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Reconheça os sinais de que sua tosse não é normal

tosse-alrgicaA tosse é um reflexo natural do aparelho respiratório para eliminar micro-organismos que estejam afetando as vias aéreas – seja nariz, garganta ou pulmões. Mas nem sempre a tosse é igual ou chega sozinha, e analisar os diversos aspectos dela pode ajudar a entender se é um quadro alérgico leve ou sintoma de algo mais grave, como uma pneumonia. Conheça as principais características da tosse e quando buscar ajuda médica:

Tosse seca

De acordo com o otorrinolaringologista Jamal Azzam, geralmente a tosse seca é bastante incomodativa e não faz barulho de secreção – nem na garganta, nem nos pulmões. A tosse seca quase sempre sofre alguma alteração no sistema respiratório, como:

  • Rinite alérgica
  • Faringites agudas irritativas, virais, bacterianas ou fúngicas
  • Amigdalites virais ou bacterianas
  • Laringites irritativas, virais ou bacterianas
  • Traqueítes ou laringotraqueítes virais ou bacterianas
  • Crise de asma/bronquite aguda
  • Pneumonia viral ou bacteriana
  • Uma causa grave e que pode levar à risco de morte é a embolia pulmonar.

Entretanto, a tosse também pode ocorrer como sintoma de outras doenças. “Ela pode ser sintoma de alterações cardiovasculares, reumatológicas ou gastroenterológicas, assim como de tumores benignos e malignos ou então um efeito colateral de medicamentos”, explica o otorrinolaringologista Jamal. Além disso, muitos quadros virais ou bacterianos – como um resfriado ou gripe – podem manifestar tosse seca no final ou após o final do tratamento. “A pessoa tem nariz entupido, secreções e cerca de uma semana depois tem tosse.”

O especialista afirma que se a tosse seca estiver acompanhada de febre alta persistente, mal estar intenso no corpo e dores nos olhos, é necessário buscar ajuda médica.

Tosse produtiva

“Na tosse é expelido o muco ou mais conhecido como catarro, que pode ser claro, espesso, branco, verde, amarelado ou em alguns casos acinzentado”, diz Jamal Azzam. O muco ou catarro é produzido por pequenas glândulas que ficam abaixo da mucosa, uma camada que reveste internamente as vias aéreas. Segundo o pneumologista Ciro Kirchenchtejn, o muco é composto por água (90 a 95%), glicoproteínas, sais e restos celulares. Sua função é proteger as vias aéreas do ataque de vírus, bactéria se outros micro-organismos que podem infectar nosso corpo.

A presença do sangue na tosse pode indicar uma infecção viral, fúngica ou bacteriana.
Justamente por isso, a cor, consistência e até mesmo o odor do muco podem nos dizer se há algo de errado, uma vez que para eliminar os organismos invasores ele poderá ficar mais concentrado, com sangue ou mesmo mal cheiroso. “Quando existe catarro, a sugestão é que não seja somente uma doença irritativa, e sim viral ou bacteriana”, explica Jamal. Da mesma forma que a tosse seca, a tosse produtiva também pode ocorrer após o tratamento de algumas doenças, uma vez que o organismo ainda está eliminando os micro-organismos.

Segundo os especialistas, sintomas como falta de ar e cansaço constante e/ou para atividades físicas leves devem motivar uma consulta médica. Clique aqui para saber mais sobre a cor e consistência do muco e quando ele indica problemas.

Que produz gosto ácido ou amargo na boca

Doenças como gastrite e refluxo gastroesofágico podem gerar uma tosse com gosto amargo na boca. “Quando há um retardo no esvaziamento dos alimentos do estômago, que sofrem uma fermentação por ação de bactérias, liberando odores desagradáveis”, explica o gastroenterologista Décio Chinzon, do Laboratório Pasteur, em Brasília. “Algumas sintomas associados à tosse levantam suspeita para um problema gastroenterológico, como azia, irritação constante na garganta, sensação de que tem algo parado na garganta, ardor na garganta ou na boca e queimação na língua”, enumera o otorrinolaringologista Jamal.

Tosse por tabaco

O tabagismo leva a uma tosse crônica, persistente e bastante incomodativa. Geralmente tem secreção associada cronicamente também. A secreção liberada na tosse do tabagista costuma ser escura, amarronzada. “O tabaco é um importante irritante das vias aéreas, tanto nasais como brônquicas e pode estimular as glândulas a produzirem mais muco”, diz o pneumologista Ciro.

