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Paraíba terá regime especial de ensino, não presencial, a partir do dia 20 de abril

A Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia, publicou no suplemento da edição deste sábado (18), do Diário Oficial, uma resolução para a manutenção das atividades pedagógicas sem a presença de estudantes e professores nas dependências escolares, devido à pandemia do novo coronavírus.

A resolução estabelece que o regime especial de ensino terá início no dia 20 de abril de 2020 e se manterá enquanto permanecerem as medidas de isolamento social previstas pelo Poder Executivo Estadual, na prevenção e combate ao COVID-19.

As atividades complementares programadas para o ano letivo de 2020, durante o regime especial de ensino, deverão ser previamente planejadas e elaboradas pelo docente, em consonância com o Projeto Político Pedagógico e Projeto de Intervenção Pedagógica da escola. Portanto, deverão estar vinculadas às competências e habilidades previstas nos documentos curriculares propostos nacionalmente e pela Secretaria de Estado de Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba (SEECT).

Durante o regime especial de ensino, a SEECT operacionalizará estratégias pedagógicas articuladas, considerando as especificidades de cada nível, etapa e modalidade da Educação Básica (Educação de Jovens e Adultos, Educação Profissional e Tecnológica, Educação Especial, Educação do Campo, Educação Escolar Indígena e Educação Escolar Quilombola), assim como os diferentes contextos socioeconômicos de cada comunidade escolar e o acesso às atividades implementadas.

Para a educação infantil devem ser encaminhadas propostas interacionais e lúdicas, na perspectiva do desenvolvimento e fortalecimento das dimensões afetiva e socioemocional das crianças, sob responsabilidade da equipe escolar.

Os estudantes matriculados em todas as modalidades dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental terão acesso às atividades por meio de roteiros de estudos sistematizados, que serão produzidos pelos professores e validados pela coordenação pedagógica da escola. Para os estudantes matriculados em todas as modalidades dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio serão disponibilizadas às atividades por meio de roteiros de estudo, através de recursos digitais, cadeia de rádio e TV, meio físico ou outros, que serão produzidos pelos professores e validados pela coordenação pedagógica da escola.

Para os estudantes que recebem Atendimento Educacional Especializado, deverão ser disponibilizado roteiros de estudo adaptados às suas necessidades educacionais específicas. Os Professores do Ensino Regular deverão manter parcerias pedagógicas com o professor da Sala de Recursos Multifuncionais no sentido de que este professor seja um orientador de metodologias diferenciadas, a partir da real necessidade educacional desses estudantes.

Para os estudantes com surdez, que fazem uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras), será disponibilizada a presença de um intérprete nas salas virtuais, este articulado pela equipe gestora da escola e respectiva Gerência Regional de Ensino, e material pedagógico acessível. Já os estudantes com Deficiência Visual, os materiais serão disponibilizados em modo textual e deverão estar em formato PDF, para que ele possa acessá-lo utilizando as tecnologias assistivas de leitura de tela.

A equipe gestora será responsável por administrar e orientar os docentes e toda comunidade escolar enquanto durar o regime especial de ensino nos níveis, etapas e modalidades da Educação Básica ofertados por sua unidade, conforme diretrizes e normas complementares expedidas SEECT. Juntamente com a equipe pedagógica, a equipe gestora deverá elaborar um Plano de Ação Estratégico do regime especial de ensino correspondente ao período desta portaria e disponibilizá-lo na aba Documentos da plataforma Saber.

O Plano de Ação Estratégico Escolar deverá constar de: identificação da escola; quantificação de docentes, turmas e estudantes; mapeamento das necessidades educacionais específicas dos estudantes; agenda de disponibilização dos roteiros de atividades, indicando os docentes responsáveis; estratégia de monitoramento das atividades implementadas; estratégia para manter a rotina de comunicação e engajamento dos estudantes e responsáveis, para que as dúvidas acerca da execução de atividades implementadas sejam sanadas; estratégia de avaliação de adequação do Plano de Ação Estratégico Escolar.

