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Mais de 7 mil policiais militares reforçam segurança nas eleições

pmA Polícia Militar inicia nesta quarta-feira (28) a operação Voto Seguro, que vai atuar na guarda das urnas eleitorais, segurança dos locais de votação e reforço do policiamento nos municípios, durante as eleições do próximo domingo (2), em todo o Estado.  Para isso, serão utilizados 7.482 policiais e 1.200 viaturas (entre carros e motos). A operação se prolonga até a segunda-feira (3).

De acordo com o plano de segurança da PM, serão montados três centros de comando e controle nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Patos, onde oficiais da corporação e integrantes de outros órgãos envolvidos no pleito vão acompanhar em tempo real todas as atividades de segurança da operação.

O embarque das tropas que vão reforçar a segurança em outras cidades começa nesta quarta-feira (28), às 8h, com mais de 250 policiais saindo do Centro de Educação da PM, em Mangabeira, na capital, com destino às cidades da região de Cajazeiras e Sousa.

Na quinta-feira (29), no mesmo horário e local, embarcam mais 220 policiais para outras cidades do Sertão, a exemplo de Patos, Princesa Isabel, Itaporanga e Catolé do Rocha. No mesmo dia, às 14h, acontece o embarque dos policiais que vão atuar no Agreste, Brejo e Cariri do Estado.

O envio do reforço será concluído na sexta-feira (30), às 8h, quando serão enviados os policiais que vão trabalhar nas cidades da Região Metropolitana de João Pessoa, Litorais Norte e Sul da Paraíba.

O coordenador do Estado Maior Estratégico da Polícia Militar, coronel Jarlon Cabral, disse que no sábado (30) a PM já estará pronta para receber todas as urnas e começar efetivamente as ações para o dia do pleito. “Teremos policiais em todos os locais de votação para recepcionar e guardar as urnas, assim como para manter a segurança externa dos locais de votação. Eles receberão uma cartilha com orientações sobre como proceder em relação às condutas mais recorrentes neste período, mas que são proibidas pela Justiça eleitoral”, disse.

Ao todo, 172 cidades vão receber reforço para a segurança das eleições.  A operação Voto Seguro vai até o início da manhã da segunda-feira (3), após as comemorações nos municípios.

MaisPB

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6 atitudes das crianças que reforçam a homofobia e que devem ser combatidas

imagem: Getty Images
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Nunca é muito cedo para falar sobre preconceito e valorizar a diversidade. Essa é a opinião da psicóloga Marcela Pastana, doutoranda em educação escolar pela Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) e integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Sexualidade, Educação e Cultura da mesma universidade.

“Se a criança já demonstra atitudes de aversão aos homossexuais, é mais do que necessário conversar para combater a discriminação e promover o respeito a todas as pessoas”, diz a especialista.

Algumas atitudes dos filhos podem até parecer “coisa de criança”, mas acabam disseminando e reforçando o preconceito contra homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais. Veja quais são elas.

  • Chamar o colega de “viadinho”

    Quando as crianças usam xingamentos desse tipo, com conotação sexual, estão reproduzindo o que ouviram, seja na rua, na turma de amigos, na internet ou mesmo em casa. “Nenhuma criança nasce preconceituosa. Muitas vezes, ela apenas segue o pensamento dominante, para ser aceita no grupo”, diz a educadora Andrea Ramal, doutora em educação pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro. Ao ouvirem o filho falar dessa maneira, os pais devem intervir e explicar que não se pode agredir os outros, com ações ou palavras. Além disso, vale perguntar como ele se sentiria se estivesse no lugar do colega. Também é fundamental não reproduzir esse comportamento. Caso contrário, os filhos vão imitá-lo.

