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Julian Lemos e Carlos Bolsonaro voltam a se estranhar nas redes sociais: “Me esqueça seu psicopata” diz deputado da PB

Em mais um dia de agressões mútuas o deputado federal paraibano e presidente estadual do PSL Julian Lemos, voltou a rebater declarações supostamente ácidas do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República Jair Bolsonaro.

“Vá tomar no meio do seu *, @CarlosBolsonaro Você é um merda.. me esqueça seu psicopata. Vá procurar uma mulher parece uma cadela no cio, seu imbecil”, disse Julian em um dos seus posts.  Noutro Julian diz que quer distância dos Bolsonaros.

“Pegue seu pai, sua possessão, sua idolatria, o que pensa sobre mim, sua psicopatia e empurre no seu r*, quero distância de todos vocês” escreveu.

Recentemente Julian Lemos (PSL-PB) discutiu com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) no Twitter e chamou o filho do presidente de “Carluxa” , de “poodle” e de “doido”.

A postagem foi uma resposta a um vídeo publicado por Carlos em que há um áudio, possivelmente de Julian, com criticas aos filhos de Bolsonaro.

“Você pode bancar o fodão para muita gente, pra mim não, esse ano o lugar do debate vai ser no microfone da Câmara dos Deputados, o remédio de um doido é outro na porta. Esse aí é o grande influenciador do líder do nosso país, apenas um desequilibrado, Carluxa…Tu é um merda!”, escreveu à época o deputado paraibano.

Após a ‘treta’ de hoje, ambos apagaram as publicações.

Confira os posts que foram deletados:

pbagora

 

 

Carlos Bolsonaro volta às redes sociais e posta vídeo mirando artilharia contra deputado federal Julian Lemos

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, voltou às redes sociais neste domingo (29), mirando artilharia pesada contra o deputado federal paraibano Julian Lemos (PSL). Em publicação nos stories, o parlamentar posta o link de um vídeo em que Julian estaria sendo contra os paraibanos que o elegeram.

No vídeo Julian diz que é um deputado que não ficará só em twitter e não lamberá botas de ninguém e que não faz rachadinha.

EM TEMPO

Nas redes sociais, Julian reage à publicação e trata Carlos Bolsonaro como um ‘maluco’ com a seguinte postagem:

A quem trate esse maluco como “pitt bull”, mas na realidade é apenas um poodle, claro sem insultar o podre cãozinho.
Eu que sei, um maluco cheio de fantasmas na sua cabeça, alguém que não consegue ter vida social, só dorme no remédio controlado, não consegue ver alguem que não consegue baixar a cabeça pra ele, só tem essa marra nas redes sociais, devia ter feito isso lá dentro da Globo News, mas cadê ?
Pois é, esse Paraíba aqui não vai baixar “Carluxa” Seus dias de perversidade e covardia vai ter oposição, você pode bancar o fodão para muita gente, pra mim não, esse ano o lugar do debate vai ser no microfone da Câmara dos Deputados, o remédio de um doido é outro na porta.
Esse aí é o grande influenciador do líder do nosso país, apenas um desequilibrado.

ASSISTA

PB Agora

 

 

Exoneradas, ex-auxiliares de João desabafam nas redes sociais; confira

Duas ex-auxiliares de João Azevêdo (sem partido) publicaram nas redes sociais desabafos a respeito de suas exonerações. A ex-secretária Executiva da Juventude, Priscila Gomes, e a diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), Cassandra Figueiredo e mais outros oito servidores e comissionados tiveram suas exonerações publicadas na edição desse sábado (21) do Diário Oficial.

No Facebook, Priscila Gomes alegou não se sentir mais parte da gestão e, deixando clara a defesa de Ricardo Coutinho, afirmou que o ex-governador vem sofrendo perseguição política. Cassandra também atribui sua exoneração ao fato de estar solidária à Ricardo, alegando ter sido penalizada por isso.

Confira as postagens.

Priscila Gomes

Cassandra Figueiredo

paraiba.com.br

 

 

Foto da prova do Enem 2019 que circula nas redes sociais é real, diz Inep

A foto de uma página do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 que circulou nas redes sociais nesta tarde de domingo (3) é real, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O ministro da Educação, Abraham Weitraub, disse que o fato não interfere no exame e que o suspeito de divulgar a imagem fazia a prova em Pernambuco. A Polícia Federal investiga o ocorrido.