A fim de que seja garantida a execução das estratégias estabelecidas para a implementação de atividades pedagógicas durante o período de regime especial de ensino, a SEECT irá expedir orientações específicas para o planejamento pedagógico, bem como promover curso de formação de professores para a utilização das tecnologias educacionais para planejamento pedagógico e organização das aulas.

O curso de formação de professores ocorrerá em caráter de excepcionalidade, antes do início do regime especial de ensino, com data amplamente divulgada pela SEECT, que disponibilizará por meio da GEDI e FUNAD, disponibilizará materiais orientadores para a oferta do AEE durante o período de excepcionalidade, a fi m de organizar o roteiro de estudos e/ ou recursos digitais adaptados de acordo com as necessidades educacionais específicas de seu público-alvo (pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e com altas habilidades/superdotação).

Os detalhes do plano e todas as especificações por categoria estão disponíveis no Diário Oficial a partir da página 2

paraiba.com.br/

 

 

Recesso do Judiciário estadual começa nesta sexta e segue em regime de plantão até dia 6

Começa a partir desta sexta-feira (20), o recesso forense dos desembargadores, juízes e servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba e de todas as unidades judiciárias do Estado. As atividades normais serão retomadas no dia 7 de janeiro de 2020. Durante o período, o Poder Judiciário estadual seguirá em regime de plantão. Os prazos processuais, por sua vez, ficarão suspensos até o dia 20 de janeiro, conforme o novo Código de Processo Civil (CPC).

No Diário da Justiça da última quarta-feira (18), foi publicado o comunicado da Gerência de Primeiro Grau do TJPB contendo a relação dos desembargadores, juízes convocados e servidores que participarão do Plantão Judiciário de 20 de dezembro deste ano a 8 de janeiro de 2020. No próximo dia 20, no âmbito do TJPB, o desembargador Ricardo Vital de Almeida exercerá o plantão. A Gerência de Protocolo e Distribuição terá como plantonista a servidora Ilka de Lourdes Coutinho Costa Vieira; e a Gerência de Processamento, os servidores Poliana Leite da Silva Brilhante e Pablo Forlan de Nóbrega.

Já a Diretoria Jurídica terá os seguintes servidores no plantão do dia 20: Haroldo Serrano de Andrade, João Paulo Lins Ferreira, Kizzy de Brito Aires Honório, Marcos Flávio Nóbrega de Paiva, Mário Eugênio Zenaide Cavalcanti e Thiago Bruno Nogueira Alves. A Diretoria Administrativa (motorista), o responsável será Luciano Marinho Gomes. O Diário da Justiça da última terça-feira (17) trouxe a publicação da escala do Plantão Judiciário do Primeiro Grau com as unidades judiciárias que funcionarão durante o recesso forense por Comarca que, por sua vez, foram divididas em oito grupos.

Para acessar as relações completas, clique em Primeiro Grau e Segundo Grau.

Resolução – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, em 12 de setembro de 2016, a Resolução nº 244, que trata do recesso forense e da suspensão dos prazos processuais no período natalino. O documento revogou a Resolução nº 8/2005 do CNJ. A alteração foi aprovada durante a 19ª Sessão Virtual do CNJ com o propósito de se adaptar ao artigo 220 do novo Código de Processo Civil (CPC), que prevê a suspensão dos prazos processuais no período compreendido entre 20 de dezembro e 20 de janeiro.

Nova resolução – Segundo a nova determinação, o período de suspensão do expediente forense continua a ser de 20 de dezembro a 6 de janeiro para o Poder Judiciário da União, conforme previsto na Lei nº 5.010/1966. Também estabelece a possibilidade de os tribunais de justiça dos estados, pelo princípio da isonomia, a seu critério e conveniência, fixar o recesso pelo mesmo período. Já a suspensão da contagem dos prazos processuais, em todos os órgãos do Poder Judiciário, ocorre entre 20 de dezembro a 20 de janeiro.

De acordo com a Resolução nº 244 do CNJ, o expediente forense será executado normalmente no período de 7 a 20 de janeiro, mesmo com a suspensão dos prazos, audiências e sessões, com o exercício das atribuições regulares dos magistrados e servidores.

