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Mulher tenta matar idoso com facadas e vítima se recusa a identificar acusada

policiaUm idoso de 82 anos quase foi morto por uma mulher, em Solânea, neste domingo (02). Ela o agrediu com dois golpes de faca, mas a vítima se recusou a identificar a acusada, após a chegada da polícia. Por volta das 19h, o COPOM, foi informado, que o idoso havia dado entrada no Hospital Local, e que ele estava ferido com duas perfurações de faça peixeira nas costas e nos braços.

Um dos golpes teria atingido o pulmão da vítima, que contou que a mulher lhe pediu dinheiro e que ele a entregou R$ 10. Segundo ele, a mulher queria mais dinheiro e como não recebeu o agrediu e o esfaqueou pelas costas.

A vítima foi socorrida pelo Samu, levada para o Hospital de Solânea e depois encaminhada para o Hospital de Trauma de Campina Grande. Compareceu ao local, a guarnição da viatura 6932, que constatou a veracidade do fato, realizou rondas e conversou com a vítima, que não quis identificar a acusada.

Redação Focando a Notícia

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Renan se recusa a receber notificação do STF sobre afastamento do Senado

Andre Coelho / Agência O Globo
Andre Coelho / Agência O Globo

O oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) foi na noite desta segunda-feira à residência oficial do Senado para entregar ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a notificação da decisão do ministro Marco Aurelio Melo sobre o afastamento da presidência do Senado. Renan se recusou a receber o oficial. O peemedebista foi até a porta e voltou sem a notificação. O oficial saiu alguns minutos depois com os papéis na mão.

Segundo o secretário geral da mesa Senado, Bandeira de Melo, Renan alegou que não se pode receber notificação judicial após as 18h, segundo a lei.

Perguntado sobre como Renan reagiu à decisão do ministro do Supremo, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, disse que ele está tranquilo e que vai receber a notificação amanhã às 11h.

– Normalíssimo, frio, traquilo. Marcou para receber a notificaçao amanhã às 11 horas.

Há um entra e sai de caciques e ministros do PMDB e outros partidos da base na residência oficial do presidente do Senado, para reunião de emergência. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que mora na casa ao lado, na residência oficial da Câmara, fez o deslocamento de poucos metros até a casa do Senado de carro e escolta oficial para driblar o batalhão de jornalistas de plantão na porta.

O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que assumirá a presidência da Casa no lugar de Renan, saiu da reunião e foi para uma reunião da bancada do PT no Senado. O ex-presidente do Senado José Sarney, o ministro Helder Barbalho, os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Rose de freitas (PMDB-ES), Garibaldi Alves, deputado Hugo Mota, também foram se encontrar com Renan.

Renan foi afastado da presidência do Senado por liminar concedida pelo ministro do Supremo Marco Aurélio Mello, que concordou com os argumentos da Rede Sustentabilidade, autor da ação, de que quem é réu não pode fazer parte da linha de sucessão do presidente da República – no caso, os presidentes da Câmara e do Senado e o presidente do STF. O STF abriu na semana passada ação penal para investigar Renan por peculato — ou seja, desviar bem público em proveito particular. O processo apura se a empreiteira Mendes Junior pagou pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem o parlamentar tem uma filha. No lugar de Renan, assumirá a Presidência do Senado o petista Jorge Viana.

Em uma decisão de seis páginas, o ministro narra o julgamento da ação que questiona se réus podem ocupar cargos na linha sucessória da Presidência da República. Lembra que já há maioria no STF para proibir réus de ocuparem as Presidências da Câmara e do Senado, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Toffoli e que Renan é réu no Supremo.

“Mesmo diante da maioria absoluta já formada na arguição de descumprimento de preceito fundamental e réu, o Senador continua na cadeira de Presidente do Senado, ensejando manifestações de toda ordem, a comprometerem a segurança jurídica”, diz o ministro Marco Aurélio.
O Globo

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Agricultor se recusa a fazer sexo e é esfaqueado por mulher

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Uma mulher, identificada como “Baiana”, está sendo procurada pela polícia por ter esfaqueado, na noite desta segunda-feira (10), nas proximidades do posto de Combustíveis “O Courão”, na cidade de Sousa (PB), o agricultor Françueldo da Silva Benício, de 32 anos.

