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Fifa divulga relatório e anuncia um prejuízo de US$ 369 milhões em 2016

fifaA Fifa registrou em 2016 perdas de US$ 369 milhões (R$ 1,1 bilhão na cotação atual), o que é explicado pela adoção de uma nova norma contábil, as investigações jurídicas e os investimentos imprudentes. A entidade teve de gastar com os custos legais em processos de corrupção, e ainda perdeu receita com patrocinadores.

Para piorar a situação, a Fifa espera por uma diminuição de receitas que deve apontar uma queda ainda maior no resultado de 2017. A Fifa espera voltar a apresentar um crescimento financeiro e apresentar US$ 1 bilhão (R$ 3,2 bilhões) de lucro em 2018, contando com as receitas da Copa do Mundo da Rússia – a maior parte através de direitos de transmissão.

Em comunicado publicado nesta sexta-feira, a entidade lembrou que é “notório a estagnação do comércio global, além de investigações sobre corrupção envolvendo funcionários”. Algo que gerou pressão global nas receitas da organização.

O documento publicado pela Fifa também aponta investimentos equivocados do ex-presidente Joseph Blatter, como o museu do futebol e um hotel quatro estrelas em Zurique, como determinantes para as perdas em 2016. O World Football Museum, como é chamado, causou um prejuízo de US$ 50 milhões (R$ 156 milhões) no ano passado.

Presídio Regional de Campina Grande está superlotado, diz relatório do Siop

(Foto: Delmiro Nóbrega/Arquivo Pessoal)
(Foto: Delmiro Nóbrega/Arquivo Pessoal)

O Presídio Regional Raymundo Asfora, em Campina Grande, está com três vezes mais presos do que suporta. A unidade prisional, mais conhecido como Serrotão, comporta oficialmente 300 presos, mas tem uma população carcerária de 900 apenados atualmente. Os dados são de um levantamento feito pelo Setor de Inteligência de Operações (Siop) e divulgado na noite de segunda-feira (2).

De janeiro a dezembro, a penitenciária registrou a apreensão de 1.338 acessórios de aparelhos celulares, como baterias, fones, chips e carregadores, além de 284 materiais perfurocortantes, como facas, facões e espetos. Também foram encontrados 72 kg de maconha e 1 kg de cocaína foram encontrados dentro da unidade prisional no ano passado.

Apesar da superlotação expressiva, o levantamento aponta que em 2016 não houve registros de nenhuma fuga ou rebelião no presídio. Ainda conforme o estudo, as medidas preventivas, aliadas aos procedimentos de pente fino, realizadas pelos agentes penitenciários em parceria com a Polícia Militar, resultaram na apreensão de mais de 500 aparelhos celulares no ano passado.

Para o diretor do Presídio Regional de Campina Grande, Delmiro Nóbrega os números apresentados pelo estudo merecem ser comemorados. “Considero que foi um ano muito positivo, pois não houve registro nem de fuga e nem de rebelião. E com procedimentos constantes de fiscalização que resultou no saldo de apreensões expressivo. Além da realização de diversos projetos de ressocialização. Fruto de muito trabalho da equipe da unidade” avaliou.

G1 PB

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Relatório da PF conclui que houve vazamento do Enem 2016, diz MPF

enemNesta quinta-feira (1), o MPF-CE informou ter recebido um relatório da PF (Polícia Federal) que aponta para vazamento das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2016, além do tema da redação antes do início da aplicação. Ao menos dois candidatos tiveram acesso ao material.

De acordo com o procurador da República Oscar Costa Filho, a íntegra do relatório e peças do inquérito serão anexadas ao recurso do MPF que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (PE). Costa Filho pediu o cancelamento do exame diante dos primeiros indícios logo após o exame, em novembro.

Frase

Segundo o MPF, um trecho do relatório mostra que os candidatos receberam fotografias das provas e tiveram acesso aos gabaritos e ao tema da redação antes do início do exame.

Ainda de acordo com o MPF, os candidatos tiveram acesso à “frase-código” da prova rosa, o que permitia que candidatos que deveriam fazer provas diferentes da rosa pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito transmitido pela quadrilha. Essa frase escrita no gabarito é a identifica a correção conforme a cor dos cadernos.

