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Deputado Chió condena licenciamento recorde de novos agrotóxicos e propõe leis de proteção ao meio ambiente 

Em demonstração prática do quanto cada brasileiro consome de agroquímicos, por ano, através de alimentos, o deputado Estadual Chió (REDE) realizou duro pronunciamento na Assembleia Legislativa, sobre a atual política de liberação de agrotóxicos no país, propondo leis para disciplinar a aplicação em território paraibano.

“O brasileiro ingere, por ano, 7,3 litros de agroquímicos através dos alimentos. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo. Diversos problemas de saúde, sejam neurológicos, motores e mentais, estão diretamente associados ao consumo de agrotóxicos, além de vários tipos de câncer”, explicou o Chió.

O parlamentar criticou a liberação em larga escala de agroquímicos no país, sobretudo, pelo impacto ambiental. “Em menos de seis meses de gestão, o Ministério da Agricultura e o Governo Federal já liberaram 166 tipos de agroquímicos. Um movimento oposto ao que acontece em todo o mundo, quando países buscam eliminar completamente o uso deste recurso”, ponderou Chió.

Meio Ambiente   

O parlamentar alertou o fato de que os agrotóxicos representam a segunda maior causa de contaminação de rios no Brasil. “Além de alcançar nossos lençois subterrâneos, a aplicação desenfreada de agroquímicos é responsável pela matança de diversas espécies da nossa fauna e flora, pela infertilização do solo e intoxicação do ar”, completou Chió.

Contribuição Parlamentar

Na tribuna, o deputado relacionou Projetos de Lei pela preservação do meio ambiente e controle do uso de agroquímicos em território paraibano. “Estamos propondo uma proibição à pulverização aérea de agrotóxicos e químicos em geral em todo o estado. Estamos propondo também, a obrigação da procedência legal da madeira nativa utilizada em obras, serviços e aquisições da administração pública Estadual, além da proibição da distribuição gratuita de sacos plásticos descartáveis em supermercados, entre outros projetos”, destacou o parlamentar.

Fonte: Ascom Deputado Estadual Chió (REDE) 

 

 

Sem Lula, soma de brancos e nulos pode ser recorde histórico

As eleições presidenciais de 2018 podem bater o recorde de votos nulos e brancos. Nas pesquisas em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é apresentado como opção, aproximadamente um em cada quatro eleitores diz que não votará em nenhum candidato no 1º turno.

No último levantamento do Datafolha, 22% dos entrevistados indicaram que vão anular ou votar em branco se Lula estiver fora do páreo. No Ibope, esta taxa foi ainda maior: 29%. Nos cenários em que Lula aparece, os números caem para 11% e 22%, respectivamente.

Lula é o candidato do PT à Presidência, mesmo preso em Curitiba desde 7 de abril
Lula é o candidato do PT à Presidência, mesmo preso em Curitiba desde 7 de abril

Foto: Estrela / Getty Images

Há um elemento imponderável que é a possível transferência de votos de Lula para Fernando Haddad, vice da chapa do PT que substituirá o ex-presidente se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impugnar sua candidatura.

Até o momento, o ex-prefeito de São Paulo aparece com apenas 4% das intenções de voto, de acordo com os dados do Ibope e do Datafolha. As pesquisas indicam que uma parte dos votos de Lula está sendo distribuída entre todos os candidatos, mas a maioria está migrando para brancos e nulos somados.

TSE e discurso dos candidatos

Para o professor de Ética e Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roberto Romano, a adesão do eleitor quanto à escolha de um candidato vai depender de dois fatores: o caminho que irá tomar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso Lula e a capacidade dos presidenciáveis de atrair os eleitores com seus discursos.

“Podemos até fazer prognósticos sobre aumento ou redução do número de eleitores que vão às urnas com um nome definido, mas as decisões dependem das definições da Justiça e de um posicionamento mais claro dos candidatos”, avalia Romano.

Segundo ele, o único partido com uma estratégia clara até o momento é o PT, que pretende manter Lula como candidato até uma eventual e provável impugnação para aumentar a capacidade de transferência de votos para Haddad. “Fora a estratégia do PT, com o Lula até o último momento, todos os demais candidatos estão na fase de ensaio e erro”, afirma.

Candidatos à presidência que participaram dos dois primeiros debates, sem a presença do PT: Cabo Daciolo (Patriotas), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (REDE)
Candidatos à presidência que participaram dos dois primeiros debates, sem a presença do PT: Cabo Daciolo (Patriotas), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (REDE)

Foto: Paulo Whitaker / Reuters

Por enquanto, segundo ele, “exceto por Lula e Bolsonaro, nenhuma campanha decolou”. Por isso, “o mais provável é que o eleitor do Lula, não podendo votar nele, deságue no voto nulo”.

Com relação a Haddad, Romano diz que o eventual sucesso de sua candidatura dependerá do poder de articulação política do ex-presidente, mesmo preso desde o dia 7 de abril em Curitiba, e da liberdade que ele terá para debater estratégias com membros do partido e da campanha. “Se o Lula conseguir a proeza de transferir 60% dos votos para o Haddad, com certeza o número de brancos e nulos cairá”.

