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Metade dos recém-nascidos não é amamentada na primeira hora de vida, diz Unicef

amamentacaoAproximadamente 77 milhões de recém-nascidos não são amamentados na primeira hora de vida, deixando de receber nutrientes e anticorpos e sendo privados do contato corporal com suas mães, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Este primeiro contato corpo a corpo é essencial para protegê-los de doenças e para contribuir com o sucesso da amamentação.

France Bégin, assessora sênior de Nutrição do Unicef, afirma que se todos os bebês fossem alimentados apenas com leite materno desde o momento do seu nascimento até os seis meses de idade, mais de 800 mil vidas seriam salvas a cada ano.

Quanto mais se atrasa o início da amamentação, maior é o risco de morte no primeiro mês de vida. Atrasar o aleitamento materno entre duas e 23 horas após o nascimento aumenta em 40% o risco de morte nos primeiros 28 dias de vida. Atrasá-la por 24 horas ou mais aumenta esse risco em 80%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a amamentação comece ainda na primeira meia hora após o parto. No entanto, apenas metade de todos os recém-nascidos no mundo colhe os benefícios da amamentação imediata.

De acordo com o manual de aleitamento materno do Comitê Português para o Unicef, o leite materno previne infecções gastrointestinais, respiratórias e urinárias, além de ter efeito protetor sobre as alergias. No que diz respeito às vantagens para a mãe, amamentar ajuda o útero a voltar ao seu tamanho normal e reduz as probabilidades de câncer de mama.

A recomendação da OMS é de que o aleitamento materno seja exclusivo até o sexto mês e se estenda até os 2 anos ou mais, aí já com a introdução de outros alimentos, como frutas, legumes, verduras e carnes.

De acordo com o Unicef, apesar dos esforços, os avanços na amamentação na primeira hora de vida têm sido lentos. Na África Subsaariana, por exemplo, onde as taxas de mortalidade de menores de cinco anos são as mais altas do mundo, o aleitamento materno precoce cresceu apenas 10 pontos percentuais desde o ano 2000. Na Ásia Meridional, onde as taxas de iniciação precoce de aleitamento materno triplicaram, passando de 16% em 2000 para 45% em 2015, o aumento está longe de ser suficiente: 21 milhões de recém-nascidos ainda têm de esperar tempo demais para serem amamentados.

A análise do Unicef mostra que as mulheres não estão recebendo a ajuda de que necessitam para iniciar o aleitamento materno imediatamente após o nascimento, mesmo quando um médico, enfermeiro ou parteira assiste o parto. No Oriente Médio, no Norte da África e na Ásia Meridional, por exemplo, as mulheres que têm filho com o auxílio de uma parteira qualificada estão menos propensas a iniciar o aleitamento materno na primeira hora após o parto se comparadas àquelas que dão à luz com o apoio de parteiras não qualificadas ou familiares.

Outro motivo que dificulta a amamentação precoce é o hábito de alimentar os bebês com outros líquidos ou alimentos. Em muitos países, é costume alimentar o bebê com fórmula infantil, leite de vaca ou água com açúcar nos três primeiros dias de vida. Quase metade de todos os recém-nascidos é alimentada com esses líquidos. Quando os bebês recebem alternativas menos nutritivas do que o leite materno, eles mamam com menos frequência, fazendo com que seja mais difícil para as mães o início e a continuidade do aleitamento.

No mundo todo, apenas 43% dos bebês com menos de seis meses de idade são amamentados exclusivamente. Bebês que não são amamentados têm 14 vezes mais probabilidade de morrer do que aqueles que são alimentados apenas com leite materno, de acordo com o Unicef. No entanto, qualquer quantidade de leite materno reduz o risco de morte. Bebês que não recebem nenhum leite materno têm sete vezes mais chance de morrer de infecções do que aqueles que receberam pelo menos alguma quantidade de leite materno nos seis primeiros meses de vida.

Semana Mundial da Amamentação

A Semana Mundial da Amamentação é comemorada este ano entre 1º e 7 de agosto. A data é celebrada desde 1992 por iniciativa da Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba, a sigla em inglês), órgão consultivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Com o tema “Amamentação: uma chave para o desenvolvimento sustentável” e com oslogan “Amamentação: faz bem para o seu filho, para você e para o planeta”, a cerimônia oficial alusiva à semana será realizada amanhã (6), às 11h, na Casa Brasil das Olimpíadas, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.

