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Em Mamanguape: homem relata ameaças em emissora de rádio e é morto horas depois

vitimaO jovem Edilson Carlos da Silva, de 27 anos, foi assassinado a tiros na cidade de Mamanguape, no Litoral Norte, a 62 km de João Pessoa, na tarde desta segunda-feira (16). Segundo o capitão Alberto Filho, comandante do Batalhão de Polícia Militar do município, a vítima teria ido à emissora de rádio Correio do Vale FM, componente da rede Correio Sat, para denunciar que estaria sofrendo ameaças.

“Ele pegou uma moto emprestada de uma mulher e o veículo foi danificado em um acidente. A mulher pediu que ele pagasse pelo transtorno e ele alegou que não teria condições. Sendo assim, ele disse que a dona da moto passou a ameaçá-lo”, afirmou o capitão.

Ainda segundo o policial, na noite desse domingo (15), a mulher teria feito mais uma ameaça e dito que mandaria um ‘pessoal’ resolver o assunto. Diante desse fato, o jovem partiu para a rádio na manhã seguinte, antes mesmo de informar as autoridades.

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“Ele não procurou a Polícia Militar ou Civil e preferiu divulgar o caso na mídia. Enquanto ele fazia as acusações, a mulher chegou no estúdio da rádio para se defender. Os dois trocaram ofensas verbais”, contou Alberto Filho.

O jovem foi assassinado na Rua da Areia, Bairro Areal. De acordo com a PM, ele sofreu três disparos de arma de fogo. Ainda não havia suspeitas concretas pelo crime.

“A gravação do programa de rádio será encaminhada para o delegado local, que procederá com as investigações. Existe, inclusive, a possibilidade de que alguma outra pessoa, sabendo que a vítima acusava a mulher, poderia ter se aproveitado da situação para cometer o assassinato e tentar ficar livre da culpa”, concluiu Alberto Filho.

Por Gustavo Medeiros, do Portal Correio

Radialista relata agressão e ameaça sofrida de ex-prefeito em festa no Litoral Sul

radialistaO radialista Luiz Cláudio Souza relatou neste sábado (24), pela mídia social Facebook, uma tentativa de agressão sofrida por parte do ex-prefeito de Pitimbu, Hércules Ribeiro. O fato ocorreu na madrugada, na presença de vários populares, durante realização da Festa do Senhor do Bonfim, no município de Pitimbu, no Litoral Sul paraibano.

Luiz Cláudio comanda há treze anos a programação  diária da Rádio Caaporã FM. Segundo ele, a confusão aconteceu quando o mesmo estava realizando a cobertura jornalística da festa, o ex-prefeito teria partido para cima do profissional da imprensa e tentado agredi-lo. O gestor precisou ser contido por populares e, na frente de várias pessoas, teria feito ameaças verbais ao radialista.

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“Eu estava com minha câmera fotografando o público presente na Festa, quando o ex-prefeito partiu para me agredir, porém, ele foi contido por amigos que o impediram de me atacar, acionei a Polícia Militar que estava no local para poder sair do evento em segurança, pois quem conhece Hércules, sabe do que ele é capaz e não é a primeira vez que ele tenta me agredir”, disse o comunicador.

Luiz Cláudio acredita que a agressão teria sido motivada por notícias veiculadas na Rádio Caaporã FM sobre ações judiciais envolvendo o ex-prefeito. “Realmente não sei o motivo desse ato tão impensado deste senhor, pois publico e divulgo o que toda a imprensa paraibana também divulga sobre as condenações, sendo assim, toda a imprensa deve se sentir ameaçado por este homem que não sabe respeitar o trabalho de ninguém”, concluiu.

Da Redação
WSCOM Online

Passageiro relata drama durante acidente com Hércules C-130 ao pousar na Antártica

aviãoUm acidente com um avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) na Antártica, ocorrido na quinta-feira passada, foi noticiado com discrição. A FAB divulgou uma nota de quatro linhas, informando que a aeronave se acidentou no pouso e que não houve feridos. Um passageiro que estava no voo, localizado pelo GLOBO, relatou o drama e a tensão que foi para quem estava no avião e os momentos posteriores ao acidente.