Uol

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Estados e municípios receberão 49% dos R$ 13 bi da repatriação, prevê relatório de Maranhão

maranhaoO senador José Maranhão (PMDB-PB) entregou seu relatório sobre o projeto que concede um novo prazo de adesão ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária, mais conhecida como “repatriação de recursos não declarados”. O objetivo do líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), é votar o projeto (PLS 405/2016) nesta terça-feira (22) em Plenário. A proposta é de autoria da Comissão Diretora do Senado.

Maranhão acolheu uma emenda apresentada pelos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO), Garibaldi Alves (PMDB-RN) e Eduardo Amorim (PSC-SE) estabelecendo que, do produto da arrecadação da multa, a União repassará 49% para estados e municípios.

De acordo com o relatório de receitas aprovado na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, a nova repatriação resultará em um acréscimo de R$ 13,2 bilhões aos cofres públicos.

Maranhão explica que acolheu a sugestão devido à situação financeira crítica hoje vivida pelos estados e municípios. Ele lembra que vários estados ajuizaram ações cíveis originárias no Supremo Tribunal Federal (STF) requerendo essa partilha.

Com a alíquota passando de 15% para 17,5%, e como a multa corresponde a 100% do valor do imposto devido, o percentual total a ser pago pelo declarante que aderir ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária neste novo prazo será de 35%.

blogdogordinho

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Impeachment: com votos de Lira e Cássio, Comissão aprova relatório

DilmaA Comissão Especial do Impeachment aprovou em sessão nesta quinta-feira (4), por 14 favoráveis e 5 contrários, o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que diz que a presidente afastada Dilma Rousseff cometeu ilegalidades e recomenda que o caso seja levado a julgamento final. O senadores da Paraíba que integram a Comissão, Cássio Cunha Lima (PSDB) e Raimundo Lira (PMDB) votaram pela aprovação do relatório.

“Estamos encerrado essa etapa de trabalho e vamos, até o final do mês, afastar em definitivo a presidente Dilma Rousseff porque ela cometeu graves crimes”, comentou o senador Cássio Cunha Lima.

Com a decisão, se encerraram os trabalhos da Comissão de Impeachment. A sessão durou quase três horas, e 22 senadores discursaram. O parecer do relator Anastasia será agora votado pelo plenário principal do Senado em sessão prevista para a próxima terça-feira (9). Se a maioria simples dos senadores também aprovar o relatório de Anastasia, Dilma será levada a julgamento final, com início previsto para o final deste mês.

Dos 21 integrantes da comissão, 20 tinham direito a voto, porque Raimundo Lira, presidente do colegiado, só votaria em caso de empate. No entanto, foram registrados somente 19 votos porque o senador Wellington Fagundes (PR-MT) não compareceu à votação por motivos pessoais e suplente dele, Eduardo Amorim (PSC-SE), também não estava presente.

Parecer de Anastasia
No relatório apresentado na última terça (2), o senador tucano acolhe partes da denúncia elaborada pelos juristas Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo; e diz que Dilma agiu em “atentado à Constituição” ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais” (atraso de pagamentos da União a bancos públicos que controla para execução de despesas). Na visão do relator, “pedaladas” configuraram empréstimos, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para Anastasia, a petista também desrespeitou o Legislativo ao editar três decretos de crédito suplementar – que impactaram a meta fiscal – sem autorização do Congresso.

Defesa de Dilma
A defesa de Dilma nega que a petista tenha praticado crime de responsabilidade e afirma que, no relatório, Anastasia não conseguiu se libertar da “paixão partidária”. Por isso, o tucano se sentiu “obrigado” a reproduzir a tese, defendida pelo PSDB, de que Dilma praticou ilegalidades.

Os advogados da petista também dizem que o processo de impeachment tem “motivação política” e foi aberto em um ato de desvio de poder do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de parlamentares insatisfeitos com o governo da presidente afastada.

MaisPB com G1

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Patentes impedem redução de preços de tratamento da aids, diz relatório

Relatório divulgado hoje (21) pela organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) mostra que patentes farmacêuticas impedem a redução de preços dos tratamentos modernos de HIV, sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico. Segundo o documento, o preço mais baixo da terapia de resgate é de US$ 1.859 por pessoa ao ano, 18 vezes o preço do tratamento de primeira linha e mais de seis vezes o valor mais barato do que o de segunda linha.

