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Checklist do Enem: relembre o que pode e o que não pode fazer no exame

Por mais que sejam lembrados em todas as edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alguns detalhes sobre o que deve ou não fazer no exame acabam passando batido.

Para não ter nenhum problema na primeira etapa da prova – que ocorre neste domingo (3) – é importante que os participantes revisem as regras para no dia não ter maiores preocupações.

Entre os motivos que podem acarretar em eliminação estão: responder a prova com caneta que não seja esferográfica, com material transparente e de tinta preta, emissão de som de equipamento eletrônico mesmo lacrado, não permitir que o lanche levado seja vistoriado pelo aplicador da sala, entre outros.

Participando do Enem pela terceira vez, Daiana Lopes Menchik, de 19 anos, não só está preparada em relação ao que pode e o que não pode no Enem 2019, como também entende que o objetivo de garantir ainda mais segurança na aplicação do exame. O que não lhe falta é expectativa para a realização da prova. Tenho tido insônia e muita ansiedade. Além disso, fico imaginando possíveis temas para a redação e a melhor maneira de resolver as questões de forma rápida e objetiva”, pontua.

Aos 65 anos, José Januário Damasceno, dirigente sindical e bancário e aposentado, já fez o exame quatro vezes. Indo para sua quinta participação, José sonha em cursar História. “Prometi a mim mesmo, que nunca deixaria de estudar. Não tenho objetivo de conquistar um outro emprego, mas sinto a necessidade constante de me atualizar e fazer História sempre foi um desejo presente na minha vida”, conclui.

Daiana e Januário fazem parte dos quase 5,1 milhões de candidatos que estão inscritos na edição deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 2,4 milhões, o que representa quase metade desse total, farão a prova pela primeira vez. Por isso, o órgão responsável pela aplicação, listou mais de 30 itens que podem levar à desclassificação, confira.

Cor da caneta

– Realizar a prova com caneta que não seja esferográfica, transparente e de tinta preta.

Alimentação
– Não permitir que o lanche levado seja vistoriado pelo aplicador da sala.

– Prestar declaração falsa ou inexata (em qualquer documento);
– Permanecer no local de provas sem documento de identificação válido.

Dispositivos eletrônicos
– Utilizar qualquer dispositivo eletrônico no local de provas, por exemplo, laptop e celular;
– Entrar na sala de provas com o telefone celular e/ou quaisquer outros equipamentos eletrônicos fora do envelope porta-objetos;
– Não manter aparelhos eletrônicos (celular, tablet, etc) desligados no envelope porta-objetos até a saída definitiva da sala de provas;
– Se o aparelho eletrônico, ainda que dentro do envelope porta-objetos, emitir qualquer tipo de som, como toque de ligação ou alarme;

Local de prova e aplicação
– Perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das provas;
– Utilizar, ou tentar utilizar, meio fraudulento em benefício próprio ou de terceiros em qualquer etapa do exame;
– Utilizar livros, notas, papéis ou impressos durante a aplicação do exame;
– Sair da sala com o cartão de respostas ou outro material de aplicação – com exceção para o caderno de questões depois de duas horas do início da prova e se a saída for definitiva;
– Entregar o cartão de respostas ao aplicador e ir embora definitivamente antes de duas horas de aplicação;
– Não aguardar em sala de provas, das 13h às 13h30 (horário de Brasília) para
procedimentos de segurança, exceto para a ida ao banheiro acompanhado por um fiscal;
– Recusar-se a ser submetido à revista eletrônica, coleta de dado biométrico e ter seus objetos revistados eletronicamente;
– Iniciar as provas antes das 13h30 (horário de Brasília-DF) ou da autorização do aplicador;
– Usar óculos escuros, boné, chapéu, viseira, gorro ou qualquer acessório que cubra os cabelos ou as orelhas;
– Portar armas de qualquer espécie, exceto para os casos previstos no art. 6º do Estatuto do Desarmamento;
– Receber, de qualquer pessoa, informações referentes ao conteúdo das provas;
– Fazer anotações em outros objetos ou qualquer documento que não seja o cartão de respostas, o caderno de questões, a folha de redação e a folha de rascunho;
– Não manter, debaixo da carteira, o envelope porta-objetos, lacrado e identificado desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva da sala provas.
– Portar, na sala de provas, objetos proibidos pelo edital do Enem, como lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borracha, régua, corretivo, wearable tech, calculadoras, entre outros.

Fiscal
– Não permitir que os artigos religiosos, como burca, quipá e outros sejam revistados;
– Ausentar-se da sala de provas, a partir das 13h (horário de Brasília), sem o
acompanhamento de um fiscal;
– Comunicar-se verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma, com qualquer pessoa que não seja o aplicador ou o fiscal, a partir das 13h (horário de Brasília);
– Fazer anotações no caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação, na folha de rascunho e/ou demais documentos do exame, antes do início das provas;
– Descumprir as orientações da equipe de aplicação;
– Não entregar ao aplicador, ao terminar as provas, o cartão-resposta, a folha de redação e a folha de rascunho;
– Não entregar ao aplicador o caderno de questões, exceto se deixar em definitivo a sala de provas nos 30 minutos que antecedem o término das provas;
– Recusar-se a entregar ao aplicador o cartão-resposta e a folha de redação após 5h30 de provas, do primeiro dia, e 5h de provas, do segundo, salvo nas salas com tempo adicional ou com videoprova na Língua Brasileira de Sinais (Libras);
– Não permitir que os materiais próprios, como máquina Perkins, reglete, punção, sorobã ou cubaritmo, caneta de ponta grossa, assinador, régua, óculos especiais, lupa, telelupa, luminária e/ou tábuas de apoio sejam revistados.

