiro, uma coisa chamou mais a atenção de dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) do que a felicidade da torcida e dos jogadores da Seleção: a faixa religiosa que Neymar ostentava na cabeça durante a cerimônia de premiação.

O adereço com os dizeres “100% Jesus” fere o regulamento do COI, que não permite manifestações de cunho comercial, político ou religioso nos pódios olímpicos. Em virtude disso, o Comitê prometeu enviar uma carta de reclamação à missão brasileira, segundo o Estadão. Apesar disso, nenhuma punição está prevista tanto para o atleta como para a delegação nacional.Neymar com a faixa no pódio olímpico após a conquista do ouro inédito

Neymar com a faixa no pódio olímpico após a conquista do ouro inédito

Foto: EFE

Para a entidade, a atitude de Neymar ao usar a faixa foi apenas um deslize cometido pelo jogador e demais membros da seleção que não o alertaram para o descumprimento da regra. Ainda segundo o jornal, o COI também acredita que uma sanção mancharia a medalha de ouro conquistada pela Seleção, o que não é a intenção do Comitê.

A “vista grossa” feita pelo COI no caso de Neymar é mais um momento em que a entidade abriu mão de seu rigor contra mensagens consideradas alheias ao esporte durante os Jogos do Rio. Desde o início das Olimpíadas, a organização vem aceitando as mensagens políticas e religiosas de torcedores nas arenas olímpicas, algo comumente proibido pelo Comitê em suas competições. A Justiça brasileira foi responsável pela decisão de permitir o pleno exercício da liberdade de expressão pelo público nas praças esportivas.

Terra

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A cada 3 dias, governo recebe uma denúncia de intolerância religiosa

DENUNCIAA cada três dias, em média, uma denúncia de intolerância religiosa chega à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Entre 2011 e 2014, 504 queixas desse tipo foram relatadas à pasta pelo Disque 100 –canal de denúncias para violações dos direitos humanos, que são repassadas à polícia e ao Ministério Público.

O governo federal reconhece que a intolerância religiosa, na prática, tende a ser maior do que aquela denunciada –e que cenas como a da menina de 11 anos agredida na semana passada com uma pedrada na cabeça ao sair de um terreiro de candomblé na Vila da Penha, zona norte do Rio, estão longe de ser casos isolados.

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Em 2013, 45 episódios relatados de intolerância religiosa envolveram violência física (20% dos casos do ano). Até julho de 2014, outros 18 haviam sido registrados (12%).

Fiéis de religiões de matriz africana (candomblé e umbanda) são os alvos mais comuns dos relatos de intolerância recebidos pelo serviço –um terço dos episódios em que há esse detalhamento.

A garota atingida com uma pedra no Rio foi atacada por dois homens que gritavam “Sai demônio, vão queimar no inferno, macumbeiros”.

Editoria de Arte/Folhapress

Segundo a avó da menina, os autores da agressão (não identificados) eram evangélicos. E são justamente os evangélicos que aparecem em segundo lugar entre as vítimas de intolerância –mais de um quarto dos casos detalhados.

A lista de atingidos não poupa nenhum tipo de fé. Embora em menor número, espíritas, católicos, judeus, muçulmanos e até rastafáris constam dos dados da secretaria, obtidos pela Folha. Nos últimos quatro anos, nem os ateus ficaram de fora.

“Queremos entender melhor o fenômeno, mas é preciso ter cuidado para que não se gere mais intolerância”, diz o ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da gestão Dilma (PT), Pepe Vargas.

Atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas podem render pena de um a três anos de prisão –que pode ser agravada se o alvo for uma criança ou um adolescente.
Entre esses casos, que não se restringem à violência física, alguns tiveram maior repercussão –como o chute que Sérgio Von Helder, então bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, deu em uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 1995, no dia dedicado à padroeira do Brasil.

AUTORITARISMO

O governo instituiu em 2014 o Comitê Nacional de Diversidade Religiosa. Até o começo do próximo ano, um relatório sobre essa situação deverá ser apresentado.

