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Estudante da PB faz 980 pontos na redação do Enem 2019: ‘Escolas públicas podem fazer a diferença’

Nathalya do Santos, de 18 anos, carrega o orgulho de ser estudante de escola pública e de ter conquistado uma boa pontuação na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2019). Aluna da Escola Cidadã Integral Professor Lordão, na cidade de Picuí, a 234km de João Pessoa, ela fez 980 pontos, fruto de muita dedicação da estudante, que precisou vencer o cansaço do período integral na escola para continuar estudando em casa.

“Eu pegava das 7h30 às 17h30 da tarde, passava o dia na escola. Em casa, quando chegava, descansava e voltava a estudar, fazendo redações regularmente”, disse Natalya.

A estudante teve o incentivo da professora de redação, da coordenadoria pedagógica da escola e dos pais. Esse foi o segundo ano em que ela tentou o Enem, porém dessa vez não mais como treineira. O segredo para a aluna foi o esforço, porque, apesar de passar tantas horas na escola, também buscou na internet outras formas de se dedicar e de aprimorar os conhecimentos dos conteúdos do exame.

Os argumentos utilizados por Nathalya para escrever a redação – que teve como tema este ano “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” – foram a má distribuição das salas de cinema no território nacional e a desigualdade quanto ao preço cobrado nas bilheterias, que nem toda população consegue ter acesso e custear.

“Uma dica pra ir bem na redação do Enem é treinar. Adotar uma modelo de redação, no caso dissertativa, e seguir aprimorando esse modelo com vários temas e fazer uma ou duas redações por semana, pelo menos. É importante ver notícias e estar ligado em diversas áreas para adquirir conhecimento de mundo”, afirmou.

Aluna de escola pública da Paraíba faz 980 pontos na redação do Enem 2019 — Foto: Reprodução/Inep

Aluna de escola pública da Paraíba faz 980 pontos na redação do Enem 2019 — Foto: Reprodução/Inep

“Eu estava muito bem treinada. Você tinha que ter conhecimento de mundo na hora de escrever e quando eu estudava eu procurava melhorar as minhas principais dificuldades em redação, assim como eu buscava ir bem nas outras matérias, porque tudo está relacionado. Além de todo apoio que a escola me deu. Isso prova que as escolas públicas podem sim fazer a diferença”, afirmou a aluna.

A disciplina redação já tinha sido uma conquista para Nathalya. Isso porque, em maio de 2019, ela levou a premiação de melhor redação do Concurso Se Liga no Enem Paraíba, oferecido pela Secretaria de Educação do Estado, que tem como objetivo promover o interesse dos alunos em escrever e praticar a redação.

A aluna espera agora poder conquistar uma vaga no curso de engenharia mecânica, química ou medicina na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). “Eu me identifico muito com a área de exatas, mas também gosto muito de biologia e de cuidar das pessoas”, confessou Nathalya.

O Enem 2019 teve 53 notas 1 mil na redação, de acordo com um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta sexta-feira (17). A Paraíba teve uma nota 1 mil, de uma estudante de 16 anos. O nome dela, no entanto, não foi divulgado. Esta é a maior pontuação que pode ser atingida.

*Sob supervisão de Krys Carneiro

G1

 

Concurso de redação discute inovações para Solânea

Promovido pela Pacto Urbanismo, ação celebra o aniversário da cidade

Um concurso de redação para alunos da rede pública e privada de Solânea visa debater sobre como uma inovação existente e em uso em qualquer lugar do mundo pode melhorar de alguma forma a vida das pessoas na cidade.

Com o tema “Uma Inovação Útil para Solânea”, o concurso de redação é promovido pela Pacto Urbanismo e busca estimular entre os estudantes a reflexão de cada um sobre o lugar onde mora e o que ele representa. A iniciativa também celebra o aniversário do município.

Para participar, é preciso estar matriculado nos últimos anos do ensino fundamental, no ensino médio ou no EJA (Educação de Jovens e Adultos) das escolas públicas e privadas da cidade. A mecânica de inscrição e participação é simples: nos dias 21 e 22 de novembro, os candidatos devem ir até a Escola Ernestina Pinto, procurar a sala de realização do concurso, fazer a inscrição, pegar o formulário de redação e folha rascunho e desenvolver seu texto.