A evolução dos votos brancos e nulos

As eleições de 1º turno para presidente com a maior quantidade de votos nulos e brancos desde a redemocratização foi a de 1994, seguida de perto pela de 1998, de acordo com dados do TSE. Em cada uma delas, a soma de nulos e brancos foi de 18,8% e de 18,7%, respectivamente. Nas duas, o eleito foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

De 2002 a 2014, a preferência do eleitor por algum candidato se manteve razoavelmente estável, oscilando entre 8% e 11%. Em ordem cronológica, a soma de nulos e brancos em cada uma delas foi de 10,4%, 8,4%, 8,6% e 9,6%. Em todas elas, o PT saiu vencedor, sendo as duas primeiras com Lula e as outras com Dilma Rousseff, que acabou sofrendo o processo de impeachment no segundo mandato, em 2016.

Para o professor da Unicamp Roberto Romano, a desconfiança da população nas instituições representativas e até na própria democracia se intensificou nos últimos anos. “Essa situação estrutural pode se manifestar em uma situação conjuntural da eleição”, acredita.

De uma forma geral, Romano acredita que a tendência do eleitorado é de não se mobilizar para as eleições. “Temos uma histórica divergência de perspectiva entre a sociedade brasileira e os partidos políticos. Há uma espécie de divórcio entre a opinião pública e a política, que tende a se agravar. Nessa eleição, isso está cada vez mais evidente”.

Terra

Com 41 mil casos, Europa registra recorde de infectados com sarampo

Cais de 41 mil crianças e adultos foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018 na Europa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O número é maior que o verificado em todos os outros anos desta década. Desde 2010, 2017 foi o ano com maior número de casos: 23.927. Ao menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano.

“Após o menor número de casos da década, em 2016, estamos vendo um aumento significativo de infecções e surtos estendidos”, diz Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

“Pedimos a todos os países que implementem imediatamente medidas abrangentes e adequadas ao contexto para impedir a propagação dessa doença. A boa saúde para todos começa com a imunização e, enquanto o sarampo não for eliminado, não cumpriremos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

Sete países da região tiveram mais de 1 mil infecções em crianças e adultos este ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Federação Russa, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida, com mais de 23 mil pessoas afetadas; isso representa mais da metade do total regional. Mortes relacionadas ao sarampo foram relatadas em todos esses países, com a Sérvia registrando o maior número (14).

Segundo o órgão, 43 dos 53 países da região interromperam a propagação endêmica do sarampo e 42 interromperam a disseminação da rubéola (com base nos relatórios de 2017).

Campanha no Brasil

No Brasil, a Campanha Nacional contra a Poliomielite e o Sarampo atingiu a metade do público-alvo, de acordo com o Ministério da Saúde. O esforço para vacinar crianças de 1 a 5 anos segue até 31 de agosto.

No total, mais de 11 milhões de doses das vacinas contra a pólio e sarampo (cerca de 5,5 milhões de cada) foram aplicadas até esta segunda-feira (20), alcançando 50% das crianças de um ano a menores de cinco em todo o país.

G1 

SP frustra público recorde, perde do Coritiba e volta ao Z-4

O apoio de mais de 50 mil torcedores não bastou para o São Paulo vencer o Coritiba na partida que marcou o reencontro de Hernanes com o Morumbi. Na noite desta quinta-feira, o time tricolor teimou em desperdiçar chances de gol e acabou derrotado por 2 a 1, em duelo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico Marcelo Oliveira mandou a campo uma formação alternativa, já que eram mais de dez desfalques. Entre eles os dos atacantes Kleber Gladiador e Henrique Almeida. Mesmo assim, os reservas se superaram com organização e aproveitaram as oportunidades perdidas pelos mandantes.

Com gols de Thiago Carleto e Filigrana, o Coritiba chegou aos 22 pontos e ganhou cinco posições, subindo para o 12º lugar. De quebra, o clube paranaense empurrou o São Paulo de volta para a zona de rebaixamento, da qual havia saído após seis rodadas. Portanto, o time treinado por Dorival Júnior parou nos 19 pontos e caiu para a 17ª colocação.

Na última rodada do primeiro turno, o São Paulo tentará reabilitar-se na competição contra o Bahia, neste domingo, às 16 horas (de Brasília), em Salvador. No mesmo dia e horário, o Coritiba, que não vencia há quatro jogos, receberá a Chapecoense, no Couto Pereira.

Foto: Bruno Ulivieri/Raw Image / Gazeta Press

Torcida faz bonito, time faz feio

Os 53.635 mil torcedores pagantes que lotaram o Morumbi quebraram o recorde de público do Campeonato Brasileiro 2017. A marca anterior pertencia ao próprio São Paulo, que havia levado 51.511 pessoas no empate por 1 a 1 com o Grêmio, no último dia 24.

Agora, o São Paulo chegou à marca de 257.750 mil torcedores presentes em seus nove jogos que fez em casa no Brasileirão. Com 28.638 mil pessoas em média por jogo no Morumbi, o clube paulista ultrapassou o Grêmio (26.117) e assumiu o terceiro lugar dentre os participantes da competição, ficando atrás somente de Corinthians (37.544) e Palmeiras (33.476).