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O Hércules cumpria mais uma missão do Programa Antártico Brasileiro. Entre militares e civis, que visitaram a estação, estima-se que 40 pessoas estavam a bordo. A testemunha conta que houve forte impacto no pouso, que deixou na pista um pedaço do trem de pouso, um motor e uma hélice. “A aeronave deslizou por alguns segundos até rodopiar”, conta o passageiro, que preferiu não ser identificado. Na sequência, um militar da tripulação ordenou que todos abandonassem a aeronave e soou uma sirene barulhenta.

Já do lado de fora, outra ordem: “Afastar, afastar! Pode explodir”. Entre os civis estavam presentes vários servidores públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Secretaria de Tesouro Nacional, da Secretaria do Orçamento Federal, além do pessoal do Ministério da Defesa. Abaixo, trechos do relato do passageiro do voo ao GLOBO.

Imagem mostra o avião após acidente – Arquivo pessoal

“AFASTAR, AFASTAR! PODE EXPLODIR”

“Logo depois do forte impacto, a aeronave deslizou por alguns segundos até rodopiar pela pista antes de parar totalmente. No instante seguinte, veio de um suboficial da tripulação a ordem para abandonar a aeronave, enquanto a sirene soava de forma estridente alertando os passageiros sobre o perigo iminente. Rapidamente, todos se levantaram sem saber ainda o que estava acontecendo. Uma pequena gritaria contrastava com o silêncio que vinha da pista gelada. Assim foi nossa chegada à Antártica, numa quinta-feira, dia 27 de novembro, por volta das 11 da manhã, hora local. Já do lado de fora, os passageiros se aglomeravam sem saber para onde ir, quando se ouviu nova ordem: ‘afastar, afastar… pode explodir, pode explodir!!!!’ Meio sem rumo, as pessoas iam para o mais longe que podiam, ao mesmo tempo que tomavam consciência do que havia ocorrido, ao verem o grande C-130 desfalecido sobre a pista. Na aterrisagem, a aeronave deixou pela pista uma perna do trem de pouso, um motor e uma hélice, que estavam aproximadamente a 200 metros de onde nós estávamos. Apesar de a sensação térmica estar em torno de -20°C, o frio pouco importava naquele momento em que as pessoas percebiam que, por pouco, a aeronave não havia parado no mar.

“ERA ATERRORIZANTE A IDEIA DE A NOTÍCIA CHEGAR PELA IMPRENSA AOS FAMILIARES”

“Rapidamente após o acidente, militares chilenos chegaram próximo ao local para nos conduzir até a base deles. Na caminhada, um misto de susto e medo dominava o semblante de todos. Nesse instante, o sopro do forte vento, de aproximadamente 50 km/h era o único som que se ouvia. Ninguém falava nada. Era como se todos estivessem se perguntando se aquilo estava realmente acontecendo. Dez minutos após o acidente, todos já estavam devidamente abrigados na acolhedora estação chilena, onde foi montado um comitê de crise para definir as próximas ações. A preocupação, nesse instante, era tentar contato com os familiares no Brasil, pois era aterrorizante a ideia de a notícia chegar às famílias por meio da imprensa. O grande problema era a falta de sinal de celular, somente os telefones chilenos possibilitavam a comunicação. O temor aumentou quando um canal de televisão do Chile noticiou o acidente. Agora era questão de tempo para a imprensa brasileira replicar o ocorrido.”

“MAR MUITO AGITADO”

“A grande preocupação dos membros do comitê de crise era definir como seria possível viabilizar a retirada dos mais de 40 passageiros e tripulantes da Antártica, uma vez que o C-130 estava interditando a pista, o que impossibilitava o pouso de outra aeronave. Por esse motivo, decidiu-se pelo transporte de navio da Antártica para a cidade de Punta Arenas, no Chile. Decidido o meio de transporte, agora era necessário operacionalizar a retirada. O primeiro desafio era levar o grupo a bordo do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, embarcação pertencente à Marinha do Brasil que faz apoio aos pesquisadores brasileiros na Antártica. Para tanto, era necessário caminhar da estação chilena até o ponto em que o grupo iria ser embarcado em um bote para ser levado até o navio. Mais um problema: as condições meteorológicas não permitiam a operação: o vento estava demasiadamente forte e o mar muito agitado. Deveríamos aguardar! Aliás, esse foi o verbo mais conjugado na viagem.”