Contatos – No âmbito do TJPB, os jurisdicionados poderão entrar em contato, durante o recesso forense, com os seguintes setores: Gerência de Protocolo e Distribuição (3216-1475); Gerência de Processamento (3216-1536); Diretoria Jurídica (3216-1592); Diretoria de Tecnologia da Informação (3216-1439); e Diretoria Administrativa (3216-1530).

Por Celina Modesto / Gecom-TJPB

 

 

Apenados do regime fechado não recebem ‘indulto’ de natal, explica diretor da Média de JP; Taxa de não retorno é menos de 1%

presosOs apenados que receberam o direito da saída temporária de natal já cumpriam pena em regime aberto ou semi-aberto, explicou o diretor da Penitenciária Média Hitler Cantalice, João Paulo Barros. Ele explicou também que todos os policiais Militares e Civis estão com uma lista com nome e endereço dos beneficiados para que seja feita a fiscalização.

Este ano foram 457 apenados liberados para a saída temporária de natal, houve um aumento em relação ao ano passado que foram 380. De acordo com o diretor, a saída inicia às 5h do dia 24 e eles tem até as 20h do dia 1° de janeiro para retornar. Ele explicou ainda que a taxa de não retorno é muito pequena ficando em torno de 1%.

“O critério mais importante (para a liberação) é o bom comportamento carcerário, avaliamos se o reeducando tem bom comportamento e em segundo lugar estar no regime aberto ou semi-aberto, ninguém do fechado é agraciado com o benefício da saída temporária de natal na Paraíba”, explica.

Marília Domingues

Ministro do STF autoriza Genoino a cumprir pena em regime aberto

genoinoO ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem (7) o ex-deputado federal José Genoino, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, a progredir para o regime aberto. Com a decisão, Genoino cumprirá o restante de sua pena em casa, onde terá que seguir regras estabelecidas pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que vai efetivar a decisão.

Segundo Barroso, Genoino cumpriu um sexto da pena de quatro anos e oito meses de prisão no regime semiaberto, requisito para a passagem ao aberto. “Tendo em vista a documentação que instrui o pedido, considero atendido o requisito objetivo para a progressão de regime na data de 21 de julho de 2014. Da mesma forma, tenho por satisfeito o requisito subjetivo exigido pelo Artigo 112 da Lei de Execuções Penais, na medida em que, conforme já referido, há nosautos o atestado de bom comportamento carcerário e inexistem anotações de prática de infrações disciplinares pelo condenado”, decidiu o ministro.

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De acordo com o Código Penal, o regime aberto deve ser cumprido nas chamadas casas do albergado, para onde os presos voltam somente para dormir. Em muitos casos, diante da inexistência desse tipo de estabelecimento nos sistemas prisionais estaduais, os juízes determinam que o preso fique em casa e cumpra algumas regras, como horário para chegar, não sair da cidade sem autorização da Justiça e manter endereço fixo.

Genoino teve prisão decretada no dia 15 de novembro do ano passado e chegou a ser levado para o Presídio da Papuda, no Distrito Federal. Mas, por determinação do presidente do STF, Joaquim Barbosa, ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária uma semana após a decretação da prisão. Em abril, o ex-parlamentar voltou a cumprir pena no presídio.

Agencia Brasil

 

Barroso recupera entendimento do STF sobre direito ao regime semiaberto

CARLOS HUMBERTO/SCO/STF
CARLOS HUMBERTO/SCO/STF

O novo relator da Ação Penal 470, ministro Luís Roberto Barroso, fez valer mais uma vez nessa quinta-feira (26) sua declaração de que pensa diferente do ministro Joaquim Barbosa – que além de ter sido relator da ação, é presidente do Superior Tribunal Federal (STF) e se aposenta nos próximos dias. Barroso acatou recursos de mais quatro condenados a regime semiaberto: o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, os ex-deputados federais Valdemar Costa Neto e Pedro Corrêa, e o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas. Sendo assim, eles ficam autorizados a trabalhar fora dos presídios onde cumpram suas penas durante o dia, devendo retornar à prisão para passar a noite.