Segundo a diretora da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, Irina Bacci, o fenômeno não é novo, mas passa por uma exacerbação.

“Não dá para desvincular as intolerâncias de todos os tipos com a intolerância religiosa”, diz. “Talvez, por um discurso autoritário de determinados grupos da sociedade brasileira, outros grupos sofram cada vez mais com maior requinte de crueldade.”

Irina afirma haver relatos de evangélicos que se dizem vítimas de intolerância de pastores de outras igrejas.

Para a secretária-geral do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), a pastora luterana Romi Márcia Bencke, apesar de estarem entre os atingidos, os evangélicos não são o principal alvo das agressões.

“As perseguições que relatam são referentes ao uso dos símbolos do cristianismo, como a transexual crucificada na Parada LGBT.”

Segundo o diretor da Apameb (Associação dos Pastores e Ministros Evangélicos do Brasil), pastor Carlos de Oliveira, da Assembleia de Deus, há exageros da mídia, mas também dos evangélicos.

“Quem vê o alarde que a mídia faz e for a um culto dessas igrejas verá que não há intolerância. Nunca assisti um pastor dizer, por exemplo, que um pai de santo deve morrer.”

 

Folha

Pastor quebra imagens e MPF acusa intolerância religiosa

pastorO Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba denunciou pastor evangélico que quebrou objetos e imagens de entidades sagradas das religiões de matrizes africanas, fotografou o ato e publicou em seu perfil na rede social. Os objetos estavam num terreiro de umbanda e o acusado confessou ter quebrado uma das imagens para “acomodá-la melhor” no interior de um veículo modelo F-4000, a fim de transportá-la. Os fatos ocorreram em 2012.
Na ação, o Ministério Público Federal aponta que numa das fotos o pastor aparece segurando um machado e uma imagem e “faz ‘pose’ para a foto, com uma mão levantada, insinuando que quebraria aquela imagem”. Há toda uma sequência de fotos que retratam sempre a mesma conduta de profanação das imagens de religião diferente da professada pelo denunciado. “Ele não só pratica como também incita a discriminação religiosa aos adeptos das religiões de matrizes africanas”, argumenta o procurador regional dos direitos do cidadão, José Godoy Bezerra de Souza, que assina a denúncia.

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 Ao ser questionado sobre a publicação das fotos na rede social, o pastor denunciado justificou que a intenção era divulgar, entre os membros da igreja. Porém, a divulgação das imagens não ficou restrita apenas aos contatos da rede social do denunciado, ganhando repercussão e discussão regional, através de páginas na internet, como também em outras redes sociais.
Para o Ministério Público, restou comprovada a violação da garantia dada pela Constituição Federal que estabelece em seu artigo 5º, inciso VI a “liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. “Ora, esta garantia fundamental foi explicitamente violada pelo denunciado, na medida em que este, em local, que já foi espaço para culto da religião umbanda, praticou atos discriminatórios, proferindo insultos às entidades sagradas da religião profanada”, argumenta José Godoy.
MaisPB 

PADRE DJACY: Alienação religiosa no âmbito cristão

            padre djacyComo cristão, que tenta seguir os passos de Jesus libertador, estou estupefato com tanta alienação religiosa, tanta euforia espiritual, desvinculada de qualquer compromisso com o verdadeiro Reino de Deus. Trata-se da vivência de uma fé intimista, subjetivista, inócua e interesseira. Estamos vivenciando, portanto, não o cristianismo profético- historicizado, contextualizado, comprometedor e libertador, desejado pelo Jesus histórico, mas um cristianismo nas nuvens, descaracterizado na sua essência, um cristianismo alienante e, sem dúvida, muito perigoso. É a era do espiritualismo exacerbado. O que prevalece é a fé intimista: Deus e eu.
         O cristianismo verdadeiro, libertador, puro, compromissado com as causas sociais, com os pobres, os excluídos, os injustiçados, com a vida do povo de Deus, está cedendo espaço para um cristianismo platônico, a – histórico, estéril e inócuo. Agora é uma vivência de fé extremamente conservadora, alienante, reacionária. Longe daquele cristianismo libertário idealizado por Jesus, que vendo a multidão faminta falara: “Tenho pena deste povo, porque é como ovelhas sem pastor” ou, senão, “eu vim para que todos tenham vida”.