De acordo com a PM, a vitíma se negou a fazer sexo com a mulher e foi esfaqueado com golpes no dedo e no pescoço.

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Ainda segundo os policiais, a acusada tirou a roupa e queria fazer sexo com o agricultor que se negou e acabou sendo atingido com golpes de faca. Enfurecida, a mulher ainda subtraiu uma quantia de R$ 20 e depois fugiu com destino ignorado.

O agricultor foi socorrido em uma ambulância até o Hospital Regional de Sousa, onde recebeu atendimento médico e depois foi liberado.

Viaturas da Polícia Militar foram acionadas e compareceram ao local na tentativa de localizar e prender “Baiana”, que continua foragida.

MaisPB

Ex-deputado e sobrinho de desafeto de RC recusa ser secretário e justifica em rede social

FABIANO LUCENAO ex-deputado e vereador, além de empresário Fabiano Lucena, sobrinho do senador Cícero Lucena (PSDB), confirmou nesta terça-feira (15) ter recebido um convite para ser secretário ou exercer um outro cargo do Governo do Estado. No entanto, a resposta foi a recusa.

Ele chegou a conversar com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e apesar de uma boa conversa, segundo ele, não disse sobre do que se tratou o diálogo.

Fabiano usou a rede social para informar sobre o encontro, agradeceu o convite de fazer parte da gestão estadual, mas recusou.

Indagado a respeito de seu voto para governador, Fabiano declarou que espera pelo posicionamento do tio.

 

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PBAGORA

Eletricitários acusam Energisa de demitir sindicalista e companhia se recusa a falar

energisaO Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) acusa a Energisa de estar demitindo sindicalistas que lideraram a última greve da categoria, realizada no início deste mês.

Conforme a nota de repúdio emitada hoje pelo Stiupb, na última sexta-feira, o  dirigente sindical e membro do Conselho Fiscal da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Dráuzio Macedo foi demitido. Os eletricitários Alderivam Ferreira e Luciano Araujo estão recebendo represália por parte da empresa por terem participado do movimento grevista.

O ClickPB entrou em contato com distribuidora de Energia Elétrica na Paraíba para que esclarecesse as denuncias dos funcionários.  A assessoria de comunicação da Energisa informou que a empresa não vai se posicionar nem esclarecer o assunto, porque é de âmbito interno. “Não afeta o atendimento ao consumidor, não temos o que falar sobre isso”.

 

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Veja a nota de repúdio

Vimos tornar público, através dessa nota, o nosso repúdio ao comportamento antissindical da empresa ENERGISA. Na última sexta-feira, 23 de maio, o STIUPB recebeu a notícia da demissão do companheiro DRÁUZIO MACEDO, dirigente sindical de nossa entidade e membro do Conselho Fiscal da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), bem como membro da comissão da PLR 2014, eleita em assembleia geral dos trabalhadores no início do mês quando do movimento paredista realizado na empresa. Repudiamos também as punições aplicadas pela Diretoria da ENERGISA contra os companheiros ALDERIVAM FERREIRA e LUCIANO ARAUJO.

No início do mês os trabalhadores da Energisa entraram em greve exigindo da empresa uma PLR digna pelo trabalho realizado. É da ciência de toda a sociedade paraibana que a Energisa é uma das empresas que mais crescem no setor eletricitário do país. Não à toa, fez um aporte financeiro de R$1,2 bilhão para a compra do Grupo Rede, do Centro-Oeste, no final do ano passado. Somente neste ano, a Energisa já obteve um lucro calculado em R$168,9 milhões de reais. Enquanto isso, os seus trabalhadores recebem o menor salário da categoria eletricitária no Brasil, ficando abaixo inclusive do piso recebido pelos trabalhadores do comércio e da construção civil no Estado. Em troca, metas inalcançáveis e um assédio moral que comprometem profundamente a saúde dos seus funcionários é a prática diária da empresa.

Engana-se a empresa em pensar que com esta demissão e as suspensões de diretores do STIUPB ela irá calar a voz dessa categoria. Vemos em todo o país as fortes mobilizações e greves travadas pelos trabalhadores de diversos ramos da economia que enfrentam os patrões e as direções pelegas dos sindicatos.

O companheiro Dráuzio é um dos mais de 2.000 trabalhadores da Energisa que não se curvou aos desmandos da empresa e ousou lutar contra a exploração, tendo a ousadia inclusive de organizar a luta no seu local de trabalho indo contra a omissão de seu sindicato.