Agência Brasil

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Médicos investigam lesões oculares em recém-nascidos por causa da zika; PB é 2ª com mais casos

lesao-ocularPesquisadores em Pernambuco e São Paulo investigam a ocorrência de lesões na retina e no nervo óptico, que podem causar perda de visão, em bebês com microcefalia associada ao zika vírus.

Em texto divulgado na revista científica The Lancet na noite de quinta-feira, cientistas da Fundação Altino Ventura, do Hospital dos Olhos de Pernambuco (HOPE) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descrevem uma associação entre a infecção de mulheres grávidas pelo vírus e a descoberta das lesões nos recém-nascidos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem 3.174 casos suspeitos da má-formação registrados até o dia 2 de janeiro, em 21 Estados.

Assim como outras viroses e infecções bacterianas – como a rubéola, a toxoplasmose e a sífilis –, o vírus da zika, quando contraído nos primeiros meses da gravidez, pode causar diversos tipos de lesões cerebrais no bebê, além da microcefalia.

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Esta, no entanto, é a primeira vez em que lesões oculares associadas à zika são descritas em recém-nascidos, de acordo com o oftalmologista Rubens Belfort Junior, professor da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

“Fazendo exames, vemos que o aspecto dessas lesões é diferente das que são causadas por outras infecções”, disse Belfort à BBC Brasil.

“Mas também estamos examinando as mães para ter certeza de que elas não tinham alguma deficiência visual que o bebê pudesse ter herdado.”

A ocorrência das lesões oculares é a primeira descoberta documentada após a realização de mutirões de exames em Recife e Salvador – duas das cidades com maior número de casos de microcefalia.

“Queremos produzir mais informações sobre a doença e orientar os pacientes. O impacto econômico e psicológico dessa epidemia é devastador.”

Foto: João Eudes de LimaImage copyrightJoao Eudes de Lima
Image captionPesquisadores dizem que exames oftamológicos podem ajudar a confirmar relação entre lesões cerebrais e infecção por zika

Ajuda no diagnóstico

O trabalho descreve os casos de três bebês com microcefalia examinados pela equipe.

Nos três foram encontrados problemas como o distúrbio pigmental da retina (parte do olho responsável pela formação de imagens) e diferentes graus de atrofia da retina, da coroide (estrutura que absorve a luz) e do nervo óptico, que, segundo Belfort, podem causar perda total ou diminuição da visão.

“Quando enviamos este texto para a revista, estávamos começando a examinar os pacientes. Agora, já temos cerca de 100 crianças e 100 mães examinadas em Pernambuco e na Bahia, com resultados semelhantes”, diz o pesquisador.

Para Belfort, os exames também podem revelar se o zika vírus estaria causando problemas visuais mesmo em bebês que não tiveram a microcefalia.

“Já temos algumas crianças que não tem microcefalia, mas têm lesões na retina e no sistema nervoso central. Isso tornaria o problema maior e mais grave”, afirma.

O caso brasileiro é o primeiro no mundo que associa o vírus à ocorrência de microcefalia em bebês. Por isso, casos como estes ainda não estão presentes na literatura científica sobre a doença e suas consequências.

Além disso, a dificuldade em diagnosticar a zika depois que a pessoa teve a doença torna difícil saber se todos os casos notificados de microcefalia estão realmente associados ao vírus. Por essa razão, os autores da pesquisa acreditam que o exame nos olhos dos bebês pode ajudar.

“Em todo o mundo, o diagnóstico da zika é quase sempre feito pela exclusão de outras doenças e pela associação dos sintomas. É como na época da descoberta de Aids, quando ainda não havia teste”, diz.

“Com o exame oftalmológico, podemos identificar as lesões nas crianças e saber se elas podem ter sido causadas por este vírus ou por outras razões.”