Foto: Miguel Schincariol / Gazeta Press

São Paulo desperdiça chances no primeiro tempo

Com chances de gol para ambos os lados, a partida começou de modo eletrizante. Logo aos três minutos, Marcinho recebeu em profundidade pela direita e viu o marcador que o acompanhava cair sozinho. O atacante invadiu a área e tinha Cueva e Pratto livres como opções, mas preferiu dar uma cavadinha, para encobrir o goleiro Wilson. Só que ela saiu fraca demais, dando tempo para o lateral Léo tirar a bola quase em cima da linha.

Na sequência, a resposta: Arboleda furou o cruzamento que veio da esquerda e Alecsandro aproveitou para testar. A cabeçada, porém, saiu fraca, a tempo de Renan Ribeiro fazer a defesa.

Foto: Léo Pinheiro/FramePhoto / Gazeta Press

Se por um lado o São Paulo incomodava no ataque, do outro cometia muitos erros defensivos. Um deles quase resultou em gol alviverde. Aos 20, o Coritiba cobrou lateral na área são-paulina, a zaga se atrapalhou e perdeu para Jonas, que foi travado na finalização. Na sobra, Alan Santos, sem marcação, isolou por cima.

Com dificuldades de passar pelo bloqueio paranaense, o São Paulo precisou de um chute de longe para criar a melhor oportunidade do primeiro tempo. Aos 26, Marcinho recebeu na intermediária e soltou a bomba, exigindo grande defesa de Wilson. No rebote, Cueva dominou livre na pequena área e mandou para fora, desperdiçando chance incrível. Os tricolores voltariam a lamentar aos 44 minutos, quando Rodrigo Caio subiu sozinho, mas testou longe da meta adversária.

Foto: Mauro Horita / Gazeta Press

Coritiba aproveita erros e constrói vitória

O São Paulo voltou com o ímpeto menor e foi castigado por isso. Sem a mesma intensidade da primeira etapa, os donos da casa viram os visitantes ficarem mais com a bola em seu campo de ataque. Tanto que Rildo recebeu na esquerda e partiu partiu para cima de Bruno, invadiu a área e recebeu um tranco infantil do lateral são-paulino. Na cobrança do pênalti, aos 12 minutos, Thiago Carleto, ex-São Paulo, bateu forte no canto direito, sem chances para Renan.

O gol, contudo, acordou o São Paulo. Em um intervalo de dois minutos, o time da casa teve duas grandes chances para empatar. Aos 14, Hernanes deu ótimo lançamento para Pratto, que entrou na área livre de marcação e chutou em cima de Wilson. No rebote, Petros tocou para Cueva finalizar, mas a zaga desviou em escanteio. Na cobrança, Rodrigo Caio subiu no terceiro andar e testou no travessão.

Foto: Miguel Schincariol / Gazeta Press

Aos 21, a torcida tricolor chegou a gritar “gol”, mas de forma impressionante a bola teimou em não entrar: Cueva bateu escanteio no primeiro pau, Arboleda desviou para Jucilei, livre na pequena área, mandar por cima do gol. Como quem não faz toma, o Coritiba ampliou a vantagem no minuto seguinte.  Alecsandro abriu o jogo para Rildo, que puxou para o meio e encontrou Filigrana livre na direita da área. O jogador, que havia acabado de entrar, bateu colocado na saída de Renan, dando números finais à partida.

Nos minutos finais, o São Paulo se lançou ao ataque na base do abafa. Após uma série de “milagres” do arqueiro do Coritiba, quando parecia que a bola não entraria, o clube tricolor conseguiu diminuir aos 43 minutos, quando Denilson aproveitou cruzamento de Gomez para empurrar para as redes. No entanto, os paranaenses conseguiram se segurar atrás e estragaram a festa no Morumbi.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 X 2 CORITIBA

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Data: 03 de agosto de 2017, quinta-feira

Horário: 19h30 (de Brasília)

Árbitro: Péricles Bassols Cortez (PE)

Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite (ambos de PE)

Público: 53.635 torcedores

Renda: R$ 1.464.246,00

Cartão Amarelo: Bruno, Arboleda e Rodrigo Caio (São Paulo); Jonas, Alan Santos, Matheus Galdezani, Yan Sasse e Wilson (Coritiba)

Cartão Vermelho: –

Gols:

CORITIBA: Thiago Carleto, aos 12, e Filigrana, aos 22 minutos do 2º tempo

SÃO PAULO: Denilson, aos 43 minutos do 2º tempo

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Bruno (Marcos Guilherme), Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei (Denilson), Petros e Hernanes (Jonatan Gomez); Marcinho, Lucas Pratto e Christian Cueva

Técnico: Dorival Júnior

CORITIBA: Wilson; Léo, Márcio, Thalisson Kelven (Romercio) e Carleto; Alan Santos, Jonas (João Paulo), Matheus Galdezani e Yan Sasse (Filigrana); Rildo e Alecsandro

Técnico: Marcelo Oliveira

Gazeta Esportiva

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Recorde de investigados: mais da metade dos senadores responde a acusações criminais no STF

Pelo menos 44 dos 81 integrantes da Casa são alvos de inquérito ou ação penal no Supremo. Um deles está condenado a quase cinco anos de prisão pelo Supremo desde 2013 e se mantém em liberdade e no mandato graças a recurso ainda não julgado.