“Além de incentivar a escrita e a criatividade, a redação estimula a compreensão de cidadania e conhecimento sobre Solânea. A inovação apresentada poderá ser na área da educação, esporte, lazer, segurança, saúde, infraestrutura, tecnologia, desde que esteja diretamente relacionada ao problema ou a necessidade da cidade”, comenta Castro Neto, diretor da Pacto Urbanismo.

Os alunos serão divididos em quatro categorias, de acordo com idade e ano de estudo, e as melhores redações de cada categoria serão premiadas com um smartphone ou tablet. A Pacto Urbanismo também vai premiar os professores de redação dos candidatos vitoriosos.

SERVIÇO: CONCURSO DE REDAÇÃO “UMA INOVAÇÃO ÚTIL PARA SOLÂNEA”

QUANDO: 21 e 22 de novembro, das 08 às 21 horas
ONDE: Escola Ernestina Pinto, Rua São José, s/n, Centro
CATEGORIAS:
Categoria I – 5º e 6º ano do ensino fundamental
Categoria II – 7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental
Categoria III – Ensino médio
Categoria IV – EJA
MAIS INFORMAÇÕES: http://www.pactourbanismo.com.br/redacao

 

Leandro Ramalho para o FN

 

 

Tema da redação do Enem 2019 é ‘Democratização do acesso ao cinema no Brasil’

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2019) é “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”.

Segundo professores ouvidos pelo G1, o tema não estava entre as principais apostas e discussões nos cursinhos ou redes sociais durante o ano, e a área de cultura há anos não aparecia no Enem. Mas a surpresa não chega a fazer do Enem 2019 uma prova difícil para os candidatos.

Já os cineastas ouvidos pelo G1 afirmaram que a democratização do acesso ao cinema no Brasil ainda está longe da realidade. Eles citaram argumentos que poderiam ser usados pelos candidatos, como diversidade de temas nas telas, variedade de produtores na execução dos projetos e até o valor do ingresso, que em geral é caro no país.

Nas redes sociais, alguns internautas elogiaram o tema, enquanto outros ficaram felizes de não estarem entre os candidatos neste ano.

Os estudantes tiveram acesso a textos de apoio para compor a argumentação, como:

  1. um trecho do artigo “O que é cinema”, de Jean-Claude Bernardet;
  2. um trecho do texto “O filme e a representação do real”, de C.F.Gutfreind;
  3. um infográfico do periódico “Meio e a Mensagem” sobre o percentual de brasileiros que frequentam as salas de cinema;
  4. um trecho do texto “Cinema perto de você”, da Ancine.

Análise dos professores

O professor de redação do Sistema de Ensino pH Thiago Braga, do Rio de Janeiro, disse ao G1 após o anúncio que o tema é inesperado e não houve discussão tão grande sobre ele nesse ano.

“Mas é uma discussão importante porque a gente tem o cinema como uma arte que é muito deixada de lado no Brasil, embora muito bem produzida no Brasil”, afirmou Thiago Braga, do pH.

Segundo ele, sem os textos motivadores não é possível saber que enfoque o Enem vai dar ao tema. Braga sugere algumas abordagens possíveis, desde a produção audiovisual no país até o acesso de todos os setores da população ao audiovisual, inclusive as famílias de baixa renda.

A professora Isabela Arraes, do CPV Vestibulares, de São Paulo, afirmou que, apesar de inusitada, a proposta da redação do Enem 2019 não pode ser considerada difícil.

“Foi compatível com o que o exame costuma cobrar dos candidatos, se considerarmos que o tema sempre traz uma questão de viés social que deverá ser analisada criticamente pelos alunos. A questão foi alvo de discussões na internet, principalmente devido aos últimos cenários envolvendo a Ancine e os cortes na cultura do país” – Isabela Arraes, professora de redação

Ainda de acordo com Isabela, a democratização do acesso ao cinema é uma questão social muito pertinente.

“Inclusive, dava margem a algumas análises polêmicas, na contramão do clima de tensão do momento político que o país está vivendo: assim, o Enem optou por solicitar uma discussão extremamente importante no que diz respeito à aquisição dos conhecimentos proporcionados pela indústria cinematográfica”, afirmou a professora.