O MEC não deu detalhes, mas em grupos de WhatsApp circulou uma imagem da página dedicada à redação. A foto foi compartilhada quando os candidatos já tinham começado a fazer o exame e deveriam manter seus celulares desligados e guardados dentro de um saco plástico lacrado.

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa que é real a imagem da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 que circula nas redes sociais. É importante esclarecer que a divulgação, que ocorreu após o início da aplicação, não prejudicou o andamento do exame. Todos os participantes já tinham passado pelos procedimentos de segurança e estavam nos locais de prova.”

O ministro afirmou que “a foto da prova é verdadeira, porém, foi tirada e postada após o início do exame e da realização dos procedimentos de segurança. Tudo dentro da normalidade”.

Enem 2019 - foto que circula em redes sociais — Foto: Reprodução

Enem 2019 – foto que circula em redes sociais — Foto: Reprodução

“No Enem segue tudo funcionando perfeitamente bem a prova tem tudo para ser um grande sucesso. Saiu agora sobre uma foto de uma prova. A foto é verdadeira mas em nada compromete à realização do Enem.” – Abraham Weitraub

De acordo com o ministro, todos os procedimentos de segurança já haviam sido realizados. “A prova já havia sido distribuída para todo mundo e alguém tirou uma foto e colocou nas redes. Isso não compromete em nada, tudo segue normal”, disse.

“Agora a Policia Federal vai identificar essa pessoa responsável e vai tomar as devidas providencias legais contra ela. Isso aparentemente aconteceu em Pernambuco e a gente já está chegando ao nome da pessoa.”

G1

 

Maternidade nas redes sociais: conteúdos podem gerar comparação e frustração

Em tempos de redes sociais, compartilhar parte da rotina virou algo normal para muitos e até profissão para alguns, que passam a ser reconhecidos como influenciadores. Na infinita gama de assuntos apresentados nas plataformas está a maternidade dita como real. De acordo com a psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro, esta exposição nem sempre é benéfica a quem assiste ao conteúdo.

A especialista explica que apesar de apresentarem a temática como uma realidade, há uma escolha no que compartilhar, e neste recorte, é possível que frustrações sejam despertadas nas mães que assistem a esses conteúdos. “É muito difícil basear sua realidade nas redes sociais. Nestes espaços são compartilhados o que priorizam como importante, e por isso, gera uma comparação entre as mães que consomem esse conteúdo, entendendo que a sua vida é pior”, complementa.

Neste cenário, a diferença de educação e possíveis falhas não devem ser vistas como pontos negativos. Marina ressalta que a relação entre pais e filhos não tem uma fórmula e depende da personalidade e estrutura familiar. “Cada um vai ter uma forma de lidar com os filhos, e nesta relação, assim como qualquer outra, a falha é inerente, e isso não torna a maternidade pior, ou melhor”, reforça.

Assim como a falha, a ausência é outro assunto tratado nas redes, mas que não é totalmente prejudicial no processo de educação. Neste quesito, a psicóloga esclarece que às vezes é na falta que é possível ensinar e aprender. A partir disso a criança é estimulada a ter independência e compreender o espaço dos pais.

“Claro que quando ainda são pequenos dependem mais dos adultos, mas ensinar sobre essa ausência ajuda na rotina pessoal, e compreender que ter tempo pra si é indispensável para a saúde e para a relação com os filhos, pois é possível aproveitar o tempo juntos com mais entrega”, conclui.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde – Hospitais, conquistado por dois anos consecutivos, 2017 e 2018.

 

 

Suspeito de estupros é espancado após fotos serem divulgadas em redes sociais, na PB, diz polícia

Um homem suspeito de estuprar mulheres em Campina Grande foi detido e espancado por moradores do bairro Mutirão, na tarde desta terça-feira (23). Ele foi reconhecido após fotos dele terem sido divulgadas em redes sociais como suspeito dos estupros. A Polícia Civil informou que não divulgou as imagens, mas que as cinco vítimas dos estupros reconheceram o homem por meio de fotos espalhadas em aplicativos de mensagens.

O homem espancado foi preso depois de pedir socorro à Polícia Militar quando estava sendo espancado por moradores. Ele foi levado para o Hospital de Trauma de Campina Grande, com vários ferimentos.

Até as 14h55 desta terça-feira, o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande ainda não havia divulgado informações sobre o estado de saúde do suspeito espancado.