Caso seja confirmada pelo Congresso Nacional, a extinção do foro privilegiado vai transferir do Supremo Tribunal Federal (STF) para outras instâncias da Justiça uma centena de acusações criminais contra mais da metade do Senado. Nunca tantos integrantes da Casa estiverem sob suspeita. Dos 81 senadores, pelo menos 44 respondem a inquéritos (investigações preliminares que podem resultar em processo) ou ações penais (processos que podem terminar em condenação). Dessa bancada, 41 participaram da votação, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição (PEC 10/2013) que acaba com a prerrogativa de parlamentares e milhares de outras autoridades de serem julgadas por tribunais específicos, como o Supremo.

O texto prevê a manutenção do foro apenas para os presidentes da Câmara, do Senado e da República para crimes relacionados ao mandato. A proposta foi aprovada, às pressas, no início da noite de quarta-feira (26), após um repentino acordo entre as lideranças partidárias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pela manhã.

A LISTA DOS SENADORES SOB INVESTIGAÇÃO

Todos os 75 senadores presentes em plenário votaram a favor da mudança. Entre eles, Ivo Cassol (PP-RO), condenado a quase cinco anos de prisão pelo STF, em 2013, mas que ainda se mantém em liberdade e no exercício do mandato graças a um recurso ainda pendente de análise no tribunal. A Procuradoria-Geral da República já pediu que ele comece a cumprir a pena. Mas os ministros interromperam o julgamento do recurso no ano passado e não marcaram data para retomar o caso. Cassol entrou recentemente para a lista da Lava Jato.

A PEC, de autoria de Alvaro Dias (PV-PR), precisa passar por nova votação no Senado antes de seguir para a Câmara. No segundo turno, mais uma vez será necessário o apoio de pelo menos 49 senadores. Ou seja, sozinha, a bancada dos investigados tem poder quase que para mudar a Constituição. Juntos, os senadores investigados acumulam 107 inquéritos e 15 ações penais. Oito deles já são réus. Ou seja, tiveram denúncia aceita pelo Supremo, que entendeu haver indícios de que esses parlamentares cometeram os crimes atribuídos a eles pela Procuradoria-Geral da República.

Corrupção, lavagem de dinheiro, desvio ou apropriação de verba pública e crimes eleitorais e contra a Lei de Licitações são algumas das acusações que mais se repetem contra os senadores. Entre os investigados, estão 28 suspeitos de receber dinheiro ilicitamente de empreiteiras ou do esquema de corrupção na Petrobras. Um deles é o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o único, entre todos os senadores investigados, que seguiria com foro no Supremo caso a mudança constitucional seja confirmada.

A sugestão para que a proposta saísse da CCJ diretamente para o plenário, ainda na quarta, foi feita pelo atual líder do PMDB e ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL), que acumula mais de dez inquéritos relacionados à Lava Jato.

Desde que o ministro Edson Fachin autorizou a abertura de 76 novos inquéritos para investigar políticos e autoridades com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht, o número de senadores encrencados na corte saltou de 34 para 44 – um recorde na história do Senado. A pedido do procurador-geral da República, com base nos relatos dos delatores, o relator da Lava Jato determinou investigação contra 24 senadores. Além de Eunício, também entraram na mira da Lava Jato nomes como o do ex-ministro das Relações Exteriores José Serra (PSDB-SP) e o do presidente do PSDB, Aécio Neves (MG).

De acordo com números apresentados pelo relator, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), mais de 38 mil autoridades no país têm foro por prerrogativa de função. Instância julgadora dos congressistas, o Supremo sempre foi visto como um caminho para a impunidade. Só em 2010 o tribunal condenou pela primeira vez um parlamentar.

Por isso, no momento em que o Senado atinge o maior número de investigados de sua história, chamou a atenção a pressa da Casa em votar o fim do foro privilegiado, uma proposta que enfrentava resistência desde que foi apresentada, em 2013.

Dois são os motivos apontados, nos bastidores, para essa repentina celeridade: o primeiro era o risco de congressistas assistirem ao Supremo extinguir, já em maio, o foro privilegiado apenas para deputados e senadores (o texto aprovado acaba com a prerrogativa para todas as autoridades, inclusive do Judiciário e do Ministério Público); o segundo é tentar embaralhar as investigações da Lava Jato, retardando a tramitação de seus processos até uma eventual prescrição na Justiça em seus estados. Há, ainda, quem aposte que tudo não passou de um jogo de cena, que os senadores tentaram passar uma imagem positiva para a sociedade por entenderem que a Câmara tenderá a segurar ou rejeitar a proposta.

Antes do Supremo

O Supremo deve analisar em maio uma proposta do ministro Luís Roberto Barroso que restringe o alcance do foro privilegiado a acusações por crimes cometidos durante e em razão do exercício do cargo. No processo de votação da PEC, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), chegou a alertar os demais senadores sobre o assunto.  “Vamos votar, senão o Supremo vota antes da gente”, disse o senador, queixando-se do avanço da corte, segundo ele, sobre prerrogativas que são do Congresso.

