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Tião Gomes reforça pedido para construção da barragem Chã da Pia que vai abastecer o Brejo da Paraíba

O deputado estadual Tião Gomes (Avante) encaminhou requerimento ao governador João Azevêdo (PSB) solicitando a construção da Barragem de Chã da Pia, situada na zona rural do município de Areia, na região do Brejo do estado.

No documento apresentado nesta terça-feira (04) na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Tião Gomes disse que a barragem vai melhorar o abastecimento em seis cidades da região.

“Esse pedido se justifica, haja vista que esta barragem ficará situada entre os municípios de Areia, Arara e Remígio. Uma obra que beneficiará o abastecimento dos municípios de Solânea, Casserengue, Esperança, Bananeiras, além de Arara e Remígio”, explicou.

O deputado lembrou que essa é uma luta antiga do seu mandato, pontuando que a barragem resultará no desenvolvimento e ofertará melhor qualidade de vida à população do Brejo.

“Fizemos uma pesquisa e encontramos um projeto datado do ano de 1985, apresentado pelo secretário da época, Zé Silvino, para construção da barragem de Chã da Pia na gestão do ex-governador Wilson Braga. Desde então, venho lutando para que essa barragem saia do papel e se torne realidade no intuito de resolver de uma vez o problema de abastecimento de água na região”, disse o parlamentar.

Tião Gomes finalizou informando que já foi autorizado um estudo técnico na localidade.

“Conversei com o nosso governador João Azevêdo e ele autorizou o competente secretário de infraestrutura e recursos hídricos do estado, o engenheiro Deusdete Queiroga, a realizar um estudo completo para possibilitar a construção dessa importante obra. Tenho fé em Deus que estarei participando da inauguração da barragem de Chã da Pia muito em breve”, afirmou o deputado Tião Gomes.

 

portaldolitoralpb

 

 

Projeto da ANS reforça combate à mortalidade materna

Parto Adequado expande foco e promove medidas para melhorar assistência e evitar mortes na gravidez e parto
O Projeto Parto Adequado está ampliando seu foco de ação e reforçando, entre os hospitais participantes, medidas para reduzir a mortalidade materna. Inicialmente, as ações serão desenvolvidas nos 27 estabelecimentos públicos de saúde que fazem parte da iniciativa, mas até o final do ano serão expandidas aos demais 87 hospitais privados. As medidas contemplam capacitação de profissionais de saúde, melhorias de unidades de atendimento para entrega de um melhor cuidado e assistência às gestantes e o empoderamento das mulheres na tomada de decisões para que tenham acesso a um cuidado de qualidade e a um parto seguro. O Parto Adequado é uma iniciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e Institute for Healthcare Improvement (IHI), com apoio do Ministério da Saúde.

Recentemente, os hospitais públicos que integram o projeto se reuniram em São Paulo, em uma Sessão de Aprendizado Presencial, para dar início às atividades. A ideia é direcionar o conhecimento proporcionado através do Parto Adequado, que até agora centrou-se na diminuição das cesarianas desnecessárias, para teorias de mudanças relacionadas à redução de mortes maternas, tema de grande preocupação das autoridades de saúde. Para isso, contam com o apoio financeiro do programa global MSD para Mães, que tem como objetivo combater a mortalidade de mulheres no mundo e é parceiro do Parto Adequado.

Medidas para reduzir mortes relacionadas à gravidez e ao parto já foram testadas com sucesso no hospital Agamenon Magalhães (HAM), em Recife (PE), que alcançou resultados bastante expressivos. Agora, as boas práticas servirão de exemplo para os demais participantes do Parto Adequado. A meta inicial de 30% de redução de taxa de mortalidade de mulheres durante a gravidez ou até 42 dias após o parto no HAM quase dobrou, chegando a 54,23%. Antes do projeto, o intervalo entre os óbitos era de quase 18 dias. Após a implementação das ações, o hospital chegou a ficar 229 dias sem registro de óbito materno.