“PRIMEIRA REFEIÇÃO DOS RESTOS DAS NOSSAS VIDAS”

“Gentilmente, os chilenos providenciaram almoço para todos, um saboroso filé de frango com purê de batata. Era a primeira refeição do resto de nossas vidas. À tarde, as condições ficaram mais severas, o vento aumentou de tal forma que era quase impossível caminhar do lado de fora da estação. Mesmo assim algumas pessoas se aventuraram em um passeio pela neve. Naquela altura, já pensávamos que teríamos que pernoitar na estação. No entanto, por volta das 17h, chegou a previsão de que teríamos uma janela entre 19h e 21h para realizar a operação de traslado para o navio. O tempo estava tão fechado e o vento tão forte que era difícil imaginar que em 2 horas as condições iriam melhorar, uma vez que qualquer coisa a mais de 100 metros de distância se perdia na profusão de branco e cinza que se misturava entre neve, céu, nuvens e neblina”.

“UMA PESSOA NÃO DURA TRÊS MINUTOS NA ÁGUA GELADA DA ANTÁRTICA”

“Durante nossa aventura, aprendemos a confiar nas previsões meteorológicas. Quase que milagrosamente, às 19h as condições já estavam propícias para fazer o traslado. O vento, que anteriormente soprava com fervor, agora havia baixado para pouco mais de 20 km/h. Dessa forma, pudemos caminhar até o local de embarcar nos botes, a cerca de 1 km da estação.Em grupos de 10 pessoas embarcamos nos botes para uma travessia de aproximadamente dez minutos até o navio Ary Rongel. Na verdade, era apenas um bote que ia e voltava até transportar todos. Nesse momento, duas coisas preocupavam: a primeira é que os meteorologistas de lá são muito bons, e, por isso, tínhamos pouco menos de 120 minutos para fazer quatro pernadas de bote, sendo que cada uma durava em torno de 25 minutos; e a segunda é que uma pessoa não dura mais do que três minutos em caso de queda nas águas geladas da Antártica. Passamos por essa fase sem muitos problemas, tirando o fato de que era impossível acabar a travessia sem ter sido batizado e, por consequência, chegar a bordo do Ary Rongel um tanto quanto molhado. Considerando que a temperatura da água estava em torno de 1°C e que vento já soprava mais forte, o frio nos castigou naquele momento”.

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“UM DRAKE NO MEIO DO CAMINHO”

O embarque no Ary Rongel nos deu a sensação de estarmos chegando em casa. Estávamos em solo brasileiro, pelo menos era assim que nos sentíamos, com uma tripulação que se desdobrou para nos dar o máximo de conforto, apesar de haver bem menos leitos do que o número de embarcados. A bordo tínhamos boa comida, uma sala de estar que contava com uma vasta seleção de filmes e um camarote que, apesar de ser bastante espartano, dava para esticar o esqueleto. A roupa era a do corpo, mas a tripulação nos fez a benesse de conceder um kit para higiene pessoal. Ocorre que no meio do caminho havia uma pedra, ou melhor, um Drake (zona na extremidade da América do Sul e a Antártica, com as piores condições meteorológicas). Logo percebemos que a travessia não seria esse mar de rosas. Pouco antes da meia-noite, o navio já balançava bastante, fazendo as primeiras vítimas, que corriam para o médico clamando por um comprimido de Dramin. O nosso pequeno navio, com cerca de 75 metros de comprimento, não parava de chacoalhar. Na manhã seguinte, poucas pessoas se arriscavam a tomar café da manhã. No almoço foi a mesma coisa, apesar de os “lobos do mar” dizerem que não se podia deixar o estômago vazio e que ficar deitado era o mais aconselhado para não passar mal. O primeiro dia a bordo foi na cama para quase todos os “marinheiros de primeira viagem”.