  • Excluir um amigo da turma, porque “tem jeito de menina” ou “de menino”

    A situação é mais comum do que parece. Muitas crianças são excluídas dos times de educação física ou do trabalho em grupo por terem um comportamento diferente da maioria. A conversa, nesse caso, deve ter como objetivo orientar sobre a importância de conviver com a diferença. A criança deve saber que as pessoas não são iguais e que isso é bom e deve ser valorizado. ?O mundo é multicultural, plural e heterogêneo. As crianças precisam vê-lo dessa forma desde cedo?, diz a educadora.

  • Zoar a forma de uma menina ou menino se vestir, porque é fora do padrão

    Essa é uma boa oportunidade de falar que padrões, modelos e conceitos não podem se sobrepor a vontades individuais. Provoque a reflexão: se a criança quer se vestir daquela forma, qual é o problema? Quem falou que menino não pode usar brinco ou pulseira? E que menina não deve usar boné? Dá até para inserir na conversa algumas curiosidades. Citar os escoceses, por exemplo, que usam kilt — um tipo de saia masculina. A moda e a ideia de normal ou estranho vão depender muito do local e da época e é isso que a criança precisa entender.

  • Ridicularizar um menino que dança ou uma menina que joga futebol

    Para a educadora Jamile Magrin Goulart Coelho, a criança lida com as diferenças de forma mais leve do que os adultos, desde que não seja estimulada a fazer o contrário. “Geralmente, esses comportamentos são gerados por insegurança diante de uma situação nova”, diz. Cabe aos pais tranquilizarem os filhos sobre as diferenças, valorizarem o pluralismo e dizerem que eles também podem se divertir da maneira que acharem melhor.

  • Dizer que o colega é sensível demais

    Na infância, muitos meninos ainda são estimulados a fazerem brincadeiras agressivas, por isso criticar um garoto sensível é usual, mas a atitude deve ser coibida. Vale a pena explicar que meninos e meninas têm sentimentos e podem chorar se sentirem vontade. Isso não tem nada a ver com o gênero, mas com o fato de sermos humanos.

  • Criticar menina que brinca de carrinho ou menino que brinca de boneca

    Brinquedos não têm gênero. As crianças devem ser estimuladas a se divertirem com tudo o que elas quiserem, independentemente de cor ou forma. Elas só agirão com preconceito em relação a algum brinquedo se forem ensinadas dessa forma. “Uma vez, estava em uma escola de educação infantil, quando vi um menino de quatro anos mexendo na caixa de brinquedos. Quando viu um urso rosa, atirou o brinquedo no chão dizendo: ‘Que urso gay!’. Em seguida, eu me aproximei e perguntei para ele o que gay significava. Ele não soube responder”, conta a psicóloga Marcela Pastana.

Uol

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Ações integradas: Polícias reforçam segurança na divisa entre os Estado da Paraíba e RN

reuniaoAs polícias Civil e Militar da Paraíba e Rio Grande do Norte estão realizando ações integradas principalmente nos municípios que fazem divisas dois Estados.  As ações contam com tropas de várias unidades operacionais, inclusive com apoio do policiamento especializado. Em Jacaraú e Mataraca – no Litoral Norte paraibano – os carros e motos com placas do Rio Grande Norte foram parados em bloqueios policiais. De acordo com o capitão Alberto Filho, da 2ª Companhia Independente, as buscas foram para identificar pessoas que poderiam ter participado dos ataques e estariam fugindo pelas cidades de Montanhas, Nova Cruz e Canguaretama.

A mesma estratégia foi usada nas cidades de Patos, Várzea, São Mamede e Junco do Seridó, no Sertão. A segurança segue reforçada nesta quarta-feira (18), inclusive com ações integradas com policiais do Rio Grande do Norte. São mais de 30 cidades de divisa monitoradas pela Polícia Militar da Paraíba.

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Durante todo o dia desta quarta-feira (18) o secretário executivo da Segurança e Defesa Social, Jean Francisco Nunes, e o delegado geral da Paraíba, João Alves, participam de reuniões no Estado do Rio Grande do Norte (RN), com a presença da secretária nacional de Segurança Pública, Regina Mikki. O objetivo é discutir o apoio da segurança da Paraíba no fortalecimento das divisas entre os dois estados e ainda no Nordeste.

