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CASO REBECA: MP dá parecer para manter condenação de ex-padrasto

O cabo da Polícia Militar, Edvaldo Soares da Silva, condenado a 31 anos de prisão em regime fechado pela morte da estudante e sua enteada, Rebeca Cristina, em 2011 teve parecer para manutenção da sua prisão aprovado pelo Ministério Público.

De acordo com o parecer do procurador Luciano de Almeida Maracajá, as provas apresentadas no processo estão de acordo com os votos dos jurados que condenaram o réu.

O parecer se deu após a defesa de Edvaldo entrar com um recurso, pedindo a anulação do júri popular. Os advogados dele alegaram cerceamento de defesa e parcialidade do conselho de sentença – além de falta de provas.

Para Luciano Maracajá somente na hipótese de decisão flagrantemente contrária à prova dos autos é que se autoriza novo julgamento.

“Possuindo a tese adotada pelo Tribunal do Júri um respaldo mínimo a corroborá-la, deverá prevalecer a decisão soberana da íntima convicção dos jurados”, diz.

Rebeca foi morta no dia 11 de julho de 2011 e o seu corpo foi encontrado na Mata de Jacarapé. Ela tinha apenas 15 anos e foi estuprada e assassinada no trajeto entre a casa dela e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira.

O júri de Edvaldo aconteceu em fevereiro deste ano e ele foi condenado a 10 anos pela co-autoria do crime de estupro qualificado e a 21 anos pelo crime de homicídio qualificado.

PB Agora

 

 

Após cinco anos, Polícia conclui caso Rebeca e Justiça pede prisão de padrasto

rebecaA Polícia Civil da Paraíba concluiu parte do inquérito que investiga o assassinato da estudante Rebeca Cristina Alves Simões, morta em 11 de julho de 2011. A Justiça decretou a prisão preventiva na tarde dessa terça-feira (20) do principal suspeito do homicídio, Edvaldo Soares da Silva, padrasto da vítima.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Glauber Fontes, o inquérito realizado pela Polícia Civil aponta 22 indícios que dão subsídios necessários para a prisão preventiva e o entendimento de que o caso está em fase de conclusão, após cinco anos de investigação e mais de 100 pessoas ouvidas em depoimento. “Após o levantamento, o Ministério Público ofereceu a denúncia e o Juiz do 1º Tribunal do Júri a recebeu, logo, converteu a prisão temporária em preventiva, atendendo a uma representação da Polícia Civil. O que significa dizer que o Edvaldo Soares, agora é considerado réu e responde pelos crimes de estupro e homicídio qualificado”, disse o policial.

Ainda segundo Glauber Fontes, entre os indícios apontados pela Polícia Civil, destacam-se: o histórico do suspeito voltado para prática de crimes sexuais, pois, ao longo da investigação, vários casos foram identificados, tendo alguns se transformado em inquérito policial próprio e em sindicância instaurada.

“No dia do crime, Edvaldo Soares não estava escalado oficialmente para trabalhar no Presídio do Róger, como afirmava. Ele usou a unidade prisional apenas para apresentar um álibi que não se sustentou. Esteve ausente do presídio no dia do crime não em qualquer horário do dia, mas, exatamente no período em que a perícia concluiu que houve a morte da estudante Rebeca Cristina. Por diversas vezes, o suspeito tentou tumultuar as investigações, sempre trazendo informações falsas. Quanto à motivação do crime, trabalhamos em duas frentes: Edvaldo mantinha um relacionamento extraconjugal e a vítima teria descoberto isso e a segunda foi em razão de um distúrbio sexual apresentado pelo suspeito”, afirmou Glauber Fontes.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o padrasto de Rebeca Cristina tinha se envolvido em um caso de tentativa de homicídio contra uma ex- mulher, com quem tem uma filha.  Além disso, em sua casa foram encontradas fotografias de crianças em poses sensuais. Compõem o inquérito também, provas técnicas esclarecendo que no momento do crime, Edvaldo Soares estava na área onde Rebeca foi assassinada. “Muitas provas nos dão referência para o pedido de prisão preventiva. Em depoimento, vários colegas afirmaram que Edvaldo disse que Rebeca estava desaparecida antes do meio dia, quando, na realidade, ele só foi comunicado oficialmente do desaparecimento da vítima após às 14h pela mãe da estudante que só sentiu falta da filha por volta desse horário. Temos informações robustas que dão clara certeza para a Polícia Civil  da participação efetiva do Edvaldo Soares no crime”, finalizou o delegado.

MaisPB

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Justiça prorroga prisão de suspeito de assassinar a estudante Rebeca

rebecaA Justiça prorrogou por mais 30 dias, nesta sexta-feira (19), a prisão temporária do cabo da Polícia Militar, Edvaldo Soares, padrasto da estudante Rebeca Cristina Alves Simões, e apontado pela Polícia como suspeito do homicídio que vitimou a jovem, em 2011, em João Pessoa. A prorrogação foi solicitada pela Polícia Civil.

