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Mais de 30 mil alunos da rede pública da PB não possuem nome do pai no registro de nascimento

Ações da Defensoria Pública ajudam a minimizar triste realidade exposta no Censo Escolar 2018

Na Paraíba, 30.573 alunos matriculados na rede pública de ensino, de 0 a 17 anos, não possuem o nome do pai no registro de nascimento, de acordo com o Censo Escolar 2018. Os dados levam em conta matrículas das redes estadual e municipal e preocupam instituições como a Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB), que realiza e planeja ações para ajudar a minimizar esse quadro.

Na Paraíba, 30.573 alunos matriculados na rede pública de ensino, de 0 a 17 anos, não possuem o nome do pai no registro de nascimento, de acordo com o Censo Escolar 2018. Os dados levam em conta matrículas das redes estadual e municipal e preocupam instituições como a Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB), que realiza e planeja ações para ajudar a minimizar esse quadro.

Em Patos, por exemplo, o projeto “Reconhecer vínculos é transformar vidas” estimula o reconhecimento do vínculo familiar afetivo de forma espontânea ou por meio de conciliação. Os assistidos da DPE-PB inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) têm direito à realização gratuita do exame de DNA. A iniciativa conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Patos, por meio da Secretaria de Assistência Social, e do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).

Através da mediação e da conciliação, a Defensoria Pública também realiza acordos e conciliações que podem solucionar conflitos de forma pacífica, sem precisar entrar com uma ação na Justiça. Além disso, a DPE também pode auxiliar com outras medidas, como promover a assinatura dos Termos de Acordo de Reconhecimento de Paternidade; mover ações sobre guarda, regulamentação de visita e regularização de pensão alimentícia.

EDUCAÇÃO EM DIREITOS – Por meio da Coordenação de Defesa e Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, a  DPE intensificará a partir deste mês a promoção da educação em direitos com parcerias e multirões de atendimento. “Nós já estamos conversando com empresas e instituições para viabilizar ações com o objetivo de orientar juridicamente sobre medidas que possam ajudar a reverter essa situação”, explicou o defensor público Antônio Néry de Luna Freire.

O defensor lembra que é direito básico de toda criança ter uma família e que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) está repleto de direitos que garantem a dignidade humana, entre eles, ser reconhecido por um pai. “Esses direitos são desrespeitados e agredidos, a medida que o ECA é todo permeado pela família enquanto órgão de origem que toda criança tem que ter”, ressaltou.

Larissa Claro

Assessoria Defensoria Pública da Paraíba

 

 

Acusado de matar taxista tem registro do Cresci/PB cancelado

O corretor de imóveis Gustavo Teixeira Correa teve sua inscrição no Creci-PB cancelada e terá sua carteira profissional apreendida, pelo cometimento de falta grave, ou seja, porte ilegal de arma e homicídio duplamente qualificado praticado contra o taxista Paulo Damião, fato ocorrido por volta das 17h30 do dia 15 de fevereiro, em frente ao Supermercado Bemais, no bairro do Bessa.

Em representação instaurada pelo Órgão, o conselheiro-relator Glauco Morais fundamentou seu voto – acolhido à unanimidade em sessão plenária ocorrida ontem – na não apresentação de defesa por parte de Gustavo, bem como nos meios de prova carreados aos autos, que indicam a autoria do fato criminoso e a consequente infringência de vários preceitos legais, éticos e morais.

Frieza e inimaginável violência

“O representado, segundo consta dos autos processuais, das matérias jornalísticas e dos vídeos amplamente divulgados na rede mundial de computadores e colacionados aos autos, agiu de forma fria e com emprego de inimaginável violência, ao ceifar, com dois tiros à queima roupa, a vida do taxista, trabalhador e pai de família Paulo Damião dos Santos”, destacou o conselheiro-relator.

Ele acrescentou que o lamentável e desproporcional ato criminoso constituiu uma agressão à vítima e seus familiares, mas também suficiente para alcançar a repulsa e a indignação da sociedade, em especial da categoria profissional ordeira, composta pelos corretores de imóveis.

