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Fotos de alunos em debate de gênero levam colégio a ser criticado nas redes

Duas fotografias produzidas em anos e contextos diferentes levaram o Colégio Santa Cruz, da Zona Oeste de São Paulo, a ser criticado por suposto incentivo à ideologia de gênero na sala de aula. De acordo com nota da direção divulgada na quinta-feira (25), as fotos circularam nas redes sociais descontextualizadas.

A primeira imagem, feita por formandos do ensino médio de 2014, mostra estudantes sem camisa ou de sutiã na sala de aula. Segundo o colégio, a imagem foi feita sem o consentimento da direção.

A segunda imagem mostra estudantes em um pátio, simulando a troca de beijos com colegas do mesmo sexo e do sexo oposto. Em nota oficial publicada na sexta-feira (25), o diretor geral do colégio, Fábio Luiz Marinho Aidar Jr., disse que a foto dos estudantes no pátio é parte de um trabalho fotogrático produzido para debater a construção da identidade e refletir “sobre as relações homoafetivas”.

Aidar Jr. disse considerar as acusações “graves” e que está “buscando as garantias legais para preservar nossos professores e estudantes de acusações injustas”.

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A escola diz ter tomado conhecimento, por meio de pais, estudantes e professores, de que as fotos produzidas pelos estudantes começaram a ser disseminadas pelas redes sociais com textos que “distorcem episódios que teriam acontecido” e “afetam a imagem do Colégio”.

“Em uma das imagens, aparece uma sala de 3º ano do ensino médio com alunos e alunas simulando participar de uma aula em trajes inadequados. (…) A outra imagem mostra, nos jardins da escola, uma aluna do Ensino Médio, reflexiva, rodeada por um grupo de colegas, aos pares, beijando-se: mais uma vez trata-se de uma simulação, idealizada por alunos que intencionavam provocar reflexão sobre as relações homoafetivas”, descreve o diretor.

Ensaios fotográficos
Segundo Marinho Aidar Jr., “o registro integrou um trabalho de ensaios fotográficos que tematizavam a construção da identidade. Os educadores do Colégio discutiram com os alunos os temas por eles escolhidos e a adequação de expor as fotos produzidas”.

No Facebook e no Twitter, porém, as fotos acabaram sendo compartilhadas por pessoas contrárias ao ensino de questões de gêneros pelas escolas.

O tema acabou provocando polêmica nas últimas semanas, reta final de implantação dos planos municipais e estaduais de educação pelo país. Em São Paulo, a discussão do plano ainda não foi finalizada.

Em 19 de junho, a Comissão de Finanças e Orçamento aprovou por unanimidade o texto do Plano Municipal de Educação sem a inclusão dos parágrafos sobre a discussão de gênero nas escolas paulistanas. O texto foi aprovado por nove votos a zero pela comissão.

A discussão de gênero foi incluída no texto original aprovado em outra comissão da Câmara, de Constituição e Justiça, junto com a Comissão da Educação. No entanto, ao chegar na Comissão de Finanças, os vereadores retiraram o termo. Essa, porém, não é a determinação final. O texto ainda deverá receber mais sugestões da comissão e ser votado, finalmente, a partir do dia 11 de agosto.

Discussão polêmica
A polêmica não é exclusiva da cidade de São Paulo. Por todo o país, o debate sobre incluir ou não a questão de gênero no plano que norteará a política educacional das redes públicas até 2024 apareceu em diversas câmaras municipais e assembleias legislativas.

Segundo o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a polêmica acabou afetando o debate de outros temas importantes sobre os planos, mas, independente da inclusão ou não do termo, a Constituição Federal proíbe a discriminação. Por isso, Janine afirma que as escolas não poderão implementar políticas que promovam a discriminação de pessoas com base em gênero, etnia ou orientação sexual.

Aluno do Colégio Santa Cruz posam para ensaio fotográfico sobre homoafetividade trocando beijos. Imagens foram disseminadas pelas redes sociais como projeto de 'ideologia de gênero'; colégio nega ter dado 'anuência' ao projeto. A imagem foi editada para preservar a identidade dos estudantes  (Foto: Reprodução/Twitter)Aluno do Colégio Santa Cruz posam para ensaio fotográfico sobre homoafetividade trocando beijos. Imagens foram disseminadas pelas redes sociais como projeto de ‘ideologia de gênero’; colégio nega ter dado ‘anuência’ ao projeto. A imagem foi editada para preservar a identidade dos estudantes (Foto: Reprodução/Twitter)

G1

Atacado nas redes, Jô brinca: sou petista de raiz

joO apresentador da Globo Jô Soares reagiu com bom humor às críticas à sua postura durante entrevista à presidente Dilma Rousseff exibida na noite de sexta-feira 12. Jô virou alvo por ter sido gentil com Dilma e ter dado espaço para que a presidente falasse à vontade, sem interrompê-la, bastante diferente de outras entrevistas na emissora, especialmente no Jornal Nacional, durante a campanha presidencial.