Parar de fumar aumenta as chances desse tipo de tosse diminuir com o tempo. “No entanto, pessoas que fumam há anos dificilmente irão parar de tossir, uma vez que a irritação de toda árvore respiratória é crônica e sequelar”, completa Jamal Azzam.

Tosse com sangue

A presença do sangue na tosse pode indicar uma infecção viral, fúngica ou bacteriana. “Outras causas de tosse com sangue incluem ruptura de vasos do sistema respiratório, tumores, tuberculose, entre outros”, afirma o otorrinolaringologista Jamal. Segundo o especialista, toda a tosse com sangue deve ser investigada, principalmente se associada à rouquidão persistente.

Por que a tosse piora à noite?

Quem sofre com tosse crônica ou está passando por um quadro agudo sabe que a situação tende a piorar à noite, principalmente durante o sono. Segundo o otorrinolaringologista Jamal, nosso sistema de proteção contra as inflamações e infecções fica mais debilitado durante a noite. “A causa é que o hormônio anti-inflamatório e antialérgico, o corticoide natural, é liberado uma vez por dia, somente de manhã, então à noite esse hormônio já foi consumido, causando uma piora no quadro de diversas doenças”, diz. Essa situação é especialmente comum em crianças que apresentam alergia – nesses casos, a tosse começa cerca de 1 hora depois do sono e pode perdurar a noite toda.

Além disso, a posição deitada prejudica a drenagem das secreções das vias respiratórias, o que favorece seu acúmulo e estimula a tosse. Investir em travesseiros mais altos durante as crises de tosse podem ser uma alternativa para reduzir o problema.

 

De acordo com os especialistas, a tosse aguda é aquela que dura até 3 semanas. Já a tosse crônica dura mais de 8 semanas e deve ser investigada independente dos sintomas relacionados. “Entre as tosses aguda e crônica existe a tosse subaguda, que já deve ser tratada com atenção”, afirma Jamal Azzam. Por isso, muito cuidado: tosse persistente por mais de 10 dias já é justificativa para uma consulta médica!

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Reconheça os estágios da ingestão de álcool no seu corpo e proteja sua saúde

organismo-orgaos-bebida-alcoolicaUm, dois ou três copos? Quanto tempo demora para você sentir os efeitos da bebedeira no corpo? Mesmo que a quantidade de bebida necessária para a embriaguez varie de pessoa para pessoa, os perigos do consumo de álcool são iguais para todos. O psiquiatra Arthur Guerra, professor da Faculdade de Medicina do ABC, explica que os danos fisiológicos causados por uma intoxicação aguda pelo álcool são reversíveis, mas a lentidão e a perda de consciência podem causar graves acidentes, esses sim com complicações permanentes. “Existem três principais riscos decorrentes do consumo excessivo de álcool: a perda dos reflexos, favorecendo acidentes; a aspiração do vômito, que acontece durante o período de inconsciência; e o quadro de depressão respiratória, ou seja, a diminuição ou cessação da respiração”.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 58% da população adulta abstiveram-se do consumo de bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses. Que tal aumentar ainda mais esses números? O primeiro passo é entender que até mesmo um dia de porre afeta o funcionamento do seu organismo. Os especialistas nos contaram como isso acontece. Confira a seguir.

Estágio 1: enquanto você ainda está sóbrio

A psicobióloga Maria Lúcia Formigoni, chefe do departamento de Psicobiologia da Unifesp, explica que as moléculas de álcool são pequenas e solúveis. Isso significa que elas chegam muito rapidamente a todos os nossos tecidos, principalmente ao fígado, órgão responsável por 90% da metabolização do álcool, que é então transformado em acetaldeído. Essa substância é a responsável pelos efeitos danosos associados ao consumo de álcool. E, mesmo enquanto você está sóbrio, ela já está se acumulando no seu organismo e deteriorando sua saúde. “Os sintomas da ressaca, como as dores de cabeça, a pressão arterial elevada e a taquicardia, são causados pelo excesso dessa substância no organismo”, explica a especialista.