E lembrou que a incumbência de julgar um colega de profissão não se reveste de satisfação por quem tem o dever de fazê-lo, mas como uma missão que deve ser encarada da forma mais séria e calcada possível, bem como nas leis e no livre e razoável convencimento.

À revelia

Apesar de exauridos todos os meios de notificação, inclusive com publicação de edital e ampla publicidade da sessão plenária ocorrida ontem, Gustavo Correia não se fez representado por advogado para fazer sustentação oral durante o julgamento do referido processo administrativo. Ainda assim, em respeito ao princípio universal da ampla defesa e do contraditório, o Creci-PB nomeou um defensor dativo para o representado.

O denunciado será notificado da decisão, que cabe recurso ao Conselho Federal de Corretores de Imóveis, tanto na forma voluntária, quanto uma remessa ex-oficio.

Caso de Campina Grande

Na mesma sessão, ontem, o Creci-PB instaurou um processo administrativo disciplinar contra o corretor de imóveis Roberto Vicente Correia, acusado de na tarde do último dia 31 de maio, ter assassinado o radialista Joacir Filho em um restaurante na cidade de Campina Grande.

O processo tem um prazo de 90 (noventa) dias para ser concluído, quando será julgado pela Comissão de Ética e Fiscalização Profissional (Cefisp) e Turma de Julgamento, que ao final – disponibilizado o princípio universal da ampla defesa e do contraditório – decidirá pela aplicação de sanção que pode ir de uma advertência ao cancelamento da inscrição junto ao Orgão. Nesse período, seu registro profissional também poderá ser suspenso.

 

As informações são do portal Paralamentopb.

 

 

Conselhos de Medicina Veterinária, Arquitetura e Farmácia barram registro de profissionais formados pelo Unipê

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Conselho Federal de Farmácia e Conselho Federal de Medicina Veterinária não estão aceitando registro de profissionais formados pelo Unipê.

Os conselhos não têm concedido atribuições profissionais para os egressos desses cursos de graduação, na modalidade à distância.

A negativa é mais um ‘baque’ para a imagem do Unipê, que desgastou-se muito após demissões em massa de professores.

O caso dos conselhos está sendo tratado pelas entidades representativas do Ensino Superior, como Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, Associação Nacional das universidades Particulares e Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo.

(Foto: Walla Santos)

clickpb

 

 

Euda Fabiana tem registro de candidatura impugnado pelo MPE

O Procurador Eleitoral Victor Veggi impugnou através de uma AIRC (Ação de Impugnação de Registro de Candidatura) o requerimento da candidata a deputada estadual pelo Patriotas Euda Fabiana, ex-prefeita de Cuité e esposa do ex–prefeito Bado Venâncio. O processo de registro de nº 0600668-66.2018.6.15.0000 teve pedido de impugnação protocolado em 20.08.

Segundo a alegação do Ministério Público Eleitoral (MPE), a candidata está inelegível por ter tido seus direitos políticos suspensos em ação de improbidade administrativa por irregularidades em licitação na contratação de bandas junto ao Ministério do Turismo para eventos na cidade de Cuité, na época de sua gestão como prefeita.

A candidata teve condenação confirmada em segundo grau por Acórdão do TRF da 5ª Região, reconhecida a forma dolosa e a atitude que causou lesão ao erário. Os documentos da condenação da candidata foram juntados ao pedido de Impugnação formulado pelo Ministério Público Eleitoral.

A hipótese, encartada no pedido de impugnação está prevista no art. 1º, Inciso I, alíena “l” da LC 64/90 – Lei das Inelegibilidades, por ter sido a candidata condenada a suspensão dos direitos políticos em processo de improbidade administrativa por órgão colegiado, nos autos da ação nº 0800271.2015.4.05.8201.

Ao final o MPE pediu o indeferimento do registro da candidatura, para que a mesma, por se enquadrar na lei do ficha limpa, não concorra às eleições de 2018.

pbagora

Lucélio agenda para esta terça registro de candidatura no TRE

Depois do candidato João Azevêdo (PSB) e do senador José Maranhão (MDB), nesta terça-feira (14), é a vez do candidato do PV, Lucélio Cartaxo registrar sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral.

O ato está agendado para o meio dia  no edifício-sede da Corte Eleitoral, em João Pessoa.