Vale destacar que, na manhã do dia 22, a comissão da PLR 2014 estava reunida com a empresa e, num ato tresloucado, a Energisa demite um legítimo representante dos trabalhadores. Este ato não ficará impune! A mesma categoria que ousa lutar contra a exploração da empresa saberá responder essa tentativa de intimidação à categoria em luta.

REPUDIAMOS veementemente a ATITUDE ANTISSINDICAL DA ENERGISA que não irá calar a voz, nem tampouco diminuir a altivez dessa categoria que deu uma demonstração autêntica de sua força, realizando uma das maiores GREVES dos últimos 15 anos. A empresa deveria, ao invés de suspender direitos e demitir lideranças, responder as reivindicações dos seus mais de 2.000 funcionários que entraram em GREVE unicamente para exigir um valor justo na Participação nos Lucros e Resultados da empresa.

 

clickpb

Preso por espancar mulher no litoral se recusa a colaborar com a polícia

Homem agrediu vítima com  pedaço de madeira (Foto: Reprodução / TV Globo)
Homem agrediu vítima com pedaço de madeira
(Foto: Reprodução / TV Globo)

A Polícia Civil em Guarujá, no litoral de São Paulo, apreendeu nesta quarta-feira (7) a bermuda usada, no momento do crime, pelo suspeito de participar da morte de Fabiane Maria de Jesus, espancada após um boato em uma rede social. O homem, que foi preso nesta terça-feira (6), se negou a dar informações sobre outros envolvidos no espancamento, mesmo após a polícia lhe oferecer o benefício de ficar em uma cela isolada.

O delegado Luiz Ricardo Lara afirma que o caso continua sendo investigado, e que dois moradores do bairro Morrinhos, local onde Fabiane Maria de Jesus foi espancada no último sábado (3), iriam comparecer à delegacia nesta quarta-feira para contar o que viram.  “Hoje a Polícia Civil deu continuidade às diligências que acontecem desde a morte da Fabiane. Enquanto algumas equipes vão a campo em busca de testemunhas presenciais, outras equipes analisam as imagens com o intuito de individualizar as pessoas que aparecem. Hoje vou ouvir duas testemunhas do crime”, explica Lara.

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Ainda dando continuidade à investigação, a polícia apreendeu a bermuda do suspeito de ter participado do espancamento. Ele está cumprindo prisão temporária. “Retornamos ao imóvel onde ele morava e conseguimos apreender a bermuda que Valmir usava na ação criminosa. A apreensão dessa bermuda, somada a confissão e aos reconhecimentos são provas inequívocas da sua participação no espancamento. Ele afirmou ser usuário de drogas e disse que diante do clamor público foi empurrado pela multidão. Ele afirmou estar arrependido e alegou  que agiu pensando que ela fosse uma criminosa”, afirma o delegado.

A polícia diz ainda que o homem preso temporariamente preferiu não identificar demais envolvidos no espancamento. “Ele apontou a participação de pelo menos 100 pessoas que agrediram Fabiane, mas que se sentia temeroso em apontar essas pessoas. Demos a oportunidade dele ficar em uma cela chamada de seguro, isolado, mesmo assim ele preferiu ficar em silêncio. Nós dependemos agora da ajuda da população local. Que procurem a polícia para dar outras informações”, finaliza o delegado.

Prisão
O delegado Claudio Rossi, da Delegacia Sede de Guarujá, informou que cinco pessoas suspeitas de participação no linchamento de Fabiane estão sendo identificadas.Segundo Rossi, um suspeito detido na terça-feira (6) já teve a prisão temporária decretada e foi encaminhado à Delegacia Sede.

Valmir Dias Barbosa, de 48 anos, foi detido no bairro Morrinhos, a mesma região onde a vítima vivia e foi atacada. Segundo a polícia, o homem confessou a participação na agressão que acabou resultando na morte de Fabiane. O homem foi reconhecido após as imagens do linchamento terem sido entregues à polícia. Outras duas pessoas foram levadas à delegacia. Segundo a polícia, elas testemunharam os fatos, conheciam a dona de casa e o homem que foi preso.