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          Estão descaracterizando o evangelho de um Jesus que visava libertar os pobres das garras dos poderosos. Aliás, Jesus é enviado para anunciar a Boa Nova aos pobres, os prediletos de Deus, seu Pai.
             Hoje, o que importa é anunciar um Cristo milagreiro, que soluciona qualquer problema pessoal, que é capaz de promover riquezas, curas, bem-estar pessoal etc. Há uma verdadeira dosagem de alienação a partir do culto, da pregação da palavra e das músicas.
O culto ou a celebração gira em torno de louvores, orações prolongadas desvinculadas da vida sofrida do povo, aplausos, choros, lágrimas, pula pula, gritaria, chegando às vezes ao histerismo. Até diria que esses eventos ditos religiosos funcionam muito mais como terapia, como alivio de um espírito perturbado, estressado.
            As leituras bíblicas são lidas e interpretadas de modo bem adocicadas e alienantes, não levando em consideração o contexto social, econômico e politico do momento. Até diria que as mesmas são escolhidas de acordo com os problemas pessoais, funcionando mais como receita espiritual. O caminho para os seus problemas ou dificuldades está aqui. Siga esses versículos da Bíblia, e o resultado será positivo, quer na doença, nos problemas de finanças etc. É a interpretação intimista, subjetivista, rasteira, superficial,  fundamentalista, da palavra de Deus.
             As músicas, tão badaladas no rádio e na TV,nem se fala, são totalmente alienantes, voltadas mais para o emocionalismo, o subjetivismo. São verdadeiros anestésicos espirituais. São alheias à realidade do povo sofredor, injustiçado, excluído. São musicas desvinculadas do verdadeiro profetismo, não anunciam nem denunciam. Não evangelizam. Funcionam mais como sedativos espirituais. O pior é que fazem um sucesso danado. E toma fama e dinheiro.
            E o mercado religioso, hein? Será que para alguns, a religião cristã não se tornou fonte inesgotável de enriquecimento? Ora, como é notório, muitos usam indevidamente, irresponsavelmente, o nome de Jesus para ludibriar a consciência dos féis e, com isso, explorá-los financeiramente. É o mercado religioso funcionando a todo vapor. Há mercadoria para todo gosto.
            Não vai demorar para ser criado o banco do Senhor. Quem sabe, alguns ousados, metidos a cristãos, criarem o banco de Jesus com os seguintes dizeres: aqui o seu investimento tem retorno: milagres, curas, prosperidade, vida longa, felicidade e garantia de vida eterna. Invista em nome do Senhor Jesus.
             E o estrelato, hein? Quem conta ou aparece não é Jesus, o profeta do reino, mas o famoso, a “estrela”.  Agora virou moda. Quer ficar famoso, conhecido? Grave um cd, escreva livros (livros também alienantes), fale com elegância, use roupa especial, apareça na TV, e pronto. O sucesso está garantido.   Para isso, não falta marketing. A elite “caridosa” adora aplaudir esses líderes. Para ela, esses são os verdadeiros missionários de Deus.
            O que tem de gente religiosa famosa, brilhando nos palcos holofotizados, ganhando dinheiro à custa do nome de Jesus não é brincadeira. As suas músicas e pregações são alienantes, a-históricos. É um espiritualismo exacerbado fora de sério. O pior é que muita gente adora essas “estrelas” da religião.
Onde fica a fé libertadora, encarnada, historicizada? Onde, afinal, está o verdadeiro anúncio do Reino? O Reino que era o núcleo central de toda pregação de Cristo? Não há mais profetismo? O anúncio e a denuncia desapareceram? O Jesus histórico, libertador, não é mais referencial? Seu Evangelho de anuncio e libertação não vale para os tempos atuais?
        Uma coisa é certa: o Jesus profeta, libertador, desapareceu para dar lugar a um Jesus distante, insensível, apático, passivo, descompromissado, que não está nem aí com o clamor pungente dos sofridos e maltratados filhos de Deus. Logicamente, a burguesia, a elite, a classe dominante, só tem a bater palmas para esse cristianismo estéril, inócuo.
           Para os que estão descaracterizando o evangelho, vale estas palavras do grande teólogo da Teologia da Libertação, Padre Jon Sobrino, no seu livro Descer da Cruz: “Jesus morreu na cruz, não porque Deus exigia o seu sacrifício, mas “por anunciar a esperança aos pobres e denunciar seus opressores” (p.318)”.
Padre Djacy Brasileiro, em 20 de março de 2015.
Twitter: @Padredjacy