Os estupros estavam ocorrendo há alguns meses e o último caso foi registrado na madrugada desta terça-feira. Até o fim da manhã desta terça-feira, duas vítimas procuraram a Polícia Civil e confirmaram que foram abusadas por um homem com as mesmas características. Os estupros estavam ocorrendo em bairros na zona oeste da cidade.

A delegada Maíra Roberta confirmou que, após o espancamento, outras três vítimas de estupros reconheceram o suspeito por fotos espalhadas pelas redes sociais.

O primeiro caso tornado público foi de uma mulher vítima de estupro na madrugada desta terça-feira (23). A Polícia Militar conseguiu flagrar o momento que um homem estuprava a jovem em um matagal no bairro Mutirão, em Campina Grande. No momento da chegada da polícia, o suspeito atirou contra os militares e fugiu correndo, mas deixou a moto, uma arma, celulares, um colete de mototáxi e um capacete.

Reconhecimento pela reportagem

Uma adolescente de 17 anos também registrou um Boletim de Ocorrência na Central de Polícia Civil de Campina Grande após a veiculação da reportagem da TV Paraíba que relatou o caso da jovem que foi vítima de estupro durante um assalto, na madrugada desta terça-feira (23). A adolescente relatou que também foi estuprada pelo mesmo suspeito, cerca de um mês antes, e que reconheceu na reportagem o colete de mototaxista, a moto e a arma apreendida pela polícia.

A adolescente foi à polícia ainda na manhã desta terça, acompanhada da mãe. Segundo o boletim e a entrevista concedida à TV Paraíba, ela teria sido estuprada pelo homem no bairro do Cinza. “Ele me abordou, pegou meu celular e me levou pra um matagal e abusou de mim”, contou.

“Eu conheci o colete, a moto e a arma dele. Ele apontava essa mesma arma pra mim, botava na minha cabeça”, relatou a adolescente à TV Paraíba.

Celulares, arma, capacete e colete de mototáxi apreendido após a ação da PM — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Celulares, arma, capacete e colete de mototáxi apreendido após a ação da PM — Foto: Reprodução/TV Paraíba

“Se ele tiver feito isso com outras mulheres, que elas venham aqui (na polícia) pra ele ser preso e pagar pelo que ele fez”, disse a adolescente.

A polícia pede para que outras vítima de casos parecidos denunciem e vão até a delegacia prestar depoimentos para tentar reunir provas contra o suspeito.

“É difícil demais, é muito ruim passar por isso”, afirmou a adolescente.

Assalto seguido de estupro

A mulher que a adolescente viu o caso na TV foi vítima de estupro após um assalto, por volta da 1h40 desta terça-feira (23). Ela e a mãe foram abordadas no bairro da Ramadinha II. A vítima, de 19 anos, estava saindo do trabalho com a mãe quando as duas foram surpreendidas pelo criminoso em uma moto.

Também em depoimento à TV Paraíba na manhã desta terça, a mulher relatou que o homem apareceu quando ela e a mãe estavam chegando em casa. O suspeito teria anunciado o assalto apontando a arma, pedindo os celulares e o dinheiro delas.

Mulher relata estupro após assalto, em Campina Grande; 'falava que ia me matar' — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Mulher relata estupro após assalto, em Campina Grande; ‘falava que ia me matar’ — Foto: Reprodução/TV Paraíba

O suspeito revistou a bolsa da mãe e roubou os celulares. Em seguida, ele mandou a filha subir na moto e a raptou. O homem a levou para um matagal, que fica próximo ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), no bairro do Mutirão, e a estuprou, sob ameaças.

Instantes depois, a Polícia Militar chegou ao local e houve troca de tiros com o suspeito, que conseguiu fugir. Ainda de acordo com a PM, o homem deixou para trás vários objetos que facilitaram a identificação dele. No local, foram apreendidos vários celulares, sendo um do suspeito, um colete de mototáxi com a numeração de registro e a moto utilizada pelo homem.

G1

 

Adolescente é detido por produzir e publicar pornografia infantil em redes sociais, na PB, diz polícia

Um adolescente de 17 anos foi apreendido na noite da quinta-feira (11), em Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba. De acordo com o delegado Seccional da Polícia Civil, Sylvio Rabello, o adolescente foi detido após investigações da polícia constatarem que ele produzia, armazenava e publicava pornografia infantil nas redes sociais.

Na casa do adolescente, a polícia apreendeu todos os aparelhos eletrônicos. Ao serem analisados, foram encontrados fotos e conversas que constataram a pornografia infantil em diversas modalidades. “O adolescente utilizava do relacionamento que tinha com uma jovem de 16 anos, além de outros relacionamentos na cidade, em que as vítimas eram filmadas durante os atos sexuais”, explicou o delegado.