A terapia de resgate é destinada a pacientes com HIV que têm sintomas da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids), com infecções oportunistas, por exemplo. O tratamento de primeira linha é o primeiro indicado a quem recebe o diagnóstico de HIV positivo. Já o de segunda linha é para quem não se adaptou ao primeiro.

A 18ª edição do relatório do MSF sobre preços de medicamentos para HIV, Untangling the Web of Antiretroviral Price Reductions, foi lançado na Conferência Internacional de Aids, que está sendo realizada em Durban, África do Sul. O documento defende que acordos comerciais e a pressão da indústria farmacêutica para que a Índia, conhecida como “farmácia do mundo em desenvolvimento”, facilite a concessão de patentes, representam grande ameaça ao acesso a medicamentos.

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Teste de HIV/Aids (Foto: Arquivo/Agência Brasil).

Preços em queda
De acordo com o documento, os preços de medicamentos mais antigos para HIV continuam caindo, por conta da competição das fabricantes de genéricos, mas os valores dos remédios mais novos continuam fora do alcance da maioria da população. Isso ocorre, em grande parte, “porque as empresas farmacêuticas mantêm monopólios que impedem a competição de medicamentos genéricos”.

Atualmente, o menor preço disponível para um medicamento de qualidade reconhecida, recomendado pela Organização Mundial de Saúde, para o tratamento de primeira linha, é de US$ 100 por pessoa por ano. Isso representa uma redução de 26% desde a última vez em que MSF registrou o preço mais baixo para o mesmo tipo de medicamento, que era de US$ 136 em 2014.

Para o tratamento de segunda linha, o menor preço disponível atualmente é de US$ 286 por pessoa por ano – uma redução de 11% do valor de US$ 322, de dois anos atrás. Enquanto isso, o preço da terapia de resgate diminuiu 7% em relação a 2014, quando custava US$ 2.006 por ano.

A patente é o direito que fabricantes adquirem do estado de comercializarem um produto com exclusividade por um determinado período. Normalmente, funciona como uma compensação pelo pioneirismo da empresa que desenvolveu o produto. No entanto, as regras para a concessão de patentes em cada país são distintas.

Segundo o relatório do MSF, o papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agência que regula no Brasil, entre outras coisas, o mercado de medicamentos, tem sido importante para garantir o acesso aos remédios. O documento sugere que a agência tem tornado o processo de concessão de patentes na área farmacêutica mais rigoroso.

Agência Brasil

 

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Quase 70% do mundo possui internet sem franquia, mostra relatório da ONU

internet-no-celularEm meio à polêmica sobre a intenção de algumas operadoras de telecomunicações brasileiras limitarem os dados na banda larga fixa, ressurgiu o debate sobre qual é o principal modelo ofertado em todo o mundo: franquia ou ilimitado? Para justificar uma possível efetivação da franquia, defensores da restrição chegaram a afirmar que a banda larga fixa limitada já é tendência em outros países.

Contudo, dos 190 países monitorados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), 130 deles oferecem prioritariamente planos de banda larga fixa com internet ilimitada. Ou seja, 68% dos países optaram por modelos sem franquia. A UIT é o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por criar padrões e recomendações globais sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

No fim de cada ano, a organização publica o relatório Medição da Sociedade da Informação, que traz dados atualizados sobre as telecomunicações, e divulga o ranking de países de acordo com o nível de acesso às TICs, conhecido como Índice de Desenvolvimento das TICs (IDI).

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O último relatório, publicado em novembro de 2015, mostra que a Coreia do Sul continua na liderança entre os países melhor avaliados, seguida pela Dinamarca e Islândia. O Brasil está apenas na 61º posição, bem distante dos Estados Unidos (15º), que possui um dos modelos mais competitivos do mundo. Na frente do Brasil,  também estão três países sul-americanos: Uruguai (49º), Argentina (52º) e Chile (55º).

Do dez países mais bem posicionados no ranking de desenvolvimento das TICs, apenas três aplicam prioritariamente planos limitados: Reino Unido, Luxemburgo e Islândia. Os demais optavam, até a data do levantamento, por modelos ilimitados. Entre eles, a líder Coreia do Sul e a segunda colocada, a Dinamarca.

indíce de desenvolvimento das tics

O relatório destaca também a grande ascensão do serviço móvel de celular, que chegou a mais de 7,1 milhões de inscrições em todo o mundo. Enquanto isso, a adesão à internet cabeada ainda aumenta lentamente em relação aos outros anos monitorados. Atualmente, há 800 milhões de consumidores de banda larga fixa.