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Com isso, cai por terra a tese defendida por Joaquim Barbosa de que só é possível a autorização para trabalho externo de sentenciados ao semiaberto após o cumprimento de um sexto da pena. E fica mantida jurisprudência anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a questão, que vigorava no Judiciário brasileiro desde 1999 e foi mudada com Barbosa (que determina a autorização para trabalho ao condenado a semiaberto independentemente do tempo em que tenha sido condenado, caso não seja violento e tenha condições para isso).

Na prática, esta é a quinta autorização para trabalho concedida por Luís Barroso aos sentenciados da AP 470. O primeiro deles a ser beneficiado foi o ex-ministro José Dirceu, cujo recurso apresentado por seus advogados de defesa foram acolhidos ontem, em decisão colegiada do tribunal. Ainda durante a sessão, os ministros consideraram que, aprovada a tese – de não ser necessário o cumprimento de um sexto da pena – caberia agora ao próprio relator decidir individualmente por acatar ou não os demais recursos.

Próxima semana

Os apenados já tinham obtido, anteriormente, autorizações para trabalho por parte das respectivas Varas de Execuções Penais (VEPs) dos locais onde se encontram (Distrito Federal e Pernambuco), mas tais autorizações foram revogadas por Barbosa. A partir de amanhã (27), as varas receberão oficialmente o comunicado do STF e deverão informar aos presídios para que os cinco possam ser liberados, o que deve ocorrer já no início da próxima semana.

Dos réus da AP 470, oito pediram autorização para trabalhar fora. Além de acolher os recursos apresentados por estes cinco, o ministro Barroso também acatou os recursos apresentados pelo ex-deputado Romeu Queiroz e o ex-advogado de Marcos Valério, Rogério Tolentino – só que de forma diferente. No caso destes dois últimos, Barroso destacou que os dois estão autorizados a trabalhar, mas só poderão fazê-lo após apresentarem novas propostas de emprego, por não concordar com as que foram apresentadas.

Queiroz pediu para trabalhar na própria empresa e Tolentino seria empregado na empresa de Romeu Queiroz (que passaria a ser seu “patrão”). Tais ocupações, na ótica do relator, seriam inadequadas para ambos (em pensamento que vai ao encontro, ainda, do parecer da Procuradoria Geral da República a respeito).

O único recurso que ainda não foi apreciado pelo relator diz respeito à autorização de trabalho para o ex-deputado Bispo Rodrigues, mas porque ainda está sendo avaliada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com a pronta resposta às defesas dos réus, o ministro cumpriu a promessa feita na última semana, de dar celeridade ao rito de recursos a serem apresentados, de forma a fazer com que a AP 470 seja transitada em julgado (ou seja, tenha julgamento totalmente encerrado) em curto prazo de tempo. “Quem está preso tem pressa, e cabe a nós, decidir rapidamente sobre estes recursos”, afirmou.

‘Fora da curva’

O ministro já tinha dito, mesmo antes de assumir uma vaga no STF, que via o julgamento do mensalão como “um ponto fora da curva”. Mas apesar de sua opinião, surpreendeu observadores na sessão de ontem, ao negar o pedido da defesa do ex-deputado José Genoino para que fosse transferido para regime domiciliar em razão do seu problema de saúde.

Barroso acrescentou que o que for decidido no julgamento da AP 470 deverá repercutir perante todo o sistema prisional brasileiro, motivo pelo qual não poderia atender a esse pedido, uma vez que existem réus em situação mais grave de saúde que o ex-parlamentar. Por outro lado, se comprometeu a deliberar no mesmo ritmo a progressão de regime de Genoino, que a partir de 24 de agosto já terá cumprido um sexto da pena e, por isso, poderá ir para casa e cumprir o restante da condenação em regime aberto.

RBA apurou junto a pessoas próximas de José Genoino que, apesar da surpresa com o resultado do julgamento, ele foi informado ontem mesmo da decisão e não esboçou ressentimento ou desânimo. Ao contrário disso, o parlamentar teria afirmado que irá fazer de tudo para abreviar sua permanência na prisão, pois tem trabalhado na biblioteca e estudado muito.