O fim do foro privilegiado sempre foi apontado como uma das saídas contra a impunidade de políticos. Responsável por dar a palavra final sobre questões constitucionais, o Supremo costuma ser criticado por juristas e membros do Ministério Público pela falta de traquejo para lidar com ações criminais, o que favorece a prescrição de crimes. Muitas vezes, o caso não é julgado durante o exercício do mandato. Passa todo esse período nas gavetas do STF e desce para instâncias inferiores, retardando ou até impedindo uma eventual punição.

Levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro mostra que 276 (68%) das 404 ações penais concluídas entre 2011 e março de 2016 no STF prescreveram ou foram repassadas para instâncias inferiores, porque a autoridade deixou o cargo. A condenação ocorreu só em 0,74% dos casos.

“Privilégio odioso”

Para Randolfe Rodrigues, a prerrogativa de foro virou abrigo para autoridades que tentam fugir da Justiça. “É notório que restou ultrapassada a ideia de que o foro por prerrogativa de função serviria para proteger o cargo, não o seu ocupante. O que se observa, ao contrário, é que muitas pessoas buscam o mandato eletivo justamente para fugir das instâncias ordinárias da Justiça, conduta francamente reprovável”, criticou em seu parecer.

Na avaliação dele, o fim do foro virou sinônimo de impunidade. “Hoje o foro especial é visto pela população como verdadeiro privilégio odioso, utilizado apenas para proteção da classe política – que já não goza de boa reputação -, devido aos sucessivos escândalos de corrupção. Oportuno e conveniente, portanto, modificar as regras vigentes, no que tange ao foro privilegiado”, acrescentou.

Em seu relatório, Randolfe destaca levantamento da Revista Congresso em Foco que mostrou que mais de 500 parlamentares haviam sido acusados de crimes no Supremo até 2014. Conforme mostrou este site, antes mesmo da divulgação da lista dos novos investigados na Lava Jato, um em cada três congressistas estava respondia a acusações criminais no STF.

Veja como é o foro das autoridades no Brasil:

– Presidente da República, ministros de Estado e dos tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União (TCU), o procurador-geral da República e embaixadores são julgados pelo STF;

– Governadores são julgados, em crimes comuns, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), assim como desembargadores dos tribunais de Justiça, membros de tribunais de contas estaduais e municipais, além de integrantes de tribunais regionais (TRF, TRT, TRE, etc);

– Juízes militares, federais, do Trabalho e procuradores da República são julgados pelos tribunais regionais federais (TRF);

– Prefeitos e integrantes do Ministério Público também possuem foro privilegiado.

Congresso em Foco

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Roubo de carga bate recorde e custa R$ 3,9 milhões por dia no país

rouboOs roubos de carga custaram R$ 6,1 bilhões à economia brasileira entre 2011 e 2016, divulgou nesta quinta-feira (16) a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O prejuízo chega a R$ 3,9 milhões por dia com as ocorrências que se concentram principalmente nos estados do Rio de Janeiro (43,7%) e de São Paulo (44,1%).

As perdas causadas por esse tipo de crime têm crescido ano a ano, assim como o número de casos registrados, que aumentou 86%, de 12 mil em 2011 para mais de 22 mil no ano passado.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, disse que as transportadoras têm exigido taxas extras que chegam a 1% nos casos de produtos com destino ao Rio de Janeiro.

Segundo Vieira, grandes empresas têm considerado desistir de chegar ao estado. No Rio de Janeiro, a incidência do roubo de carga passa de 50 casos por 100 mil habitantes.

“Chegamos a níveis intoleráveis, cifras vergonhosas. Ano passado batemos todos os recordes.”

Em 2016, os prejuízos com o roubo de cargas chegaram ao valor recorde de mais de R$ 1,4 bilhão, quase o dobro dos R$ 761 milhões registrados em 2011.

Os números contabilizados pela Firjan desconsideram os estados do Acre, Amapá, Pará e Paraná, cujos dados não foram obtidos pela pesquisa.

Para enfrentar o problema, a Firjan propõe um movimento nacional contra o roubo de cargas, com ações articuladas entre estados, municípios e governo federal e Legislativo.

Os industriais pedem penas duras para os crimes de roubo de cargas e receptação e consideram importante contratar mais policiais para recompor os quadros das corporações.

Proibir a venda dos bloqueadores de sinal de radiocomunicação é outra medida proposta, já que os equipamentos têm sido usados pelas quadrilhas.

As consequências do crescimento desse crime têm sido o encarecimento dos seguros, taxas extras cobradas pelas transportadoras e repasse dos custos ao consumidor.

Com a venda ilegal dos produtos, também ocorre sonegação de impostos, reduzindo a arrecadação do estado.

Em dezembro do ano passado, o Ministério da Justiça criou o Comitê de Combate a Furtos e Roubos de Cargas, que reúne empresários, trabalhadores e membros do Poder Público para levar propostas ao governo.

O presidente do comitê, Adilson Pereira de Carvalho, pediu a participação da indústria na discussão.

“O setor de [transporte de] cargas não é um oásis, não é algo apartado do Brasil. Ele sofre como sofrem todos os outros setores da sociedade.”