Para o professor de redação Rogi Almeida, do Curso de Redação, em Teresina, o estudante pode se surpreender porque o tema não foi abordado em provas mais recentes.

“Eles pegaram um eixo temático que há muito tempo não era abordado, que é cultura. O aluno tem que fazer a problematização para o acesso à cultura e ao cinema e como a partir de um filme se tira várias discussões sociais.” – Rogi Almeida, professor de redação

Rogi Almeida ainda diz que é possível usar exemplos na abordagem. “Um exemplo é o Coringa, um filme a partir do qual se discute a violência, as doenças psíquicas, entre outros temas.”

Argumentos de cineastas

Bruno Barreto, diretor de filmes como “Dona Flor e seus dois maridos” e “O que é isso, companheiro?”, que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, afirma que “estamos ainda muito longe da democratização do acesso ao cinema brasileiro”.

“A arte precisa de dinheiro, mas também de mecanismos para facilitar o acesso, para democratizar, fazer com que pessoas com baixo poder aquisitivo tenham acesso ao audiovisual. A maneira realista de isso acontecer é nas plataformas e na televisão” – Bruno Barreto, cineasta

Para Marcelo Gomes, diretor de filmes como “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar” (2019) e “Cinema, Aspirina e Urubus” (2005), a democratização do cinema leva o país a construir uma identidade.

“O cinema é o espelho da nossa cultura. Já foi dito que um país sem cinema é uma casa sem espelhos. A gente tem que democratizar, fazer chegar a todas as camadas da população, não apenas em shoppings com ingressos caros. Milhares e milhares de cidades do Brasil não têm cinema. É uma forma de as pessoas acessarem mais conhecimentos, é fundamental ao país.” – Marcelo Gomes, cineasta

A cineasta Laís Bodanzki afirma que a democratização do acesso ao cinema precisa incluir a diversidade de temas abordados na tela e também ao ingresso à sala de exibição. Bodanzky é presidente da SPCine – empresa da prefeitura de São Paulo responsável pelo fomento, estímulo e difusão do audiovisual na cidade de São Paulo – e diretora de filmes como “Como nossos pais” (2017), “As melhores coisas do Mundo” (2010), “Bicho de Sete Cabeças” (2000), entre outros.

“Quando falamos de democracia do cinema, falamos também sobre o que está na tela, quem tem direito de assistir a este filme e quem tem direito de fazer” – Lais Bodanzki, cineasta

Lista de todos os temas de redação do Enem

  • 1998: Viver e aprender
  • 1999: Cidadania e participação social
  • 2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional
  • 2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
  • 2002: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
  • 2003: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo
  • 2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
  • 2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira
  • 2006: O poder de transformação da leitura
  • 2007: O desafio de se conviver com as diferenças
  • 2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar
  • 2009: O indivíduo frente à ética nacional
  • 2010: O trabalho na construção da dignidade humana
  • 2011: Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado
  • 2012: Movimento imigratório para o Brasil no século 21
  • 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil
  • 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil
  • 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
  • 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
  • 2017: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
  • 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

 

G1

 

 

Redação do Enem que desrespeitar direitos humanos pode receber nota zero

Entre as regras a serem seguidas pelos candidatos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na elaboração da prova de redação está o respeito aos direitos humanos. Quem defender ideias avaliadas como contrárias aos direitos humanos poderá receber nota zero na redação.


De acordo com a Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017, divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), algumas ideias e ações serão sempre avaliadas como contrárias aos direitos humanos, como: defesa de tortura, mutilação, execução sumária e qualquer forma de “justiça com as próprias mãos”, isto é, sem a intervenção de instituições sociais devidamente autorizadas.

Também ferem os direitos humanos, a incitação a qualquer tipo de violência motivada por questões de raça, etnia, gênero, credo, condição física, origem geográfica ou socioeconômica e a explicitação de qualquer forma de discurso de ódio voltado contra grupos sociais específicos. Segundo o Inep, apesar de a referência aos direitos humanos ocorrer apenas em uma das cinco competências avaliadas, a menção ou a apologia a tais ideias, em qualquer parte do texto, pode anular a prova.