Segundo o delegado, as investigações começaram após a polícia ouvir os responsáveis de uma das vítimas na Delegacia de Polícia Civil de Catolé do Rocha. “No Procedimento Infracional aberto estão as fotos do relacionamento sexual com a jovem e conversas, além das publicações nas redes sociais”, informou.

O adolescente foi apontado como infrator pelos crimes de publicação, armazenamento e produção de pornografia infantil. Ainda conforme o delegado, ele foi ouvido junto com a mãe e liberado em seguida. “A gente vai pedir uma outra medida ao juizado da Infância da Juventude e ao Ministério Público”, concluiu.

Segundo a polícia, adolescente filmava encontro com jovens na cidade e publicava na internet, na PB — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo a polícia, adolescente filmava encontro com jovens na cidade e publicava na internet, na PB — Foto: Polícia Civil/Divulgação

 

G1

 

 

Campanha eleitoral na PB ainda não registrou nenhuma denúncia, mas discurso de ódio nas redes sociais preocupa, diz juiz

Distância do cidadão do processo político eleitoral na Paraíba está fazendo com que o início da campanha eleitoral no Estado da Paraíba tenha um gostinho de ‘paz e amor’.

É que mesmo após uma semana do início oficial da campanha, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba não registrou, até agora, nenhuma denúncia sequer.

Para o juiz da propaganda eleitoral, Marcos Sales, esse ano as farpas do eleitorado estão mais direcionadas às redes sociais que ao corpo a corpo. Os conflitos que antes começavam nas ruas, agora começam nas redes sociais.

“O eleitor tem se mantido com um certo distancioamento crítico, inclusive com relação ao poder judiciário. Mas, diferentemente das ruas, as mídias sociais trazem em si um certo discurso do ódio, essa é a nossa maior preocupação, por isso fazemos um apelo par aque esse discurso não chegue às ruas, pois eleição passa”, disse.

O juiz ressalta que quem quiser fazer denúncia, deve estar munido de provas, para não ser processado pela denunciação caluniosa.

“O eleitor pode procurar a justiça eleitoral ou pode comunicar o fato via smarphone, porque todo denúncia deve ser efetivada por meio de provas. Se a denúncia for caluniosa, o responsável pagará as medidas cabíveis”, ressatou.

 

 

PB Agora

Vídeo íntimo de vereador paraibano se masturbando cai nas Redes Sociais

Um vereador de Montadas, no agreste, teve um vídeo “viralizado” nos grupos de mensagens instantâneas na internet. O vídeo mostra o parlamentar em um banheiro de uma escola estadual do município se masturbando.

O portal Se Liga PB, ouviu a versão do parlamentar e ele disse que está muito preocupado com esse conteúdo que está circulando nas redes sociais. “Eu não tenho ideia de como esse vídeo vazou. Eu não tinha essa intenção, juro por Deus. Não sei acessar direito esses celulares modernos e confesso que estou abalado. Mas, irei acionar o Ministério Público para responsabilizar os que tentam denegrir a minha imagem na cidade”, afirmou.

O vereador ainda disse que o conteúdo gerou discussão familiar e tem medo que isso prejudique o seu casamento.

“Toda essa repercussão pode valer meu casamento. Vejam o tamanho do estrago que os meus opositores podem causar na cidade”, lamentou.

Cassação

No município, o assunto da população não é outro. Alguns chegam a defender a cassação do vereador por quebra do decoro parlamentar.

Além de ferir a ética, moralidade e a dignidade como representante da Câmara Municipal devido a sua conduta pública, o ato praticado pelo vereador também configura ultraje público ao pudor, conforme artigos 233 e 234 do Código Penal.

Se Liga PB

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Redes sociais validam o ódio das pessoas, diz psicanalista

celularNas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos de seus amigos e seguidores e se sentir, de alguma forma, validado.

Além disso, a linha entre uma ameaça virtual e uma ação criminosa é tênue, como ocorreu no caso da chacina ocorrida em Campinas (SP) no começo do ano, quando um homem matou a ex-mulher, o filho e outras dez pessoas durante uma festa de Ano Novo.