Tanto o Ministério Público como o 1º Tribunal do Júri tiveram entendimento favorável à prorrogação. “A representação foi feita para que pudéssemos dar continuidade às investigações e diligências, que certamente vão ajudar no esclarecimento do caso e dar robustez ao inquérito policial”, disse o delegado Glauber Fontes, que coordena o inquérito que apura o homicídio da estudante Rebeca.

Rebeca Cristina, de 15 anos, foi abusada sexualmente e assassinada em 11 de julho de 2011, quando fazia o trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com várias marcas de disparos de arma de fogo, em um matagal na Praia de Jacarapé, no Litoral Sul da Paraíba.

O padrasto foi preso no dia 22 de julho. O promotor Marcus Leite, que assumiu o caso desde o dia 1º de março deste ano disse que o padastro vinha obscurecendo as investigações. A polícia acredita que ele não tenha cometido os crimes sozinho, no entanto tem envolvimento direto no crime. As investigações apontaram várias contradições, como álibis do padrasto que não se confirmaram, e seu perfil voltado para crimes de natureza sexual.

clickpb

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Testemunha quebra o silêncio, inocenta padrasto de Rebeca e acusa tenente; delegado do caso contesta

rebecaUma testemunha que preferiu não se identificar procurou a reportagem da TV Arapuan, para acusar um tenente da Polícia Militar, de ser o autor do assassinato da adolescente Rebeca Cristina, morta em 11 de julho de 2011. Ele inocentou o padrasto da jovem, preso do dia 22 de julho deste ano e disse ter visto o tenente acompanhado de outra pessoa junto com a adolescente no dia que ela foi assassinada.

De acordo com a testemunha, a jovem estava no banco da frente de um carro prata e não esboçava reação, aparentando conhecer as pessoas que a acompanhavam. O local onde o veículo tentou entrar só permite a passagem de veículos de tração animal, ou bicicleta, por isso, o carro precisou voltar de ré. “Olhei e vi duas pessoas, lembrei que era um rapaz que já tinha visto e no outro dia vendo um programa policial vi que se tratava do sumiço de uma menina encontrada estuprada e morta. Liguei 190 e 197 e o policial chegou com foto de outra pessoa que não era a que eu tinha visto”, disse.

Ele explicou que foi ouvido duas vezes pela Polícia e pelo Ministério Público e reconheceu a pessoa. Apesar disso, o processo continuou e apontou o padrasto da jovem como o autor do crime.

A testemunha explicou que não tem medo de represália por vir a público e disse que faz, pois se morrer, “a imprensa sabe quem foi”, afirmando que seria o suposto assassino da jovem. “Quando chegar no momento oportuno eu vou dizer na cara dele que é um assassino porque eu vi ele com a menina. Ele acha que o crime foi perfeito, mas foi burrice que ele fez das grandes, tirar a vida de uma pessoa inocente”, afirmou.

O outro lado

O delegado do caso, Glauber Fontes, afirmou que tem conhecimento do teor da declaração desta testemunha, mas desqualificou as acusações afirmando que ele já foi ouvido diversas vezes e que voltou atrás em diversos pontos, chegando a dar versões distintas. “Checamos o policial (que a testemunha indicou) ele fez exame de DNA e o resultado foi negativo, em seguida ele apresentou uma nova versão, cada vez que a tem contato com a investigação cria uma história diferente o que nos leva a crer que o objetivo é aparecer e não contribuir com a investigação”, disse.

A prisão temporária do padrasto foi decretada e nestes 30 dias e a polícia continua trabalhando para preencher as lacunas que faltam. “É preciso tempo para que a polícia trabalhe e evitar que pessoas ajam com injustiça”, explicou.

O promotor do caso, Marcos Leite, também desqualificou as declarações da testemunha, afirmando que só por estar no local do crime não quer dizer que está isento de comprometimento.

A respeito do envolvimento do tenente da PM, o promotor explicou que essa testemunha surgiu logo após o crime, foi ouvida porque teria visto uma pessoa com a menina e reconhecido por uma foto numa reportagem, mas quando foi levado a Central de Polícia deu informações desencontradas.

Entenda o caso

Rebeca Cristina, de 15 anos, foi violentada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime.

Marília Domingues / TV Arapuan

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Padrasto de Rebeca é preso temporariamente e promotor revela: ‘não cometeu os crimes sozinho’

caso-rebecaO promotor do 1º Tribunal do Juri de João Pessoa, Marcus Leite, informou que o padrasto da adolescente Rebeca, o cabo da Polícia Militar, Edvaldo Soares, teve a prisão temporária decretada. A prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira (22), em João Pessoa. A adolescente foi assassinada há cinco anos na Capital.

O promotor Marcus Leite, que assumiu o caso desde o dia 1º de março deste ano, requereu a prisão temporária, em harmonia com o delegado Glauber Pontes. Ele havia determinado a realização de algumas diligências, das quais foram levantadas fundadas suspeitas sobre a participação do padastro no caso Rebeca.