Segundo o secretário Jean Nunes, além de articular ações de caráter institucional, as reuniões proporcionam uma cooperação entre Paraíba e Rio Grande do Norte, assunto discutido diretamente com a secretária de Segurança do RN, Kalina Leite. “As forças de segurança da Paraíba reafirmaram o apoio ao estado vizinho que está passando por este momento de crise. Colocamos à disposição o trabalho de Inteligência, principalmente nas divisas com o nosso Estado. O que estamos também buscando é uma orientação de caráter preventivo, para que assim possamos diagnosticar qualquer foco de problema que possa acontecer em cidades da Paraíba”, afirmou.

Para o delegado geral, João Alves, a Paraíba levou para a reunião no Rio Grande do Norte a experiência da integração entre as forças de segurança. “A reunião foi realizada no Centro de Comando de Controle aqui do Rio Grande do Norte e a nossa intenção foi trazer apoio da Paraíba, da nossa experiência de integração e ainda fortalecer e retomar o trabalho da Divisa Segura”, disse o delegado geral.

Assessoria

Sete situações em que mulheres reforçam o machismo contra elas

O machismo faz mulheres terem sua intimidade invadida nas ruas, receberem salários menores que os homens e ter oportunidades desiguais no mercado de trabalho, entre outros problemas. Arraigado na sociedade, esse fenômeno inclusive leva as próprias vítimas a reproduzirem falas e atitudes preconceituosas contra elas mesmas.

Para a psicóloga e sexóloga Ana Canosa, a cultura machista faz com que mulheres tenham comportamentos machistas sem se dar conta. Com ideias que entram nas cabeças delas ainda na infância

“É uma questão cultural, relacionada ao papel de gênero construído para mulheres. Todas as situações contadas nos contos de fadas diziam: os homens é que escolhem as mulheres. Por isso, para conseguir um príncipe, faça como Cinderela: seja boa, bonita, casta, generosa e prendada. Isso é fruto de uma ideologia machista, que converteu as mulheres em submissas que se estapeavam para competir por serem ‘as escolhidas’ de um homem”, avalia a sexóloga.

Muitas vezes, sem ter consciência disso, mulheres reproduzem comportamentos machistas
Thinkstock Photos

Muitas vezes, sem ter consciência disso, mulheres reproduzem comportamentos machistas

Tica Moreno, socióloga da Sempreviva Organização Feminista, entende que esse comportamento dificulta a luta por igualdade de gênero. “É fundamental que as mulheres se unam, uma mulher sozinha não vai conseguir fazer muitas mudanças na sociedade”, argumenta. “É preciso deixar de olhar as amigas como possíveis rivais, não reforçar antigas crenças e chavões”, acrescenta Ana.

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A seguir, Ana e Tica comentam comportamentos que as mulheres precisam parar de reproduzir para não reforçar o machismo.

1 – Criticar mulheres com vida sexual ativa
A edição atual do “Big Brother Brasil”, o reality show mais popular do País, traz um dos casos mais comuns de machismo. No programa, dois casais praticaram sexo frequentemente e sem falsos pudores. Porém, o público majoritariamente feminino da atração eliminou as mulheres que faziam parte dos pares e manteve os homens no confinamento.

O programa reproduziu um julgamento comum que a sociedade faz das mulheres que têm uma vida sexual ativa e com diferentes parceiros, sendo tachadas por isso como promíscuas. Essa culpabilização é conhecida pelo termo ‘slut shaming’. Enquanto isso, homens que têm a mesma atitude são celebrados com garanhões.

“Devemos parar de criticar as mulheres que assumem seus desejos e conquistas”, propõe Ana.