“Sou petista de raiz”, brincou Jô, ao comentar a entrevista com o jornalista Maurício Stycer, do portal UOL. “Antes, se eu entrevistava alguém do PSDB, era chamado de petista. E se entrevistava alguém do PT era chamado de tucano. É sempre assim”, acrescentou o apresentador.

Para ele, esta foi “a mais importante” entrevista de sua carreira e um “momento histórico” em seus 54 anos de profissão. “Pelo momento em que a gente está vivendo”, explica. “É um momento difícil para a presidente e achei corajoso ela me receber. Me deixou emocionado”, revelou.

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Logo na manhã de sábado 13, horas depois da conversa com Dilma, que foi gravada no Palácio do Alvorada, em Brasília, começaram a surgir, nas redes sociais, críticas como a de que ele recebe dinheiro do PT – por meio de captação da Lei Rouanet para espetáculos – é “petralha”, “fim de carreira” e “sem caráter”.

“Já tinha escrito aqui sobre a decadência de Jô Soares, ao transformar-se num defensor mentiroso de Dilma, mas o homem realmente chegou ao fundo do poço”, escreveu Rodrigo Constantino, em seu blog na Veja. O texto foi compartilhado pelo músico Roger, da banda Ultraje a Rigor.

Reinaldo Azevedo pegou mais leve: “Logo no início do programa, Jô classifica de ‘absurda’ a que chamou de ‘onda fora Dilma’ e afirma que ‘na democracia, quando a pessoa é eleita, tem de se respeitar o voto’ (…). Quando se faz um debate pautado pela lei, Jô Soares, não há ‘absurdo’ nenhum!”, defendeu o colunista.

 

 

brasil247

Pesquisadores descobriram que dormir em redes melhora qualidade do sono

redeQuando Pero Vaz de Caminha tentou descrever para o rei de Portugal o lugar onde os índios dormiam, chamado por eles de “ini”, a palavra encontrada foi “rede”, pela semelhança com o acessório mais comum usado na época para pescar. Desde os tempos do descobrimento do Brasil até hoje, a rede saiu das tribos, mudou de formato, passou a ser confeccionada em diferentes materiais e hoje enfeita espaços no interior da casa, como sala, quartos e home offices.

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— As redes já não são mais exclusividade dos ambientes externos, como varandas e terraços. Agora, elas ganham cada vez mais destaque em outros locais — diz a designer de interiores Anna Paula Falcão.

Coloridas, com franjas, listradas, estampadas e de algodão, fibras naturais ou fios de náilon, elas podem dar charme e conforto, por exemplo, a uma sala de estar. No quarto, a comprovação é científica: dormir em rede melhora a qualidade do descanso. Depois de examinar as ondas cerebrais de 12 adultos, pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, chegaram à conclusão de que o vaivém ajuda a alcançar mais rapidamente o estágio profundo do sono.

A escolha certa do lugar para pendurar a peça é fundamental para que haja mobilidade no ambiente.

— A rede não pode dificultar a circulação de pessoas e obrigar as visitas a passarem por baixo dela — afirma o arquiteto Paulo Hiram Lage. — Na sala, aconselho sempre que o cliente opte por um canto livre, sem outros móveis, e com uma distância adequada para um balanço tranquilo.

É importante também que o modelo traga harmonia para a decoração. O produto artesanal, vendido em sites como o da Redes de Dormir e o do Ramalho Têxtil, diretamente de produtores de Ceará e Paraíba, podem combinar com móveis arrojados ou de design assinado.

— Se as cores da sala são neutras e sóbrias, uma rede colorida ou estampada pode funcionar — explica Anna.

Depois do local e modelo escolhidos, a atenção deve se voltar para a segurança antes e depois da instalação. Recomenda-se usar fixadores adequados, seguir as orientações do fabricante e respeitar a capacidade máxima de carga suportada pelo produto para evitar qualquer surpresa desagradável.

Estadão

Movimento que pede impeachment de Dilma ganha força nas redes sociais da PB

impiQuarta manifestação pelo impeachment do presidente Dilma Rousseff após a reeleição da petista ganha força nas redes sociais na Paraíba. Os detentores do aplicativo de celular Whatshap na Paraíba  devem ter recebido o convite para participar do ato público no dia 15 de fevereiro dàs 14 horas, em frente ao Lyceu Paraibano.

Por volta das 8h de hoje, apenas 49 pessoas haviam confirmado presença no ato, cuja emissão dos convites tem sido feita pela estudante Kliviane Florentino. Há um outro movimento com o mesmo propósito, também com emissão de convites pelo Facebook que informa como local de concentração a Praça da Independência.

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Essa será a primeira manifestação na Paraíba, há última que ocorreu em São Paulo, reuniu somente cerca de 600 pessoas, de acordo com a Polícia Militar. O número representa apenas 6% do contingente de pessoas que esteve no ato anterior, em 15 de novembro de 2013.