Em Pirpirituba (PB), irmã Socorro recebe homenagem pelos 50 anos de vida religiosa

 

HomenagemA Câmara Municipal de Pirpirituba e o Centro Difusor de Práticas Alternativas de Vida (Bom Samaritano) prestaram homenagem, na noite dessa quinta-feira (28), à irmã Socorro de Jesus pelo seu Jubileu de Ouro (cinquenta anos) de vida religiosa e serviço aos mais pobres e menos favorecidos.

 

Além dos pirpiritubenses, prestigiaram a solenidade o secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca do Estado da Paraíba, Marenilson Batista; representante do deputado federal Luiz Couto, jornalista Antônio Balbino; Sindicato dos Trabalhadores Rurais e de associações, a exemplo do Sedup; Movimento das Mulheres Trabalhadoras (MMT); vereadores, entre outros amigos da religiosa que se deslocaram de Guarabira, Duas Estradas e Sertãozinho.

 

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Homenagem1Após ser agraciada com uma Moção de Aplauso, sugerida pelo presidente da Câmara – Luiz Flávio, irmã Socorro foi à tribuna fazer suas considerações. Agradeceu a todos, mas deixou claro que quem deveria estar sendo homenageada era à mãe que resiste à fome e sai à pedir dinheiro para comprar alimento; o pai de família sem emprego; a criança que não tem o que comer.

 

A freira aproveitou para apelar aos políticos que desçam dos palanques. “Agora é hora de sair do ódio e eleger o povo”, disse. E numa referência à passagem do ser humano para a eternidade, a religiosa ressaltou que iria parafrasear a sua irmã de sangue que costuma dizer: “ninguém vai para o outro plano de mala vazia”.

Homenagem2

 

 

Redação/Focando a Notícia

Denúncia de intolerância religiosa cresce mais de 600% em 2012

Intolerância religiosaA quantidade de denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República cresceu mais de sete vezes em 2012, quando comparada com a estatística de 2011. Embora signifique um aumento de 626%, a própria secretaria destaca que o salto de 15 para 109 casos registrados no período não representa a real dimensão do problema.

O resultado foi divulgado a pedido da Agência Brasil, devido ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nessa segunda (21).

Os dados do Disque 100 para a intolerância religiosa podem estar subestimados, de um lado, porque o serviço telefônico gratuito da secretaria não possui um módulo específico para receber esse tipo de queixa, de forma que nem todos casos chegam ao conhecimento do Poder Público.

Além disso, a maior parte das denúncias é apresentada às polícias ou órgãos estaduais de proteção dos direitos humanos e não há nenhuma instituição responsável por contabilizar os dados nacionais.

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) também não possui dados específicos sobre violações ao direito de livre crença religiosa, mas seu ouvidor, Carlos Alberto de Souza e Silva Junior, compartilha da impressão de que o problema tem crescido nos últimos anos.

Segundo o ouvidor, o número de denúncias de atos violentos contra povos tradicionais – módulo que envolve todo o tipo de violação aos direitos de comunidades ciganas, quilombolas, indígenas e os professantes das religiões e cultos de matriz africana relatadas à Seppir – também cresceu entre 2011 e 2012.