Conforme informações dos advogados de defesa de cada um dos réus, eles pediram autorização para trabalhar em locais como escritórios, restaurantes, construtoras e consultórios médicos. José Dirceu vai ser auxiliar de biblioteca em um escritório de advocacia, em Brasília, e Delúbio Soares, fará trabalho externo para a CUT também em Brasília. Valdemar Costa Neto, por sua vez, será gerente administrativo de um restaurante industrial no entorno do Distrito Federal. Pedro Correa, que é médico, atenderá a pacientes, exercendo a profissão para a qual se formou, em Pernambuco. E Jacinto Lamas trabalhará como assistente administrativo de uma construtora, em Brasília.

 

RBA

Ditadura militar torturou desde os primeiros dias do regime, indica pesquisa

ditaduraUma pesquisa feita por alunos de mestrado em história e direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), a pedido da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão Estadual da Verdade, mostrou que violações aos direitos humanos ocorreram desde os primeiros dias da ditadura militar instalada no país (1964-1985).

“Houve tortura desde o início do golpe e também prisões em massa, feitas a partir de listas previamente preparadas por delegacias. Eram levados para estádios de futebol, que pudessem guardar esse conjunto de detentos, que não cabiam mais nas delegacias”, disse o professor da PUC Marcelo Jasmin, coordenador do levantamento cujos dados preliminares foram divulgados nessa quarta (18). A pesquisa foi feita ao longo de seis meses. Os alunos analisaram 1.114 processos de requerimento de reparação que fazem parte do acervo do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

O levantamento constatou que os estádios de futebol Caio Martins, em Niterói (38 casos relatados na pesquisa); e do Ypiranga Futebol Clube, em Macaé (21 casos), foram usados como prisão pelos agentes da ditadura. Segundo o professor, nos primeiros anos grande parte dos presos era formada por operários e integrantes do movimento sindical, muitos ligados ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), e após 1968, com a publicação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), aumentou a prisão de profissionais liberais.

A integrante da Comissão Nacional da Verdade Rosa Cardoso disse que a pesquisa comprovou o uso intenso da violência desde os primeiros dias do golpe militar. “Queríamos descobrir na pesquisa se o golpe de 1964 foi feito com muita violência ou se essa grande violência acontece somente após um processo de militarização do Estado, em 1968. E não temos dúvida de que foi um golpe muito violento, a tal ponto que as prisões não puderam abrigar as pessoas presas, que foram levadas a estádios”, disse.

 

Agência Brasil  

OAB afirma que prisão de Genoino em regime fechado é ilegal

GenuinoO presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados Brasil (OAB), Wadih Damous, disse nessa segunda (18) que a prisão do ex-presidente do PT José Genoino, em regime fechado, é ilegal. Genoino apresentou-se à Polícia Federal no sábado (16), em São Paulo, e foi transferido para a Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele foi condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, a uma pena inicial de quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto.

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Segundo o presidente, a manutenção de Genoino no regime fechado configura “uma ilegalidade e uma arbitrariedade”. “ É sempre bom lembrar que a prisão de condenados judiciais deve ser feita com respeito à dignidade da pessoa humana e não servir de objeto de espetacularização midiática e nem para linchamentos morais descabidos”, observou Damous.

A defesa do ex-presidente do PT pediu ontem (17) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa,  que a pena de  Genoino seja cumprida em casa. Ele teve uma crime de hipertensão durante o voo que fez a transferência de 11 condenados na AP 470 para Brasília e foi atendido por um médico particular quando chegou à Papuda. Em julho, Genoino passou por uma cirurgia para dissecção da aorta. O pedido de prisão domiciliar foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para parecer do procurador-geral, Rodrigo Janot.