O cantor Lobão, que abandonou a manifestação anterior, retornou ao ato deste sábado e liderou o movimento pela expulsão de um grupo que pedia intervenção militar no Brasil. A confusão começou quando o empresário Ricardo Roque, 44, usou um megafone para pedir a intervenção do Exército no Planalto. Com ele, um grupo de manifestantes levantava cartazes pedindo a volta dos militares. Em cima de um carro de som, o cantor Lobão disse que esse tipo de pauta não era bem vinda no protesto. “Essas pessoas aqui são tão alienígenas quanto o pessoal do MST”, afirmou.

Expectativa – Com as revelações da Lava Jato e o parecer do jurista Ives Gandra — que afirma haver a possibilidade de impeachment por improbidade administrativa, senão decorrente de dolo, por culpa derivada de omissão, imperícia, negligência e imprudência — têm alimentado a discussão sobre este verdadeiro ‘cisne negro’ que ameaça o Governo Dilma II. Os organizadores desse ato unem a esses fatos as recentes pesquisas que mostram que a impopularidade de Dilma cresceu e que tais dados devem unir milhares de pessoas Brasil a fora em eventos semelhantes.

Resta saber se esse governo provavelmente vai morrer de morte morrida e não de morte matada, como se diz em Minas.

PBAgora

Morte do cordelista Manoel Monteiro repercute nas redes sociais; corpo ainda será liberado

Manoel Monteiro tem mais de 150 publicações
Manoel Monteiro tem mais de 150 publicações

Depois de ter tido sua morte constatada em Belém do Pará, neste sábado (7), após dias desaparecido, o corpo poeta e cordelista Manoel Monteiro deverá ser velado no Teatro Severino Cabral, em Campina Grande, conforme afirmou o filho do artista, Robson Monteiro

 

Segundo ele, a irmã Kátia Monteiro foi ao Pará para tratar das questões legais para a liberação do corpo, que se encontra no Instituto Médico Legal do Estado, no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

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“Ainda não podemos dizer com certeza quando e como será o translado. Minha irmã ficou responsável por resolver essa situação. Quanto ao local de sepultamento, ainda estamos decidindo onde será. Tudo ainda está dependendo da liberação e vinda do corpo”, disse Robson, consternado.

A morte do cordelista repercutiu nas redes sociais, onde foi feita uma campanha para a localização do mesmo. Internautas deixaram publicações na página oficial do artista no facebook, lamentando o ocorrido e prestando solidariedade à família. Em postagem, o usuário da rede Anderson Souza exprimiu sua tristeza lançando a hashtag #LutoCampina.

A Universidade Estadual da Paraíba, entidade que mantém em seu acervo várias publicações do poeta, recebidas por doações do próprio, emitiu uma nota oficial lamentando o acontecimento. De acordo com as palavras da instituição, Manoel Monteiro contribuiu significativamente para a valorização da cultura do Nordeste, chegando a ser considerado o mais importante cordelista brasileiro, com uma produção densa e diversificada, envolvendo praticamente todas as áreas da atividade humana.

Manoel Monteiro da Silva era diabético e havia tido, meses atrás, um infarto. Era natural de Bezerros, a 102 km de Recife (PE), mas desde 1955 morava em Campina, onde foi radicado.

Ele era membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel e tinha mais de 150 folhetos publicados.

 

Por Gustavo Medeiros

Biografia marca os 20 anos de morte de Mussum, que virou filão comercial e mito nas redes sociais

mussumEscrachado na televisão, Mussum era só gentileza nos bastidores. Endureceu-se no colégio interno e na Aeronáutica, mas ganhou molejo nos botequins e na Mangueira. Teve cinco filhos, um de cada mulher, e deles cobrava o dever de casa e pedia a bênção. Tocava tamborim e reco-reco, mas também amava boleros e Johnny Mathis. Cozinhava rabada e filé au poivre. Torcia para o Flamengo no Rio e para o Corinthians em São Paulo. Lá ou cá, como diz o cineasta Roberto Farias, Mussum sempre saltava da tela.

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Continua saltando. No próximo mês fará 20 anos que morreu Antonio Carlos Bernardes Gomes, aos 53 anos, em São Paulo, duas semanas depois de um transplante de coração. Já o Mussum, batizado por Grande Otelo em referência ao peixe escorregadio — “Eu não tenho cabelo no braço, ele ficava me alisando”, contou certa vez —, foi congelado no tempo da internet, nos vídeos antigos disponíveis no YouTube e em memes multiplicados pelas redes sociais, com caretas de olhos arregalados, emprestando traços a outros personagens e parafraseando tudo que possa terminar em “is”.

— Todo mundo conhece um cara que é meio Mussum — diz o jornalista Juliano Barreto, que lança, em meados deste mês, a biografia “Mussum forévis — Samba, mé e Trapalhões”, pela editora Leya.