Marco Civil diz que internet não pode ser bloqueada

Em 2014, o Congresso Nacional aprovou a lei Lei nº 12.965, conhecida como Marco Civil da Internet, que classifica a rede como serviço essencial aos brasileiros. “Hoje, se você é um adovgado e precisa de protocolos oficiais, só consegue tirar certidões pela internet. Para fazer um curso à distância, a mesma coisa. Por isso, a internet é um serviço essencial”, explica Flávia Lefèvre, conselheira do Terceiro Setor do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) e representante da Associação de Consumidores Proteste. De acordo com esse entendimento, qualquer tipo de bloqueio da internet no Brasil se torna ato ilegal.

“Antes mesmo do comparativo com outros países, nós precisamos observar que o Marco Civil da Internet não permite que serviços essenciais sejam interrompidos no Brasil”, explica Flávia Lefèvre.

Sobre a possibilidade de as empresas limitarem a velocidade após o uso da franquia, Flávia não considera a medida ilegal, desde que respeitem um patamar mínimo de velocidade capaz de suprir os serviços públicos essenciais. Em 2011, o Plano Nacional de Banda Larga determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabelecesse um parâmetro mínimo de qualidade da rede, que se traduz hoje na internet popular com velocidade mínima de 1 Mbps, voltada para assinantes de baixa renda. Na visão da conselheira, esse é o único parâmetro mais claro do que seria essa velocidade mínima. “E olha, se você considerar o que é o mínimo para a UIT[da ONU], esse número seria de, pelo menos, 2 Mpbs.”

A Telefônica, responsável pela Vivo, que oferece em seus planos atuais a possibilidade de limitar ou bloquear a velocidade após o vencimento da franquia, disse que “cumpre todas as determinações legais e regulatórias existentes”. A empresa afirma também que “nunca aplicou bloqueio ou redução de velocidade no serviço de banda larga fixa”, apesar de prever essa possibilidade em contrato. A Claro, responsável pela NET, que também opera com a possibilidade de limitação dos dados, não respondeu à reportagem até a publicação.

Franquias no Brasil são insuficientes para consumo multimídia

No dia 18 de abril, o diretor da Anatel, João Rezende, chegou a dizer que “a questão da propaganda do ilimitado acabou de alguma maneira desacostumando os usuários. Foi uma má educação ao consumo que as empresas fizeram ao longo do tempo”, referindo às mudanças nas franquias.  No entanto, no dia 22 de abril, a Anatel decidiu proibir, por tempo indeterminado, que as operadoras brasileiras ofereçam planos com franquia, até que a questão seja analisada “com base nas manifestações recebidas pelo órgão”.

A polêmica sobre a implementação de franquias mobilizou internautas brasileiros que criaram a campanha #InternetJusta, com petições online e duras críticas ao modelo de franquia – que já existe no serviço de internet móvel 3G e 4G.

Durante o debate, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha foram citados como exemplos países que aplicam o modelo que limite o pacote de dados por mês. Contudo, essa não é a regra preferencial da maioria dos países. China, Singapura, Canadá e Alemanha, por exemplo, estão entre os que optam preferencialmente pelo modelo ilimitado, conforme o relatório da UIT. Para a organização da ONU, os Estados Unidos, na verdade, entram na conta dos países com planos ilimitados, pois possuem uma grande concorrência com os dois modelos de acesso no mercado.

Estados Unidos x Brasil

A competição norte-americana pelo melhor modelo de banda larga fixa se reflete na opinião dos estadunidentes em fóruns online. Em 2011, o usuário KwayZee perguntou no fórum bodybuilding.com se o seu novo plano com 50 GB/mês seria uma quantidade decente para ele. “Eu faço um monte de streamings de Netflix e preciso de uma quantidade decente para jogar”.

Como resposta, outros participantes desse fórum foram taxativos ao dizer que 50GB seria insignifcante para o seu objetivo. O usuário Desice chegou a exemplificar o problema: “você poderá ter uma vida difícil somente vendo vídeos em 240p e 360p [baixas resoluções] no Youtube… e menos internet significará mais academia? Obrigado, Deus, pela minha banda larga ilimitada”, brincou.