No ano passado, quando o tema da redação foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, foram anuladas as redações que feriram os direitos humanos porque incitaram ideias de violência ou de perseguição contra seguidores de qualquer religião, filosofia, doutrina, seita, inclusive o ateísmo ou quaisquer outras manifestações religiosas, além de ideias de cerceamento da liberdade de ter ou adotar religião ou crença e que tenham defendido a destruição de vidas, imagens, roupas e objetos ritualísticos.

De acordo com o Inep, a prova de redação do Enem sempre exigiu que o participante respeite os direitos humanos, mas, desde 2013, o edital do exame tornou obrigatório o respeito ao tema, sob pena de a redação receber nota zero.

A prova de redação, que será aplicada no dia 5 de novembro, exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. O candidato deve apresentar uma proposta de solução para o problema proposto, a chamada intervenção, respeitando os direitos humanos Também deve ser apresentada uma referência textual sobre o tema.

Agência Brasil

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Atraso na divulgação do Guia de Redação do Enem preocupa professores

Faltando três semanas para a prova de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os estudantes ainda não tiveram acesso ao Guia de Redação, documento que aponta o que será exigido do candidato na prova.

No ano passado, os critérios foram divulgados quase dois meses antes. Questionado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia que organiza a prova, afirma que liberará o guia na próxima semana. Professores e alunos, no entanto, estão preocupados com a demora da publicação em meio à mudança da banca que corrigirá os textos.

— O estudante precisa ter tranquilidade a respeito dos critérios de avaliação. A partir do momento em que o manual de redação, a algumas semanas da realização do Enem, não é divulgado, gera-se uma incerteza, uma insegurança. Não se sabe o que a banca, que não é a mesma do ano passado, vai desejar na elaboração do texto — afirma Elaine Antunes, professora do Colégio Andrews, do São Bento e coordenadora do curso Escreva.

Até ano passado, a prova era corrigida por uma banca selecionada pelo Cebraspe. Após rompimento do contrato no início do ano, o governo federal contratou a Vunesp, que realiza o vestibular da Fuvest, para a correção. A mudança cria expectativa sobre possíveis modificações nos critérios.

— Em ano de troca de banca corretora, não existir um documento que ratifique tudo o que a banca pretende como correção só cria margem para as mais diversas teorias conspiratórias — analisa Raphael Torres, professor do QG do Enem — Abre-se espaço para a possibilidade de que muitos professores, ou por interpretação ruim ou por má fé, acabem propagando ideias que são erradas ou que são possibilidades em meio a outras.

Torres cita um vídeo que circula na internet em que um professor menciona regras para a proposta de intervenção, uma das cinco competências cobradas na prova, mas que não existe em nenhum documento atual dizendo como será exigida esta habilidade.

INEP NEGA MUDANÇAS NA PROVA

Sobre a demora para a divulgação do manual, a professora Elaine Antunes afirma que o prejudicado, no final, é o aluno.

— Posso pensar em algumas possibilidades para esta demora: ou a banca se desorganizou a respeito do manual, ou quer mudar formas de procedimentos. Qualquer que seja o motivo já compromete a segurança de candidatos, que precisam de um norte para a redação — declara.

O Inep nega atraso e afirma que a divulgação do documento, na semana que vem, está dentro de seu planejamento para a prova. A autarquia também afirma que não devem existir mudanças no texto, apesar do novo consórcio.

“Não houve nenhuma mudança (no manual), ele apenas foi aprimorado para deixar mais claras algumas regras”, informa o órgão, por nota.

A prova de Redação acontecerá no dia 5 de novembro, junto com Linguagens e Ciências Humanas. O segundo dia de avaliação será no domingo, 12.

O Globo 

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Paraibana nota mil na redação do Enem fazia duas redações por semana

Candidata paraibana conseguiu tirar nota 1000 na redação do Enem 2016 (Foto: Terezinha Gayoso/Reprodução)
Candidata paraibana conseguiu tirar nota 1000 na redação do Enem 2016 (Foto: Terezinha Gomes/Reprodução)

A paraibana Tereza Gomes, de 23 anos, foi uma das 77 pessoas que alcançaram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com tema sobre intolerância religiosa, mais de 84 mil estudantes ficaram com nota zero. Para Teresa, o segredo é a dedicação e treino. “Fazia uma redação por semana até o meio do ano. Faltando dois meses para o Enem, comecei a fazer duas por semana”, confessou.