Em cerca de 500 páginas, Juliano percorre a infância no Morro da Cachoeirinha, em Lins de Vasconcelos; o internato na Fundação Abrigo Cristo Redentor, onde fez curso profissionalizante de mecânico; a paixão pela Mangueira; a carreira de músico nos grupos Os Sete Modernos do Samba e Os Originais do Samba; e sua faceta mais famosa, a de humorista de “Os Trapalhões”, com Renato Aragão (o Didi Mocó), Dedé Santana e Zacarias.

O quarteto ficou conhecido pela geração internet por meio de programas gravados em fitas VHS e lançados no YouTube. Foi assim que o filho mais novo de Mussum criou uma memória do pai. Fruto de uma relação extraconjugal, mas assumido pelo artista, Antônio Carlos Gomes Júnior, conhecido como Mussunzinho, tinha menos de 1 ano quando o pai morreu.

— O Facebook e o Instagram têm sempre charges com o meu pai. Ele é presente o tempo todo, parece que está vivo — exalta ele, que é ator da TV Globo e está prestes a entrar em “Malhação”. — Com a internet tudo é muito rápido, então você precisa ter um tempo de piada muito bom, e ele tinha. Funcionou há 30 anos e funciona hoje.

Com a internet, cenas de “Os Trapalhões” que só tinham sido exibidas uma ou duas vezes, com as reprises dos anos 1990, foram reproduzidas aos milhares — e até aos milhões. Em grande parte delas, a estrela é Mussum.

— As reprises bateram recorde de audiência, e já foram o primeiro filtro para os melhores programas. A internet foi o segundo — diz Juliano. — O Mussum era muito usado em quadros curtos, que combinam com a internet. E tinha um humor sem freio, coisa que hoje em dia é considerado tabu. As reprises saíram do ar cedo, em 1998, quando começou a cruzada contra a baixaria na TV, o consumo de bebida e a linguagem ofensiva e preconceituosa.

Na web, jovens podem ver os olhos arregalados diante da cachaça (“mé”) ou de uma bunda de mulher (“forévis”). E ouvem piadas de negros, nordestinos e gays, o que já não é realidade da TV. Na boca de Mussum, porém, frases como “Negão é o teu passádis” e “Quero morrer prêtis se eu estiver mentindo” costumam ser relativizadas.

— O Mussum é de um carisma inacreditável, de uma época em que o humor era tão inocente que não se preocupava com o politicamente incorreto — diz Antonio Tabet, um dos criadores do Porta dos Fundos. — Sou partidário do Chico Anysio nessas horas: humor tem que ser engraçado. Não gosto de quem patrulha. Mas as piadas racistas vociferadas pelos Trapalhões em rede nacional hoje não podem ser ditas. E isso tem sua validade.

Grande Otelo, Chico Anysio, Dedé Santana e Renato Aragão viram potencial no carisma inocente. Em entrevista à revista “Casseta Popular”, em 1992, Mussum conta que, nos início dos anos 1960, começou a se apresentar no Copacabana Palace com Os Sete Modernos do Samba, depois que Herivelto Martins viu um de seus shows no quartel da Aeronáutica. O início na TV foi com Os Originais do Samba, em 1965, no programa “Bairro feliz”, na Globo, junto de Milton Gonçalves e Grande Otelo. Um dia o “Carlinhos do reco-reco’’ substituiu um humorista que faltou. Ali ele virou Mussum.

Ao convidar o comediante para a “Escolinha do Professor Raimundo”, no ano seguinte, Chico Anysio deu a ele sua marca registrada: os “is” no final das palavras, que povoam alguns dos memes mais compartilhados nas redes sociais. Já Dedé Santana e Renato Aragão dividem a paternidade do Mussum Trapalhão. Mas o próprio artista, na entrevista de 1992, conta que Dedé foi “quem enfiou na cabeça do Renato que precisa arrumar um crioulo engraçado para trabalhar nos Trapalhões”.

— Conheci os Originais do Samba pelo Jair Rodrigues (que integrou o grupo), e fiz amizade com o Mussum. Ele vivia lá em casa. Ele falava e já era engraçado. Quando comecei “Os insociáveis” com o Didi, na TV Record, eu dei a ideia, por que não botar um afrodescendente? Naquela época eu falei negro, né — conta Dedé, ironizando o politicamente correto. — O Mussum disse: “Você está enganado, eu não sou comediante, sou tocador de reco-reco.” Mas ele era um comediante nato. Para o público rir de uma piada você tem que ter um tempo certo. Mas, com o Mussum, o público ria em qualquer tempo que ele dava a piada.