Outros usuários narraram suas experiências com pacotes que nunca reduziram a velocidade após a estourar o limite contratual, mas recomendaram, sempre que possível, a opção pela rede ilimitada.

Enquanto o plano citado no fórum oferecia 50GB por mês, no Bbrasil um plano de 1 Mbps da empresa NET possui franquia de apenas 20 gb por mês. Considerando que um filme em HD da Netflix consuma 3GB por hora*, o assinante brasileiro desse plano conseguiria ver apenas 6 filmes em alta definição por mês – isso se ele não gastar a franquia com outras atividades como navegar no Facebook ou fazer uma videoconferência. Depois de estourar o limite, o contrato da Net informa que a empresa poderá reduzir a velocidade do usuário.

No caso da empresa Vivo (que adquiriu recentemente a GVT) um plano de 4 Mbps promete a mesma franquia de 50GB, que é suficiente para ouvir 13 dias seguidos de música ou rádio web (150 MB por hora) ou, então, baixar apenas um game que possui em média 50 GB.

Depois de estourar o limite, o contrato da Vivo alerta que poderá reduzir a velocidade ou, até mesmo, bloquear a internet a critério exclusivo da empresa. Veja o trecho abaixo:

As empresas OI e TIM não entraram no comparativo porque seus contratos, promocionalmente, não restringem a navegação de acordo com o consumo do assinante. .

*O consumo de dados por tipo de atividade foi calculado de acordo com as informações disponíveis no site da empresa de consultoria Teleco.

Agência Brasil

Em discussão exaltada, deputados rejeitam relatório de Luiz Couto sobre não redução da maioridade penal

luiz coutoDepois de quase 4 horas de sessão extraordinária e de discussão tensa e exaltada, os deputados que compõem o colegiado da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara Federal decidiram, na manhã desta terça-feira, 31, pela rejeição do relatório do deputado federal Luiz Couto (PT-PB), com relação à proposta de emenda à Constituição (PEC) nº 171 de 1993). Couto é contrário a redução da maioridade penal no Brasil, de 18 para 16 anos.

Dos 64 deputados federais que integram a CCJ – a maior comissão da Câmara e uma das mais importantes do Parlamento -, 43 votaram contra o requerimento do parlamentar paraibano, e 21 votaram a favor do relatório.

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Durante toda discussão, foram registrados discursos exaltados tanto por parte dos deputados que são a favor à redução da maioria penal – que nessas duas semanas de debates na CCJ mostrou ser a maioria -, como pelos parlamentares que são contrários à proposta.

“Todas as vezes que acontece um crime cometido por adolescentes e que se torna uma comoção nacional, políticos populistas e defensores da redução da maioridade penal se aproveitam para aparecerem na mídia, defendendo medidas com o objetivo de reduzir a idade penal para 16, 14 ou até mesmo para 12 anos de idade”, diz o relator Luiz Couto, em um trecho do do seu pronunciamento contra a a redução da maioridade penal.

Em outro documento que está em poder, a Fundação Abrinq em parceria com a ONG Save the Children Internacional, relata ‘10 motivos para dizer não à redução da maioridade penal’.

Inconstitucionalidade

O primeiro deles, segundo o deputado paraibano, “é a inconstitucionalidade da proposta de mudança do Artigo 228 da Constituição do Brasil. Como é sabido, no Artigo 60, parágrafo 4º, inciso IV da Carta Magna, os direitos e garantias individuais estão entre as chamadas “cláusulas pétreas” e não podem ser modificados sequer por emenda constitucional”, reafirmou Couto, na CCJ.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que defendeu o parecer do relator, citou diversos juristas – como Dalmo Dallari, José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes – e até criminalistas que consideram a maioridade aos 18 anos como uma “cláusula pétrea” – ou seja, parte da Constituição que não pode ser alterada.

“Essa é uma garantia básica do direito à proteção da infância e da adolescência”, acentuou o petista.

O deputado Evandro Gussi (PV-SP), em resposta a Molon, também citou juristas e afirmou que “não é unanimidade essa leitura sobre a maioridade”. Dissse, ainda, que apesar do direito dos adolescentes existir, deve haver uma mediação em relação ao direito de todos de serem protegidos de quem comete crimes.