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Divulgação/TV Globo

No “BBB15”, as mulheres que fizeram sexo no confinamento foram eliminadas e os homens foram mantidos

2 – Por a responsabilidade da traição só na mulher
É comum quando um homem comprometido trai sua namorada ou esposa com outra a responsabilidade cair apenas sobre a mulher, que seduziu o rapaz indefeso. Até a traída é criticada por deixar o parceiro ir ‘procurar na rua’ o que não encontra em casa.

“No caso em que um homem comprometido em uma relação monogâmica trai a mulher com outra, a responsabilidade é do homem. Esse tipo de ponto de vista [culpabilização da mulher] acaba tirando a responsabilidade dele”, pondera Tica.

3 – “Ela não é mulher pra casar”
A separação preconceituosa e machista que se faz entre ‘mulheres para casar’ e ‘mulheres para transar’ muitas vezes é repetida pela própria mulher, que quer assim se diferenciar das chamadas ‘piriguetes’.

 “As mulheres acabam reproduzindo a lógica da sociedade machista. A culpa [desses atos] não é das mulheres individualmente, mas do patriarcado que se reproduz segundo esse sistema”, aponta Tica.

4 – Criticar o corpo de outras mulheres
Tica critica parte das revistas femininas que usam análises de moda para fomentar preconceitos. De acordo com a socióloga, essas avaliações embutem julgamentos estéticos. “Ela é muito gorda pra usar essa saia curta e deixar as pernas de fora’”, exemplifica a socióloga.

Não só a gordofobia, mas qualquer outra desvalorização por conta da estética é muito presente na vida de muitas mulheres. Por isso, comentar com uma amiga que ela tem muito peito, pouco bumbum, ou que ela é magra demais, só vai deixá-la mais triste e colaborar com a falta de união. “A mulher tem que valorizar outras questões, sair do papel de deusa sedutora”, defende Ana

5 – Dar mais valor às roupas do que às conquistas
Seja na posse de uma presidente ou na cerimônia do Oscar, as roupas das mulheres tendem a ser mais valorizadas do que suas conquistas profissionais. Por conta disso, atrizes de Hollywood como Reese Witherspoon, Cate Blanchett e Julianne Moore têm apoiado uma campanha para combater essa conduta.

Batizada como #AskHerMore, a campanha pede que repórteres façam perguntas mais criativas sobre a profissão e as conquistas das atrizes, e não apenas sobre o que elas vestem.

Campanha usa a hashtag #AskHerMore para pedir que jornalistas façam perguntas mais inteligentes às atrizes
BBC

Campanha usa a hashtag #AskHerMore para pedir que jornalistas façam perguntas mais inteligentes às atrizes

Ana acredita que ainda estamos longe do momento “quando roupa, cor de cabelo, tamanho de bunda, de peito, de cintura, idade, sobrenome e aliança no dedo não farão a menor diferença no valor que alguém possa ter como pessoa humana”.

6– Invejar conquistas das outras mulheres
“Freud já dizia, no começo do século 20 sobre “a inveja do pênis”. Não do pênis como órgão, mas do poder que ele representava em uma cultura machista e moralista. Nasceu com pênis, o mundo estava aberto, em todas as dimensões. Nasceu com vulva e vagina, todas as proibições. Então, quando uma mulher tem poder legitimado culturalmente, no trabalho, na beleza, entre outros, os olhos invejosos se voltam para ela”, assinala Ana, acrescentando que é necessário evitar mais esta ferramenta de reprodução do machismo.

7 – Criar filhos de modo diferente
Não só dentro nas escolas e na rua, mas dentro de casa a educação na maioria das vezes ainda é muito sexista. As mães têm parte da responsabilidade de desconstruir o machismo desde cedo, segundo as especialistas. Muitas delas dividem as tarefas de casa de forma desigual. Assim, meninas lavam a louça do jantar enquanto os meninos assistem TV com os pais. Estes afazeres não dependem de sexo ou gênero para serem feitos.