Agência Brasil

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Violência bate recorde em Pernambuco: 47,7% mais mortes

forçasNos primeiros 59 dias de 2017, 976 pessoas foram assassinadas em Pernambuco. O número é 47,7% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 661 pessoas foram mortas. Os dados – obtidos antecipadamente, com exclusividade, pelo Portal FolhaPE – deverão ser divulgados pela Secretaria de Defesa Social (SDS) apenas no dia 15 de março. Em fevereiro deste ano, o Governo mudou a metodologia e deixou de divulgar diariamente os números de homicídios.
Até o fechamento dos números, ainda pode haver uma pequena variação na quantidade de assassinatos, já que alguns inquéritos policiais que investigam a causa da morte podem ser concluídos como homicídio.
A violência no Estado já vinha apresentando índices alarmantes. Dezembro de 2016 havia sido considerado o mês mais violento dos últimos dez anos, com 472 assassinatos. Em janeiro deste ano, a estatística voltou a crescer, com 479 homicídios. O número disparou em fevereiro de 2017 e passou a liderar o ranking, com 497 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), uma média de 17,75 mortes por dia.
A última vez que um número tão alto havia sido contabilizado foi em janeiro de 2007, quando houve 459 assassinatos. Na época, o Pacto Pela Vida (PPV) ainda não havia sido lançado. Os dados não são uma surpresa para a SDS. Uma projeção feita no início da segunda quinzena de fevereiro já apontava que o mês dos Festejos de Momo deveria acabar com uma média de 500 assassinatos.
PPV em crise
O total de crimes ocorridos em 2016 – 4.479 – expõe a pior crise do Pacto Pela Vida, programa que, em maio, chegará a uma década de implantação. No mesmo período de 2015, foram 3.889 homicídios. Confira os números ano a ano:
Ano – Assassinatos
2006 – 4.634
2007- 4.591
2008 – 4.528
2009 – 4.018
2010 – 3.509
2011 – 3.507
2012 – 3.321
2013 – 3.100
2014 – 3.434
2015 – 3.889
2016 – 4.479
Dados regionais
A estatística criminal das 26 áreas integradas de segurança (AIS) teve seus índices mais altos na AIS 14 (Caruaru e outros 14 municípios do Agreste) e AIS 8 (Paulista, também na RMR), com 91 e 87 assassinatos, respectivamente, em janeiro e fevereiro deste ano. No mesmo período do ano passado, a AIS 14 teve 58 mortes e a AIS 8 teve 39.
As áreas onde houve mais aumento dos crimes foram a AIS 22 (que compreende os municípios de Belém do São Francisco, Floresta, Itacuruba, Carnaubeira, Petrolândia, Inajá, Tacaratu e Jatobá, no Sertão) e a AIS 8 (Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Itapissuma, Itamaracá e Araçoiaba, na Região Metropolitana do Recife). A AIS 22 aumentou de 5 para 14 mortes e a AIS 8 cresceu de 39 para 87.
Apenas a AIS 19 (Arcoverde e outras 9 cidades do Sertão), teve redução nos primeiros meses deste ano (em um confronto com o mesmo período ano passado, com um crime a menos – baixou de 19 para 18. Já a AIS 20 (Afogados da Ingazeira, Tabira e São José do Egito, também do Sertão), permaneceu com o mesmo índice de CVLIs – foram dez mortes. Ou seja: nenhuma delas conseguiu uma redução significativa.
Na tabela abaixo é possível ver o detalhamento dos crimes por área de segurança. Homicídios em presídios não são listados dentro das AIS.
Áreas de segurança Pernambuco (AIS)
Recife
AIS 1 –Santo Amaro, Boa Vista, Ilha Joana Bezerra e São José
AIS 2 – Espinheiro, Iputinga, Cordeiro, Madalena, Água Fria e Campo Grande
AIS 3 – Boa Viagem, Ibura, Brasília Teimosa
AIS 4 – Várzea, Curado, Jardim São Paulo, Torrões e Afogados
AIS 5 – Apipucos, Guabiraba, Brejo da Guabiraba, Passarinho, Dois Unidos, Vasco da Gama e Alto do Mandú
Região Metropolitana
AIS 6 – Jaboatão dos Guararapes e Moreno
AIS 7 – Olinda
AIS 8 – Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Itapissuma, Itamaracá e Araçoiaba
AIS 9 – São Lourenço da Mata e Camaragibe
AIS 10 – Ipojuca e Cabo Santo Agostinho
Interior
AIS 11 – Nazaré da Mata, Vicência, Carpina, Lagoa do Carro, Lagoa do Itaenga, Paudalho, Goiana e Itambé
AIS 12 – Vitória de Santo Antão, Gravatá, Escada, Primavera e Amaragi
AIS 13 – Palmares, Catende, Xexéu, Ribeirão, Sirinhaém, Barreiros e São José da Coroa Grande
AIS 14 – Caruaru, Riacho das Almas, Agrestina, Cupira, Altinho, Ibirajuba, Lagoa dos Gatos, Panelas, Jurema, Bezerros, Barra de Guabiraba, Bonito, São Joaquim do Monte, Camocim de São Félix e Sairé
AIS 15 – Belo Jardim, Pesqueira, Sanharó, São Bento do Una e São Caetano
AIS 16 – Limoeiro, Surubim, Casinhas, Bom Jardim e Feira Nova
AIS 17 – Santa Cruz do Capibaribe, Brejo da Madre de Deus, Toritama e Vertentes
AIS 18 – Garanhuns, Águas Belas, Caetés, Lajedo, Canhotinho e Terezinha
AIS 19 – Arcoverde e Buíque
AIS 20 – Afogados da Ingazeira, Tabira e São José do Egito
AIS 21 – Serra Talhada e Calumbi
AIS 22 – Belém do São Francisco, Floresta, Itacuruba, Carnaubeira, Patrolândia, Inajá, Tacaratu e Jatobá
AIS 23 –Salgueiro e Parnamirim
AIS 24 –Ouricuri, Araripina e Trindade
AIS 25 – Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande
AIS 26 – Petrolina
Folha de Pernambuco