“O Parto Adequado tem alcançado resultados muito positivos no que concerne à redução de cesáreas realizadas sem necessidade. Nosso intuito agora é evoluir em direção à melhoria do cuidado às gestantes, ampliando o foco do projeto com medidas específicas que ajudem a reduzir as altas taxas de mortalidade”, destaca o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar. “Sabemos que a maioria das complicações que resultam na morte de mulheres se desenvolve durante a gravidez e a maior parte delas pode ser evitada e tratada com cuidados pré-natais durante a gestação e o parto e com assistência qualificada nas semanas após o parto. São soluções viáveis e que salvam vidas, contribuindo para a saúde do conjunto da população”, ressalta o diretor.

O presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner, reforça que além dos bons resultados já obtidos em relação ao número de cesarianas desnecessárias, os hospitais que integram o Parto Adequado avançaram também na diminuição de eventos adversos. “Houve uma queda de 35% em média dos eventos adversos com mães e bebês. Nossa meta com essa união de projetos é diminuir ainda mais esses eventos adversos e as taxas de mortalidade materna”, destaca Klajner.

Na Sessão de Aprendizado Presencial, a coordenadora do projeto na ANS, Jacqueline Torres, propôs uma dinâmica diferente e pediu que os participantes pensassem nos abraços de suas mães e trocassem esses abraços entre si. Na sequência, lembrou aos presentes que muitas crianças nunca receberão um abraço de suas mães devido à morte materna. “Foi uma forma de mobilizar afeto, empatia e comprometimento de todos pelo fim das mortes maternas.” Comentou Jacqueline. Ao final do segundo dia, as lideranças dos hospitais foram convidadas a escolher um nome para a iniciativa e o vencedor foi “Abraço de Mãe”.

O Parto Adequado está em sua segunda fase de implementação. São 114 hospitais públicos e privados vinculados à iniciativa, trabalhando juntos para reduzir o número de cesáreas desnecessárias e para melhorar o cuidado a gestantes e bebês de todo o país. O projeto tem como objetivo identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento por meio de mudanças nas práticas de cuidado. Desde a sua criação, em 2015, o Projeto já evitou 20 mil cesarianas desnecessárias.

Saiba mais sobre a iniciativa e confira as instituições participantes

Integrantes do projeto se reuniram para Sessão de Aprendizado Presencial, em São Paulo

Gerência de Comunicação Social da ANS

 

 

PB tem 138 mortes por câncer de colo do útero e reforça vacinação

A Paraíba fechou 2018 com 138 mortes por câncer do colo do útero. Outras 133 mortes contabilizadas em 2017 pelo mesmo motivo. Já em 2016, foram registradas 113 mortes em decorrência do câncer do colo do útero. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em conjunto com a Secretaria de Educação e da Ciência e Tecnologia, orienta que os Municípios intensifiquem a vacinação contra o HPV nas escolas públicas e privadas da Paraíba durante o mês de março.

O objetivo é reforçar as atuais ações de prevenção dos cânceres do colo do útero, pênis, verrugas genitais, boca e orofaringe. O público alvo é composto por meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

“Observamos que o monitoramento das coberturas vacinais reflete uma queda nos anos em que não foi utilizada a estratégia de vacinação nas escolas. Então, é fundamental que os municípios façam esforços para garantir a vacinação da população, reiterando a importância de alcançar altas e homogêneas coberturas vacinais por faixa etária”, pontuou a assessora técnica do Núcleo de Imunização da SES, Márcia Mayara.

Em 2014, ano de introdução da vacina contra o HPV, a cobertura da primeira dose na Paraíba alcançou mais de 100%, resultado da vacinação ter ocorrido, na sua maioria, em ambiente escolar.

“É uma ação estratégica desenvolvida para o maior alcance do público-alvo da vacinação contra o HPV. Esta ação faz parte do Programa Saúde na Escola, uma política intersetorial que tem como objetivo promover saúde e educação integral para crianças, adolescentes, jovens e adultos”, disse Márcia Mayara.

portalcorreio

 

 

Paraíba reforça policiamento na divisa com o RN após fuga em massa de Penitenciária

O comando da Polícia Militar enviou as tropas especiais para apoiar as ações nas divisas (Foto: Walla Santos)

Na manhã desta quinta-feira (25) a Polícia Militar deflagrou uma operação de reforço nas 36 cidades que fazem divisa com o Estado do Rio Grande do Norte. A intenção da operação é impedir a entrada na Paraíba dos presos que fugiram durante a madrugada da Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal.