Essa é avaliação que o psicanalista Contardo Calligaris, doutor em psicologia clínica e autor de diversos livros, faz sobre a disseminação dos discursos de ódio nas redes sociais, que para ele deveria ser “perseguida”. “Deveríamos ter limites claros ao que é o campo da liberdade de expressão, que é intocável, e o momento em que aquilo se torna uma ameaça.”

Em entrevista à BBC Brasil, ele ressalta que as redes também trazem efeitos muitos positivos, refuta discursos de que o mundo está mais violento e fala de sua esperança de que os brasileiros se tornem “cidadãos melhores”. Confira os principais trechos:

BBC Brasil: Temos observado casos de violência brutal: chacinas como a de Campinas, a morte de um ambulante espancado em uma estação de metrô, atentados, matanças. Vivemos uma época de mais intolerância ou apenas sabemos mais sobre ela?

Contardo Calligaris: Eu tendo sempre a diminuir sempre os gritos de horror, que são plenamente justificados, mas tendo a diminuí-los porque a sensação de que estamos em um mundo mais violento no médio e longo prazo é sempre falsa. Estamos em um mundo infinitamente menos violento do que era dois séculos atrás, por exemplo – essa é a progressão. Mas claro, é um gráfico que sobe e desce.

Nos casos recentes, um é diferente do outro. Uma coisa é o espancamento de um ambulante que tentou ajudar as travestis, de populações particularmente expostas à violência coletiva – aqui realmente se trata de um crime de ódio, de ódio à diferença.

Quase sempre são crimes inspirados pelo horror e medo de poder se identificar com a vítima – a sensação de que “eu mato o morador de rua ou a travesti que eu poderia vir a ser e tal de forma que eu nunca virei a ser essa mesma pessoa”. É a base fundamental de muitos comportamentos racistas, de extermínio de diferentes.

Esse é um tipo de mecanismo de violência, mas outro é o caso da boate em Istambul, por exemplo, que é o desejo de “destruir o local onde os ocidentais se reúnem para suas festas de infiéis porque não quero ser tentado por isso e mato a minha própria tentação de cair na gandaia”.

E outro tipo ainda é episódio de Campinas, que é o que me dá mais pena – aqui tem uma coisa que a imprensa deveria sublinhar muito para que seja ouvida, que é uma história absolutamente anunciada.

Houve, ao longo de cinco anos, vários boletins de ocorrência, a mulher não consentiu com as medidas restritivas que poderiam fazer a diferença. E aí você vai me dizer, “mas a polícia e a Justiça não fariam nada, só iriam à casa do suspeito”, mas isso sim já faria a diferença.

Alguém deveria ter orientado a mulher sobre a possibilidade disso acontecer, mesmo sendo o pai de seu filho. As estatísticas dizem que quando você tem quatro ou cinco boletins de ocorrência depois da separação, as chances são grandes de você ter episódios de violência.

BBC Brasil: A descrença que a gente vê nesse caso – de que o homem não seria capaz de fazer algo concretamente – também observamos nos casos dos comentários raivosos das redes sociais. Especialmente depois desse caso, mas em tantos outros, em muitos dos argumentos que a gente já leu na internet, muito desse discurso do ódio está explícito. Será que isso é um alerta de que esse discurso estaria passando para o ato e se concretizando na vida real?

Calligaris: Nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos pelos seus amigos e seguidores, e se sentir de alguma coisa validado. Ou seja, as redes sociais produzem uma espécie de validação do seu ódio que era muito mais difícil antes de elas existirem e se tornarem tão importantes na vida das pessoas.

Isso não tem remédio porque não podemos voltar atrás, e essa é certamente a parte menos interessante das redes sociais, que em contrapartida têm efeitos sociais muito positivos.

É uma coisa um pouco ridícula ouvir isso de um psicanalista, mas eu acho que o discurso de ódio nas redes sociais é algo deveria ser perseguido, deveríamos ter limites claros ao que é o campo da liberdade de expressão, que é intocável, e o momento em que aquilo se torna uma ameaça e deveria receber imediatamente a atenção da polícia e do Judiciário.

Existe uma linha tênue de passagem entre a ameaça na rede social, a confirmação que ela recebe do discurso de quatro, cinco, ou mil malucos nos comentários – pessoas que vão ter respondido, no caso de Campinas, por exemplo, “vai lá e mata mesmo aquela ‘vadia'” – e a possibilidade de ação criminosa.

Ele é um louco, no sentido geral e num sentido clínico certamente poderíamos especificar melhor. De toda forma, todos nós somos capazes de pensar a forma como essa panela de pressão foi se construindo.