“Apesar dos avanços das políticas sociais e raciais, é perceptível uma reação intolerante, preconceituosa, discriminatória e racista e eu já percebo um certo recrudescimento de alguns direitos”, declarou o ouvidor da Seppir à Agência Brasil, citando, como exemplo, o aumento do número de denúncias envolvendo crimes raciais na internet.

Segundo a associação Safer Net, em 2012, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (CND) recebeu 494 denúncias de intolerância religiosa praticadas em perfis hospedados no Facebook.

“Não consigo avaliar o porquê de tanta intolerância, mas um dos indicativos que ainda precisamos verificar com cautela [é a atuação de] algumas igrejas neopentecostais, que vem pregando o ódio, inclusive na internet. Há ao menos um caso denunciado à ouvidoria de uma igreja cujo líder espiritual vem revelando esse ódio contra as religiões de matriz africana, associando-as à coisas do diabo. Sabemos que esse tipo de pregação, feita por um líder religioso, afeta [influencia] a muitos de seus seguidores”, acrescenta o ouvidor.

O integrante da Seppir aponta também as práticas discriminatórias vindas até mesmo de agentes públicos, como o promotor de Justiça de Santa Catarina que, em 2011, proibiu uma casa de umbanda de Florianópolis de realizar cultos e executar animais durante as cerimônias sem a autorização do Estado.

“Isso é um absurdo já que não existe lei que obrigue a casa de umbanda a pedir essa autorização. E a Constituição estabelece que não se pode embaraçar o culto religioso”, disse o ouvidor.

Carlos Alberto Júnior também expressa preocupação quanto aos projetos de lei que tentam criminalizar o abate de animais em  sacrifícios religiosos – algo que muitos especialistas consideram inconstitucional, já que a Constituição Federal estabelece que a liberdade de crença é inviolável, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos.

Além disso, o texto constitucional determina que os locais de culto e suas liturgias sejam protegidos por lei. Já a Lei 9.459, de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões.

“Eu vejo tudo isso como um fenômeno umbilicalmente ligado ao racismo, algo que não pode ser desassociado da questão do preconceito racial. Tanto que, na Seppir, não recebemos nenhuma denúncia dando conta de que outras religiões, além daquelas de matriz africana, sejam alvo de discriminação”, concluiu Júnior.

 

Agência Brasil

Festa da Padroeira de Alagoa Grande só terá programação religiosa

 

“O grande motivo foi a situação financeira que o Prefeito Bôda recebeu a prefeitura.”
Durante a noite da quinta-feira (04), uma comissão formada por membros da Prefeitura
de Alagoa Grande (PB), se reuniram com o Monsenhor Nicodemus e o Padre Miguel, da Paróquia para firmar uma parceria e realização da festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, Padroeira do município.
No encontro com a equipe da Igreja, a comissão se comprometeu em ajudar no que for preciso, dentro dos limites das finanças da prefeitura. Entre os assuntos acordados foi a não realização da parte profana, e o grande motivo foi a situação financeira que o Prefeito Bôda recebeu a prefeitura, mas em contra partida a prefeitura dará apoio aos carros de som para a procissão que será realizada no dia 27. A Prefeitura também se comprometeu a não permitir que coloquem parques, nem barracas nas proximidades da Igreja, para não prejudicar o percusso da procissão. Outro ponto tratado foi sobre o feriado do dia 02, Dia da Padroeira, que será antecipado para o dia 28, dia da procissão.[bb]
Na programação da festa, está agendado para o sábado, dia 26, uma Jantar com Maria, que será realizado na Sede Paroquial. Também ficou acordado, apenas esperando o sim do Prefeito, a realização de um show religioso no dia 27, logo após a procissão.
Participaram da reunião o Chefe do Gabinete do Prefeito João Montenegro Navarro, José Pedro Ferreira Morais Lins – Secretário Adjunto de Infra estrutura, Carmem Aenetanea Marques Pereira – Secretária da Administração, José Severino dos Santos – Mestre de Obras, Severino Machado da Silva – Diretor do Departamento de Controle Urbano – Silvio do bar, ECC e EJC.