Penitenciária de Parnamirim registra fuga em massa na madrugada desta quinta-feira

A PM paraibana já montou vários pontos de bloqueio nas cidades e intensificou as abordagens em veículos que vêm do estado vizinho, já que, segundo a direção do presídio, pelo menos dois veículos deram apoio resgatando os presos. O Serviço de Inteligência também está atuando para colher informações sobre a presença de pessoas suspeitas nos municípios.

O comando da Polícia Militar enviou as tropas especiais para apoiar as ações nas divisas, inclusive com o Grupamento Especializado de Operações em Área de Caatinga (GEOsAC) pronto para realizar buscas em áreas de vegetação que possam ser usadas como rota de fuga. O mesmo esquema de segurança foi adotado todas as vezes em que foram registradas fugas ou rebeliões nos presídios dos estados vizinhos.

ClickPB

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4º BPM reforça policiamento para garantir proteção de usuários de estabelecimentos financeiros

O policiamento nas áreas próximas aos estabelecimentos financeiros está sendo reforçado pelo 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar). Nesta quinta-feira (11), por determinação do major Gilberto, policiais da guarnição do Comando e dos Destacamentos locais reforçaram a segurança nos municípios de Pirpirituba, Sertãozinho, Duas Estradas e Serra da Raiz.

O reforço no policiamento, de acordo com o comandante do 4º BPM, visa garantir a proteção dos usuários que utilizam os serviços das casas lotéricas, agências dos Correios e agências bancárias e, consequentemente, impedir a prática de delitos contra estes estabelecimentos financeiros.

O incremento do policiamento faz parte das atividades da Operação Cidade Segura, que vem sendo realizada nas zonas urbanas e rurais dos municípios que integram a área do 4º BPM.

Assessoria 4º BPM

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Deputado reforça mobilização contra reforma da previdência realizada em Bananeiras

anisio maiaO Focando a Notícia conversou com o deputado Estadual Anísio Maia (PT), na manhã desta quarta-feira (22), durante mobilização no portão principal do Campus III, da UFPB, em Bananeiras.

O protesto de alunos e professores na universidade, além de representantes sindicais e da CUT, foi contra a reforma previdenciária, a qual o parlamentar classificou como prejuízo aos brasileiros.

“Na verdade estamos andando de cidade em cidade para esclarecer a sociedade os malefícios dessa reforma, nosso objetivo é conscientizar que muita gente não vai ter condições de se aposentar, esse prejuízo vai atingir a todos, portadores de doenças graves, que também serão totalmente prejudicados. Essa questão da idade mínima, a Polícia Militar que também vai perder seus direitos, ou seja, essa reforma vem somente para prejudicar o povo brasileiro”, falou.

Sobre a presença do ex-presidente Lula e de Dilma em Monteiro, no domingo (19), o deputado disse que esperava uma grande festa, mas não imaginava tamanha mobilização. “Nós pensávamos que ia ser uma coisa grande, mas fomos surpreendidos com uma coisa gigante, mais de 50 mil pessoas vindo de todos os municípios da Paraíba em carros alugados, vans e ônibus numa festa especialmente de carinho ao presidente Lula. Esse povo que hoje está no poder está pegando carona, não fez nada da transposição. Eles pegaram o prato feito e agora estão querendo se aproveitar, mas o povo deu a resposta, mais de 50 mil pessoas deram o nome da transposição a Lula e Dilma”, ressaltou.