Ao lado de Lucélio, estarão a pré-candidata a vice-governadora, Micheline Rodrigues (PSDB), e os pré-candidatos ao Senado, Daniella Ribeiro (PP) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

De acordo com a assessoria do pré-candidato, o nome da coligação será: “A Força da Esperança”

 

PB Agora

TSE deve analisar candidaturas após dia 15, data limite para o registro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente analisará a candidatura de Lula após o próximo dia 15, prazo final para registro das chapas na Justiça Eleitoral pelos partidos.

O ex-presidente cumpre pena em razão de condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP).

A Lei da Ficha Limpa impede a candidatura de condenados por decisão colegiada, ou seja, tomada por mais de um julgador. É o caso de Lula, condenado por uma das turmas de desembargadores do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4).

Na última quarta (1º), o presidente do TSE, ministro Luiz Fux, afirmou que há uma “inelegibilidade chapada” (evidente, notória) na candidatura de Lula.

A defesa de Lula tentará obter na Justiça Eleitoral uma autorização para o petista concorrer “sub judice” (com a candidatura pendente de julgamento).

Segundo a legislação eleitoral, os partidos têm até 17 de setembro – 20 dias antes do primeiro turno da eleição – para, eventualmente, substituir um candidato.

G1

 

Cartórios de registro civil já podem emitir passaporte e carteira de trabalho

Os cartórios de registro civil do país poderão emitir documentos de identificação, como passaporte e carteira de trabalho, alterar informações em certidões de nascimento, além de permitir que os pais escolham a naturalidade do filho de acordo com o local de nascimento ou com a cidade onde a família reside.

As mudanças vieram com a Lei nº 13.484/17, sancionada na semana passada, que transformou os cartórios de registro civil em ofícios da cidadania.

Segundo o presidente da Associação dos Notários e Registradores de São Paulo (Anoreg/SP), Leonardo Munari, com a medida os órgão públicos podem aproveitar da capilaridade dos cartórios, além de tornar a emissão de documentos mais acessível à população.

“Os governos, seja federal, estaduais ou municipais, só tendem a ganhar porque podem economizar com mão de obra, procedimentos internos e utilizar dessa capilaridade dos cartórios”, disse. Hoje, o Brasil conta com quase 14 mil cartórios.

Entretanto, a oferta desses serviços em cartório não é universal. Vai depender de convênios firmados entre as associações de cartório e os órgãos expedidores de documentos. A emissão de passaporte, por exemplo, depende de convênio com a Polícia Federal; já a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) depende de convênio com o Departamento de Trânsito (Detran) de cada unidade da federação.

Segundo Munari, a expectativa é que o funcionamento desse serviço seja gradual a partir de projetos pilotos. No Rio de Janeiro, por exemplo, já existe um piloto em cinco cartórios para a emissão da segunda via do Registro Geral (RG).

“Isso vai depender do interesse do órgão publico ou órgão privado”, explicou. “Os cartórios têm todo o interesse em prestar mais e bons serviços à população, de forma que todos saiam ganhando”.

O presidente da Anoreg/SP explicou ainda que os valores para emissão dos documentos vai depender do convênio firmado com cada órgão, “sempre com consciência”, mas ressalta que os documentos que são gratuitos, definidos por lei, continuarão assim.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sobre o risco da descentralização desses serviços facilitar as fraudes, Munari disse que o fato dos cartórios serem fiscalizados pelo Poder Judiciário ajudou na aprovação da lei. “O cartório já passa por fiscalização rigoroso naturalmente e isso vai continuar. Fraude acontece em todo o lugar, por mais que a gente encontre documentos fraudados, isso não é feito dentro do cartório. As quadrilhas muitas vezes falsificam copiando os moldes”, disse.

Cancelamento de CPF

Munari explicou que a nova lei facilitou a criação dos convênios entre cartórios e órgão públicos, que antes só eram feitas após autorização da Justiça.

A Receita Federal, por exemplo, já tem um convênio com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) para emissão de Cadastro de Pessoa Física (CPF) de forma gratuita diretamente na certidão de nascimento dos recém-nascidos. Segundo a entidade, desde dezembro de 2015, mais de 2 milhões de CPFs já foram emitidos no ato do registro de nascimento em todo o país.