BBC Brasil

Zika vírus causa necrose cerebral em recém-nascidos

zika-virusA microcefalia, doença que fez subir o nível de alerta em todo o país para as ameaças transportadas pelo Aedes aegypti, traz consigo um risco ainda mais preocupante, sobretudo para mulheres grávidas ou que pretendam engravidar. O distúrbio que provoca malformação cranioencefálica em bebês é ainda mais grave e causa danos mais severos ao recém-nascido quando desencadeado pelo zika vírus, um dos micro-organismos transmitidos pelo mosquito. A informação é da Sociedade Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil, seção Minas Gerais, e tem como base análise de tomografias de cérebros de pacientes apresentadas durante congresso sobre o tema neste ano, em São Paulo. Nos casos em que a microcefalia está associada à infecção por zika, as imagens mostram que, além de o perímetro encefálico dos recém-nascidos ser menor que 32 centímetros – limite que indica a enfermidade –, o cérebro apresenta pontos de necrose e calcificações. As alterações podem afetar áreas neurológicas importantes e provocar na criança sequelas motoras, visuais e cognitivas, entre outras.

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Presidente da seção mineira da Sociedade de Neurologia e Psiquiatria Infantil, o neuropediatra Rodrigo Carneiro de Campos detalha as diferenças. Segundo ele, quando causada por outras razões – como rubéola, toxoplasmose, complicações na gravidez ou no parto e doenças genéticas –, a microcefalia resulta na diminuição do tamanho do crânio, mas o cérebro se mantém íntegro. “As imagens de recém-nascidos de Recife, apresentadas no congresso, mostram os dois tipos da doença. É possível ver que os casos provocados pelo zika vírus são mais severos, com áreas necrosadas, que resultam em calcificações. A depender da região acometida pela necrose, todas as funções vitais podem ser afetadas”, destaca o médico, que reforça o alerta para combate ao mosquito transmissor do vírus.
A gravidade dos casos é mais um fator a chamar a atenção para a necessidade urgente de medidas de prevenção contra a transmissão do micro-organismo. Diante da falta de vacinas para prevenir a febre zika e de medicações que evitem o desenvolvimento da microcefalia, a grande aposta das autoridades de saúde é no combate a criadouros do Aedes aegypti. “Essa é uma doença grave, que resulta em muitos prejuízos para a saúde do bebê. Por isso, a única medida eficaz é cada um fazer sua parte para evitar novos casos”, afirma Rodrigo Carneiro de Campos.
Por se tratar de algo novo, não descrito anteriormente na literatura médica, ainda não se sabe exatamente como funciona a relação entre as doenças. Um grupo de 80 pesquisadores brasileiros coordenado pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Crus (Fiocruz), está trabalhando em pesquisas para aprofundar o conhecimento em relação à microcefalia e ao zika vírus. O ministério confirmou recentemente a relação entre o micro-organismo e o surto de casos de malformação cranioencefálica no Nordeste do país neste ano.
Em todo o Brasil, a relação entre a microcefalia e o zika é investigada em 2.782 bebês com a malformação, segundo o último boletim disponível, e em pelo menos 135 deles a associação entre as doenças foi comprovada. Em Minas são 52 diagnósticos sob apuração, 13 deles em Belo Horizonte. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde ressaltou a importância do estudo e investigações sobre a relação entre a alteração em bebês e o novo vírus, para esclarecer questões como a atuação do agente infeccioso no organismo humano. Informou ainda que em Belo Horizonte – que decretou estado de emergência para o combate ao mosquito transmissor – está mantida vigilância intensificada e investigação dos casos suspeitos. Ainda não há diagnósticos confirmados de microcefalia na capital, destacou a secretaria. Já a secretaria estadual informou que segue e executa as recomendações oficiais do Ministério da Saúde.
Prevenção
Como o ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, é curto (pode levar de cinco a 10 dias), o Ministério da Saúde reforçou recomendações à população com a chegada do período de férias. Por isso, mesmo em uma viagem curta é preciso estar atento. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda do apartamento, após uma chuva, podem facilmente se tornar focos do Aedes aegypti e afetar toda a vizinhança. É importante verificar se a caixa-d’água está vedada, as calhas totalmente limpas, pneus sem água e em lugares cobertos, além de garrafas e baldes vazios e com as bocas viradas para baixo, entre outros pequenos cuidados que podem evitar o nascimento do mosquito e as ameaças que ele transporta.
Apesar de o principal foco de alerta estar concentrado nas mulheres grávidas ou que pretendem engravidar, devido ao risco para os bebês, o zika vírus pode deflagrar pelo menos mais uma doença severa: a síndrome de Guillain-Barré. Trata-se de uma reação a agentes infecciosos, na qual o sistema imunológico do paciente passa a atacar a chamada bainha de mielina, que recobre e protege nervos periféricos, garantindo a condução dos estímulos de movimento. Entre os sintomas estão a paralisia ascendente, que começa nas pernas e pode subir para membros superiores e pescoço. A gravidade varia de acordo com cada organismo, mas pode deixar sequelas e até ser fatal, se afetar músculos da respiração e cardíaco.