Sobre a situação do Partido dos Trabalhadores após o impeachment da ex-presidente Dilma e o resultado nas eleições municipais, Anísio Maia disse que é impossível não sofrer o impacto. “É lógico que o nosso partido sofreu um impacto, você imagina a Rede Globo de manhã, de tarde e de noite acusando o partido, acusando Lula, então com certeza o partido recebeu uma pancada, mas nós estamos nos recuperando, porque o povo está vendo a mentira, eles não vieram para o poder para melhorar a vida do povo? Então, o que eles melhoram? O povo está vendo que no tempo de Lula e Dilma era muito melhor, então estão vendo a mentira. Mas estamos ai nos reerguendo na luta junto com o povo”, finalizou o deputado.

Focando a Notícia

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Beber não ajuda a esquecer problemas e reforça lembrança ruim, diz estudo

homem-bebendoQuem acredita no ditado “beber para esquecer” pode ficar decepcionado com os resultados de um estudo publicado este mês na revista “Translational Psychiatry”. Segundo pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA), o consumo de álcool não só não ameniza ou acaba com as memórias ruins, como as reforça no cérebro.

O estudo tirou essas conclusões com uma experiência feita com ratos de laboratório. Os animais foram divididos em dois grupos: um bebeu água durante duas horas, e ao outro foi dada uma mistura de água misturada a com álcool. Depois, todos eles foram submetidos a um som e uma descarga elétrica. No dia seguinte, os roedores escutaram o mesmo som, mas dessa vez sem o choque. A conclusão foi que os ratos do segundo grupo ficam mais paralisados por medo da descarga que os do primeiro grupo. Uma análise molecular dos tecidos cerebrais também revelou que o álcool colaborou para perpetuar a sensação de medo.

Nos humanos, o equivalente seria a pessoas que sofrem com estresse pós-traumático e usam o álcool como uma espécie de “tratamento”, diz Norman Haughey, um dos pesquisadores. Pesquisas estimam que 60% a 80% dos norte-americanos com este transtorno usam a bebida como refúgio para os traumas.

Haughey declara que a pesquisa é só um primeiro passo e que a realidade de uma pessoa com estresse pós-traumático é muito mais complexa que a de um rato de laboratório, até porque muitas das vezes há uma interação entre álcool medicamentos antidepressivos e calmantes e isso poderia influenciar nestes primeiros resultados.

Uol

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Governo reforça segurança nas divisas da Paraíba para evitar rebeliões em presídios

segurançaAs forças de Segurança da Paraíba – Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros – estão trabalhando de maneira integrada com as forças de segurança do Rio Grande do Norte a fim de reforçar as ações de enfrentamento às ocorrências envolvendo o Sistema Penitenciário.  O objetivo é identificar presos que estejam praticando delitos dentro e fora dos presídios (semi-aberto).

Segundo o secretário executivo da Segurança e da Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes, existe um planejamento operacional articulado, que envolve não só prevenção e repressão qualificadas, como também participação de todo o sistema de Inteligência estadual, o qual abrange inclusive o Sistema Penitenciário da Paraíba.

“Há uma articulação entre as duas secretarias e os estados para antecipar ações de prevenção, além das operações que a Polícia já vem fazendo, identificando presos que estão praticando crimes de dentro do presídio ou aqui fora. Além disso, a Paraíba ainda tem desenvolvido ações de reforço de policiamento nas divisas, o que resultou na prisão de dois fugitivos de Alcaçuz hoje na cidade de São Bento. O estado vizinho também conta com a colaboração do nosso Instituto de Polícia Científica (IPC) no que for necessário”, explicou Jean Nunes, que embarcou para Brasília (DF), a fim de participar de uma reunião com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (17).

“Nesse encontro, queremos entender como vai acontecer o funcionamento dos núcleos estaduais de Inteligência, propostos pelo Ministério da Justiça, assim como sua estruturação. Nesse sentido, a Paraíba já saiu na frente, pois desde 2014 a Lei 10.338 já integra o nosso Sistema de Inteligência, com a participação do Sistema Penitenciário”, concluiu.