A partir desta segunda-feira (2), no âmbito desse convênio, a Receita Federal e os cartórios de registro civil de 15 estados brasileiros passam a realizar de forma automática o cancelamento do CPF no ato do registro de óbito. Segundo a Arpen-Brasil, a novidade contribuirá para a diminuição de fraudes e pagamentos indevidos a beneficiários mortos, estimada em R$ 1,01 bilhão.

As inscrições de CPF que forem vinculadas ao Registro de Óbito passarão à situação cadastral “Titular Falecido”, condição necessária e suficiente para o cumprimento de todas as obrigações do espólio perante órgãos públicos e entidades privadas.

A próxima etapa, prevista para 2018, prevê a atualização dos dados cadastrais do usuário logo após o casamento, evitando a necessidade de deslocamento e gastos para a alteração de nomes no cadastro da

Receita.

O convênio abrange os estados de São Paulo, Santa Catarina, do Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Mato Grosso do Sul, do Distrito Federal, de Goiás, Pernambuco, do Ceará, Piauí, Amapá, de Roraima, Minas Gerais e do Acre.

Retificação de documentos

A lei que alterou as regras dos registros públicos também permite que, em alguns casos, os cartórios possam retificar registros sem autorização judicial, como corrigir a escrita de nomes. “Desde que a pessoa comprove que a necessidade da mudança, o cartório tem autonomia para retificar”, explicou Munari.

Por exemplo, se o sobrenome Souza foi registrado com S no lugar do Z na certidão de nascimento e a pessoa comprovar que os registros dos seus antepassados são com o Z, é possível fazer a alteração sem consultar o Ministério Público. Outro exemplo, caso na certidão de casamento, algum número do CPF tenha sido invertido, com a comprovação, a retificação é feita pelo cartório.

Naturalidade

Além disso, ao registrar o nascimento de uma criança, os pais poderão escolher a naturalidade do filho de acordo com o local de nascimento ou com a cidade onde a família reside. A medida tem o objetivo de facilitar o registro nos municípios em que não existem maternidades. Anteriormente, a lei previa apenas o registro de onde ocorreu o parto e, assim, as crianças acabavam sendo registradas em um local sem vínculos com a família à qual pertencem.

“Não é nada inconstitucional, temos muitas definições que vêm mudando, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é uma evolução. Vamos relativizar o conceito de naturalidade dando mais autonomia para o cidadão”, disse Munari.

Agência Brasil

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Anvisa aprova registro de remédio à base de maconha pela 1ª vez no Brasil

Anvisa aprovou primeiro medicamento à base de Cannabis no Brasil (Foto: Reuters)
Anvisa aprovou primeiro medicamento à base de Cannabis no Brasil (Foto: Reuters)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou um medicamento à base de maconha para tratar espasticidade – rigidez excessiva dos músculos – em pacientes com esclerose múltipla. Trata-se do primeiro medicamento à base de Cannabis sativa aprovado no Brasil.

Com o nome comercial Mevatyl, o medicamento contém tetraidrocanabinol (THC) em concentração de 27 mg/mL e canabidiol (CBD) em concentração de 25 mg/mL. A droga já é aprovada em outros 28 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel, onde é conhecido por Sativex.

O medicamento é indicado para pacientes adultos com espasticidade de grave a moderada relacionada à esclerose múltipla que não respondam a outros medicamentos e que demonstrem uma boa resposta ao Mevatyl após um período inicial de tratamento.

A Anvisa alerta que o medicamento não é indicado para tratar epilepsia nem pode ser consumido por pessoas com menos de 18 anos. Até então, a Anvisa somente liberava a importação de medicamentos à base de Cannabis sativa comprados em outros países, mas não havia um produto dessa categoria com registro no país.

Próximos passos

A partir do registro do medicamento pela Anvisa, é necessário aguardar a determinação do preço do produto pelo Comitê Técnico Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão coordenado pela Anvisa e composto por representantes dos ministérios da Fazenda, Saúde, Justiça, Desenvolvimento e Casa Civil. Só após essa definição é que o medicamento poderá começar a ser vendido no país.