Estágio 2: Euforia

À medida que você continua a beber, a quantidade de acetaldeído presente no seu corpo continua a se acumular. Em consequência, a dopamina – um neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar – atinge níveis cada vez mais altos. “A dopamina age na via cerebral da recompensa e promove a sensação de euforia, felicidade, característica do consumo excessivo do álcool”, explica Maria Lúcia Formigoni. No entanto, a especialista explica que essa sensação é relativa e que nem todas as pessoas experimentam as mesmas sensações.

Estágio 3: Instabilidade emocional e depressão do Sistema Nervoso Central

Se você continuar bebendo, a sensação de euforia logo dará lugar a outra emoção. “Começa a ser sentido o efeito de outro neurotransmissor, responsável por estimular o sistema GABA (ácido gama-aminobutírico), principal inibitório do Sistema Nervoso Central”, explica Maria Lúcia. Ocorre então uma competição entre a dopamina e o sistema Gama, que acaba ganhando a disputa e deprimindo as atividades cerebrais. Em consequência, a ansiedade é diminuída e a sensação de sono aumenta.

O grande problema está na desestabilização do sistema cerebral. “O funcionamento cerebral anormal resultará em alterações do comportamento, afinal, o controle do sistema racional não está eficiente”, conta a psicobióloga.

Estágio 4: Prejuízo do julgamento e da crítica

A perda da racionalidade acaba por comprometer a capacidade de julgamento. “O tempo de resposta aos estímulos físicos, visuais e auditivos aumenta muito, todos os reflexos e pensamentos estão alterados”, conta Maria Lúcia. Além de aumentar o risco para acidentes, um dos maiores perigos decorrentes do consumo abusivo de bebidas alcoólicas, o indivíduo também se coloca em risco ao fazer escolhas que não faria se estivesse sóbrio. Incluem-se nessa lista: colocar-se em situações vexatórias, correr riscos e consumir bebidas alheias e até mesmo drogas ilícitas.

Estágio 5: Sonolência e adormecimento

O psiquiatra Arthur Guerra explica que se um familiar, amigo ou conhecido bebeu demais e acabou pegando no sono, o ideal é mesmo deixá-lo descansar, sempre sob observação. Nesse momento, um cuidado é essencial: certifique-se de que a pessoa intoxicada durma de lado, evitando a aspiração do próprio vômito, que pode ir até as vias aéreas, dificultando ou impedindo a respiração. O especialista conta que levar a pessoa embriagada ao hospital ou pronto-atendimento é a melhor opção caso o cuidador fique inseguro, mas que a glicose, frequentemente administrada nesses casos, só ajuda a resolver o problema quando há uma hipoglicemia associada. “A glicose não ajudará a diminuir a intoxicação por álcool, o único remédio nesse caso, é repouso e hidratação do corpo – seja com água, água de coco, refrigerantes ou até café”.

Estágio 6: Inércia generalizada

Nesse estágio, o indivíduo já não consegue atender aos comandos e as respostas aos estímulos externos estão comprometidas. Andar é praticamente impossível e pode haver até incontinência urinária e fecal. Os riscos de coma alcoólico são altos nessa fase. “O ideal é procurar ajuda profissional em um hospital, já que a saúde está correndo perigo e ser mantido sob observação é muito importante”, recomenda Arthur Guerra.

Estágio 7: Coma alcoólico

O coma alcoólico acontece em resposta à depressão do Sistema Nervoso Central, que é cada vez maior à medida que se consome a bebida alcoólica. “O cérebro – responsável por mandar estímulos às estruturas responsáveis pela respiração, como pulmão e diafragma, principalmente -, deprimido pela bebida alcoólica, pode deixar de enviar esses impulsos, levando à parada respiratória”, explica o psiquiatra Arthur Guerra. Os danos desse extremismo, em alguns casos, podem ser irreversíveis, levando a pessoa à morte.

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Comissão da Verdade de São Paulo pede a Dilma que reconheça assassinato de JK

FOLHAPRESS
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A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo enviou ao Palácio do Planalto, em Brasília, ofício em que pede à presidenta Dilma Rousseff que reconheça que o acidente de trânsito que tirou a vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 22 de agosto de 1976, foi resultado de um atentado – e não uma mera fatalidade, como diz a versão oficial. Enviado em 19 de fevereiro, o documento pede ainda que Dilma tome as “providências necessárias” para alterar a causa da morte de JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, “em nome da História do Brasil, da Verdade, da Memória e da Justiça”.