O ano de 2016 não foi fácil para Tereza. Com nota pouco acima de 600 na redação anterior, o susto foi grande. Matriculou-se em um cursinho e resolveu que seguiria firme na quinta tentativa de cursar medicina.

Em 2017, veio a surpresa: mil na redação. No entanto, Tereza espera pela inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Dedicou-se tanto a redação, que não deu tempo concluir com destreza as provas de “Linguagens” e “Matemática”.

“Eu tinha gostado muito, mas ninguém espera um mil, eu esperava acima de 900, mas fiquei bem feliz”, relatou Tereza. No entanto, o resultado não foi simplesmente sorte da estudante. Passou o ano inteiro se dedicando aos estudos. Separou um tempo especial para a redação. “Meu professor me ajudava muito, no começo do ano fazia os testes com o professor e tirava 880”, contou Tereza. Com as orientações do professor, a aluna foi melhorando.

A prova foi um grande trunfo para Tereza. No cursinho, o professor pediu uma redação com o tema de intolerância religiosa no Brasil. Com isso, a estudante conseguiu treinar e deixar viva na cabeça a ideia central do tema.

No Enem 2015, Tereza pontuou pouco mais de 600. Alcançar mil em 2017 trouxe tranquilidade para esperar pelo Sisu. “Me deixou mais tranquila, mas eu não sei, porque as outras provas não foram tão altas [as notas], no dia do Enem saí chorando porque não deu tempo terminar matemática, chutei algumas questões, e realmente isso baixou minha nota. Vou esperar para ver se dá para passar em alguma federal. Em qualquer federal”, declarou.

O gosto pela escrita não é antigo. Estudou, treinou e encontrou no método do professor uma maneira mais fácil e consciente para escrever no “nível mil”. “O professor me fez gostar, porque ele me disse como eu deveria fazer”, disse.

Quando abriu a página do Inep, não conseguiu acreditar. “Eu fiquei muito feliz, esperava acima de 900, porque eu tinha gostado muito da redação, mas mil ninguém espera”, confessou. Agora o que basta é esperar. Com as letras, Tereza já se deu muito bem. Se esse ano não for novamente o seu, ela promete tentar mais uma vez. “Só quero medicina, se eu não passar, vou tentar de novo”, concluiu.

Paraibana Tereza Gomes, de 23 anos, foi uma das 77 pessoas que alcançaram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Foto: Tereza Gomes/Arquivo Pessoal)Paraibana Tereza Gomes, de 23 anos, foi uma das 77 pessoas que alcançaram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Foto: Tereza Gomes/Arquivo Pessoal)
G1 PB

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Justiça nega pedido de suspensão da validade da redação do Enem 2016

(Foto: Divulgação/Polícia Federal)
(Foto: Divulgação/Polícia Federal)

A Justiça rejeitou, nesta quarta-feira (9), pedido do Ministério Público Federal de suspensão da validade da prova de redação do Enem 2016 por suspeita de vazamento. A decisão é do juiz José Vidal Silva Neto, da 4ª Vara da Justiça Federal no Ceará e tem caráter liminar (provisório). O Ministério Público Federal no Ceará disse que vai recorrer da decisão.

“A meu ver, não houve conhecimento antecipado pelos candidatos de qual seria o tema da redação do Enem-2016. A divulgação certa do tema apenas no início da prova assegurou que a capacidade de elaboração individual de texto escrito concatenado fosse medida efetivamente a partir e no tempo de duração da redação, em igualdade de condições para todos os candidatos”, afirma José Vidal Neto na decisão.

De acordo com o juiz, “a redação do candidato que teve acesso antecipado ao tema da redação, por causa de conduta criminosa individualizada, há de ser microscopicamente anulada, e o mesmo deve ser eliminado da disputa. No mais, não há nenhuma razão para anular a prova de todos os candidatos que se submeteram corretamente à redação, suportando de forma integral e escorreita os efeitos do sigilo do tema  e se submetendo a todos os rigores normalmente exigidos nesta etapa da seleção”.