Barbosa alegou que tem filhos e que participou da ação por acreditar que as acusações à vítima – de que ela sequestrava crianças para rituais de magia negra – fossem verdadeiras. “Aconteceu e aconteceu. Não posso fazer mais nada”, disse o suspeito.

Familiares e amigos carregaram caixão de mulher espancada (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)
Familiares e amigos carregaram caixão de mulher
espancada (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)

Enterro
Centenas de pessoas acompanharam, na manhã desta terça-feira, o enterro de Fabiane, que deixa marido e dois filhos, um de 12 anos e outro de 1 ano. A cerimônia reuniu familiares e amigos que não se conformam com a crueldade do crime.

O enterro foi realizado no cemitério Jardim da Paz, no bairro Morrinhos. O marido de Fabiane, Jaílson Alves das Neves, disse que não sente ódio dos suspeitos. “Para mim a ficha não caiu. Apesar da brutalidade, não guardo ódio, não guardo esse sentimento ruim no coração. Espero que não aconteça com mais famílias. Essas pessoas que agrediram ela e as que assistiram e não tiveram a coragem de salvar uma pessoa inocente não deram nem tempo de defesa para minha esposa. Quero que eles reflitam e que isso não aconteça nunca com a família deles”, explica.

Protesto
Após o enterro de Fabiane Maria de Jesus, dezenas de amigos e familiares realizaram uma passeata no bairro Morrinhos. A população não quer que a imagem do local fique manchada por causa do crime brutal.

Maria José Dias era amiga da vitima há 25 anos e foi a última a ver Fabiane ainda com vida. “Ela foi buscar uma bíblia que tinha esquecido na igreja. Tinha pedido para que eu não esquecesse de rezar por ela. Ela estava bonita no sábado, tinha acabado de cortar e pintar o cabelo. Ela se despediu e disse que ia ao médico. A Fabiane nunca fez mal a ninguém. Tiraram o direito de uma bebê crescer ao lado da mãe. Isso não se faz. Essas pessoas chutaram uma mãe indefesa”, afirma.

Os manifestantes levaram faixas e cartazes com pedidos de justiça. “Minha maior revolta é que eles fizeram com que a imagem do meu bairro fosse destruída. Eles acabaram com a imagem das pessoas que moram aqui e que são honestas e de bem”, explica.

Internautas criticaram administrador de página Guarujá Alerta (Foto: Reprodução / Facebook)
Internautas criticaram administrador de página
Guarujá Alerta (Foto: Reprodução / Facebook)

Revolta de internautas
Dezenas de usuários da rede social criticaram duramente o administrador da página e um deles chegou a dizer que a página seria tão culpada quanto os agressores.

Em uma postagem feita no fim da tarde de segunda-feira, o dono da página afirma que está colaborando com as investigações e que não irá se pronunciar a respeito do caso para não atrapalhar o trabalho da polícia. Em alguns comentários, os usuários condenaram a publicação do retrato falado, mesmo sabendo que se tratava apenas de um boato.

De acordo com o delegado Luiz Ricardo Lara, que está à frente do caso, ainda é cedo para apontar a responsabilidade do administrador da página Guarujá Alerta. “Caso, durante a instrução do inquérito policial, seja vislumbrado que, de alguma forma, ele colaborou com o crime, na medida em que propalou esses boatos, enfim, que praticou uma infração penal, ele será responsabilizado por aquele ato”, afirma.

Retrato falado foi divulgado em 2012 (Foto: Divulgação / Polícia Civil)
Retrato falado foi divulgado em 2012
(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Confusão
De acordo com o inquérito, o retrato falado atribuído a Fabiane havia sido feito por policiais do Rio de Janeiro, da 21ª DP (Bonsucesso), em agosto de 2012. Na ocasião, uma mulher foi acusada de tentar roubar um bebê do colo da mãe em uma rua de Ramos, na Zona Norte da cidade.

Imagens de câmeras de segurança divulgadas na época mostraram uma mulher passando com a filha de 15 dias no colo e sendo seguida pela suspeita. A vítima estava levando o bebê para fazer o teste do pezinho em um posto de saúde. Ao sair da unidade, foi surpreendida pela mulher.