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A solicitação é resultado de um trabalho de investigação de aproximadamente dois anos, conduzido pelo presidente da Comissão, vereador Gilberto Natalini (PV). “Recolhemos contradições graves nas investigações da época, fraudes, mentiras, tentativas de incriminar o motorista de um ônibus, quando na realidade ele não abalroou o carro de Juscelino”, lembra o parlamentar. As pesquisas da comissão foram reunidas nas 30 páginas do Relatório JK, apresentado por Natalini no  dia 10 de dezembro passado com 90 indícios que, assegura, demonstra que o ex-presidente foi assassinado.

“Estamos pedindo que o Brasil declare que Juscelino morreu de morte matada, e não de morte morrida. Não foi acidente, foi um atentado que provocou aquele acidente que matou JK”, exigiu o parlamentar paulista quando da apresentação do relatório. Para Natalini, tudo aponta que os mandantes do crime foram os generais Golbery do Couto e Silva, então ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, e João Baptista Figueiredo, que na época comandava o Serviço Nacional de Informações (SNI) e dois anos depois seria nomeado como último presidente militar do país.

Além de Dilma, também devem receber solicitação da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo para reconhecer o assassinato de JK o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari. O Relatório JK foi encaminhado ainda aos procuradores da República de Volta Redonda (RJ) e de Resende (RJ), Paulo Gomes Ferreira Filho e Luciana Fernandes Portal Lima Gadelha, que abriram inquéritos civis públicos após tomarem conhecimento sobre o resultado das investigações conduzidas pelos vereadores paulistas.

Juscelino perdeu a vida após o veículo em que se encontrava, um Opala, colidir frontalmente com um caminhão Scania-Vabis. O acidente ocorreu na Rodovia Presidente Dutra, na altura do km 168, atual km 331, no município de Resende. Conduzido pelo motorista Geraldo Ribeiro, que trabalhava com JK havia 36 anos, o carro do ex-presidente tinha saído de São Paulo com destino ao Rio.

 

 

Redação RBA

Reconheça e corrija sete erros da musculação

Não é só ajuste dos aparelhos que dá trabalho. Na hora da musculação, a postura adequada em repouso e durante o movimento dos exercícios requer atenção redobrada: como são exercícios de força, qualquer deslize pode trazer uma lesão – das mais simples, que somem com compressas de gelo, ás mais complexas, que exigem repouso e fisioterapia ou medicamentos para serem tratadas. “Fazer o movimento errado repetidamente pode levar a problemas na coluna, como hérnias e alterações das curvaturas normais das costas”, afirma o educador físico Ivaldo Larentis, especialista em musculação.

Alguns exercícios são campeões tanto em resultado (por isso, sempre aparecem nos programas de treino) quanto em erros na realização. Uma equipe de especialistas mostra para você quais são essas zonas de risco e ensina o que é necessário fazer para definir o corpo sem efeitos colaterais indesejados.

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Pulley costas 

Esse aparelho é ótimo para fortalecer a musculatura das costas. Mas, se for usado da maneira errada, ele sobrecarrega a coluna e não trabalha os músculos posteriores.

Errado: “muitos alunos puxam a barra por trás da cabeça e acabam dobrando o pescoço para encaixá-la bem na parte de trás do pescoço, sobrecarregando a cervical”, afirma o educador físico Alberto Zeolla, professor da Academia Companhia Athletica. Durante esse movimento exagerado, os ombros também giram demais, o que causa desvios na coluna e sobrecarga na articulação dos ombros.

Certo: o exercício precisa ser executado com a coluna alinhada e atenção para não sobrecarregar a lombar (quando você senta e o bumbum fica exageradamente empinado). Uma alternativa para quem não consegue puxar a barra sem dobrar o pescoço é trazê-la à frente do corpo. Os músculos são adequadamente trabalhados sem colocar as costas em perigo. O educador físico dá a dica: o exercício ganha potência se você mantém os músculos do abdômen contraídos o tempo todo, isso estabiliza e ajuda a proteger a coluna.

Leg press correto - foto: Getty ImagesLeg press 

O leg press fortalece vários músculos das pernas e, por causa disso, é perfeito para quem quer deixá-las bem torneadas. Mas o exercício realizado sem os cuidados necessários provoca danos à coluna e aos joelhos.

Errado: ao fazer esse exercício sem apoiar totalmente a coluna no encosto, os músculos dessa região também vão trabalhar, indevidamente, num esforço para manter a coluna estável. Outro erro comum é inclinar os joelhos para dentro ou para fora durante o exercício.