Diário de Pernambuco

Secretaria de Estado da Saúde implanta o teste da linguinha para recém-nascidos

bebeA Secretaria de Estado da Saúde (SES) está implantando, em todo estado, o teste da linguinha em recém-nascidos, de acordo com a Lei nº 13.002/14. O teste consiste na avaliação do frênulo da língua para verificar futuros problemas na amamentação, dentição e língua presa. Atualmente, o exame está sendo realizado no Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro, de Santa Luzia, Sertão do estado, e no Hospital e Maternidade Edson Ramalho, em João Pessoa, que integram a Rede Estadual de Saúde.

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De acordo com o coordenador da área técnica de Saúde da Criança, Hélio Soares, a previsão é que o teste seja implantado ainda no primeiro semestre de 2015. “A SES está trabalhando na perspectiva de continuar estruturando a rede, favorecendo a ampliação do teste da linguinha para outras maternidades, ainda nesse primeiro semestre de 2015”, afirmou Hélio Soares.

No Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro, em Santa Luzia, o teste foi implantado em maio de 2013. É realizado por um fonoaudiólogo, e a criança é acompanhada por uma equipe multiprofissional, com médico, enfermeiro e técnico de enfermagem. São realizados, em média, 40 exames mensais. De um total de 620 testes, foram identificadas 16 crianças com o encurtamento do frênulo da língua. Destas, 12 já fizeram a cirurgia de correção (frenotomia), na própria unidade hospitalar e as outras quatro estão agendadas para o início deste ano.

No Hospital General Edson Ramalho, em João Pessoa, o procedimento é realizado desde agosto de 2013, por cinco fonoaudiólogos. Até o momento, foram feitos 2.787 testes, sendo 169 casos diagnosticados com alguma alteração e necessidade da frenotomia.

Segundo informações do Ministério da Saúde, já foram tomadas várias providências, visando regulamentar a Lei do Teste da Lingüinha. Entre elas, o encaminhamento de solicitação a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para elaboração de protocolo/diretrizes terapêuticas sobre o tema e discussão com as especialistas autoras da pesquisa sobre o teste que inspiraram a Lei, para comporem, juntamente com especialistas em aleitamento materno, indicados pelo Comitê Nacional de Aleitamento Materno, um grupo de trabalho para implementação deste protocolo.

Neste sentido, está sendo discutida, na área técnica de Saúde da Criança, da SES, a criação de um documento para reforçar, junto aos médicos dos serviços hospitalares de saúde materno-infantil do estado, a importância de realizar a avaliação do frênulo da língua com maior atenção. Com isso, nenhuma mãe precisará sair do seu município para realizar o teste.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está implantando, em todo estado, o teste da linguinha em recém-nascidos, de acordo com a Lei nº 13.002/14. O teste consiste na avaliação do frênulo da língua para verificar futuros problemas na amamentação, dentição e língua presa. Atualmente, o exame está sendo realizado no Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro, de Santa Luzia, Sertão do estado, e no Hospital e Maternidade Edson Ramalho, em João Pessoa, que integram a Rede Estadual de Saúde.

De acordo com o coordenador da área técnica de Saúde da Criança, Hélio Soares, a previsão é que o teste seja implantado ainda no primeiro semestre de 2015. “A SES está trabalhando na perspectiva de continuar estruturando a rede, favorecendo a ampliação do teste da linguinha para outras maternidades, ainda nesse primeiro semestre de 2015”, afirmou Hélio Soares.

No Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro, em Santa Luzia, o teste foi implantado em maio de 2013. É realizado por um fonoaudiólogo, e a criança é acompanhada por uma equipe multiprofissional, com médico, enfermeiro e técnico de enfermagem. São realizados, em média, 40 exames mensais. De um total de 620 testes, foram identificadas 16 crianças com o encurtamento do frênulo da língua. Destas, 12 já fizeram a cirurgia de correção (frenotomia), na própria unidade hospitalar e as outras quatro estão agendadas para o início deste ano.