MPF
O procurador Oscar Costa Filho, autor da Ação, disse ao G1 que vai recorrer das decisão. “O juiz entrou no mérito quando não era o momento para isso. Como pode dizer que não houve vazamento do tema se ele não teve acesso ao processo da Polícia Federal?”, questiona o procurador.

Além disso, o MInistério Público Federal questionou a remessa da Ação para a 4ª Vara, quando ela deveria ter sido diistribuída para a 8ª Vara da Justiça Federal. “[A Ação] que tramita perante o Juízo da 8ª Vara Federal o PJE nº  0814124-64.2016.4.05.8100 com as mesmas partes da presente ação, e o mesmo pedido formulado nesta ação. O  que difere  ambas as  demandas  é  apenas  a  causa de pedir, pois aquela se refere à não aplicação da Teoria da Resposta ao Item – TRI às provas de redação, e a presente versa sobre o vazamento do tema da primeira prova de redação ENEM 2016.1”, argumenta o procurador.

Para o procurador, houve vazamento do tema da avaliação e isso violou o tratamento isonômico que dever ser assegurado aos candidatos. O procurador da República Oscar Costa Filho entrou com a ação, no dia 7 de novembro, pedindo a anulação. De acordo com o MPF, o vazamento do tema da avaliação violou o tratamento isonômico que dever ser assegurado aos candidatos.

A prova de redação foi aplicada no último domingo (6). A Polícia Federal prendeu candidatos no Ceará e no Amapá flagrados com o tema do exame do Enem neste domingo (6).

Ações
O MPF-CE já teve um pedido de suspensão do Enem 2016 negado pela Justiça Federal quando solicitou, na quarta-feira (2), a suspensão das provas no país, após o Ministério da Educação (MEC) decidir adiar a prova para participantes que fariam o teste em escolas ocupadas em protestos contra a reforma do ensino médio e contra a PEC do teto dos gastos.

Flagrante em Fortaleza 
Na capital do Ceará, a polícia encontrou no bolso de um homem de 34 anos o tema e o texto da redação pronto para ser transcrito dentro das investigações da operação Embuste. Ele também recebeu o gabarito pelo celular e usou também um ponto eletrônico na sala do exame. Para a delegada da Polícia Federal Fernanda Coutinho, coordenadora de segurança do Enem no Ceará, a prova pode ter sido vazada. “Essa prova foi vazada de alguma forma e, não sabemos como ainda, mas os gabaritos chegaram a candidatos antes mesmo de o exame iniciar, isso é fato”.

A delegada disse que, geralmente, o esquema de fraude do Enem tem um “candidato piloto”, que faz a prova e informa as respostas para outro, que repassar o gabarito. Mas, neste ano, a Polícia Federal obteve informações de que os gabaritos foram divulgados no horário da prova e antes, por meio do aplicativo WhatsApp.

Operações
Neste domingo (6), segundo e último dia de provas do Enem, a PF fez duas operações para combater fraudes em oito estados. Ao todo, 14 pessoas foram presas. Na operação chamada Jogo Limpo, a PF informou que foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão.

Na operação denominada Embuste, a polícia desmontou uma quadrilha que transmitia respostas da prova para candidatos de três estados – Minas Gerais, Bahia e Ceará. Foram cumpridos 28 mandados, sendo quatro de prisão temporária. De acordo com a PF, a maioria dos candidatos que recorreram à fraude pretendia ingressar em cursos de medicina.

G1

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Ministério Público Federal pede anulação da redação do Enem

enemO Ministério Público Federal no Ceará ingressou com ação na Justiça Federal pedindo que seja decretada a nulidade da prova de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicada nesse domingo (06). De acordo com o MPF, o vazamento do tema da avaliação violou o tratamento isonômico que dever ser assegurado aos candidatos.

Operação realizada pela Polícia Federal (PF) no dia da prova prendeu, no Ceará, candidato que entrou em local de realização do Enem com rascunho da redação dentro do bolso e com ponto eletrônico. Em entrevista à imprensa, a delegada da PF Fernanda Coutinho afirmou que o candidato tinha tido acesso ao tema da redação e ao gabarito antes mesmo do início da prova.

O tema da Redação – Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil – também apareceu em publicação do Ministério da Educação (MEC) divulgada em 2015 para desmentir uma prova falsa às vésperas do Enem daquele ano.