 

iG

Na contra mão, países africanos reforçam leis contra homossexuais

bandeira-glbtEnquanto a igualdade de direitos para homossexuais avança a passos largos na Europa e nas Américas — já são 17 os países que permitem o casamento de parceiros do mesmo sexo —, na África, o movimento é inverso. Muitas das 54 nações do continente não só mantêm leis específicas para punir este segmento da população por sua orientação sexual, como buscam novo respaldo legal para uma repressão ainda mais dura. A mistura de populações majoritariamente conservadoras, oportunismo político e extremismo religioso provoca uma escalada de ódio com consequências graves para uma minoria que, mesmo perseguida, não desiste de se fazer ouvir.

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Os dois exemplos mais recentes são Nigéria e Uganda, países que já impunham limites aos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), mas aprovaram novas leis ainda mais restritivas. Na Nigéria, o presidente Goodluck Jonathan sancionou em janeiro a proibição do casamento gay, da defesa dos direitos LGBT e da “propaganda de relacionamentos homossexuais”. No mês anterior, o Parlamento de Uganda aprovou a punição a homossexuais com prisão perpétua, e o presidente Yoweri Museveni — para quem ser gay é uma “anormalidade” — prometeu assinar o texto.

Mas estes são apenas dois de 38 países africanos no quais não ser heterossexual dá cadeia. Em quatro deles, é crime passível de pena de morte: Mauritânia, Somália, Sudão e a própria Nigéria (apenas nos estados do Norte, onde vigora uma rígida interpretação da sharia, a lei islâmica). Em Camarões e Quênia, registros de prisões, espancamentos e mortes de homossexuais são frequentes.

Na visão de quem acompanha o tema, as investidas contra os cidadãos LGBT surgem menos do preconceito e mais de manobras políticas com o objetivo de distrair a população de problemas não resolvidos e assegurar a liderança frente a uma maioria conservadora sobre a qual igrejas cristãs ganharam influência nos últimos 20 anos.

— Neste países, os líderes políticos estão sendo pressionados pela população, e por isso recorrem a leis populistas — disse o escritor queniano Binyavanga Wainaina, cuja saída do armário por meio de um texto no jornal “Guardian”, no mês passado, rodou o mundo. — A Nigéria enfrenta uma crise energética e vai ter eleições em 2015.

Neela Ghoshal, pesquisadora sobre direitos LGBT da ONG Human Rights Watch (HRW), e a diretora de comunicação da Comissão Internacional de Direitos Humanos de Gays e Lésbicas (IGLHRC, na sigla em inglês), Roberta Sklar, também destacam o elemento político como incentivador da repressão. Além disso, citam a organização cada vez maior do segmento LGBT em países africanos na última década e as consequentes reivindicações por igualdade de direitos como um incômodo para populações e governos.

— O público LGBT passou a exigir direitos em suas casas, nas ruas, no trabalho. Quando as pessoas passam a exigir direitos, há uma reação negativa — opina Roberta. — Não é só sobre homossexualidade, é sobre o uso do ódio para fins políticos.

Fundamentalismo importado

A presença maciça de religiosos com discurso fundamentalista, principalmente cristãos, também foi lembrada pelos entrevistados ouvidos pelo GLOBO. Segundo Wainaina, a virada ocorreu entre os anos 1980 e 1990, quando missionários vindos dos EUA passaram a atrair milhões de pessoas e, com elas, o interesse dos políticos.

— Apesar das leis, até essa época praticamente ninguém era preso por ser gay — diz.

Neela Ghoshal, da HRW, argumenta que esse movimento aumentou com o avanço da igualdade de direitos no Ocidente.

— Os religiosos fundamentalistas dos EUA perderam relevância no país com avanços como a legalização do casamento gay — explica.

O uso da homofobia como instrumento de dominação popular também tem efeitos nefastos sobre a prevenção e o tratamento da Aids, e logo no continente que concentra 70% dos diagnosticados com a doença no mundo, conta o diretor executivo adjunto do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids (Unaids, na sigla em inglês), Luiz Loures. Ele lembra que a homofobia tem aparecido como tendência também em países da Ásia e do Leste Europeu. Consciente das dificuldades de reversão do panorama, ele aposta no diálogo.