No Hospital General Edson Ramalho, em João Pessoa, o procedimento é realizado desde agosto de 2013, por cinco fonoaudiólogos. Até o momento, foram feitos 2.787 testes, sendo 169 casos diagnosticados com alguma alteração e necessidade da frenotomia.

Segundo informações do Ministério da Saúde, já foram tomadas várias providências, visando regulamentar a Lei do Teste da Lingüinha. Entre elas, o encaminhamento de solicitação a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para elaboração de protocolo/diretrizes terapêuticas sobre o tema e discussão com as especialistas autoras da pesquisa sobre o teste que inspiraram a Lei, para comporem, juntamente com especialistas em aleitamento materno, indicados pelo Comitê Nacional de Aleitamento Materno, um grupo de trabalho para implementação deste protocolo.

Neste sentido, está sendo discutida, na área técnica de Saúde da Criança, da SES, a criação de um documento para reforçar, junto aos médicos dos serviços hospitalares de saúde materno-infantil do estado, a importância de realizar a avaliação do frênulo da língua com maior atenção. Com isso, nenhuma mãe precisará sair do seu município para realizar o teste.

Secom-PB

Alerta em João Pessoa para doença que atinge 3.500 recém-nascidos por ano

 

Dia 19 de junho é o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), uma data para alertar sobre uma das doenças hereditárias que mais afeta pessoas no Brasil. Em uma ação de conscientização, o Instituto Espaço de Vida, em parceria com a FENAFAL (Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes), promove campanhas de informação e orientação às pessoas com doença falciforme, aos seus familiares e à sociedade durante toda a semana que marca o dia mundial.

Dados do Ministério da Saúde apontam que 3.500 crianças nascem com a doença por ano e cerca de 200 mil apresentam o traço falciforme, ou seja, possuem apenas um gene da doença e não desenvolvem os sintomas relacionados. “A doença é mais comum na população afrodescendente, porém, como há muita miscigenação racial no Brasil, pode ocorrer em indivíduos com qualquer cor de pele”, informa Dra. Clarisse Lobo, hematologista do Hemorio.

De acordo com o Coordenador Geral da FENAFAL, Altair Lira, a principal característica da Doença Falciforme é a alteração do glóbulo vermelho do sangue (hemácias). “Essas células alteradas tomam a forma de foice e não circulam facilmente pelos vasos sanguíneos, provocando diversas alterações no organismo”, explica. “Um dia como este se torna importante pela tentativa de impactar a sociedade para conhecer e lutar por políticas públicas para atender as pessoas com a doença falciforme no Brasil e no mundo. São 600 mil novos casos da doença todos os anos”, conclui.

Diversas cidades do país receberão informativos sobre a campanha com o alerta à doença. Em João Pessoa, a Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias (ASPPAH) fará a distribuição dos folhetos.

Sintomas

A doença falciforme se manifesta, geralmente, a partir dos três meses de idade, mas já pode ser diagnosticada na primeira semana de vida através da triagem neonatal, mais conhecida como teste do pezinho. Os sintomas podem variar. Entre eles estão:

– Anemia crônica: causada pela rápida destruição dos glóbulos vermelhos;

– Icterícia: cor amarelada na pele e mais visivelmente no “branco dos olhos”;

– Síndrome mão-pé: inchaço muito doloroso na região dos punhos e tornozelos. São

mais frequentes até os dois anos de idade;

– Crises dolorosas: principalmente em ossos, músculos e articulações.

Tratamento

O hematologista Rodolfo Cançado, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, explica que o tratamento tem como principal foco a prevenção das situações que podem modificar a forma das hemácias. “Entre os cuidados necessários estão o tratamento rápido de infecções, manter o calendário de vacinas em dias, evitar desidratação e atividades físicas muito intensas”, elenca o médico.

Para as dores são usados tratamentos de hidratação e analgésicos. As demais complicações exigem um tratamento mais específico.

A manifestação mais frequente da doença é a anemia falciforme. “Ela deve ter acompanhamento médico e de uma equipe multidisciplinar, tendo sempre em evidencia os cuidados especiais”, alerta Christine Battistini, fundadora do Espaço de Vida.

Assessoria para o Focando a Notícia