É assim na internet: olhar para o rosto que salta, ler a palavra com “is” e rir, às vezes sem saber de quê. Além das expressões do próprio Mussum — como “forévis” e “cacildis” —, suas caretas são adaptadas a qualquer tema do momento. Ele pode ser Leonardo Di Caprio em “Titanics”, Zé Pequenis em “Cidade de Deus”, Anderson Silvis ou Steve Jobis. Na campanha à presidência dos Estados Unidos em 2008, o rosto de Barack Obama foi substituído pelo de Mussum, ou melhor, de Obamis. Quando o Rio foi anunciado como sede das Olimpíadas de 2016, o “Yes, we can” de Obama virou “Yes, we créu”. A mais recente criação da internet é Mussum como um dos jogadores da seleção brasileira no álbum de figurinhas da Copa do Mundo.

Os compartilhamentos atestam o sucesso das piadas, mas há quem não ache graça.

— A piada que vale para o Mussum na internet vale pra qualquer personagem — critica Tabet. — É só alguém usando uma imagem carismática para fazer piadas piores que as dele. Se eu fosse o Mussum, voltaria para puxar o pé dessas pessoas.

Os memes, porém, só fazem rir porque não estão isolados, como diz Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro:

— A piada escrita demora um tempo para ser lida, já o meme é instantâneo. E a cultura da internet se apropria de figuras públicas ou da produção audiovisual. No caso do Mussum, há tanto um exagero do personagem como seu uso como um especialista, dando opiniões sobre todos os assuntos. Você consegue tirar humor dessa contradição.

Para as novas gerações, a imagem de Mussum vem dos vídeos no YouTube. Num dos mais populares, ele quer pendurar a conta no bar, depois de muitas cervejas: “Mais duas ampolas do diurético, soma tudo e faz uma pindureta aí.” Resultado: 3,4 milhões de vizualizações.

— Ele bebia na TV. Hoje isso seria inaceitável, mas ele fazia com delicadeza. O bêbado do Mussum era chapliniano, que te levava para um lugar lúdico. Nenhuma criança virou alcoólatra por isso — diz o cineasta José Alvarenga Jr., que dirigiu Mussum em filmes como “O casamento dos Trapalhões”. — Ele tinha o espírito brasileiro de uma boa sacanagem, e era uma sacanagem infantil. Imagina, bunda pra ele era “forévis”! O Mussum botava leveza em temas pesados.

“Suco de cevadis é leite divinis”, dizia Mussum, frase que parou até no Diário Oficial de Alagoas em 2013, pelas mãos de um funcionário engraçadinho. Não à toa um dos filhos de Mussum, Sandro Gomes, 37 anos, lançou a cerveja Biritis. Sandro e os irmãos contam que Mussum controlava o consumo de bebida deles. Mais do que isso: todos dizem que o pai era rigoroso.

— Ele era divertido em casa, mas em primeiro lugar vinha a responsabilidade com os estudos. Era organizado e cobrava organização. Nada podia ficar fora do lugar — conta o advogado Augusto Cezar, o primôgenito, 48 anos.

Augusto e Sandro moraram com Mussum em São Paulo e no Rio. Iam juntos às gravações de “Os Trapalhões” no Teatro Fênix, passavam férias na casa de Angra dos Reis e conviviam com músicos como Alcione e Jorge Aragão, que se reuniam para tocar e provar as receitas de Mussum. Em algumas temporadas, recebiam Antonio Carlos Rocha, hoje com 43 anos, que foi registrado pelo padastro, e só conheceu Mussum quando tinha uns 10 anos.

— Eu estava morrendo de rir vendo “Os Trapalhões”, e minha mãe resolveu me contar que aquele era meu pai biológico — diz ele, que é especialista em logística em São Paulo.

Já Paula Aparecida, 44 anos, sempre viveu com a mãe em São Paulo.

— Ele gostava que a gente cumprisse regras. Brigava quando eu bebia na frente dele e me dava bronca porque me esquecia de pedir a bênção — conta Paula, funcionária pública em Osasco, que se espanta com a quantidade de jovens de menos de 20 anos que, fãs de Mussum, mandam-lhe mensagens no Facebook.

O período de menor convivência de Mussum com a família foi nos anos 1970, quando ele se dividia, em São Paulo, entre os shows e as gravações dos Originais do Samba e dos Trapalhões — além do programa de TV e das turnês de humor pelo interior, foram 23 filmes do quarteto. Foi o auge de seu sucesso como músico e o boom de “Os Trapalhões”, que desbancou a audiência do “Fantástico” já em sua estreia na TV Tupi, em 1975. A Globo levou o humorístico para lá em 1977. Depois de um par de anos na ponte aérea, Mussum deixou o grupo de samba e voltou de vez para o Rio.

— Ele deu um baque danado na gente — conta Bigode, integrante do grupo desde meados dos anos 1960, e o único músico da época ainda nos Originais do Samba. — Ele era um grande sambista, fazia muita pesquisa musical. Era nosso líder, comandava tudo. E nos alegrava todo dia com suas piadas. Naquela época, a brincadeira era diferente. Hoje, se você goza alguém, o cara quer te matar.