Na ação contra o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o procurador da República Oscar Costa Filho pede ainda a concessão de liminar para suspender os efeitos da validade jurídica da prova de Redação até o julgamento do mérito. A medida, de acordo com o procurador, evitaria transtornos aos estudantes com divulgação de um resultado que posteriormente poderia ser alterado com o julgamento da ação.

O MPF aguarda o julgamento de recurso contra decisão da Justiça Federal que não acatou pedidos do órgão em ação movida no último dia 2 de novembro. No recurso, o procurador pediu que Judiciário se manifestasse quanto ao pedido adicional apresentado na quinta-feira, 3 de novembro. Na emenda, o MPF havia pedido que fosse suspensa a validade jurídica da prova de Redação do Enem até o julgamento da demanda, em alternativa à suspensão das provas realizadas no último fim de semana.

O Inep

Em nota, o Inep chamou o pedido de “tentativa de tumultuar” o processo.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) rechaça veementemente mais uma tentativa de tumultuar o Enem 2016, que foi realizado com absoluto sucesso para 5,8 milhões dos 8,6 milhões de inscritos, e esclarece:

1. O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016, “Caminhos para Combater a Intolerância Religiosa no Brasil” não é o mesmo de uma prova falsa divulgada às vésperas do Enem 2015, com o tema “Intolerância Religiosa no Século XXI”.

2. Abordar simplesmente o tema a intolerância religiosa no século XXI não permite que o participante desenvolva uma proposta de intervenção na realidade respeitando os direitos humanos, o que contraria os pressupostos metodológicos previstos no Edital do Enem.

3. O gráfico que apoia o desenvolvimento da redação do Enem 2016 é baseado em um estudo da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, de domínio público. O gráfico da prova falsa divulgada às vésperas do Enem 2015 é baseado no mesmo estudo, mas tem recorte diferente.

4. Portanto, trata-se de uma coincidência de assuntos que não afeta o Enem 2016 por não se tratar de um vazamento.

5. É importante ressaltar que todos os anos são veiculadas, em diversas redes sociais, provas de redação falsas com os mais variados temas de relevância social, que muitas vezes mantém uma relação com o que pode ser proposto em Redações do Enem.

6. A formulação do tema de redação do Enem é feita com a participação de professores de várias áreas do conhecimento que compõem o banco de elaboradores e revisores do Inep. Esses elaboradores e revisores são selecionados por meio de chamada pública nas Instituições Públicas de Ensino. É realizado um evento com a presença desses colaboradores onde são discutidos temas de ordem social, cultural, política ou científica, que propiciem propostas de intervenção social.

7. Na escolha dos temas de redação são levantados, pela comissão de especialistas, diversos assuntos que remetem a questões sociais que merecem discussão mais ampla e conscientização da sociedade. Cabe ressaltar que a escolha desses temas não são motivados exclusivamente por propagandas ou notícias atuais.

8. Na elaboração da prova de Redação são escolhidos alguns textos motivadores. Esses textos são, em sua maioria, retirados de sites de instituições governamentais. Procura-se obter dados oficiais que confirmem a questão abordada na proposta de redação. Os textos motivadores servem de apoio ao candidato para que reflita sobre o tema e possa dar o encaminhamento que julgar mais adequado dentro do tema proposto e respeitando os direitos humanos. Porém, eventualmente, textos motivadores para a proposta de redação podem ser obtidos em veículos de comunicação.

9. Por fim, o Inep condena o uso de mentiras e falsas polêmicas com objetivos políticos e sem qualquer compromisso com a Educação ou com os milhões de jovens que fizeram o Enem.

correiodaparaiba

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Persistência da violência contra a mulher é o tema da redação do ENEM

notas-do-enem“A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” é o tema para a redação, proposto neste domingo, 25, aos participantes da edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na prova de redação são avaliados aspectos relacionados às competências que devem ter sido desenvolvidas durante os anos de escolaridade. Os participantes devem defender uma tese – uma opinião – a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes, estruturados de forma coerente e coesa, de modo a formar uma unidade textual.

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Mil – Para conquistar um bom resultado na prova de redação do Enem, os participantes precisarão demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Será necessário também selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista, respeitando os direitos humanos.