Postado por José Rivaldo (Rildo)

Papa critica a violência religiosa na celebração da Missa do Galo

A rejeição a Deus pelo mundo contemporâneo leva à rejeição do outro, principalmente dos mais vulneráveis, advertiu nessa segunda-feira (24) o Papa Bento XVI, durante a Missa do Galo, antes de definir qualquer violência em nome de Deus como uma ‘doença’ da religião.

O Papa, que celebrou a missa com o auxílio de cerca de 30 cardeais, rezou pela paz na Palestina, Síria, Líbano e Iraque para que os cristãos possam ‘conservar sua morada’ nestes lugares e para que ‘cristãos e muçulmanos possam construir juntos seus países na paz de Deus’.

Papa Bento XVI celebra a tradicional Missa do Galo na basílica de São Pedro do Vaticano nesta segunda-feira (24) (Foto: AP)Papa Bento XVI celebra a tradicional Missa do Galo na basílica de São Pedro do Vaticano nesta segunda-feira (24) (Foto: AP)

Violência é ‘doença
“Estamos completamente repletos de nós mesmos, de modo que já não há espaço para Deus. Também não resta espaço para os outros, para as crianças, os pobres, os estrangeiros”, disse o Papa na missa celebrada na Basílica de São Pedro. “Não é precisamente a Deus que rejeitamos?” – questionou Bento XVI.

No início de uma cerimônia de mais de duas horas, acompanhada por coral em latim, música de órgão e som de trombetas, Bento XVI percorreu a imensa Basílica de São Pedro sobre uma plataforma móvel, mostrando cansaço.

“Correntes de pensamento muito difundidas afirmam que (…) a religião, em particular o monoteísmo, seria a causa da violência e das guerras no mundo; que seria preciso libertar a humanidade da religião para se estabelecer a paz; que o monoteísmo, a fé em um único Deus seria prepotência, motivo de intolerância, já que por sua natureza tentaria se impor a todos com a pretensão da única verdade’.

“É certo que o monoteísmo serviu durante a história como pretexto para a intolerância e a violência. É verdade que uma religião pode se desviar e chegar a se opor à natureza mais profunda quando o homem pensa que deve tomar em suas mãos a causa de Deus, fazendo de Deus sua propriedade privada. Devemos estar atentos contra a distorção do sagrado”.

“Mas mesmo que seja incontestável um certo uso indevido da religião na história, não é verdade que o ‘não’ a Deus restabeleceria a paz. Se a luz de Deus se apaga, se extingue também a dignidade divina do homem”, concluiu Bento XVI.

Papa Bento XVI celebra a tradicional Missa do Galo na basílica de São Pedro do Vaticano nesta segunda-feira (24) (Foto: AP)Papa Bento XVI celebra a tradicional Missa do Galo na basílica de São Pedro do Vaticano nesta segunda-feira (24) (Foto: AP)
Pessoas observam cena do nascimento de Jesus representada na Praça São Pedro durante a Missa do Galo nesta segunda-feira (24) (Foto: AP)Pessoas observam presépio na Praça São Pedro durante a Missa do Galo nesta segunda-feira (24) (Foto: AP)
Presépio foi disposto na Praça São Pedro durante a Missa do Galo nesta segunda-feira (24) (Foto: AFP)Presépio foi disposto na Praça São Pedro durante a Missa do Galo nesta segunda-feira (24) (Foto: AFP)
Papa Bento XVI celebra missa na basílica de São Pedro nesta segunda-feira (24) (Foto: AP) (Foto: AP)Papa Bento XVI celebra missa na basílica de São Pedro nesta segunda-feira (24) (Foto: AP) (Foto: AP)
Do G1, com agências internacionais