Como lembra o biógrafo de Mussum, o comediante não abandonou a música: depois dos 12 LPs e três discos de ouro com os Originais do Samba, ele fez três álbuns solo, foi diretor de harmonia da ala das baianas da Mangueira, instrutor da escola de samba mirim Mangueira do Amanhã e assinou a trilha sonora de alguns dos filmes dos Trapalhões.

— Quando voltou ao Rio, ele começou a descobrir a cena musical carioca, a frequentar o Cacique de Ramos. Almir Guineto, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, todos dizem que que ele entendia muito de harmonia e composição — diz Juliano.

Mussum só deixou os Trapalhões numa breve separação de Renato Aragão e os outros três, entre 1983 e 84. Seus programas ficaram no ar até o fim de 1993. Zacarias já tinha morrido em 1990, e, quando Mussum morreu, Renato não viu sentido em continuar o programa tal como ele era.

— O Mussum era uma alegria viva. Ele era simples e tinha um humor circense, sem pretensão, que por isso atinge todas as gerações. E fazia com o corpo mais uma marcação de texto. É difícil definir uma pessoa tão grande como ele foi — diz Renato Aragão, que nega a lenda de que o amigo improvisava muito no ar. — Ele decorava tudo. A gente tinha que estar muito seguro no texto para sair dele.

Já José Alvarenga Jr. conta que ele adorava improviso:

— Meu trabalho de diretor com ele era oferecer brinquedos imaginários para ele deitar e rolar. Ele teve vários voos solos nos filmes. Mas também sabia contracenar.

Dedé diz que Mussum era até mais engraçado fora da televisão, e adorava contar histórias de suas viagens.

— Uma vez fui pegar um avião pequenininho com ele. Chovia. O Mussum foi cabo da Aeronáutica por oito anos, mas não tinha coragem de subir. Ele falou: “Peraí que eu vou dar um tapa no beiço e já volto.” Tomou um uísque e foi. O piloto, todo de branco, ficava na porta com uma escadinha. Ele parou e peguntou: “Vai doer, doutor?” — lembra Dedé, às gargalhadas.

Quem trabalhou com Mussum cita a gentileza do artista com a equipe. Dedé lembra que uma vez o amigo o fez voltar porque ele, distraído, não tinha cumprimentado os funcionários do programa de TV. Tanto Alvarenga Júnior como Roberto Farias — que dirigiu um dos filmes mais bem cotados dos humoristas, “Os Trapalhões no Auto da Compadecida” — usam a palavra “adorável” para se referir a ele.

— Antes de tudo, o Mussum era um gentleman — afirma Farias. — Era adorável, educado, interessado no que estava fazendo. E era um bom ator. O Mussum criou um tipo para ele, mas fazia qualquer coisa. Tinha um carisma extraordinário, uma enorme capacidade de se comunicar. Quando ele falava só se olhava para ele. Ele saltava da tela.

O Globo

PT, PSDB e PSB montam estratégias para conter boatos nas redes sociais

  A menos de cinco meses das eleições, PT,  PSDB e PSB se organizam para monitorar e  combater a guerra de insultos e boatos contra os  principais candidatos à Presidência da República  na internet, sobretudo nas redes sociais.

Anônimas, as publicações reproduzidas em  massa por meio de e-mails, Facebook e Twitter são vistas pelos partidos políticos como potenciais ameaças às campanhas oficiais.

O lamentável é que existe um gansgsterismo digital. A gente, quando atua enquanto PT, a gente bota a nossa marca. O que sair na rede do PT é responsabilidade nossa. Esses caras não têm compromisso com a verdade.”

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O vice-presidente nacional do PT, Alberto Cantalice, que coordena área de redes sociais do partido, disse que está “coletando” todos os posts ofensivos a lideranças petistas e à presidente Dilma Rousseff para pedir à Justiça Eleitoral que sejam retirados do ar.

Para ele, existe um “gangsterismo” na internet, com a reprodução de informações “inverídicas” e “ofensivas” sobre os candidatos à Presidência da República. “Estamos juntando tudo o que é feito para exigir a retirada disso na Justiça. Somos contra a censura, mas cada um tem que ter responsabilidade pelo que diz. Vamos querer a responsabilização dessas pessoas que difamam as lideranças e candidatos do PT”, afirmou.

Cantalice disse ainda quetenta, por meio do Facebook oficial do PT, “desmentir mentiras” divulgadas na internet sobre os governos de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Fizemos recentemente uma postagem com as 13 mentiras contadas sobre o PT, desmistificando um por um os boatos lançados. O lamentável é que existe um gansgsterismo digital. A gente, quando atua enquanto PT, a gente bota a nossa marca. O que sair na rede do PT é responsabilidade nossa. Esses caras não têm compromisso com a verdade”, disse o dirigente petista sobre publicações anônimas que circulam na internet.