 

 

Estado de São Paulo recusa verbas federais para alfabetização de adultos

Fotos: Maurício Morais
Fotos: Maurício Morais

Depois de dez anos de estudo para realizar o sonho de aprender a ler e a escrever, Terezinha Brandolim, de 82 anos, se viu sem alternativa no começo deste ano: a escola em que estudava, no município paulista de Ribeirão Preto, fechou as duas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na qual estudavam pessoas de todos os níveis de escolaridade.

Com a impossibilidade de a mãe continuar os estudos, sua filha, Maria Zulmira de Souza, convidou-a para ficar em São Paulo, onde mora. “Mas todas as escolas aqui perto estavam fechando seus cursos de alfabetização”, conta. Ela, então, contratou uma professora particular, que dá aulas para “dona Tetê” três vezes por semana. “Resolvi fazer esse esforço porque deixei muito tempo na mão do governo, que dizia dar conta, mas não funcionava.”

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Dona Tetê faz parte do conjunto de 1,7 milhão de paulistas adultos que não sabem ler nem escrever, total equivalente à população de Curitiba. Ainda assim, São Paulo, segundo o Ministério da Educação (MEC), foi o único estado do país a não aceitar recurso do governo federal para alfabetização de adultos pelo Programa Brasil Alfabetizado neste ano. A verba, que varia segundo o número de alfabetizandos e alfabetizadores, poderia ser usada para pagamento de professores e coordenadores, além da aquisição de materiais pedagógicos para as aulas.

Com adesão das demais 25 secretarias de Educação (mais o Distrito Federal), o programa do MEC atende hoje 959 prefeituras. O objetivo é chegar ao final de 2013 em 3.359 municípios e 1,5 milhão de pessoas.

A Secretaria de Educação de São Paulo informou que o estado possui seu próprio programa na área, o Alfabetiza São Paulo, que atende a 25 mil alunos em 38 municípios, entre eles a capital paulista e Ribeirão Preto.

A verba para o projeto neste ano é de R$ 8.879.916. O montante não está discriminado no Orçamento do estado por, segundo a secretaria, estar incluído no Programa de Inclusão de Jovens e Adultos na Educação Básica, que atende a todas as etapas do ensino. O dinheiro, no entanto vai para ONGs, e não para as prefeituras.

As ONGs, segundo nota da secretaria, fazem uma “uma ação complementar ao trabalho que já deve ser realizado pelas administrações municipais”.

A secretaria reforçou que a alfabetização faz parte dos anos iniciais do ensino fundamental, de responsabilidade dos municípios, que ficaram livres para aderir ao programa federal. Apesar do programa estadual, 40 prefeituras paulistas aceitaram o apoio, com o qual 11.954 pessoas devem estudar neste ano. O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) não aderiu ao Brasil Alfabetizado no ano passado, o que possibilitaria sua implementação em 2013.

O especialista em Educação de Jovens e Adultos da ONG Ação Educativa, Roberto Catelli, questiona o programa. “O Alfabetiza São Paulo não dá conta da demanda. Está longe de dar, por isso, o estado não deveria deixar de aceitar ajuda”, avalia. “Um programa não inviabiliza o outro, pelo contrário.”

Ribeirão Preto, onde mora dona Tetê, participa dos dois programas. “O estado defende que o percentual de analfabetos é baixo, mas em número absolutos é muito alto. Só na cidade de São Paulo são 300 mil, segundo dados do Censo de 2010, quase a população da cidade mineira de Uberaba”, afirma.

Catelli lembra também que o Brasil Alfabetizado, do governo federal, peca na falta de avaliação dos resultados alcançados e por não propor meios de os alunos continuarem estudando depois de alfabetizados. “Temos dados que provam que menos de 10% continuam na escola”, afirma.

Esforço reconhecido

Segundo Maria Zulmira, filha de dona Tetê, ela avançou muito de janeiro, quando começou a ter aulas particulares, até agora. “A gente sai na rua e eu tento ler as placas”, conta Tetê. “Qual aquela que você leu que me deixou emocionada?”, pergunta Maria Zulmira. “Imperatriz”, respondeu a mãe, orgulhosa.

Dona Tetê 2“Fui em muitas escolas municipais e estaduais, mas era muito difícil”, conta dona Tetê. “Quando eu estava na escola, as professoras davam mais atenção para quem estava sabendo mais. Ela dava exercício que nem para criança e depois, no mesmo instante, dava aqueles problemas grandes, com contas muito fortes. Eu não fazia nem as pequenas quanto mais as grandes… Aí eu só copiava… cheguei até a chorar na escola.”