“Identificamos que o padastro vinha obscurecendo as investigações, eis que, sendo um dos principais suspeitos já deveria ter fornecido outros elementos para a elucidação do crime, e até mesmo, apontar a participação de terceira pessoa. Acreditamos que ele não cometeu os crimes sozinho, se autor intelectual ou material, ele foi auxiliado. E isso é motivo, segundo a lei, para decretação de prisão temporária”, disse o promotor.

Ainda segundo o promotor, se chegou ao desfecho que o padrasto tem envolvimento direto no crime. “Há várias contradições, como álibis do padrasto que se não se confirmaram, aliado ao seu perfil voltado para crimes de natureza sexual, fundamentando ainda mais o decreto da prisão temporária, objetivando o aprimoramento das investigações”, disse o promotor.

O promotor informou ainda que, nesta quinta-feira (21), o juiz exercício do 1º Tribunal do Juri, Antônio Majora deferiu a propositura ministerial e representação policial, decretando a prisão temporária do padrasto por 30 dias. “E hoje foi cumprido o mandado de prisão do suspeito que, após 30 dias, de acordo com a lei, se não atingir a finalidade prevista, a medida cautelar constritiva pode ser prorrogada por igual período, sendo, ao final, avaliado todo o contexto probatório objetivando o oferecimento da denúncia”, finalizou.

O caso

Rebeca Cristina, de 15 anos, foi estuprada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime.

Assessoria

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Cláudio Lima diz que Marinho Mendes vai ser convocado para depor sobre o caso Rebeca

claudio-limaO secretário de Segurança da Paraíba, Cláudio Lima, comentou em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM, nesta sexta-feira (15), que o promotor de Justiça, Marinho Mendes será convocado para depor, após ter ventilado na imprensa o nome do suposto assassino da jovem Rebecca, em 2011.

Para Lima, se Mendes sabe quem fez isso e ele é membro de uma instituição que tem poder de ação penal e dois promotores, ele não precisa nem de inquérito para denunciar e questiona: “Essa informação é ética com os demais procuradores que estão trabalhando? O Dr. Marinho Mendes é vice presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e se essa pessoa que ele acusa não for ela? E se for ela por que não indicou para seus pares? Se a polícia soubesse já teria terminado esse caso”, destaca.

“Acompanho o trabalho de perto e não falo nada porque estaria traindo a investigação do delegado, mas se o doutor Marinho Mendes sabe é bom que ele leve ao MP, inclusive o delegado vai chamá-lo, porque se ele sabe, então é testemunha e vai ser intimado”, afirmou lembrando ainda que o rapaz que Mendes está acusando já entrou com representação contra ele na corregedoria e na Justiça”, garante.

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Mudanças de delegado – o caso Rebecca levantou suspeitas devido ao grande número de delegados à frente. Lima afirmou que até agora foram cinco, mas justificou que o primeiro entrou de férias prolongadas por uma licença e para não deixar o trabalho parado mudou-se o delegado, os demais saíram por licença médica, porém garantiu que o trabalho não precisa ser feito do zero, pois é acompanhado pelo Ministério Público.

O secretário afirmou que espera um desfecho para as investigações e que não pode adiantar dados, pois correm em segredo de justiça, porém acredita não há pessoas influentes envolvidas, não que ele saiba.

Marília Domingues

Caso Rebeca: divulgado resultado de exame de DNA de cabo da PM

O delegado Marcos Paulo Vilela confirmou ao Portal Correio na manhã desta quarta-feira (11) que o exame de DNA realizado em um cabo da Polícia Militar deu negativo. O exame foi feito também em uma pessoa que ‘acusou’ o policial de ser o responsável pela morte da estudante. Ambos não tiveram os nomes revelados.

O exame foi realizado por peritos do Instituto de Perícia Científica (IPC) da Paraíba. Agentes confrontaram o material colhido com os suspeitos com o material do acusado retirado do corpo da jovem Rebeca Cristina Alves Simões, encontrada morta há um ano, num matagal em Jacarapé.

Ao todo, doze pessoas já realizaram o procedimento, que é crucial para a polícia conseguir identificar o autor. Para o delegado, a maior dificuldade para a solução do crime é a falta de testemunhas. Dois ex-namorados de Rebecca, o padrasto da garota, o ex-presidiário Radi Patrick e até o estuprador Abner Machado foram ouvidos. Eles forneceram amostras de material genético.

Mãe perdoa assassino da filha

A notícia de que havia um novo suspeito no caso de Rebeca reforçou as esperanças da família na elucidação do crime. Porém, Tereza Cristina Gomes Alves, mãe da garota, disse que perdoa o assassino da filha.

“Eu perdoo o assassino porque sou cristã e tenho certeza que Rebeca não gostaria desse sentimento ruim comigo”, declarou emocionada no programa Correio Manhã, da TV Correio.

Por Felipe Silveira