Ele será fabricado pela GW Pharma Limited, do Reino Unido, e distribuído no Brasil pela empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica.

G1

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“Dessa vez eu passei batido”, diz Follmann no 1º registro após acidente

jackson-follmannO Fantástico exibiu, neste domingo, um áudio com o primeiro registro de um dos sobreviventes da tragédia envolvendo o avião da Chapecoense. Ainda internado em Medellín, Follmann, goleiro do time catarinense, mandou uma mensagem breve e positiva e falou sobre ter escapado com vida do acidente.

“Fala galera. Estou aqui para mandar um abraço para todo mundo. Dizer que estou bem e vou sair dessa rápido. É para todo mundo ficar tranquilo aí. Dessa vez eu passei batido”, disse ele.

Follmann perdeu parte da perna direita, amputada em decorrência dos ferimentos. Ainda assim, ele é um dos sobreviventes que estão em melhor estado. O goleiro já não está mais entubado, conversa com a família e apresenta uma recuperação rápida.

Além dele, os jogadores Neto e Alan Ruschel e o jornalista Rafael Henzel também seguem internados na Colômbia. O quadro que inspira mais cuidados é o de Neto, que tem uma infecção pulmonar.

Uol

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Falta de registro odontológico trava identificação de corpo de jovem na PB

viviannyA identificação do suposto corpo da vendedora Vivianny Crisley, de 29 anos, está dependendo de um registro odontológico da jovem. Conforme a diretora em exercício do Instituto de Polícia Científica (IPC), Gabriela Nóbrega, a análise da arcada dentária do corpo depende de algum registro odontológico de Vivianny em algum consultório onde ela eventualmente fez acompanhamento dentário. Caso o registro chegue até a polícia, a identificação pode sair em até 24 horas. A expectativa do IPC, ao encontrar o corpo, era de divulgar a identificação do corpo em um prazo de até dez dias.

“O corpo foi encontrado esqueletizado. A confirmação só pode ser feita neste caso de duas formas, ou pela análise da arcada dentária ou por meio de exame de DNA. No primeiro caso, o resultado do laudo é muito mais rápido. Por isso estamos aguardando esse retorno a respeito dos registros odontológicos dela para dar uma resposta rápida à família e também para a própria população”, explicou.

Ainda segundo a diretora do IPC, o delegado do caso, Reinaldo Nóbrega, entrou em contato com a família e repassou que Vivianny Crisley fez durante um tempo acompanhamento dentário em Pernambuco, no período em que morou no estado vizinho e usou aparelho odontológico. A família está buscando junto ao consultório em Pernambuco os registros para encaminhar algum posicionamento à polícia.

Enquanto aguardam um avanço no exame da arcada dentária, o IPC iniciou o processo de confirmação da identidade por meio da análise do material genético do corpo. Segundo Gabriela Nóbrega, foi encontrado muito pouco tecido no cadáver, pelo fato de ter sido queimado. O exame genético na pele é um outro processo mais rápido.

“Foi encontrado um pouco de tecido, de pele, no corpo. Estamos analisando essa pele para saber se ainda existe algum registro genético da vítima. Caso tenha, o processo de análise de DNA é mais rápido”, detalhou. Se o tecido não contiver informação genética, a identificação passa a ser feita pelos ossos do corpo, o mais demorado dos procedimentos.

A análise do DNA pelo tecido ósseo pode durar até 30 dias, pois é preciso passar por um processo de desmineralização, para que ele seja amolecido, e posteriormente confrontado com o material genético fornecido pela família.

Confirmação de identidade em dez dias
A confirmação de que o corpo achado em uma mata na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, é de fato da vendedora Vivianny Crisley deve sair em 10 dias. A previsão é do Instituto de Polícia Científica (IPC), que iniciou os trabalhos de perícia no corpo na tarde de segunda-feira (7). A mãe de Vivianny Crisley compareceu à sede do IPC para fornecer material genético para exame de DNA. A jovem foi vista pela última vez no dia 20 de outubro, saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa.