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Fiocruz bate recorde de produção de vacinas contra febre amarela

fio cruzA Fundação Oswaldo Cruz bateu o recorde de produção de vacinas contra a febre amarela por causa do surto que atinge principalmente Minas Gerais. Mas o Ministério da Saúde diz que não há necessidade de corrida aos postos nas áreas onde não há aumento de casos da doença.

Olhos vigilantes e o aplicativo de celular da Fundação Oswaldo Cruz (clique aqui) são ferramentas que a população pode usar no combate à febre amarela. Qualquer um pode mandar fotos, comunicar a morte suspeita de animais e evitar que a febre amarela se espalhe.

“O vírus circula entre o mosquito, os primatas e as pessoas, quanto mais próximo os mosquitos e os macacos estiverem da gente, maior a possibilidade desse surto. Então animais dentro da floresta e pessoas que vão à floresta se protejam dos mosquitos. E alimentar animais, jamais”, recomenda Márcia Chame, bióloga da Fundação Oswaldo Cruz.

O Brasil está enfrentando o maior surto de febre amarela silvestre da história. Os 107 casos da doença confirmados desde dezembro de 2016 se concentram na Região Sudeste, a maioria em Minas Gerais, estado que também registrou o maior número de mortes.

O esforço para evitar novas áreas de contágio envolve profissionais do Brasil inteiro, que nesta terça-feira (31) se reuniram no Rio.

Neste momento, o Ministério da Saúde recomenda vacinação nos seguintes casos: pessoas que moram nas áreas atingidas pela doença; pessoas que moram em regiões próximas a essas áreas atingidas; e pessoas que vão viajar para as regiões atingidas ou próximas.

Nestes casos estão Oeste do Espírito Santo, Noroeste do Rio de Janeiro, Oeste da Bahia, e Leste de Minas Gerais.

Além desses lugares, a vacinação já é uma rotina em áreas de 19 estados há muito tempo porque são, historicamente, locais de circulação do vírus.

E quem vive nessas regiões desses estados que aparecem em cinza no mapa já tinha antes do surto a recomendação de tomar duas doses da vacina ao longo da vida com um intervalo de dez anos. Isso continua valendo.

Quem mora em outras regiões do país não precisa tomar a vacina.

O ministério também avisa que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.

O importante é seguir as orientações das autoridades.

“É o esclarecimento da população, no caso específico da febre amarela, que é uma doença que nós temos uma vacina que é eficaz, que é segura, para não gerar pânico e, dentro da orientação que temos trabalhado com o Ministério da Saúde, de uma vacinação que é nas áreas de risco”, disse a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

O laboratório da Fundação Oswaldo Cruz é o maior fabricante de vacinas contra a febre amarela do mundo e está batendo um recorde de produção. Em janeiro deve chegar ao máximo da sua capacidade: nove milhões de doses. Isso em um só mês.

“Nós produzimos a vacina há quase 80 anos e temos condição de atender à demanda, é lógico que obedecendo um planejamento e uma racionalidade da imunização”, explicou Marcos Freire, vice-diretor de Bio-Manguinhos.

JN

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Crise econômica obriga brasileiro a bater recorde na frente da TV

TV AddictionNunca se viu tanta televisão no Brasil como agora. O telespectador brasileiro passou 6 horas e 17 minutos na frente do televisor em cada dia do ano passado, 16 minutos a mais do que em 2015, segundo dados inéditos da Kantar Ibope Media. É uma marca recorde no consumo de TV no país. Seis anos atrás, em 2010, o brasileiro via uma hora a menos de TV por dia.

Os dados da Kantar Ibope consideram todo o tempo em que os televisores permanecem ligados nos domicílios, sejam conectados a emissoras abertas, em canais pago ou plataformas de vídeo online, como Netflix e YouTube.

A crise econômica que abateu o país nos últimos anos é a principal responsável pelo disparo no crescimento do consumo de televisão. Com menos dinheiro para se gastar na rua e com maior oferta de mídia, os televisores estão tendo que “trabalhar” mais.

“Por conta do momento econômico, muitos brasileiros têm dado preferência aos momentos de lazer em casa. Desde 2015, percebemos um aumento de atividades realizadas nos domicílios, incluindo o consumo de mídia em geral (TV, internet, video on demand etc.)”, diz Fábia Juliasz, diretora de medição de audiência de TV da Kantar Ibope.