Certo: a coluna deve estar completamente apoiada no encosto, desde a base da lombar. A flexão das pernas vai deixar a coluna retinha e bem adaptada ao encosto. Os pés devem estar totalmente apoiados na plataforma e alinhados com o joelho e quadril – isso evita que as pernas se inclinem para dentro ou para fora na hora de dobrar os joelhos. Alberto recomenda evitar esticar a perna completamente na volta do movimento.  “O ideal é deixar os joelhos um pouquinho flexionados na hora de esticar a perna para manter a musculatura trabalhando o tempo todo”, afirma. Se você notar que os joelhos estão rotacionando, prenda uma bolinha meio murcha entre eles, isso traz estabilidade.

Exercício supino reto realizado corretamenteSupino reto 

Engana-se quem pensa que esse exercício para braços, muito frequente nas academias, é simples. Levantar a barra sem cuidados pode lesionar coluna, ombros e punhos.

Errado: o primeiro erro acontece ao deitar no banco: se a barra não fica alinhada com o olhar, o movimento será todo errado. “Executar a pegada na linha dos ombros prejudica a articulação dos ombros e seus ligamentos”, afirma Ivaldo. Na hora de descer a barra, alinhá-la aos mamilos não vai fortalecer a musculatura adequadamente e deixar o cotovelo livre aumenta o risco de lesões nos ombros.

Certo: ao deitar-se, certifique-se de que seu olhar fique bem embaixo da barra e, na hora de trazê-la junto ao corpo, faça isso na linha da clavícula (os ossinhos horizontais que ficam no colo). Os cotovelos devem ser mantidos na linha do ombro. Assim a musculatura é trabalhada de uma maneira muito mais eficiente. E não se esqueça de manter o abdômen contraído e os punhos neutros – sem flexioná-los para frente ou para trás.

Exercício de agachamento realizado corretamente Agachamento 

O erro é muito comum nesse exercício que fortalece as pernas e sua coluna pode sentir falta dos cuidados.

Errado: muito cuidado para não desalinhar a coluna durante o exercício. Em vez de colocar a força nas pernas, muita gente acaba direcionando o maior impacto para as costas. Além de dor, isso pode gerar lesões. “Se, ao descer o quadril, o joelho ultrapassar a linha dos pés, há sobrecarga nas colunas lombar e torácica e nos joelhos”, afirma o professor Ivaldo.

Certo: o ideal é empinar o bumbum – assim fica mais fácil de garantir que o que vai dobrar são as pernas e não a coluna. E não se esqueça de não projetar os joelhos à frente dos pés. Também vale fazer uma inclinação, muito leve, do tronco á frente do corpo.

Abdominal realizado corretamente Abdominal 

Apesar de não ser exatamente um exercício de musculação, o abdominal é a vedete nas academias e tem até aula especial, só com variações dele. Mesmo assim, continua sendo o campeão em número de erros.

Errado: encostar o queixo no peito ou deixar a cabeça muito para cima boicota o exercício. Fora isso, manter o abdômen relaxado durante o exercício faz com que o efeito seja muito diluído e seu esforço perde o sentido.

Certo: tome cuidado para manter o pescoço em posição relaxada durante o exercício. O professor dá a dica: imagine uma laranja entre o seu queixo e seu peito: você não pode deixar a fruta cair e nem espremê-la. É importante manter o abdominal contraído para não machucar a coluna e garantir o fortalecimento abdominal.

Exercício de elevação de braços feito da maneira correta Elevação lateral com halteres 

A elevação dos braços com pesos é ótima para fortalecer a musculatura do ombro, mas erros na execução causam lesões que chegam a imobilizar essas articulações.

Errado: elevar os braços acima da linha dos ombros pode machucar os ombros – o movimento aumenta exageradamente o atrito entre o úmero (osso do braço) e a escápula.

Certo: uma opção é fazer o movimento aproximando um pouco os braços (na diagonal) e com as palmas das mãos voltadas para dentro. Isso diminui o contato entre as estruturas ósseas do ombro.

Exercício de extensão de joelhos realizado corretamente Extensor de joelhos 

O exercício fortalece um dos principais músculos das pernas, o quadríceps, e protege você contra lesões nos joelhos.