Além do avançado estado de decomposição, o corpo que supostamente é da vendedora foi encontrado queimado, fato que prejudicou no reconhecimento por parentes, segundo peritos que investigam o caso. Alguns indícios apontam que o corpo seja de Vivianny, entre eles o cartão de crédito da vendedora desaparecida, parte da roupa que ela usava quando foi vista pela última vez e os calçados.

A perita criminal Roberta Costa Meira, uma das responsáveis pelos exames no corpo, explicou que além da análise dos corpos, objetos encontrados próximos ao cadáver também foram recolhidos para serem examinados em busca de pistas que levem a outros suspeitos. Até a manhã desta terça-feira (8), um suspeito de envolvimento no caso seguia preso.

O outro perito do caso, Rodrigo Farias, adiantou que o trabalho pode indicar também se o corpo sofreu algum tipo de lesão antes de morrer e o dia aproximado da morte. O delegado Reinaldo Nóbrega, que está a frente das investigações, explicou que mais pessoas devem estar envolvidas no desaparecimento e morte.

“Uma atrocidade daquele tamanho seria impossível de somente uma pessoa cometer. Temos o depoimento dessa pessoas presa e ela confirma a participação de outras. Estamos trabalhando em sigilo, mas esperando chegar em todos os envolvidos”, comentou.

Homem preso suspeito do caso
Um homem foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Vivianny Crisley, ocorrido em 20 de outubro, após uma festa no bairro dos Bancários, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo delegado Reinaldo Nóbrega nesta segunda-feira (7). De acordo com ele, o suspeito confessa participação no crime. Um corpo que pode ser de Vivianny foi encontrado na tarde desta segunda, em uma mata no município de Bayeux, na Grande João Pessoa.

A Polícia Civil acredita que o corpo seja da jovem. “Tem que ser muita coincidência para não ser [o corpo]. O par de sandália foi reconhecido pela amiga, temos imagem de câmera de segurança [da boate onde ela sumiu] e verificamos que é a mesma”, disse o delegado.

Reinaldo Nóbrega confirma uma prisão de suspeito, mas informou que não pode detalhar o assunto porque a investigação corre sob sigilo. “A polícia efetuou a prisão de uma dessas pessoas, mas como está o inquérito sob sigilo, esperamos que nos próximos dias possamos apresentar todo o desenrolar desse caso. Inclusive, ele confessa envolvimento”, afirmou.

A investigação ainda aponta que há outras pessoas envolvidas no caso. Depoimentos serão colhidos ao longo da semana para a conclusão do inquérito.

As imagens da câmera de segurança do local em que a mulher foi vista pela última vez estão em análise com a Polícia Civil, no entanto, as informações preliminares dão conta que as imagens não são conclusivas e não contribuem muito com a investigação.

Corpo em Bayeux
O corpo encontrado na tarde desta segunda-feira estava em estado de decomposição. De acordo com o perito Rodrigo Farias, do Instituto de Polícia Científica (IPC), o corpo pode ser de Vivianny Crisley, desaparecida desde o dia 20 de outubro, no bairro dos Bancários, em João Pessoa, no entanto, apenas resultados de exames podem comprovar a suspeita.

Entre os indícios da perícia, estão um cartão de crédito encontrado com o nome da vítima e uma sandália que ela estaria usando na noite em que foi vista pela última vez, saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa.

A perita Roberta Costa Meira informou que no local foram encontrados vestígios que levam a crer que o cadáver é de uma mulher, mas só o exame de DNA deve confirmar o sexo e se o corpo é de Vivianny.

Serão realizados exames de DNA com a família de Vivianny para confirmar ou não a suspeita da identidade do corpo. De acordo com a perícia, ainda não é possível concluir se o corpo foi morto no local ou se apenas foi abandonado na mata.

A jovem de 29 anos era mãe de uma criança de oito meses. De acordo com as últimas informações da Polícia Civil, os suspeitos do desaparecimento de Vivianny não foram identificados. Durante a investigação, um celular foi encontrado no município de Bayeux, sendo divulgado que seria da jovem. No entanto, o delegado informou que o aparelho estava em perícia para que o pertencimento do objeto pudesse ser confirmado.

G1 PB

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