Secom-PB

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Operação Réveillon reforça policiamento em todas as cidades da Paraíba a partir desta quinta

pmA Polícia Militar lança a Operação Réveillon, nesta quinta-feira (29), às 18h, no Busto de Tamandaré, na orla da Capital, com a apresentação de parte do efetivo que será empregado até a madrugada da próxima segunda-feira (2) no reforço do policiamento em toda Paraíba.

O esquema de segurança inclui o aumento do número de rondas nos bairros e comunidades, bem como a presença de policiais a pé nas festas que celebram a chegada do ano novo.

SERVIÇO:

Lançamento da Operação Réveillon

Data: 29/12/2016

Horário: 18h

Local: Busto de Tamandaré, na orla da Capital

Secom-PB

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Encontro nacional reforça que desencarceramento é única solução ao sistema prisional

encontroCom a proposta comum de descontruir o punitivismo vigente na sociedade brasileira, 120 pessoas, de diferentes grupos que atuam pela promoção de direitos humanos, além de egressos do sistema penal e familiares de pessoas presas, participaram em 8 de outubro, na Casa de Oração do Povo da Rua, em São Paulo (SP), de um encontro de reflexão sobre a Agenda Nacional pelo Desencarceramento, que lançada em 2013 propõe, a partir de 10 diretrizes, o amplo desencarceramento no país e a desmilitarização das polícias.

As reflexões iniciais do encontro foram feitas em uma mesa-redonda, mediada por Paulo Cesar Malvezzi Filho, assessor jurídico da Pastoral Carcerária, da qual participaram o Padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária; Débora Silva, do movimento Mães de Maio; e Monique Cruz, da ONG Justiça Global.

Ainda na primeira parte do evento, houve espaço para as falas de outras pessoas presentes. Chamou a atenção o relato dos familiares de presos que denunciaram a recorrência das práticas de revista vexatória nas visitas às unidades prisionais e falaram da revolta dos presos com as condições em que vivem; e o testemunho de egressos sobre a realidade perversa do ambiente prisional, com frequentes torturas físicas e psicológicas, seja em unidades geridas pelo Estado ou pela iniciativa privada por meio das PPP´s.

É urgente desencarcerar e desmilitarizar

Em sua reflexão inicial, Padre Valdir alertou para a urgente necessidade de desmilitarização das polícias, tendo em vista que segundo dados do 9º Anuário do Fórum de Segurança Pública, em média, três pessoas são vítimas da letalidade policial por hora. Nesse sentido, o Padre defendeu o fortalecimento da polícia comunitária, com vistas à promoção conjunta de políticas de segurança que respeitem a cidadania e os direitos humanos das minorias.

Ainda segundo Padre Valdir, atualmente a polícia atua pautada em estereótipos para a resolução de conflitos, o que leva à criminalização da pobreza, uma vez que são alvos principais da ação policial os jovens, negros e periféricos.

No que se refere à expansão da população carcerária no Brasil, hoje próxima a 700 mil pessoas, Padre Valdir enfatizou que a atual política de guerra às drogas jogou o país em um cenário de violência sistêmica contra as classes menos favorecidas, causando morte e o aumento da população carcerária.

O Padre falou ainda dos efeitos nocivos da criminalização das drogas e rebateu a ideia de que legalizá-las levaria a uma escalada no consumo. Para ele, o aumento da criminalidade, comumente apresentado como consequência do consumo de drogas ilícitas, é na realidade resultante do efeito da própria criminalização das drogas, sendo o atual proibicionismo a mola propulsora do encarceramento em massa e do fortalecimento violento das ações policiais.

Em resumo, no entender do coordenador nacional da PCr, o Estado deve abrir mão da repressão penal, que é uma solução enganosa, para valer-se de mecanismos alternativos para o tratamento da questão das drogas.

Também Monique Cruz, da Justiça Global, afirmou que a ONG é contrária a qualquer tipo de criminalização das drogas, seja do usuário, seja da própria substância. “A proibição de drogas

não diminui o consumo, ao contrário, permite que crianças estejam relacionadas a esse mercado, então, cria-se um mercado ilegal no qual circula muito dinheiro”, afirmou.