“RISCO DE INCÊNDIO A BORDO DO NAVIO”

“O segundo dia de mar nos reservou mais um grande susto. O velho Ary Rongel de tanto balançar sentiu o golpe. Fomos acordados pela tripulação com a ordem de nos reunir na Praça d’Armas, pois havia sido detectado um vazamento de óleo que poderia levar a um incêndio a bordo, situação que a embarcação havia passado há pouco tempo. Mas, mais uma vez, não passou de um susto. A tripulação conseguiu conter o vazamento e realizar os reparos necessários. O alvorecer do quarto dia começou a trazer um alento para o grupo. Estávamos navegando no famoso Canal de Beagle, um dos locais mais belos do mundo. Por águas extremamente calmas rumávamos para o Norte acompanhados de lindas geleiras e cachoeiras que circundavam o navio a todo momento”.

“PACIÊNCIA, PERSEVERANÇA, ESPÍRITO DE GRUPO”

“Apesar de todos os percalços, a viagem foi muito proveitosa. Pudemos aprender como brasileiros, militares e civis, se entregam a uma inóspita condição de vida para defender os seus ideais. A base brasileira Comandante Ferraz, na Antártica, abriga pesquisadores que abandonam o aconchego dos seus lares por meses a fio atrás de respostas para as suas teses e dissertações. Ao final dessa aventura, é certo afirmar que voltamos para casa com nossa bagagem mais carregada. Muitas foram as lições aprendidas. Paciência, perseverança, espírito de grupo e preocupação com o próximo fizeram parte de nossa rotina nesses dias. Sinceramente, agradeço a Deus pela oportunidade que nos deu, mas, principalmente, pela dádiva de podermos estar voltando para a casa.”

O Globo

Homem teria matado esposa, morre em acidente e filho de 3 anos do casal relata a PM

acidente--Um homem morreu em um acidente de moto na tarde desta terça-feira (22) depois de supostamente ter matado a esposa na cidade de Soledade, a 165 km de João Pessoa. A polícia chegou até o corpo da mulher depois que o filho do casal, uma criança de três anos, deu as informações.

Os detalhes da ocorrência foram repassados pelo major Sérgio Fonseca, comandante do 10º Batalhão da PM. Segundo ele, o homem teria assassinado a mulher e depois fugido em uma moto pela PB-177, estrada que liga Soledade à cidade de São Vicente, onde teria se jogado na frente de um carro. Ele morreu no acidente. O carro que se chocou com a motocicleta capotou e a moto foi destruída por um incêndio, logo após a colisão. Duas pessoas estariam no automóvel, mas a situação delas após o acidente não foi informada.

 

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“Essas são as informações iniciais; ainda estamos averiguando e tudo foi baseado no que a criança de três anos informou durante a apuração”, disse o major.acidente--2

De acordo com informações da Delegacia de Polícia Civil em Soledade, a mulher foi encontrada em um matagal da cidade e o Instituto de Polícia Científica já foi acionado para fazer a perícia e dar início às investigações.

Até as 15h30 desta terça-feira (22), o caso ainda estava em andamento e a identificação das vítimas, bem como os detalhes de toda a ocorrência passavam por apurações policiais.

 

Por Alisson Correia

Árbitro relata garrafa na súmula, e Corinthians pode perder até dez mandos

torcida-corinthiansParece que alguns torcedores do Corinthians ainda não se cansaram de prejudicar o time nesta temporada. Após os incidentes em Oruro, na Bolívia, em Brasília e em Lucas do Rio Verde (MT), a equipe deverá perder mais mandos de campo por conta do jogo contra a Portuguesa, em Campo Grande.

 

Aos oito minutos do segundo tempo, um torcedor jogou uma garrafa d’água na cabeça do bandeirinha Bruno Salgado Rizo, fato que foi relatado na súmula da partida pelo árbitro Raphael Claus. O objeto veio do setor alvinegro do estádio Morenão, palco da goleada da Lusa, por 4 a 0, neste domingo.

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“Foi atirada uma garrafa plástica de água contendo líquido em seu interior, atingindo a cabeça do árbitro assistente nº 2. A mesma foi atirada do local onde se encontrava a torcida do S.C. Corinthians Paulista. Informo que o Assistente não necessitou de atendimento médico”, escreveu Claus.

De acordo com o artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), a pena por “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo” varia de R$ 100 a R$ 100 mil, além da perda de um a dez jogos de mando.