O texto produzido pelos participantes será avaliado por, pelo menos, dois professores, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A soma de pontos de cada avaliador pode chegar a 1.000 pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.

Zero – A redação receberá nota zero se apresentar fuga total ao tema ou não obedecer à estrutura dissertativo-argumentativa. Os textos com até sete linhas ou que contiverem impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, bem como parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, ou ainda desrespeito aos direitos humanos, também serão avaliados com nota zero. O mesmo vale para os casos em que a folha de redação for entregue em branco, independente do conteúdo desenvolvido na folha de rascunho.

Correio da Paraiba com assessoria

Polícia Federal confirma vazamento do tema da prova de redação do Enem 2014

tema-da-redacao-do-enem-2014O delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Piauí, Alexandre Uchôa, confirmou que houve vazamento do tema da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 para estudantes piauienses.

A Superintendência da Polícia Federal do Piauí investiga desde o dia 13 de novembro denúncia do estudante piauiense Jomásio Barros, de 17 anos, que postou em sua conta no Facebook fotografia de seu telefone celular, que recebeu, através do WhatsApp uma imagem contendo o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio, a “Publicidade Infantil no Mundo”, 10h47 (11h47 no horário de verão e de Brasília), antes do início das provas.

Jomásio Barros prestou queixa na Polícia Federal e se disse indignado com o vazamento. No dia, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, informou em nota que não existia qualquer indício de que o tema tenha vazado, mas reforçou que a denúncia será apurada com rigor. Outros dois estudantes do Piauí também disseram que receberam a mesma imagem com o tema da redação.

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Segundo Barros, a imagem foi enviada por meio do aplicativo Whatsapp às 10h47 do domingo, uma hora e 13 minutos antes da aplicação do teste no Piauí. O jovem decidiu gravar um vídeo denunciando o ocorrido e compartilhá-lo na internet. Ele fez as provas do Enem no Colégio Machado de Assis, em Picos, no sul do Piauí.

O delegado Alexandre Uchôa afirmou que realmente houve vazamento do tema da redação do Enem, mas isso ocorreu já nos locais de aplicação das provas e não houve furto da prova de redação em uma gráfica ou empresa de transporte, o que tornaria o caso mais grave.

– Tecnicamente, o vazamento existiu, a perícia constatou que ele recebeu em seu celular o tema da prova antes do horário. Ele recebeu a foto minutos antes. Não foi vazamento da prova ter saído da gráfica, o vazamento pode ter ocorrido no local de aplicação das provas, mas a gente não tem ainda como comprovar o início do vazamento, mas foi poucos minutos antes das provas. Não quer dizer que vazou um dia antes, que a prova saiu da gráfica, não tenho nenhum elemento para dizer isso – falou o delegado federal.

Uchôa declarou que a perícia feita pela Polícia Federal no telefone celular do estudante Jomásio Barros confirmou o vazamento do tema da redação porque ele recebeu a fotografia da prova com o assunto, poucos minutos antes de entrar no local de aplicação das provas.

– Fizemos a perícia, que confirmou que ele recebeu a fotografia da prova com o tema da redação pouvcos minutos antes da prova.“Estamos continuando as investigações. A dificuldade de investigar o Enem está justamente em você identificar de quem passou para quem. Ainda estamos tentando ouvir algumas pessoas. A dificuldade é identificar quem passou primeiro porque a circulação no WhatsApp é muito rápida, mas vamos tentar fazer essa cadeia reversa, mas ainda estamos tentando e fazendo algumas diligências – declarou o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal no Piauí.

Segundo ele, foram identificados mais dois estudantes que receberam no mesmo horário a imagem com o tema da prova de redação do Enem 2015.

– Funciona assim: eu passo para ti, recebi de outro. Também tiveram outros casos isolados – acrescentou Alexandre Uchôa.

Ele declarou que o vazamento do tema da prova da redação do Enem no Piauí não tem relação com as fraudes registradas neste ano no Ceará e na Paraíba, que foram casos de cola, por ponto eletrônico, de pessoas que fizeram a prova com antecedência e uma quadrilha repassou o gabarito em troca de dinheiro pago pelos candidatos.

– No Ceará foi caso de ponto eletrônico e o caso do Piauí ainda não tem ligação com o da Paraíba, mas ainda estamos investigando – falou.

O Globo