“Não há essa leitura apenas. Vamos afastar essa ideia de que essa é uma cláusula pétrea” frisou o parlamentar paulista.

Já a deputada Maria do Rosário (PT-RS) destacou que “além da Constituição, o Brasil tem responsabilidade com a Convenção dos Direitos das Crianças das Nações Unidas”. Ela ressaltou que “até os 18 anos de idade a ONU considera todos como crianças, e nem mesmo a figura do adolescente existe na convenção. E completou: “A PEC é um erro que vamos ter de derrotar”, afirmou. Os ânimos foram alterados na Comissão, porque a parlamentar gaúcha não pode concluir a sua fala.

Por fim, antes de iniciar a votação, o deputado Giovani Cherini (PDT-RS) ressaltou que “não defende a prisão de menores, mas que é preciso diminuir a certeza da impunidade de adolescentes de 16 anos que cometem crimes”, o que provocou reações na galeria da Comissão.

“Quem sabe a partir da redução da maioridade resolvemos criar Ciepes (Centros Integrados de Educação Pública) e dar educação às crianças e adolescentes.”, concluiu.


PB Agora com Agencia Política Real 

Brasil está entre os cinco países com mais crimes cibernéticos, aponta relatório da ONU

Foto: EBC Documento cita um estudo onde Brasil aparece como um dos cinco países com mais crimes cibernéticos. Os outros são: Rússia, China, Nigéria e Vietnã
Foto: EBC
Documento cita um estudo onde Brasil aparece como um dos cinco países com mais crimes cibernéticos. Os outros são: Rússia, China, Nigéria e Vietnã

Um novo estudo da Conferência da ONU sobre Comércio  e Desenvolvimento, Unctad, afirma que pequenos países europeus lideram o ranking de 130 economias, de acordo com o preparo para comércio online de empresas para consumidores, conhecido como B2C. O Brasil ocupa a 47ª posição na lista. Os países que lideram o novo índice de comércio pela internet B2C da agência são: Luxemburgo, Noruega e Finlândia.

Entre as nações em desenvolvimento e economias emergentes, os melhores colocados estão no leste da Ásia, como a Coreia do Sul, por exemplo. No entanto, segundo a Unctad, em termos de níveis de compra online, países com grandes populações, como Brasil, China e Rússia, estão com performances melhores do que as esperadas. Para a agência da ONU, isto pode indicar que grandes mercados facilitam o comércio pela internet.

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Índice B2C – O índice de comércio online B2C reune dados de uso de internet, de servidores seguros, de acesso a cartões de crédito e de entregas postais. Entre os países da América Latina e Caribe e entre as economias em desenvolvimento, o Brasil aparece entre os 10 primeiros países no índice da Unctad de comércio eletrônico B2C.

Segundo o Unctad, avaliar a prontidão para o comércio online pode servir como um primeiro passo em direção à formulação de uma estratégia para a área. O comércio online global de empresas para consumidores está avaliado em cerca de US$ 1,2 trilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 3,8 trilhões. Apesar de consideravelmente menor do que o comércio online entre empresas, conhecido como B2B, avaliado em mais de US$ 15 trilhões, este segmento está crescendo mais rápido, especialmente na Ásia e África.

O indicador permite que países identifiquem suas forças e fraquezas relativas. Para a América Latina e o Caribe, por exemplo, estender o serviço de entrega postal a domicílio seria particularmente importante. Para o secretário-geral da Unctad, Mukhisa Kituyi, com a “expansão da economia digital e mais negócios sendo afetados, torna-se importante que governos considerem políticas que possam usar o comércio online para o desenvolvimento sustentável”.

Redes sociais – Diferente do uso das redes sociais, onde as taxas da atividade são relativamente mais altas em países em desenvolvimento, a proporção das pessoas que usam a internet e fazem compras online é geralmente mais baixa nestas nações em comparação com países desenvolvidos. Ainda segundo o relatório da Unctad, no Brasil o número de pessoas que usam redes sociais é quase o dobro das que compram online.

A agência calcula que as perdas por causa de fraudes online cheguem a US$ 3,5 bilhões, cerca de R$ 11,2 bilhões. Crimes cibernéticos incluem ações não-monetárias, como distribuição de vírus em redes de computador ou roubo de informações comerciais confidenciais ou de identidade.