— Estamos nos preparando para um desafio de longo prazo e adotando novas estratégias. Por exemplo, estamos trabalhando com as comissões nacionais de direitos humanos e com parlamentares. — explica Loures. — É necessário investir em setores que influenciam o comportamento da sociedade. É importante sensibilizar os setores religiosos. Neste momento, os segmentos religiosos extremistas estão à frente e apoiando leis que são contra a vida. Precisamos urgentemente de vozes ativas que defendam a vida e a dignidade das pessoas.

Apesar do momento difícil, há um certo sentimento de otimismo: Loures cita a vibrante sociedade civil nigeriana, e Neela Ghoshal conta que os gays de Uganda se articulam com movimentos LGBT de outros países. Para Roberta Sklar, países de leis homofóbicas serão pressionados se tiverem que assinar acordos comerciais com nações ocidentais. E Wainaina lembra que a população ainda pode ser majoritariamente conservadora, mas os muitos jovens africanos, com o combustível do acesso fácil à internet móvel após anos de democracia e crescimento econômico — apesar de desigual — têm mais expectativas de liberdades que seus pais. Para ele, o debate tem implicações que vão além da causa LGBT.

— São tempos de mudanças rápidas. Isso ameaça o establishment político.

O Globo

Dados sobre compras online reforçam declínio do Orkut

Facebook agora domina o mercado das redes sociais na cidade de São Paulo, desbancando o Orkut. Foto:Istockphoto

Com o comércio virtual cada vez mais influenciado pelas publicidades e informações disponibilizadas nas redes sociais, o Facebook passou a dominar o mercado na cidade de São Paulo.

Segundo a 4° Pesquisa sobre o Comportamento dos Usuários da Internet, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), divulgada nesta quinta-feira 23, o site de relacionamentos de Mark Zuckerberg agora atinge 90,02% dos paulistanos que usam redes sociais, uma alta de 35,98 pontos percentuais ante 2011. Na outra ponta, a influência do ex-líder Orkut teve queda acentuada: passou de 74,91% de usuários na cidade para 49,89% em apenas um ano.

Atualmente com 36,1 milhões de usuários no Brasil, o Facebook triplicou em tamanho sua audiência e cresceu sete vezes em engajamento para assumir a liderança do setor no País, conforme indicam dados recentes da consultoria comScore. Mas o Orkut ainda possui 34,4 milhões de usuários, principalmente fora da região Sudeste.

Ainda assim, a perda da liderança em São Paulo, um dos maiores mercados consumidores do País, pode debilitar o site e marcar sua derrocada final no Brasil. O estudo da FecomercioSP mostra que 48,64% dos entrevistados admitem ser influenciados nas decisões de compra pelas informações veiculadas nas redes sociais – ou seja, com menos usuários, o Orkut lucrará menos com publicidade.

Além disso, 25,17% dos internautas que acessam redes sociais afirmam realizar compras por meio delas. Ao perder usuários, diminuem também as chances de receber porcentagens de compras realizadas por pessoas que clicaram nos anúncios colocados no Orkut. As receitas geradas a partir de compras de itens de jogos virtuais também podem sofrer abalo.

A maior parte dos internautas de São Paulo (87,94%) participa de alguma rede social, uma parcela ainda maior entre pessoas entre 18 e 35 anos (92,08%). No público entre 35 e 70 anos, houve aumento na adesão: de 73,27% em 2011 para 81,61% neste ano.

O levantamento ainda mostra que o Twitter ganhou expressivos de 11,89 pontos percentuais e agora é utilizado por 30,95% dos internautas paulistanos. O comunicador MSN, por outro lado, viu seu público recuar de 66,1% para 49,89%.

A pesquisa foi realizada em maio de 2012, com 1 mil entrevistados na cidade de São Paulo.

cartacapital