Foi o que aconteceu com a professora de inglês Claudia Gomes, de 39 anos. “Eu adoro ir ao teatro, ao cinema. Mas, no segundo semestre de 2016, que foi um dos piores para mim, parei. Você tem que escolher: Ou gasta com lazer ou paga suas contas”, diz ela.

Claudia, então, passou a ficar mais tempo na frente da TV. Acompanha assiduamente os telejornais da Globo, o Roda Viva, da Cultura, e as séries e filmes da Netflix. “Meus fins de semana são sagrados. Chego em casa do trabalho na sexta, me jogo na cama, ligo a TV e fico lá. Já passei mais de dez horas em esquema de maratona”, conta.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Adriana Esteves em Justiça: minissérie foi um dos programas mais vistos na TV em 2016

Quem manda no controle remoto?
O consumo de mídia vem crescendo igualmente entre ambos os sexos, mas as mulheres passam 37 minutos a mais na frente do televisor _por dia. Em 2016, segundo a Kantar Ibope, as mulheres consumiram 6 horas e 34 minutos de TV, contra 5 horas e 57 minutos dos homens. São elas, de fato, que mandam no controle remoto.

Além da grande oferta de novelas, um gênero com público mais feminino, a companhia dos filhos também justifica a maior intimidade das mulheres com o televisor.

Na casa de Anne Fonseca, 32 anos, em Barueri (Grande São Paulo), a TV também está substituindo outras formas de lazer. “Cada ida ao cinema é uma facada de R$ 100. Não tenho condições. Com R$ 100 eu pago a TV a cabo”, diz ela, que assiste aos canais Nickelodeon, Cartoon Network e Gloob com os filhos, de 5 e 2 anos. “Eles ficam numa boa com a TV”.

A família de Anne não tem carro. “A primeira coisa com que nos comprometemos quando nos mudamos para esta casa foi internet e TV de qualidade. Porque não temos como sair de fim de semana, não temos carro, os parques [infantis dentro] de shopping e o cinema são caríssimos”, complementa.

Jovem também vê TV
O consumo de TV vem crescendo inclusive entre as faixas de público mais jovens, invertendo uma tendência que se verificava até 2013, quando a economia brasileira ainda ia bem. No ano passado, a faixa etária com maior crescimento de consumo de mídia foi a de 18 a 24 anos, com aumento de 6,7%. Crianças (4 a 11) e adolescentes (12 a 17) ampliaram o tempo na frente da TV em 3%.

Os dados da Kantar Ibope incluem todas as mídias, mas a TV aberta ainda é, disparadamente, a mais consumida no televisor _até porque a TV por assinatura está em crise desde 2014.

“É possível dizer que a televisão mantém seu papel de destaque devido ao seu alto poder de alcance: está presente em praticamente todos os lares brasileiros, impactando um número considerável de pessoas. De 2012 para cá, vemos crescimento tanto no percentual de aparelhos ligados quanto no tempo médio diário dedicado à atividade de ver televisão. Mesmo com consumo de mídia sendo diversificado em outras telas e plataformas, a TV mantém o crescimento”, afirma Fabia Juliasz.
noticiasdatv

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“A Lei do Amor” bate recorde negativo de audiência na véspera do Natal

novela“A Lei do Amor” bateu recorde negativo de audiência  no último sábado (24), véspera de Natal. De acordo com dados do Ibope, divulgados nesta segunda-feira (26), a novela marcou 15,3 pontos em São Paulo, metade da audiência em sua estreia, que foi de 30,6.

Na véspera do Natal de 2015, quando caiu numa quinta-feira, “A Regra do Jogo” marcou 19 pontos, que também havia sido recorde negativo.

Em 2014, “Império” marcou 23,5 pontos na mesma data, que caiu numa quarta-feira. Já “Amor à Vida” registrou 24 pontos em 2013.

O capítulo de sábado de “A Lei do Amor” teve cenas de Letícia (Isabella Santoni) cuidando de Tiago (Humberto Carrão) em Ilhabela e de Vitória (Camila Morgado) descobrindo mais pistas sobre os segredos do vilão Ciro (Thiago Lacerda). Helô (Claudia Abreu) foi a um especialista para descobrir suas chances de engravidar.

Novelas das nove em crise

Depois do sucesso de “Império”, de Aguinaldo Silva, exibida entre 2014 e 2015, as novelas das 21h da Globo enfrentam rejeição do público e baixos índices de audiência – antes de “A Lei do Amor”, “A Regra do Jogo” e “Velho Chico” passaram por problemas semelhantes.

Na espectativa de elevar o Ibope, a Globo tentou algumas mudanças na trama de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari, mas os esforços não têm refletido em audiência, como observou o crítico de TV Mauricio Stycer.

Segundo informações levantadas pelo blog, com exceção de uma única semana (a do acidente com o avião da Chapecoense) em que a novela deu um salto, “A Lei do Amor” segue com números bem abaixo de “Velho Chico”.

Ao final das primeiras 11 semanas, ou do capítulo 66, exibido no dia 17, a principal novela da Globo acumulava uma média de 25,79 pontos em São Paulo, quase 10% a menos do que a trama de Benedito Ruy Barbosa registrava no mesmo momento.
“A Lei do Amor” ainda se mantém, na média, à frente de “A Regra do Jogo” e “Babilônia”.
Uol

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