Segundo a Unctad, em termos geográficos, os Estados Unidos são de longe o país que é o maior alvo, com quase metade dos casos conhecidos. A segurança da informação é uma preocupação crescente dos governos, empresas e consumidores. O relatório da Unctad afirma que leis sobre crimes cibernéticos estão se espalhando rapidamente.

O documento cita um estudo onde Brasil aparece como um dos cinco países com mais crimes cibernéticos. Os outros são: Rússia, China, Nigéria e Vietnã

EBC

Dilma chora ao receber relatório final da Comissão da Verdade

dilmaA presidente Dilma Rousseff se emocionou e chorou nesta quarta-feira (10), durante a cerimônia de entrega do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, ao lembrar quem morreu e lutou contra a ditadura militar. Ex-presa política, a chefe do Executivo afirmou em seu discurso que o documento elaborado ao longo de dois anos e sete meses ajuda o Brasil a “se reconciliar consigo mesmo” após os anos de ditadura militar.

“Estou certa de que os trabalhos produzidos pela comissão resultam do esforço pela procura da verdade, respeito da verdade histórica e estímulo da reconciliação do país consigo mesmo, por meio da verdade e do conhecimento”, afirmou.

A Comissão da Verdade entregou a Dilma o relatório final sobre as violações aos direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, especialmente na ditadura militar, de 1964 a 1985. A divulgação ocorre quando se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

O documento lista os responsáveis pela repressão política, além de 434 vítimas dos crimes cometidos. Há ainda a relação dos locais onde ocorriam as sessões de interrogatórios forçados, prisões ilegais e desaparecimentos forçados. A íntegra dos três volumes, com mais de 2 mil páginas, será disponibilizada às 11h no site oficial da comissão.

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Em discurso, o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, disse que o relatório recomenda a criação de um órgão público para dar seguimento aos trabalhos iniciados pelo colegiado, inclusive com investigações que possam identificar mais vítimas da ditadura militar. “Certo que o rol de vítimas do relatório não é definitivo”, disse.

Dallari afirmou ainda ter a convicção de que as violências cometidas no período da ditadura militar não voltarão a ocorrer. “Cumprimos o que a lei determinou. Em meu nome pessoal [e dos demais integrantes da comissão] oferecemos a vossa excelência e ao país este relatório, com a firme convicção de que os fatos nele descritos não se repetirão nunca mais”, afirmou.

Ao fazer agradecimentos, Dallari afirmou que o ministro da Defesa, Celso Amorim, soube dialogar, apesar das resistências entre militares aos trabalhos da comissão. “Aqui quero fazer um registro especial ao relacionamento que houve com o Ministério da Defesa, em que pese as circunstâncias difíceis, em nenhum momento deixou de haver um diálogo respeitoso e relacionamento institucional entre entes do estado brasileiro.”

Relatório
O relatório é composto de três volumes e dividido em 18 capítulos. O primeiro descreve os fatos principais da ditadura, desde o contexto histórico que antecedeu o golpe militar de 1964, passa pela criação dos órgãos de repressão, as ações de repressão no exterior (como a Operação Condor, de colaboração com ditaduras latino-americanas), além dos métodos usados na repressão aos opositores do regime.

Há ainda um capítulo sobre a atuação do Judiciário, outro sobre a guerrilha do Araguaia (iniciativa de luta armada a partir do campo no Norte do país), além da relação de locais onde ocorreram as violações e a lista de responsáveis indiretos e diretos pela implantação, manutenção e prática sistemática de torturas, homicídios e prisões ilegais. Uma última parte contém as conclusões e recomendações.

O segundo volume traz estudos elaborados por equipes coordenadas pelos membros da comissão sobre diversos grupos que sofreram ou colaboraram com a repressão. Há, por exemplo, capítulo dedicados aos militares perseguidos ou a empresários que ajudaram na perseguição. Há também textos referentes à perseguição contra operários, camponeses, universitários, religiosos, homossexuais, além de um sobre os grupos armados de oposição.

O terceiro e último volume conta a história de cada um dos 434 mortos e desaparecidos identificados pelo grupo, bem como as circunstâncias que os levaram à morte. Os relatos mostram o sofrimento por que passaram e fazem reverência à oposição que fizeram ao regime de exceção.

G1