BBC Brasil: Assim como as redes sociais têm essa ambiguidade – um lado positivo e outro negativo – o nosso mundo e nossa sociedade parece caminhar um pouco da mesma forma, dando dois passos para frente e um para trás. Por exemplo, na questão de gêneros, temos uma fluidez maior, mas muitos ataques contra gays e trans. Como fica o indivíduo nesse período em que parece que temos duas realidades: uma abertura maior com relação a alguns assuntos e um preconceito rigoroso sobre eles?

Calligaris: As redes sociais proporcionaram, por um lado, coisas que eram impensáveis anos atrás. Por exemplo, tem um ódio coletivo que se manifesta contra a comunidade trans, alimentado por figuras sinistras que comandam até igrejas, e isso é alimentado, apesar de poder ser caracterizado como um crime de incitação ao ódio.

Mas, por outro lado, alguém que não se reconhecia no seu corpo, uma trans que morava no interior do Mato Grosso e achava que era um monstro, único do tipo e destinada a uma vida escondida, de repente descobre que tem pessoas como ela pelo mundo afora, e grupos, e pessoas dispostas a escutar, a dar conselhos. Isso é o outro efeito positivo das redes.

Agora é verdade que fundamentalmente as redes sociais são construídas no modelo da sociedade contemporânea, ou seja, você vale o apreço que você produz. Ou no caso, o número de “likes” que suas postagens conseguem receber.

Isso aconteceria mesmo que as redes sociais não existissem. Ou seja, na sociedade contemporânea, você não vale os seus diplomas ou nem mesmo o que é a sua história – o que importa é quem e quantos gostam de você. Assim é o funcionamento da sociedade contemporânea, gostemos dele ou não.
Agora, o problema é que, quando você vive, se alimenta do apreço dos outros, é muito fácil se enredar em formações de grupo absolutamente espantosas.

Então o discurso de ódio, por exemplo, se alimenta porque é uma coisa “maravilhosa”: você constitui, pelas redes sociais, um imenso grupo de pessoas que pensam absolutamente a mesma coisa que você – o que é trágico porque frequentar e trocar mensagens com quem diz “é isso mesmo, meu irmão” é de um tédio mortal.

BBC Brasil: E isso tem a ver com as bolhas informacionais e com algoritmos que “pensam por nós” e reforçam esse comportamento…

Calligaris: Sim… eu acho que deveríamos ler aquilo com o qual não concordamos, não só o que concordamos. Eu, como colunista, penso isso. Para que ler algo que você sabe que vai concordar?

BBC Brasil: Falando sobre esse reforço de ideias ainda e sobre avanços e atrasos, há o que parece ser um incômodo sobre a conquista de direitos dos outros – e aqui falo especificamente sobre a mulher. A psicanálise explica por que essa conquista incomoda tanto alguns grupos da sociedade?

Calligaris: O que mais me surpreende é, por um lado, a tremenda insegurança de quem se ofende com os direitos de uma maioria oprimida.
Essa inquietação tem uma força ideológica muito mais ao redor de pessoas que sobrevivem ou acham que sobrevivem graças a precárias posições de vantagem.

Tem um monte de homens um pouco perdidos porque ficou cada vez menos claro o que é esperado deles. Também não sabemos mais como defini-lo – ele já não é o provedor. Essas são mudanças lentas.

BBC Brasil – Você falou sobre a vantagem – isso é sempre identificado com o brasileiro, de forma geral, aquele que sempre quer levar vantagem em tudo, o malandro. Mas temos um revés disso com grandes políticos e empreiteiros sendo presos, a corrupção mais combatida, que pode mostrar que “não vale mais tanto a pena”. Isso pode mudar esse comportamento de apontar ou dedo e não olhar para si, nunca pensar na sua própria responsabilidade?

Calligaris: Essa é a grande esperança, embora eu não acredite que ela vai mudar a qualidade ética da nossa classe política tradicional. A Lava Jato tem esse aspecto de dilúvio universal nas casas das pessoas, mas não estou vendo os efeitos disso ainda.

Mas, do ponto de vista do cidadão comum, tenho uma pequena esperança de que isso mude um pouco a regra de querer levar vantagem em tudo, aproxime da gente a ideia de que em pequenas operações da vida cotidiana possamos ser tão corruptos no sentido de confundir o público e privado e de tornarmos a convivência publica uma coisa tão problemática. E ao compreender isso, podemos nos tornar cidadãos melhores.

BBC Brasil

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