 

 

 Agência Brasil

Delegacias funcionam em regime de plantão no feriado da semana santa

 

FeriadoVisando prevenir e combater a criminalidade em todo o Estado durante o feriado da semana santa, o governo do Estado, através da secretaria de Segurança e Defesa Social Paraíba (Seds), preparou um esquema especial de plantão. A partir da zero hora de quinta-feira (28) até a meia noite do Domingo de Páscoa a polícia civil vai intensificar as abordagens a pessoas e veículos, vistorias em bares e outros locais propícios à situação de vulnerabilidade social, além de garantir a segurança no trânsito com fiscalização do cumprimento da Lei Seca.

De acordo com a determinação da Seds estarão funcionando em regime de plantão 24h, na região metropolitana, sete delegacias distritais: 1ª. DD, em Cruz das Armas, 9ª. DD, em Mangabeira, 12ª. DD, em Manaíra, 6ª. DD, em Santa Rita, 7ª.DD, em Cabedelo, além de Alhandra (litoral Sul) e Mamanguape (litoral Norte). Uma delegacia móvel será instalada em Jacumã durante os quatro dias do feriado. Em João Pessoa as delegacias especializadas que estarão funcionando serão a de Roubos de veículos, Homicídio, Infância e Juventude e da Mulher. Em Campina Grande, a Central de Polícia estará aberta com duas equipes de plantão, além das delegacias especializadas de Homicídio e Roubos e Furtos. Três polos de segurança funcionam para atender toda região de Campina Grande, que compreende 32 municípios.

O Grupo de Operações Especiais (GOE) e o disque denúncia 197, que atende a população recebendo denúncias anônimas com total sigilo e de forma gratuita, trabalham em regime de plantão neste feriado de Páscoa. Nos casos de ocorrências simples, sem violência, os cidadãos podem contar com o serviço da Delegacia Online (www.delegaciaonline.pb.gov.br).

 

 

Secom-PB

Divulgada relação de servidores para o regime temporário do CRAS em Remígio (PB)

RemígioA Secretaria de Ação Social de Remígio (PB) divulgou a relação dos candidatas selecionadas para entrevista do Proceso Seletivo Simplificado Nº 01, para contratação de assistente social dedicado ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) sob regime de trabalho temporário.

A relação dos candidatos selecionados para segunda etapa são:

 

Ana Raabe Pinheiro de Oliveira

Dulcinéia Barbosa Luna

Janaína Lucena do Nascimento Medeiros

Kalina de Oliveira Barbosa

Kalina Kátia Figueiredo Rosas

Laura Lourdes Brasil Lustosa

Maria de Lourdes Pereira de Araújo

Mônica Regina Gomes

Romênia Moura Sousa

Vanusa da Silva Pequeno

A entrevista será nesta segunda-feira, dia 04 de fevereiro de 2013, a partir das 08:00 horas da manhã, na Secretaria de Ação Social do Município de Remígio-PB, localizada na Av. Joaquim Cavalcante de Morais, s/n. Centro. Remígio-PB. Recomenda-se que as candidatas selecionadas cheguem com 30 minutos de antecedência.

Redação/Focando a Notícia

Em Guarabira, detentos do regime semi-aberto reclamam da precariedade do Presídio Velho

 

Uma movimentação foi registrada na manhã dessa quarta-feira (16), no pátio externo do Presídio Vicente Claudino de Pontes, conhecido como “Presídio Velho”, no bairro do Juá, em Guarabira.

Segundo informações, cerca de 72 detentos do regime semi-aberto, além de outros detentos dos regimes aberto e fechado, reivindicam melhores condições nas instalações elétricas, hidráulicas e no ambiente de pernoite. Pois desde a última reforma, não houve melhoramentos nestes setores.

Em entrevista à imprensa, alguns apenados relataram, entre outros problemas, o espaço pequeno, as camas desconfortáveis e falta de materiais para o higiene das celas.

Os apenados também reclamam a ausência do diretor do presídio, Marcelo Belota, além do fato da direção não aceitar atestado médico como justificativa para ausência.

Em meio a tudo isso, os detentos afirmaram que passarão a dormir na frente do presídio caso não resolvam o problema. Procurada pela imprensa, nenhum representante da direção do presídio quis se pronunciar.

Redação e fotos: Nordeste1

Focando a Notícia