 

Com isto, é provável que o Timão continue se aventurando pelo interior paulista nesta reta final de Campeonato Brasileiro. O time do Parque São Jorge mandará os seus dois próximos compromissos no Estádio Romildão, em Mogi Mirim (SP) – contra Bahia e Atlético-PR.

A equipe também foi punida na Copa do Brasil, por conta dos torcedores que usaram sinalizadores no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, no jogo de ida contra o Luverdense. A perda de dois mandos poderá fazer com que o Corinthians jogue uma eventual final longe de São Paulo.

Veja fotos da campanha do Corinthians no Brasileirão: 

Corinthians levou uma goleada da Portuguesa de 4 a 0 na 24ª rodada do Brasileirão. Foto: Moisés Palácios/Futura Press

Uol.com

Fora do Brasil, repórter ameaçado por ‘policiais’ relata mudança brusca de vida

Após escrever uma reportagem em julho relatando que o ex-comandante da Rota (a controversa unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo) e vereador eleito Paulo Telhada usava sua página no Facebook para pregar a violência, o repórter André Caramante, do jornal Folha de S.Paulo, passou a ser alvo de ameaças que o levaram a deixar o país com a família.

Com os filhos fora da escola regular e longe dos amigos e da profissão, o jornalista espera providências das autoridades, que ainda não identificaram os autores de ameaças como: “Quero deixar um recado para o André Caramante. Para ele deixar a polícia trabalhar em paz ou os filhos dele vão estudar no tacho do inferno”, feita por telefone a um funcionário da Folha de S.Paulo, segundo o Ministério Público.

Segundo o advogado de Telhada, as ameaças não partiram dele – que pediu pela internet apenas que seus simpatizantes escrevessem ao jornal em atitude de “desagravo” à reportagem. Porém, o pedido deflagrou a perseguição ao repórter feita por supostos policiais que equiparam a defesa dos direitos humanos à proteção a bandidos.

O episódio mostrou, contudo, que Caramante não está sozinho. Ele tem o apoio de diversas organizações não-governamentais, entidades de classe e movimentos sociais. Na última segunda-feira, recebeu o Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo – devido não só à reportagem de julho, mas a um trabalho sistemático de denúncia de abusos de direitos humanos no país.

Na terça-feira, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, escreveu em sua conta no Twitter que Caramante, “que denuncia impunidade e violência” em São Paulo, “deve poder trabalhar livre de ameaças”. Ela afirmou também que o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana reforçará o apoio aos jornalistas.

Leia abaixo trechos da entrevista de Caramante à BBC Brasil. Veja também o “Outro lado”, com as reações do advogado do coronel Paulo Telhada, da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar às declarações do jornalista.

BBC Brasil – Que tipo de ameaças você recebeu após a publicação da matéria sobre o coronel Paulo Telhada?André Caramante – Por telefone, ameaçaram minha família. Pela internet, houve uma onda de ameaças e intimidações em redes sociais, blogs e até no próprio site do jornal Folha de S.Paulo, na seção de comentários. Entre as mensagens, fui chamado de “bandido”. Disseram coisas como “bala nele”, “você ainda será vítima de um sequestro relâmpago”, “quando apontarem uma arma para você…” e, ironizando, “espero que nada de mau te aconteça”. Esta onda teve grande força por mais de um mês, e seguiu forte até outubro.

 

O coronel me chamou publicamente, no Facebook, de “notório defensor de bandidos” e pediu uma mobilização contra mim. Houve incitação de pessoas para que denegrissem meu trabalho e deflagrou-se uma onda de intimidações e de incitação à violência contra mim e contra o jornal.

 

As ameaças e intimidações na internet estão ligadas, em sua maioria, a alguns policiais, por meio de declarações próprias, e simpatizantes. Em relação aos atos fora da internet, até o momento, não é possível apontar um autor.

 

BBC Brasil – A defesa do coronel diz que ele nunca falou com você…

Caramante – Esse mesmo coronel da PM reformado, eleito vereador, é alguém que durante seu trabalho na Polícia Militar assume ter matado 36 pessoas – todas “dentro da lei”, segundo afirma. Na tentativa de desmoralizar meu trabalho na Folha de S. Paulo, ele disse nunca ter falado comigo. Não é fato. Já fiz reportagens sobre a Rota quando era comandada por ele.