Quando percebermos que existe por trás do boato divulgado na internet a máquina do partido adversário ou uma voz oficial com o objetivo de desequilibrar a campanha, vamos à Justiça Eleitoral cobrar a punição dos responsáveis.”

O PSDB montou uma equipe para monitorar a circulação de informações na internet e adotar providências nos casos de divulgação por militantes das siglas adversárias de dados considerados “falsos”.

“Temos um escritório cuidando de monitorar ações criminosas, que transgridam as regras eleitorais. Quando percebermos que existe por trás do boato divulgado na internet a máquina do partido adversário ou uma voz oficial com o objetivo de desequilibrar a campanha, vamos à Justiça Eleitoral cobrar a punição dos responsáveis”, disse o secretário jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP).

O tucano reconheceu, porém, que é difícil identificar a autoria das informações que circulam pela internet. Ele criticou, por exemplo, boatos na rede de que o candidato Aécio Neves acabará com o programa Bolsa Família caso seja eleito presidente.

“É muito difícil identificar o autor dos boatos. Não nos preocupa tanto a informação produzida e repassada por internautas, mas sim os boatos encabeçados por partidos ou candidatos adversários”, disse Sampaio.

Com menor tempo de rádio e televisão, o PSB pretende usar a internet como arma de campanha, divulgando as plataformas do candidato Eduardo Campos no Facebook, Twitter, Instragram, Youtube e Flickr.

PSB pretende usar a internet como arma de campanha, divulgando as plataformas do candidato Eduardo Campos no Facebook, Twitter, Instragram, Youtube e Flickr. Estratégia para reduzir o impacto dos boatos será a ampla divulgação das propostas de Campos nas redes sociais. Segundo integrantes do partido ouvidos pela reportagem, a estratégia para reduzir o impacto dos boatos será a ampla divulgação das propostas de Campos nas redes sociais.

Twitter e Facebook – Paralelamente aos esforços do partido, as próprias redes sociais se preparam para atender a eventuais determinações da Justiça Eleitoral, como a retirada do ar de conteúdos que afrontem a lei eleitoral.

A assessoria do Facebook informou  que tem uma equipe atuando dia e noite para analisar conteúdos denunciados.

“O Facebook está preparado para atender às demandas da Justiça Eleitoral e tem uma equipe que opera 24 horas por dia e sete dias por semana para analisar qualquer tipo de conteúdo denunciado por meio do site”, disse a assessoria em nota.

O site de relacionamento ressaltou que não “não age espontaneamente sobre conteúdo que esteja de acordo com suas políticas e termos da comunidade”, mas atende “determinação de autoridade que tenha a atribuição de avaliar se o conteúdo é legal ou não”.

O Twitter informou não ter política específica para atuação em campanha eleitoral, mas adota regras para controlar conteúdos fraudulentos, perfis falsos e uso incorreto de marcas registradas por usuários.

Interação –  Para especialistas ouvidos pelo G1, a chamada “guerrilha de internet” pode acabar prejudicando a campanha eleitoral, reduzindo o espaço de discussão programática.

Para o especialista em redes sociais Lúcio Teles, professor da Universidade de Brasília, os comitês de campanha podem minimizar os danos monitorando a divulgação de boatos, esclarecendo as informações falsas e se distanciando desse tipo de militância.

Segundo ele, posts agressivos, com montagens de fotos e informações falsas podem acabar favorecendo o próprio candidato que a militância procura ofender e atrapalham a campanha oficial promovida pelos partidos políticos. “As equipes de campanha precisam tomar cuidado, porque esses ataques ferozes sem informação sólida podem prejudicar. Grande parte dos eleitores não se motiva positivamente com baixaria e palavras de baixo calão. Então, esses ataques anônimos têm que ser claramente separadas da política de campanha oficial”, afirmou.

Professor titular da USP e consultor político e de comunicação, Gaudêncio Torquato diz que cada candidato, em especial Dilma e Aécio, contam com “exércitos” que certamente farão guerra de “versões e contraversões” na internet.

“Alguma boataria pode até colar, algum discurso, por exemplo, no sentido de que um candidato pode cortar um ou outro programa, mas haverá contrarreação, e os exércitos na internet, que estão muito afinados, vão reagir”, declarou.

Os dois professores concordam que a internet deve ser aproveitada pelos partidos como espaço de interação com o eleitor, em vez de ser utilizada somente para propagar informações ou “versões”.

“Há participação cada vez mais intensa por parte dos usuários da internet no processo político, o que é saudável. Grande parte dos eleitores que não tem acesso aos jornais diários têm acesso à internet”, disse Torquato. Para Lúcio Teles, o candidato que se dispuser a dialogar diretamente com o internauta por meio de redes sociais vai ter vantagem na campanha. “Quem ganha é quem puder dialogar com o eleitor na internet de forma continuada. Os candidatos não mais terão de fazer a campanha somente em comício, mas também interagir continuamente com os eleitores pelas redes sociais.”