Dona Tetê, natural do município de Monte Azul Paulista, a 420 quilômetros de São Paulo, não pôde seguir seus estudos na infância por ter de ajudar os pais, dois colonos agricultores, nos períodos de colheita. “Sempre tive vontade de voltar a estudar. Mesmo depois de casada tive que trabalhar muito. Meu marido e meus filhos tentaram ajudar, mas a gente ficava só um pouco no estudo e depois tinha que voltar para a roça”, conta.

“Aprender a ler é tudo, muda tudo. Eu fico em casa de noite sozinha, sentada no sofá, olhando a televisão. Só tem a TV e eu não gosto muito. Mas, se eu soubesse ler, eu pegava um livro ou escrevia algo”, diz. “Quando eu aprender, quero fazer a leitura da igreja para todo mundo ouvir”, planeja. Outra vontade é retornar para Ribeirão Preto, para estar mais perto da família e dos amigos.

“Eu já chorei muito pela falta da leitura. Chegam as correspondências em casa e eu tenho que dar para os outros lerem. Quando meu marido morreu, há 30 anos, tive que buscar trabalho sem saber ler. Eu só fazia limpeza e trabalhava na roça. Faz falta, muita falta.”

Para Maria Zulmira, alfabetizar a mãe virou um desafio pessoal. “Eu faço questão de contar a história da minha mãe porque eu imagino que essa deva ser a história de muitas outras pessoas. Deve haver tanta gente adormecida que nem minha mãe. Quantos artistas e escritores poderiam ter sido produzidos neste país? Quantas pessoas poderiam ter tido a oportunidade de realizar seus sonhos?”

 

 

por Sarah Fernandes, da RBA

Juiz não concorda com polícia e MPE e se recusa a arquivar investigação eleitoral em Solânea

osenivalO juiz eleitoral de Solânea, Osenival dos Santos Costa, não gostou nem um pouco do resultado de um inquérito da Polícia Civil do município, que ao final recomendou arquivar o processo contra um candidato a vereador investigado por compra de votos. Instado a se pronunciar, o Ministério Público também chegou a conclusão de que não havia elementos para condenar Tiago José Lourenço Pereira.

 

Em ato judicial publicado no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), o magistrado mostra-se perplexo com as conclusões a que chegaram a Polícia Civil e o Ministério Público sobre o caso. “Datissima venia, discordo do parecer ministerial (…), pois o caderno processual demonstra, em tese, na nossa ótica, a incidência de ilícito eleitoral”, pontuou Osenival dos Santos.

 

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Segundo o juiz, não há qualquer justificativa para que diversas requisições de exames, laudos e receituários médicos em poder do então candidato a vereador sejam ignoradas. Ele não se conforma, por exemplo, que a desculpa de que os documentos teriam sido encontrados no veículo por mero esquecimento de uma servidora municipal, no veículo oficial guiado pelo candidato Tiago que exerceu atividade justamente na dita Secretaria, fazendo esse trabalho e que, à época dos fatos, estava afastado ou exonerado da função que ali exercia. “Por outro lado, o documento de fls. 25 (material de propaganda eleitoral) consta a relação de inúmeras pessoas, a maioria empresários, com indicativo de quem esses empresários apoiavam na campanha do candidato Tiago José Lourenço Pereira.

 

Nesse sentido, o magistrado rejeitou o requerimento para arquivamento da denúncia e disse entender que a Justiça Eleitoral precisa fazer uma melhor apuração dos fatos para não contribuir, conscientemente, para a prática de ilícitos eleitorais.

Fonte: Blog do Marcos Alfredo

Cesp recusa oferta do governo e pode comprometer plano de energia

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) rejeitou, em assembleia de acionistas nessa segunda-feira (3), a oferta do governo federal para aderir ao plano de barateamento de energia elétrica. Com a decisão, a empresa, controlada pelo governo de São Paulo, abriu mão de ter as concessões das usinas hidrelétricas de Ilha Solteira, Jupiá e Três Irmãos renovadas por 30 anos.

Esses empreendimentos terão que ser devolvidos ao governo federal ao final das concessões, e deverão ser relicitados. A negativa da Cesp pode comprometer a meta do governo de reduzir o valor conta de luz em 2013 entre 16,2% e 28%. Juntas, as três usinas da empresa produzem 5.802 MW, o que equivale a 26% de toda a energia que o plano pretende baratear (cerca de 22 mil MW).