 

Conversamos para que ele pudesse oferecer sua versão sobre uma suspeita de que seus subordinados haviam feito uma emboscada na qual seis suspeitos de tentar roubar caixas eletrônicos em um supermercado foram mortos. Existe a suspeita de que a operação policial teve a oportunidade de prender os suspeitos, mas eles foram mortos. Isso aconteceu em agosto de 2011.

 

BBC Brasil – Qual foi o impacto de tudo isso para você e para a sua família? Estão no exterior?

Caramante – Sim, atualmente estamos no exterior. Ao contrário do que tentaram dizer, não considero que eu e minha família passamos a viver escondidos e sim que mudamos temporariamente nossa localização. Isso por causa das ameaças de morte e fatos que consideramos suspeitos, relacionados por exemplo a chamadas telefônicas, à presença de motocicletas durante percursos em trajetos iguais aos meus e ao levantamento de informações de parentes meus por policiais.

 

BBC Brasil – Como foram as mudanças na sua vida pessoal? Está pensando em voltar logo?

Caramante – Toda mudança de rotina, ainda mais esta, brusca e imposta, traz transtornos e desafios. Meus filhos tiveram seu processo de aprendizado regular interrompido. Minha companheira mudou completamente sua rotina. Hoje, parte de nossa vida é transportada em malas de viagem. A comunicação com amigos e parentes é bem restrita.

 

Continuo trabalhando à distância, mas sinto a angústia de não poder exercer plenamente minha profissão. Repórter tem mais é que sujar os sapatos atrás da notícia, tem de estar nas ruas, estar em contato direto com as fontes de informação.

 

A avaliação sobre o meu retorno, juntamente com minha família, será feita em conjunto com a direção da Folha de S.Paulo. Desde o início desse período de maior pressão, tudo tem sido decidido em conjunto com o jornal, afinal, o que aconteceu também foi uma tentativa de atentar contra o direito de informar.

 

BBC Brasil – Como se sente nesta situação?

Caramante – Essa tentativa de intimidação contra a liberdade de imprensa não é nova e não se restringe apenas a mim. No México, por exemplo, as pressões contra a imprensa livre são exercidas pelo narcotráfico. No Brasil, mesmo após o fim da ditadura militar, há quase 30 anos, as indicações são de que setores das forças de segurança tentam impedir a divulgação de informações.

 

Posso citar dois exemplos, cada um com seu grau de intensidade, mas ainda assim semelhantes por terem PMs como alvo de denúncia: o do jornalista Caco Barcellos, autor do livro-reportagem Rota 66 – A História da Polícia que Mata, ameaçado de morte e obrigado a deixar o país nos anos 1990 por mostrar a política de extermínio da tropa especial da PM de São Paulo.

 

E também o do jornalista Renato Santana que, em 2011, após denunciar grupos de extermínio na região do litoral paulista, passou a ser ameaçado e teve de pedir demissão do jornal para o qual trabalhava e se mudar.

 

BBC Brasil – O governo estadual poderia ter feito alguma coisa para evitar essa situação, ou pode tomar alguma atitude agora?

Caramante – Depois de a notícia sobre minha mudança temporária de localização ter sido tornada pública, o governador Geraldo Alckmin propôs me colocar, ao lado de minha família, no programa estadual de proteção a vítimas e testemunhas. Mas isso não atendeu a minha expectativa, porque faria com que eu tivesse de abrir mão de minha atividade profissional, do direito de informar.

 

(O programa) faz com que um jornalista tenha de deixar de exercer seu trabalho, rompa laços de amizade, mude de casa ou até mesmo de nome, mas não diz nada sobre como responder à ameaça contra a liberdade de imprensa que a minha situação expôs.

 

No fim de julho, o secretário da Segurança Pública do governador Alckmin já havia afirmado que iria determinar uma investigação na Corregedoria da PM contra o coronel reformado sobre as atitudes dele contra mim no Facebook. Até hoje não fui informado sobre o resultado dessa investigação. Somente dois meses depois dessa afirmação, a Corregedoria da PM, sabendo que eu já estava fora do país, enviou um ofício ao jornal para me ouvir. Fica muito difícil acreditar em resultados. Afinal, havia uma investigação em curso no fim de julho?