O professor afirma ainda que a internet será instrumento importante para medir a resposta dos eleitores às campanhas tradicionais- programa de TV e comícios. “Caberá às equipes dos candidatos avaliar, por meio da internet, a resposta da população às propagandas tradicionais, aos debates televisivos. Eles têm que monitorar a internet para identificar as posições do eleitor e através disso saber as fraquezas.”

G1

Igreja Universal aluga duas redes de TV por R$ 12 milhões

IURDA partir de junho, a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) ocupará praticamente toda a programação de duas importantes redes de TV aberta: a Rede 21 e a CNT.

Profissionais da CNT estão sendo dispensados e programas de televendas que ocupavam espaço no canal já buscam horários em outras emissoras, pois foram comunicados da chegada do novo inquilino.

A Universal, que ocupava cerca de 11 horas diárias na CNT, vai passar a ter 22 horas diárias no canal, pagando cerca de R$ 5 milhões mensais pela locação. A emissora, que pertence a família Martinez, está em operação desde 1979.

Em 2013, a Iurd realizou operação similar, envolvendo a Rede 21, do Grupo Bandeirantes. Por falta de pagamento, Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial, perdeu as 22 horas de programação do 21 para Edir Macedo, líder da Igreja Universal. O valor do aluguel do 21 está na casa dos R$ 7 millhões/mês.

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Com investimento mensal de R$ 12 milhões, a Universal terá dois canais de TV operando em regiões importantes do país. A Rede 21 é forte em São Paulo e interior, enquanto a CNT tem boa penetração em Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro.

Procuradas, a direção da CNT e da Iurd não se manifestaram sobre o assunto.

por Davi Lambertine

Couto volta a destacar do combate às redes de tráfico

LUIZ COUTOO deputado Luiz Couto (PT-PB) voltou a se pronunciar na Câmara Federal contra as redes que praticam o tráfico de pessoas no Brasil e no exterior.

“Como primeiro vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o Tráfico de Pessoas no Brasil, vejo a importância do trabalho de enfrentamento a essas redes como um sistema de libertação social, pois o aprisionamento gerado pelo tráfico de pessoas, que pela lei brasileira é citado como cárcere privado, precisa ser exterminado”.

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Couto lembrou uma das últimas vitoriosas operações contra o tráfico de pessoas e a exploração sexual no Distrito Federal, a operação Red Light, onde a Policia Civil prendeu nove pessoas por suspeita de crimes relacionados ao tráfico de pessoas e exploração sexual.

“Essa operação também apreendeu carros de luxo e fechou mansões, hotéis e casas de massagem, constituídas para aliciar e enganar pessoas em todo país. Notou-se na operação Red Light que alguns políticos, deputados federais, foram citados como clientes da organização criminosa. Um pelo menos, é do nordeste do País”, observou.

O deputado acrescentou que a organização se subdividia em três mulheres: Vilma Nobre, 44 anos; Marilene Oliveira, 49 anos; e Ângela Castro, 49 anos, apontadas como líderes e sócias do grupo. “Essas em breve terão que prestar esclarecimentos na CPI do Tráfico de Pessoas, pois já formulei um requerimento de convocação para serem ouvidas”, anunciou.

Assessoria de Couto

Estudantes da UnB fazem apologia a estupro de calouras do curso de Engenharia de Redes

09_58_01_578_fileUm internauta se revoltou ao presenciar uma cena no campus da Asa Norte da UnB (Universidade de Brasília) que classificou como absurda. Ele fotografou dois jovens, supostamente estudantes do curso de Engenharia de Redes, segurando um cartaz com os seguintes dizeres: caiu na redes (em referência ao curso superior)… é estupro. O estudante postou a foto no Facebook e gerou revolta em muitas pessoas que comentaram a publicação.

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O autor do post relatou que, ao presenciar a cena, se aproximou dos rapazes que seguravam o cartaz e questionou o motivo da iniciativa. Eles teriam respondido que seria um “estuprinho”, como trote às calouras do curso Engenharia de Redes. O rapaz então teria alertado que os jovens estariam fazendo apologia a um crime hediondo, mesmo assim, os estudantes não teriam dado importância e continuaram ostentando o cartaz.

 

Calouros da UnB são internados em coma alcoólico após trote

O jovem que publicou o post não explicou as circunstâncias nem quando a foto foi tirada. Mas, segundo a assessoria de comunicação da UnB, que já tomou conhecimento do episódio, o registro foi feito nesta quarta-feira (24) por ocasião da divulgação da lista de aprovados no segundo vestibular de 2013. Até as 10h desta quarta-feira a publicação gerou 1.400 compartilhamentos e quase 147 comentários de desaprovação e repúdio.

A assessoria de comunicação da Universidade de Brasília informou que a reitoria está tomando as devidas providências e deve se pronunciar nas próximas horas.

O R7 DF procurou a assessoria de comunicação da UnB, que não comentou o assunto.

R7