 

*matéria produzida com informações do MEC
Fonte: Agência Educa Mais Brasil

 

 

 

Impeachment de Collor faz 20 anos; relembre fatos que levaram à queda

Um dos principais fatos políticos na história do Brasil, o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, atualmente senador pelo PTB, completa 20 anos nesta semana.

Em 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados aprovou a perda do cargo do ex-presidente, marco do processo que levou à renúncia e perda dos direitos políticos de Collor por oito anos.

Para relembrar os fatos que levaram à queda do então presidente, o G1 publica nesta sexta (28) e no sábado (29) um conjunto de reportagens com depoimentos de personagens relacionados ao episódio, como ministros, políticos e auxiliares de Collor, e apresenta toda a trajetória do impeachment por meio de fotos, vídeos, infográficos e história em quadrinhos.

Tudo começou em 1989, quando o Brasil realizou a primeira eleição direta após três décadas. Durante a campanha eleitoral para a escolha do primeiro presidente eleito pelo voto popular após a ditadura, Collor se apresentou como “caçador de marajás”.

“Vamos fazer do nosso voto, a nossa arma. Para retirar do Palácio do Planalto, de Brasília, os maiores marajás deste país”, disse Collor em um comício.

Ele foi eleito com 35 milhões de votos contra 31 milhões recebidos pelo segundo colocado, o então sindicalista e hoje ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Meses depois da posse, em 15 de março de 1990, começaram a surgir denúncias de que o tesoureiro da campanha de Collor Paulo César Farias, o PC Farias, pediu dinheiro a empresários e ofereceu vantagens no governo.

Em 1991, Collor falou publicamente sobre as suspeitas. “Toda e qualquer denúncia tem que ser exemplarmente apurada”, afirmou.

Em maio de 1992, uma reportagem da revista “Veja” levou à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso.

Pedro Collor disse à revista que PC Farias era “testa-de-ferro” do irmão e que o presidente sabia das atividades criminosas do tesoureiro.

Em 20 de junho de 1992, Collor negou relações com PC Farias. “Há cerca de dois anos não encontro o senhor Paulo César Farias, nem falo com ele. Mente quem afirma o contrário.”

Diante da pressão da CPI, Collor pediu o apoio da população. “Que saiam no próximo domingo de casa com alguma das peças de roupa nas cores da nossa bandeira. Que exponham nas janelas, que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira. Porque assim nós estaremos mostrando onde está a verdadeira maioria”, disse o então presidente.

A estratégia foi mal-sucedida, e os chamados “caras-pintadas” saíram às ruas vestidos de preto e pedindo a saída de Collor da Presidência.

No mesmo mês, Collor sofreu outro revés. A CPI no Congresso concluiu que ele foi beneficiado pelo suposto esquema montado pelo ex-tesoureiro PC Farias.

O relatório da CPI afirmou que Collor cometeu crime de responsabilidade ao usar cheques fantasmas para o pagamento de despesas pessoais, como uma reforma na Casa da Dinda e a compra de um carro Fiat Elba. Com isso, o caminho para o impeachment estava aberto.

Em 29 de setembro de 1992, ocorreu o principal marco do processo que levou à saída de Collor da Presidência.

A Câmara aprovou o pedido de impeachment. O caso foi ao Senado, que abriu um processo para apurar se houve crime de responsabilidade e que deveria estar concluído em até 180 dias. A comissão de impeachment era presidida pelo presidente do Supremo, ministro Sidney Sanches.

Até lá, Collor ficaria afastado da presidência temporariamente, sendo substituído pelo vice Itamar Franco, o que só aconteceu em 2 de outubro de 1992. Foi o dia em que Collor desceu a rampa do Palácio do Planalto pela última vez.

Em 29 de dezembro, em uma sessão comandada pelo presidente do STF, o Senado decidiu que Fernando Collor era culpado pelo crime de responsabilidade.

Para tentar escapar da possível inelegibilidade por oito ano, o ex-presidente renunciou.

O Congresso entendeu que, mesmo assim, ele deveria perder os direitos políticos. O ex-presidente tentou questionar a inelegibilidade no Supremo, mas o tribunal entendeu que ele deveria mesmo perder os direitos políticos.

Área criminal
Depois da derrota política, Collor foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por corrupção passiva (receber vantagem indevida). O processo começou a tramitar no Supremo em abril de 1993.

A Procuradoria argumentou que as despesas pessoais apontadas pela Câmara foram pagas com sobras do dinheiro da campanha de 1989.

Para condená-lo por corrupção passiva, era necessário que a Procuradoria provasse que Collor recebeu dinheiro em troca de favores e serviços prestados a corruptores.

Mas o STF entendeu que isso não foi comprovado e absolveu o ex-presidente por cinco votos a três, em dezembro de 1994 (veja no vídeo ao lado reportagem sobre a sessão do STF que absolveu o ex-presidente).

Collor voltou à política em 2002, ano em que perdeu a eleição para o governo de Alagoas. Em 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado, cargo no qual permanece até hoje.

Morte de PC
Personagem central das denúncias que levaram à queda de Collor, PC Farias foi preso na Tailândia em novembro de 1993 em razão de um processo pelo qual respondia por sonegação fiscal.

Quase três anos depois, quando estava em liberdade condicional, ele e a namorada foram encontrados mortos em uma casa de praia em Maceió.

A polícia concluiu que PC foi morto pela namorada, que, segundo a versão policial, se suicidou em seguida. As circunstâncias e motivações do crime, no entanto, nunca foram completamente esclarecidas.

G1