 

BBC Brasil – Qual é a sua opinião sobre o posicionamento do governo Alckmin?

Caramante – Se tivéssemos uma política de segurança pública transparente em São Paulo, o governo manteria de forma explícita, por exemplo, uma lista completa com todos os dados das vítimas dessa onda de violência em andamento. Em São Paulo, jornalistas não têm acesso a documentos públicos sobre esses crimes. A desculpa é a de que a revelação sobre quem morreu “atrapalharia as investigações”.

 

BBC Brasil – Como vê essa atitude do governo do Estado de trocar cúpula e aceitar ajuda federal?

Caramante – Diante da atual onda de violência enfrentada pela população de São Paulo, a mudança no comando da Segurança Pública e o recebimento de ajuda do governo federal eram medidas cujo adiamento seria muito difícil justificar. O novo comando chega com a necessidade de apresentar resultados urgentes à população, que espera voltar a confiar plenamente nas instituições governamentais, nas leis. A população não pode temer suas polícias e nem viver sob a pressão de criminosos. Essa mesma população quer afastar o fantasma do estado de exceção que assombra as periferias, onde se atropelam direitos fundamentais.

 

BBC Brasil – Você recebeu apoio de alguma instituição?

Caramante – Recebi a solidariedade de familiares, amigos, de entidades de classe, estudantes, colegas de profissão e de organizações que defendem os Direitos Humanos e a Liberdade de Imprensa, como Repórteres Sem Fronteiras, SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Instituto Vladimir Herzog, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, S.O.S. Racismo (Assembleia Legislativa de SP), Condepe (Conselho de Defesa da Pessoa Humana de SP), Comitê Paulista Pela Memória, Verdade e Justiça, e também das ONGs Justiça Global, Conectas, Instituto Sou da Paz.

 

Membros do hip hop e da cena cultural da periferia de São Paulo, como a Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), estenderam as mãos e isso tem muito valor, assim como o incentivo que sempre me foi dado pelo grupo independente Mães de Maio, composto por familiares de jovens mortos durante o primeiro grande enfrentamento entre o crime organizado e as forças de segurança, em maio de 2006.

BBC Brasil

Alexandre Almeida relata aos petistas que já está disponível o curso para candidatos/as às eleições 2012


Dirigente revela que basta o filiado se cadastrar no portal da Escola Nacional de Formação

 

 

Visando o fortalecendo o modo petista de governar e de ação parlamentar o presidente do diretório do Partido dos Trabalhadores de Campina Grande (PT-CG), Alexandre Almeida, comentou o curso para pré-candidatos (as) do PT às eleições municipais de 2012 já está disponível, na íntegra, na área restrita do portal da Escola Nacional de Formação. Alexandre lembra que para acessar o curso é preciso se cadastrar na área restrita do Portal ENFPT (http://www.enfpt.org.br/).

Segundo ele, o curso irá preparar os/as candidatos/as para uma campanha baseada nos princípios norteadores do PT, para o pleito municipal deste ano. Um dos destaques do curso segundo Alexandre é a atualização do papel do município no projeto nacional que está mudando o Brasil. “O olhar e o programa do/a candidato/a petista para 2012 deve ser aquele que encontre e fortaleça a perspectiva impulsionada pela presidenta Dilma – crescer, incluir, preservar com mais desenvolvimento de maneira sustentável, mais igualdade e mais participação”.

Os conteúdos abordados no curso são: o papel dos municípios no desenvolvimento brasileiro; o modo petista de governar e o crescimento com justiça social; planejamento e gestão de campanha; orientações para a pré-campanha; metodologia e instrumentos para elaboração de programa de governo; eixos conceituais comuns aos programas de governo; políticas setoriais; experiências das gestões petistas no legislativo e no executivo municipal; e o modo petista de atuação parlamentar. O curso terá conteúdo,  roteiros e instrumentos disponibilizados no portal da Escola para estudo online,  e por meio de DVDs que serão distribuídos pelas secretarias de formação dos estados e municípios, que realizarão as atividades presenciais.


Assista detalhes do curso para pré-candidatos(as) no vídeo:

http://youtu.be/I3teAx0AR98


Ascom Alexandre Almeida PT