Ainda segundo Monique, existe um discurso socialmente construído de que a pessoa presa deve ser sempre tratada como inimiga, não merecendo ter a sua dignidade respeitada pela polícia, pelo judiciário ou sequer pelos serviços de saúde quando precisa.

Débora da Silva, das Mães de Maio, também lamentou a recorrente truculência das ações policiais, e nesse sentido disse ser indispensável a desmilitarização das polícias. Pediu, ainda, que o Ministério Público dê especial atenção às denúncias que são feitas pelos familiares dos presos e não tenham subserviência aos tribunais de justiça.

Para o Padre Gianfranco Graziola, vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária, é preciso combater as causas do encarceramento em massa. “Tem a questão da droga, tem a questão de hoje se conceber a sociedade como um quartel, com a militarização não só da polícia, mas do Estado, do Judiciário, de todo um sistema”, avaliou, lamentando, ainda, que “os poderes públicos constituídos não são democráticos e não querem quebrar o paradigma, mas nós continuamos a bater na porta deles para dizer que não concordamos com isso”.

Como mudar essa realidade?

Na segunda parte do encontro, divididos em grupos, os participantes discutiram sobre como articular uma mobilização antipunitivista na sociedade brasileira, a partir do fortalecimento das lutas locais e nacionais e da mobilização de outras pessoas e coletivos para que se juntem na luta pelo desencarceramento e pela desmilitarização das polícias.

Dentre as muitas sugestões apresentadas, que não são deliberações finais, estão um foco inicial maior na luta pelo desencarceramento dos presos provisórios (hoje mais de 40% do total de pessoas encarceradas); mapear todas as entidades e grupos nos estados que dialogam com a questão do desencarceramento; elaboração de agendas específicas em cada estado para somar às propostas da Agenda Nacional de Desencarceramento; criação de grupos de trabalho em diferentes áreas do saber sobre o tema; divulgar a agenda a partir de ferramentas de artes, como forma para a crítica do encarceramento em massa; instigar a criação de uma frente parlamentar para pautar o desencarceramento junto a deputados e senadores; e tornar a data de 2 de outubro como o Dia Nacional de Luta pelo Desencarceramento.

Outras sugestões foram apresentadas por quase a totalidade dos grupos: ouvir sempre o que os familiares dos presos, os encarcerados e os egressos têm a dizer sobre as políticas prisionais no país; tornar a linguagem da atual agenda mais simples, mais popular e menos técnica, para que seja compreendida por um número maior de pessoas; fortalecer a temática do desencarceramento nas mídias sociais dos diferentes coletivos; criar uma rede de comunicação (por e-mail ou mídia social) para circular informações sobre o tema e voltar a fazer um encontro nacional sobre a temática em 2017, em outra cidade do país.

O encontro de 8 de outubro, em São Paulo, foi articulado pela Pastoral Carcerária, movimento Mães de Maio, Justiça Global, Ação Educativa, Associação Juízes para a Democracia (AJD), IBCCRIM, Margens Clínicas, Centro de Direitos Humanos do Sapopemba, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), assessoria da Comissão Caridade, Justiça e Paz da CNBB, Fala Guerreira, Centro Santos Dias de Direitos Humanos, Amparar, Instituto Terra, Trabalho,

Cidadania (ITTC), Instituto Práxis de Direitos Humanos, Cáritas Brasileira, Instituto Paulista de Juventude (IPJ), Pastoral da Juventude Nacional, Pastoral Operária Nacional, Grupo de Amigos e Familiares de pessoas presas de Belo Horizonte, Pastoral do Povo de Rua, LEAP Brasil, Mecanismo de Combate e Prevenção à Tortura do Rio de Janeiro, Pastoral do Menor Nacional, Grupo Elas Existem, Casa Viviane, Centro de Juventude Anchietanum, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, Coletivo DAR, Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, Programa Magis Brasil – Jesuítas, Casa Viviane, entre outras organizações.

Por Assessoria de Imprensa da Pastoral Carcerária Nacional

(Daniel Gomes, Edcarlos Bispo e Marcelo Naves)

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