Errado: manter uma postura desleixada faz com que o peso do aparelho, que deveria ser suportado apenas pelas pernas, seja dividido com as costas. Inclinar os pés, para dentro ou para fora, faz com que os joelhos fiquem mais suscetíveis a dores e lesões.

Certo: mantenha a coluna bem encostada no banco e garanta que seus pés fiquem paralelos e apontados para frente o tempo todo.

 

 

minhavida

Reconheça sete sinais que indicam alterações da próstata

Urgência para urinar e diminuição da quantidade de esperma podem ser sinais de hiperplasia

O aumento do tamanho da próstata – chamado de hiperplasia benigna – tem início durante a quarta década de vida e pode acometer até 80% dos homens com 50 anos ou mais, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia. Essa alteração faz parte do processo natural de envelhecimento humano, mas alguns homens podem ter complicações se a próstata começa a pressionar a uretra, canal responsável por excretar a urina, gerando problemas durante a micção.

Quando esse crescimento exagerado não é tratado, a bexiga precisa fazer uma força maior do que está acostumada para expulsar a urina. “Com o tempo, podem surgir divertículos, ou seja, pequenas alterações no tecido epitelial da bexiga que podem causar dor e problemas urinários e ainda dificultar o funcionamento dos rins”, explica Alfredo Canalini, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia- RJ. O Minha Vida pediu a especialistas uma lista com os sinais que indicam que a saúde da sua próstata pode estar alterada.

Homem aflito - foto: Getty Images

Urgência para urinar

Se a uretra ficar muito pressionada pela próstata, a bexiga – um órgão composto em sua maior parte por músculo – precisará fazer uma força maior para eliminar a urina. “Como resultado, ela acaba ficando hipertrofiada e, com isso, a chance de haver contrações involuntárias, que causam uma vontade intensa de urinar, é maior”, explica Canalini.

Homem no banheiro - foto: Getty Images

Jato fraco

No início, a bexiga até consegue vencer a resistência sem maiores problemas, mas, depois de fazer tanto esforço, ela perde a força e o jato de urina passa a ser fraco. “Em estágios mais avançados, alguns homens sentem que precisam até fazer força com a parte inferior da barriga para eliminar o xixi”, conta o urologista Alfredo Canalini.

Homem no banheiro - foto: Getty Images

Dificuldade em começar a urinar

Um dos principais sintomas de alterações na próstata é a dificuldade de iniciar a micção. “Isso acontece porque a musculatura da bexiga está muito cansada de se esforçar para vencer a obstrução da uretra”, explica o urologista Ricardo Felts de la Roca, da Sociedade Brasileira de Urologia. Fique atento a esse sinal, que já indica obstrução avançada.

Cueca no varal - foto: Getty Images

Gotejamento

Se após a micção pingarem muitas gotas de urina, manchando a roupa íntima, pode ser mais um sinal de hiperplasia da próstata. “O gotejamento é um reflexo da dificuldade em esvaziar rapidamente a bexiga”, explica Ricardo Felts. Como a bexiga não consegue eliminar toda a urina, acaba ficando um resquício na uretra, que é eliminado aos poucos.

Homem no banheiro - foto: Getty Images

Fazer xixi várias vezes durante a noite

Se você levanta para urinar várias vezes durante a noite, é bom consultar um profissional. “Quando sobra um volume considerável de urina na bexiga, essa quantidade, somada ao volume que fica na uretra, faz com que a parte sensorial da bexiga se manifeste com contrações que levam o homem a levantar para urinar”, explica o urologista Ricardo Felts. Essa necessidade de urinar toda hora pode gerar cansaço no dia seguinte.

Homem - foto: Getty Images

Diminuição do esperma

O aumento da próstata pode alterar a quantidade do esperma ejaculado. “Isso acontece porque a próstata mais volumosa apresenta fibrose com maior frequência”, explica Ricardo Felts. “O tecido com fibrose será incapaz de produzir o esperma como antes, diminuindo a quantidade de sêmen.” Outro fator que também influencia essa redução do esperma é a menor liberação de hormônios masculinos, processo que faz parte do envelhecimento normal.

Homem com infecção urinária - foto: Getty Images

Infecção urinária

“O aumento da próstata pode deixar uma boa quantidade de urina represada na bexiga, tornando-a o ambiente ideal para a proliferação de bactérias”, explica o urologista Ricardo. Essa urina residual pode gerar infecção urinária quando atinge o volume de 100 ml.

Minha Vida