A negativa da Cesp foi bem recebida pelos investidores: as ações da empresa subiram quase 8% na Bovespa, liderando a alta entre os papéis que compõem o Ibovespa.

Para renovar as concessões de empreendimentos do setor elétrico que vencem entre 2015 e 2017, alvo do plano, o governo exige que as empresas aceitem, a partir do ano que vem, uma remuneração até 70% inferior à que recebem atualmente pela prestação do serviço.

A medida levaria a uma redução no preço da energia produzida por elas na mesma proporção. O plano prevê a transformação dessa energia mais barata em cotas que serão repassadas a todas as distribuidoras do país, fazendo com que o benefício chegue até os consumidores.

Com a ausência das usinas da Cesp, o governo dispõe de menos energia do que o previsto para promover o barateamento, o que compromete a meta do plano. A decisão da empresa permite que ela continue a receber a remuneração mais alta até o fim das concessões.

A decisão dos acionistas acontece poucos dias depois de o governo ter anunciado aumento na indenização que seria paga à Cesp por investimentos não amortizados (pagos via tarifa) na usina Três Irmãos. Com a medida, que segundo o governo foi adotada por erro de cálculo, a compensação passaria de R$ 985,6 milhões para R$ 1,737 bilhão.

O valor se soma aos R$ 20 bilhões em indenizações às 15 empresas de geração e 9 de transmissão que, num primeiro momento, haviam aceitado renovar suas concessões dentro das condições do plano para baratear a conta de luz. Com a ausência da Cesp, esse valor sofrerá alteração.

Indenização baixa
O presidente da Cesp, Mauro Arce, disse que a recusa se deve aos valores de indenização e remuneração oferecidos pelo governo, considerados muito baixos. Segundo ele, se aderisse ao plano, a empresa receberia R$ 184 milhões pela prestação do serviço a partir do ano que vem, enquanto seus custos estão na faixa dos R$ 270 milhões.

Além disso, a indenização oferecida pelos ativos não amortizados, de R$ 1,737 bilhão, está bem longe dos R$ 7,123 bilhões a que a Cesp acredita ter direito. A concessão de Três Irmãos venceu em 2011. A das outras duas, vence em 2015.

“Por incrível que pareça, nesses dois anos a mais de concessão eu consigo pagar a dívida da empresa, que é de R$ 3,8 bilhões. Com a indenização do governo, não dá”, disse Arce, que também apontou como problema o fato de a medida provisória que renova as concessões ainda não ter sido aprovada pelo Congresso.

Ele negou que, com a decisão, o governo paulista, controlador da Cesp, queira atrapalhar o plano de barateamento de energia do governo federal. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é do PSDB, partido que faz oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff.

“Nós todos, cidadãos, gostaríamos que baixasse a tarifa de energia. Só que não dá para fazer a ponto de quebrar a empresa. A Cesp não participar, vai dar uma diferença, mas não vai inviabilizar o plano”, disse ele.

Eletrobras

Mais cedo, a Eletrobras aprovou, em assembleia de acionistas, a adesão da empresa ao plano do governo. A decisão já era esperada porque a União controla a empresa, com 52% das ações. Acionistas minoritários protestaram contra o resultado.

Assim, a Eletrobras aceita as condições impostas para ter renovadas por 30 anos as concessões de 16 usinas hidrelétricas e 49 mil quilômetros de linhas de transmissão que vencem entre 2015 e 2017.

Para conquistar a renovação, porém, a Eletrobras aceita receber, a partir de 2013, remuneração até 70% inferior à atual pelo serviço prestado por esses empreendimentos. A queda na remuneração vai levar a Eletrobras a uma perda de anual de cerca de R$ 8 bilhões – o equivalente a 25% da receita da empresa, que é de R$ 31 bilhões.

Nas últimas semanas, a expectativa de perdas levou a queda no valor das ações da Eletrobras. Além da remuneração, considerada baixa, os investidores também ficaram descontentes com os R$ 14 bilhões oferecidos pelo governo para indenizar a empresa por investimentos feitos e que não terão tempo de ser amortizados (pagos via tarifa).

G1